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segunda-feira, 8 de junho de 2026

Espalhando minhocas pelo Rio Grande do Sul

Potes com húmus e muitas minhocas composteiras
Santiago, Quaraí, Uruguaiana, Caxias do Sul, Passo Fundo, Vacaria, Pelotas, Santa Maria, Canoas , São Leopoldo, Gravataí, Lagoa Vermelha, Cachoeira do Sul, Guaíba , Garibaldi, Ijuí, Osório, Soledade, Venancio Aires, são algumas das cidades que já receberam nossas minhocas californianas. 

São cidadãos transformando lixo em luxo, fazendo húmus para suas hortas e Jardins, através do nosso projeto de compostagem com minhocas californianas.
É muito fácil!!

terça-feira, 2 de junho de 2026

11 Frutas da Mata Atlântica que Todo Brasileiro Deveria Conhecer


Fonte: blog Nó de Oito  

Mesmo nas grandes cidades é possível experimentar algumas dessas delícias.
topo
Em 1521 ficaram prontas o que é considerado hoje o primeiro pedaço de legislação ambiental do Brasil – as Ordenações Manuelinas, ordenadas por D. Manuel I. O código versava sobre todas as áreas do Direito, com as partes sobre meio ambiente espalhadas ao longo do texto, sem uma sessão específica. Ainda assim, é de se admirar os pontos tratados no documento (para a época, claro) – como a proibição da caça de determinados animais com instrumentos capazes de lhes causar dor e sofrimento; a restrição da caça em determinadas áreas e a proibição do corte de árvores frutíferas, com a atribuição de severas penalidades e multas para o infrator.
As coisas mudaram, obviamente. A Mata Atlântica, que abrange toda a costa nordeste, sul e sudeste do Brasil e é uma das áreas mais ricas em biodiversidade do planeta, já teve cerca de 93% de suas extensão desmatada. Infelizmente, com a devastação foi-se também um conhecimento que deveria fazer parte da vida de mais de 70% da população brasileira que habita a faixa de Mata Atlântica. Conheça agora algumas das frutas mais comuns da nossa incrível Mata Atlântica (e, se possível, empolgue-se o bastante para cultivá-las!):

Cabeludinha

Também chamada de Café cabeludo, Fruta cabeluda, Jabuticaba amarela, Peludinha e Vassourinha da praia. Doce, pode ser aproveitada in natura, ou em sucos, sorvetes e doces entre o final do inverno e começo da primavera. Se você é de São Paulo e quiser ver uma árvore de cabeludinha ao vivo, fique de olho no Parque do Ibirapuera e no jardim do Instituto de Biociências da USP. A árvore é ornamental e ideal para arborização urbana. E, olha só, é fácil encontrar mudas para cultivar! #ficaadica.
frutas mata atlântica

Cereja do Rio Grande

Também conhecida por Cerejeira-da-terra, Cerejeira-do-mato, Guaibajaí, Ibá-rapiroca, Ibajaí, Ibárapiroca, Ivaí e Ubajaí, a cereja-do-rio-grande dá numa árvore absolutamente linda (que ficaria mais linda ainda na sua calçada). O fruto é carnudo e docinho – muito parecido com a cereja cara e importada que a gente compra no supermercado em época de ano novo. Você encontra ela no pé no começo da primavera (e dá para ir caçar uma sementes na esquina do Palácio Nove de Julho com a rua Abílio Soares, se você for de São Paulo).
frutas mata atlântica

Ameixa da Mata

Mais encontrada na faixa de Mata Atlântica litorânea entre o Rio de Janeiro e a Bahia, a ameixa da mata é pequenininha, mas carnuda e com sabor agridoce. A árvore é um espetáculo à parte, com tronco avermelhado e copa que alcança até 6 metros de altura. A ameixa-da-mata dá no verão, mas é bem rara. Você vai ter que se empenhar para encontrá-la.
frutas mata atlântica

Pitangatuba

Típica da restinga do estado do Rio de Janeiro, a pitangatuba é daquelas frutas docinhas e azedinhas ao mesmo tempo, e dá em uma ‘árvore’ tipo arbusto. O incrível da pitangatuba, além do gosto excepcional (que não carrega aquele amarguinho característico da pitanga), é o tamanho – algumas podem alcançar até 7cm – e a sua suculência, dado que ela só tem uma semente bem pequenininha no meio de um monte de polpa.  Muito adaptável, pode ser plantada em pomares, vasos e jardineiras, sem problemas. Infelizmente, a pitangatuba é extremamente rara na natureza, mas se você encontrar uma mudinha para cultivar, prepare-se para colher os frutos na primavera.
frutas mata atlânticaFrutas de dar água na boca.

Araçá

Mais conhecido, o araçá dá também em um arbusto – ideal para jardins residenciais. O fruto tem um sabor parecido com o da goiaba (com a qual compartilha parentesco), mas um pouco mais azedinho. É ideal para a a recuperação de áreas degradadas, pois tem crescimento rápido e atrai muitos passarinhos, que se encarregam de espalhar suas sementes. É bastante comum no litoral de São Paulo, por isso fique de olho durante as férias de fim de ano, pois ela frutifica no verão.
frutas mata atlântica

Cambuci

Todo paulistano deveria conhecer o cambuci, tão abundante na cidade antigamente que emprestou o nome a um de seus bairros. Azedinha no nível do limão, é rica em vitamina C e pode ser consumida in natura (para os fortes), ou em sucos, compotas e doces. Sua árvore tem uma madeira de excelente qualidade – fato que quase a levou à extinção. Sua presença em uma floresta é sinal de que a mata está bem conservada. Aproveite agora no verão – que é a época dela – para andar no bairro do Cambuci, em São Paulo, que ainda tem alguns espalhados.
frutas mata atlântica

Cambucá

Como a jabuticaba, o cambucá dá direto no tronco da árvore e sua polpa também tem que ser sugada da casca. Há quem diga que é uma das frutas mais saborosas do Brasil, mas, apesar de ter sido muito comum em toda a faixa litorânea da Mata Atlântica até a primeira metade do século XX, hoje em dia é uma árvore rara, limitada à pequena faixa que restou de seu ambiente natural, jardins botânicos e pomares de frutas raras. Se algum dia passar no verão pela cidade de Santa Maria do Cambucá, no Pernambuco, dê uma paradinha para saboreá-la.
frutas mata atlântica

Uvaia

Encontrada principalmente nos estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo, a uvaia é uma fruta azedinha que pode ser consumida in natura (para quem gosta de coisas azedas – *salivando*) ou em sucos e compotas. Sua árvore é bastante utilizada em projetos de reflorestamento, pois a uvaia atrai muitos passarinhos, que espalham as suas sementes. Sua época vai de setembro à janeiro.
frutas mata atlântica

Guabiroba

Natural da Mata Atlântica e do Cerrado, a guabiroba – ou gabiroba – é encontrada principalmente nos estados de Santa Catarina, Minas Gerais e Goiás, Paraná, Espírito Santo e Rio Grande do Sul. É uma fruta saborosa e azedinha, rica em vitamina C, que lota o pé entre os meses de dezembro e maio. Além de consumida in natura, é bastante utilizada em sucos, sorvetes e licores.
frutas mata atlântica

Grumixama

Parecida com a cereja-do-rio-grande, a grumixama é uma frutinha arroxeada e suculenta que dá na primavera. Sua ocorrência vai do sul da Bahia até o estado de Santa Catarina e o gosto é um misto de pitanga com jabuticaba. Quem mora em São Paulo, pode ver dois pés enormes na frente da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP.
frutas mata atlântica

Cambuí

Nome de bairro, em Campinas, e de cidade, em Minas Gerais, o cambuí é uma fruta roxa, vermelha ou amarela saborosa a perfumada que lota os pés durante o mês de janeiro. Sua árvore é muito bonita e bastante delicada, levando bastante tempo para crescer – o que a coloca em risco.
frutas mata atlântica

quarta-feira, 29 de abril de 2026

Mulching ou cobertura morta. O QUE É COBERTURA MORTA ?

 





Ontem aproveitei esta folhas para fazer uma cobertura morta no canteiro do jardim. 

O QUE É COBERTURA MORTA ?

Cobertura orgânica – ou, em inglês 'mulch' – é qualquer tipo de resíduo vegetal que se acumula sobre a terra. Bactérias, fungos e outros microorganismos usarão esse material como alimento, em um processo que conhecemos como decomposição – a maneira natural de retornar à terra o material orgânico utilizado pela geração anterior.


A cobertura morta orgânica - 'mulch' - não apenas conserva umidade, mas também alimenta as plantas, as minhocas, micróbios e outras espécies de vida no solo. A matéria orgânica decomposta por estas várias formas de vida facilita a aglutinação das partículas do solo em uma estrutura mais grumosa, que retém melhor a água e os gases necessários para a vida das plantas.



As pessoas podem adaptar técnicas de “mulching” às suas práticas culturais habituais, em hortas e no paisagismo, com o uso do material orgânico disponível. O grande interesse na prática dessa cobertura do solo deriva de vários fatores: economia de trabalho, vantagens para as plantas, reutilização adequada para o que era considerado “lixo”.


A prática de manter sempre coberta a terra de hortas e jardins não realiza milagres instantâneos, mas certamente auxilia as plantas a crescerem e se desenvolverem melhor, e torna todo o trabalho de jardinagem mais fácil. Esses benefícios ocorrem em qualquer clima, frio ou quente, seco ou úmido.


O Mulch pode ser incorporado a cada ano, mas dois fatores devem receber nossa atenção: o estado de decomposição da cobertura anterior e a salinidade do material utilizado, que pode nos causar problemas se usado sem moderação.


Precisamos prestar atenção à eventual necessidade de adicionarmos nitrogênio (N) ao mulch, pois o material fresco utiliza o nitrogênio disponível para se decompor,  que poderá ser retirado das plantas próximas. Adubos de lenta disponibilidade são a melhor solução, de acordo com a recomendação do fabricante.


Exemplos de mulch orgânico:
  • Restos de poda – barato, lembrar de picar antes de aplicar.
  • Cascas de pinho – dão um aspecto bonito ao jardim.
  • Restos de grama – somente devem ser aplicados depois de secos ou de passarem por processo de compostagem.
  • Musgos – têm a tendência de impermeabilizar o solo.
  • Agulhas de pinheiro – são bonitas e duram muito tempo. Fornecem nutrientes que, ao se decomporem, acidificam a terra, sendo boas para plantas que gostam de terras ácidas, como azaléias, gardênias, hortênsias.
  • Serragem – se a serragem fresca for incorporada ao solo, um suplemento de N é imprescindível.

sexta-feira, 10 de abril de 2026

A qualidade do solo pela indicação das plantas espontâneas!


Escrito por 

Análise do solo conforme sua atividade biológica

A atividade biológica do solo é uma denominação genérica para a ação dos organismos vivos do solo, tanto animais quanto vegetais.
Esses organismos têm forte influência na gênese e manutenção da organização dos constituintes do solo, principalmente nos horizontes superficiais.
As raízes das plantas , por exemplo, alteram o pH do solo ao seu redor e, ao morrer e se decompor, deixam canais.
Formigas, cupins e minhocas manipulam, ingerem e excretam material de solo formando microagregados e construindo poros ).
A observação do solo de um terreno, as plantas que nela estão crescendo e, inclusive a presença das ervas daninhas já indicam características de sua composição química ou o que pode estar faltando.
Veja nossa tabela de problemas do solo conforme a presença das ervas daninhas.

Biológica do solo - Ervas daninhas indicam problemas no solo

As
Invasoras
Indicam
Barba-de-bode (Aristida pallens)
pastos queimados com frequência, falta de fósforo, cálcio e umidade.
Capim-arroz (Echinochloa crusgallii)
terra com nutrientes reduzidos em susbstâncias tóxicas.
Cabelo-de-porco (Carex spp)
terra muito cansada.
Capim-rabo-de-burro (Andropogon bicornis)
uma camada impermeável em 80 a 100 cm de profundidade, que represa água..
Capim-favorito (Rhynchelytrum roseum)
terras muito compactas e secas, a água não penetra facilmente.
Capim-amoroso ou carrapicho (Cenchrus ciliatus)
terra de lavoura depauperada e muito dura, pobre em cálcio.
Capim-marmelada ou capim-papuã (Brachiaria plantaginea)
terra de lavoura com laje superficial e falta de zinco.
Capim-seda (Cynodon dactylon)
terra muito compactada e pisoteada.
Carneirinho ou carrapicho-de-carneiro (Acanthospermum hispidum)
falta de cálcio.
Cravo-brabo (Tagetes minuta)
terra infestada de nematóides.
Fazendeiro ou picão-branco (Gaslinsoga parviflora)
terras cultivadas com excesso de nitrogênio e falta de cobre.
Gramão ou batatais ou grama mato-grosso (Paspalum notatum)
terra cansada, com baixa fertilidade.
Guanxuma ou malva (Sida spp)
terra muito compactada e dura.
Lingua de boi (Rumex spp)
excesso de nitrogênio.
Maria-mole ou berneira (Senecio brasiliensis)
camada compactada em 40 a 50 cm de profundidade, falta potássio.
Mamona (Ricinus communis)
solo arenoso com falta de potassio.
Samambaia (Gleiquênia)
solo ácido.
Fonte: cuidados com a terra – IDACO – 1994

sábado, 14 de março de 2026

Como transformar folhas secas em solo fértil em poucos dias?

 



As folhas secas são abundantes em muitos quintais, calçadas arborizadas e jardins, mas costumam ser tratadas como lixo. Na prática, representam uma reserva importante de carbono, fundamental para a formação de um bom composto, porém, sozinhas, se decompõem lentamente por terem pouco nitrogênio e pouca energia imediata para os microrganismos.

Para contornar essa limitação e acelerar o processo, é possível seguir um passo a passo simples, que organiza o trabalho e facilita a observação diária do material em decomposição:

EtapaO que fazerObjetivo no processo
Preparar as folhasPicar ou triturar as folhas secas antes de iniciar a compostagem.Aumentar a área de contato para acelerar a decomposição.
Escolher o localUsar um canto do jardim, tambor, balde grande ou caixa de compostagem com drenagem.Evitar acúmulo de água e permitir boa circulação de ar.
Preparar a mistura ativadoraDiluir melado em água e adicionar húmus de minhoca ou composto pronto.Fornecer microrganismos e energia para iniciar a decomposição.
Umedecer a pilhaOrganizar as folhas em camadas e aplicar a mistura ativadora.Manter o material úmido e ativo para os microrganismos.
Monitorar a umidadeVerificar diariamente se o material está úmido, ajustando com água ou revolvendo se necessário.Manter equilíbrio entre umidade e oxigenação para a decomposição.

Quais resíduos usar na compostagem acelerada e que cuidados tomar?

Embora as folhas secas sejam o foco do método, outros resíduos podem ser incorporados para enriquecer o futuro solo fértil. Cascas de frutas, restos de legumes, borras de café, cascas de ovo trituradas e pequenos pedaços de galhos finos ajudam a fornecer uma gama maior de nutrientes, desde que se mantenha o equilíbrio entre materiais secos e úmidos.

Para manter a pilha saudável e evitar problemas de mau cheiro ou atração de animais, alguns cuidados básicos são essenciais. Eles garantem boa aeração, umidade adequada e seleção correta dos resíduos adicionados ao sistema:

  • Evitar excesso de água: material encharcado tende a ficar sem oxigênio, favorecendo odores desagradáveis e microrganismos indesejados.
  • Manter boa aeração: folhas soltas, sem compactação excessiva, permitem a circulação de ar e a ação eficiente dos decompositores.
  • Controlar o tipo de resíduo: não incluir alimentos gordurosos, carne ou laticínios, que podem atrair animais e dificultar o processo.
  • Observar a temperatura: aquecimento moderado indica atividade intensa; se a pilha estiver totalmente fria e sem alteração visual, pode faltar umidade ou fonte de energia.



A transformação de folhas secas em solo fértil deixou de ser um processo lento e distante da realidade de quem cultiva um pequeno jardim ou uma horta caseira. Com a chamada compostagem acelerada, é possível criar um composto orgânico estável em poucos dias, usando ingredientes simples e acessíveis. Essa técnica vem ganhando espaço entre moradores de áreas urbanas e rurais que buscam uma alternativa natural aos fertilizantes químicos e desejam aproveitar melhor a matéria orgânica que se acumula no quintal ou na cozinha.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

O que é compostagem acelerada e por que funciona tão rápido?

compostagem acelerada é um método que encurta o tempo de formação do composto, reduzindo um processo que normalmente levaria meses para um período de 3 a 7 dias, dependendo das condições. O princípio é direto: aumentar a atividade dos microrganismos responsáveis pela decomposição da matéria orgânica, por meio de três fatores principais: energia, umidade e presença de vida microbiana ativa.

No centro da técnica está a mistura de três componentes, que atuam em conjunto para ativar a pilha: uma fonte de açúcar, como o melado; um material biológico ativo, como húmus de minhoca ou composto já pronto; e água limpa. O melado fornece carboidratos de fácil assimilação, o húmus introduz microrganismos eficientes, e a água garante a umidade necessária para que esses organismos se movimentem e se multipliquem.A maneira simples de criar solo rico usando resíduos orgânicos

Como transformar folhas secas em solo fértil em poucos dias?

As folhas secas são abundantes em muitos quintais, calçadas arborizadas e jardins, mas costumam ser tratadas como lixo. Na prática, representam uma reserva importante de carbono, fundamental para a formação de um bom composto, porém, sozinhas, se decompõem lentamente por terem pouco nitrogênio e pouca energia imediata para os microrganismos.

Para contornar essa limitação e acelerar o processo, é possível seguir um passo a passo simples, que organiza o trabalho e facilita a observação diária do material em decomposição:

EtapaO que fazerObjetivo no processo
Preparar as folhasPicar ou triturar as folhas secas antes de iniciar a compostagem.Aumentar a área de contato para acelerar a decomposição.
Escolher o localUsar um canto do jardim, tambor, balde grande ou caixa de compostagem com drenagem.Evitar acúmulo de água e permitir boa circulação de ar.
Preparar a mistura ativadoraDiluir melado em água e adicionar húmus de minhoca ou composto pronto.Fornecer microrganismos e energia para iniciar a decomposição.
Umedecer a pilhaOrganizar as folhas em camadas e aplicar a mistura ativadora.Manter o material úmido e ativo para os microrganismos.
Monitorar a umidadeVerificar diariamente se o material está úmido, ajustando com água ou revolvendo se necessário.Manter equilíbrio entre umidade e oxigenação para a decomposição.

Quais resíduos usar na compostagem acelerada e que cuidados tomar?

Embora as folhas secas sejam o foco do método, outros resíduos podem ser incorporados para enriquecer o futuro solo fértil. Cascas de frutas, restos de legumes, borras de café, cascas de ovo trituradas e pequenos pedaços de galhos finos ajudam a fornecer uma gama maior de nutrientes, desde que se mantenha o equilíbrio entre materiais secos e úmidos.

Para manter a pilha saudável e evitar problemas de mau cheiro ou atração de animais, alguns cuidados básicos são essenciais. Eles garantem boa aeração, umidade adequada e seleção correta dos resíduos adicionados ao sistema:

  • Evitar excesso de água: material encharcado tende a ficar sem oxigênio, favorecendo odores desagradáveis e microrganismos indesejados.
  • Manter boa aeração: folhas soltas, sem compactação excessiva, permitem a circulação de ar e a ação eficiente dos decompositores.
  • Controlar o tipo de resíduo: não incluir alimentos gordurosos, carne ou laticínios, que podem atrair animais e dificultar o processo.
  • Observar a temperatura: aquecimento moderado indica atividade intensa; se a pilha estiver totalmente fria e sem alteração visual, pode faltar umidade ou fonte de energia.

quarta-feira, 4 de junho de 2025

Folha seca não é lixo

Resultado de imagem para folha seca


José Lutzenberger

A luxuriante Hiléia, a floresta tropical úmida da Amazônia, floresce há milhões de anos sobre os solos que estão entre os mais pobres do mundo. Este fato intrigava muitos cientistas. O grande cientista alemão, explorador da Amazônia, Alexander Von Humboldt, ainda pensava que a floresta tão viçosa, alta e densa, era indicação de solo muito fértil.

Como pode haver tanta vegetação, crescendo tão intensivamente, sobre solo praticamente desprovido de nutrientes? O segredo é a reciclagem perfeita. Nada se perde, tudo é reaproveitado. A folha morta cai ao chão, é desmanchada por toda sorte de pequenos organismos, principalmente insetos, colêmbolos, centopéias, ácaros, moluscos e depois mineralizada por fungos e bactérias. As raízes capilares das grandes árvores chegam a sair do solo e penetrar na camada de folhas mortas para reabsorver os nutrientes minerais liberados.

Poucas semanas depois de caídos, os nutrientes estão de volta no topo, ajudando a fazer novas folhas, flores, frutos e sementes. A floresta natural não necessita de adubação. Assim a floresta consegue manter-se através de séculos, milênios e milhões de anos. A situação não é diferente em nossos bosques subtropicais, nos campos, pastos ou banhados. A vida se mantém pela reciclagem. Assim deveríamos manter a situação em nossos jardins.

Um dos maiores desastres da atualidade, um desastre que está na base de muitos outros desastres, é o fato de estar a maioria das pessoas, mesmo as que se dizem cultas e instruídas, totalmente desvinculadas espiritualmente da Natureza, alienadas do Mundo Vivo.


As pessoas nascem, se criam entre massas de concreto, caminham ou rodam sobre asfalto, as aventuras que experimentam lhe são proporcionadas pela TV ou vídeo. Já não sabem o que é sentir orvalho no pé descalço, admirar de perto a maravilhosa estrutura de uma espiga de capim, observar intensamente o trabalho incrível de uma aranha tecendo sua teia. Capim, aliás, só bem tosadinho no gramado, de preferência quimicamente adubado! Se não estiver tosado, é feio! Na casa, a desinsetizadora mata até as simpáticas pequenas lagartixas, os gekos.

A situação não é melhor nas universidades. No Departamento de Biologia de uma importante universidade de Porto Alegre, encontra-se um pátio com meia dúzia de árvores raquíticas. Ali o solo é mantido sempre bem varrido, nu, completamente nu! As folhas secas são varridas e levadas ao lixo. Não distinguem sequer entre carteira de cigarro, plástico e folha seca, para eles tudo é lixo. Já protestei várias vezes. Os professores e biólogos nem tomam conhecimento. Pudera! Hoje a maioria dos que se dizem biólogos, mais merecem o nome de necrólogos, gostam mais é de lidar com vida por eles matada do que dialogar com seres e sistemas vivos. Preferem animais em vidros com álcool ou formol, plantas comprimidas em herbários. São raros, muito raros, hoje, os verdadeiros naturalistas, gente com reverência e amor pela Natureza, que com ela mantém contato e interação intensiva, gente que sabe extasiar-se diante da grandiosidade da maravilhosa sinfonia da Evolução Orgânica.

Por que digo estas coisas em "A Garça"? Atrás do prédio onde estava a Florestal da Riocell, onde estou agora instalado com meus escritórios da Tecnologia Convivial e da Vida Produtos Biológicos, existe um barranco onde estão se desenvolvendo lindas "seringueiras". Na realidade, não são seringueiras, são plantas da mesma família que nossas figueiras, mas são oriundas da Índia. Além de crescerem pelo menos dez vezes mais rápido que nossas figueiras, fazem lindas raízes aéreas e lindas tramas superficiais no solo. A alienação, que predomina entre nós, em geral, faz com que sejam demolidas tão logo atinjam tamanho interessante e aspecto realmente belo.
  Resultado de imagem para folha seca composto

As Ficus elásticas a que me refiro, fizeram um lindo tapete de folhas secas. Este tapete segura a umidade do solo, mantém o solo poroso e aberto para a penetração da água da chuva e evita a erosão, especialmente na parte mais íngreme do barranco, já bastante erodida, porque no passado, ali, as folhas eram sempre removidas. Este tapete promove também o desenvolvimento da vegetação arbustiva e rasteira que dará ainda mais vida ao solo e abrigo à fauna, como corruíras e tico-ticos, lagartixas, insetos, etc. Da janela do meu escritório alegro-me cada vez que posso observar esta beleza.

Houve quem insistisse em que varrêssemos para deixar o solo nu. Faço um apelo a todos que ainda não o fizeram, observem este aspecto importante e construtivo da Natureza, aprendam a ver a beleza na grande integração do Mundo Vivo. Não vamos varrer!

Publicado em "A Garça" - Jornal da Riocell, em 13 de Fevereiro de 1990



terça-feira, 20 de agosto de 2024

O QUE NUNCA TE CONTARAM SOBRE O LIXO - Nostalgia Animado


PARA ONDE VAI TODO O LIXO DO MUNDO?
Vai tudo para os oceanos? Para os países mais pobres?
Afinal, o que acontece com todo o lixo que é produzido diariamente no mundo?

quinta-feira, 29 de junho de 2023

Compostagem, transformando resíduos em recursos.



Sabe a calçada do vizinho cheia de goiabas maduras? pois é, juntei dois baldes de 20 litros para alimento das minhocas californianas para compostagem.

COMPOSTAGEM: A RECICLAGEM NA NATUREZA

A compostagem é um processo de transformação que pode ser executado com parte dos nossos resíduos domésticos orgânicos, resultando em um excelente adubo para ser utilizado em hortas, vasos de plantas, jardins ou algum terreno que você tenha disponível. Este é um dos métodos mais antigos de reciclagem onde imitamos os processos da natureza para melhorarmos a terra.
O conceito de resíduo na natureza passou a existir com a sua excessiva geração aliada à crescente produção e uso de materiais sintéticos que não se degradam facilmente, além da utilização de substâncias químicas perigosas, como tintas, solventes e metais pesados utilizados em baterias, entre outras (FIGUEIREDO, 1995).
orgânicos
Dos resíduos gerados no estado do Rio de Janeiro, cerca de 52% são orgânicos, contra 44% de recicláveis e 4% de rejeitos. Em 20 anos a porcentagem de lixo orgânico aumentou 16%. (COMLURB, 2001). É importante ressaltar que nem todos os 52% podem ser compostados. Devido à falta de separação prévia na fonte geradora (residências, restaurantes e outros) existem resíduos orgânicos que não são compostáveis misturados aos que são. Além disso, elementos químicos perigosos ao meio ambiente e à saúde contaminam o composto e comprometem a sua qualidade. Segundo estudos feitos na Usina de Compostagem de Irajá, no Rio de Janeiro, existe cerca de 5% de metais pesados por Kg de composto (AZEVEDO et all, 2003). Esse elevado percentual de metal pesado e de material orgânico não compostável em nosso lixo retrata o baixo percentual de resíduo orgânico que é transformado em composto, não só no Brasil, com somente 1%, mas em países que já fazem a separação prévia de seus materiais, como a Alemanha cujo índice chega a 5%. (BALERINI, 2000).

O QUE É COMPOSTO E COMPOSTAGEM?

O composto é um material escuro usado como um tipo de adubo também chamado de terra preta ou húmus.
Compostagem é o processo de decomposição biológica da matéria orgânica contida em resíduos animais ou vegetais. É feita por muitas espécies de microorganismos e animais invertebrados que em presença de umidade e oxigênio, se alimentam dessa matéria e propiciam que seus elementos químicos e nutrientes voltem à terra. Essa decomposição envolve processos físicos e químicos que ocorrem em matas, parques e quintais. Os processos físicos são realizados por invertebrados como ácaros, centopéias, besouros, minhocas, lesmas e caracóis que transformam os resíduos em pequenas partículas. Já os processos químicos, incluem a ação de bactérias, fungos e alguns protozoários que degradam os resíduos orgânicos em partículas menores, dióxido de carbono e água.
Essa técnica vem sendo utilizada há mais de cinco mil anos pelos chineses (FREIRE, 2003) e é uma prática utilizada em propriedades rurais.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2023

O que é compostagem? qual sua impostância para o Meio Ambiente e Saúde das pessoas?


A compostagem é um processo de transformação de matéria orgânica, encontrada no lixo, em adubo orgânico
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Você já imaginou a quantidade de resíduos (lixo) que são descartados e enviados diretamente às unidades de tratamento de resíduos sólidos inviabilizando a longevidade dessas estações de tratamento ou de forma mais costumeiramente prejudicial ao meio ambiente?
A compostagem é um processo de transformação de matéria orgânica, encontrada no lixo, em adubo orgânico (composto orgânico). É considerada uma espécie de reciclagem do lixo orgânico, pois o adubo (composto) gerado pode ser usado na agricultura ou em jardins e plantas.
A compostagem é realizada com o uso dos próprios microorganismos presentes nos resíduos, em condições ideais de temperatura, aeração e umidade. A compostagem é de extrema importância para o meio ambiente e para a saúde dos seres humanos.
O lixo orgânico, muitas vezes, é descartado em lixões, ruas, rios e matas, poluindo o meio ambiente. Além disso, o acúmulo de resíduos orgânicos a céu aberto favorece o desenvolvimento de bactérias, vermes e fungos que causam doenças nos seres humanos. Além disso, favorece o desenvolvimento de insetos, ratos e outros animais que podem transmitir doenças aos homens.
Com a compostagem, além de se evitar a poluição e gerar renda, faz com que a matéria orgânica volte a ser usada de forma útil. Para que ocorra a compostagem de forma adequada, é necessário que as pessoas realizem a coleta seletiva do lixo, encaminhando o lixo orgânico para usinas de compostagem e os resíduos sólidos para recicladores. A compostagem também pode ser realizada em casa, seguindo algumas orientações técnicas básicas.





https://jeonline.com.br/coluna/140/importancia-da-compostagem-para-o-meio-ambiente-e-saude-das-pessoas

terça-feira, 15 de junho de 2021

Húmus: o que é e quais são suas funções para o solo !! Produza você!!!

Fonte: ecycle

Húmus é a matéria orgânica estável presente em vários tipos de solos, essencial para a vida na Terra.

húmus
Húmus, humo, ou erroneamente escrito, "humus", é um termo que remonta ao tempo dos antigos romanos, quando era usado para designar o solo como um todo. Hoje, o termo "húmus" designa toda a matéria orgânica estabilizada (que não sofre mudanças químicas ou físicas significativas) presente nos mais diversos tipos de solos (argilosos, arenosos, entre outros). Ollech, cientista estudioso do tema, definiu o húmus, em 1890, como "todas as substâncias que são formadas na decomposição e fermentação da matéria orgânica de origem vegetal e animal, ou por meio da ação de certos agentes químicos sobre essa matéria orgânica, na forma de compostos orgânicos amorfos [que não tem forma determinada], não voláteis, não gordurosos, mais ou menos escuros".
Apesar do húmus ser estável, ele não é estático, e sim dinâmico, uma vez que é formado constantemente a partir de resíduos vegetais e animais que são continuamente decompostos por micro-organismos.

Importância do húmus

húmus
A importância do húmus para a o solo é múltipla. Ele fornece nutrientes para as plantas, regula as populações de micro-organismos e torna os solos férteis. O húmus também é fonte de carbono, nitrogênio, fósforo, cálcio, ferro, manganês, entre outras substâncias essenciais para o crescimento saudável dos vegetais.
Ele é capaz de impedir a penetração de substâncias tóxicas do solo nas plantas; retém umidade e mantém a temperatura do solo equilibrada. A função do húmus para a vida aquática vegetal e animal ainda é pouco estudada, entretanto, sua importância é amplamente reconhecida.
O húmus define a cor, textura, estrutura, retenção de umidade e a aeração do solo. Quimicamente, ele influencia a solubilidade de minerais do solo, formando compostos com certos elementos como o ferro, o que os torna mais facilmente disponíveis para o crescimento das plantas e aumenta as propriedades tampão do solo. Biologicamente, o húmus serve como fonte de energia para o desenvolvimento de micro-organismos e melhora o ambiente para ao crescimento de plantas superiores. Entretanto, as funções do húmus para as plantas ainda não foram completamente estudadas pela ciência e, apesar de haver a possibilidade de alguns efeitos prejudiciais do húmus para as plantas, o consenso científico é de que os benefícios superam os malefícios.

Micro-organismos

Sem os micro-organismos não haveria húmus, e sem húmus a vida no planeta Terra como a conhecemos seria impossível.
São os micro-organismos os principais responsáveis pela formação do húmus a partir de resíduos vegetais e animais. Eles produzem húmus continuamente por meio da decomposição e mineralização (transformação da matéria orgânica em minerais). O papel dos micro-organismos no ciclo da matéria orgânica no solo, bem como na natureza, em geral, é indispensável. Sem a transformação dos restos animais e vegetais em húmus, todos os elementos essenciais ficariam armazenados nesses organismos mortos e não poderiam ser reutilizados.

Tipos de húmus

húmus
As formas mais conhecidas de húmus são aquelas encontradas em jardins. Entretanto, existem diferentes tipos de húmus, até mesmo variedades que não são utilizadas para plantio, mas para fins industriais.
O húmus presente no carvão e na turfa é usado como fonte de combustível e tem sido um dos principais agentes no desenvolvimento da civilização industrial moderna. O húmus presente no petróleo, por exemplo, tem uma importante função econômica. Mas, de maneira geral, o húmus é separado em quatro categorias:

Húmus marrom:

Encontrado na vegetação viva, na matéria orgânica recentemente caída (serrapilheira), na turfa, em ervas marinhas em decomposição nas margens dos corpos d'água e onde crescem os fungos.

Húmus preto:

Geralmente encontrado em um estado ativo de decomposição nas camadas mais profundas do solo, na decomposição de folhas e madeiras de florestas, em estrumes de animais, em turfa de pântanos e em lamas.

Húmus de transferência:

É o encontrado nas água dos rios, lagos, nascentes e água da chuva.

Húmus fóssil:

É o húmus encontrado sob a forma de lignite, carvão marrom e outros depósitos de carbono, bem como em muitos minerais, como minérios hidratados de ferro e manganês.

Húmus de minhoca

húmus de minhoca
Imagem: Compost with earthworms por SuSanA Secretariat está licenciado sob (CC BY 2.0)
"Húmus de minhoca" é a expressão utilizada para designar o húmus resultante da matéria orgânica decomposta por meio do processo digestório das minhocas, formando uma compostagem natural. As minhocas facilitam o trabalho dos micro-organismos fragmentando a matéria orgânica em pedaços menores; e por isso elas têm sido utilizadas como uma forma de potencialização da formação do húmus, prática conhecida como vermicompostagem. Saiba mais sobre esse tema nas matérias: "Vermicompostagem: conheça as vantagens dessa técnica que reduz o lixo orgânico", "Minhoca: importância ambiental na natureza e em casa" e "Como criar minhocas californianas de composteira".

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