A atividade biológica do solo é uma denominação genérica para a ação
dos organismos vivos do solo, tanto animais quanto vegetais.
Esses organismos têm forte influência na gênese e manutenção da
organização dos constituintes do solo, principalmente nos horizontes
superficiais.
As raízes das plantas , por exemplo, alteram o pH do solo ao seu redor e, ao morrer e se decompor, deixam canais.
Formigas, cupins e minhocas manipulam, ingerem e excretam material de solo formando microagregados e construindo poros ).
A observação do solo de um terreno, as plantas que nela estão crescendo e, inclusive a presença das ervas daninhas já indicam características de sua composição química ou o que pode estar faltando.
Veja nossa tabela de problemas do solo conforme a presença das ervas daninhas.
Biológica do solo - Ervas daninhas indicam problemas no solo
As
Invasoras
Indicam
Barba-de-bode (Aristida pallens)
pastos queimados com frequência, falta de fósforo, cálcio e umidade.
Capim-arroz (Echinochloa crusgallii)
terra com nutrientes reduzidos em susbstâncias tóxicas.
Cabelo-de-porco (Carex spp)
terra muito cansada.
Capim-rabo-de-burro (Andropogon bicornis)
uma camada impermeável em 80 a 100 cm de profundidade, que represa água..
Capim-favorito (Rhynchelytrum roseum)
terras muito compactas e secas, a água não penetra facilmente.
Capim-amoroso ou carrapicho (Cenchrus ciliatus)
terra de lavoura depauperada e muito dura, pobre em cálcio.
Capim-marmelada ou capim-papuã (Brachiaria plantaginea)
terra de lavoura com laje superficial e falta de zinco.
Capim-seda (Cynodon dactylon)
terra muito compactada e pisoteada.
Carneirinho ou carrapicho-de-carneiro (Acanthospermum hispidum)
falta de cálcio.
Cravo-brabo (Tagetes minuta)
terra infestada de nematóides.
Fazendeiro ou picão-branco (Gaslinsoga parviflora)
terras cultivadas com excesso de nitrogênio e falta de cobre.
Gramão ou batatais ou grama mato-grosso (Paspalum notatum)
terra cansada, com baixa fertilidade.
Guanxuma ou malva (Sida spp)
terra muito compactada e dura.
Lingua de boi (Rumex spp)
excesso de nitrogênio.
Maria-mole ou berneira (Senecio brasiliensis)
camada compactada em 40 a 50 cm de profundidade, falta potássio.
As folhas secas são abundantes em muitos quintais, calçadas arborizadas e jardins, mas costumam ser tratadas como lixo. Na prática, representam uma reserva importante de carbono, fundamental para a formação de um bom composto, porém, sozinhas, se decompõem lentamente por terem pouco nitrogênio e pouca energia imediata para os microrganismos.
Para contornar essa limitação e acelerar o processo, é possível seguir um passo a passo simples, que organiza o trabalho e facilita a observação diária do material em decomposição:
Etapa
O que fazer
Objetivo no processo
Preparar as folhas
Picar ou triturar as folhas secas antes de iniciar a compostagem.
Aumentar a área de contato para acelerar a decomposição.
Escolher o local
Usar um canto do jardim, tambor, balde grande ou caixa de compostagem com drenagem.
Evitar acúmulo de água e permitir boa circulação de ar.
Preparar a mistura ativadora
Diluir melado em água e adicionar húmus de minhoca ou composto pronto.
Fornecer microrganismos e energia para iniciar a decomposição.
Umedecer a pilha
Organizar as folhas em camadas e aplicar a mistura ativadora.
Manter o material úmido e ativo para os microrganismos.
Monitorar a umidade
Verificar diariamente se o material está úmido, ajustando com água ou revolvendo se necessário.
Manter equilíbrio entre umidade e oxigenação para a decomposição.
Quais resíduos usar na compostagem acelerada e que cuidados tomar?
Embora as folhas secas sejam o foco do método, outros resíduos podem ser incorporados para enriquecer o futuro solo fértil. Cascas de frutas, restos de legumes, borras de café, cascas de ovo trituradas e pequenos pedaços de galhos finos ajudam a fornecer uma gama maior de nutrientes, desde que se mantenha o equilíbrio entre materiais secos e úmidos.
Para manter a pilha saudável e evitar problemas de mau cheiro ou atração de animais, alguns cuidados básicos são essenciais. Eles garantem boa aeração, umidade adequada e seleção correta dos resíduos adicionados ao sistema:
Evitar excesso de água: material encharcado tende a ficar sem oxigênio, favorecendo odores desagradáveis e microrganismos indesejados.
Manter boa aeração: folhas soltas, sem compactação excessiva, permitem a circulação de ar e a ação eficiente dos decompositores.
Controlar o tipo de resíduo: não incluir alimentos gordurosos, carne ou laticínios, que podem atrair animais e dificultar o processo.
Observar a temperatura: aquecimento moderado indica atividade intensa; se a pilha estiver totalmente fria e sem alteração visual, pode faltar umidade ou fonte de energia.
A transformação de folhas secas em solo fértil deixou de ser um processo lento e distante da realidade de quem cultiva um pequeno jardim ou uma horta caseira. Com a chamada compostagem acelerada, é possível criar um composto orgânico estável em poucos dias, usando ingredientes simples e acessíveis. Essa técnica vem ganhando espaço entre moradores de áreas urbanas e rurais que buscam uma alternativa natural aos fertilizantes químicos e desejam aproveitar melhor a matéria orgânica que se acumula no quintal ou na cozinha.
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O que é compostagem acelerada e por que funciona tão rápido?
A compostagem acelerada é um método que encurta o tempo de formação do composto, reduzindo um processo que normalmente levaria meses para um período de 3 a 7 dias, dependendo das condições. O princípio é direto: aumentar a atividade dos microrganismos responsáveis pela decomposição da matéria orgânica, por meio de três fatores principais: energia, umidade e presença de vida microbiana ativa.
No centro da técnica está a mistura de três componentes, que atuam em conjunto para ativar a pilha: uma fonte de açúcar, como o melado; um material biológico ativo, como húmus de minhoca ou composto já pronto; e água limpa. O melado fornece carboidratos de fácil assimilação, o húmus introduz microrganismos eficientes, e a água garante a umidade necessária para que esses organismos se movimentem e se multipliquem.A maneira simples de criar solo rico usando resíduos orgânicos
Como transformar folhas secas em solo fértil em poucos dias?
As folhas secas são abundantes em muitos quintais, calçadas arborizadas e jardins, mas costumam ser tratadas como lixo. Na prática, representam uma reserva importante de carbono, fundamental para a formação de um bom composto, porém, sozinhas, se decompõem lentamente por terem pouco nitrogênio e pouca energia imediata para os microrganismos.
Para contornar essa limitação e acelerar o processo, é possível seguir um passo a passo simples, que organiza o trabalho e facilita a observação diária do material em decomposição:
Etapa
O que fazer
Objetivo no processo
Preparar as folhas
Picar ou triturar as folhas secas antes de iniciar a compostagem.
Aumentar a área de contato para acelerar a decomposição.
Escolher o local
Usar um canto do jardim, tambor, balde grande ou caixa de compostagem com drenagem.
Evitar acúmulo de água e permitir boa circulação de ar.
Preparar a mistura ativadora
Diluir melado em água e adicionar húmus de minhoca ou composto pronto.
Fornecer microrganismos e energia para iniciar a decomposição.
Umedecer a pilha
Organizar as folhas em camadas e aplicar a mistura ativadora.
Manter o material úmido e ativo para os microrganismos.
Monitorar a umidade
Verificar diariamente se o material está úmido, ajustando com água ou revolvendo se necessário.
Manter equilíbrio entre umidade e oxigenação para a decomposição.
Quais resíduos usar na compostagem acelerada e que cuidados tomar?
Embora as folhas secas sejam o foco do método, outros resíduos podem ser incorporados para enriquecer o futuro solo fértil. Cascas de frutas, restos de legumes, borras de café, cascas de ovo trituradas e pequenos pedaços de galhos finos ajudam a fornecer uma gama maior de nutrientes, desde que se mantenha o equilíbrio entre materiais secos e úmidos.
Para manter a pilha saudável e evitar problemas de mau cheiro ou atração de animais, alguns cuidados básicos são essenciais. Eles garantem boa aeração, umidade adequada e seleção correta dos resíduos adicionados ao sistema:
Evitar excesso de água: material encharcado tende a ficar sem oxigênio, favorecendo odores desagradáveis e microrganismos indesejados.
Manter boa aeração: folhas soltas, sem compactação excessiva, permitem a circulação de ar e a ação eficiente dos decompositores.
Controlar o tipo de resíduo: não incluir alimentos gordurosos, carne ou laticínios, que podem atrair animais e dificultar o processo.
Observar a temperatura: aquecimento moderado indica atividade intensa; se a pilha estiver totalmente fria e sem alteração visual, pode faltar umidade ou fonte de energia.
Ontem aproveitei esta folhas para fazer uma cobertura morta no canteiro do jardim.
O QUE É COBERTURA MORTA ?
Cobertura orgânica – ou, em inglês 'mulch' – é qualquer tipo de resíduo vegetal que se acumula sobre a terra. Bactérias, fungos e outros microorganismos usarão esse material como alimento, em um processo que conhecemos como decomposição – a maneira natural de retornar à terra o material orgânico utilizado pela geração anterior.
A cobertura morta orgânica - 'mulch' - não apenas conserva umidade, mas também alimenta as plantas, as minhocas, micróbios e outras espécies de vida no solo. A matéria orgânica decomposta por estas várias formas de vida facilita a aglutinação das partículas do solo em uma estrutura mais grumosa, que retém melhor a água e os gases necessários para a vida das plantas.
As pessoas podem adaptar técnicas de “mulching” às suas práticas culturais habituais, em hortas e no paisagismo, com o uso do material orgânico disponível. O grande interesse na prática dessa cobertura do solo deriva de vários fatores: economia de trabalho, vantagens para as plantas, reutilização adequada para o que era considerado “lixo”.
A prática de manter sempre coberta a terra de hortas e jardins não realiza milagres instantâneos, mas certamente auxilia as plantas a crescerem e se desenvolverem melhor, e torna todo o trabalho de jardinagem mais fácil. Esses benefícios ocorrem em qualquer clima, frio ou quente, seco ou úmido.
O Mulch pode ser incorporado a cada ano, mas dois fatores devem receber nossa atenção: o estado de decomposição da cobertura anterior e a salinidade do material utilizado, que pode nos causar problemas se usado sem moderação.
Precisamos prestar atenção à eventual necessidade de adicionarmos nitrogênio (N) ao mulch, pois o material fresco utiliza o nitrogênio disponível para se decompor, que poderá ser retirado das plantas próximas. Adubos de lenta disponibilidade são a melhor solução, de acordo com a recomendação do fabricante.
Exemplos de mulch orgânico:
Restos de poda – barato, lembrar de picar antes de aplicar.
Cascas de pinho – dão um aspecto bonito ao jardim.
Restos de grama – somente devem ser aplicados depois de secos ou de passarem por processo de compostagem.
Musgos – têm a tendência de impermeabilizar o solo.
Agulhas de pinheiro – são bonitas e duram muito tempo. Fornecem nutrientes que, ao se decomporem, acidificam a terra, sendo boas para plantas que gostam de terras ácidas, como azaléias, gardênias, hortênsias.
Serragem – se a serragem fresca for incorporada ao solo, um suplemento de N é imprescindível.
A luxuriante Hiléia, a floresta tropical úmida da Amazônia, floresce há milhões de anos sobre os solos que estão entre os mais pobres do mundo. Este fato intrigava muitos cientistas. O grande cientista alemão, explorador da Amazônia, Alexander Von Humboldt, ainda pensava que a floresta tão viçosa, alta e densa, era indicação de solo muito fértil.
Como pode haver tanta vegetação, crescendo tão intensivamente, sobre solo praticamente desprovido de nutrientes? O segredo é a reciclagem perfeita. Nada se perde, tudo é reaproveitado. A folha morta cai ao chão, é desmanchada por toda sorte de pequenos organismos, principalmente insetos, colêmbolos, centopéias, ácaros, moluscos e depois mineralizada por fungos e bactérias. As raízes capilares das grandes árvores chegam a sair do solo e penetrar na camada de folhas mortas para reabsorver os nutrientes minerais liberados.
Poucas semanas depois de caídos, os nutrientes estão de volta no topo, ajudando a fazer novas folhas, flores, frutos e sementes. A floresta natural não necessita de adubação. Assim a floresta consegue manter-se através de séculos, milênios e milhões de anos. A situação não é diferente em nossos bosques subtropicais, nos campos, pastos ou banhados. A vida se mantém pela reciclagem. Assim deveríamos manter a situação em nossos jardins.
Um dos maiores desastres da atualidade, um desastre que está na base de muitos outros desastres, é o fato de estar a maioria das pessoas, mesmo as que se dizem cultas e instruídas, totalmente desvinculadas espiritualmente da Natureza, alienadas do Mundo Vivo.
As pessoas nascem, se criam entre massas de concreto, caminham ou rodam sobre asfalto, as aventuras que experimentam lhe são proporcionadas pela TV ou vídeo. Já não sabem o que é sentir orvalho no pé descalço, admirar de perto a maravilhosa estrutura de uma espiga de capim, observar intensamente o trabalho incrível de uma aranha tecendo sua teia. Capim, aliás, só bem tosadinho no gramado, de preferência quimicamente adubado! Se não estiver tosado, é feio! Na casa, a desinsetizadora mata até as simpáticas pequenas lagartixas, os gekos.
A situação não é melhor nas universidades. No Departamento de Biologia de uma importante universidade de Porto Alegre, encontra-se um pátio com meia dúzia de árvores raquíticas. Ali o solo é mantido sempre bem varrido, nu, completamente nu! As folhas secas são varridas e levadas ao lixo. Não distinguem sequer entre carteira de cigarro, plástico e folha seca, para eles tudo é lixo. Já protestei várias vezes. Os professores e biólogos nem tomam conhecimento. Pudera! Hoje a maioria dos que se dizem biólogos, mais merecem o nome de necrólogos, gostam mais é de lidar com vida por eles matada do que dialogar com seres e sistemas vivos. Preferem animais em vidros com álcool ou formol, plantas comprimidas em herbários. São raros, muito raros, hoje, os verdadeiros naturalistas, gente com reverência e amor pela Natureza, que com ela mantém contato e interação intensiva, gente que sabe extasiar-se diante da grandiosidade da maravilhosa sinfonia da Evolução Orgânica.
Por que digo estas coisas em "A Garça"? Atrás do prédio onde estava a Florestal da Riocell, onde estou agora instalado com meus escritórios da Tecnologia Convivial e da Vida Produtos Biológicos, existe um barranco onde estão se desenvolvendo lindas "seringueiras". Na realidade, não são seringueiras, são plantas da mesma família que nossas figueiras, mas são oriundas da Índia. Além de crescerem pelo menos dez vezes mais rápido que nossas figueiras, fazem lindas raízes aéreas e lindas tramas superficiais no solo. A alienação, que predomina entre nós, em geral, faz com que sejam demolidas tão logo atinjam tamanho interessante e aspecto realmente belo.
As Ficus elásticas a que me refiro, fizeram um lindo tapete de folhas secas. Este tapete segura a umidade do solo, mantém o solo poroso e aberto para a penetração da água da chuva e evita a erosão, especialmente na parte mais íngreme do barranco, já bastante erodida, porque no passado, ali, as folhas eram sempre removidas. Este tapete promove também o desenvolvimento da vegetação arbustiva e rasteira que dará ainda mais vida ao solo e abrigo à fauna, como corruíras e tico-ticos, lagartixas, insetos, etc. Da janela do meu escritório alegro-me cada vez que posso observar esta beleza.
Houve quem insistisse em que varrêssemos para deixar o solo nu. Faço um apelo a todos que ainda não o fizeram, observem este aspecto importante e construtivo da Natureza, aprendam a ver a beleza na grande integração do Mundo Vivo. Não vamos varrer!
Publicado em "A Garça" - Jornal da Riocell, em 13 de Fevereiro de 1990
Sabe a calçada do vizinho cheia de goiabas maduras? pois é, juntei dois baldes de 20 litros para alimento das minhocas californianas para compostagem.
COMPOSTAGEM: A RECICLAGEM NA NATUREZA
A compostagem é um processo de transformação que pode
ser executado com parte dos nossos resíduos domésticos orgânicos,
resultando em um excelente adubo para ser utilizado em hortas, vasos de
plantas, jardins ou algum terreno que você tenha disponível. Este é um
dos métodos mais antigos de reciclagem onde imitamos os processos da
natureza para melhorarmos a terra.
O conceito de resíduo na natureza passou a existir
com a sua excessiva geração aliada à crescente produção e uso de
materiais sintéticos que não se degradam facilmente, além da utilização
de substâncias químicas perigosas, como tintas, solventes e metais
pesados utilizados em baterias, entre outras (FIGUEIREDO, 1995).
Dos resíduos gerados no estado do Rio de Janeiro,
cerca de 52% são orgânicos, contra 44% de recicláveis e 4% de rejeitos.
Em 20 anos a porcentagem de lixo orgânico aumentou 16%. (COMLURB, 2001).
É importante ressaltar que nem todos os 52% podem ser compostados.
Devido à falta de separação prévia na fonte geradora (residências,
restaurantes e outros) existem resíduos orgânicos que não são
compostáveis misturados aos que são. Além disso, elementos químicos
perigosos ao meio ambiente e à saúde contaminam o composto e comprometem
a sua qualidade. Segundo estudos feitos na Usina de Compostagem de
Irajá, no Rio de Janeiro, existe cerca de 5% de metais pesados por Kg de
composto (AZEVEDO et all, 2003). Esse elevado percentual de metal
pesado e de material orgânico não compostável em nosso lixo retrata o
baixo percentual de resíduo orgânico que é transformado em composto, não
só no Brasil, com somente 1%, mas em países que já fazem a separação
prévia de seus materiais, como a Alemanha cujo índice chega a 5%.
(BALERINI, 2000).
O QUE É COMPOSTO E COMPOSTAGEM?
O composto é um material escuro usado como um tipo de adubo também chamado de terra preta ou húmus.
Compostagem é o processo de decomposição biológica da
matéria orgânica contida em resíduos animais ou vegetais. É feita por
muitas espécies de microorganismos e animais invertebrados que em
presença de umidade e oxigênio, se alimentam dessa matéria e propiciam
que seus elementos químicos e nutrientes voltem à terra. Essa
decomposição envolve processos físicos e químicos que ocorrem em matas,
parques e quintais. Os processos físicos são realizados por
invertebrados como ácaros, centopéias, besouros, minhocas, lesmas e
caracóis que transformam os resíduos em pequenas partículas. Já os
processos químicos, incluem a ação de bactérias, fungos e alguns
protozoários que degradam os resíduos orgânicos em partículas menores,
dióxido de carbono e água.
Essa técnica vem sendo utilizada há mais de cinco mil
anos pelos chineses (FREIRE, 2003) e é uma prática utilizada em
propriedades rurais.
A compostagem é um processo de transformação de
matéria orgânica, encontrada no lixo, em adubo orgânico
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Você
já imaginou a quantidade de resíduos (lixo) que são descartados e enviados
diretamente às unidades de tratamento de resíduos sólidos inviabilizando a
longevidade dessas estações de tratamento ou de forma mais costumeiramente
prejudicial ao meio ambiente?
A
compostagem é um processo de transformação de matéria orgânica, encontrada no
lixo, em adubo orgânico (composto orgânico). É considerada uma espécie de
reciclagem do lixo orgânico, pois o adubo (composto) gerado pode ser usado na
agricultura ou em jardins e plantas.
A
compostagem é realizada com o uso dos próprios microorganismos presentes nos
resíduos, em condições ideais de temperatura, aeração e umidade. A compostagem
é de extrema importância para o meio ambiente e para a saúde dos seres humanos.
O
lixo orgânico, muitas vezes, é descartado em lixões, ruas, rios e matas,
poluindo o meio ambiente. Além disso, o acúmulo de resíduos orgânicos a céu
aberto favorece o desenvolvimento de bactérias, vermes e fungos que causam
doenças nos seres humanos. Além disso, favorece o desenvolvimento de insetos,
ratos e outros animais que podem transmitir doenças aos homens.
Com a compostagem,
além de se evitar a poluição e gerar renda, faz com que a matéria orgânica
volte a ser usada de forma útil. Para que ocorra a compostagem de forma
adequada, é necessário que as pessoas realizem a coleta seletiva do lixo,
encaminhando o lixo orgânico para usinas de compostagem e os resíduos sólidos
para recicladores. A compostagem também pode ser realizada em casa, seguindo
algumas orientações técnicas básicas.
Húmus é a matéria orgânica estável presente em vários tipos de solos, essencial para a vida na Terra.
Húmus, humo, ou erroneamente escrito, "humus", é um termo que remonta ao tempo dos antigos romanos, quando era usado para designar o solo como um todo. Hoje, o termo "húmus" designa toda a matéria orgânica
estabilizada (que não sofre mudanças químicas ou físicas
significativas) presente nos mais diversos tipos de solos (argilosos,
arenosos, entre outros). Ollech, cientista estudioso do tema, definiu o húmus, em 1890, como "todas as substâncias que são formadas na decomposição e fermentação da matéria orgânica de origem vegetal e animal, ou por meio da ação de certos agentes químicos sobre essa matéria orgânica, na forma de compostos orgânicos amorfos [que não tem forma determinada], não voláteis, não gordurosos, mais ou menos escuros".
Apesar do húmus
ser estável, ele não é estático, e sim dinâmico, uma vez que é formado
constantemente a partir de resíduos vegetais e animais que são
continuamente decompostos por micro-organismos.
Importância do húmus
A importância do húmus
para a o solo é múltipla. Ele fornece nutrientes para as plantas,
regula as populações de micro-organismos e torna os solos férteis. O húmus
também é fonte de carbono, nitrogênio, fósforo, cálcio, ferro,
manganês, entre outras substâncias essenciais para o crescimento
saudável dos vegetais.
Ele é capaz de impedir a penetração de substâncias tóxicas do solo nas plantas; retém umidade e mantém a temperatura do solo equilibrada. A função do húmus para a vida aquática vegetal e animal ainda é pouco estudada, entretanto, sua importância é amplamente reconhecida.
O húmus
define a cor, textura, estrutura, retenção de umidade e a aeração do
solo. Quimicamente, ele influencia a solubilidade de minerais do solo,
formando compostos com certos elementos como o ferro, o que os torna
mais facilmente disponíveis para o crescimento das plantas e aumenta as
propriedades tampão do solo. Biologicamente, o húmus
serve como fonte de energia para o desenvolvimento de micro-organismos e
melhora o ambiente para ao crescimento de plantas superiores.
Entretanto, as funções do húmus
para as plantas ainda não foram completamente estudadas pela ciência e,
apesar de haver a possibilidade de alguns efeitos prejudiciais do húmus para as plantas, o consenso científico é de que os benefícios superam os malefícios.
Micro-organismos
Sem os micro-organismos não haveria húmus, e sem húmus a vida no planeta Terra como a conhecemos seria impossível.
São os micro-organismos os principais responsáveis pela formação do húmus a partir de resíduos vegetais e animais. Eles produzem húmus
continuamente por meio da decomposição e mineralização (transformação
da matéria orgânica em minerais). O papel dos micro-organismos no ciclo
da matéria orgânica no solo, bem como na natureza, em geral, é indispensável. Sem a transformação dos restos animais e vegetais em húmus, todos os elementos essenciais ficariam armazenados nesses organismos mortos e não poderiam ser reutilizados.
Tipos de húmus
As formas mais conhecidas de húmus são aquelas encontradas em jardins. Entretanto, existem diferentes tipos de húmus, até mesmo variedades que não são utilizadas para plantio, mas para fins industriais.
O húmuspresente no carvão e na turfa é usado como fonte de combustível e tem sido um dos principais agentes no desenvolvimento da civilização industrial moderna. O húmus presente no petróleo, por exemplo, tem uma importante função econômica. Mas, de maneira geral, o húmus é separado em quatro categorias:
Húmus marrom:
Encontrado na vegetação viva, na matéria orgânica recentemente caída
(serrapilheira), na turfa, em ervas marinhas em decomposição nas margens
dos corpos d'água e onde crescem os fungos.
Húmus preto:
Geralmente encontrado em um estado ativo de decomposição nas camadas
mais profundas do solo, na decomposição de folhas e madeiras de
florestas, em estrumes de animais, em turfa de pântanos e em lamas.
Húmus de transferência:
É o encontrado nas água dos rios, lagos, nascentes e água da chuva.
Húmus fóssil:
É o húmus encontrado sob a forma de lignite, carvão marrom e outros depósitos de carbono, bem como em muitos minerais, como minérios hidratados de ferro e manganês.
Compostagem doméstica não causa mau cheiro e pode ser lucrativo
Fonte: ZAP Imóveis
Compostagem doméstica produz um adubo de qualidade para o seu próprio plantio (Foto: Divulgação/Morada da Floresta)
Você sabia que o lixo orgânico de sua casa pode ser reaproveitado? A composteira doméstica, ou minhocário, transforma o resíduo orgânico em adubo, que pode ser utilizado posteriormente em uma horta caseira ou, até mesmo, ser vendido. E o melhor, o sistema de compostagem não gera mau cheiro, se utilizado da maneira correta.
De acordo com dados do IBGE, a matéria orgânica corresponde a 60% do total de lixo gerado no Brasil, causando impactos ambientais. Segundo Leopoldo Matosinho, gestor administrativo da Morada da Floresta, o reaproveitamento deste lixo produz nutrientes essenciais ao solo por meio do adubo orgânico, também chamado de húmus.
“A reciclagem de lixo orgânico, além de trazer economia para empresas, pode reaproximar as famílias da terra e do plantio, já que o produto gerado pela compostagem, o húmus, é essencial para o cultivo de plantas e alimentos”, explica Matosinho.
Composteira, ou minhocário, produzido pela Morada da Floresta custa a partir de R$ 161 (Foto: Divulgação/Morada da Floresta)
As composteiras domésticas comercializadas pela Morada da Floresta funcionam com três caixas de plástico empilhadas. As duas de cima, que contêm húmus e minhocas, digerem os resíduos orgânicos e a última recolhe o chorume, um fertilizante potente, que escorre das caixas de cima.
Essas caixas são furadas para facilitar o fluxo das minhocas e do chorume e a caixa coletora possui uma torneira para a retirada do líquido. Os compartimentos de cima servem para o descarte do lixo orgânico.
Este material se transforma em adubo e chorume em aproximadamente um mês após o preenchimento da primeira caixa. “O chorume deve ser diluído em água e o ideal é sempre utilizá-lo fresco. Ele é um adubo poderoso e, por ser líquido, possui alta absorção pelas plantas”, orienta Matosinho.
O chorume pode ser utilizado para regar as plantas, sem o uso de agrotóxicos (Fotos: Shutterstock)
É importante destacar que a composteira não pode ficar exposta ao sol e nem pegar chuva. Deve ser colocada em um local arejado e sombreado para que o bem-estar e a vida das minhocas não sejam comprometidas. Ao descartar os resíduos orgânicos deve-se cobrir tudo com matéria vegetal seca, como folhas, serragem, palha ou grama.
“Existem diversas soluções caso tenha algum problema, desde uso de cinzas de carvão, borra de café, etc. A solução varia de acordo com o problema”, afirma Matosinho.
O que pode ser jogado na composteira –Frutas, legumes, verduras, grãos e sementes, saquinhos de chá, erva de chimarrão, borra de café, de cevada (com filtro), sobras de alimentos cozidos ou estragados (sem exageros), cascas de ovos, palhas, folhas secas, serragem, gravetos, palitos de fósforo e dentais, podas de jardim, papel toalha, guardanapos de papel, papel de pão, papelão, embalagem de pizza e papel jornal (em pouca quantidade).
Composteira pode ainda ser feita em casa, com outros materiais
O que não pode –Carnes de qualquer espécie, casca de limão, laticínios, óleos, gorduras, papel higiênico usado, fezes de animais domésticos, frutas cítricas em grande quantidade (laranja, mexerica, abacaxi), alimentos cozidos (em maior quantidade que os alimentos crus), temperos fortes em grande quantidade (pimenta, sal, alho, cebola).
Preços –Existe a possibilidade de produzir uma composteira em casa, sem a necessidade de gastar muito com os kits. Mas também é possível comprar as caixas coletoras, já com um pouco de adubo e minhoca, que se reproduzem com facilidade.
A Morada da Floresta oferece dois kits para residências. O primeiro, indicado para uma pessoa, custa R$ 161 e o segundo, indicado para quatro ou cinco pessoas, custa R$ 299.
Nada melhor do que comer os vegetais que foram plantados em casa
Planta tropical, nativa do Brasil, o maracujá é uma trepadeira de crescimento vigoroso. Para se desenvolver bem, precisa de um solo arenoso e bem drenado, e de pelo menos 11 horas de sol por dia
Maracujá acalma mesmo, não é lenda. Mas você precisaria comer muito maracujá para sentir esse efeito; beber um suco de vez em quando não resolve. Então, que tal plantar maracujá em casa? A planta é nativa da porção sul das Américas, e o Brasil é o maior produtor e consumidor mundial do seu fruto. De acordo com o pesquisador da Embrapa Cerrados, especialista na cultura do maracujazeiro, Fabio Gelape Faleiro, o cultivo tem grande importância social na geração de emprego e renda no país, sendo excelente opção principalmente para o micro, pequeno e médio produtor.
Se plantada na terra, a muda precisa de estruturas de apoio para seu desenvolvimento: mourões com arame, pérgulas, cercas, muros e até árvores
A planta do maracujá, de nome científico passiflora edulis também é uma ótima opção para a agricultura urbana, aquela feita nos fundos do quintal ou mesmo em vasos, que devem ter capacidade maior que 45 l. Se plantada na terra do quintal, a muda deve receber estruturas de apoio para seu desenvolvimento (mourões com arame, pérgulas, cercas, muros ou até mesmo árvores), já que o maracujazeiro é uma planta trepadeira, herbácea e semi perene, ou seja, dura de um a seis anos. Para o paisagista É João Jadão, do escritório Planos e Plantas, por ser uma trepadeira e ter flores grandes e muito vistosas ela é uma excelente opção para revestir pérgulas, muros e cercas.
Existem vários tipos de maracujá, entre esses o azedo, o doce, o ornamental e o medicinal. Para garantir a qualidade, é importante que sementes ou mudas sejam adquiridas de viveiros registrados e certificados. Faleiro recomenda o plantio de duas mudas obtidas por sementes diferentes para que ocorra a fecundação das flores e a formação dos frutos.