Apesar de terem sido identificadas diversas doenças que atacam o amendoim forrageiro, até o momento estas não têm limitado sua produção. De acordo com Lima (2007), o Arachis pode ser usado tanto na consorciação com gramíneas, como para recuperação de pastagens puras em processos de degradação. Sua densa rede de entolhos tem impacto positivo no controle da erosão (CALEGARI et al., 1995). Por ser ainda uma leguminosa perene, age como fixadora de nitrogênio, que promove boa cobertura de solo e controla plantas invasoras. Assim, foi objetivo da pesquisa proporcionar outra alternativa forrageira para melhorar a qualidade nutritiva da alimentação fornecida aos eqüinos criados na Região Metropolitana de Curitiba.Estágio no Sítio dos Herdeiros
Blog dedicado a AGROECOLOGIA, ARBORIZAÇÃO URBANA, ORGÂNICOS . Compostagem doméstica.+ Venda de minhocas vermelhas da califórnia Avaliação de Risco DE ÁRVORES. Laudos Técnicos, Licenciamento Ambiental, ART, Alexandre Panerai Eng. Agrônomo UFRGS - RS - Brasil - agropanerai@gmail.com WHAST 51 3407-4813
domingo, 3 de maio de 2026
Amendoim Forrageiro, PALATABILIDADE, CRESCIMENTO E VALOR NUTRICIONAL FRENTE AO PASTOREIO DE EQÜINOS ADULTOS
Apesar de terem sido identificadas diversas doenças que atacam o amendoim forrageiro, até o momento estas não têm limitado sua produção. De acordo com Lima (2007), o Arachis pode ser usado tanto na consorciação com gramíneas, como para recuperação de pastagens puras em processos de degradação. Sua densa rede de entolhos tem impacto positivo no controle da erosão (CALEGARI et al., 1995). Por ser ainda uma leguminosa perene, age como fixadora de nitrogênio, que promove boa cobertura de solo e controla plantas invasoras. Assim, foi objetivo da pesquisa proporcionar outra alternativa forrageira para melhorar a qualidade nutritiva da alimentação fornecida aos eqüinos criados na Região Metropolitana de Curitiba.quarta-feira, 29 de abril de 2026
Mulching ou cobertura morta. O QUE É COBERTURA MORTA ?
Ontem aproveitei esta folhas para fazer uma cobertura morta no canteiro do jardim.
O QUE É COBERTURA MORTA ?
Cobertura orgânica – ou, em inglês 'mulch' – é qualquer tipo de resíduo vegetal que se acumula sobre a terra. Bactérias, fungos e outros microorganismos usarão esse material como alimento, em um processo que conhecemos como decomposição – a maneira natural de retornar à terra o material orgânico utilizado pela geração anterior.
A cobertura morta orgânica - 'mulch' - não apenas conserva umidade, mas também alimenta as plantas, as minhocas, micróbios e outras espécies de vida no solo. A matéria orgânica decomposta por estas várias formas de vida facilita a aglutinação das partículas do solo em uma estrutura mais grumosa, que retém melhor a água e os gases necessários para a vida das plantas.
As pessoas podem adaptar técnicas de “mulching” às suas práticas culturais habituais, em hortas e no paisagismo, com o uso do material orgânico disponível. O grande interesse na prática dessa cobertura do solo deriva de vários fatores: economia de trabalho, vantagens para as plantas, reutilização adequada para o que era considerado “lixo”.
A prática de manter sempre coberta a terra de hortas e jardins não realiza milagres instantâneos, mas certamente auxilia as plantas a crescerem e se desenvolverem melhor, e torna todo o trabalho de jardinagem mais fácil. Esses benefícios ocorrem em qualquer clima, frio ou quente, seco ou úmido.
O Mulch pode ser incorporado a cada ano, mas dois fatores devem receber nossa atenção: o estado de decomposição da cobertura anterior e a salinidade do material utilizado, que pode nos causar problemas se usado sem moderação.
Precisamos prestar atenção à eventual necessidade de adicionarmos nitrogênio (N) ao mulch, pois o material fresco utiliza o nitrogênio disponível para se decompor, que poderá ser retirado das plantas próximas. Adubos de lenta disponibilidade são a melhor solução, de acordo com a recomendação do fabricante.
Exemplos de mulch orgânico:
- Restos de poda – barato, lembrar de picar antes de aplicar.
- Cascas de pinho – dão um aspecto bonito ao jardim.
- Restos de grama – somente devem ser aplicados depois de secos ou de passarem por processo de compostagem.
- Musgos – têm a tendência de impermeabilizar o solo.
- Agulhas de pinheiro – são bonitas e duram muito tempo. Fornecem nutrientes que, ao se decomporem, acidificam a terra, sendo boas para plantas que gostam de terras ácidas, como azaléias, gardênias, hortênsias.
- Serragem – se a serragem fresca for incorporada ao solo, um suplemento de N é imprescindível.
terça-feira, 28 de abril de 2026
Feijão guandu é alternativa para recuperar pastagens degradadas

O Brasil, com 8,5 milhões de km2, equivalentes a 850 milhões de hectares (ha), tem a quinta maios extensão territorial do mundo, atrás de Rússia, Canadá, China e Estados Unidos, nessa ordem. Desse total, 282,5 milhões de ha são ocupados por atividades agropecuárias, divididas entre pecuária (160 milhões de ha), agricultura (72 milhões de ha) e florestas cultivadas (50 milhões de ha). Esse cenário apresenta um dado que merece atenção e preocupa: a degradação de pastagens, que atinge cerca de 30 milhões de ha, comprometendo a sustentabilidade dos sistemas pastoris, com graves prejuízos econômicos, ambientais e sociais. Portanto, a recuperação dessas áreas é estratégica para o País.
O manejo adequado das plantas forrageiras e a melhoria da fertilidade do solo são práticas fundamentais para a recuperação de pastagens degradadas. Pesquisadores da Embrapa têm trabalhado no desenvolvimento de soluções para essa questão, e fazem um alerta: na tentativa de resolver rapidamente o problema, muitos produtores brasileiros vêm fazendo trocas sucessivas de espécies forrageiras por outras menos exigentes em manejo tanto de plantas quanto de fertilidade do solo, o que é apenas um saída paliativa, contribuindo ainda mais para degradar as pastagens.
Por isso, recomendam a adoção de soluções tecnológicas que promovam efetivamente a recuperação de pastagens e, concomitantemente, possam gerar alguma economia ou facilidade de execução. Nesse sentido, uma das opções é a utilização do plantio do feijão guandu (Cajanus cajan) em consórcio com as gramíneas.
Características
A Embrapa Pecuária Sudeste, instalada em São Carlos (SP), desenvolveu uma nova cultivar desse feijão, denominada ‘Guandu BRS Mandarim’, que tem sido utilizada com bons resultados na recuperação de áreas degradadas e na alimentação animal.
Essa leguminosa apresenta alta produtividade de forragem, cerca de 10% superior às demais cultivares, sendo resultado do processo de seleção entre muitas linhagens. Tem apresentado bons resultados na recuperação de áreas degradadas quando consorciada com braquiária, apresentando alto potencial para adubação verde, melhorando a fertilidade do solo e a qualidade do pasto.
Sua implantação e seu manejo são fáceis. Como é uma planta rústica, adapta-se bem a solos de baixa fertilidade, exigindo correções mínimas. Dispensa a adubação nitrogenada para recuperar o pasto, uma vez que o resíduo proveniente da sua roçada funciona como adubo verde, disponibilizando nitrogênio no sistema. De acordo com pesquisas da Embrapa Pecuária Sudeste, o material roçado agrega mais de 200 kg/ha de nitrogênio (N) na pastagem. Trata-se de um benefício adicional, principalmente para o período seco, quando a pastagem não está em boas condições, para servir de alimento para os bovinos.
Diferenciais
Em comparação com as espécies concorrentes disponíveis no mercado, essa cultivar apresenta os seguintes diferenciais:
- Fornecida no cocho ou em pastejo, reduz a quantidade necessária de alimento concentrado;
- A produção de matéria seca (MS) é vantajosa em relação aos demais guandus, com avanço no período de inverno;
- A sobressemeadura com pastagens (especialmente em áreas degradadas) permite o fornecimento de nitrogênio, aumentando a produção do capim;
- É um biodescompactador natural do solo, pois, por meio de seu sistema radicular, promove a ruptura de possíveis camadas compactadas;
- Aumenta a massa de forragem destinada à silagem quando em consórcio com milho ou sorgo;
- Requer menos tempo para introdução do animal na área após a instalação da pastagem consorciada;
- É uma boa alternativa de forrageira para áreas com histórico de escassez de chuvas, para uso na alimentação animal;
- É uma boa fonte de forragem (vagens e folhas) para o período seco;
- Para completar, é resistente aos fungos Macrophomina e da ferrugem da soja.
(Fonte: Embrapa Pecuária Sudeste)
Uso do guandu para recuperar pastagens degradadas
A degradação das pastagens é um dos principais problemas da pecuária brasileira e compromete o desempenho animal e a rentabilidade dos sistemas de produção. Aproximadamente, 80% das pastagens encontram-se com algum grau de degradação, prejudicando a produtividade do setor. Essa porcentagem elevada está relacionada ao manejo inadequado e à falta de reposição de nutrientes do solo. Uma alternativa para reverter esse quadro e garantir a produtividade e a viabilidade econômica da pecuária é a utilização do Guandu BRS Mandarim, que tem contribuído para recuperação de pastagens. O guandu BRS mandarim é uma opção viável, principalmente para pequenos produtores, porque é uma tecnologia de baixo custo de implantação, fácil manejo e promove a melhoria do sistema solo-planta pela adição de nitrogênio, aporte de matéria orgânica e reciclagem de nutriente.
segunda-feira, 27 de abril de 2026
Turismo regenerativo: uma forma de recuperar ambientes degradados pela atividade!!
Especialistas discutem a abordagem e o papel que o Brasil pode desempenhar no sentido de contribuir para ampliar o conceito de turismo regenerativo
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https://jornal.usp.br/?p=998769
Publicado: 24/04/2026 às
11:51
Turismo regenerativo é uma abordagem do setor que se preocupa com a regeneração de ambientes naturais, sociais e ecológicos. Essa linha de pensamento não é um tipo de turismo, como defende o professor Thiago Allis, do curso de Turismo e Lazer da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP e líder do grupo de pesquisa em Mobilidade e Turismo. Segundo ele , o turismo regenerativo é uma forma de entender e desenvolver a atividade.
O turismo
regenerativo
A concepção do turismo regenerativo no meio acadêmico é considerada
recente, mas, na prática, essa abordagem já acontecia. A doutora Loretta
Bellato, pesquisadora adjunta da Federation University (Austrália), que visitou a EACH no dia 15 de abril durante a Aula Magna do Programa
de Pós-Graduação em Turismo (PPGTUR-USP), explica que práticas turísticas
relacionadas aos povos indígenas, no Brasil, se organizaram em torno da
regeneração e reciprocidade, além de ter o cuidado com a terra e o bem-estar da
comunidade.
“O turismo regenerativo não é necessariamente uma nova abordagem, mas o
que ele faz: é tirar ideias de algumas dessas linhagens muito antigas que têm
olhado como cuidar da terra e das comunidades por muitas gerações. [O turismo
regenerativo] é uma forma de unir alguns desses pensamentos para que possamos
pensar sobre o turismo de uma forma diferente”, explica Loretta, que
desenvolveu sua tese de doutorado Contribuições do turismo para o desenvolvimento regenerativo de sistemas
urbanos-sociais-ecológicos na Swinburne University of
Technology (Austrália).
“Brasil pode vir a
ser um grande líder”
A professora
Jaqueline Gil, do Centro de Excelência em Turismo da Universidade de Brasília
(UnB) e também convidada para a Aula Magna do PPGTUR-USP, destaca o possível
papel que o Brasil pode exercer na atividade. “Para o Brasil aprofundar esse
debate, azeitar esse conhecimento e olhar para o turismo regenerativo como uma
grande nova oportunidade, é também uma vantagem competitiva, inclusive, de
mercado e de marketing. “É um tema em que o Brasil pode vir a ser um grande
líder nesse processo, porque mais de 80% da nossa população já é urbana.”
A
regeneração de espaços urbanos ganha importância com 87% da população morando
em ambientes urbanos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE). A regeneração do urbano fica “cada vez mais central, também, nesse
movimento de urbanização das nossas cidades. E, do ponto de vista da natureza,
a gente tem muitos espaços que podem se tornar grandes oportunidades nesse
processo de regeneração”.
Diferenças entre
sustentabilidade e regeneração
O turismo
sustentável e o regenerativo possuem propósitos diferentes para a especialista
australiana. No caso do ramo sustentável, “o propósito do turismo é apoiar o
desenvolvimento econômico e gerar lucros. Há alguns benefícios em relação ao
ambiente ecológico e social, mas é principalmente dirigido por agendas
econômicas. O propósito do turismo regenerativo é apoiar a saúde e o bem-estar
das comunidades e do lugar”, diz Loretta Bellato.
O
pesquisador Thiago Allis complementa: “Falar em sustentabilidade já não é mais
suficiente ou já se desgastou a ideia” para o mercado, que fica “inventando
novos nomes”. Para o pesquisador, o turismo regenerativo é um jeito de encarar
os desafios do desenvolvimento turístico e rejeitar a ideia de tratá-lo como
mais um segmento da atividade.
Entre 1985 e 2024, foram perdidos 52 milhões de hectares (-13%) de área de vegetação nativa na Amazônia, segundo dados da MapBiomas – Foto: Amazônica Real/Wikimedia Commons
Já Jaqueline Gil, também doutoranda no Centro de Desenvolvimento
Sustentável e pesquisadora no Laboratório de Estudos em Turismo e
Sustentabilidade, ambos da UnB, adiciona que o conceito de sustentabilidade
surge no turismo a partir da publicação do Relatório Brundtland (ou relatório Nosso Futuro Comum), em 1987. O relatório define o
desenvolvimento sustentável como “aquele que atende às necessidades do presente
sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem às suas
próprias necessidades”, segundo o próprio texto.
Jaqueline
esclarece que o relatório deixou excelentes iniciativas e também “um
legado positivo na literatura científica”. Por outro lado, o relatório
não mudou a forma que o turismo é planejado, diz a pesquisadora brasileira.
Depois de aproximadamente 39 anos, “quando vamos fazer uma análise de
indicadores, de forma geral, sobre onde estamos no turismo, entendemos que
poderíamos estar pior se não tivesse o avanço da sustentabilidade, mas não
estamos bem como deveríamos estar”.
O turismo
sustentável não é o suficiente para combater as mudanças climáticas no setor,
segundo essa visão. “Quando colocamos a lente das mudanças climáticas nesta
análise, fica muito claro de que todo o planejamento do nosso turismo, até
agora, nos trouxe para um ponto de grandes emissões de efeito estufa. Não
existe, na literatura científica, hoje, e também não na prática, evidências que
nos indiquem que o turismo reduz ou tenha reduzido as suas emissões de gases de
efeito estufa.”
A regeneração no
turismo antes da Academia
A
regeneração de ambientes não é só ambiental, mas também urbana. Jaqueline
reforça que as práticas de regeneração de ambientes no turismo já existiam
antes da nomenclatura acadêmica. Um exemplo de turismo regenerativo são os
empreendimentos como o Cristalino Lodge, na Amazônia. “O dinheiro oriundo das
reservas de hospedagem e da alimentação dos visitantes financia a conservação
de uma área da Amazônia. Se a gente tivesse, de uma forma mais ampla, políticas
públicas e investimentos direcionados para a gente fazer do turismo um meio de
financiarmos a recuperação desses espaços, seja no urbano, seja no rural, a
gente, provavelmente, estaria poluindo menos, emitindo menos gás de efeito
estufa e capturando mais esses gases.”
Para além do
turismo, a regeneração já era usada em outros setores. Loretta Bellato ressalta
que, “em termos de pensamento regenerativo, a agricultura é um setor que tem
exercido um grande papel em aplicar esse pensamento”. Jaqueline acrescenta que,
“no caso da agricultura, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
(Embrapa), aqui no Brasil, é um exemplo de pesquisa e atividade prática com
essa temática há muitos anos, que é o fato de que muitas terras foram
degradadas pelo caso de não terem sido usadas corretamente”. Com a retirada da
cobertura florestal, o solo perde seus nutrientes. Para revitalizar o solo e
torná-lo produtivo de novo, é necessário “recuperar o ciclo dela entre solo,
água e nutrientes”, por exemplo, através de espécies que facilitam os processos
de renutrição.
Jaqueline Gil prossegue ao falar da participação da arquitetura no ramo regenerativo, como é o caso do Hotel Rosewood, que transformou antigos edifícios históricos em um complexo de luxo sustentável urbano. Segundo a professora, o turismo “bebeu da fonte de setores que chegaram antes nessa prática, e quando eu trouxe esse caso do Hotel Rosewood, em São Paulo, eu estou diretamente falando da arquitetura regenerativa. Ao invés de derrubar aquele espaço que tem muita história e tem muita qualidade construtiva, a gente revitaliza ele e eu mantenho essa revitalização viva e dinâmica a partir do dinheiro do turismo. Se fosse só a arquitetura, provavelmente são aqueles prédios que passam por renovação, depois se tornam residências, ou se tornam escritórios comerciais. No nosso caso, é quando exatamente o dinheiro fica entrando a partir da atividade turística”.
Mão na massa ou não?
O turismo
regenerativo age de duas formas para a recuperação: através do engajamento
direto do turista que participa da atividade de regeneração ativamente ou
através dos recursos financeiros arrecadados na atividade. “A gente tem uma
parte dos turistas que quer colocar a mão na massa e, quando eles participam, a
gente acelera o replantio e a regeneração desses espaços, sejam eles verdes (terrestres)
ou azuis no mar.” O outro grupo que pretende descansar e não se envolver
ativamente pode “promover este financiamento da recuperação desses espaços, a
partir do que ela deixa envolvida naquela economia”, como detalha a
pesquisadora da UnB.
A plantação de corais faz parte do Biofábrica de Corais, projeto vinculado ao Departamento de Bioquímica da Universidade Federal de Pernambuco. O projeto desenvolveu uma espécie de berço para cultivar fragmentos de espécies de corais ameaçadas – Foto: Jobosco/Wikimedia Commons
Um exemplo
do replantio feito através da participação dos turistas é a plantação de corais
em Pernambuco. “Os turistas vão lá, de fato, e plantam os corais, orientados
pela equipe e dentro de um desenho que é seguro para os turistas. Sem
equipamentos com potencialidade de danos, se cortar, nada disso. A gente faz um
desenho para que a experiência seja segura e interativa, positivamente para
esse turista.”
*Sob
supervisão de Paulo Capuzzo e Cinderela Caldeira
Política de uso
A
reprodução de matérias e fotografias é livre mediante a citação do Jornal da
USP e do autor. No caso dos arquivos de áudio, deverão constar dos créditos a
Rádio USP e, em sendo explicitados, os autores. Para uso de arquivos de vídeo,
esses créditos deverão mencionar a TV USP e, caso estejam explicitados, os
autores. Fotos devem ser creditadas como USP Imagens e o nome do fotógrafo.
domingo, 26 de abril de 2026
Fukuoka: O agricultor que deixava a terra em paz

No Japão, Fukuoka criou uma fazenda a partir de seus próprios conhecimentos e descobertas. Essa fazenda ficou célebre em todo o mundo por causa dos seus altos resultados agrícolas tanto em termos de produção e da alta qualidade dos vegetais ali cultivados quanto de preservação da qualidade do solo. Estes são os dois pontos que costumam ser destacados quando se fala da fazenda de Fukuoka:
1. Era mais produtiva por metro quadrado do que todas as plantações agroindustriais do mundo, incluídas as que empregam as mais modernas tecnologias.
2. Não empregava nenhum tipo de maquinário, nem pesticidas, nem adubos químicos. Nessa fazenda também não se arava a terra.
Fukuoka conseguiu tudo isso empregando técnicas pioneiras dentro do espírito da permacultura (sistema de design para a criação de ambientes humanos sustentáveis e produtivos em equilíbrio e harmonia com a natureza). A mais célebre das técnicas de Fukuoka é a das “nendo dango”, bolas de argila com sementes em seu interior.

O sistema de cultivo de Fukuoka foi por ele batizado de “agricultura natural”. Embora muitas das suas práticas sejam específicas para o Japão, a ideia geral que rege o seu método foi aplicada com êxito em muitos lugares ao redor do mundo. Seu sistema se enquadra dentro do âmbito da permacultura, cuja essência é reproduzir as condições naturais tão fielmente quanto possível, de modo que o solo se enriqueça progressivamente e a qualidade dos alimentos cultivados aumente sem o acréscimo de nenhum esforço ulterior.
- Não arar: deste modo são preservados e mantidos a estrutura e a composição do solo com suas características ótimas de umidade e de micronutrientes.
- Não usar adubos ou fertilizantes: mediante a interação dos diferentes elementos botânicos, animais e minerais do solo, a fertilidade do terreno de cultivo se regenera como em qualquer sistema não domesticado.
- Não eliminar ervas daninhas nem usar herbicidas: estes destroem os nutrientes e os microrganismos do solo, e unicamente se justificam em certos casos de monoculturas. Fukuoka propõe uma interação de plantas que enriquece e controla a biodiversidade de um solo.
- Não usar pesticidas: eles também matam a riqueza natural do solo. A presença de insetos pode ser equilibrada numa plantação.
- Não podar: deixar que as plantas sigam o seu curso natural.
Seu método se baseia em dar e receber da terra de forma natural, em vez de sugar os seus recursos até o seu total esgotamento.
Uma criação importante é o das bolinhas de barro: colocar sementes dentro de bolinhas de barro de 2 a 3 centímetros de diâmetro que serão espalhadas na superfície do campo agrícola. No interior das bolinhas, as sementes permanecerão protegidas das intempéries e dos animais. Com as primeiras chuvas intensas, as bolinhas serão desfeitas e as sementes começarão a brotar.
Misturadas às sementes das plantas que se deseja cultivar são incluídas sementes de outras plantas (principalmente do trevo branco). Estas últimas germinarão mais rapidamente e suas plantas criarão uma capa fina que protegerá o solo da luz solar, impedindo a germinação de ervas daninhas, mas não a dos cereais que se deseja cultivar.
Em vez de arar ou eliminar as ervas do campo agrícola, o método Fukuoka recomenda que ele seja recoberta com os restos das plantas cultivadas na colheita anterior, de forma que seja criada uma compostagem natural, capaz de conservar a umidade e os nutrientes e de impedir a proliferação de ervas não desejadas.
As bolas de argila podem conter uma porção de adubo natural (esterco ou outros).
Uma porção de pimenta caiena acrescentada às bolotas de barro ajuda a espantar animais que poderiam comer as sementes.
Nessas bolotas podem também ser incluídas várias combinações, segundo seja o cultivo de cereais, hortaliças, frutas, zonas de bosques, etc., de modo que possam ter muito mais usos que o da produção de alimentos agrícolas (reflorestamento, renovação de áreas verdes, regeneração de solos desgastados, etc.)
O sistema Fukuoka se baseia em respeitar e inclusive potencializar os ciclos naturais, de maneira que estes assegurem uma melhor qualidade de crescimento das plantas. Mediante intervenções simples, executadas no momento adequado, é possível obter-se uma considerável redução do tempo de trabalho. Essas intervenções são baseadas na interação da biosfera com o solo. Por exemplo: no outono semeia-se arroz, recoberto com uma espessa camada de palha de arroz. O centeio ou a cevada e o trevo brotam imediatamente, mas as sementes do arroz permanecem latentes até a chegada da primavera. O centeio e a cevada são ceifados em maior e permanecem espalhados sobre o terreno para que sequem durante uma semana a dez dias.
Depois disso, são triados e ensacados para armazenamento. Toda a palha é espalhada sem trituração sobre os campos, como para formar um acolchoado. Os campos permanecem inundados durante um curto período de tempo durante as chuvas das monções de junho para debilitar o trevo e as ervas daninhas, e dessa forma proporcionar ao arroz a oportunidade de brotar através da capa vegetal que cobre o solo.
“Se não tivesse criado para mim uma filosofia de vida, já estaria morto há muitos anos”, costumava afirmar Fukuoka. “Uma única coisa é absolutamente verdadeira: Tudo é uno. Também descobri que nada existe neste mundo. Tentei penetrar cada vez mais nos detalhes do NADA mais profundo”.
Conhece o trevo-vermelho (Trifolium pratense L.) ??
A URS BRS Mesclador é uma cultivar de trevo-vermelho (Trifolium pratense L.), espécie de leguminosa forrageira perene de inverno, de porte ereto, raiz pivotante e multiplicação por sementes. Adapta-se a áreas mais altas e bem drenadas.
Cultivar recomendada para a formação de pastagens
cultivadas consorciadas com gramíneas e para melhoramento de pastagens naturais
na região Sul do Brasil.
Possui capacidade de estabelecer simbiose com
bactérias do gênero Rhizobium, que fixam nitrogênio atmosférico, reduzindo custos
e eventuais riscos ao meio ambiente. A cultivar de trevo-vermelho URS BRS
Mesclador foi selecionada para produção de forragem, persistência e tolerância
ao pastejo.
Esta solução tecnológica foi desenvolvida pela
Embrapa em parceria com outra(s) instituição(ões).
(55) 3314-0201
carlos@sementeslopes.com.br
sexta-feira, 24 de abril de 2026
Utilizando a borra de café como adubo!
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| foto catraca livre |
autora: Mirian Cristina De Almeida Ferreira
A borra de café contém uma composição nutricional excepcional: aproximadamente 2% de nitrogênio, 0,3% de potássio e 0,3% de fósforo, além de magnésio, cálcio e micronutrientes essenciais. Esta combinação natural cria um fertilizante orgânico completo que:
· Melhora a estrutura do solo aumentando aeração e retenção de água
· Estimula a vida microbiana benéfica no solo
· Repele pragas naturalmente como lesmas, caracóis e formigas
· Acidifica moderadamente o solo, ideal para plantas específicas
Sustentabilidade em Ação: reutilizar borra de café reduz significativamente o volume de resíduos orgânicos enviados para aterros sanitários, contribuindo para um ciclo mais sustentável.
Plantas que amam borra de café
Grandes beneficiárias:
Plantas acidófilas: azaleias, hortênsias, gardênias, rododendros
Frutíferas: tomates, berinjelas, pimentões, morangos
Ornamentais: roseiras, samambaias, violetas africanas
Plantas sensíveis:
Ervas mediterrâneas: lavanda, alecrim, sálvia, tomilho
Cactos e suculentas: preferem solos menos ricos em matéria orgânica
Sementes e mudas jovens: podem ser inibidas pela cafeína residual
Métodos comprovados de aplicação
1. Compostagem (Método mais eficaz)
Misture 1 parte de borra com 3 partes de materiais “marrons” (folhas secas, palha)
Mantenha umidade adequada e revolva semanalmente
Composto pronto em 60-90 dias
2. Chá de norra para rega
2 xícaras de borra seca em 10 litros de água
Deixe descansar 24-48 horas
Filtre e dilua 1:3 antes da aplicação
3. Aplicação direta (com cuidados)
Use apenas borra completamente seca
Aplique camadas máximo 1cm de espessura
Mantenha 2-3cm de distância do caule
Soluções naturais para problemas comuns
Controle de Pragas
A textura abrasiva e os compostos naturais da borra criam barreiras eficazes contra:
Lesmas e caracóis: espalhe faixa de 3-5cm ao redor das plantas
Formigas: aplique sobre trilhas para mascarar feromônios
Pulgões: use spray de chá de borra com sabão neutro
Combate a Fungos
Os compostos fenólicos presentes na borra combatem naturalmente:
Oídio e míldio
Fusariose
Podridão radicular
Erros fatais a evitar
Nunca faça:
Aplicar borra fresca e quente diretamente
Usar em plantas que preferem solo alcalino
Criar camadas espessas que compactam
Aplicar durante períodos de estresse hídrico
Sinais de excesso:
Bordas amareladas nas folhas
Crescimento atrofiado
Drenagem comprometida
Escurecimento das raízes
Maximizando os benefícios
Combinações poderosas:
Borra + cascas de ovos (3:1): equilibra pH e adiciona cálcio
Borra + cinzas de madeira (5:1): fornece potássio extra
Borra + farinha de ossos (10:1): ideal para floração
Controle de pH:
Para acidificar: 2,5kg de borra por m^2 reduz pH em 0,5 ponto
Para neutralizar: adicione calcário dolomítico (100g por kg de borra)
Dicas de Especialista
· Frequência ideal: aplicações mensais durante crescimento ativo, bimestrais em dormência.
· Armazenamento: seque completamente e armazene em recipiente fechado por uma semana antes do uso.
· Monitoramento: teste o pH do solo mensalmente após aplicações para ajustes necessários.
Transforme resíduo em recurso
A borra de café representa muito mais que um fertilizante gratuito - é uma filosofia de jardinagem sustentável que transforma o que seria descartado em um recurso valioso. Com as técnicas corretas, este resíduo doméstico torna-se um aliado poderoso para criar jardins mais saudáveis, produtivos e ecologicamente equilibrados.
Lembre-se: o sucesso com borra de café está na aplicação consciente e no conhecimento das necessidades específicas de suas plantas. Comece devagar, observe os resultados e ajuste conforme necessário para obter os melhores benefícios deste fertilizante natural extraordinário. Se tiver dúvidas, consulte mais técnicas similares sobre o assunto em VerusBlog que tem muita informação sobre os mais diversos usos da borra do café.
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Mirian Cristina De Almeida Ferreira
quinta-feira, 23 de abril de 2026
Biofertilizante sustentável com o caroço do açaí!!
Uma solução que nasce do caroço do açaí está ajudando a transformar um problema ambiental em uma oportunidade de negócio em Macapá, no Amapá (AP).
O engenheiro agrônomo Wesley Lamonier criou um biofertilizante sustentável a partir do resíduo da fruta — abundante na região — e hoje comanda uma empresa que alia inovação, impacto ambiental positivo e rentabilidade.
A ideia surgiu da necessidade. Antes de empreender, Wesley chegou a ter uma produção rural com mais de 5 mil pés de pimenta e oito funcionários, mas enfrentou dificuldades financeiras e acabou indo à falência.
Foi nesse momento que decidiu buscar alternativas mais sustentáveis e menos dependentes de fertilizantes químicos, que elevavam o custo da produção.
O ponto de virada veio ao observar o desperdício do açaí: apenas entre 15% e 20% da fruta é aproveitado para consumo, enquanto cerca de 80% vira resíduo — principalmente o caroço, muitas vezes descartado ou queimado, o que libera ainda mais CO₂ na atmosfera.
A partir daí, o empreendedor passou a desenvolver um biofertilizante utilizando biochar, um material obtido por meio da carbonização sustentável de resíduos orgânicos, como o caroço de açaí.
O produto melhora a qualidade do solo ao reter água e nutrientes, funcionando como uma espécie de “ímã” natural. Além disso, ajuda a capturar carbono — um diferencial em tempos de mudanças climáticas.
Com investimento inicial de cerca de R$ 80 mil e apoio de programas de inovação, o negócio ganhou escala. Hoje, a fábrica recebe cerca de 20 toneladas de caroço de açaí por dia, embora processe, por enquanto, aproximadamente 2 toneladas. Em 2025, o faturamento médio chegou a R$ 230 mil.
O modelo de negócio é voltado principalmente para o mercado agro, com vendas para empresas (B2B), mas também atende agricultores por meio de associações e cooperativas. A proposta é reduzir os custos com adubação e, ao mesmo tempo, melhorar a produtividade de culturas como hortaliças e frutas.
Além do impacto econômico, o empreendimento também fortalece a chamada economia circular. A empresa compra os caroços de coletores locais, gerando renda e evitando que o resíduo seja descartado de forma inadequada.
Para Wesley, o propósito vai além do lucro. “Fazer a diferença na vida dentro da agricultura é o que motiva a gente todos os dias”, afirma. A iniciativa mostra que, ao cuidar do solo, é possível contribuir para um futuro mais sustentável — e criar um negócio promissor ao mesmo tempo.
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📍 Endereço: Rua São Lucas 167, Marabaixo Macapá/AP - CEP: 68906-061
📞 Telefone: (96) 99123-3285
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JÁ PENSOU EM TER UM MINHOCÁRIO PARA RECICLAR O SEU LIXO?
JÁ PENSOU EM TER UM MINHOCÁRIO PARA RECICLAR O SEU LIXO ORGÂNICO DOMÉSTICO? ...










