quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Como esta fazenda PRÓSPERA se tornou um POLO ALIMENTAR a 11 km de Nova York

 


A apenas 11 quilômetros da cidade de Nova York, a Closter Farm & Livestock Co. administra uma próspera horta orgânica de 2,8 hectares — prova de que a agricultura em pequena escala pode funcionar em qualquer lugar, até mesmo nos subúrbios. Após mais de 20 anos em Wall Street, Jon Friedland comprou esta fazenda com sua família e decidiu responder a uma pergunta: o que uma pequena propriedade rural poderia produzir com chances reais de viabilidade comercial? Seis anos depois, a Closter Farm é a única fazenda com certificação orgânica do USDA no Condado de Bergen, a única operação de produção de carne orgânica certificada no estado de Nova Jersey e abriga uma equipe de 14 pessoas que cultivam alimentos durante todo o ano para a comunidade local. Neste episódio de The Good Life, Jon e Jared compartilham como eles: — Integram a criação de galinhas orgânicas em pasto com a produção biointensiva de hortaliças para melhorar a saúde do solo — Cultivam em todas as quatro estações com mais de 6 túneis Caterpillar ("tudo cresce melhor em um túnel") — Simplificam o controle de ervas daninhas e umidade com tecido geotêxtil pré-cortado — Cultivam tomates em treliças com um sistema mais baixo e inclinado — sem necessidade de escadas — Dispensam completamente a feira de produtores e vendem 5 dias por semana em seu próprio mercado na fazenda — Operam como um centro agrícola, agregando produtos de pequenas fazendas em um raio de 160 km 🌱 FERRAMENTAS APRESENTADAS NESTE VÍDEO • Túneis Caterpillar Clássicos → https://www.farmersfriend.com/p/class... • Tecido Quick-Plant → https://www.farmersfriend.com/p/quick... • Sistema de Treliças Qlipr → https://www.farmersfriend.com/p/qlipr... • Capinador de Ervas Flexíveis → https://www.farmersfriend.com/p/flex-...

O chorume que polui o ambiente pode ser transformado em adubo orgânico



Célia Guerra
Reportagem Local
A poluição ambiental causada pelo chorume, um dos grandes problemas da suinocultura, agora tem solução. Ele pode ser não só um aliado da agricultura como também um gerador de lucro extra na propriedade. Pesquisa realizada pelo Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) mostra que o chorume (conjunto de fezes, urina, pêlos e água da lavagem dos chiqueiros) pode ser usado como adubo orgânico em áreas de plantio direto. O pesquisador Celso de Castro Filho, coordenador da área de solos do Iapar, está fazendo uma experiência numa propriedade em Palotina (96 km ao norte de Cascavel). Usando chorume ele já conseguiu aumentar a produtividade da soja em 35%.

O pesquisador explica que o uso do chorume como adubo não é recente mas a prática, sem fundamentação da pesquisa e em áreas de plantio convencional, transformou o produto num causador de danos ao solo. Há registros de erosão, perda da capacidade de infiltração da água, contaminação de lençóis freáticos e mananciais. A gordura presente no chorume, cujo teor é elevado, é um dos responsáveis por esses danos.

''A gordura estabelece uma hidrofobia (ação repelente à água) o que diminui a capacidade de infiltração'', destaca Castro Filho. Por isso a recomendação é apenas para o uso em áreas de plantio direto. De acordo com Castro Filho, a palhada de cobertura da terra retém o agente agressor e permite que apenas os nutrientes sejam incorporados ao solo.
Dosagem - A quantidade de chorume a ser aplicada, conforme testes realizados pelo pesquisador, é determinada pelo tipo de solo da propriedade. Devem ser levadas em conta características como a declividade do solo, quantidade de argila, profundidade e distância de lençóis freáticos. A dosagem máxima recomendada para um solo ideal (plano, argiloso, profundo e situado no topo do relevo), é de 90 metros cúbicos por hectare (a experiência usou até 120 metros cúbicos).

''Quando se aplica 90 metros cúbicos de chorume por hectare, a quantidade de nitrogênio é de no máximo 30 quilos, bastante inferior à dosagem contida na adubação química'', compara. Outra vantagem do chorume apontada pela pesquisa é que ele é rico em fósforo, um mineral existente em pequena quantidade nos solos. ''Os dois minerais são importantes nutrientes para plantas'', explica.
Além da riqueza de nutrientes, o chorume tem a vantagem de não agregar custos diretos no seu preparo. O pesquisador cita que a criação de suínos já deve prever a construção de um local, a esterqueira, para acomodação dos dejetos. Para a aplicação no solo o chorume deve ficar em repouso por, no mínimo, 90 dias. Nesse período ocorre naturalmente a fermentação do produto e a morte dos microorganismos danosos ao ambiente, eliminando ainda o mau cheiro.

''O uso do chorume não dá problemas, ou melhor, livra o criador de um problema e dá mais lucratividade'', resume o agricultor Carlos Piovesan, dono da propriedade onde estão sendo realizados os testes, em Palotina. O sítio de 23 hectares tem uma granja para a produção de matrizes suínas, com um plantel de 160 animais. Pela dosagem de chorume recomendada pela pesquisa, o produtor diz que poderia até aumentar o plantel pois a propriedade absorveria todos os dejetos produzidos.
Efeito na soja - Piovesan traz no computador todos os dados da propriedade e diz que o único gasto com o chorume é no transporte e aplicação. Pelos cálculos comparativos ele tem registrado uma economia de R$ 60,00/ha em relação aos gastos que teria com a adubação química. Sobre o aumento da produtividade da soja, o produtor não esconde a surpresa: ''eu não acreditava que pudesse atingir esse índice''.

O agricultor, que estava acostumado a colher 52,5 sacas por hectare, na última safra colheu 70,3 um aumento de 35%. Por se tratar de um experimento, a dosagem de chorume utilizada pela pesquisa foi acima da recomendada. O Iapar acompanhou fazendo análises periódicas do solo.
O único dano registrado na propriedade, segundo Piovesan, foi a compactação do solo nos trechos de circulação do trator que faz o transporte e aplicação do chorume na lavoura. ''Estamos estudando a compra de um equipamento de irrigação para a aplicação do chorume'' diz Piovesan. O suinocultor suspendeu a utilização de adubo químico na propriedade e pretende continuar com a pesquisa ''até quando tiverem interesse''.
Além da propriedade de Palotina, o pesquisador Celso de Castro Filho realiza experimentos semelhantes em Cianorte (80 km a leste de Umuarama) e Marmeleiro (7 km a leste de Francisco Beltrão), regiões com diferentes tipos de terra. Os resultados também são positivos. Em Marmeleiro, região com menor profundidade de solo, a produtividade do milho aumentou em 50 sacas/ha. Já em Cianorte, onde o solo é mais arenoso, os testes ocorrem em área de pastagem. A produção de massa verde foi elevada e linear. Castro Filho diz que ''o pasto bonito, com folhas mais tenras, resultado do uso chorume, é o preferido pelo gado''.

Outra opção de uso do chorume, sugere o pesquisador, é para a produção de humus, como faz um empresário no oeste do Estado (veja matéria ao lado). A dica, entretanto, vale como opção de comercialização para os produtores que possuem muito chorume. ''A melhor opção para os pequenos produtores é utilizar os dejetos na propriedade, um resíduo antes considerado como lixo, mas que pode aumentar a produtividade'', finaliza Celso de Castro Filho. Serviço
Mais informações podem ser obtidas no Iapar - área de solos - com o pesquisador Celso de Castro Filho, telefone (43) 3376-2391 ou e-mail: ccastrof@iapar.br.
fonte: Folha de Londrina, 28/06/03

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Utilize Borra de café na sua horta








A borra de café é uma excelente fonte de nitrogénio  e pode ser utilizada diretamente em volta das plantas, principalmente vegetais de crescimento rápido. Também se pode misturar na terra dos canteiros ou dos vasos novos. Para conseguirmos um líquido fertilizante, basta diluir umas 100-150 gramas de borra em dez litros de água. Em alternativa, pode-se compostar, o que vai adicionar nitrogénio à pilha.
Como se não bastasse, certas pragas não gostam de café (cafeína para ser exato), entre elas os caracóis e lesmas. Uma solução muito concentrada de cafeína — 1 a 2%, mata 60% ou 95% dos caracóis e lesmas respectivamente (um café expresso tem cerca de 0,1% de cafeína). A borra não mata, mas actua como repelente.
A borra de café é bastante ácida, dependendo do seu tipo de solo, pode ter que contrariar esta questão, por exemplo com cinza, folhas ou serragem.
Por fim, não encontrei estudos científicos que confirmem todas estas técnicas, mas já arranjei um café que me irá fornecer a borra (que habitualmente vai para o lixo) para experimentar.

Reciclando seu lixo e Instalando seu minhocário - passo a passo

Bom dia !
Levantamentos mostram que o Brasil produz cerca de 241.614 toneladas de lixo/dia, onde 60% são resíduos orgânicos. Em média, cada um de nós geramos 5 kg de resíduos sólidos por semana, sendo 3kg formado por resíduos orgânicos. Para se ter uma idéia, numa cidade de 50 mil habitantes teríamos 150 toneladas de resíduos orgânicos por semana, que poderiam ser transformados em adubo para as plantas. Mas muito pouco ainda é destinado para esse fim.

 O nosso lixo tem muito valor, mas precisamos transforma-lo em adubo orgânico de ótima qualidade. O processo é simples veja abaixo:

ATENÇÃO NO PRIMEIRO CICLO DE COMPOSTAGEM: A segunda caixa coletora deve ser colocada apenas quando a primeira estiver cheia.

Os passos 1 a 5 representam o primeiro ciclo do processo e os passos de 6 a 9 representam a manutenção periódica do seu Minhokas.



Passos 1 a 5 - INSTALAÇÃO



1. A caixa sem furos que e que contém a torneira deve ser posicionada abaixo das demais. Esta é a caixa coletora de chorume. O líquido produzido nas caixas furadas (digestoras) tem o nome de chorume vai para esta caixa. Coloque a caixa coletora no local que você escolheu para o seu minhocário.

2. As caixas furadas são as caixas digestoras, é nelas que o seu lixo será processado pelas minhocas. Encaixe a primeira caixa digestora por cima da caixa coletora.


3. Coloque um pouco de composto (aproximadamente 3cm) e as minhocas na primeira caixa digestora que você acabou de encaixar sobre a coletora.


4. Tampe e utilize a primeira caixa digestora como lixeira normalmente seguindo as instruções no capítulo de utilização até que esta caixa esteja cheia.


5. Quando a primeira caixa digestora estiver cheia, coloque a segunda caixa digestora por cima dela, passe a tampa para cima e passe a utilizar a segunda caixa digestora como lixeira enquanto as minhocas processam o lixo na primeira caixa digestora que ficou no meio.


Passos 6 a 9 - PROCEDIMENTO DE TROCA DE CAIXAS

6. Quando a caixa digestora de cima estiver cheia, troque-a de posição com a caixa digestora do meio que contém o composto produzido pelas minhocas enquanto você utilizava a caixa digestora de cima como sua lixeira orgânica.

7. Agora a caixa que está por cima contém minhocas e composto. As minhocas devem descer naturalmente pelos buracos se você deixar entrar luz por alguns instantes. Você pode retirar o composto da digestora superior ou deixá-lo. Você deve deixar um pouco de composto para facilitar o início de um novo processo de decomposição.

8. Passe a utilizar a caixa digestora que estiver por cima como lixeira normalmente seguindo as instruções no capítulo de utilização até que esta caixa esteja cheia.

9. Repita os passos de 6 a 9.

fonte: http://www.minhokas.com.br/instalacao/1-instalando-seu-minhokas-passo-a-passo

Assista um vídeo bem instrutivo

Transformar o lixo orgânico em adubo é uma opção SUSTENTÁVEL

  

Transformar o lixo orgânico em adubo é uma opção SUSTENTÁVEL 

para  reduzir as emissões de gases que causam efeito estufa.  

  TRANSFORME SEU LIXO EM ADUBO! QUER SABER MAIS, LEIA O QR CODE


sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Você já ouviu falar da INCRÍVEL PHYSALIS? #parkinson,#alzheimer,


Uma frutinha até certo ponto desconhecida, porém poderosa e deliciosa. A Physalis tem sido foco de muitos estudos recentes devido à sua propriedade de reforçar o sistema imunológico. Saiba mais em mais essa super dica do Dr. Samuel Dalle Laste.

 

Porque os solos encharcados prejudicam o crescimento das ÁRVORES ?

Devido ao fenômeno El Nino, estamos tendo um inverno e primavera chuvosa no RS. O que ocasiona o aumento do lençol freático prejudicando o crescimento dos vegetais, principalmente as mudas de frutíferas, pois falta oxigênio nas raízes devido a ocupação dos poros por água.


 O QUE É LENÇOL FREÁTICO? 

De toda a água que cai numa chuva, uma parte infiltra no terreno e o resto escoa pela superfície. A parte que corre pela superfície vai formar a enxurrada e a parte que infiltra vai formar o lençol freático.

A água que infiltra não fica parada dentro do terreno. Ela escoa, flui, formando uma rede de percolação até encontrar um barranco ou a beira de um rio onde a água aflora (sai) na forma de mina, também conhecida como bica. 
A análise da crosta terrestre, em relação à água da chuva que se infiltra permite distinguir duas zonas: saturada e não saturada.














A zona não saturada, também denominada zona de aeração, ou zona de infiltração, possui água e ar que preenchem poros e fissuras das rochas. Por baixo encontra-se a zona saturada, que constitui o aquífero, e onde todos os poros e fissuras das rochas estão preenchidos com água. A zona não saturada situa-se entre a superfície do solo e o topo da zona saturada.
Na zona não saturada, ou edáfica (que significa solo), a água pode comportar-se de forma gravitativa (ou seja, escoando verticalmente no sub-solo após infiltração na sequência da precipitação); pelicular (quando a água adere-se às partículas do solo por força da absorvição); e capilar (quando a água preenche parcialmente os poros da rocha através de forças capilares, podendo ainda ser distinguida a água capilar isolada da água capilar contínua). Neste último caso a água chega a ter um comportamento de deslocação vertical ascendente a partir da zona saturada, que é tanto mais importante quanto mais finos forem os poros ou fissuras da rocha.
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Mirtilo, uma grande opção para os pequenos agricultores.


O mirtilo é nativo da América do Norte: Estados Unidos e Canadá, onde é denominado blueberry, também, onde se produz e consome 90% do mirtilo do mundo. No final da década passada uma série de estudos realizados por universidades norte americanas colocam essa fruta como a de maior poder antioxidante associado a isto uma série de propriedades nutracêuticas. A partir daí seu consumo como fruta fresca tem aumentado em todo o mundo. Esse cenário tem levado o mercado norte americano oferecer frutas frescas aos consumidores durante todo ano. Por ser uma fruta de curta vida de conservação a alternativa de ofertar ao mercado todo o ano é importar fruta do hemisfério sul. O Chile tem sido o principal produtor, com uma área superior a 2.000ha de cultivo, atingindo um volume de exportação de fruta fresca em torno de 6.000 toneladas. Mais recentemente, a Argentina e o Uruguai, também se inseriram como produtores e exportadores de mirtilo, com uma área em torno de 1.500ha e 500ha respectivamente, com plantios crescentes a cada ano. Nesses países predominam os plantios dos grupos highbush e southern highbush Na Europa o consumo de mirtilo tem crescido muito. O crescimento da produção é limitado pelo clima e pela escassa e cara mão de obra dos países europeus. Existe uma grande demanda pelo mirtilo e outras pequenas frutas por países europeus.


No Brasil, estima-se uma a área de cultivo de mirtilo ao redor de 100 ha, sendo 30 ha em Vacaria ( predominando highbush), 20 ha na região de Caxias do Sul (predominando rabitteye) e 10 ha na região de Pelotas (predominando rabitteye). O restante da área de cultivo está disperso em pequenos pomares em outros municípios do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Minas Gerais.



Comercialização

O mirtilo, nos últimos anos, tem ganhado as prateleiras dos supermercados nos mais diversos produtos industrializados, o que tem aumentado a demanda pela fruta congelada. Mas, a maior parte da produção é comercializada na forma de fruta “in natura”. O apelo nutricional e terapêutico (nutraceutico), destacando o mirtilo e as frutas vermelhas como alimentos funcionais, capaz de prevenir e controlar determinadas doenças, tem atraído as pessoas para o consumo dessas frutas. A fruta produzida para o mercado “in natura” e congelada no Brasil, tem como principal produtor o município de Vacaria. Essa produção tem sido exportada em pequenos volumes para países europeus. Sabe-se também, que existe a importação de determinados volumes, principalmente de fruta congelada para processamento industrial. Na região da Serra Gaúcha e Serra da Mantiqueira, nos estados de São Paulo e Minas Gerais existem pequenos cultivos para atender a demanda de fruta fresca nas regiões metropolitanas de Porto Alegre, São Paulo e Belo Horizonte.

Não se encontram muitos dados sobre a produção, consumo e comercialização de mirtilo no Brasil, nem mesmo sobre volumes importados e exportados. No entanto, percebe-se, que a oferta no Brasil parece ser menor que a demanda, e os preços são compensadores aos produtores. Na região de Vacaria e na Serra Gaúcha, pequenos produtores, recebem em torno de R$ 10,00 a R$15,00 pelo quilo da fruta fresca, podendo chegar a R$ 20,00/quilo, quando vendida sem intermediação.

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