Seja Bem Vindo!

"Muita gente pequena, em muitos lugares pequenos, fazendo coisas pequenas, mudarão a face da Terra". provérbio africano

Pomar Doméstico

Cultivando frutas no jardim. POMAR DOMÈSTICO

 Texto da Eng.Agr.Miriam Stumpf.



Cultivo de frutiferas Lembranças de infância de subir na laranjeira ou jabuticabeira para pegar frutas?
Retirar do pé e comer, mesmo sem lavar, nada fazia mal e a gente nem se preocupava com isto, somente em espiar e ver se a goiaba não tinha bichinhos caminhando.

O tempo passou, lugares com quintais grandes diminuiram e somente no interior ainda é possível achar pomares domésticos com produção para a família.
Para quem possui o desejo de fazer do seu espaço um local aprazível, belo e de repente produtivo, estamos trazendo a idéia para dar início a este desejo.

Vamos fazer um pomar! Para a família saborear frutas produzidas sem agrotóxicos, amadurecidas no pé, com mais sabor. Para fazer doces, geléias e sucos das frutas colhidas em casa.


O que é preciso para fazer um pomar caseiro?
Para iniciar um pomar, devemos pensar em diversos fatores antes de sair a comprar mudas.
Primeiro, se estará disposto a cuidar do pomar, mantendo as plantas sadias e produtivas, limpando o terreno de inços e frutas caídas.

Nada mais triste que um pomar abandonado, com as plantas sem regas e doentes, com insetos, frutas apodrecidas no chão e o mato tomando conta de tudo.
Depois em fatores externos, como clima, luminosidade, solo e água disponível.

O fator clima na escolha das frutíferas

Vamos estudar o clima da região. Isto determinará que tipo de árvore frutífera iremos plantar.
As espécies de clima tropical não podem ser cultivadas em regiões de invernos frios e sujeitos às geadas.

As frutíferas de clima temperado necessitam de um período de temperaturas mais baixas no inverno para que entrem em dormência, que é o seu repouso vegetativo para depois voltarem a se desenvolver, florescer e frutificar.
Então, o que é importante conhecer: temperatura, umidade relativa, luminosidade e ventos.
As plantas frutíferas são separadas em grupos de clima tropical, subtropical e temperado.
Cada um deles tem exigências diferentes para crescimento, florescimento e frutificação.

Quer saber mais sobre pomar doméstico?
abraço
alexandre panerai

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Frutas raras ainda são pouco exploradas

Fruta exótica é toda a fruta que não é nativa de um país, por exemplo, a banana é uma fruta exótica no Brasil, pois é originária do Sudeste Asiático. No entanto, ocorrem certos enganos em relação a esta nomenclatura, sendo designadas de frutas exóticas, algumas frutas nativas que não são muito cultivadas e não são encontradas com facilidade nos mercados das grandes cidades.
Dessa forma, algumas das frutas de maior expressão econômica na agricultura nacional, são exóticas, como o caso da laranja, manga, maçã, uva e banana. Contudo, pelo ponto de vista de frutas “incomuns”, esse é um ramo da fruticultura que vem crescendo a cada ano.
Frutas como a pitaya e o kino, por exemplo, atualmente são comercializadas a altos preços. “As exportações aumentam devido à procura da população por frutas diferentes das encontradas no dia-a-dia de mercados, varejões, feiras, etc”, diz a engenheira agrônoma Patrícia Maria Pinto, da Faculdade Cantareira.
Atualmente, é possível encontrar uma série de frutas nativas e exóticas que não são comumente consumidas e encontradas nos centros de varejo. Entre elas estão bacuri, cupuaçu, mangaba, abiu, camu-camu, umbu, pitaya, canistel, rambutã, kino, physalis, sapoti e mirtilo (blueberry). Muitas frutas de caráter incomum são importadas e comercializadas no Brasil.

Um estudo realizado na Ceagesp, entre 2005 e 2007, mostra que foram comercializados aproximadamente 70 mil quilos por ano de mangostão, 81,5 kg/ano de pitaya e 40 mil Kg/ano de kino. Mas essas frutas, consideradas raras, ainda têm mercado para crescer no Brasil, onde o consumo de frutas chega a 60 quilos por pessoa ao ano, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Frutas.


Obstáculos
Ao longo dos anos, o consumo de algumas espécies se tornou popular, como é o caso da lichia, do kiwi e da atemoia. Na opinião de Patrícia, muitas frutas poderiam ocupar um lugar expressivo no mercado, no entanto, ainda enfrentam diversos obstáculos, como alto preço no momento da comercialização, falta de divulgação adequada das propriedades das frutas e problemas com importação ou produção com qualidade, em escala comercial. “São inúmeras as espécies sobre as quais não se dispõe de conhecimentos agronômicos, não havendo produção em larga escala e estudos no sentido de torná-las aptas ao cultivo fora do local de origem, bem como em relação à conservação e comercialização das frutas”, observa Patrícia. Assim como as exóticas, que não possuem pomares comerciais no país e precisam ser importadas, dificultando a comercialização durante o ano todo. “A produção atual precisa ser ajustada para atender à crescente demanda por essas frutas”, diz.

Para o gerente de vendas da Araçatuba, Maciel Domingues, a comercialização de frutas consideradas exóticas é responsável por 20% dos negócios da empresa. Para ele, o preço praticado no atacado da Ceagesp não é alto, porém, os supermercados elevam os preços para revender ao consumidor final. “Esse fato dificulta a popularização das frutas exóticas no Brasil”, opina.

Já o gerente da Hetros/Frugal, Gilson Martins, acredita que as frutas exóticas ainda formam um nicho muito pequeno de mercado. “É um mercado que não deslancha por causa do preço alto e da falta de divulgação” ressalta.





Com o objetivo de ampliar a divulgação das frutas raras e torná-las mais populares, o médico e
produtor Sérgio Sartori se juntou a outros aficionados por frutas, e criou, há dois anos, a Associação Brasileira de Frutas Raras. A sede da entidade, que não tem fins lucrativos, funciona na propriedade do médico, em Rio Claro (SP).

É lá que ele cultiva 1.300 variedades de frutas, algumas comuns, outras nem tanto. Em seu pomar é possível encontrar espécies pouco conhecidas pela maioria dos brasileiros, como araçá-açu, uvaia e cajá-anão, entre muitas outras. “Gostaria que futuramente essas frutas deixassem de ser consideradas raras e passassem a ser comuns, encontrando-as facilmente nos entrepostos brasileiros”, diz. De acordo com Sartori, que é também um dos autores do livro “Frutas Brasileiras e Exóticas Cultivadas”, existem hoje 312 variedades de frutas raras cultivadas no Brasil. (V.C.)



Pitaya é o nome dado ao fruto de várias espécies de cactos epífitos, sobretudo do género Hylocereus mas também Selenicereus, nativas do México e América do Sul e também cultivadas no Vietname, Malásia, Israel e China. O termo pitaya significa fruta escamosa, também sendo chamada de fruta-dragão em algumas línguas, como o inglês. Como a planta só floresce pela noite (com grandes flores brancas) são também chamadas de Flor-da-Lua ou Dama da Noite.


Clima e solo

Pode ser cultivada de 0 até 1.800 metros acima do nível do mar, desde que as temperaturas sejam em média de 18 a 26oC, com chuvas de 1.200 a 1.500 mm/ano, mas se adapta também a climas mais secos.



Fruta

Existem três variedades, todas com a pele folhosa:

• Hylocereus undatus, branca por dentro com pele rosa

• Hylocereus polyrhizus, vermelha por dentro com pele rosa

• Selenicereus megalanthus, branca por dentro com pele amarela



A fruta pode pesar entre 150-600 gramas e seu interior, que é ingerido cru, é doce e tem baixo nível de calorias. Seu sabor é, por vezes, parecido com o do kiwi. Da fruta se faz suco ou vinho; as flores podem ser ingeridas ou usadas para fazer chá. As sementes se assemelham às do gergelim e se encontram dispersas no fruto cárneo.

Crê-se que a variedade de interior vermelho é rica em antioxidantes.



Utilização

Pode-se consumir a polpa do fruto ao natural ou processado como refresco, geléias ou doces. É também utilizada em medicina caseira, como tônico cardíaco, seu gosto lembra um pouco o melão. Apesar de sua aparencia chamativa, o paladar é suave. As sementes têm efeito laxante. Além do fruto, que tem efeito em gastrites, o talo e as flores são usados para problemas renais.


http://www.jornalentreposto.com.br/agricola/hortifruti/1247-frutas-raras-ainda-sao-pouco-exploradas
http://frutasraras.sites.uol.com.br/

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Produção orgânica de citros na propriedade familiar

Com tecnologias simples e de baixo custo, agricultores do Rio Grande do Sul estão produzindo citros, como laranja, tangerina, lima, limão e bergamota, em um sistema orgânico de produção. No Prosa Rural desta semana, o pesquisador da Embrapa Clima Temperado (Pelotas/RS), Roberto Pedroso de Oliveira, explica que, além das frutas, é possível produzir subprodutos orgânicos, tais como sucos, geleias, doces, sorvertes, óleos essenciais, ração para alimentação animal, dentre outros. Ele fala também sobre as alternativas de manejo adotadas pelos produtores de citros da região.
“ A partir de um pomar orgânico devidamente certificado, todos os subprodutos da fruta no pomar também serão orgânicos, desde que a mesma regras sejam utilizadas na etapa industrial”, ressalta.
De acordo com Pedroso, nesse sistema de produção alternativo, os fertilizantes sintéticos são substituídos por biocompostos produzidos a partir da compostagem de restos da lavoura, estercos e até de resíduos de agroindústrias. As plantas invasoras dos pomares são tratadas como espontâneas e não como daninhas, sendo manejadas de forma a não causarem danos econômicos e a aumentarem a diversidade biológica dos pomares, sem uso de herbicidas.
Quanto ao manejo das pragas e doenças, são utilizadas práticas culturais de controle biológico e de produtos naturais, na forma de caldas, que inibem a proliferação das pragas, em substituição aos acaricidas, inseticidas e nematicidas de origem sintética. Pedroso explica que, nesse sistema, o custo de produção dos citros é menor em relação à produção convencional, mas a produção por hectare também é menor em função do sistema de cultivo adotado.
Dentre as tecnologias adotadas pelos produtores de citros em um sistema orgânico estão: o preparo mínimo do solo; a produção orgânica de mudas; a elaboração de biocompostos a partir de resíduos dos pomares e de agroindústrias; adubação com biocompostos líquido e sólido, ricos em nutrientes disponíveis para as plantas;  técnicas para manejo das plantas espontâneas; uso de árvores de grande porte em sistema agroflorestal; raleio de frutos e técnicas de poda; controle de pragas e doenças com uso de caldas produzidas na propriedade; cuidados na colheita e beneficiamento de citros nos chamados packing house - unidades de recepção, armazenamento, classificação, encaixotamento e expedição das frutas produzidas pelos pomares próprios e adquiridas de produtores terceirizados.
O presidente da Cooperativa dos Citricultores Ecológicos do Vale do Caí, a Ecocitrus, Fábio Èsswein, é outro convidado do Prosa Rural. Fundada em 1994, em Montenegro, no Vale do Caí, a Ecocitrus foi criada por pequenos agricultores como alternativa à agricultura convencional.
“No ano passado, produzimos cerca de 600 toneladas de laranjas orgânicas e 3 mil toneladas de tangerinas e bergamotas. E de dois anos para cá, nossa produção tem se destinado especialmente à fabricação de sucos orgânicos, apenas uma pequena parte vai para a alimentação escolar, por meio do Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar, o PAA”, destaca.
Saiba mais sobre este assunto ouvindo o Prosa Rural desta semana, o programa de rádio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O programa conta com o apoio do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.
Texto: Maria Clara Guaraldo (MTb 5027/MG)
2012/08/16
Cristiane Betemps (MTb 7418/RS)
Email: Cristiane.betemps@cpact.embrapa.br
Telefone: (53) 3275 - 8113
Embrapa Clima Temperado

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Perguntas e Respostas: Acerola



VARIEDADES E CARACTERÍSTICAS DA PLANTA voltar
1. Como são classificadas as variedades de aceroleira?
As variedades de acerola podem ser classificadas em doces, ácidas e sub-ácidas. Estes tipos diferenciam-se principalmente pelos teores de açúcares - sólidos solúveis totais (SST) e acidez total titulável (ATT) nos frutos maduros. As variedades doces caracterizam-se por apresentar valores de STT elevados, iguais ou superiores a 11o Brix, e valores de ATT iguais ou inferiores a 1% de ácido málico, o que faz com que as mesmas sejam preferidas para consumo in natura, principalmente pela sua melhor palatabilidade. As variedades ácidas são mais utilizadas na industrialização, sendo que apresentam sabor pouco agradável, por conter teor de acidez elevado. Por sua vez, as variedades sub-ácidas apresentam teores intermediários de açúcares e acidez, podendo ser utilizadas para ambas as finalidades.
2. Quais são as variedades definidas para o plantio comercial?
Algumas variedades de acerola desenvolvidas mediante a seleção e clonagem de genótipos, agronomicamente superiores, têm sido cultivadas na maioria das regiões produtoras, a saber: Barbados, Flor Branca, Inada, Número 1, Okinawa, Olivier e Sertaneja. Esta última foi lançada em 1998 pela Embrapa Semi-Árido, como resultado de um programa de seleção de genótipos superiores para áreas irrigadas do Nordeste. Outra variedade de interesse comercial, selecionada pela Embrapa Mandioca e Fruticultura é a Variedade Cabocla, adequada para o consumo como fruta doce e de boa palatabilidade.
3. Qual a produtividade média das principais cultivares utilizadas no Brasil?
Em condições técnicas adequadas para um plantio comercial, principalmente relacionada à adubação, irrigação e uniformidade de plantas no pomar, pode-se alcançar uma produção acima de 40 kg/planta/ano.
4. Quais são as principais características da acerola comercial para a indústria e de frutas doces?
Tem sido utilizada a grande variabilidade genética observada entre plantas de acerola oriundas de semente, associada à clonagem, via propagação vegetativa, daqueles genótipos que reúnem maior número de características agronomicamente desejáveis. As plantas selecionadas devem apresentar elevada produção de frutos (acima de 40 kg/planta/ano), sendo estes de tamanho médio a grande e com alto conteúdo de polpa em relação ao caroço, ricos em vitamina C (acima de 1.000 mg de ácido ascórbico/100 g de polpa), de casca vermelha, grossa, e polpa firme, visando resistir a danos mecânicos durante a colheita e transporte; além disso, os frutos devem apresentar sabor agradável, conforme a preferência pessoal e uso: frutos doces para consumo in natura, ácidos para processamento industrial e exportação, e semi-doces para uso geral. O hábito de crescimento é variável entre genótipos, sendo que alguns produtores preferem o tipo globular e aberto.

EXIGÊNCIAS EDAFOCLIMÁTICAS E NUTRICIONAIS, CALAGEM E ADUBAÇÃOvoltar
5. Quais a faixas de temperatura e precipitação ideais para o cultivo da aceroleira?
A acerola pode ser cultivada em quase todo o território nacional, havendo restrições em localidades que apresentam temperaturas muito baixas e chuvas em excesso.
Devido à sua rusticidade, a acerola desenvolve-se bem tanto em climas tropicais como subtropicais. Temperaturas médias, em torno de 26ºC, são consideradas adequadas.
Plantas adultas, cuja folhagem é persistente, têm-se mostrado resistentes a temperaturas inferiores a 0ºC, comuns nas regiões Sul e Sudeste do país. Árvores adultas suportam temperaturas em torno de –2ºC por curtos períodos, sem danos à sua sobrevivência. Em períodos secos e frios, todavia, o desenvolvimento da planta permanece estacionário, observando-se que temperaturas ao redor de 10ºC e inferiores a esta determinam a queima de flores, causando sérios prejuízos à produção de frutos. Quanto às plantas jovens, estas são mais sensíveis ao frio, não suportando temperaturas inferiores a –1ºC.
Com a ocorrência de chuvas e de temperaturas mais elevadas, o crescimento vegetativo, o florescimento e a frutificação são acelerados. Em razão disso, o período de maior frutificação acontece na primavera-verão. Precipitações pluviais variando entre 1.200 mm e 1.600 mm, bem distribuídas ao longo do ano, são consideradas ideais.
Em regiões com precipitações anuais inferiores a 800 mm a ocorrência de déficit hídrico é mais pronunciada, sendo necessária a complementação do suprimento natural de água com irrigação.
6. Como devemos proceder para identificar as necessidades de correção do solo no cultivo da acerola?
Entre os métodos de avaliação dos teores de nutrientes do solo os mais comuns são a utilização das análises químicas do solo, de tecido vegetal e experimentação em condições de campo.
A análise química do solo é o método que mais se adapta às necessidades dos agricultores em função à sua praticidade, rapidez e baixo custo. Tem o objetivo de predizer a disponibilidade dos nutrientes e a presença de elementos tóxicos. A amostragem deve ser representativa e criteriosa conforme as orientações técnicas visando obter informações corretas.
Em plantios a serem formados, a amostragem do solo deve ser efetuada antes da aração e a amostra representar uma área de até 10 ha, composta de 25 a 30 subamostras, coletadas ao acaso, nas profundidades de 0-20 cm e 20-40 cm.
Em plantios em produção deve-se retirar amostras nos locais onde foram aplicados os adubos, nas mesmas profundidades.
Estas amostras deverão ser encaminhadas ao laboratório de análise de solo após a coleta.
7. Quais as etapas para coletar uma amostra de solo no cultivo da acerola?
Os solos variam entre locais e até dentro de uma mesma quadra, exigindo a subdivisão da área em sub-áreas mais ou menos homogêneas, de maneira a se obter uma amostra representativa e que reflita o estado nutricional da gleba amostrada. Para tal, consideram-se a topografia, a cor e o tipo de solo, bem como a textura, grau de erosão, drenagem, vegetação e histórico de utilização.
Desse modo, é fundamental que a amostragem do solo seja executada corretamente, pois, quando realizada de modo inadequado, compromete a validade da própria análise química e, nesse sentido, recomenda-se considerar os seguintes aspectos:
Inicialmente, deve-se dividir a propriedade em quadras com áreas de, no máximo, 10 hectares, sendo cada uma delas uniforme quanto à topografia, cor, textura, drenagem, histórico de utilização de adubos e corretivos;
Em cada quadra, as amostras devem ser retiradas da camada superficial (0-20 cm), tendo-se o cuidado de remover restos de cultura ou qualquer outro material orgânico existente na superfície do solo. Deve-se evitar, também, a retirada de amostras em locais próximos a galpões, estradas, formigueiros, depósitos de adubos, pocilgas, currais e residências. Na avaliação inicial de uma área e para acompanhamento das transformações ocorridas no solo em função do manejo, recomenda-se coletar, a cada dois a três anos, amostras nas camadas de 20 a 40 cm e de 40 a 60 cm;
A área amostrada deve ser percorrida em zigue-zague, retirando-se ao acaso, com auxílio de trado, pá, enxada ou calha de jardineiro, amostras de 15 a 20 pontos diferentes. Essas amostras devem ser reunidas em partes iguais em um recipiente limpo, completamente homogeneizadas, para constituir a amostra composta que será enviada ao laboratório, juntamente com a ficha questionário devidamente preenchida. Para evitar contaminações, deve-se limpar as ferramentas entre uma amostra e outra;
Cada amostra composta deve ser identificada com o mesmo número registrado na ficha de coleta, ou outros apontamentos de controle;
As amostras de solo podem ser coletadas em qualquer época do ano, aconselhando-se, porém, amostrar o solo com uma certa antecedência ao plantio, pois, se houver necessidade de calagem, esta deve ser efetuada um ou dois meses antes do plantio.
8. Quais são os solos mais adequados para o plantio de aceroleira?
Na escolha do solo, deve-se considerar suas propriedades físicas, químicas e biológicas, pois destas dependerá o desenvolvimento da planta, principalmente quanto à distribuição e vigor do sistema radicular.
A planta da acerola, devido à sua rusticidade, desenvolve-se bem em diversos tipos de solos, preferindo, porém, aqueles férteis, profundos, bem drenados, podendo ser cultivada tanto em solos arenosos como em argilosos, com preferência para os argilo-arenosos. Os solos rasos, excessivamente pesados, encharcados e arenosos oferecem restrições ao cultivo. Os arenosos, em geral, devem ser evitados, por apresentar menor fertilidade, menor retenção de umidade, além de maior facilidade de infestação por nematóides. Solos compactos (muito argilosos) e limosos, sujeitos ao encharcamento e à salinização, também não são recomendáveis, haja vista os problemas relacionados com o desenvolvimento do sistema radicular, bem como os custos elevados com as práticas de manejo, pois nos períodos de chuva é comum a má oxigenação das raízes, enquanto que na seca a indisponibilidade de água é acentuada. Assim, os solos intermediários dos grupos argilo-arenoso, franco-argilo-arenoso, franco-argiloso e franco são mais desejáveis por permitir maior vigor, rendimento e longevidade da planta. Independentemente do grupo citado, é importante considerar a profundidade e a declividade.
9. Em que momento devemos realizar a correção da acidez do solo no cultivo da acerola?
Essa prática tem a finalidade de corrigir a acidez do solo e suprir as possíveis deficiências de cálcio e magnésio (Ca e Mg), neutralizar elementos tóxicos, elevar o pH, haja vista que esses fatores estão interligados.
A recomendação de calagem é, basicamente, realizada em função dos resultados da análise química do solo.
O cálculo para estimar a quantidade de calcário é efetuado considerando-se a percentagem de saturação por bases e também os níveis de Ca++ + Mg++ e/ou Al+++ trocáveis. A faixa, considerada como ótima de pH para aceroleira está entre 5,5 e 6,5 com saturação por bases em torno de 70%.
Em solos deficientes em Ca e Mg, com altos teores de Al no perfil, além da calagem pode-se aplicar gesso em quantidade definida pela análise química do solo, visando o fornecimento de Ca e S e propiciando maior movimentação de Ca e Mg para as camadas mais profundas, resultando na neutralização do Al e favorecendo o aprofundamento das raízes.
Para a recomendação do gesso não existem critérios bem definidos, podendo-se, entretanto, associá-lo à calagem. Assim, quando esta é baseada na saturação por bases, deve-se substituir 25% do CaO para a forma de gesso; quando se eleva os teores de cálcio e magnésio e/ou neutraliza o Al, deve-se adicionar 25% a mais de CaO com base no teor deste no calcário recomendado.
10. Quais são os nutrientes mais exigidos pela aceroleira e quais são os adubos recomendados?
A adubação é uma prática indispensável para a obtenção de produtividade econômica. A cultura é exigente em nutrientes, principalmente potássio e nitrogênio. A exportação pelos frutos obedece a ordem decrescente K > N > Ca > P > S > Mg > Fe > Zn > Mn > Cu. A maioria dos pomares estão implantados em solos de baixa fertilidade natural, principalmente em fósforo. O início da produção a partir do segundo ano após o plantio e a possibilidade de produzir até seis safras anuais contribuem para conceituar a espécie como exigente em nutrientes.
O potássio é o elemento extraído em maior quantidade pelos frutos seguido do nitrogênio e cálcio, evidenciando a importância destes elementos na nutrição da acerola.
A adubação nitrogenada e a fosfatada são essenciais para o desenvolvimento inicial da aceroleira, tanto da parte aérea como do sistema radicular.
As fontes de adubos devem ser as mais disponíveis no mercado, considerando-se o custo por nutriente e incluindo sempre uma fonte que contenha enxofre. As fontes de nitrogênio recomendadas são: uréia (45% N), sulfato (20% S) e nitrato (32% N) de amônio. As de fósforo são: superfosfatos simples (18% P2O5) e triplo (41% P2O5), fosfato mono amônico (48% P2O5) e diamônico (45% P2O5). E as de potássio: cloreto (60% K2O) e sulfato (48% K2O) de potássio.
11. De que forma devemos aplicar a adubação orgânica na cultura da acerola?
A adubação orgânica favorece o desenvolvimento inicial das mudas. São recomendados 20 litros de esterco de curral ou 15 litros de esterco de galinha/planta, bem curtidos, colocados na cova antes do plantio, e duas vezes por ano em cobertura na projeção da copa face a melhoria que promove nas propriedades físicas, biológicas e químicas do solo.
Quando necessário, conforme análise de solo, podemos associar o uso do esterco de curral à torta de mamona e elementos químicos, sempre baseados na análise química da área a ser cultivada.

PROPAGAÇÃO E PRODUÇÃO DE MUDASvoltar
12. Por que obter mudas pelo métodos de propagação por estaquia?
Dentre as práticas de propagação vegetativa, a estaquia possibilita a formação de mudas geneticamente uniformes, em maior quantidade em relação à enxertia e com início de produção mais precoce, 6 a 8 meses após o plantio. As plantas oriundas desse processo, porém, possuem um sistema radicular superficial e pouco desenvolvido, mostrando-se mais sujeitas ao tombamento em regiões de ocorrência de ventos fortes, bem como mais suscetíveis ao estresse hídrico, em razão da menor profundidade de seu sistema radicular e ausência de raízes pivotantes. Além disso, o percentual de enraizamento das estacas é baixo em algumas variedades exigindo o uso de reguladores de crescimento como o ácido indolbutírico para acelerar o processo de enraizamento.
13. Como podemos obter mudas por estaquia?
O material propagativo usado na estaquia deve ser coletado a partir de matrizes pré-selecionadas, comprovadamente produtivas e com boa qualidade de frutos, livres de pragas e doenças. É importante observar a utilização de estacas herbáceas (ramos terminais), vigorosas, túrgidas, com 0,3 a 0,4 cm de diâmetro e 10 a 15 cm de comprimento, contendo de dois a quatro internódios e dois pares de folhas, sendo recomendável plantá-las o mais rápido possível após a coleta, pois isto determina um maior percentual de enraizamento.
14. Quais são os tipos de recipientes, substratos e sistema de irrigação mais adequados para o enraizamento das estacas de acerola?
Como leito de enraizamento, além de bandejas, tubetes, sacos plásticos, canteiros, entre outros, diversos substratos podem ser empregados, a exemplo de:
  1. areia lavada;
  2. areia lavada acrescida de vermiculita, na proporção de 1:1;
  3. areia lavada acrescida de casca de árvore triturada, a exemplo do pinheiro, ou de serragem, na proporção de 1:1;
  4. areia lavada acrescida de esterco bovino, curtido, na proporção de 3:1;
  5. vermiculita acrescida de casca de árvore triturada, a exemplo do pinheiro, ou de serragem, na proporção de 1:1;
  6. vermiculita acrescida de esterco bovino, curtido, na proporção de 3:1.
Recomenda-se que todos esses substratos de enraizamento sejam desinfestados antes de sua utilização, principalmente no tocante à eliminação de nematóides do gênero Meloidogyne.
O processo de enraizamento das estacas é favorecido pela utilização de um sistema de irrigação por nebulização intermitente, que assegure a plena saturação de umidade no ambiente onde as estacas serão enraizadas. Visando acelerar o enraizamento, recomenda-se utilizar fitohormônios, como os ácidos indolbutírico ou indolacético, em concentrações em torno de 200 mg/l, imergindo a base das estacas (terço inferior) na solução por um período aproximado de 14 horas.
Após o período de enraizamento, em bandejas, cuja duração média varia em torno de 50 a 60 dias, as mudas enraizadas são transplantadas para tubetes ou sacos plásticos.
15. Quais as vantagens em produzir mudas de acerola pelo processo de enxertia?
A enxertia, é uma prática que tem a vantagem de aproveitar os efeitos benéficos de porta-enxertos que conferem à combinação copa/porta-enxerto a possibilidade de apresentar uma maior resistência/tolerância a nematóides e ao estresse hídrico, entre outros fatores adversos, associados ao sistema radicular das plantas. Além disso, presume-se que o porta-enxerto possa influenciar o vigor, produtividade, qualidade de frutos, resistência/tolerância a pragas e doenças, a exemplo do que se observa em outras espécies frutíferas propagadas por enxertia.
Cabe lembrar que as mudas propagadas por enxertia, tendo, como base, porta-enxertos obtidos de sementes, possuem um sistema radicular vigoroso, o qual, por apresentar raiz pivotante, confere uma maior firmeza da planta ao solo, efeito este que deve ser levado em conta principalmente na implantação de pomares em áreas sujeitas a ventos fortes.
16. Como obter sementes de acerola visando a produção de mudas/porta-enxertos?
As sementes devem ser obtidas de frutos maduros, evitando aqueles que se encontram caídos no solo. Uma vez colhidos, os frutos devem ser lavados para a retirada dos caroços que contêm as sementes, eliminando toda a polpa. Uma vez limpos, os caroços devem ser secos à sombra, em ambiente ventilado, até que sua umidade fique em torno de 12%. Este nível de umidade pode ser alcançado em três dias a uma temperatura ambiente em torno de 27oC e umidade relativa do ar entre 60% e 70%.
17. Quais os tipos de recipientes e canteiros apropriados para a sementeira e quando inicia a germinação das sementes de acerola?
Recomenda-se que a germinação das sementes seja feita em canteiros ou em caixas de madeira, plástico ou isopor. Os canteiros devem medir 1 m de largura, 15 cm a 20 cm de altura e 10 m a 20 m de comprimento, separados entre si por caminhos de 50 cm a 60 cm de largura.
O início da germinação ocorre 20 a 25 dias após a semeadura, sendo recomendável evitar períodos sujeitos a baixas temperaturas (iguais ou inferiores a 15oC). Quando as plantas atingirem 5 cm de altura, pode-se realizar sua repicagem para sacos plásticos, tubetes ou outros recipientes. Nesta etapa, deve-se proceder a eliminação de plantas desuniformes, fora do padrão do conjunto, a exemplo daquelas raquíticas, albinas e malformadas.
18. Qual o recipiente e ambiente mais adequado para a produção de mudas de acerola após a repicagem?
A partir da repicagem para sacos plásticos (sacos de polietileno preto com dimensões de 18 cm a 20 cm de diâmetro x 20 cm a 25 cm de altura x 0,010 mm de espessura), a fase de viveiro pode ser conduzida a céu aberto ou sob condições de ambientes protegidos com estruturas formadas com palhas, ripas, telas sintéticas ou outros materiais disponíveis, recomendando-se 60% a 70% de luminosidade natural. Em se tratando de tubetes (8 cm de diâmetro x 20 cm de altura), é preferível que a condução do viveiro não seja feita a céu aberto, de modo a evitar a ocorrência de estresses hídricos, em razão do pequeno volume de solo disponível ao desenvolvimento do sistema radicular das plantas e do fato dos tubetes, por serem sustentados por uma estrutura que os mantêm afastados do solo, ficarem mais expostos à perda de umidade em decorrência de uma maior circulação do ar em torno de suas superfícies.
19. Quais as orientações do processo de enxertia na produção de mudas de acerola?
Quando a haste do porta-enxerto atingir o diâmetro de 4 mm a 6 mm, aproximadamente ao diâmetro de um lápis, a 15 cm a 20 cm do colo da planta, pode-se realizar a enxertia. Sob condições adequadas de cultivo, espera-se que as plantas alcancem este desenvolvimento entre seis a oito meses após a germinação. A enxertia pode ser feita mediante as técnicas de garfagem no topo ou fenda-cheia e de garfagem lateral ou a inglês-simples. Há evidências de que os métodos de borbulhia em T normal e em placa com lenho não apresentam resultados satisfatórios quanto à percentagem de pegamento de enxerto. É importante, ainda, atentar para a necessidade de que os propágulos (garfos) devem possuir o mesmo diâmetro dos porta-enxertos na região da enxertia, caso contrário a soldadura dos tecidos do garfo e do porta-enxerto não será bem sucedida. Após esta operação, deve-se fixar o local da enxertia mediante o uso de uma fita plástica apropriada para esta finalidade (elástica, com 2 cm de largura x 25 cm de comprimento e 0,010 mm de espessura), observando-se sua disposição no sentido de baixo para cima de modo a evitar a penetração de umidade, removendo-a cerca de 20 a 30 dias após. Este processo não deve ser realizado em dias chuvosos, pois nessas condições o pegamento dos enxertos é comprometido pelo excesso de umidade. Sob condições adequadas, espera-se uma percentagem de pegamento de enxerto em torno de 80%. Cerca de 60 dias após a enxertia, a muda deve estar apta para plantio no campo, desde que ocorram condições adequadas de desenvolvimento vegetativo.
20. De onde provêm os garfos para a enxertia e qual o período ideal para a coleta?
Os garfos devem ser obtidos de plantas matrizes selecionadas em função de sua elevada produtividade, boa qualidade de frutos e estado fitossanitário satisfatório (isentas de pragas e doenças). Tais garfos devem apresentar-se semi-lenhosos, de coloração marrom, com comprimento de 15 cm a 20 cm e diâmetro de 4 mm a 6 mm, aproximado ao diâmetro de um lápis.
O período ideal da coleta de garfos é aquele posterior à recuperação vegetativa da planta, que ocorre após a safra.
21. Mudas de acerola podem ser transportadas na forma de raiz nua?
Sim. Visando facilitar e diminuir custos referentes ao transporte à longa distância, recomenda-se o manejo de mudas com raiz nua, protegendo-as com tecido, papel, serragem, vermiculita, palhas, entre outros envoltórios, deixando-os úmidos até o momento do plantio no campo. Tomados os devidos cuidados, o pegamento é elevado em nível de campo.

PLANTIO, TRATOS CULTURAIS E CULTURAS INTERCALARESvoltar
22. Como obter uma muda de acerola padronizada e de boa qualidade e quando deve ser feito o plantio?
Atualmente, existem normas que definem padrões relativos à produção de mudas de acerola. Assim, recomenda-se que a aquisição de mudas seja feita a partir de viveiristas credenciados e idôneos, que garantam não só a qualidade fitossanitária como também a boa procedência genética desses materiais.
O plantio deve ser feito, preferencialmente, no início da estação chuvosa, por facilitar o pegamento e o desenvolvimento da muda. Porém, com a possibilidade de irrigação, pode-se realizá-lo em qualquer época do ano, desde que se evite períodos de baixas temperaturas, inferiores a 15oC.
23. É necessário aclimatar as mudas de acerola antes do plantio?
Após sua formação, quando a muda se encontra pronta para o plantio, é fundamental que se faça sua prévia aclimatação, visando evitar danos à mesma causados pela insolação. Esta prática é efetuada ainda no viveiro, consistindo na remoção gradual do sombreamento. Este, durante o período de formação da muda, deve ser da ordem 30 a 40%, a depender da intensidade local de insolação. Por ocasião da aclimatação, o sombreamento deve ser reduzido gradativamente, até sua eliminação total.
24. De que maneira se faz o plantio da acerola?
Quando a muda atinge a altura de 30 a 40 cm, procede-se o seu plantio no local definitivo. Nessa ocasião, é importante que o colo da planta (região limítrofe entre o início do sistema radicular e o caule) fique no mesmo nível ou um pouco acima da superfície do solo, visando evitar danos causados por fungos.
É recomendável que as mudas sejam plantadas em dias nublados ou nas horas mais frescas, sempre que possível, de modo a aumentar seu índice de pegamento. Logo após o plantio, recomendam-se regas leves e freqüentes, observando-se o tipo de solo (leves ou pesados) e o sistema de irrigação. O plantio das mudas em áreas não irrigadas deve ser feito durante o período de chuvas.
25. Quais as dimensões dos sulcos e covas para o plantio?
Caso o plantio seja feito em sulcos, estes devem ter uma profundidade de 40 a 60 cm. Se forem abertas covas, estas devem ter as dimensões de, no mínimo, 40 cm x 40 cm x 40 cm. A abertura das covas pode ser feita utilizando-se uma broca acoplada ao trator, o que resulta em maior rendimento, atentando-se, porém, para os inconvenientes da compactação lateral do solo nas paredes das covas. Nesta situação, deve-se quebrar a superfície vertical interna da cova, que ficou endurecida na operação de abertura, impedindo a penetração das raízes.
Caso as covas sejam abertas manualmente, recomenda-se que a terra retirada da superfície (camada "A") seja colocada em um lado e a da porção mais profunda (camada "B") em outro lado da cova. Na porção superficial, são misturados os fertilizantes químicos e orgânicos e então a cova é preenchida, invertendo-se as camadas: primeiro a camada "A" (terra superficial misturada aos adubos) e depois a camada "B".
26. Quais os espaçamentos mais indicados para a cultura da acerola?
Em um pomar de acerola, o espaçamento é escolhido em função do nível de manejo a ser adotado (mecanizado ou não), do porte da variedade (ereto ou globular) e da maior ou menor fertilidade do solo. O espaçamentos mais utilizados variam de 5,0 m x 1,5 m a 5,0 m x 2,0 m, em regiões semi-áridas, e de 5,0 m x 2,0 m a 5,0 m x 4,0 m em regiões com precipitação elevada, acima de 1.400 mm. Os espaçamentos mais adensados poderão sofrer ajustes posteriores, em conseqüência de possíveis diminuições da produtividade. Esta prática consiste em eliminar plantas na linha de plantio, reduzindo a concorrência entre plantas.
27. Quais os cuidados especiais que devemos ter na instalação de um pomar de acerola?
É aconselhável proceder a instalação de um sistema de irrigação adequado nas situações em que as condições climáticas locais apresentem limitações relacionadas a baixos índices pluviométricos (inferiores a 1.200 mm). Por outro lado, é recomendável o emprego de um sistema eficiente de drenagem em terrenos sujeitos a alagamentos constantes. Em situações onde a declividade for acentuada, faz-se necessário adotar práticas conservacionistas, como plantio em curvas de nível, terraceamento, entre outras. Cabe mencionar, também, que a acerola é muito exigente quanto a insolação, sendo contra-indicados locais sombrios, frios e pouco arejados. Além disso, recomenda-se o plantio intercalado de pelo menos duas variedades de acerola visando favorecer o vingamento de frutos com a polinização cruzada.
28. Quais as técnicas de controle de plantas daninhas em um pomar de acerola?
O controle de plantas daninhas no pomar de acerola pode ser manual, químico ou mecânico. O controle manual por meio de capinas é comum em pequenas propriedades, que utilizam mão-de-obra familiar, de forma satisfatória e de baixo custo.
Em grandes áreas, o controle de plantas daninhas pode ser feito com aplicação, nas linhas de plantio, de herbicidas pós-emergentes, e nas entrelinhas, com controle mecânico utilizando grade (apenas nos primeiros meses após o plantio) ou roçadeira.
29. Quais as vantagens em manter o solo isento de plantas daninhas e com cobertura morta?
O controle de plantas daninhas tem como objetivo principal evitar que elas prejudiquem o desenvolvimento da aceroleira. Além disso, contribui para o controle preventivo de pragas e doenças e facilita a circulação na área para a realização das atividades de colheita, manejo da irrigação, fertilização e podas.
O uso de cobertura morta nas linhas de plantio proporciona a conservação da umidade no solo, a diminuição de danos causados por nematóides, o controle de plantas daninhas, a regulação da temperatura do solo e a incorporação de matéria orgânica, sendo indicada especialmente para solos arenosos.
30. São necessárias podas na aceroleira?
Sim. Podas de formação, de frutificação e de limpeza, quando bem executadas, facilitam significativamente o manejo da cultura e principalmente a colheita.
A partir da instalação do pomar, após quatro meses (ambientes com precipitação acima de 1200 mm) ou seis meses (ambientes semi-áridos, com precipitação entre 800 a 1000 mm), deve-se iniciar a desbrota ao longo de um segmento de até 50 cm de altura do tronco da planta, visando a formação de uma única haste, até este ponto.
A poda de formação objetiva originar uma planta com copa baixa, aberta, com 3 a 4 ramos principais dispostos simetricamente entre 30 a 40 cm de altura da superfície do solo. Esta poda inicia-se no viveiro e se estende até o primeiro ano após o plantio para um crescimento uniforme das plantas. Podas de limpeza são recomendadas após cada colheita, retirando-se ramos velhos, secos e debilitados. Anualmente pode ser realizada uma poda dos ramos terminais, no final do inverno, antes da brotação primaveril para estimular novas brotações que contêm os botões florais.
Em razão do aparecimento de brotações laterais, tanto no tronco principal como também nos quatro a cinco ramos secundários, são necessárias podas corretivas. A eliminação dessas brotações evitará o adensamento da copa, melhorando seu arejamento e penetração dos raios solares, favorecendo a frutificação. Além disso, podas corretivas também podem ser dirigidas aos ramos basais localizados na projeção da copa (saia) em contato com o solo, de modo a facilitar outras práticas culturais como irrigação, adubação de cobertura e controle fitossanitário.
31. O vento pode prejudicar a aceroleira?
Sim. Em regiões sujeitas a ventos fortes e contínuos é comum a quebra de ramos e o tombamento de plantas, principalmente no caso de mudas obtidas por estaquia devido ao menor desenvolvimento de seu sistema radicular. Assim, nessas situações, como medida de proteção, recomenda-se a implantação de quebra-ventos, tutoramento das plantas jovens e realização de podas visando promover o engrossamento dos ramos principais, tornando-os mais resistentes.
32. É possível usar culturas intercalares no pomar de acerola?
Sim. O plantio de culturas intercalares como alternativa para reduzir os custos com o controle de plantas daninhas, também possibilita proteger o solo contra erosão, além de diversificar o meio ambiente, aumentando a presença de inimigos naturais de determinadas pragas, e obter uma renda suplementar. É recomendável que se utilize entre as linhas do pomar culturas de ciclo curto, a saber: abacaxi, amendoim, feijão Caupi, feijão-de-porco, crotalária, milho, mamão, maracujá, batata-doce, mandioca, inhame, fumo entre outras.

IRRIGAÇÃO E FERTIRRIGAÇÃOvoltar
33. Qual a vantagem do uso da irrigação no cultivo da acerola e quais os métodos mais indicados?
O uso da irrigação implica em acréscimos de produtividade de pelo menos 100%, além de aumentar o número de safras por ano e aumentar o tamanho dos frutos. Em regiões onde a temperatura média mensal se mantém em patamares mais elevados pode-se chegar a nove safras por ano, o que não é recomendável devido o esgotamento excessivo da planta. Recomenda-se até seis safras, no máximo, por ano com uso de irrigação. A irrigação é recomendada para regiões onde ocorre déficit hídrico significativo em alguns meses do ano, como na região semi-árida do nordeste.
A acerola adapta-se bem aos métodos de irrigação pressurizados (aspersão e localizada) e por gravidade (sulcos). A escolha do método e do sistema de irrigação depende principalmente dos recursos hídricos disponíveis, da topografia do terreno, do clima, do solo e da disponibilidade de recursos financeiros do produtor. Locais regulares (planos), onde as fontes de água não constituem limitação, com solos de textura argilosa são propícios ao uso de irrigação por superfície (sulcos). Solos de textura média a argilosa em terrenos irregulares podem ser irrigados por sistemas pressurizados. Pode ser usada a aspersão convencional com aspersores de hastes longas de modo que os mesmos fiquem no nível da copa das plantas, podendo o sistema ser fixo ou móvel. Outros sistemas de aspersão como o pivô-central podem, também, serem usados para a acerola. Em solos de textura média, onde há limitação de água, a irrigação localizada (gotejamento ou microaspersão), pela maior eficiência, pode ser mais adequada. Em solos de textura arenosa, com baixa retenção de água, a irrigação localizada é mais adequada, sendo que o sistema de microaspersão é mais indicado pela maior área molhada no solo.
34. Como devemos instalar os sistemas de irrigação mais indicados?
No caso do uso da microaspersão, independente do espaçamento entre fileiras, quando o espaçamento entre plantas for igual ou inferior a 3m, os microaspersores podem ser instalados entre plantas ao longo da fileira, na disposição de um microaspersor para duas plantas. Para espaçamentos entre plantas ao longo da fileira iguais ou superiores a 4 m, recomenda-se instalar o emissor junto a planta no primeiro ano, movendo-o para uma posição entre duas plantas a partir do segundo ano. No uso do sistema de gotejamento, optar por quatro gotejadores por planta dispostos em anel em torno da planta.

DOENÇAS E PRAGASvoltar
35. Quais as doenças mais comuns na aceroleira?
Várias doenças atacam a aceroleira, cuja severidade depende da região e das condições climáticas. Dentre as doenças mais comuns destacam-se a antracnose (Colletotrichum gloeosporioides), a cercosporiose (Cercospora sp.), e a seca descendente de ramos (Lasiodiplodia theobromae).
36. Quais são as medidas gerais para controle de doenças e pragas da aceroleira?
O uso de produtos químicos sempre aparece como uma alternativa para o controle de doenças e pragas. No caso do cultivo de acerola, entretanto, a utilização desta alternativa esbarra em dois problemas básicos:
  1. Ausência de produtos com registro para uso em cultivos de acerola;
  2. Risco de resíduos em frutos, devido ao curto período entre a floração e a colheita (aproximadamente 21 dias).
Diante disto, a utilização do controle químico deve ser direcionada para problemas que estejam afetando mudas em viveiro e plantas fora da época de floração e frutificação. Recomenda-se ainda a utilização de produtos de baixa toxicidade e curto período de carência, principalmente na eventualidade de utilização do controle químico em plantas no estádio inicial de floração.
Considerando as características da aceroleira, deve-se enfatizar e priorizar o uso do controle integrado com a aplicação de práticas culturais que reduzam a incidência e/ou severidade de doenças e pragas, destacando-se:
  1. Utilização de podas de limpeza, para eliminação de ramos secos muitas vezes afetados por Lasiodiplodia theobromae, bem como ramos atacados por cochonilhas;
  2. Utilização da poda de raleio, para a eliminação do excesso de ramos, muito comum na aceroleira. Isto melhora o arejamento da copa, reduz o nível de umidade no seu interior, permite maior penetração de luz e, consequentemente, reduz a proliferação de fungos.
  3. Coleta e enterrio dos frutos atacados e caídos no solo.
37. Quais são as principais pragas da aceroleira?
As principais pragas da aceroleira são as seguintes: pulgão (Aphis spp), percevejo vermelho (Crinocerus sanctus), ortézia (Orthezia praelonga), bicudo do botão floral (Anthonomus acerolae), cigarrinha (Bolbonata tuberculata), mosca-das-frutas (Ceratitis capitata), cochonilha parda (Coccus hespiridium) e formigas cortadeiras (Atta spp).
Das espécies descritas, o pulgão, o percevejo vermelho e a ortézia são as que causam os maiores prejuízos. A inspeção dessas pragas no pomar deve ser feita quinzenalmente durante o período de setembro a janeiro.
38. Quais são os sintomas de ataque de nematóides na aceroleira e quais são as medidas de controle mais eficazes?
Dentre os problemas fitossanitários que afetam a produtividade de pomares de acerola, destaca-se a presença de nematóides, especialmente o nematóide-das-galhas (Meloidigyne spp). O ataque caracteriza-se pela formação de entomescimentos nas raízes, denominados galhas. Quando a formação de galhas nas raízes é elevada, a aceroleira exibe amarelecimento na parte aérea, redução no tamanho das folhas e nanismo, podendo resultar em declínio e morte das mesmas.
As medidas mais eficazes no controle de nematóides são as preventivas, destacando-se: a) obtenção de mudas sadias em solo tratado com nematicida fumigante; e b) o plantio em áreas livres do nematóide, com adição de matéria orgânica e adubação química adequada.

COLHEITA E PÓS-COLHEITAvoltar
39. Qual o período de início da colheita de acerola e qual a produção esperada?
O período, após o plantio, necessário para o início da produção de frutos da aceroleira está relacionado à origem da muda. A planta, quando proveniente de propagação vegetativa (plantas enxertadas ou obtidas de estacas), produz os primeiros frutos ainda no primeiro ano, intensificando sua produção a partir de 2,5 a 3,0 anos do plantio, quando chega a produzir acima de 40 kg de frutos/planta/ano. Plantas obtidas a partir de sementes inicia normalmente a sua produção a partir do segundo ano, mesmo quando irrigadas em ambiente semi-árido ou cultivada em regiões com precipitação pluviométrica elevada. Nestas condições, as plantas tendem a crescer com alto vigor, o que também contribui para atrasar a frutificação.
40. Existe alguma relação entre os diferentes ecossistemas e o florescimento e frutificação da acerola?
O florescimento e a frutificação ocorrem de quatro a sete vezes por ano, espaçados por pequenos períodos de crescimento vegetativo. Em regiões de clima continuamente quente, a planta pode apresentar frutos durante quase o ano todo, sobretudo sob condições irrigadas. Nas demais regiões, porém, a planta passa por um repouso vegetativo e produtivo durante o período frio (ou menos quente), que, no caso dos Tabuleiros Costeiros do Nordeste (a exemplo de Cruz das Almas, Bahia) se estende do final de junho a início/meados de setembro.
41. De que forma podemos realizar a colheita da acerola?
Na safra, a colheita é manual, podendo ser realizada diariamente, em dias alternados ou a cada três dias, o que implica em alta demanda de mão-de-obra: cerca de 4-5 pessoas por hectare, com um rendimento médio de 10 a 15 caixas colhidas por pessoa/dia (aproximadamente 15 kg/caixa). O acondicionamento dos frutos deve ser feito em caixas plásticas de baixa profundidade (20 a 30 cm), vazadas lateralmente e polidas ou lisas no seu interior para evitar danos aos mesmos durante o manejo. Os colhedores devem ser adequadamente treinados para o trabalho de colheita, procurando evitar danos mecânicos nos frutos que aceleram a sua deterioração. Além disso, devem vestir roupas adequadas por causa da pilosidade da planta que pode causar irritações na pele. Os frutos devem ser colhidos preferencialmente nas horas mais frescas do dia, esfriadas rapidamente e armazenadas à temperatura de 7oC para reduzir perdas antes do processamento.
42. Qual é o estádio de maturação mais adequado para a colheita dos frutos de acerola?
O fator determinante do ponto de colheita é o destino que se pretende dar aos frutos. No caso de congelamento ou processamento na forma de suco ou polpa e para consumo ao natural em mercados locais, os frutos devem ser colhidos com coloração vermelho intensa (maduros), mas ainda firmes para suportar o manuseio. Neste estádio de maturação o fruto apresenta teor de açúcar mais elevado e acidez mais baixa. Os frutos maduros são também mais saborosos e suculentos, mas exigem consumo imediato (dentro de 24 horas após a colheita), caso não sejam congelados, pois a sua epiderme (pele) é bastante delicada e qualquer impacto provoca rupturas e rápida fermentação da polpa. Os frutos devem ser colhidos ainda verdes ou imaturos quando se destinam à fabricação de produtos onde o teor de vitamina C é a característica mais importante, a exemplo de produtos em pó ou liofilizados, ultra filtrados, cápsulas e concentrados para enriquecimento de outros alimentos.
Os frutos "de vez" ou entremaduros, em início de maturação e de mudança de coloração da casca, com predominância de amarelo, são mais ácidos e mais ricos em vitamina C e resistem melhor ao manuseio e comercialização. Além disso, devido à sua maior consistência, podem ser comercializados durante três a quatro dias. Imediatamente após esta fase de maturação ocorre uma diminuição acentuada do teor de vitamina C. Ainda no estádio "de vez", o fruto atinge seu maior tamanho médio e apresenta menor rendimento em suco em relação ao fruto maduro.
É importante que o produtor defina claramente, em seu planejamento de colheita, o tipo de mercado que pretende atingir. Os frutos deverão ser colhidos "de vez", quando se requer transporte a longas distâncias e, por conseguinte, um maior período entre a colheita e o consumo/processamento, ou maduros, para consumo imediato em mercados locais, ou quando destinados ao congelamento, sob a forma de "bola de gude", visando à sua conservação para posterior processamento.
43. Quais as dificuldades que podemos ter no armazenamento de acerola?
A acerola é um fruto que apresenta maturação e senescência muito rápidas, o que dificulta o seu manuseio e o seu armazenamento e conservação pós-colheita. Isto resulta de uma atividade de respiração muito intensa do fruto, sendo este classificado entre os frutos climatéricos, isto é, aqueles que apresentam aumento acentuado da taxa de respiração na fase de amadurecimento, acompanhado por perda da firmeza (textura), mudança na coloração e o desenvolvimento do sabor e do aroma. Na acerola ocorre geralmente um pico respiratório na fase de mudança da pigmentação da casca, do amarelo para o vermelho. Todos os fatores que possam diminuir as taxas respiratórias e de síntese e atividade do etileno precisam ser acionados para aumentar a vida útil da acerola. Neste contexto, deve-se atentar, sobretudo, para a redução da temperatura ambiente, que sabidamente diminui as atividades metabólicas, além de se evitar lesões nos frutos, que sempre resultam em aumento da evolução de etileno, constituindo-se também em portas de entrada de microorganismos.
44. Quais os cuidados de manuseio pós-colheita de acerola necessários à comercialização da fruta?
Inicialmente, os frutos colhidos devem ser protegidos do sol, pois a sua exposição à radiação diminui o teor de vitamina C e os deprecia por perda de umidade, e devem ser transportados o mais rápido possível para o beneficiamento. Lá, os frutos são submetidos a uma seleção rigorosa, eliminando-se frutos feridos, podres, moles e quaisquer detritos, além de frutos imaturos. Em seguida, os frutos são lavados com água fria, se possível clorada, visando proteger os frutos de contaminação por diversos fungos que atuam na fase pós-colheita. Após, os frutos são acondicionados em embalagens, a exemplo de pequenas cumbucas plásticas, e pesados.
45. Quais as faixas de temperatura para a conservação da acerola?
Os frutos de acerola não destinados ao congelamento devem ser conservados por refrigeração à temperatura de 7ºC a 8ºC e à umidade relativa igual ou superior a 90%. Nestas condições, ocorre uma redução acentuada da atividade respiratória dos frutos, tornando mais lento o processo de deterioração, o que possibilita a sua conservação por um período de até 10 dias a partir da colheita, viável apenas para mercados mais próximos.
Se a acerola for destinada a mercados distantes, sobretudo à exportação, precisa-se recorrer ao seu armazenamento sob congelamento a temperaturas iguais ou inferiores a -20oC, a única forma de se conservá-la por período mais longo, sem perdas mais significativas de sua qualidade, inclusive com a melhor conservação do seu conteúdo em vitamina C.
46. Temperaturas muito baixas alteram as qualidades da acerola?
Tem sido constatado que acerolas colhidas verdes, semi-maduras e maduras, não alteraram algumas das suas características químicas como acidez, pH, teores de sólidos solúveis totais e de ácido ascórbico, quando mantidas a temperaturas de –19ºC a –21ºC por um período de até 40 dias. No entanto, mesmo a temperaturas tão baixas podem ocorrer mudanças físicas, bioquímicas, microbiológicas e nutricionais, que variam em função do tempo e da temperatura de armazenamento dos frutos congelados.

PRODUTOS E VALOR NUTRITIVOvoltar
47. Quais os principais produtos derivados da acerola?
O fruto da aceroleira é consumido tanto in natura como industrializada, sob a forma de sucos, geléias, xaropes, licores, doces em calda, néctares, polpa, produtos liofilizados e ultrafiltrados (indústria farmacêutica), picolés, sorvetes, balas, suco integral, cápsulas de vitamina C, cosméticos, adicionado a sucos de outras frutas (mix) e diferentes outros produtos tanto no mercado externo como interno.
48. Qual é o valor nutricional da acerola?
A acerola é considerada uma excelente fonte de vitamina C, além de conter vitamina A, vitaminas do complexo B como tiamina (B1), riboflavina (B2), peridoxina (B6) e niacina, e minerais como cálcio, ferro e fósforo.

ASPECTOS ECONÔMICOSvoltar
49. Quais são as principais regiões produtoras e qual é a produtividade da aceroleira?
A acerola é culticada nos E.U.A (Havaí e Flórida), em alguns países da América Central e no Brasil, onde se destacam os Estados de Pernambuco, Paraíba, Bahia, Ceará e São Paulo. A produtividade média em áreas não irrigadas está em torno de 10 a 15 t/há/ano, podendo aumentar com o uso de irrigação, especialmente em regiões com déficit hídrico acentuado.
50. Qual o custo de produção da acerola?
O custo de produção pode variar em função de uma série de fatores, dentre os quais destacam-se a capacidade do produtor utilizar as tecnologias disponíveis, as características da região onde a cultura é explorada, a disponibilidade de mudas de boa qualidade e a variação dos preços dos insumos e da mão-de-obra. Por essa razão, a informação abaixo, na tabela, não traz o custo de produção, apenas os coeficientes técnicos. Optou-se por deixá-la em aberto, para que o próprio produtor a complete com base nos preços, atualizados, dos insumos e da mão-de-obra de sua própria região.

terça-feira, 26 de junho de 2012

A onda orgânica

atitude
Mario Rodrigues

consumo

A onda orgânica

Espaços especializados aumentam a oferta de produtos naturais. No ano passado, 1,1 bilhão de reais foram gastos com orgânicos nos supermercados do país, um aumento de 8% em relação a 2010

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Toda semana, a dona de casa Luisiane Laste recebe em sua residência, em Alphaville, por meio de um serviço de delivery, uma seleção de hortaliças e frutas orgânicas (sem adubos químicos, agrotóxicos nem hormônios) recém-colhidas do pé. Já a estudante de psicologia Charlene Keiko percorre lojas e frequenta restaurantes com produtos do mesmo tipo. "Nosso corpo sofre uma influência direta do que comemos", afirma. Antes restrito a quitandas pequenas e frequentadas por poucas pessoas, o mercado atrai agora um público bem maior, que busca alimentos mais saborosos e saudáveis em espaços com melhor serviço e infraestrutura. O crescimento da procura reflete-se no aumento das vendas e na diversidade. No ano passado, 1,1 bilhão de reais foram gastos com orgânicos nos supermercados do país, um aumento de 8% em relação a 2010. O estado de São Paulo representa 56% do total.

Impulsionada pelo momento, a oitava edição da Bio Brazil Fair será realizada entre quinta (24) e domingo no Pavilhão da Bienal, no Parque do Ibirapuera. Com 250 expositores, que vendem de verduras a cosméticos, a feira pretende atrair mais de 24.000 visitantes, entre revendedores e consumidores. "Em 2004, nosso primeiro ano, registramos menos da metade desse movimento", compara a diretora de negócios, Lucia Cristina de Buone. "Hoje é possível comer, beber, cuidar-se e limpar a casa com artigos naturais, e isso atrai mais gente para a causa."

Para ser considerado orgânico, o item deve ter o selo de órgãos licenciados, como o Instituto Biodinâmico (IBD). Nem sempre os produtos cultivados sem defensivos químicos preenchem todos os requisitos: esses são chamados de agroecológicos. O principal lançamento da Bio Brazil Fair, por exemplo, é a carne suína da marca Korin sem antibióticos nem hormônios. A novidade é mais natural que as convencionais, mas não tem a certificação, principalmente porque os animais são tratados com ração que não é orgânica.

O evento não é o único que oferece uma ampla variedade. Além da tradicional feirinha que ocorre desde 1991 no Parque da Água Branca e reúne 39 barracas que comercializam de alface a vinho, há pelo menos outras oito na capital. No último ano, a prefeitura lançou duas exclusivas para alimentos sem defensivos químicos: uma em São Mateus, na Zona Leste, e outra no Parque Burle Marx, na Zona Sul. Uma terceira, no Parque do Ibirapuera, deve começar a operar até julho.

As lojas segmentadas também proliferaram. Criada há 25 anos, a rede Mundo Verde cresceu 21% de 2010 para 2011 no estado, onde atualmente possui 51 endereços — desses, 36 na capital. Na esteira de empreendimentos charmosos como o Moinho de Pedra, da chef Tatiana Cardoso, que existe há dezessete anos na Chácara Santo Antônio e engloba loja, café e restaurante, surgiu o Quintal dos Orgânicos, na Vila Madalena. Aberto em 2010, virou parada obrigatória para os entusiastas. Lá é possível sentar-se em mesas rústicas, em meio a um pequeno pomar, e retirar frutas como jabuticaba e romã direto do pé. Além disso, dispõe de mais de 1.000 artigos 100% naturais, de roupas íntimas a saladas colhidas na véspera em várias regiões do Brasil. Também há empresas que entregam em domicílio. Aberta há quatro anos, a Organic Delivery oferece uma série de cestas pré-montadas, como as preparadas para solteiros e bebês.

Apesar do aquecimento, o mercado enfrenta problemas que o impedem de prosperar ainda mais. A principal barreira continua sendo o preço, de 30% a 60% maior que o dos produtos convencionais. "Os hortifrútis vêm de pequenos produtores, são cultivados em menor escala e em determinada época do ano, além de seguir certos critérios que os encarecem", explica Lucia. Proprietário do Quintal, Nardi Davidsohn acredita que o investimento é convertido em saúde. "Meus funcionários almoçam aqui e nunca ficam gripados", diz ele, embora isso não tenha comprovação científica.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Colheita de laranja do Céu em Montenegro RS


 
 

Neste final de semana colhemos alguns quilos de laranja do céu,  com um sabor delicioso. Para chegar nas laranjeiras, foi uma aventura, pois sem roçar há dois anos, tivemos que abrir caminhos. Conseguimos podar aproximadamente 6 laranjeiras, mas teremos que usar novas ferramentas, como motoserras e roçadeiras, para melhorarmos a produção e recuperar as frutíferas. Emoção foi atravessar esta ponte da foto com o carrinho de mão cheio de frutas!!
O amendoim forrageiro continua crescendo no meio do pomar, adubando, melhorando o solo e agindo como prevenção da erosão. Por enquanto (já faz um anoe meio) não tivemos chuvas intensas no sítio, mas com certeza virão.
Mas como gosto de falar é uma academia ao ar livre, transpiramos muito, porem renovamos o espírito. Almoçamos uma massa com sardinha, naquela tranquilidade, naquele silêncio. 
Voltaremos.....



Possuir um sítio costuma ser uma grande alegria, motivo de orgulho e prazer para toda a família. Mas, mesmo com todo esse prazer, esta alegria costuma custar caro, não só no que diz respeito à aquisição do imóvel, mas também aos custos de manutenção.
O sítio pode ser aproveitado para o desenvolvimento de algumas atividades produtivas que, se realizadas com eficiência, podem reduzir os gastos com a propriedade ou mesmo torna-la lucrativa.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Produzir frutas o ano inteiro em um pequeno pomar