segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Utilize Borra de café na sua horta








A borra de café é uma excelente fonte de nitrogénio  e pode ser utilizada diretamente em volta das plantas, principalmente vegetais de crescimento rápido. Também se pode misturar na terra dos canteiros ou dos vasos novos. Para conseguirmos um líquido fertilizante, basta diluir umas 100-150 gramas de borra em dez litros de água. Em alternativa, pode-se compostar, o que vai adicionar nitrogénio à pilha.
Como se não bastasse, certas pragas não gostam de café (cafeína para ser exato), entre elas os caracóis e lesmas. Uma solução muito concentrada de cafeína — 1 a 2%, mata 60% ou 95% dos caracóis e lesmas respectivamente (um café expresso tem cerca de 0,1% de cafeína). A borra não mata, mas actua como repelente.
A borra de café é bastante ácida, dependendo do seu tipo de solo, pode ter que contrariar esta questão, por exemplo com cinza, folhas ou serragem.
Por fim, não encontrei estudos científicos que confirmem todas estas técnicas, mas já arranjei um café que me irá fornecer a borra (que habitualmente vai para o lixo) para experimentar.

Reciclando seu lixo e Instalando seu minhocário - passo a passo

Bom dia !
Levantamentos mostram que o Brasil produz cerca de 241.614 toneladas de lixo/dia, onde 60% são resíduos orgânicos. Em média, cada um de nós geramos 5 kg de resíduos sólidos por semana, sendo 3kg formado por resíduos orgânicos. Para se ter uma idéia, numa cidade de 50 mil habitantes teríamos 150 toneladas de resíduos orgânicos por semana, que poderiam ser transformados em adubo para as plantas. Mas muito pouco ainda é destinado para esse fim.

 O nosso lixo tem muito valor, mas precisamos transforma-lo em adubo orgânico de ótima qualidade. O processo é simples veja abaixo:

ATENÇÃO NO PRIMEIRO CICLO DE COMPOSTAGEM: A segunda caixa coletora deve ser colocada apenas quando a primeira estiver cheia.

Os passos 1 a 5 representam o primeiro ciclo do processo e os passos de 6 a 9 representam a manutenção periódica do seu Minhokas.



Passos 1 a 5 - INSTALAÇÃO



1. A caixa sem furos que e que contém a torneira deve ser posicionada abaixo das demais. Esta é a caixa coletora de chorume. O líquido produzido nas caixas furadas (digestoras) tem o nome de chorume vai para esta caixa. Coloque a caixa coletora no local que você escolheu para o seu minhocário.

2. As caixas furadas são as caixas digestoras, é nelas que o seu lixo será processado pelas minhocas. Encaixe a primeira caixa digestora por cima da caixa coletora.


3. Coloque um pouco de composto (aproximadamente 3cm) e as minhocas na primeira caixa digestora que você acabou de encaixar sobre a coletora.


4. Tampe e utilize a primeira caixa digestora como lixeira normalmente seguindo as instruções no capítulo de utilização até que esta caixa esteja cheia.


5. Quando a primeira caixa digestora estiver cheia, coloque a segunda caixa digestora por cima dela, passe a tampa para cima e passe a utilizar a segunda caixa digestora como lixeira enquanto as minhocas processam o lixo na primeira caixa digestora que ficou no meio.


Passos 6 a 9 - PROCEDIMENTO DE TROCA DE CAIXAS

6. Quando a caixa digestora de cima estiver cheia, troque-a de posição com a caixa digestora do meio que contém o composto produzido pelas minhocas enquanto você utilizava a caixa digestora de cima como sua lixeira orgânica.

7. Agora a caixa que está por cima contém minhocas e composto. As minhocas devem descer naturalmente pelos buracos se você deixar entrar luz por alguns instantes. Você pode retirar o composto da digestora superior ou deixá-lo. Você deve deixar um pouco de composto para facilitar o início de um novo processo de decomposição.

8. Passe a utilizar a caixa digestora que estiver por cima como lixeira normalmente seguindo as instruções no capítulo de utilização até que esta caixa esteja cheia.

9. Repita os passos de 6 a 9.

fonte: http://www.minhokas.com.br/instalacao/1-instalando-seu-minhokas-passo-a-passo

Assista um vídeo bem instrutivo

Transformar o lixo orgânico em adubo é uma opção SUSTENTÁVEL

  

Transformar o lixo orgânico em adubo é uma opção SUSTENTÁVEL 

para  reduzir as emissões de gases que causam efeito estufa.  

  TRANSFORME SEU LIXO EM ADUBO! QUER SABER MAIS, LEIA O QR CODE


sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Você já ouviu falar da INCRÍVEL PHYSALIS? #parkinson,#alzheimer,


Uma frutinha até certo ponto desconhecida, porém poderosa e deliciosa. A Physalis tem sido foco de muitos estudos recentes devido à sua propriedade de reforçar o sistema imunológico. Saiba mais em mais essa super dica do Dr. Samuel Dalle Laste.

 

Porque os solos encharcados prejudicam o crescimento das ÁRVORES ?

Devido ao fenômeno El Nino, estamos tendo um inverno e primavera chuvosa no RS. O que ocasiona o aumento do lençol freático prejudicando o crescimento dos vegetais, principalmente as mudas de frutíferas, pois falta oxigênio nas raízes devido a ocupação dos poros por água.


 O QUE É LENÇOL FREÁTICO? 

De toda a água que cai numa chuva, uma parte infiltra no terreno e o resto escoa pela superfície. A parte que corre pela superfície vai formar a enxurrada e a parte que infiltra vai formar o lençol freático.

A água que infiltra não fica parada dentro do terreno. Ela escoa, flui, formando uma rede de percolação até encontrar um barranco ou a beira de um rio onde a água aflora (sai) na forma de mina, também conhecida como bica. 
A análise da crosta terrestre, em relação à água da chuva que se infiltra permite distinguir duas zonas: saturada e não saturada.














A zona não saturada, também denominada zona de aeração, ou zona de infiltração, possui água e ar que preenchem poros e fissuras das rochas. Por baixo encontra-se a zona saturada, que constitui o aquífero, e onde todos os poros e fissuras das rochas estão preenchidos com água. A zona não saturada situa-se entre a superfície do solo e o topo da zona saturada.
Na zona não saturada, ou edáfica (que significa solo), a água pode comportar-se de forma gravitativa (ou seja, escoando verticalmente no sub-solo após infiltração na sequência da precipitação); pelicular (quando a água adere-se às partículas do solo por força da absorvição); e capilar (quando a água preenche parcialmente os poros da rocha através de forças capilares, podendo ainda ser distinguida a água capilar isolada da água capilar contínua). Neste último caso a água chega a ter um comportamento de deslocação vertical ascendente a partir da zona saturada, que é tanto mais importante quanto mais finos forem os poros ou fissuras da rocha.
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Mirtilo, uma grande opção para os pequenos agricultores.


O mirtilo é nativo da América do Norte: Estados Unidos e Canadá, onde é denominado blueberry, também, onde se produz e consome 90% do mirtilo do mundo. No final da década passada uma série de estudos realizados por universidades norte americanas colocam essa fruta como a de maior poder antioxidante associado a isto uma série de propriedades nutracêuticas. A partir daí seu consumo como fruta fresca tem aumentado em todo o mundo. Esse cenário tem levado o mercado norte americano oferecer frutas frescas aos consumidores durante todo ano. Por ser uma fruta de curta vida de conservação a alternativa de ofertar ao mercado todo o ano é importar fruta do hemisfério sul. O Chile tem sido o principal produtor, com uma área superior a 2.000ha de cultivo, atingindo um volume de exportação de fruta fresca em torno de 6.000 toneladas. Mais recentemente, a Argentina e o Uruguai, também se inseriram como produtores e exportadores de mirtilo, com uma área em torno de 1.500ha e 500ha respectivamente, com plantios crescentes a cada ano. Nesses países predominam os plantios dos grupos highbush e southern highbush Na Europa o consumo de mirtilo tem crescido muito. O crescimento da produção é limitado pelo clima e pela escassa e cara mão de obra dos países europeus. Existe uma grande demanda pelo mirtilo e outras pequenas frutas por países europeus.


No Brasil, estima-se uma a área de cultivo de mirtilo ao redor de 100 ha, sendo 30 ha em Vacaria ( predominando highbush), 20 ha na região de Caxias do Sul (predominando rabitteye) e 10 ha na região de Pelotas (predominando rabitteye). O restante da área de cultivo está disperso em pequenos pomares em outros municípios do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Minas Gerais.



Comercialização

O mirtilo, nos últimos anos, tem ganhado as prateleiras dos supermercados nos mais diversos produtos industrializados, o que tem aumentado a demanda pela fruta congelada. Mas, a maior parte da produção é comercializada na forma de fruta “in natura”. O apelo nutricional e terapêutico (nutraceutico), destacando o mirtilo e as frutas vermelhas como alimentos funcionais, capaz de prevenir e controlar determinadas doenças, tem atraído as pessoas para o consumo dessas frutas. A fruta produzida para o mercado “in natura” e congelada no Brasil, tem como principal produtor o município de Vacaria. Essa produção tem sido exportada em pequenos volumes para países europeus. Sabe-se também, que existe a importação de determinados volumes, principalmente de fruta congelada para processamento industrial. Na região da Serra Gaúcha e Serra da Mantiqueira, nos estados de São Paulo e Minas Gerais existem pequenos cultivos para atender a demanda de fruta fresca nas regiões metropolitanas de Porto Alegre, São Paulo e Belo Horizonte.

Não se encontram muitos dados sobre a produção, consumo e comercialização de mirtilo no Brasil, nem mesmo sobre volumes importados e exportados. No entanto, percebe-se, que a oferta no Brasil parece ser menor que a demanda, e os preços são compensadores aos produtores. Na região de Vacaria e na Serra Gaúcha, pequenos produtores, recebem em torno de R$ 10,00 a R$15,00 pelo quilo da fruta fresca, podendo chegar a R$ 20,00/quilo, quando vendida sem intermediação.

Como Usar Borra de Café nas Plantas?

Extraído do site: http://flores.culturamix.com/


Cultivar um determinado tipo de planta é muito benéfico e importante para a grande maioria das pessoas. Sendo um elemento da natureza que está sempre presente no mundo todo, sua importância é algo inegável.



http://www.youtube.com/watch?v=2yc9-qPiV6c
Porém, muitas vezes não é fácil manter uma planta em um estado que possa desenvolver-se em toda a sua plenitude. Para isso muitos métodos foram desenvolvidos e descobertos ao longo do tempo pelo homem.
Entre tantas formas diferentes de melhoria no cultivo das plantas, alguns acabam sendo bem naturais como, por exemplo, a borra de café. Para quem não acredita que isso pode auxiliar no desenvolvimento das plantas e flores não sabe o que está perdendo!

 O Que é a Borra de Café? 

De uma forma bem direta a definição da borra de café é simplesmente um resíduo que fica bem no fundo de um tipo de vasilha, após a ebulição do café. Seu uso é empregado em diversas funções diferentes como, por exemplo:
  • Tingimento
  • Limpador
  • Repelente de pragas
  • Repelente de gatos
  • Desodorizante
  • Inibidor a poeira
  • Melhoria para plantas
Algumas pessoas ainda usam a borra de café para fins esotéricos como a leitura do futuro de uma pessoa com esse elemento. O que não é cientificamente comprovado. 

Dica Para a Borra de Café nas Plantas 

Muitas pessoas acabam não tendo esse conhecimento, mas a borra de café também pode ser usada nas plantas principalmente por sua grande fonte de nitrogênio que acaba sendo um dos principais elementos que compõe o solo e é muito consumido pelos vegetais.
Grandes resultados foram descobertos depois da borra ser usada em plantas como gardênias, rosas, hortências e outras espécies também. Os nutrientes que ela possui acabam favorecendo a acidez no meio do solo.
Algumas dicas são bem importantes para sua utilização. A saber:
  1. Primeiramente procurar usar o que conseguir de pequenos grãos de café presentes na borra juntamente com qualquer outro fertilizante podendo ser triturado com casca de legumes, cascas de ovos, substrato ou qualquer outro adubo.
  2. Após o processo citado acima procurar deixar ocorrer a fermentação em média por 60 dias mexendo tudo até que vire uma farinha homogênea que poderá então ser usada como fertilizante.
  3. Antes de realizar o momento de regar a planta, principalmente em um tempo anterior ao período das chuvas, realizar uma suplementação do plantio usando o pó de café usado.
  4. Fazer com que a borra de café se torne um fertilizante líquido mais suave misturando meio quilo de pó de café com cinco litros de água dentro de um balde. Ali dentro é possível criar uma mistura consistente para ser aplicada nos jardins com as plantas.
  5. Polvilhar esse pó de café meio molhado na base das plantas. Esse procedimento pode ajudar muito a afastar pragas contras as plantações.
  6. Procure não usar uma quantidade excessiva de borra de café para que isso não acabe atrapalhando a circulação de oxigênio. Lembre-se que tudo demais faz mal.

A Borra de Café e Seus Benefícios

Alguns dos outros benefícios que se tem em utilizar a borra de café para as plantas é a possibilidade de reciclar definitivamente todo o lixo e também auxiliar no crescimento e fortalecimento das mesmas.  Um exemplo disso é o tomate que tem um grande aumento na formação de seu fruto.
De uma forma geral é um suplemento de muito nitrogênio orgânico totalmente natural. Outra vantagem desse elemento é que não mata as plantas, mas atua como um grande repelente.
Devido a sua acidez e a intolerância a cafeína de certas larvas, caracóis e lesmas, esses pequenos seres procuram sempre se afastar de locais que possuem tal elemento na terra. A principal característica que favorece a borra de café como um fertilizante eficaz é sua composição com teores razoáveis de nitrogênio (2,3%), potássio (1,26%) e fósforo (0,42%), além de grande quantidade de matéria orgânica que chega até 90,46%.

sexta-feira, 31 de julho de 2026

Controle biológico de pulgão com Extrato de folhas de Mamoeiro




[Controle Alternativo] Extrato de folhas de Mamoeiro para controle de Pulgão

Lista de culturas: Acerola, Berinjela, Lentilha, Ervilha, Maçã, Salsa, Batata-doce, Trigo, Algodão, Batata, Couve-flor, Manga, Pera, Tomate, Alfafa, Pimenta, Pimentão, Cacau, Couve, Grão-de-bico, Morango, Pepino, Soja, Brócolis, Cebolinha, Milho, Amendoim, Citrus, Melão

Extrato de folhas de Mamoeiro para controle de Pulgão em diversas culturas.

Ingredientes


1 Kg de folhas do mamoeiro picada; 5 L de água; 250g de sabão.


Modo de Preparo


Triture as folhas, loque em 1 L de água e bata em um liquidificador. Coe a calda e adocione 4 L de água com sabão.


Aplicação


Dilua a calda em 25 L de água. Pulverize sobre as folhas doentes.


*Se você é agricultor orgânico certificado, antes de aplicar qualquer tipo de calda, extrato, adubo ou produto, consulte a sua certificadora.

FONTE: maneje bem

Documentário Primavera Silenciosa | Silent Spring | com Rachel Carson 1962 - ATIVAR LEGENDAS

 



Documentário "A primavera silenciosa de Rachel Carson", sobre a controvérsia em torno dos pesticidas, gerada pela publicação do livro Primavera Silenciosa | Silent Spring em inglês | em 1962. Rachel Carson era uma bióloga marinha que já havia escrito uma trilogia de muito sucesso sobre os oceanos. Em 1962, seu livro alertava sobre os perigos do DDT e pesticidas em geral, dando início a um modo de interpretar a questão ambiental, que perdura até hoje. O documentário foi ao ar em 1962 na TV nos Estados Unidos. O Lutz Global estreia esse importante documentário, legendado em português pela integrante da nossa equipe, Sara Rocha Fritz, a quem agradecemos muito o esforço! O tema primordial de Silent Spring abarca a ética ambiental: é o efeito poderoso - e muitas vezes negativo - que os humanos têm no mundo natural. O principal argumento de Carson é que os pesticidas têm efeitos prejudiciais ao meio ambiente; ela diz que esses são mais apropriadamente denominados "biocidas" porque seus efeitos raramente se limitam às pragas-alvo. O DDT é um excelente exemplo, mas outros pesticidas sintéticos – muitos dos quais estão sujeitos à bioacumulação – são examinados no livro. Carson acusa a indústria química de espalhar intencionalmente a desinformação e os funcionários públicos de aceitar as alegações da indústria de forma acrítica. O livro documentou os efeitos nocivos sobre o meio ambiente – especialmente sobre as aves – do uso indiscriminado de pesticidas. Carson acusou a indústria química de espalhar desinformação e os funcionários públicos de aceitar as reivindicações da indústria sem questionar. Silent Spring encontrou forte oposição de empresas químicas, que organizaram uma campanha contra a autora. Mas o livro estimulou uma reversão na política nacional de pesticidas, na época; levou a uma proibição nacional do DDT para uso agrícola; e inspirou o Movimento Ambiental que levou à criação da Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA). José Lutzenberger - o Lutz Global - foi profundamente influenciado por esse livro. A partir de sua leitura, teve início a sua preocupação com o uso de agrotóxicos, que o levou a uma mudança de vida radical, tornando-se o ambientalista brasileiro que mais combateu esses produtos e um grande defensor da Agroecologia. Para saber mais sobre o livro, assista a live que fizemos aqui no canal para celebrar os 60 anos de sua publicação:    • Primavera Silenciosa | Silent Spring | Rac...   Agradecemos muito por assistir. Se gostou, curta e compartilhe. E se inscreva no canal para nos ajudar no trabalho de divulgação científica da história ambiental. Visite o nosso site: https://lutzglobal.com.br Instagram:   / lutz_global   Facebook:   / lutzglobal   "A ecologia é a ciência da sobrevivência" (José Lutzenberger)

Lichia Cultivo e Manejo


Nome popular da fruta: Lichia
Nome científico: Litchi chinensis Sonn.
Origem: Ásia (China)

Fruto: O fruto da lichieira é uma drupa, com polpa translúcida (arilo), normalmente codiforme ou oval e disposto em cachos. A casca é vermelho-brilhante (quando maduro), delgada, coriácea e quebradiça. Atinge até 5 cm de comprimento por 4 cm de largura. O peso varia de 10 a 35 g. A polpa é branca, rica em vitamina C, potássio, cálcio, fósforo e ferro. A semente é marrom-brilhante, com tamanho aproximado de 10 a 18% do fruto.

Planta: É uma planta subtropical de grande porte, com altura de 10 a 15 m, semelhante à mangueira. Apresenta tendência de desenvolver ramos direcionados para o solo. A produção se inicia entre o terceiro e quinto anos, para mudas propagadas vegetativamente, e após os dez anos em plantas obtidas por sementes. A inflorescência é em panícula, produzida em ramo do ano e composta de centenas de pequenas flores brancas.

As variedades plantadas no Brasil são Bengal, Brewster (frutos e caroços grandes) e Americana (frutos e caroços pequenos).

Bengal: Originada a partir de seleção da variedade indiana Purbi. A planta apresenta moderado vigor, frutificação irregular e maturação precoce. Os frutos são cordiformes (em forma de coração), com peso médio de 21 g, coloração vermelho-brilhante, polpa firme e de boa qualidade e 65% do fruto, semente grande e com cerca de 20% a 35% de abortos.

A planta é vigorosa, de crescimento ereto, apresenta frutificação irregular e maturação mais precoce que a ‘Bengal’. Os frutos são elípticos, com peso médio de 23 g, coloração vermelho brilhante, polpa macia, de qualidade aceitável. Cerca de 74% de sabor ácido, a menos que esteja bem madura. Semente de tamanho mediano a grande e com 30% a 50% de abortos. Frutos com aspecto bastante semelhante aos da ‘Bengal’, mas não se apresentam em cachos tão compactos.

Americana: variedade desenvolvida no Brasil, a partir de sementes selecionadas da variedade ‘No Mai Tszé’ trazidas dos EUA. Apresenta fruto cordiforme, com cerca de 18 g e coloração vermelho-intensa. Cerca de 30 a 50% de sementes são naturalmente abortadas. A produção é de excelente qualidade, entre regular e alternante, com rendimento moderado.

Cultivo: As mudas de lichieria devem ser obtidas em viveiros fiscalizados. A propagação deve ser vegetativa (alporquia, enxertia, garfagem ou outro método), reduzindo o prazo para o início do ciclo produtivo das plantas.

A propagação por sementes é utilizada principalmente no melhoramento genético e na produção de porta-enxertos. No entanto, é dificultada pela longevidade das sementes que, mal armazenadas, perdem a viabilidade em 24 horas após a extração do fruto. Conservadas úmidas e em baixa temperatura (10ºC a 15ºC), as sementes podem manter a viabilidade por até oito semanas.

A lichia é bastante exigente com relação ao clima, desenvolve-se bem, mas não produz satisfatoriamente em regiões tropicais, adaptando-se melhor em regiões onde o clima é frio e seco antes do florescimento e, no resto do ano quente e úmido. A precipitação ideal encontra-se entre 1.250 e 1.700 mm anuais. A exigência em água é maior nas plantas novas e naquelas em produção.

A floração ocorre entre os meses de junho e julho. A colheita ocorre em um período muito curto, de meados de dezembro a início de janeiro. A produtividade normal da lichieira é de 30 a 45 kg/planta. Nas condições brasileiras e em cultivos tecnificados são observadas produtividades de 200 a 300 kg/planta por ano.

A alta perecibilidade dos frutos de lichia e a rápida perda da cor vermelha da casca, um de seus atrativos, após a colheita são os principais problemas na comercialização da fruta. O ideal é que a fruta seja comercializada e mantida sob frio, com temperaturas que aumentem sua vida de prateleira.

Diversos estudos sobre embalagens e temperaturas de armazenamento e transporte estão sendo realizados no país, mas os produtores enfrentam dificuldades na comercialização e perdas de produtos, o que exige uma boa organização e logística adequada até os pontos de venda. 

Usos: A lichia é consumida fresca ou industrializada, na forma de doces, geléias e polpas.

Mercado: A lichia é considerada uma fruta exótica no Brasil. Tem como destino o mercado “in natura”, pois alcança altos preços nos principais mercados. Não há empresas no país processando a fruta, devido ao baixo volume disponível.



Fonte: Sebrae    Autor: Pierre Vilela

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