NOME INDIGENA: GUAMIRIM-CEREJA-DO-SUL. Na língua guarani UÁ-MIRIM quer dizer fruta pequena. Também recebe o nome de Cambuí da várzea e Cambuim de folhas vermelho-violetas (A brotação na primavera é maravilhosa).
Origem: Nativa e endêmica da mata atlântica das matas ripárias e várzeas ou nascentes, ocorrendo também nas florestas semideciduais de altitude, dos estados do Paraná e Santa Catarina e Rio Grande do Sul, Brasil. Também ocorre na Bolivia, Paraguai, Argentina e Uruguai. Mais informações no link:http://servicos.jbrj.gov.br/flora/search/Eugenia_florida
OBSERVAÇÕES: Esta espécie é considerada sinônimo de Eugenia florida, mais na pratica, e por se observar a planta ao vivo e a cores, é nitidamente distinta da espécie mencionada.
Características: Arbusto ou arvoreta de 2 a 5 metros, com copa cilíndrica, e globosa e de folhagem semi-perene, o troco é curto e cilíndrico, com casca olivácea na juventude, tornando pardo-acinzentada, com textura áspera a rugosa quando a arvore fica mais velha. As folhas são inteiras, de cor verde escuras na face superior e argenteas (esbranquiçadas) na face dorsal. A lamina é opostas e glabrascentes (sem pelos quando maduras) com pecíolo ou cabinho de 3 a 6 mm de comprimento, Essa espécie pode ser facilmente identificada por se observar pecíolos bem sulcados e pilosos. A lamina tem textura cartácea (como cartolina), ovada (com forma de ovo) a elipticas medindo 2 a 5,5 cm de comprimento por 1,2 a 2,0 cm de largura. As flores nascem em racemos (cachos curtos) axililares com 15 a 45 mm de comprimento, contendo 5 a 10 flores cíclicas (distribuídos em vários ciclos), diclamídeas (com dois envoltórios) e medem 1,2 cm de diâmetro quando abertas. Estas têm cálice (invólucro externo da flor) cupulado (com forma de cúpula) com 4 sépalas desiguais e corola (invólucro esterno) com 4 pétalas brancas de 3 a 4 mm de comprimento. Os frutos são globosos de cor vermelha escura e depois bem pretos quando maduros, medindo 0,8 a 1,2 cm de diâmetro com pele fina e ´plá arroxeada envolvendo 1 semente pequena.
Dicas para cultivo: Planta de crescimento rápido que aprecia qualquer tipo de solos com boa fertilidade natural e rápida drenagem da água das chuvas, é resistente a geadas leves de até -3 grau e pode ser plantada em solos brejosos e locais onde ocorrem inundações anuais. A planta frutifica abundantemente em pleno sol, mais não deve faltar água na época da florada e granagem dos frutos. Começa a frutificar com 2 a 3 anos a depender do clima e tratos culturais. Também pode ser cultivada em vasos grandes e em pleno sol onde frutifica bastante.
Mudas: As sementes são globosas, recalcitrantes (perdem o poder germinativo se forem secadas) e germinam em 40 a 70 dias se plantadas em substrato de 50% de terra vermelha, 30% de matéria orgânica e 20% de areia. Recomendo plantar 2 sementes diretamente em saquinhos individuais e quando as plântulas estiverem com 10 cm, eliminar a planta mais fraca e mal localizada. As mudas devem ser formadas sob sombreamento de 50% e atingem 30 cm com 10 a 12 meses de vida.
Plantando: Pode ser plantada tanto a pleno sol como na sombra em bosques com arvores grandes bem espaçadas. Espaçamento 4 x 4 m. Faça cova quadradas com 50 cm nas três dimensões e adicione 50 kg de farinha de osso, 100 g de cinzas e cerca de 40% de matéria orgânica, deixando curtir por 2 meses. A melhor época de plantio é de outubro a novembro. Irrigar a cada quinze dias nos primeiros 3 meses, depois somente se faltar água na época da florada.
Cultivando: A planta cresce rápido e não necessita de cuidados especiais, apenas deve-se cobrir a superfície com capim cortado e eliminar qualquer erva daninha que possa sufocar a planta. Fazer podas no fim do inverno para fazer a formação da planta eliminando ramos e brotos da base e todo o excesso de ramos que nascerem voltados para o interior da copa. Adubar com 2 a 3 pás de composto orgânico curtido e 50 gramas de farinha de osso e 100 gramas de cinzas ou torta de mamona. Distribuir os nutrientes à 5 cm superficialmente a 20 cm do caule no inicio do mês de setembro.
Usos: Frutifica nos meses de setembro a outubro. Espécie muito importante como apícola, pois floresce no final de julho e agosto fornecendo muito néctar e pólen a varias espécies de abelhas nativas ou não. Os frutos tem polpa rica em antioxidantes e pectina e podem ser consumidos in natura ou despolpados sob uma peneira e a polpa usada para sucos, frizantes, geleias ou sorvetes. Os pássaros também o procuram, pois na época que amadurecem há pouco alimento. A arvore não pode faltar em jardins pois na época da brotação das folhas ocorrem um espetáculo a parte. Também não deve faltar em projetos de reflorestamentos pois seus frutos alimentam pássaros e pequenos mamíferos.
Existe cerca de 1,5 mil espécie de pulgões que atacam as mais diversas espécies de plantas cultivadas.
Os pulgões são pequenos insetos sugadores de seiva elaborada e que prejudicam as culturas não apenas pela sucção de seiva, mas pela inoculação de toxinas e transmissão de viroses, esta última sendo o dano mais sério.
Nas condições do Brasil os pulgões se reproduzem exclusivamente por partenogênese telítoca, na qual fêmeas produzem larvas fêmeas sem o concurso dos machos.
Certas espécies de pulgões como Aphis nerii são capazes de atacar plantas tóxicas como a espirradeira Nerium oleander e a erva invasora Asclepias curassavica. O organismo dessa espécie de pulgão tem a capacidade de seqüestrar esses princípios tóxicos e de usá-los como mecanismo de defesa contra os inimigos naturais. O pulgão Brevicoryne brassicae é capaz de desativar a toxina sinigrina presente nas crucíferas (couve, repolho, nabo, rabanete) das quais se alimenta.
Algumas espécies de pulgões se especializaram como formadores de galhas que podem se constituir a partir do enrolamento das folhas ou formação de tumores induzidos pelos hormônios de crescimento produzidos por esses insetos. É o caso da filoxera Daktulosphaira vitifoliae que provoca a formação de galhas em folhas e raízes da videira. As formas aladas da filoxera voam para as folhas da videira, onde depositam ovos. Desses nascem as larvas formadoras de galhas. Completando o desenvolvimento, a filoxera sai da galha e desce pelos ramos da planta até chegar às raízes, onde forma novas galhas em forma de nodosidades. Para o controle da filoxera é recomendado que se use porta-enxertos resistentes. Mesmo assim a filoxera consegue se estabelecer na videira enxertada, atacando somente a parte aérea suscetível. Todavia seus danos são menores que no caso do comprometimento das raízes. Embora protegidos no interior das galhas, os pulgões ainda são atacados pelos inimigos naturais especializados em perseguí-los dentro dessas estruturas.
É bastante conhecida a relação de mutualismo que os pulgões estabelecem com formigas: enquanto os primeiros fornecem substâncias açucaradas que secretam às formigas, estas os defendem contra a aproximação de seus inimigos naturais e os carregam para colonizarem novas plantas.
Na tabela (veja no final do texto como visualizar este artigo em PDF) encontram-se as principais viroses em plantas e as espécies de pulgões que as transmitem.
Os pulgões são capazes de desenvolver resistência contra pesticidas químicos como os organofosforados e carbamatos. As espécies mais estudadas com relação a esse aspecto são os pulgões Myzus persicae e Aphis gossypii. O desenvolvimento de resistência é facilitado pela aplicação repetida do mesmo agroquímico na cultura.
Como os pulgões possuem numerosas espécies de inimigos naturais representados pelos parasitóides e predadores, valeria a pena realizarem-se esforços para substituir o controle químico pelo biológico, viabilizando-se a criação massal e o fornecimento de inimigos naturais aos agricultores.
O controle biológico clássico de pulgões, que alcançou expressivo sucesso no Brasil é o dos pulgões do trigo pertencentes às espécies Metopolosiphium dirhodum (pulgão da folha), Sitobium avenae (pulgão da espiga e da folha), Schyzaphis graminum (pulgão da espiga e da folha), Rhopallosiphum padi (pulgão da folha e da bainha) e R. rufioabdominale (pulgão da raiz). Para o controle biológico dos mesmos foram introduzidas 12 espécies de parasitóides trazidos da Europa e da Ásia, dos quais apresentaram melhor sucesso quanto ao estabelecimento Aphidius colemani, A. ropalosiphi, A. uzbekistanus, A. ervi, Diaeretiella rapae, Praon volucre e Ephedius plagiator. Essas introduções foram necessárias pois as pragas do trigo (planta originária do Velho Mundo) foram introduzidas no Brasil desacompanhadas de seus inimigos naturais nativos.
O parasitóide Lysephlebus testaceipes foi introduzido com sucesso nos países do Mediterrâneo para controle dos pulgões dos citros Toxoptera spp.
O parasitismo é estabelecido quando a vespa fêmea deposita o ovo no interior do organismo do pulgão. A larva que eclode do ovo se desenvolve alimentando-se da hemolinfa e dos tecidos internos do hospedeiro. Finda a fase larval do parasitóide, o pulgão já está morto e transformado em múmia. A pupa do parasitóide se forma no interior da múmia e a vespa adulta emerge abrindo um orifício na parede da múmia. Pulgões novos, quando parasitados, morrem sem chegar à idade adulta; os que chegam a esse estágio produzem menor número de descendentes. Com o parasitismo ocorre degeneração dos ovários do pulgão, cessando a formação dos embriões. São predadores de pulgões coleópteros, dípteros, neurópteros, heterópteros, himenópteros e aranhas.
Existem mais de 5 mil espécies de coccinelídeos (insetos da família dos coleópteros) que são predadores de pulgões e são encontrados em quase todas as partes do mundo. Larvas jovens de pulgões são mais vulneráveis ao ataque de coccinelídeos.
Os neurópteros das famílias Chrysopidae e Hemerobiidae são encontrados também em quase todas as partes do mundo. Suas larvas são predadores ativos de pulgões, chegando a destruir 25 pulgões/dia. Um casal e seus descendentes são capazes de destruir 4 milhões de pulgões/ano. As larvas dos dípteros das famílias Syrphidae e Cecidomyiidae chegam a destruir mais de 500 pulgões durante esse estágio.
Maria Aico Watanabe
Embrapa Meio Ambiente
* Este artigo foi publicado na edição número 07 da revista Cultivar Hortaliças e Frutas, de abril/maio de 2001.
* Confira este artigo, com fotos e tabelas, em formato PDF. Basta clicar no link abaixo:
Antes de saber comopodar rosas com sucesso, é preciso conhecer algumas técnicas. Mas antes, vamos falar um pouco dessa linda planta. A preferida de milhões de pessoas.
Então, uma planta que apesar de ter espinhos que requerem cuidados no seu manuseio e cultivo, também é a flor símbolo do amor, do carinho e da fraternidade. Portanto, quanto mais conhecemos as roseiras mais surgem novidades sobre as mesmas e maior é a nossa admiração por elas, não é mesmo?
Muitas pessoas tem pena de podar as roseiras. Mas é muito importante, pois sobretudo é a poda que estimula a fortificação e a fim de que a planta tenha uma grande produção de rosas. Então, para ter rosas como essas da foto, você precisa necessariamente, fazer a poda!
Botões de Rosas brancas após a poda
Modalidades de roseiras – Saiba como podar rosas
Roseiras são plantas que existem em várias modalidades, que vão das minis roseiras, às roseiras trepadeiras, rosas gigantes, rosa dobradas e as simples que também são belas.
Além disso, as roseiras podem dar rosas de todas as cores: do branco intenso à rosa negra. Uma curiosidade é que tem algumas espécies de plantas que são chamadas de rosa, mas que não são da família das rosáceas, como por exemplo a rosa-do-deserto.
Dormência – quando se faz a poda de roseiras
As roseiras são plantas caducifólias. Ou seja: uma vez ao ano renovam todas as suas folhas. Não deixa de ser um processo de higiene, pois a planta deposita seus excrementos na folha que quando morre, joga esses excessos que já não são mais úteis para fora do seu organismo. Legal, não é mesmo?
substrato fertilizante 6 em 1
Além disso permitem que sol chegue no centro da planta, o que é importantíssimo para seu desenvolvimento.
Quando entram em dormência, todos os tipos de roseiras diminuem a produção de flores. Isso acontece no fim do outono e no decorrer de todo o inverno.
Então, no hemisfério Sul o inverno é o tempo para poda de rosas. Mas não esqueça de deixar o período de geadas passar, pois elas podem danificar muito os novos brotos. Então, se puder, deixe para fazer a poda de rosas bem no finalzinho do inverno. Viu como não é difícil saber como podar rosas?
Rosa Amarela Jardineiro Amador
Em que lua se faz a poda de roseiras?
As pessoas tem uma grande dúvida quando querem aprender como podar rosas; e geralmente, perguntam se há uma lua própria para a fazer a poda das roseiras? Não há nenhuma evidência científica.
Mas há uma certeza popular que as roseiras devam ser podadas nas luas nova e/ou crescente. E o Jardineiro Amador já fez essa experiência. E por mais incrível que possa parecer, as roseiras podadas nessas luas produzem mais flores.
A poda de roseiras feita anualmente, de forma regular auxilia no crescimento das plantas e produção de flores. Essa foto é de uma roseira amarela plantada e cuidada pelo Jardineiro Amador. Veja, então, se temos ou não temos razão?
Passo a passo de como podar rosas
Primeiro de tudo você deve ter uma boa tesoura para usar na poda de rosas. Ela deve estar bem afiada e limpa (esterilize com fogo, água sanitária ou álcool) para não magoar os galhos podados.
A poda pode ser de formação para os tipos de roseiras que são trepadeiras, por exemplo, dando às mesmas a forma e a condução que se deseja, permitindo o arejamento e a entrada de sol na planta, eliminando-se os ramos secos, fracos ou doentes. Para saber como podar rosas, portanto, você deve seguir a risca esses segredinhos.
Já na poda de limpeza são eliminados os ramos improdutivos ou mortos ou que estão muito compridos. Muitas plantas precisam de podas para produzirem mais flores e terem saúde.
Identifique o caule da roseira. Dele saem os ramos. Esses devem ser podados. Contudo, preservando-se o caule. Portanto, não tenha medo. Pode todos os galhos que saem do caule. Mas antes, identifique o gomo ou nó (olho de broto) para fazer o corte correto.
Esses gomos ou nós (olhos de broto) estão sempre onde saem as folhas. É recomendável deixar sempre dois olhos de broto e que se faça o corte a um ou dois centímetros do gomo.
Em que ângulo o corte dos ramos das rosas deve ser feito?
Entretanto, temos uma dica muito importante quando você for aprender como podar rosas é cortar sempre na diagonal, num ângulo de 45º (faça como na foto deste post) para que a água das chuvas e das regas não se acumulem, propiciando o aparecimento de fungos e doenças. Assim também deve se proceder quando se colhem as flores.
Desta forma, lembre-se que para sua roseira ter saúde ela precisa estar sempre limpa, com a retirada de todas as folhas e flores secas. No entanto, nunca jogue os restos de poda e de limpeza perto da planta para não atrair pragas. Porém, jamais se esqueça de usar os galhos podados para fazer novas mudas ou mesmo enxertia.
Contudo, não se esqueça de um detalhe muito importante: após a poda, leve para longe da planta mãe, todos os ramos, folhas e flores retiradas para evitar a atração de pragas, como fungos, ácaro, cochonilhas, formigas, pulgão, etc.
Use os galhos podados para fazer mudas
No momento em que estiver fazendo a poda, você vai ter uma grande oportunidade de fazer uma seleção de excelentes estacas retiradas da sua roseira, para fazer mudas.
E, a época das mudas serem feitas é exatamente nos meses de dormência da planta. Por isso, aproveite…
Logo depois de fazer a poda, faça uma seleção dos galhos podados que sejam os mais viçosos e saudáveis. Pode ser galhos com subdivisões na parte superior. Corte as pontas e deixe com pelo menos 30 centímetros, retirando as folhas.
Seja como for, nunca se esqueça de manter os ângulos dos cortes.
Antes de tudo você deve procurar usar um bom enraizador. No momento em que fizer a seleção das estacas para fazer as mudas, prepare uma vasilha com água com o enraizador. Temos um vídeo bem legal, ensinando a fazer enraizador natural.
Deixe os galhos ou estacas que formarão as mudas mergulhados na água com enraizador por pelos menos 2 dias.
Neste ínterim, prepare vasos com terra orgânica para plantar e fazer as mudas. Faça uma pequena cavidade com um perfurador, enterre a estaca na terra por cerca de 10 centímetros e deixe em local bem iluminado sem pegar sol direto. Faça uma rega leve, uma vez por semana.
Se puder, use um esteio para amarrar a estaca, evitando que elas se mova. Como resultado, ela vai formar melhor o processo de enraizamento.
Assim que você notar que os brotos estejam saudáveis e viçosos, já pode fazer o transplante das mudas, com todo o cuidado para o lugar definitivo.
Devo adubar as roseiras quando fizer a poda?
A resposta é sim!
Do mesmo modo que as roseiras precisam de uma poda anual, elas necessitam de adubações e, como já dissemos, limpezas constantes.
De tal forma que a adubação fortifica a planta, entregando os nutrientes que necessita para o seu completo e saudável desenvolvimento.
Assim como as pessoas, as plantas também precisam ter uma alimentação balanceada e correta.
Seja como for, acerta na adubação é ter a certeza de ter floradas constantes, intensas, com plantas saudáveis que trazem alegria e colorido para a casa e jardim.
Então, além de saber como podar rosas, você deve saber também como adubar rosas.
Em primeiro lugar, como referido, a poda das roseiras se faz uma vez ao ano.
Ao passo que a adubação deve ser feita, no mínimo 4 vezes ao ano quando as roseiras estiverem plantadas na terra.
Com toda a certeza, se as roseiras estiverem plantadas em vasos, você você deve fazer adubação mensal
De tal sorte que adubando, terá resultados muito melhores e surpreendentes.
Como fazer a adubação das roseirasem canteiros
De acordo com a natureza dessa planta, ela é muito sensível. Em contrapartida, se você fizer o manejo correto, pode ter roseiras por muitos anos.
Existem plantas com vida muito longa, que podem facilmente ultrapassar 40 anos ou mais.
Dessa forma, tome todo o cuidado quando for fazer as adubações.
Só para exemplificar, escolha um adubo de boa qualidade. De preferência orgânico.
Faça três furos em forma de triangulo ao redor da roseira. Mas tenha cuidado! Mantenha uma distância de pelo menos 20 centímetros do pé da roseira em cada furo.
Os furos devem ter uma profundidade de pelo menos 10 centímetros de tal sorte que possam ser completados com o adubo na quantidade de 500 gramas gramas por pé.
Dessa maneira, complete os furos com o adubo fertilizante. Depois que completar, cubra com uma leve camada de terra.
Outra técnica muito legal é a do coroamento, se bem que exige alguma experiência é muito cuidado.
Cave um círculo de cerca de 5 centímetros de profundidade ao entorno de toda a base da roseira, mantendo uma distância de pelo menos 20 centímetros de raio. Não afunde mais que isso com a finalidade de não lesar as raízes.
Em seguida preencha esse sulco com o adubo ou esterco, conforme comentamos abaixo.
Em princípio o processo de adubação de roseiras plantadas em vaso é o mesmo que as roseiras plantadas na terra.
Entretanto, em roseiras plantadas em vasos, evite de todas as formas fazer o coroamento.
Não se esqueça, também, que os vasos precisam ser bastante grandes. O ideal é que tenha capacidade de pelo menos 100 litros de terra. Assim também, devem ter boa profundidade com o fim de permitir que as raízes das roseiras se alastrem com conforto.
O que muda é a frequência, que de acordo como já referimos, o ideal é que seja mensal.
Outra dica muito legal, é você mudar a cobertura da terra do vaso, sempre que efetuar a poda da roseira.
Desse modo, você vai repor os nutrientes necessários com a finalidade de manter a fortificação da planta.
Assim sendo, use uma pazinha de jardinagem e remova uma capa de cerca de 5 centímetros da terra que recobre o vaso. Em seguida, reponha essa camada usando uma terra orgânica renovada, de boa qualidade.
Antes de mais nada, faça tudo com muito cuidado, sempre evitando lesionar as raízes mais superficiais da roseira.
Da mesma forma, em seguida, faça uma rega bem leve.
Que adubo ou substrato fertilizante usar nas roseiras?
Com toda a certeza, quem planta roseiras quer colher muitas rosas, não é mesmo?
Então existem vários adubos e substratos que podem ser utilizados.
Antes de mais nada, não se pode esquecer que a adubação deve ocorrer desde o plantio e por toda a vida das roseiras.
Finalmente agora que suas roseiras estão plantadas, seja na terra ou em vasos, é hora de escolher o adubo certo.
Nós, do Jardineiro Amador, preferimos produtos naturais e orgânicos.
Então, se você tiver acesso a esterco de currar curtido, pode usar. Mas tome cuidado para que esteja bem curtido. Pode ser estrume de gado, porco, aves ou carneiro. Em princípio evite esterco de cavalo. Sempre procure saber a procedência antes de usar.
A fim de atender nossos amigos e amigas, o Jardineiro Amador desenvolveu um excelente adubo que pode ser usado com toda a segurança e confiança nas suas roseiras plantadas na terra ou em vasos.
Temos alguns belos vídeos no nosso canal no YouTube. ensinando a podar roseiras.
E, também, temos muito material ensinando como cultivar todos os tipos de roseiras, como fazer mudas de roseiras por estaquia e como fazer enxerto de roseiras aqui no nosso site e no YouTube.
Ademais, você encontra todos os produtos que precisa para sua casa e jardim em nosso site. Nas nossas redes sociais também temos posts sobre adubação de roseiras com nossos substratos fertilizantes.
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Thais Szegö | Agência FAPESP – Com flores comestíveis ricas em compostos antioxidantes, a calêndula pôr do sol (Calendula officinalis L.) desperta cada vez mais interesse nas indústrias de alimentação e cosméticos. Para impulsionar o cultivo dessa planta ainda pouco explorada comercialmente, pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR), testaram uma estratégia sustentável: um biofertilizante à base de bagaço de uva que conseguiu elevar a concentração das substâncias benéficas e favorecer o desenvolvimento das flores.
O subproduto utilizado na fórmula é gerado durante a fabricação de vinho e representa de 20% a 25% da massa total da uva processada, gerando de 9 a 13 milhões de toneladas anualmente em todo o mundo.
“Utilizamos o bagaço da uva porque ele é um dos principais resíduos da produção de vinho e ainda possui uma composição muito rica em substâncias de interesse, como fibras, açúcares, compostos fenólicos, antioxidantes e pigmentos naturais. Tem, portanto, um grande potencial para gerar novos produtos de alto valor agregado”, conta Luiz Eduardo Nochi Castro, da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA-Unicamp). Os resultados do trabalho, fruto do doutorado de Castro com bolsa da FAPESP, foram publicados em junho na revista ACS Omega. A pesquisa também recebeu financiamento por meio de outros dois projetos (18/14938-4 e 24/10205-3).
De acordo com Castro, a escolha da calêndula pôr do sol se deu por causa da parceria com os colegas da UFPR, que já estudavam o cultivo de flores.
Antes de aplicar o bagaço na plantação, os pesquisadores transformaram o resíduo em digestato, um biofertilizante líquido rico em nutrientes obtido por meio da digestão anaeróbia – processo no qual microrganismos decompõem a matéria orgânica na ausência de oxigênio. Ao longo de 2023, esse adubo natural foi testado no cultivo da calêndula em duas estações do ano (verão e inverno), permitindo avaliar como o clima influenciava o desenvolvimento das flores.
O bagaço é um subproduto da fabricação de vinho e representa até 25% da massa total da uva processada (foto: Shutterstock)
Também foram testadas diferentes doses do biofertilizante e variadas condições de irrigação para verificar seus efeitos no crescimento e na qualidade das plantas. Após a colheita, as flores foram liofilizadas, um processo de secagem que ajuda a preservar suas características por mais tempo. Em seguida, foi realizada uma série de análises para avaliar os efeitos do biofertilizante na planta.
“Além de caracterizar as flores, analisamos o desenvolvimento das plantas como um todo, incluindo a parte aérea, as folhas e as raízes. Também foram realizadas análises físico-químicas para verificar a qualidade das flores produzidas e comparar os resultados com os do cultivo convencional”, explica Tânia Forster professora da FEA-Unicamp e orientadora de Castro.
“Verificamos que a quantidade do composto [digestato] e de água faz diferença. Doses moderadas proporcionaram os melhores resultados, enquanto quantidades excessivas tendiam a prejudicar o desenvolvimento das plantas. Isso mostra que o uso do digestato deve ser feito de forma equilibrada”, pondera Forster.
Nos testes, a aplicação do biofertilizante mudou significativamente o perfil das flores. No experimento conduzido no verão, por exemplo, o uso do digestato elevou drasticamente a concentração de betacaroteno – composto precursor da vitamina A e poderoso antioxidante –, alcançando até 80,9 miligramas por 100 gramas de flor liofilizada (um salto superior a 250% em comparação ao cultivo convencional sem o resíduo), além de elevar os níveis de compostos fenólicos totais e a atividade antioxidante. Já no inverno, o ganho se destacou na retenção de pigmentos e minerais, provando que o resíduo da vinícola consegue enriquecer o perfil nutricional da planta em diferentes estações.
Próximos passos
Apesar dos resultados promissores, para que a solução seja adotada em larga escala ainda são necessários estudos para avaliar sua viabilidade técnica e econômica. Ou seja, entre outras coisas é preciso entender como esse processo poderia ser integrado às vinícolas ou a outras empresas que já utilizam a digestão anaeróbia para tratar resíduos, além de avaliar os custos, a logística e o mercado para a produção de flores comestíveis.
Uma das novas linhas de pesquisa da equipe está focada na extração de compostos de interesse – além de antioxidantes e compostos fenólicos, também açúcares e pigmentos naturais. Eles podem ser utilizados no desenvolvimento de produtos de maior valor agregado, como ingredientes para alimentos, cosméticos e outros produtos naturais.
“A ideia é aproveitar o bagaço de uva para produzir também energia, além de biofertilizante para cultivar as flores comestíveis, e, posteriormente, transformar tanto as flores quanto os resíduos desse cultivo em novos produtos de alto valor agregado. Dessa forma, buscamos criar uma cadeia de produção mais sustentável, baseada nos princípios da economia circular”, diz Castro.
O artigo Sustainable valorization of grape pomace digestate as fertilizer: Effects on the agronomic and biochemical performance of Calendula officinalis L. under variable irrigation regimes pode ser lido em: pubs.acs.org/acsodf/article/11/25/36990/5165327/.
Olá, nesse vídeo eu vou ensinar você fazer um excelente adubo ai em sua casa, esse adubo é a torta de mamona, sabe aquelas bolinhas que o pé de mamona da, essas bolinhas, depois de um processo, da para utilizar como adubo para plantas e horta, dese-se colher essas mamonas e deixa secar por alguns dias até que ela comece a estourar, quando a mamona já estiver seca, pegue um liquidificador que só use em horta, bata todas as mamonas até que forma uma farinha, essa farinha é rica em nutrientes que pode ser absorvido pelas plantas, essa farinha é chamada como torta de mamona, um adubo orgânico que você pode utilizar em todas as plantas e horta, faça e disponibiliza mais nutrientes para sua plantas, espero que gostem, abraço e fiquem com deus.
Assista o vídeo onde eu ensino fazer um minhocário com bacia para produzir húmus em casa, húmus é um excelente adubo que você pode utilizar em sua horta e plantas em vaso, link a baixo. https://youtu.be/moWvsKK7FxE
O Brasil, terceiro maior produtor mundial de frutos, depende fortemente da polinização para garantir sua produtividade agrícola. Nesse contexto, os polinizadores, especialmente as abelhas, desempenham papel essencial na manutenção da biodiversidade e na segurança alimentar. No entanto, o uso indiscriminado de agrotóxicos compromete sua sobrevivência. Este projeto de pesquisa propõe o uso do extrato vegetal de Ricinus communis (mamona) como alternativa ecológica ao controle de formigas cortadeiras do gênero Atta spp. em jardins escolares. Os resultados demonstraram que, após aplicação da solução (15g de folhas para 500mL de água), houve evasão significativa de indivíduos dos formigueiros em até 48 horas, sem comprometer a presença de polinizadores. A proposta reforça o potencial do controle biológico como ferramenta sustentável na educação ambiental e preservação da fauna benéfica.
Neste vídeo são apresentadas informações de um dos projetos de pesquisa desenvolvidos na Fazendinha Agroecológica de Palmas, da Fundação Universidade do Tocantins - UNITINS, em Palmas/TO.
- Projeto desenvolvido com apoio financeiro do Programa Primeiros Projetos - PPP CNPq/SEDECTI-TO.
- Adubação verde em consórcio com bananeira (var. Thap Maeo): Calopogônio e Feijão de Porco.
A Embrapa Clima Temperado, juntamente com outras Unidades do Sul do Brasil, participa da Expointer 2010 e apresenta na Casa da Embrapa,
as últimas novidades em ciência e tecnologia para o setor agropecuário,
apresentados por meio de impressos, audiovisuais e degustações que
ocorrem ao longo da feira. Dentre os produtos desenvolvidos pela
pesquisa, destaca-se o húmus líquido, que está sendo apresentado ao
público nessa edição do evento, em Esteio
.
Segundo o pesquisador da Embrapa Clima Temperado, Gustavo Schiedeck, a utilização de fertilizantes orgânicos alternativos com
alto valor nutricional e biológico é uma das principais demandas dos
horticultores que optam por uma produção de base ecológica. Ele destaca
que a aplicação do húmus de minhoca é complexa em adubações de pós-plantio nos cultivos com
cobertura morta, podendo se tornar um agente disseminador de sementes
de plantas espontâneas, especialmente quando o esterco é proveniente de
diferentes áreas.
Devido a este aspecto, Gustavo defende a aplicação do húmus líquido
na adubação orgânica aplicada em hortaliças. Este novo fertilizante é composto principalmente por húmus de minhoca, porém seu diferencial é a adição de água em sua composição.
“Para cada 100 litros de húmus líquido, em concentração aproximada de
10% na relação entre sua massa e seu volume, é necessária a utilização
de 20 kg de húmus sólido adicionados à água preferencialmente sem
cloro”, salientou Schiedeck.
Preparada a mistura, o húmus líquido deve ser agitado durante dois ou
três dias, pelo menos uma vez a cada 24 horas, para que os nutrientes
possam ser liberados para a água. Após este período, o fertilizante deve
ser deixado em repouso para que as partículas sólidas que ainda possam
estar presentes em sua constituição se dirijam ao fundo do recipiente. A
próxima etapa do processo é a filtragem das partículas mais finas que
ainda possam ser encontradas em suspensão.
A filtragem pode ser realizada tanto com filtros de areia como com
filtros de discos. Quando a escala de húmus líquido não for elevada,
pode-se realizar uma filtragem simples, utilizando um recipiente coberto
no fundo com uma tela ou
tecido de seda que retenha as partículas em suspensão, incluindo
sementes que possam entupir os gotejadores das hortas.
Segundo o pesquisador, o húmus líquido pode ser aplicado em
hortaliças via sistema de irrigação através do Tuboventure, equipamento
que mistura o fertilizante à água que será destinada à irrigação das
plantas. Durante este processo, a entrada de água nos canos de irrigação
é desviada até o Tuboventure, onde o húmus líquido será automaticamente
misturado à água para posteriormente ser aplicado nas hortas através
dos gotejadores. Schiedeck ressalta que nas hortas de morango da Embrapa
Clima Temperado é utilizado 1 l/m2 de húmus líquido a cada quinzena,
sendo colhido, em média, 1 kg de frutas em áreas onde há a aplicação do
fertilizante.
Outro aspecto favorável à utilização do húmus líquido é a
reutilização do material obtido após a filtragem de suas partículas
finas em outras adubações, pois, mesmo contendo menos nutrientes do que o
material original, sua eficácia como fertilizante ainda é significativa.
Christiane Rodrigues Congro – Mtb-SC 00825/9
Colaboração: Carlos Salvador (estagiário) Embrapa Clima Temperado
Contatos: (53) 3275-8113 – christiane.congro@cpact.embrapa.br
Você já parou para pensar em quanta água potável desperdiçamos em tarefas simples, como lavar o quintal, o carro ou regar as plantas? Em tempos de escassez hídrica e contas de serviços básicos cada vez mais altas, transformar sua residência em uma casa do futuro não é mais uma questão de luxo, mas de inteligência financeira e consciência ambiental.
Se você busca formas de valorizar seu patrimônio enquanto ajuda o planeta, este projeto é para você. Hoje, vamos detalhar como montar um sistema eficiente de captação de água da chuva utilizando materiais simples e duradouros.
Por que investir no reuso de água agora?
Além da óbvia economia na conta mensal, a captação de água da chuva reduz a demanda sobre os mananciais e diminui o gasto energético necessário para o bombeamento de água tratada até sua casa. É uma solução circular: você aproveita o que a natureza oferece de graça para manter sua casa impecável.
Muitas pessoas cometem o erro de simplesmente colocar um cano direto da calha para um tambor. Isso gera água suja e entupimentos. Um sistema de alta qualidade precisa de três componentes essenciais:
Filtro de Folhas: Instalado logo na saída da calha, utiliza um cano em "Y" com uma tela interna para desviar galhos e sujeiras maiores antes que cheguem ao reservatório.
Separador da "Primeira Água" (First Flush): A primeira água que cai limpa o telhado (poeira, poluição). O sistema deve ter um cano vertical que armazena esses litros iniciais e, somente após esse cano encher, a água limpa transborda para a bombona.
Reservatório com Ladrão: Uma bombona de plástico (preferencialmente de tampa removível para facilitar a limpeza) equipada com uma torneira na base e um "ladrão" no topo, para que o excesso de água retorne ao sistema de drenagem comum quando o tanque estiver cheio.
Passo a Passo para Sua Instalação Residencial
Para montar seu sistema, você precisará de canos de PVC (geralmente de 100mm), colas, uma cisterna para armazenamento da água e ferramentas básicas.
Dica de Ouro: Não use água tratada para testar o sistema. Espere a primeira chuva para validar o funcionamento e ver a mágica acontecer!
Importante: A água captada não é potável. Utilize-a exclusivamente para descargas, lavagem de áreas externas e rega de jardins.
Sustentabilidade na Prática
Ter uma casa sustentável aumenta o valor de mercado do seu imóvel e gera um sentimento de autonomia. Pequenas adaptações hoje garantem o futuro dos recursos naturais para as próximas gerações.