terça-feira, 8 de setembro de 2026

Como, Quando e Porque Podar suas árvores frutíferas?



Com a chegada do frio, o agricultor precavido sabe que está chegando a hora correta. Começa a amolar as ferramentas, limpa as lâminas impregnadas de ferrugem por estarem guardadas desde o ano anterior, engraxa a mola da tesoura e afia o serrote. O ritual do corte está para começar. Todo ano é a mesma coisa. Mas porque fazer ? Por que deixar esse ao aquele ramo ? Qual o verdadeiro objetivo da Poda ? Devo ou não devo cortar ?

Essas são perguntas que mais ouvimos desde um simples possuidor de uma fruteira de fundo de quintal até um grande fruticultor. Mas quais são as finalidades desta habilidosa arte milenar, a poda, que dela depende em grande parte a explosão da vida na primavera que virá a seguir, a fartura e a qualidade da colheita de qualquer pomar.

Muito embora seja praticada para dirigir a planta segundo a vontade do homem, como no campo da estética em algumas árvores, arbustos e jardins ornamentais, em fruticultura, ela é utilizada para regularizar a produção e melhorar a qualidade dos frutos.


A poda é umas das práticas culturais mais antigas realizadas em fruticultura que, juntamente com outras atividades não menos importantes, torna o pomar muito mais produtivo.


Alguns autores chegam a citar a poda como uma espécie de bisavó da enxertia e da hibridização, citando que foi um jumento que, devorando os sarmentos de uma videira, deu aos nauplianos a idéia de podá-la. Verdade ou não, o fato é que ela se tornou imprescindível no manejo de pomares frutíferos, principalmente.


CONCEITOS E IMPORTÂNCIA DA PODA:


Existem diversos conceitos para o termo poda dentre os quais:

- É o conjunto de cortes executados numa árvore, com o objetivo de regularizar a produção, aumentar e melhorar os frutos, mantendo o completo equilíbrio entre a frutificação e a vegetação normal;
- É a arte e a técnica de orientar e educar as plantas, de modo compatível com o fim que se tem em vista;
- É a técnica e a arte de modificar o crescimento natural das plantas frutíferas, com o objetivo de estabelecer o equilíbrio entre a vegetação e a frutificação.
- É a remoção metódica das partes de uma planta, com o objetivo de melhorá-la em algum aspecto de interesse do fruticultor.


Poderíamos continuar com vários conceitos, mas como podemos notar, tudo se resume em cortar para direcionar e equilibrar. Com uma boa filosofia de interpretação, podemos até considerar a poda como uma autêntica cirurgia. Quando a decisão foi de podar, é porque todos os parâmetros indicaram que ela é necessária. Mas qual é a importância de se podar ?


A importância de se podar varia de espécie para espécie, assim poderá ser decisiva para uma, enquanto que para outra, ela é praticamente dispensável. Com relação à importância, as espécies podem ser agrupadas em:

- Decisiva: Videira, pessegueiro, figueira.
- Relativa: Pereira, macieira, caquizeiro.
- Pouca importância: Citros, abacateiro, mangueira.


O podador, deverá fazer uso de seus conhecimentos e habilidades, onde um gesto seguro reflete a convicção de quem acredita que a interferência humana é imprescindível para modelar um pomar. Na natureza, as plantas crescem sem qualquer modelamento, buscam sempre a tendência natural de crescerem em direção à luz, tomando a forma vertical, e com isso perdem a regularidade de produção.


Toda a importância da arte de usar a tesoura, não está em simplesmente cortar esse ou aquele ramo, dessa ou com aquela espécie. Cada fruteira tem o seu hábito específico de frutificação, tendo conseqüentemente, exigência muito diversa quanto à poda. E quanto a isso, devemos então entender o básico de como funciona a planta frutífera, para adaptarmos a cada espécie que pretendemos podar. Com citamos anteriormente, o podador assemelha-se a um cirurgião, e como tal, não opera sem entender como funciona o organismo que ele está lidando.

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Diferença entre minhocas californianas, africanas e havaianas ou minhoca braba.

 


Você sabe fazer bombas de sementes de jornal??

Bela postagem do blog SABERES DO JARDIM


Um belo dia, estou eu procurando informações sobre a germinação de alguma espécie de semente, que não lembro mais qual era, quando encontro um post falando sobre bombas de sementes. Fiquei fascinada pela idéia!
Depois de muita pesquisa, encontrei bastante informação e mais de um método de preparo, vários na verdade, por isso resolvi fazer pelo menos dois posts sobre as bombas de sementes. Vou mostrar os métodos que testei e os resultados com todo o passo a passo....   Nesse primeiro post, vou apresentar as bombas de sementes feitas de jornal.
Material
– Jornal ou outro papel picado ou cortado em tiras finas;
– Pote com água;
– Substrato (opcional);
– Sementes;
– Papel toalha.
Como Fazer 
Eu fiz com jornal, mas podem ser usados outros tipos de papel e até papéis coloridos que vão deixar as bombas de sementes mais bonitas. O papel deve estar picado ou cortado em tiras.
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Coloquei o papel picado em um pote e enchi com água até cobrir. Eu esperei 2 horas para o papel amolecer, mas acho que deveria ter esperado mais. Quanto mais mole o papel estiver melhor.
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Eu ainda não fiz novos testes com o jornal, mas se fosse fazer, deixaria na água de um dia para o outro.
A maioria dos sites nos quais entrei, que ensinam a fazer as bombas de sementes com jornal, mandam bater no liquidificador ou processador, mas eu não fiz isso e deu certo. Eu realmente não quis usar meu liquidificador, nem meu mini processador para bater jornal.
Depois de deixar o papel amolecer, tirei do pote e espremi bem para tirar o excesso de água. Com a quantidade de jornal que usei resolvi fazer duas bombas de semente, uma eu fiz com substrato e a outra só com as sementes direto no jornal.
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Sementes de ipoméia purpurea
Com o papel bem menos encharcado, fiz uma caminha com o jornal e em uma das bombas coloquei um pouco de substrato e sementes de ipoméia e erva do gato e na outra somente as sementes, sem nenhum substrato.
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A caminha pronta
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Eu consegui fechar e fazer uma bolinha, mas coloquei substrato demais.
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Caminha pronta com substrato e as sementes
Cuidadosamente fechei a bomba fazendo uma bola com o jornal, dobrando as laterais da caminha para dentro, cobrindo o “recheio”. Apertei bem para firmar o jornal, mas achei que ficou muito solto, parecendo que ia se desfazer.
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A bomba pronta, mas parecendo que ia desmontar
Para deixar a bomba mais firme usei uma folha de papel toalha para envolvê-la e apertei tirando o excesso de água e moldando como se fosse uma bolinha. O papel usado pode ser colocado no minhocário depois.
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Logo em seguida desenrolei o papel com cuidado e coloquei as bombas para secar na varanda.
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Bombas prontas e firmes
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As bombas ficaram com um tamanho ótimo, nem muito grandes, nem pequenas demais
Recolhi as bombas no dia seguinte já bem secas e estavam firmes.
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As bombas secas
Resultado
Depois que as bombas estavam secas, coloquei em um vaso e reguei todos os dias. Em poucos dias as ipoméias já estavam germinando em ambas as bombas, tanto com substrato quanto sem.
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Ipoméias são sempre apressadas para germinar
Não notei diferença no tempo de germinação entre uma bomba e outra, mas ainda vou preferir colocar substrato das próximas vezes porque acho que fica mais fácil para acomodar as sementes.
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Depois de apenas 3 dias as ipoméias estavam germinando
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As bombas de sementes foram criadas para serem usadas como tal e arremessadas por aí com o intuito de reflorestamento, então se seu propósito for usar as bombas dessa forma tome o cuidado de só colocar nelas sementes de árvores e plantas nativas.
Pesquisando para fazer essas bombas de jornal, vi vários posts com idéias muito legais de bombas feitas com papéis coloridos. Também tiveram aqueles posts que mencionei que recomendavam que o jornal fosse batido no liquidificador.
Na hora de fazer as minhas bombas de sementes eu senti falta dos moldes em formato de estrela e coração que vi em alguns blogs. Achei tão fofos! Também senti falta de ter colocado uma luva de borracha na hora de manusear o jornal, que acaba manchando os dedos.
Eu gostei de fazer essas bombas, não foi trabalhoso e, tirando a parte de amolecer o papel, é bem rápido. As desvantagens de fazer as bombas de jornal é que sujam os dedos (e depois não sai tão fácil) e demandam um pouco mais de trabalho do que as de argila (assunto para os próximos posts) que são bem mais práticas de se fazer. Por outro lado, acho que as bombas feitas de jornal permitem uma germinação mais rápida.
Achei essa uma ótima forma de usar aquelas sementes velhas que a gente nem sabe se germinam mais. É só fazer as bombas, colocar nos vasos ou soltar pelo jardim, regar e quem sabe um dia aparecerá uma muda. Também são ótimas para dar de presente em embalagens bonitas e criativas.

domingo, 6 de setembro de 2026

O Roteiro Rural Alemães do Sul






 O Roteiro Rural Alemães do Sul proporciona uma imersão na cultura e no legado dos imigrantes boêmios. Oriundos do Reino da Boêmia (atual República Tcheca), eles eram falantes de língua alemã e chegaram a Nova Petrópolis a partir de 1875. Eram conhecidos como “alemães do sul”. 

Seu legado de trabalho e valorização da cultura pode ser conhecido através de um roteiro que valoriza a essência de sua história. A visitação é guiada e contempla o Museu de Família Alberto Hillebrand; o Moinho e Serraria Hillebrand e a Propriedade Rural.

A visitação completa do roteiro dura aproximadamente três horas. O valor do ingresso, incluindo um café colonial no encerramento, custa R$ 115,00. O deslocamento entre os três pontos totaliza 2 km e não está incluso no pacote.

 Mais Informações

Telefone: (51) 99888-1830

Contato: contato@alemaesdosul.com.br

Site: www.alemaesdosul.com.br

conhece o JASMIM DOS POETAS (Jasminum polyanthum)??

 



O Jasmim-dos-Poetas é uma das trepadeiras floríferas mais perfumadas e decorativas que existem. Muito apreciado em paisagismo, destaca-se pela floração intensa e pelas nuvens de flores brancas que exalam um aroma adocicado marcante, ideal para pergolados, caramanchões, cercas, muros e entradas de residências. De crescimento rápido e extremamente adaptável, é perfeito para quem deseja um visual exuberante em pouco tempo, aliado ao perfume clássico dos jasmins.


Ficha Técnica da Espécie

Nome científico: Jasminum polyanthum
Nome popular: Jasmim-dos-Poetas
Família: Oleaceae
Origem: China
Tipo de planta: Trepadeira perene
Crescimento: Rápido
Altura estimada adulta: 4 a 6 metros (quando conduzida)
Luminosidade: Sol pleno a meia-sombra
Ciclo: Perene
Floração: Principalmente no final do verão e outono, podendo florir também em outras épocas conforme o clima
Aroma: Forte e adocicado
Uso: Pergolados, muros, cercas, treliças, portais, jardins perfumados


Características da planta

O Jasmim-dos-Poetas possui folhagem verde brilhante e delicada, com ramos flexíveis que se apoiam facilmente em estruturas. Suas flores surgem em botões rosados que se abrem brancas, criando um contraste muito ornamental. A floração abundante é uma de suas maiores qualidades, atraindo polinizadores e perfumando intensamente o ambiente ao redor.


Como cultivar

  • Luminosidade: Desenvolve-se melhor em sol pleno, mas tolera meia-sombra. Quanto mais luz, mais flores.

  • Rega: Mantê-lo em solo levemente úmido, sem encharcar. Após bem estabelecido, torna-se relativamente resistente.

  • Solo: Fértil, bem drenado e enriquecido com matéria orgânica.

  • Poda: Responde muito bem a podas de formação e limpeza, mantendo a planta vigorosa e estimulando nova brotação.

  • Condução: Necessário suporte (treliça, arame, pergolado) para que a planta se desenvolva como trepadeira.

  • Clima: Adapta-se bem a diferentes regiões do Brasil. Pode sofrer em geadas fortes, mas rebrota na primavera.


Diferenciais para paisagismo

  • Uma das trepadeiras mais perfumadas do mundo.

  • Crescimento rápido, ideal para cobrir áreas grandes em pouco tempo.

  • Floração farta e extremamente ornamental.

  • Baixa exigência de manutenção e alta adaptabilidade.

Como fazer mudas da Dama da Noite – Cestrum Nocturnum

Fonte: http://construindodecor.com.br/dama-da-noite-cestrum-nocturnum/


A dama da noite é uma planta de textura semi-lenhosa, de tipo arbustiva e muito conhecida por conta do perfume de suas flores.
De nome científico Cestrum nocturnum, a dama da noite tem é popularmente conhecida como flor da noite, coerana, jasmim da noite, coirana, rainha da noite e jasmim verde. Originária da América do Sul, América Central e América do norte, prefere clima equatorial, tropical e subtropical.
Não é indicada em decoração de festas com flores devido ao perfume que pode incomodar alérgicos e crianças, mas fica muito bem em jardim.
Dama da Noite

Significado da Dama da Noite

De acordo com os contos populares a dama da noite é uma planta poderosa e tem o poder de realizar desejos.
Segundo o mito, se alguém lhe faz um pedido na época da sua floração, certamente ele será atendido.

Tipos de Dama da Noite

Confira agora quais são os tipos da flor da dama da noite:

Dama da Noite Vermelha

Dama da Noite vermelha
A dama da noite com flores de coloração vermelha são, sem dúvidas, as mais bonitas e desejadas. A mesma possui o miolo amarelo e as pétalas em formato ovalado com as pontas mais afinadas.
Por outro lado, é das mais raras e seu cultivo exige um pouco mais de cuidado.

Dama da Noite Fucsia

Quando plantadas por semente podem demorar entre 7 e 10 anos para começarem a florescer, por isso as pessoas preferem comprar mudas feitas por meio de estacas.
Esse tipo é com toda a certeza a mais interessante e original, pois além de ter flores grandes e vistosas, ela é de cor fucsia por dentro e vermelha por fora

Dama da Noite Rosa

Com flores extremamente perfumadas, a versão rosa da planta possui flores que medem até 15 centímetros de diâmetro e produz diversas flores em um mesmo ramo.
Dama da Noite rosa
Veja Também:

Como Plantar Dama da Noite

Veja um passo a passo simples de como plantar damas da noite:
  1. A princípio, você deve escolher o local onde cultivará sua planta. Tenha em mente que a mesma não suporta temperaturas baixas.
    Portanto, deve ser protegida do frio, principalmente se você mora em uma região muito friorenta.
  2. Em relação às regas, ela não faz muitas exigências, pois deve receber água duas vezes por semana no inverno e 1 vez a cada dois dias durante o verão.
    Desse modo, vale ressaltar que a planta não gosta de solo encharcado.
    Por isso, molhe o suficiente para deixar a terra úmida, mas cuidado para que não seque totalmente.
  3. As mudas devem ser feitas a partir de uma planta adulta e 100% saudável.
  4. Use fertilizante líquido de qualidade

Como Fazer Mudas de Dama da noite

Sem dúvida, fazer mudas dessa planta é uma das coisas mais fáceis e a melhor maneira é por mio de estaquia.
Você precisará de uma planta adulta e saudável, como falei anteriormente.
  • Analise a mesma e descubra os ramos mais bonitos e saudáveis. Estes serão as suas mudas.
  • É importante lembrar que você só poderá realizar tal processo durante a estação da primavera.
  • Corte o ramo de sua preferência, coloque-o sobre um jornal e espere até que se forme uma película no local do corte.
  • Assim que isso acontecer, plante-a.

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Minhoca na Cabeça evita envio de 950 toneladas por ano ao aterro em Florianópolis

 FONTE: SITE ND+

O programa já distribuiu 3.000 kits de compostagem doméstica para transformar resíduos orgânicos em adubo

Foto do perfil do autor - Branded Studio

Florianópolis

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Cascas e restos de frutas, legumes e verduras, borra e filtro de café, entre outros resíduos, são colocados na caixa. As minhocas californianas e os microrganismos atuam na sua decomposiçãoFoto: Andy Puerari/PMF/Divulgação/NDCascas e restos de frutas, legumes e verduras, borra e filtro de café, entre outros resíduos, são colocados na caixa. As minhocas californianas e os microrganismos atuam na sua decomposiçãoFoto: Andy Puerari/PMF/Divulgação/ND

Ao lado do fogão da casa da educadora ambiental Gisele Hohgraefe Lopes de Souza, nos Ingleses, um pequeno balde recebe as sobras orgânicas produzidas pela família. Quando está cheio, o conteúdo segue para o minhocário, onde é coberto com serragem ou folhas secas e começa a ser transformado em adubo.

Em uma casa com quatro adultos, são preenchidos entre três e quatro baldes de cinco litros por semana. Cascas, restos de frutas, legumes e outros resíduos que poderiam seguir para o aterro sanitário permanecem no próprio terreno e depois retornam às plantas.

“É como montar uma lasanha. A gente coloca a matéria orgânica úmida e cobre com a matéria seca. Quando aprende a fazer esse equilíbrio, não tem erro”, conta Gisele.

Ela participou de uma das primeiras turmas do programa Minhoca na Cabeça, criado em 2018 pela Prefeitura de Florianópolis. Professora em um colégio no Norte da Ilha, fez a capacitação com o objetivo de utilizar o minhocário como recurso pedagógico nas aulas de educação ambiental.

“Com o Minhoca na Cabeça, a compostagem deixa de ser uma prática distante e passa a fazer parte da rotina das famílias. O programa oferece o equipamento, a capacitação e o acompanhamento necessário para que cada participante consiga transformar os resíduos dentro de casa e manter esse hábito ao longo do tempo”, afirma o secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Luís Felipe Kronbauer.

No início, o equipamento circulava pelas salas e pelos auditórios. Mais tarde, com a implantação de uma área de compostagem na escola, passou a permanecer no local. Gisele participou novamente da oficina para ter outro kit em casa.

A experiência da professora faz parte de uma rede que já recebeu 3.000 minhocários em Florianópolis. Segundo as estimativas do programa, os equipamentos em operação evitam o envio de aproximadamente 950 toneladas de resíduos orgânicos ao aterro sanitário por ano.

Os dados indicam que uma residência participante pode tratar, em média, cerca de 32 quilos desses materiais por mês. Além de reduzir o volume recolhido e transportado, o processo produz húmus e biofertilizante que podem ser utilizados em vasos, jardins e hortas.

“Quando o morador trata os resíduos orgânicos dentro de casa, evita que esse material precise ser coletado, transportado e encaminhado ao aterro. Um minhocário pode parecer uma estrutura pequena, mas o resultado de milhares de famílias participando representa centenas de toneladas recuperadas todos os anos”, destaca Kronbauer.

Gisele Hohgraefe participou de uma das primeiras oficinas da iniciativa, criada em 2018 pela Prefeitura de Florianópolis. Criou um minhocário na escola onde atua e depois instalou um minhocário na própria casaFoto: Arquivo pessoal/NDGisele Hohgraefe participou de uma das primeiras oficinas da iniciativa, criada em 2018 pela Prefeitura de Florianópolis. Criou um minhocário na escola onde atua e depois instalou um minhocário na própria casaFoto: Arquivo pessoal/ND

Aprendizado chega aos estudantes

Na escola, os próprios estudantes participam do manejo do minhocário e acompanham a transformação dos restos de alimentos. Quando o húmus fica pronto, o material é levado para a horta. As crianças também coletam o biofertilizante, fazem a diluição em água e utilizam o produto nas plantas.

Parte do material é entregue às famílias ou distribuída durante eventos escolares. A experiência permite trabalhar a educação ambiental a partir de uma atividade presente na rotina dos estudantes.

“Aprendi na minha trajetória como educadora ambiental que resíduo orgânico não é lixo. É matéria-prima, é alimento para a terra. É isso que procuro ensinar aos estudantes”, afirma Gisele.

A prática iniciada com o kit também abriu caminho para outras formas de compostagem. Hoje, além do minhocário, a professora mantém composteiras maiores e uma leira diretamente no solo de casa.

O receio de mau cheiro ou da presença de animais indesejados, segundo ela, desapareceu com o aprendizado sobre o equilíbrio entre os materiais.

“Eu também tinha medo de dar mau cheiro ou atrair animais, mas resolvi experimentar. Até hoje, nunca tive nenhum problema. O minhocário é uma maneira muito simples de começar, principalmente para quem tem pouco espaço ou ainda tem receio da compostagem”, relata.

O kit inclui quatro caixas plásticas, insumos para iniciar o processo e minhocas californianas; a retirada é feita mediante Termo de Empréstimo e pode permanecer com o morador pelo tempo em que estiver em FlorianópolisFoto: Andy Puerari/`MF/Divulgação/ND MaisO kit inclui quatro caixas plásticas, insumos para iniciar o processo e minhocas californianas; a retirada é feita mediante Termo de Empréstimo e pode permanecer com o morador pelo tempo em que estiver em FlorianópolisFoto: Andy Puerari/`MF/Divulgação/ND Mais

Capacitação acompanha a entrega

Para receber o kit do Minhoca na Cabeça, o morador precisa participar de uma capacitação sobre montagem, funcionamento e cuidados necessários. A formação apresenta os materiais que podem ser compostados, a quantidade de matéria seca utilizada e a forma correta de retirar o húmus e o biofertilizante.

O kit inclui quatro caixas plásticas, insumos para iniciar o processo e minhocas californianas, que aceleram a decomposição dos resíduos. O equipamento pode ser mantido tanto em casas quanto em apartamentos.

Os kits são retirados mediante a assinatura de um Termo de Empréstimo e podem permanecer com os participantes enquanto eles residirem em Florianópolis e mantiverem o equipamento em uso.

As solicitações recebidas preencheram a capacidade disponível nesta etapa. Por isso, as inscrições estão temporariamente suspensas e não haverá abertura de lista de espera. Os minhocários que estão em produção serão destinados aos pedidos que já foram registrados no sistema e aguardam atendimento.

“A procura mostra que os moradores estão dispostos a adotar soluções sustentáveis dentro de casa. Neste momento, a produção está direcionada às solicitações já recebidas, para que possamos atender essa demanda com os equipamentos e a capacitação necessária”, afirma Kronbauer.

Quando novas inscrições forem abertas, as informações estarão disponíveis em minhocacabeca.pmf.sc.gov.br. Dúvidas podem ser encaminhadas pelo WhatsApp (48) 3261-4808.

Como funciona o minhocário

Minhocário fica em caixas de diferentes tamanhosFoto: Andy Puerary/PMF/ND MaisMinhocário fica em caixas de diferentes tamanhosFoto: Andy Puerary/PMF/ND Mais

Separação dos resíduos

Cascas e restos de frutas, legumes e verduras, borra e filtro de café, erva de chimarrão e outros materiais orgânicos são separados na cozinha.

Montagem das camadas

Os resíduos são colocados na caixa e cobertos com matéria seca, como serragem ou folhas. O equilíbrio entre materiais úmidos e secos ajuda a controlar a umidade e evita mau cheiro.

Ação das minhocas

As minhocas californianas e os microrganismos atuam na decomposição. Quando uma caixa fica cheia, a seguinte passa a receber os resíduos, enquanto o material armazenado continua em processamento.

Produção do húmus

Ao fim do processo, os resíduos são transformados em húmus, um adubo rico em nutrientes que pode ser utilizado em vasos, hortas e jardins.

Coleta do biofertilizante

A caixa inferior, que não possui furos, recebe o líquido formado durante a compostagem. Depois de diluído em água conforme as orientações do programa, o biofertilizante pode ser aplicado nas plantas.

Como é o kit

O conjunto fornecido pelo Minhoca na Cabeça possui quatro caixas plásticas, insumos para iniciar o processo e minhocas californianas. O tamanho permite a instalação em casas ou apartamentos.

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