sexta-feira, 16 de agosto de 2019

Livro sobre abelhas sem ferrão no RS !




Há centenas de espécies de abelhas sem ferrão em regiões tropicais e subtropicais do mundo. Possuem grande diversidade de formas, cores e tamanhos, com exemplares medindo de 0,2 centímetro de comprimento até próximo de 2 centímetros. Aqui, são conhecidas algumas delas, destacando-se a jataí, a arapuá e a tiúba.

Também chamadas de meliponíneos, as abelhas sem ferrão formam colônias perenes habitadas tanto por algumas dezenas quanto por vários milhares de indivíduos. Em geral, constroem os ninhos dentro de cavidades já existentes, sendo que a maioria vive dentro de ocos de árvores. Algumas espécies gostam de instalar seus ninhos no solo, em cupinzeiros e em lugares altos.

Em cativeiro, as abelhas sem ferrão são criadas em caixas pequenas, que não exigem esforço físico e ocupam menos espaço. Por outro lado, com uma população reduzida, a produtividade da colônia da maioria das espécies, de 1 a 4 litros de mel por ano, é menor se comparada com a das abelhas com ferrão, que registra de 20 a 40 litros por ano.

Contudo, além de ter 10% menos de açúcar, o mel de abelha sem ferrão apresenta tipos diferentes de acordo com cada espécie produtora, ampliando o leque de opções para o mercado e agregando valor ao alimento, cujos preços no varejo variam de R$ 30 a R$ 100 por litro. Enquanto alguns são mais viscosos e doces, outros são mais líquidos e azedos.

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Fazendeiro francês usa galinhas para erradicar insetos e proteger seu pomar e colmeias !!

Fonte: site conexão planeta

A França não é como o Brasil: sua legislação é bastante rigorosa e não permite o uso de inúmeros agrotóxicos. Faz sentido já que é um dos países do mundo que mais incentiva a produção de alimentos orgânicos. Por isso, os produtores sempre estão em busca de alternativas naturais para combater pragas. E são a prova de que não há necessidade de aderir a pesticidas para isso.
Nessa linha, uma experiência vivida por um fazendeiro de Rennes, no condado na região da Bretanha, ficou famosa e resultou até em prêmio de inovação. Ela aconteceu em 2016, mas vale ser contada em qualquer tempo, principalmente aqui, no Brasil, com o governo Bolsonaro que, em seis meses, liberou o registro de quase 300 agrotóxicos.
Christophe Bitauld tem uma propriedade de cerca de 30 hectares em Sauliniéres, perto de Janzé (Ille-et-Vilaine), onde planta macieiras, mantém quinze colmeias e cria mais de 120 ovelhas. Pois suas macieiras corriam perigo por causa de insetos que as estavam dizimando.
A conselho de um amigo, ele procurou o zootecnista Jean-Paul Cillard, que trabalhava em um museu ecológico local – o EcoMuseu -, que, ao tomar conhecimento do problema, logo sugeriu a introdução de galinhas pretas Janzé, famintas por proteína, em seus pomares. Essa espécie – maior do que a comum – esteve ameaçada de extinção durante vários anos, mas esse museu preservou uma dúzia de indivíduos e conseguiu driblar o risco.
A galinha preta Janzé parece viciada em insetos. Era o que Bitauld precisava. Espalhou 80 galinhas em cerca de três hectares e, já no primeiro ano, 80% dos insetos haviam desaparecido. Uma benção já que os insetos tinha destruído cerca de 90% de sua produção de macieiras em pouquíssimo tempo.
Mas não demorou muito para que outra praga surgisse na fazenda e colocasse em risco as colmeias: o vespão asiático. Foi uma verdadeira invasão que dizimou cerca de um quarto das colmeias e abelhas, essenciais para a polinização das macieiras.
Para surpresa do fazendeiro, as galinhas também deram conta do enxame dessa espécie, que era um banquete para elas e satisfaziam ainda mais seu apetite de ogras. “Quando eles pairam na frente das colmeias, elas os pegam como se fossem dar-lhes um beijinho, mas rapidamente os decapitam para comer apenas o corpo, cheio de proteína”, contou Bitauld.
A experiência salvou não só a produção de macieiras que está mais saudável do que nunca, mas também pode garantir que a espécie se desenvolva novamente. Em 2017, ele tinha mais de 200, que produziam ovos de excelente qualidade, principalmente porque vivem soltas em 30 hectares de terra e conviviam em paz com mais de 120 ovelhas.
Na época, o ecomuseu ficou bastante interessado em pesquisar os ovos postos pelas galinhas a partir da ingestão do vespão asiático.

Galinhas premiadas

Orgulhoso da descoberta realizada a partir da introdução das galinhas pretas Janzé em sua fazenda – que resolveram duas questões importantes de forma natural -, Bitauld decidiu se inscrever em um concurso de inovação agrícola, com votação de júri e popular. Ele deu o nome de Ty Poul, que ganhou o primeiro lugar na competição.
Com o dinheiro do prêmio – 5 mil francos, que equivale a pouco mais de 20 mil reais –. ele investiu em melhorias em sua fazenda, na reposição de colmeias e no aumento de sua criação de galinhas. Também divulgou o trabalho inovador realizado com elas, em sua fazenda, e iniciou um projeto para fornecer galinhas para outras fazendas. Na época, um produtor da Costa Rica havia se interessado. Não encontrei mais informações a respeito.
Fotos: Divulgação
Jornalista com experiência em revistas e internet, escreveu sobre moda, luxo, saúde, educação financeira e sustentabilidade. Trabalhou durante 14 anos na Editora Abril. Foi editora na revista Claudia, no site feminino Paralela, e colaborou com Você S.A. e Capricho. Por oito anos, dirigiu o premiado site Planeta Sustentável, da mesma editora, considerado pela United Nations Foundation como o maior portal no tema. Integrou a Rede de Mulheres Líderes em Sustentabilidade e, em 2015, participou da conferência TEDxSãoPaulo.

terça-feira, 13 de agosto de 2019

Paris irá plantar florestas urbanas para combater calor !! #arborização

Fonte: site conexão planeta

Paris irá plantar florestas urbanas para combater calor
Para reduzir o calor e melhorar a qualidade do ar da capital parisiense, que anda batendo temperaturas recordes neste verão europeu, a prefeita de Paris, Anne Hidalgo, anunciou um projeto de 72 milhões de euros com o objetivo de plantar florestas urbanas ao redor de algumas das principais regiões da cidade.
Os novos parques e jardins devem abranger uma área de 30 hectares, com o plantio de 20 mil árvores até o final de 2020. Atualmente, apenas 9,5% da capital possui cobertura de vegetação.  
A princípio foram escolhidos quatro locais da cidade para receber as florestas urbanas: Hôtel de Ville, L’opéra Garnier, Gare de Lyon e as margens do Rio Sena.
Um projeto específico para a Torre Eiffel também foi desenvolvido, especificamente para a realização dos Jogos Olímpicos de Paris, em 2024. Mais árvores, jardins e gramados serão plantados no entorno da mais famosa atração turística do país.
“Temos a obrigação de agir agora para evitar que essa cidade se torne impossível de morar”, disse Hidalgo, em entrevista ao Le Parisien.
Projeto vencedor de escritório britânico de arquitetura
para levar mais verde para a região da Torre Eiffel
Em junho, a temperatura esteve 10ºC acima da média na Europa. Na França, os termômetros registraram 45,9oC, em Gallargues-le-Montueux. O calor foi tanto, devido a uma massa de ar quente vinda do Deserto do Saara, que o governo cancelou as aulas nas escolas e suspendeu um exame nacional que aconteceria. A prefeitura de Paris espalhou bebedouros e vaporizadores de água por toda a capital. E julho não foi diferente: foi o mais quente da história.
A construção de mais áreas verdes em Paris faz parte de um projeto maior, lançado em 2018, o Plan Climat, que, até 2050, pretende que a cidade tenha 50% de sua superfície coberta com vegetação, e nos próximos 30 anos, se torne carbono neutra.

Cidades precisam de árvores

A presença de vegetação em grandes metrópoles é importantíssima porque serve para minimizar o fenômeno chamado de “ilha de calor”, que acontece em cidades com muitas construções e edifícios. Nesses lugares a temperatura é sempre mais alta porque o calor fica ‘preso’ ali e não consegue se dissipar.
As altas temperaturas matam mais de 12 mil pessoas por ano no planeta e, por isso, são um dos eventos mais ameaçadores, relacionados ao clima. Os idosos são as maiores vítimas, seguidos pelas crianças.
Além de reduzir a temperatura, já que oferecem sombra e liberam vapor d’água, árvores melhoram a qualidade do ar em centros urbanos e ajudam a diminuir os estragos provocados por enchentes, ao fazer com que o solo escoe a água da chuva mais rapidamente.
Em 2016, mostramos aqui, nesta outra matéria, como um estudo da ONG The Nature Conservancy revelou que basta investir 4 dólares/ano por habitante no plantio de árvores para salvar 4 milhões de pessoas.
*Com informações do Le Parisien e Deutsche Welle
Leia também:Projeto Pomar Urbano plantará 30 mil mudas de árvores nas margens do Rio Pinheiros, em São Paulo
Juntos, moradores e prefeitura de NY plantam um milhão de árvores
Cidade inglesa vai plantar 3 milhões de árvores: uma para cada homem, mulher e criança que vive nela
As árvores mais indicadas para plantar na cidade de São Paulo
‘Quando nos conectamos com as árvores, caminhamos em direção aos nossos sonhos’, diz Satish KumarMapa colaborativo de árvores frutíferas dissemina conhecimento e incentiva plantio

Foto: @42north on unsplash e ilustração divulgação/cortesia Gustafson Porter + Bowman
Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante 6 anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, vive agora em Washington D.C.

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

ÁRVORE ESTRANHA EM PORTO ALEGRE. CAJÁ MANGA conheces?

Ontem percebi está árvore onde mora minha cunhada! Olhem só, cheia de frutos e nenhuma folha!

Pedi ajuda aos colegas, descobri que trata-se do Cajá-manga.




CAJÁ-MANGA 

cajá-manga 1
Nome científico: Spondias dulcis Som.
Nomes populares: Cajá-manga, cajarana, taperebá-do-sertão, ambarela em espanhol e, em inglês, otaheite apple
Família botânica: Anacardiaceae
Características gerais: É nativa das Ilhas Sociedade, no oceano Pacífico, Polinésia, de onde provavelmente foi introduzida na Jamaica e chegou ao Brasil pelas Guianas, tornando-se comum no Nordeste e outras regiões brasileiras. O fruto é uma drupa elipsoide, cilíndrica, com 6 a 10 cm de comprimento e 5 a 9 cm de diâmetro, com peso de até 380 g, mas usualmente menor, com cerca de 150 g, ou pouco menos, no tipo cajá-anão, introduzido pela Unesp/Jaboticabal na década de 1980. A cor externa da casca é amarela, mas no geral é manchada de pardo. A polpa é amarelada, ácida ou agridoce, aromática, com uma semente grande, fibrosa e espinhosa, o que dificulta seu consumo ao natural, também pela presença de fibras na polpa. Esta é cerca de 60 % do peso do fruto e a semente e casca 40 %.
Usos: lém de seu consumo ao natural, pelo seu sabor atraente para alguns, o cajá-manga pode ser utilizado em sucos, geleia, compota, doces, picles e tem valor medicinal. Aparece no mercado paulista entre maio e junho, sendo já produzido comercialmente, embora parte do que é comercializado provenha de plantas de pomares caseiros, onde é comum, apesar do tamanho elevado da planta. O cajá-anão citado produz frutos de qualidade e tamanho inferiores, mas sua planta é de pequeno porte e entra precocemente em produção.
cajá-manga 2
Foto 1. Cajá-manga cortado, mostrando sua polpa, e fruto inteiro com manchas, como vendido no mercado.
cajá anão fruto
Foto 2. Planta de cajá anão com frutos.

VALOR NUTRICIONAL DO CAJÁ-MANGA
cajá-manga - VN
A composição da polpa é de 72 % de umidade; 0,38 % de lipídios; acidez de 0,67 %; com 9,28 % de açúcares redutores; sólidos solúveis totais de 5 oBrix  e carboidratos.
Minerais – Cálcio – 13 mg; magnésio – 11 mg; fósforo – 24 mg; ferro – 0,2 mg; potássio – 119 mg.
Vitaminas – vitamina A – 635 UI; B1 – 0,11 ou 50 mcg; vitamina C – 26,7 a 35 mg.
Fonte: DONADIO, L.C.; ZACCARO, R.P. Valor nutricional de frutas.

INFORMAÇÕES ADICIONAIS
Chamada de vários outros nomes em diversos países onde produz e é bem conhecido, tais como ambarela manzana de Tahiti, em espanhol, e otaheite apple, em inglês, o cajá-manga também é conhecido no nordeste brasileiro por cajarana e taperebá-do-sertão. Apesar de sua origem asiática, se adaptou muito bem em diversas regiões do Brasil e chega a ser fruta comum em pomares de fundo de quintal, embora não seja muito comercializada. Sua produção é bem concentrada entre abril e junho no estado de São Paulo, tendo a planta um hábito interessante de perder as folhas no inverno, como se fosse uma planta de clima temperado
DONADIO, L. C. & outros. Frutas Exóticas, Funep, 1998.

quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Pesquisa resgata gene do #tomate selvagem para aumentar valor nutricional do fruto

Fonte: jornal da USP

Com maior concentração de vitamina E e açúcares, planta transgênica teve reinserido o gene GLK2, eliminado do tomate pela domesticação.

Pesquisadores produziram um tomate transgênico reintroduzindo o gene GLK2 selvagem,
perdido durante o processo de domesticação e melhoramento do fruto – Foto: Marcos Santos/ Jornal da USP
. O gene responsável por amadurecer o tomate uniformemente dando-lhe um aspecto mais atraente aos olhos do consumidor é o mesmo que faz dele um fruto com menor valor nutricional. Tomates vistosos encontrados nas feiras têm menos vitamina E e baixo nível de açúcares, o que impacta, inclusive, na qualidade e densidade de polpas, extratos e molhos. Os estudos que evidenciam este fato envolvendo a transcrição da proteína GOLDEN 2-LIKE 2 (GLK2) foram tema de artigo científico publicado na PlosOne por pesquisadores do Laboratório e Genética Molecular de Plantas do Instituto de Biociências (IB) da USP.
Segundo a bióloga Maria Magdalena Rossi, coordenadora do projeto temático que trabalha com a compreensão e manipulação do metabolismo vegetal, os pesquisadores produziram um tomate transgênico reintroduzindo um gene GLK2 selvagem, perdido durante o processo de domesticação e melhoramento do fruto. A experiência foi feita com o objetivo de demonstrar que a mutação em GLK2, selecionada para proporcionar amadurecimento uniforme ao fruto – uma demanda do setor agroindustrial – comprometeu o sabor e suas propriedades nutricionais. O tomate com o gene selvagem possui 25% mais vitamina E que os convencionais, além de polpa mais densa. .
Maria Magdalena Rossi, pesquisadora da USP e coordenadora do projeto temático GLK2 – gene que afeta a qualidade nutricional dos tomates – Foto: Marcos Santos/ Jornal da USP
.
Ao longo dos anos, o tomate passou por um processo de domesticação e melhoramento até chegar ao que ele é hoje. Os tomates selvagens, originários dos Andes Peruanos, são menores e, a maioria, não acumula carotenoides (compostos de importância nutricional que conferem coloração laranja/vermelha). E os que possuem carotenoides, não amadurecem de forma uniforme, sendo o “ombro” ou a parte de cima do fruto a última a ganhar cor avermelhada. Essa característica nativa tornou-se um problema para a colheita mecanizada e fez com que os frutos perdessem apelo do consumidor, relata a professora Magdalena.

O foco do trabalho era saber se a mutação em GLK2 introduzida na maioria das variedades cultivadas hoje estaria afetando os compostos nutricionais, em particular os açúcares e a vitamina E. E se fosse comprovada esta hipótese, os pesquisadores consideravam que se o GLK2 fosse reintroduzido ao fruto, se recuperaria o valor nutricional, explica.

Tomate transgênico tem 25% mais
vitamina E que os convencionais

A solução foi sobre-expressar a proteína, ou seja, desenvolver uma planta que produzisse fruto com maior quantidade de GLK2. Assim seguiram as experiências e foram cultivadas mudas transgênicas, mutantes (tomates convencionais) e outras com o gene selvagem. Depois, em laboratório, foram feitas análises bioquímicas de amostras das três variedades. A hipótese se confirmou: “Com a reintrodução do gene GLK2, o tomate da planta transgênica apresentou tanta vitamina E quanto a planta selvagem e 25% mais do que os tomates convencionais. Em relação ao nível de açúcar, a planta geneticamente modificada teve grau Brix (medida de conteúdo sólidos e solúveis) mais elevado que o tomate selvagem e o convencional. O grau Brix é utilizado para identificar a qualidade da polpa do fruto que influi na densidade de extratos, massas e molhos, parâmetro de valor econômico bastante considerado pela indústria alimentícia. .
As três variedades cultivadas no Laboratório de Genética Molecular do Instituto de Biociências da USP – Foto: Marcos Santos/ Jornal da USP
.
A pesquisadora lembra que não é necessário produzir plantas transgênicas para restaurar o conteúdo nutricional dos frutos para o consumo humano, e que a planta transgênica produzida no IB serviu apenas de ferramenta de pesquisa para demonstrar que as modificações feitas nos tomates ao longo do tempo acabaram prejudicando a qualidade nutricional do fruto. “Um tomate mais nutritivo pode ser obtido resgatando o GLK2 por meio de cruzamentos”, reforça.

Mais informações: (11) 3091-7556 ou mmrossi@usp.br, com Maria Magdalena Rossi, ou bslbsl@usp.br, com Bruno Silvestre Lira

quarta-feira, 7 de agosto de 2019

Uvaia Doce ou sem Acidez ( Eugenia pyriformis )

Fonte: ciprest

UVAIA DOCE ou SEM ACIDEZ

( Eugenia pyriformis ) - RNC 23992


Variação da tradicional Uvaia, esta seleção produz frutos de casca lisa, com polpa sucosa e sem acidez, portanto seus frutos são considerados doces. De agradável sabor, são ótimos para consumo in-natura, sucos, geleias, doces, sorvetes e licores.

Árvore de médio porte, cresce até 8 metros de altura, porém com podas e manejo adequado é possível cultiva-la em vasos. Folhagem e flores muito ornamentais. Planta apreciada pelos pássaros para ninhos. Pode ser utilizada como árvore para arborização urbana. 

 Deve ser plantada a pleno sol, em solos férteis e úmidos, com boa drenagem. Começa a produzir frutos em 1 a 2 anos após o plantio da muda.

Mudas desta espécie são são comercializas sazonalmente pela Ciprest.www.ciprest.com.br

Veja mais fotos abaixo:


Detalhe dos frutos

Detalhe dos frutos

Detalhe de planta pequena já carregada de frutos

Detalhe dos frutos na planta

COMO PRODUZIR Physalis peruviana L.?





Data Edição: 14/07/2010 Fonte: TodaFruta

Colaboração de Janaína Muniz (janainamuniz@gmail.com), mestranda em Produção Vegetal pelo CAV/UDESC, sobre orientação dos professores Aike A. Kretzschmar (a2aak@cav.udesc.br) e Leo Rufato (leoruffato@yahoo.com.br)

A Physalis é uma frutífera de grande valor nutricional e econômico que está sendo incorporada no quadro das pequenas frutas no Brasil. O cultivo de Physalis, por ser uma planta rústica e de boa adaptação, constitui-se em uma excelente alternativa de economia agrícola para pequenos e médios produtores, com boas perspectivas de comercialização no mercado brasileiro.
Embora o cultivo desta fruta apresente um grande potencial para o mercado, seu plantio ainda é restrito devido desconhecimento das práticas de manejo, da alta demanda de mão-de-obra, além do alto preço de comercialização, não estando acessível à grande maioria da população.
Tendo em vista a importância dessa cultura, o Centro de Ciências Agroveterinárias – CAV/UDESC está realizando uma série de experimentos com Physalis, além de comercializar mudas e dar assistência técnica aos produtores.
A Physalis peruviana é uma fruta originária dos Andes e pertence à família das solanáceas. Dentro do gênero Physalis encontra-se em torno de 80 espécies diferentes, cultivadas na América, Europa e Ásia. Na Colômbia é conhecida como uchuva, no Japão como hosuki, no Equador como uvilla e aqui no Brasil é conhecida principalmente como camapum e joá-de-capote.
A planta da Physalis tem um alto valor agregado, podendo ser utilizada desde sua raiz até o fruto propriamente dito. Caracteriza-se por ser uma excelente fonte de ferro, fósforo, vitaminas A e C, além de alcalóides e flavonóides. A raiz e as folhas são ricas em propriedades medicinais, utilizadas no mercado farmacológico. Já o fruto é utilizado na fabricação de geléias, sucos, compotas, sorvetes, saladas de frutas, sendo uma ótima combinação em pratos salgados como doces.
Atualmente a Colômbia é o maior produtor e exportador da fruta. No Brasil, até de 2007, o cultivo desta fruta era voltado somente para a pesquisa. Sendo que a partir de 2008, novos fruticultores entraram na atividade, que traz boas perspectivas para a agricultura familiare estão obtendo sucesso. Na região sul de Minas um fruticultor começou sua produção com apenas 300 plantas e em 2009 aumentou sua área plantada com 4.500 novas mudas. Já na região sul de Santa Catarina outro produtor iniciou sua produção com 500 mudas e em 2009 aumentou sua produção para 10.000 novas mudas. O Rio Grande do Sul, também está se tornando um pólo produtor, com um plantio planejado de 40 mil plantas.
Acredita-se que se trata de uma excelente alternativa de agricultura sustentável para o pequeno e médio agricultor rural, o ideal é arrumar parcerias em cada região para diversificar e expandir o empreendimento.
Antes de iniciar o cultivo da Physalis, o produtor deve ter em mente algumas questões muito importantes, como por exemplo: onde produzir, como produzir, quais os possíveis problemas, como colher, como fazer o manejo pós-colheitae principalmente qual será o destino finaldo produto. Para que estas e outras questões que venham a surgir sejam respondidas, a seguir se têm algumas informações básicas e técnicas do cultivo da planta.
A Physalis se adapta bem a extensa faixa de condições edafoclimáticas. Basicamente, para seu cultivo, a planta necessita de temperatura média de 15º C, luminosidade de 1500 a 2000 horas luz/ano, a precipitação deve oscilar entre 1000 a 2000 milímetros bem distribuídos durante todo o ano e a umidade relativa do ar em torno de 75%. Sendo que excesso de seca, umidade, frio ou calor prejudicam o crescimento e desenvolvimento das plantas, prejudicando também a qualidade final do produto e diminuindo a produtividade/hectare.
O solo deve ser rico em matéria orgânica, pH entre 5,5 e 6,8, evitando-se solos encharcados e que anteriormente já tenham sido cultivados outras solanáceas.
No Brasil ainda não existe recomendação de adubação específica para a Physalis, sendo esta realizada, com base na recomendação para a cultura do tomateiro.
A propagação da Physalis pode ser feita pelo método sexuado (sementes), assexuado (parte vegetativa) ou ainda cultivo in vitro. O processo mais recomendado e adotado para a cultura é o sexuado, devido à facilidade e a porcentagem elevada de germinação (85-90%).
O plantio pode ser feito em várias épocas do ano, conforme a região e o clima predominante. Em regiões subtropicais, onde não há riscos de ocorrência de geadas, pode-se plantar em qualquer época do ano, sendo que o ciclo da cultura pode se estender até dois anos, após este período tanto à produtividade quanto a qualidade dos frutos diminui. Para a região sul do Brasil, recomenda-se o plantio em meados de outubro e novembro, sendo uma cultura anual, devido às baixas temperaturas ocorridas no inverno.
Utilizando algumas práticas agrícolas, como adubação, espaçamento, tutoramento, desbaste, condução e poda, melhora-se o dossel vegetativo da planta como também contribui para a qualidade e aparência da Physalis produzida.
O tutoramento das plantas é considerado uma das principais técnicas de cultivo, ocorrendo melhor aproveitamento da luminosidade, consequentemente, produzindo uma fruta de maior qualidade. O amarrio das plantas deve ser constante, principalmente nos primeiros 30 dias após o transplante. Nesta fase, deve-se também manter o local limpo das plantas concorrentes, para que não haja competição de água e nutrientes entre as plantas.
Para cada sistema de condução utilizado, existe um manejo diferenciado. Os sistemas de condução utilizados para as plantas de Physalis são semelhantes, porém não iguais, aos sistemas empregados no cultivo do tomateiro. Temos como os principais sistemas de condução para a cultura: sistema espaldeira, sistema em “X” e sistema em “V”.
Uma grande variedade de pragas de importância econômica, atacam diversos órgãos da planta durante o ciclo de produção, porém somente algumas delas foram observadas nos plantios já existentes no Brasil. As principais pragas encontradas na cultura da Physalis são: Epitrix sp. (Pulga-do-fumo), Aphis sp. (Pulgões), Edessa rufomarginata (Percevejo), Phthia picta eManduca sexta paphus.
Atualmente, ainda não existe uma grade de inseticidas que podem ser utilizados no cultivo de Physalis, portanto, os meios mais utilizados para o controle destas pragas, seria o manejo integrado de pragas (MIP), utilizando práticas culturais adequadas e o controle biológico natural. Estas medidas de controle se tornam viáveis para o produtor, devido ao baixo custo, como também pela segurança alimentar e ambiental.
Devido aos monocultivos em determinadas áreas, houve como consequência, o aumento da incidência e severidade das doenças. As principais doenças diagnosticadas na cultura da Physalis no Brasil são: Cercospora sp. e Alternaria sp.
As estratégias de manejo destas doenças referem-se às boas práticas agrícolas de cultivo, que vão desde a seleção da semente de boa qualidade até a escolha adequada de fungicidas.
Assim como outras espécies de pequenas frutas, a Physalisé uma fruta climatérica e apresenta um longo período de colheita. De acordo com as exigências do mercado ou as condições climáticas de cada região, a colheita é realizada uma a três vezes por semana. A colheita se inicia quando os frutos obtiverem uma coloração amarelo-queimado externamente (cálice), e laranja-amarelado internamente e com valor de sólidos solúveis em torno de 14 ºBrix.
Recomenda-se comercializar a fruta em até 12 horas após a colheita, caso contrário, ela deverá ser armazenada a uma temperatura de 4°C e a uma umidade relativa de 90%.
A apresentação do produto depende do mercado e das exigências do consumidor. Aqui no Brasil, normalmente encontra-se nas grandes redes de supermercados e são comercializadas com o envoltório para consumo in natura e sem cápsula para o mercado de polpa e geléias. As principais embalagens para a comercialização da Physalis são cestas plásticas, bandejas de isopor e sacos plásticos, contendo em média 100g.
A qualidade da Physalis é estandardizada nos padrões práticos colombianos que segue as normas NTC 4580 de 1999. Esta norma estabelece os requisitos básicos para comercializar Physalis destinada tanto para o consumo in natura e processamento.
***
Artigo encaminhado ao TodaFruta para publicação em 01/07/10.

terça-feira, 6 de agosto de 2019

Aprenda como plantar árvores em espaços urbanos!!!

Fonte:Redação Pensamento Verde


Árvore
Foto: ciflorestas
No Brasil existem campanhas permanentes pelo plantio de árvores nas cidades. Qualquer cidadão pode plantar uma árvore em espaços urbanos, mas para isso é preciso tomar alguns cuidados, como escolher a espécie e o local adequados e observar as leis municipais de meio ambiente.
Em São Paulo, por exemplo, é liberado o plantio de espécies em quintais e pátios particulares, já para o cultivo em locais públicos é preciso uma autorização da prefeitura. A cidade também oferece mudas gratuitas nos viveiros e parques municipais.
Uma dica importante para plantar árvores é observar a espécie. Plantas com raízes muito grandes não devem ser cultivadas em calçadas, porque podem danificar a passagem, prejudicar a estrutura das casas e até estourar tubulações de água e esgoto. (Veja as árvores mais adequadas para cada local no final da matéria).
Também é preciso ficar atento à legislação, pois não é permitido plantar árvores frutíferas nas calçadas já que os frutos podem cair e causar acidentes. Algumas espécies não devem ser plantadas nem mesmo nos jardins de casas dependendo do tamanho do local, pois se não houver espaço, as árvores muito grandes e que produzem muita sombra podem ser nocivas ao crescimento das demais vegetações.
Ao escolher uma árvore para plantar, procure espécies que sejam adequadas ao clima de sua região, que não tenham espinhos e que não sejam tóxicas. Muitas árvores podem causar irritações e queimaduras, como a espirradeira.
Além de ficar atento a como plantar uma árvore, é necessário tomar cuidados ao longo de todo o cultivo e crescimento da espécie: regar a muda pelo menos a cada dois dias, podar e retirar os galhos secos e doentes, adubar e não pintar os troncos ou amarrar pneus e cordas são ações importantes para ter uma planta saudável.
Ficou animado? Veja as espécies de árvores ideais para plantar em cada local:
Na fachada
Plante árvores de médio e grande porte, com características ornamentais, como as que possuem flores e frutos. O ipê-roxo, a grumixama e o pau de ferro são alguns exemplos.
Jasmim-manga
Jasmim-manga. Foto: 14020964@N02
Na calçada
O melhor é plantar espécies pequenas que não tenham raízes muito extensas, galhos muito baixos e não soltem muitas folhas, como o flaboiâzinho, o manacá-anão e a pitangueira.
Para a beira da piscina
A eritrina, o jasmim-manga e o pandano são árvores que se adequam bem a este ambiente, pois tem pouca queda de folhas, o que facilita a limpeza. As palmeiras também são boas opções.

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

“Fungos do bem” combatem pragas em plantações de morango e feijão!! USP

Fonte: Jornal da USP

Nova forma de aplicação de fungos traz oportunidade para o desenvolvimento de uma agricultura mais sustentável
Novo método é uma estratégia inovadora que pode reduzir as aplicações de 
 agroquímicos para o controle do ácaro rajado, melhorar o desenvolvimento das 
plantas de feijão e de morango, além de ser inofensivo ao meio ambiente
 e à saúde humana – Foto: Gustavo-Mansur via Flickr
.
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Um dos grandes desafios para os agricultores brasileiros é o controle de pragas e a estratégia de combate mais utilizada por eles tem sido o uso de agroquímicos, que podem causar consequências graves ao meio ambiente e aos seres humanos. Buscando inovações para uma agricultura sustentável, pesquisadores da USP e da Universidade de Copenhague (Dinamarca) utilizaram meios naturais para diminuir a população de organismos considerados prejudiciais às plantações. Inocularam fungos entomopatogênicos (que podem atacar os insetos) em plantas de feijão e de morango para combater o ácaro rajado (Tetranychus urticae), que atinge além destas duas culturas mais outras 200 espécies diferentes.
Fernanda Canassa, autora da pesquisa que usa fungos entomopatogênicos para o controle do T. urticae – Foto: Arquivo pessoal
Segundo a autora da pesquisa, a bióloga Fernanda Canassa, do Laboratório de Patologia e Controle Microbiano de Insetos da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba, esses fungos já são utilizados para combater pragas em outras plantações, porém, são pulverizados sobre as plantas com o objetivo de atingir determinada praga alvo. No estudo em questão, as sementes de feijão e as raízes de plantas de morango foram inoculadas (mergulhadas) em suspensões de fungos. “Este novo método é uma estratégia inovadora que pode reduzir as aplicações de agroquímicos para o controle do ácaro rajado, melhorar o desenvolvimento das plantas de feijão e de morango, além de ser inofensivo ao meio ambiente e à saúde humana.”
O ácaro rajado ataca as folhas das plantações provocando amarelecimento destas, reduz capacidade da planta de realizar a fotossíntese e como consequência há perda acentuada da produção e da qualidade dos frutos. No morangueiro, por exemplo, quando há grande infestação, a produção de frutos fica comprometida em até 80%. O controle da praga é realizado com a aplicação de acaricidas ou através da liberação de ácaros predadores. Fernanda explica que quando inoculados, “os fungos dos gêneros Metarhizium e Beauveria (os “fungos do bem”) são capazes de colonizar o interior dos tecidos das plantas e conferir proteção contra algumas espécies de pragas”, diz.
Os estudos foram realizados conjuntamente na Dinamarca e no Brasil. Na Universidade de Copenhague, os testes foram feitos com feijão cultivado em casa-de-vegetação. A ideia foi analisar os efeitos da inoculação de sementes de feijão em suspensões de Metarhizium e Beauveria no crescimento populacional do ácaro rajado, no desenvolvimento e produção da leguminosa e no comportamento e taxa de predação de uma espécie do ácaro predador (Phytoseiulus persimilis).
Cultivo do feijão – Foto: Arquivo pessoal Fernanda Canassa
No Brasil, os experimentos foram feitos com morangos em casa-de-vegetação na Esalq e em quatro áreas de produção comercial, sendo três em Atibaia, em São Paulo, e uma em Senador Amaral, Minas Gerais. Nesse caso, as raízes de morangueiro foram inoculadas em suspensões fúngicas. Aqui, foram avaliados o crescimento populacional do ácaro rajado, o desenvolvimento das plantas e a produção de frutos. Em campo, foram também observados os efeitos contra fitopatógenos (micro-organismos que causam doenças nas plantas) e ácaros predadores presentes nas áreas experimentais.
Cultivo do morango – Foto: Arquivo pessoal Fernanda Canassa

Mais frutos e leguminosas sem agredir o meio ambiente

Os resultados da pesquisa confirmaram redução significativa na população de T. urticae e melhor desenvolvimento das plantas. Segundo Fernanda, a produção das vagens do feijão e dos frutos de morango foram superiores nas plantas inoculadas em relação às não inoculadas. No campo, foram observadas populações significativamente menores de T. urticae, menos sintomas de doenças e não houve efeito negativo na população natural de uma espécie de ácaro predador (Neoseiulus californicus).
Como perspectiva prática, Fernanda afirma que há a possibilidade de, no futuro, haver o desenvolvimento de produtos comerciais, como um biopesticida à base de fungos entomopatogênicos para uso como inoculantes. “A associação desses produtos biológicos com outros inimigos naturais (parasitoides e predadores) certamente contribuirá para o manejo integrado de pragas de diversas culturas no campo”, completa.
A tese de doutorado Effects of entomopathogenic fungi used as plant inoculants on plant growth and pest control foi defendida na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, sob a orientação dos pesquisadores Italo Delalibera Junior (Esalq) e Nicolai Vitt Meyling (Universidade de Copenhague).
Mais informações: e-mail fernanda.canassa@usp.br, com Fernanda Canassa
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Arte: Cleber Siquette/ Jornal da USP
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Como podar roseiras!!

Fonte: site o meu jardim


Mulher a podar roseiras
O ato de podar é uma das tarefas de jardinagem mais importantes na manutenção de um jardim. No caso das roseiras, a poda vai determinar o aspeto final e a beleza das suas flores. Saiba como podar roseiras para que as suas rosas sejam grandes, esbeltas e brilhantes.

Quais as ferramentas necessárias

Para podar roseiras corretamente, é necessário reunir as ferramentas seguintes:
  • Tesouras de poda
  • Tesoura telescópica de podar
  • Serra curvada
  • Luvas grossas
  • Camisola de mangas compridas
Para preservar a saúde das suas roseiras, é fundamental que todas as ferramentas estejam limpas e afiadas antes de entrarem em ação. Só assim é que as rosas são corretamente podadas, crescendo de uma forma saudável e natural.

Quando devem ser podadas as roseiras

Uma das perguntas mais importantes e que está relacionada com a arte de podar roseiras, passa por saber exatamente quando é que ela deve ser realizada? O momento mais oportuno é determinado pelo tipo de roseira e pela sua localização geográfica. Como tal, é necessário conhecer pormenorizadamente a variedade que está a usar e obter todo o tipo de informações em relação a ela.
De uma forma geral, a poda de uma roseira, de uma árvore ou de um bonsai ocorre na estação da primavera, nomeadamente no início do mês de março ou de abril para quem se encontra no Hemisfério Norte, ou setembro e outubro para quem está no Hemisfério Sul. No entanto, o inchaço dos botões de rosa também mostra qual é o momento mais apropriado para podar as roseiras.

Porque devem ser podadas as roseiras

As roseiras devem ser podadas no tempo certo, uma vez que esses cortes vão estimular um novo crescimento e remover todos os elementos que estejam mortos e/ou em decomposição. Por outro lado, é de destacar que o ato de podar ajuda a melhorar a estética de uma planta, permite que os raios solares cheguem ao núcleo da mesma, o que facilita a sua nutrição e novas áreas de crescimento. O ato de podar as roseiras é, sem dúvida, uma das tarefas de manutenção obrigatórias para que o seu jardim tenha sempre um aspeto florido e colorido.

Como podar roseiras

Podar ou aparar roseiras é um passo muito importante na manutenção e no cuidar de rosas de um jardim. Se as roseiras forem mal aparadas, as plantas não florescem na sua totalidade e podem ficar muito fracas. Tenha em mente que o ato de podar ou aparar roseiras é, apesar da crença popular, um processo muito fácil de ser realizado e pode ser feito por qualquer jardineiro.
Das tarefas que são realizadas num jardim durante a estação da primavera, a poda das roseiras é uma das principais, pois é quando surgem os primeiros rebentos. Os caules dos rebentos exteriores devem ser aparados cerca de 6 mm, uma vez que isso vai ajudar a roseira a crescer, tornando o arbusto mais composto e atraente. Tenha em atenção que é fundamental usar um par de tesouras de poda bem afiadas para não danificar as plantas.
O aparar de roseiras no verão implica remover as flores gastas, assim como, fazer uma limpeza geral com o intuito de tornar o arbusto mais completo e agradável à vista. Tenha em mente que a remoção dos galhos soltos pode ser uma ação necessária e desejada para a saúde da sua roseira. Ao fazê-lo, estará a incentivar o crescimento das suas rosas e a manter um jardim de flores em ótimas condições.

Dicas para podar

Existem várias dicas que poderão ser colocadas em prática para podar corretamente as roseiras de um jardim. São elas:
  • Remover os ramos que estejam deteriorados, mortos e/ou em decomposição.
  • Eliminar os caules que pareçam estar murchos, secos ou negros.
  • Arejar a roseira de modo a que ela tenha uma boa iluminação solar e circulação de ar.
  • Cortar os caules dos rebentos exteriores em cerca de 3 a 6 mm, dependendo se estão em bom ou mau estado.
  • Fazer cortes limpos e concisos para não danificar as plantas.
  • Aparar os ramos num ângulo de 45 graus.
  • Verificar se o centro dos ramos cortados é branco e fresco. Se assim for, é sinal de que as rosas terão um aspeto magnífico.

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