quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Taboa: alimento, filtro e utilizada em artesanato.


Foto de Stan Shebs

Nome Científico: Typha domingensis
Família: Typhaceae
Características Morfológicas: Planta hidrófita (aquática), perene e ereta, de tamanho que pode variar de 2 a 4 metros de altura. Floresce de julho a agosto. Detalhe interessante: a parte superior da espiga é composta de flores masculinas, que caem; já a inferior, cor de chocolate ou ocre, é das femininas. O fruto, exótico, apresenta plumas.
Ocorrência Natural: Comum em todas as sub-regiões do Pantanal, em lagoas, brejos, solos arenosos ou argilosos ácidos e alcalinos. Presente desde o Canadá e Estados Unidos, até a Patagônia (inclua-se todo o Brasil). Cosmopolita, também é encontrada na Europa, Ásia, Austrália e Nova Zelândia.

A taboa, quando jovem, é uma planta inteiramente comestível. Para começar a espiga pode ser cozida ou assada, como um milho verde (aliás, tem proteína equivalente a ele), usada para fazer sopas, purês e até chocolate. O broto pode ser comparado a um palmito e até o pólen serve para doces. De quebra, as sementes contêm 88% de óleo (comparáveis ao de girassol e de canola).

Na natureza, a taboa funciona como um abrigo para muitas espécies de roedores e aves. As aplicações desta planta datam de 1906, quando já era explorada no delta do rio Danúbio (para celulose e produção de papel pardo, mais resistente). Utilizada como matéria-prima para papel, pastas, cestas e outros itens para artesanato.

Aliás, sua fibra é excelente (fica entre a juta e o cânhamo), com utilização em estofados, para a vedação contra água (pois incha) e como isolante térmico.

Além disso, é cultivada como filtro biológico para esgoto doméstico, efluentes industriais e de criação de animais, e também para controlar a erosão em canais. É capaz, inclusive, de remover metais pesados da água. Vai bem em solo rico em matéria orgânica, onde normalmente apresenta um crescimento vigoroso.

Suas grandes folhas acompanham suavemente a direção do vento, trazendo movimento ao paisagismo. Dessa forma é ideal para compor jardins aquáticos únicos e na recomposição de ambientes degradados. Com a percepção da importância de ambientes alagados num contexto de sustentabilidade, a taboa torna-se uma ferramenta útil nas mãos do paisagista que pode utilizar a espécie tanto em cursos d’água usuais nos projetos, como laguinhos, espelhos d’água e fontes, como em jardins de chuva, várzeas e banhados (wetlands), antes considerados espaços de pouca relevância e muitas vezes até aterrados.

É conhecida também como paineira-de-brejo, capim-de-esteira, paina, paina-de-flecha, paineira-de-flecha, pau-de-lagoa, taboinha, tabu, entre outros.


Taboa – Typha dominguensis na beira de um lago. Foto de Hans Hillewaert

Cultivo de canola ajuda apicultores

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Um pouco sobre bioindicadores, líquens.




Muito se tem falado sobre a importância dos bioindicadores e o seu uso é cada vez mais comum em trabalhos de análise de impacto ambiental, mas, o que são eles, para que servem e no que podem nos auxiliar?
Os bioindicadores, também chamados de indicadores biológicos são organismos que refletem o estado biótico e abiótico de um hábitat, os impactos sofridos pela comunidade ou indicar a biodiversidade de uma região. Assim, a presença ou ausência de alguns organismos pode indicar características do meio, é o caso do líquen. Os líquens (associação de algas e fungos) respondem às mudanças ambientais relacionadas com a qualidade do ar e o clima, sendo que sua ausência indica poluição ambiental e concentração elevada de nutrientes como o nitrogênio e o fósforo.
Além disso, estes seres vivos podem sofrer bioacumulação e bioconcentração, indicando o acúmulo de poluentes no espécime em relação à quantidade presente no solo e na água. Por estes motivos eles possuem relevância e são utilizados para informar possíveis problemas de contaminação do ecossistema.
Assim, o nível trófico ocupado pelo bioindicador é de extrema importância, pois, quanto menor a sua posição trófica na cadeia alimentar e quanto mais ele servir de alimento maior é a sua relevância, já que se comprovada a contaminação desse organismo pressupõe-se que toda a cadeia está contaminada.
Estes são algumas das explicações do uso dessas espécies, as quais podem revelar efeitos cumulativos de poluentes diferentes e há quanto tempo ele está no ecossistema.
Vários estudos publicados recentemente utilizam bioindicadores para análises ambientais, uma das áreas que tem investido pesquisas é a de qualidade da água, utilizando bioindicadores aquáticos, geralmente bivalves.


Um exemplo foi a matéria publicada pelo boletim Fapesp no dia onze de janeiro, a qual trata de uma pesquisa realizada por um grupo de cientistas do Instituto de Geociências e na Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (USP), demonstrando a relevância do uso de bioindicadores marinhos como um dos parâmetros para auxiliar na avaliação das praias.
Trabalhos semelhantes estão em andamento para a avaliação de lagos, lagoas, estuários, impactos ambientais causados por cemitérios (poluição por infiltração de necrochorume – liquido resultante do processo de decomposição dos corpos), obras e empreendimentos, hospitais e para auxiliar na localização de fontes poluidoras.
Talita Delfino - Instituto Aprenda.bio

ADUFOP apoia o Encontro da Agrobiodiversidade: Sementes Crioulas como Patrimônio Biocultural dos Territórios na Escola de Minas

 


FONTE: ADUFOP

Ontem (07), o Projeto de Extensão Circula Agricultura realizou o Encontro da Agrobiodiversidade: Sementes Crioulas como Patrimônio Biocultural dos Territórios, na Escola de Minas, campus Morro do Cruzeiro, em Ouro Preto. O evento reuniu agricultores/as familiares da região, docentes, estudantes e população local. O professor Pedro, 2º Tesoureiro da ADUFOP, esteve presente na atividade. 



Durante a atividade, houve um posto de troca de mudas e biofertilizantes por embalagens plásticas. Os interessados que levaram embalagens higienizadas (garrafas de água ou refrigerante de 500 ml, 1 L ou 5 L, além de caixas de suco e leite) puderam trocá-las por uma muda ou biofertilizante. Na roda de conversa, os/as agricultores/as contaram sobre a preservação das sementes, os desafios da produção dos territórios, além de trocarem experiências e se apresentaram aos presentes. 

Além disso, os/as chamados/as “guardiões de sementes", os/as agricultoras/es que preservam sementes tradicionais, distribuíram sementes aos participantes. 



Em Ouro Preto, existe a Casa Nativa, que é um ponto de entrega de cestas de alimentos frescos, orgânicos e da estação vindos diretamente da produção agroecológica e de roçado tradicional da região de Piedade (subdistrito de Santa Rita de Ouro Preto) fruto de uma parceria com o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Ouro Preto. As entregas são feitas todas as semanas. Você encontra cereais, frutas, legumes, verduras, temperos, processados, PANCs e ervas. Os(as) interessados(as) devem fazer suas reservas antecipadas através do grupo de WhatsApp: 

https://chat.whatsapp.com/LgEif0ldkQbFl3GmdNp0ft?s=sh&p=a&mlu=4&ilr=4



O professor Pedro destaca que a iniciativa organizada na Escola de Minas é essencial. "São fundamentais para dar visibilidade a modos de vida e de produção no campo que o modelo hegemônico tenta ocultar. A agroecologia reúne conhecimentos tradicionais milenares, altamente científicos, de quem realmente conhece o seu território, o clima e a biodiversidade", afirma.



Para o tesoureiro da ADUFOP, o projeto prova a viabilidade de um modelo sustentável. "É uma demonstração de que existe uma alternativa viável para reverter o risco de fome e garantir alimentação saudável para toda a população. Enquanto o agronegócio e a mineração focam na produção de commodities e agravam a crise climática, é a agrobiodiversidade que tem resiliência para reverter esses impactos ambientais e salvar nossos campos, águas e florestas.”



O professor Maurício Leonard de Souza, coordenador do Projeto de Extensão Circula Agricultura, explicou o impacto mais amplo da iniciativa: "O Circula Agricultura é um projeto de extensão que vai muito além de distribuir alimentos; nós queremos fazer circular a economia solidária, a promoção da saúde e a manutenção do tecido social e cultural das famílias camponesas dos territórios de Ouro Preto. Hoje, consumimos muitos alimentos contaminados por agrotóxicos e sem rastreabilidade nos supermercados. O nosso projeto viabiliza a comercialização de produtos agroecológicos frescos, sem veneno e de altíssima qualidade nutricional, cultivados com o cuidado das famílias da zona rural. A nossa cesta é muito variada e inclui também processados, como fubá, doces, compotas, bolos e, agora, cultivo de cogumelos."



O coordenador reforçou ainda a importância do engajamento docente para fortalecer a rede: "Agradecemos muito o apoio da ADUFOP na divulgação para os/as docentes sindicalizados/as. Precisamos mostrar a importância desse projeto e atrair mais pessoas para ampliar as vendas e manter a entrega semanal de cestas na universidade", explicou.



A ADUFOP apoia iniciativas como esta para fortalecer a agricultura familiar e contribuir para um futuro mais sustentável, além de refletir acerca do território no vislumbre de alternativas ao atual modelo minerário que desencadeia expressiva destruição ambiental. Essa pauta se relaciona com a atuação político-sindical do Grupo de Trabalho de Política Agrária, Urbana e Ambiental (GTPAUA) local.


quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Como Construir Minhocário Caseiro





E você, sabe o que é um minhocário?

É um sistema de reciclagem do lixo orgânico caseiro, com minhocas transformando restos de alimento em adubo. Esse processo rola dentro de caixas plásticas onde as minhocas consomem as sobras de comida digerindo esse material e gerando um húmus superfértil no lugar. Para ter uma ideia do potencial ecológico dos minhocários, dados do Ministério da Agricultura revelam que, diariamente, o Brasil produz cerca de 144 mil toneladas de lixo orgânico, o que corresponde a 60% do lixo urbano. Essa sujeira toda acaba indo para aterros e lixões, onde, muitas vezes, acaba poluindo os lençóis freáticos, entre outras mazelas. Se esse material entrasse na dieta das minhocas domésticas, por dia teríamos nada menos que 86 mil toneladas de húmus!

Seu principal objetivo, se não o maior, é disseminar as técnicas de tratamento de resíduos orgânicos em zonas urbanas para que assim possamos diminuir consideravelmente o volume de resíduos que vão pros aterros sanitários e, consequentemente, geram emissão de gases. O minhocário ajuda também no combate à proliferação de doenças que o descarte descuidado pode vir a causar, já que ele diminui a incidência de animais-vetores, como ratos. Além disso, é um processo que não tem cheiro.

No minhocário são colocados os resíduos orgânicos produzidos no lar, como:
– frutas;
– legumes e verduras;
– cascas de ovos;
– alimentos cozidos (pouca proporção);
– ervas;
– borra de café;
– grãos;
– filtros de papel, etc.

Não deve ser colocado no minhocário:
- Alimentos ácidos (cítricos), como laranja, limão, maracujá, abacaxi...
- Temperos e sal
- Alho e cebola
- Carnes e queijo

Com um Minhocário Caseiro é possível reduzir até 70% do lixo que é colocado para fora de casa de maneira simples e sadia.

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domingo, 11 de outubro de 2026

Aprenda a fazer um minhocário - até criança aprende.



A professora de culinária infantil Márcia Aruda, com a ajuda da pequena Lena María, ensina como se faz um minhocário. Com restos de comida, caixas plásticas e algumas minhocas, ele está pronto! Aí muita gente já pensa com nojo: "minhoca? argh!", e já torce o nariz para a pobre coitada da bichinha. Mas apesar de não ser um animal tão bonito que desperte uma simpatia imediata, as minhocas tem um papel bem importante na natureza: elas produze o húmus, um tipo de adubo que é um produto da digestão dela e tem muitos nutrientes para as plantas.

Projeto Compostagem para crianças


Vendo minhocas para compostagem e minhocários!!

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quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Estudo comprova que #glifosato causa inflamação e danos cerebrais permane...


O glifosato, amplamente utilizado no mundo, é o agrotóxico mais
vendido no Brasil. Ele começou a ser produzido em laboratório na
década de 1970 para eliminar as chamadas ervas daninhas,
plantas que competem com cultivos como soja e milho. Um estudo norte-americano indicou que o glifosato permanece
no organismo de camundongos por longos períodos e alerta que,
mesmo uma breve exposição, pode inflamar o sistema nervoso
– um fator associado, em seres humanos, a doenças como Alzheimer.

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