Algumas plantas têm o poder de limpar solos contaminados e águas cinzas ou contaminadas.
A nível caseiro, o cultivo das plantas em tanques para limpeza e oxigenação sas águas cinzas poderá propiciar recanto paisagístico agradável, que podem agregar maior valor à propriedade além do benefício para o meio ambiente.
Suas flores azuis são muito bonitas e pode ser usada para decorar laguinhos em sistema fechado.
A planta é capaz inclusive de retirar de águas contaminadas por metais pesados os elementos em suspensão ou diluídos na solução, como o chumbo.
Plantas que filtram a água - Plantas para bordas de laguinhos
Caso o final do sistema de filtragem for um sumidouro, ali poderão fazer conjunto interessante do ponto de vista paisagístico.
Plantas que filtram a água - Plantas típicas de aquário para tanques
Outras são conhecidas plantas de aquários e que podem perfeitamente ser cultivadas nos tanques.
elodia
É o caso da elódia (Elodea sp.)e do rabo de raposa (Ceratophyllum), que ficam submersos e somente suas flores ocasionais chegam à superfície das águas, também não necessitando de muita luminosidade para seu desenvolvimento.
lentilha d agua
A lentilha d’ água (Lemna) é um minúsculo vegetal parecido com uma lentilha, daí seu nome popular.
Multiplica-se rapidamente, fica em suspensão na água e tem grande capacidade de oxigenação das águas.
Mais plantas aquáticas
Taboa ou Typha
taboa
Uma planta muito conhecida por fotos de ambientes palustres e desenhos animados é ataboa (Typha), uma espécie de junco que, além de conferir um efeito paisagístico interessante, é uma planta excelente para o desempenho que desejamos.
O nenúfar ou ninféia
ninfeia mini
Podemos dizer sem erro quando nos lembramos de plantas aquáticas nos vem à memória o nenúfar ou ninféia (Nymphaea), aquela bela flor com suas folhas redondas flutuantes, muito apreciada para cultivo em laguinhos e pintada em aquarelas orientais.
É uma planta capaz de introduzir no meio aquático grande quantidade de oxigênio, portanto, beleza e utilidade para o trabalho que iremos desenvolver.
alface-dagua
Outra muito conhecida é a alface d’água (Pistia sp.) que é ávida por nutrientes orgânicos e poderá converter em massa vegetal de grandes dimensões a partir do material em decomposição presente na água em tratamento, limpando assim o líquido.
salvinia
Também a salvínia (Salvinia) além de ornamentar o espelho d’ água também é útil, desenvolve rapidamente grande massa vegetal.
Nos tanques de águas cinza e sem contaminação de metais pesados é possível retirar parte da população de plantas para uso em compostagem que posteriormente poderão servir para adição nos canteiros de hortaliças ou ornamentais.
Raízes de bananeira ajudam na filtragem das águas
bananeira
Há uma planta, a bananeira (Musa sp.) LINK conhecida por todos, que é adequada a ambientes meio palustres, na fase inicial ou mesmo final de tratamento de águas cinza e mesmo águas negras oriundas de fossas assépticas.
A produção de seus rizomas é rápida e sua copa confere aquele ar tropical ao ambiente.
Sua presença em tanques de tratamento é eficiente do ponto de vista de limpeza das águas.
A expressão usada antigamente “… vou até as bananeiras” deve-se a que as pessoas antigamente já usavam fazer a “casinha” ou sanitário rodeada de bananeiras, com cultivo para extração dos frutos e para a proteção dos olhares estranhos da privacidade que o momento exigia.
Para o uso de águas negras é preciso um estudo bem mais complexo e cabem à engenharia sanitária os projetos necessários para a limpeza deste tipo de água servida.
Formas empíricas e maus desenvolvimentos sem a devida desinfecção poderão colocar em risco a saúde dos moradores e deverão ser rigorosamente analisados para definir o uso destas águas depois de tratadas.
As práticas ecológicas e de sustentabilidade são altamente louváveis e devem ser implantadas, mas com a devida segurança.
Fotos utilizadas sob licença Creative Commons: MadalenaPestana
O caroço de abacate é rico em tanino, uma substância natural com forte ação repelente e inseticida que combate a mosca-da-fruta (causadora do "bicho da goiaba"). Para preparar e aplicar a receita, siga o passo a passo:Ingredientes e Materiais. 2 caroços de abacate1 litro de águaRalador de cozinhaPanelaPulverizador ou borrifador10 litros de água para diluição finalModo de PreparoRale os caroços: Rale os dois caroços de abacate na parte mais grossa do ralador.Ferva: Coloque o material ralado em uma panela com 1 litro de água e deixe ferver por aproximadamente 15 a 20 minutos.Coe e esfrie: Espere a solução esfriar e coe o líquido. A água ficará com uma coloração escura.AplicaçãoDilua: Misture 1 litro da solução concentrada de caroço de abacate em 10 litros de água comum.Aplique: Pulverize a calda sobre toda a planta (folhas, galhos e frutos). Faça isso de preferência no final da tarde, quando a incidência solar é menor.Frequência: Para melhores resultados, comece a aplicação no início da floração e repita o processo a cada 10 a 15 dias até a colheita.
Em pesquisa orientada pelo professor Jansle Vieira Rocha, do Laboratório de Geoprocessamento da Faculdade da Faculdade de Engenharia Agrícola (Feagri) da Unicamp, a oceanógrafa Valéria Cress Gelli, do Núcleo Regional de Pesquisa do Litoral Norte do Instituto de Pesca da Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo, desenvolveu tese de doutorado que teve como objetivo contribuir para o cultivo ordenado e responsável da macroalga Kappaphycus alvarezii, com vistas à obtenção do seu extrato como biofertilizante agrícola no litoral Norte do Estado de São Paulo.
Esta alga, originária das Filipinas e introduzida no Brasil em 1995 a partir de mudas importadas do Japão, mostrou-se com grande potencial na maricultura (cultivo de organismos marinhos). Apesar de estudos comprovarem que a espécie não oferece perigos de proliferação invasiva, por questões de biossegurança e em razão dos conhecimentos da época, a legislação brasileira, através do Ibama, restringiu seu cultivo a determinadas áreas do litoral do país, entre elas a faixa que se estende do litoral Norte de SP à baía de Sepetiba, no Estado do RJ.
O cultivo de algas é incentivado em todo o planeta não só pelos produtos naturais delas oriundos, em que se destacam as gelatinas – a exemplo da carragenana, utilizada para conferir cremosidade a alimentos e cosméticos –, biocombustíveis e biofertilizantes, mas também pelo fato de serem responsáveis por mais de 50% da produção de oxigênio atmosférico e do sequestro de gás carbônico (CO2), que no mercado de créditos de carbono é negociado hoje a dez dólares por tonelada. O trabalho dos pesquisadores teve como objetivos estudar a viabilidade técnica e econômica da produção de biofertilizante a partir do cultivo da macroalga Kappaphycus alvarezii, e seleção das áreas mais aptas para seu cultivo no litoral paulista. Para a pesquisadora, “o estudo se justifica face à diminuição dos estoques pesqueiros. A implantação dos cultivos de macroalgas (algicultura) pode ser uma alternativa para mitigar o problema, manter os pescadores em seu local de origem, gerar renda e emprego, além de propor novas formas de desenvolvimento sustentável e incentivar a implantação da atividade de forma planejada para as comunidades costeiras, cuja base econômica se assenta no turismo de sol e praia”.
A oceanógrafa Valéria Cress Gelli, autora do estudo
Dados da FAO (2019) indicaram que o cultivo desta alga constitui uma importante atividade econômica em mais de dez países. Em 2017, sua produção foi de 1,5 milhões de toneladas e representou 171 milhões de dólares. Em 2018, o Brasil importou cerca de duas toneladas da sua gelatina a um custo de 17,5 milhões de dólares.
A algicultura marinha tem grande capacidade de produção de biomassa em curto espaço de tempo e estudos mostram que esta macroalga cresce de 3,8% a 8,7% ao dia sem a utilização quaisquer nutrientes. As algas também absorvem nutrientes e metais pesados em locais poluídos, servem de abrigo a outros organismos marinhos, reduzem ações de ondas em zonas costeiras, retiram o gás carbônico da atmosfera, geram empregos, renda e negócios para as comunidades litorâneas. Constituem ainda fontes de hidrocolóides, bioativos, fertilizantes e biocombustíveis e podem ser utilizadas diretamente na alimentação humana e como ingrediente na ração animal.
O trabalho
A partir da hipótese de que essa extração seria uma atividade técnica e economicamente viável e que poderia ser desenvolvida de forma ordenada no litoral Norte paulista, o trabalho seguiu por três vertentes, explica o docente. A primeira deteve-se em avaliar as viabilidades econômica e técnica da algicultura para a obtenção do biofertilizante pelas comunidades pesqueiras, em módulos familiares de 0,2 hectares de lâmina de água, em sistema de balsas flutuantes e um plantio em redes tubulares (figura), de forma a que esse pequeno produtor tivesse uma alternativa econômica para enfrentar a entressafra da pesca e a carência cada vez maior de pescados.
Balsa de cultivo e sistema de cultivo em redes da macroalga Kappaphycus alvarezii | Foto: Valeria Gelli
Constatada essas viabilidades, o segundo enfoque concentrou-se na seleção de locais aptos à implantação da maricultura, realizada através das ferramentas da geotecnologia. Foram realizados estudos da série temporal da temperatura de superfície do mar de 10 anos com o sensor MODIS do satélite Terra, nos locais ao longo do litoral norte; de crescimento da macroalga associados aos fatores ambientais; e por fim aplicado método para hierarquização, através de entrevistas com pesquisadores da área para o mapeamento. Levaram-se em consta vários critérios como a legislação ambiental, áreas próximas à foz dos rios, áreas abrigadas e sem conflitos com as atividades pesqueiras e turísticas, temperatura de superfície do mar e profundidade.
Os estudos levaram à seleção e quantificação de aproximadamente 2.300 hectares de “áreas mais aptas” ao cultivo da macroalga, porém as áreas foram restritas à 1.300 hectares em função da legislação ambiental em decorrência de Instrução Normativa IBAMA de 2008.
Mapa da seleção de áreas aptas ao cultivo da macroalga Kapaphycus alvarezii no litoral Norte de São Paulo
Com a implantação das áreas ocupadas apenas com o cultivo da macroalga K. alvarezii foi possível estimar que a atividade geraria em torno de 7 mil empregos, uma receita bruta de R$ 64 milhões e ainda sequestraria 15 mil toneladas de CO2.
Produção do extrato
A macroalga é comumente cultivada para a extração da gelatina (carragenana), mas esse processamento requer altos investimentos em instalações e equipamentos, mão de obra qualificada, energia e grande consumo de água, condições impraticáveis para as comunidades locais. Por isso, explica Valéria, “optamos em incentivar a produção do extrato de forma artesanal, que envolve um processamento simples, de separação do suco e do bagaço, através de uma infraestrutura caseira (figura)”. A fração líquida pode ser engarrafada e vendida diretamente aos agricultores ou mesmo a indústrias de biofertilizantes que a utilizam como matéria-prima. Como já existem fornecedores desse extrato, a expectativa dos pesquisadores é que ele também possa ser comercializado pelo produtor através de cooperativas às empresas interessadas.
A própria cozinha da família, provida dos equipamentos necessários, pode ser utilizada para extração do biofertilizante artesanal
O trabalho concentrou-se mais especificamente na produção do extrato dessa macroalga que serve como biofertilizante ou estimulante agrícola. A eficiência do extrato, empregado em concentrações específicas e utilizado de modo foliar, é relatada em vários trabalhos científicos referentes ao cultivo de quiabo, soja, feijão verde, tomate, arroz, pimenta, amendoim, banana, milho e cana-de-açúcar. Nesta, por exemplo, o uso a 1% aumentou a produtividade em cerca de 25% em quatro colheitas
O extrato é considerado ambientalmente sustentável, biodegradável, não tóxico, nem poluente e não contamina os seres humanos e animais. Sua aplicação foliar promove a germinação mais rápida das sementes das plantas, aumenta o rendimento da colheita, melhoria qualidade das sementes, tem baixa emissão de carbono e é baixo custo.
Conclusões
A autora considera que o cultivo da macroalga Kappaphycus alvarezii constitui alternativa sustentável, técnica e economicamente viável. A implantação da algicultura pode ser incentivada de forma responsável e ordenada no litoral paulista junto às comunidades costeiras do Estado de São Paulo.
O trabalho possibilitou em uma primeira fase a identificação de 44 locais aptos à implantação da algicultura com base em diferentes restrições e fatores específicos para a espécie Kappaphycus alvarezii, contribuindo diretamente para projetos futuros em políticas públicas.
Face ao seu baixo custo e aos elementos integradores de natureza inovadora, a metodologia utilizada neste estudo poderá ser adotada para outras espécies cultivadas superficialmente. Valéria considera que o estudo pode trazer contribuições para o Programa Estadual de Gerenciamento Costeiro de São Paulo, especialmente em relação ao Zoneamento Ecológico Econômico Costeiro, assim como para o Plano Gestor da Apa Marinha do litoral Norte, visto que o potencial estimado pode ser representativo para a economia dos municípios de Ubatuba, Caraguatatuba, São Sebastião e Ilhabela, além da possibilidade de ter sua aplicação estendida também para o litoral sul do estado do RJ e as costas de outros municípios brasileiros.
A luxuriante Hiléia, a floresta tropical úmida da Amazônia, floresce há milhões de anos sobre os solos que estão entre os mais pobres do mundo. Este fato intrigava muitos cientistas. O grande cientista alemão, explorador da Amazônia, Alexander Von Humboldt, ainda pensava que a floresta tão viçosa, alta e densa, era indicação de solo muito fértil.
Como pode haver tanta vegetação, crescendo tão intensivamente, sobre solo praticamente desprovido de nutrientes? O segredo é a reciclagem perfeita. Nada se perde, tudo é reaproveitado. A folha morta cai ao chão, é desmanchada por toda sorte de pequenos organismos, principalmente insetos, colêmbolos, centopéias, ácaros, moluscos e depois mineralizada por fungos e bactérias. As raízes capilares das grandes árvores chegam a sair do solo e penetrar na camada de folhas mortas para reabsorver os nutrientes minerais liberados.
Poucas semanas depois de caídos, os nutrientes estão de volta no topo, ajudando a fazer novas folhas, flores, frutos e sementes. A floresta natural não necessita de adubação. Assim a floresta consegue manter-se através de séculos, milênios e milhões de anos. A situação não é diferente em nossos bosques subtropicais, nos campos, pastos ou banhados. A vida se mantém pela reciclagem. Assim deveríamos manter a situação em nossos jardins.
Um dos maiores desastres da atualidade, um desastre que está na base de muitos outros desastres, é o fato de estar a maioria das pessoas, mesmo as que se dizem cultas e instruídas, totalmente desvinculadas espiritualmente da Natureza, alienadas do Mundo Vivo.
As pessoas nascem, se criam entre massas de concreto, caminham ou rodam sobre asfalto, as aventuras que experimentam lhe são proporcionadas pela TV ou vídeo. Já não sabem o que é sentir orvalho no pé descalço, admirar de perto a maravilhosa estrutura de uma espiga de capim, observar intensamente o trabalho incrível de uma aranha tecendo sua teia. Capim, aliás, só bem tosadinho no gramado, de preferência quimicamente adubado! Se não estiver tosado, é feio! Na casa, a desinsetizadora mata até as simpáticas pequenas lagartixas, os gekos.
A situação não é melhor nas universidades. No Departamento de Biologia de uma importante universidade de Porto Alegre, encontra-se um pátio com meia dúzia de árvores raquíticas. Ali o solo é mantido sempre bem varrido, nu, completamente nu! As folhas secas são varridas e levadas ao lixo. Não distinguem sequer entre carteira de cigarro, plástico e folha seca, para eles tudo é lixo. Já protestei várias vezes. Os professores e biólogos nem tomam conhecimento. Pudera! Hoje a maioria dos que se dizem biólogos, mais merecem o nome de necrólogos, gostam mais é de lidar com vida por eles matada do que dialogar com seres e sistemas vivos. Preferem animais em vidros com álcool ou formol, plantas comprimidas em herbários. São raros, muito raros, hoje, os verdadeiros naturalistas, gente com reverência e amor pela Natureza, que com ela mantém contato e interação intensiva, gente que sabe extasiar-se diante da grandiosidade da maravilhosa sinfonia da Evolução Orgânica.
Por que digo estas coisas em "A Garça"? Atrás do prédio onde estava a Florestal da Riocell, onde estou agora instalado com meus escritórios da Tecnologia Convivial e da Vida Produtos Biológicos, existe um barranco onde estão se desenvolvendo lindas "seringueiras". Na realidade, não são seringueiras, são plantas da mesma família que nossas figueiras, mas são oriundas da Índia. Além de crescerem pelo menos dez vezes mais rápido que nossas figueiras, fazem lindas raízes aéreas e lindas tramas superficiais no solo. A alienação, que predomina entre nós, em geral, faz com que sejam demolidas tão logo atinjam tamanho interessante e aspecto realmente belo.
As Ficus elásticas a que me refiro, fizeram um lindo tapete de folhas secas. Este tapete segura a umidade do solo, mantém o solo poroso e aberto para a penetração da água da chuva e evita a erosão, especialmente na parte mais íngreme do barranco, já bastante erodida, porque no passado, ali, as folhas eram sempre removidas. Este tapete promove também o desenvolvimento da vegetação arbustiva e rasteira que dará ainda mais vida ao solo e abrigo à fauna, como corruíras e tico-ticos, lagartixas, insetos, etc. Da janela do meu escritório alegro-me cada vez que posso observar esta beleza.
Houve quem insistisse em que varrêssemos para deixar o solo nu. Faço um apelo a todos que ainda não o fizeram, observem este aspecto importante e construtivo da Natureza, aprendam a ver a beleza na grande integração do Mundo Vivo. Não vamos varrer!
Publicado em "A Garça" - Jornal da Riocell, em 13 de Fevereiro de 1990
Continuando a diversificação de espécies no sítio 5 irmãos em montenegro RS, plantei uma muda de "sete capotes" que ganhei do amigo Radalesque. Adubei a cova da muda com esterco de gado, vamos verificar seu crescimento.
alexandre
CAMPOMANESIA GUAZUMIFOLIA
FAMÍLIA DAS MYRTACEAS
NOME INDIGENA: AGUARICARÁ vem do guarani e significa “Fruto da arvore de tronco coberto de varias camadas de cascas e escavado” característica bem notória nos outros nomes populares mais comuns como Sete capotes ou Sete casacas.
Características: Arvore de 4 a 10 metros e tem copa arredondada quando em pleno sol e piramidal quando no interior da floresta. O tronco é tortuoso com pequenas cavas ou sucos e mede 20 a 30 cm de diâmetro, com casca muito suberosa ou grossa, formada de diversas camadas. As folhas são simples, opostas e verdes foscas, oblongas (mais longa que larga) com textura rugosa e coriacea (rija como o couro) medindo 6,5 a 12 cm de comprimento por 3 a 5 cm de largura, com base é arredondada e o ápice é ovalado (com forma de ovo). As nervuras são bem distintas, pubescentes (coberta de pelos curtos) e salientes na face superior. As flores são hermafroditas, axilares (nascem na conjunção da folha com o ramo). O botão por abrir mede 1 cm de diâmetro e a flor depois de aberta mede 3 a 4 cm de diâmetro. O cálice (invólucro externo) é denteado e mede 9 mm de comprimento e a corola (invólucro interno) contém 5 a 7 pétalas brancas de 1,6 a 1,8 cm de comprimento, com margem crenada (dentes arredondados).
Dicas para cultivo: Arvore de crescimento rápido e muito resiste a geadas de -3 graus vegeta bem em qualquer altitude. O solo pode ser profundo, com constituição arenosa ou argilosa (solo vermelho) com pH neutro e rico em matéria orgânica. A arvore inicia a frutificação a partir do 3 ano após o plantio. Também é muito resistente a seca.
Mudas: As sementes são de cor creme conservam o poder germinativo por mais de 1 anos após terem sido limpas e secas. Germinam em 40 a 60 dias se forem plantadas em substrato rico em matéria orgânica. As mudas atingem 30 cm com 6 meses de cultivo.
Plantando: Pode ser plantada a pleno sol como em bosques com arvores grandes bem espaçadas. Abra covas num espaçamento de 5 x 5 m; com dimensões de 40 cm de largura, altura e profundidade, misturando a terra da superfície com 500 g de calcário, 1 kg de cinzas e 8 kg de matéria orgânica bem curtida, deixando curtir por 2 meses. A melhor época de plantio é de setembro a outubro. Depois de plantada, irrigar a cada quinze dias nos primeiros 3 meses, depois somente se faltar chuva por mais de 1 mês.
Cultivando: Fazer apenas podas de formação da copa e eliminar os galhos que nascerem na base do tronco ou estiverem atrapalhando a formação da copa. Adubar com composto orgânico, pode ser 6 kg de matéria orgânica bem curtida + 30 g de N-P-K 10-10-10 dobrando essa quantia a cada ano até o 4ª ano.
Usos: Frutifica de fevereiro a abril. Os frutos são consumidos in-natura, ou para fabricação de geléias ou sorvetes. As arvores não devem faltar em reflorestamentos de preservação permanente por terem rusticidade e crescimento rápido.
A jardinagem é uma boa terapia
ocupacional para idosos, podendo ajudar na prevenção de algumas doenças
como a depressão. Além disso, essa atividade também ajuda no combate ao
sedentarismo e na diminuição de dores da coluna. Alguns idosos não saem de casa e,
quando isso acontece, estes têm o hábito de caminhar pouco. Essa
imobilidade pode causar dores na coluna, pernas e músculos. A maioria
desses problemas poderia ser resolvido de forma simples, sem a
necessidade do idoso utilizar medicamentos ou fazer visitas extras ao
médico.
É ai que a jardinagem aparece como uma
boa opção para se exercitar e evitar a indisposição e dores no corpo –
e não é difícil ter uma pequena horta ou jardim em casa, o que estimula
o idoso a cultivar plantas, flores, hortaliças ou pequenas ervas. Quem se dedica a esse afazer pode
perceber melhoras durantes caminhadas e nas dores no corpo. Além de
tudo, a jardinagem também proporciona grande satisfação pessoal,
melhorando o humor e autoestima.
Uma pesquisa realizada pela
Universidade Estatual do Texas, EUA, comprovou que idosos que praticam
a jardinagem regularmente têm uma maior satisfação de vida, níveis de
energia e saúde em geral. Além disso, os idosos que se voluntariam ao
teste apresentavam uma alimentação mais saudável, o que pode estar
ligado ao fato deles cultivarem alimentos como verduras, frutas e
vegetais. O pesquisa foi feita por Aime Sommerfeld e contou com quase
300 pessoas com mais de 50 anos de idade.
Construindo uma horta em ambientes pequenos
Não é porque você mora em apartamento
ou vive em uma casa sem quintal que você não pode ter um pequeno jardim
ou horta! Confira as dicas:
Escolha vasos médios (nem tão profundos ou rasos), na quantidade de plantas que quiser cultivar.
Algumas
plantas conseguem coexistir com outros tipos no mesmo vaso, como o
manjericão, pimenta, orégano e salsinha. Já a hortelã e o trigo precisam
de um vaso único para elas.
Opte por
vasos de plástico caso queira plantar ervas como o manjericão. Eles são
bem vedados e retêm a umidade e calor com facilidade.
Já os vasos
de terracota são ideias para tomatinhos e outros legumes, por serem
porosos e permitirem uma melhor evaporação do excesso de água (o que
evita o encharcamento do vaso).
Você também
pode utilizar alguns materiais que tenha em casa para criar o próprio
vaso, como baldes, latas, vidros e potes de plástico. Você só precisa
criar pequenos buraquinhos no fundo, para possibilitar que a água escoe.
Para facilitar o escoamento da água, uma boa dica é colocar pedras ou cacos de cerâmica no fundo do vasinho.
No preparo
da terra, é importante que você a misture com metade de um composto
orgânico ou húmus de minhoca, que vão servir como vitamina para sua
plantinha crescer bonita e saudável.
Depois de
plantado, você deve cuidar para que as mudas ou sementes cresçam.
Lembre-se de aguar sempre que necessário (algumas mudas necessitam de
mais água que outras; por isso, informe-se na hora em que for escolher
as sementes).
A Márcia e o Fernando tocam juntos o Sítio PermaneSer. O Rafel Gomes é consultor e proprietário da Bosque Águas Claras, empresa que traz soluções ecológicas descentralizadas para o saneamento de propriedades rurais e urbanas. Nesse episódio eu estava presente quando o Rafael voltou para fazer uma visita de inspeção e ajustes no sistema implementado há alguns meses.
É muito importante termos essa ética ecológica de uso da água, mesmo em áreas onde a água não é escassa, como mostra a dedicação da Márica e do Fernando.
O saneamento ecológico deve fazer parte do planejamento de todas as pessoas que desejam melhorar os lugares onde vivem e produzem seu alimento.
Para visitas ao Sítio PermaneSer, entre contato com a Márcia pelo Instagram @simbioticabioalimentos
Para consultorias e implementação de um saneamento ecológico em sua propriedade, entre em contato com o Rafael pelo site - https://www.bosqueac.com.br/
e Esgoto (DMAE) é o órgão responsável pela criação do sistema e pela fabricação
das fossas sustentáveis entregues na cidade mineira. Mas, para não limitar o conhecimento
, eles criaram um manual que dá o passo a passo para que a ideia seja replicada
em qualquer lugar.
A base para a fabricação dessa fossa são pneus de caminhão, conseguidos muitas
vezes sem custo algum. De acordo com a DMAE, este modelo de fossa tem atraído
muitos produtores rurais e pessoas que moram em sítios e chácaras em áreas afastadas e
pouco atendidas pelas redes de coleta de esgoto.
Cada fossa utiliza oito pneus, divididos em dois módulos. A conexão é feita diretamente
no vaso sanitário. No primeiro módulo ocorre a decomposição dos rejeitos através
de bactérias. A matéria orgânica se deposita no mundo do recipiente, enquanto o líquido gerado segue para o segundo módulo, onde as bactérias continuam atuando,
removendo até 95% da matéria orgânica contaminante.
Clique aquipara acessar o manual de como fazer uma fossa séptica sustentável.
Fonte: Redação CicloVivo- See more at: http://espacoecologiconoar.com.br/manual-ensina-a-fazer-fossa-septica-sustentavel-com-pneus-reaproveitados/#sthash.xTSVDnbF.K5uwUnHr.dpuf