quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Um pouco sobre bioindicadores, líquens.




Muito se tem falado sobre a importância dos bioindicadores e o seu uso é cada vez mais comum em trabalhos de análise de impacto ambiental, mas, o que são eles, para que servem e no que podem nos auxiliar?
Os bioindicadores, também chamados de indicadores biológicos são organismos que refletem o estado biótico e abiótico de um hábitat, os impactos sofridos pela comunidade ou indicar a biodiversidade de uma região. Assim, a presença ou ausência de alguns organismos pode indicar características do meio, é o caso do líquen. Os líquens (associação de algas e fungos) respondem às mudanças ambientais relacionadas com a qualidade do ar e o clima, sendo que sua ausência indica poluição ambiental e concentração elevada de nutrientes como o nitrogênio e o fósforo.
Além disso, estes seres vivos podem sofrer bioacumulação e bioconcentração, indicando o acúmulo de poluentes no espécime em relação à quantidade presente no solo e na água. Por estes motivos eles possuem relevância e são utilizados para informar possíveis problemas de contaminação do ecossistema.
Assim, o nível trófico ocupado pelo bioindicador é de extrema importância, pois, quanto menor a sua posição trófica na cadeia alimentar e quanto mais ele servir de alimento maior é a sua relevância, já que se comprovada a contaminação desse organismo pressupõe-se que toda a cadeia está contaminada.
Estes são algumas das explicações do uso dessas espécies, as quais podem revelar efeitos cumulativos de poluentes diferentes e há quanto tempo ele está no ecossistema.
Vários estudos publicados recentemente utilizam bioindicadores para análises ambientais, uma das áreas que tem investido pesquisas é a de qualidade da água, utilizando bioindicadores aquáticos, geralmente bivalves.


Um exemplo foi a matéria publicada pelo boletim Fapesp no dia onze de janeiro, a qual trata de uma pesquisa realizada por um grupo de cientistas do Instituto de Geociências e na Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (USP), demonstrando a relevância do uso de bioindicadores marinhos como um dos parâmetros para auxiliar na avaliação das praias.
Trabalhos semelhantes estão em andamento para a avaliação de lagos, lagoas, estuários, impactos ambientais causados por cemitérios (poluição por infiltração de necrochorume – liquido resultante do processo de decomposição dos corpos), obras e empreendimentos, hospitais e para auxiliar na localização de fontes poluidoras.
Talita Delfino - Instituto Aprenda.bio

ADUFOP apoia o Encontro da Agrobiodiversidade: Sementes Crioulas como Patrimônio Biocultural dos Territórios na Escola de Minas

 


FONTE: ADUFOP

Ontem (07), o Projeto de Extensão Circula Agricultura realizou o Encontro da Agrobiodiversidade: Sementes Crioulas como Patrimônio Biocultural dos Territórios, na Escola de Minas, campus Morro do Cruzeiro, em Ouro Preto. O evento reuniu agricultores/as familiares da região, docentes, estudantes e população local. O professor Pedro, 2º Tesoureiro da ADUFOP, esteve presente na atividade. 



Durante a atividade, houve um posto de troca de mudas e biofertilizantes por embalagens plásticas. Os interessados que levaram embalagens higienizadas (garrafas de água ou refrigerante de 500 ml, 1 L ou 5 L, além de caixas de suco e leite) puderam trocá-las por uma muda ou biofertilizante. Na roda de conversa, os/as agricultores/as contaram sobre a preservação das sementes, os desafios da produção dos territórios, além de trocarem experiências e se apresentaram aos presentes. 

Além disso, os/as chamados/as “guardiões de sementes", os/as agricultoras/es que preservam sementes tradicionais, distribuíram sementes aos participantes. 



Em Ouro Preto, existe a Casa Nativa, que é um ponto de entrega de cestas de alimentos frescos, orgânicos e da estação vindos diretamente da produção agroecológica e de roçado tradicional da região de Piedade (subdistrito de Santa Rita de Ouro Preto) fruto de uma parceria com o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Ouro Preto. As entregas são feitas todas as semanas. Você encontra cereais, frutas, legumes, verduras, temperos, processados, PANCs e ervas. Os(as) interessados(as) devem fazer suas reservas antecipadas através do grupo de WhatsApp: 

https://chat.whatsapp.com/LgEif0ldkQbFl3GmdNp0ft?s=sh&p=a&mlu=4&ilr=4



O professor Pedro destaca que a iniciativa organizada na Escola de Minas é essencial. "São fundamentais para dar visibilidade a modos de vida e de produção no campo que o modelo hegemônico tenta ocultar. A agroecologia reúne conhecimentos tradicionais milenares, altamente científicos, de quem realmente conhece o seu território, o clima e a biodiversidade", afirma.



Para o tesoureiro da ADUFOP, o projeto prova a viabilidade de um modelo sustentável. "É uma demonstração de que existe uma alternativa viável para reverter o risco de fome e garantir alimentação saudável para toda a população. Enquanto o agronegócio e a mineração focam na produção de commodities e agravam a crise climática, é a agrobiodiversidade que tem resiliência para reverter esses impactos ambientais e salvar nossos campos, águas e florestas.”



O professor Maurício Leonard de Souza, coordenador do Projeto de Extensão Circula Agricultura, explicou o impacto mais amplo da iniciativa: "O Circula Agricultura é um projeto de extensão que vai muito além de distribuir alimentos; nós queremos fazer circular a economia solidária, a promoção da saúde e a manutenção do tecido social e cultural das famílias camponesas dos territórios de Ouro Preto. Hoje, consumimos muitos alimentos contaminados por agrotóxicos e sem rastreabilidade nos supermercados. O nosso projeto viabiliza a comercialização de produtos agroecológicos frescos, sem veneno e de altíssima qualidade nutricional, cultivados com o cuidado das famílias da zona rural. A nossa cesta é muito variada e inclui também processados, como fubá, doces, compotas, bolos e, agora, cultivo de cogumelos."



O coordenador reforçou ainda a importância do engajamento docente para fortalecer a rede: "Agradecemos muito o apoio da ADUFOP na divulgação para os/as docentes sindicalizados/as. Precisamos mostrar a importância desse projeto e atrair mais pessoas para ampliar as vendas e manter a entrega semanal de cestas na universidade", explicou.



A ADUFOP apoia iniciativas como esta para fortalecer a agricultura familiar e contribuir para um futuro mais sustentável, além de refletir acerca do território no vislumbre de alternativas ao atual modelo minerário que desencadeia expressiva destruição ambiental. Essa pauta se relaciona com a atuação político-sindical do Grupo de Trabalho de Política Agrária, Urbana e Ambiental (GTPAUA) local.


quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Como Construir Minhocário Caseiro





E você, sabe o que é um minhocário?

É um sistema de reciclagem do lixo orgânico caseiro, com minhocas transformando restos de alimento em adubo. Esse processo rola dentro de caixas plásticas onde as minhocas consomem as sobras de comida digerindo esse material e gerando um húmus superfértil no lugar. Para ter uma ideia do potencial ecológico dos minhocários, dados do Ministério da Agricultura revelam que, diariamente, o Brasil produz cerca de 144 mil toneladas de lixo orgânico, o que corresponde a 60% do lixo urbano. Essa sujeira toda acaba indo para aterros e lixões, onde, muitas vezes, acaba poluindo os lençóis freáticos, entre outras mazelas. Se esse material entrasse na dieta das minhocas domésticas, por dia teríamos nada menos que 86 mil toneladas de húmus!

Seu principal objetivo, se não o maior, é disseminar as técnicas de tratamento de resíduos orgânicos em zonas urbanas para que assim possamos diminuir consideravelmente o volume de resíduos que vão pros aterros sanitários e, consequentemente, geram emissão de gases. O minhocário ajuda também no combate à proliferação de doenças que o descarte descuidado pode vir a causar, já que ele diminui a incidência de animais-vetores, como ratos. Além disso, é um processo que não tem cheiro.

No minhocário são colocados os resíduos orgânicos produzidos no lar, como:
– frutas;
– legumes e verduras;
– cascas de ovos;
– alimentos cozidos (pouca proporção);
– ervas;
– borra de café;
– grãos;
– filtros de papel, etc.

Não deve ser colocado no minhocário:
- Alimentos ácidos (cítricos), como laranja, limão, maracujá, abacaxi...
- Temperos e sal
- Alho e cebola
- Carnes e queijo

Com um Minhocário Caseiro é possível reduzir até 70% do lixo que é colocado para fora de casa de maneira simples e sadia.

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domingo, 11 de outubro de 2026

Aprenda a fazer um minhocário - até criança aprende.



A professora de culinária infantil Márcia Aruda, com a ajuda da pequena Lena María, ensina como se faz um minhocário. Com restos de comida, caixas plásticas e algumas minhocas, ele está pronto! Aí muita gente já pensa com nojo: "minhoca? argh!", e já torce o nariz para a pobre coitada da bichinha. Mas apesar de não ser um animal tão bonito que desperte uma simpatia imediata, as minhocas tem um papel bem importante na natureza: elas produze o húmus, um tipo de adubo que é um produto da digestão dela e tem muitos nutrientes para as plantas.

Projeto Compostagem para crianças


Vendo minhocas para compostagem e minhocários!!

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quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Estudo comprova que #glifosato causa inflamação e danos cerebrais permane...


O glifosato, amplamente utilizado no mundo, é o agrotóxico mais
vendido no Brasil. Ele começou a ser produzido em laboratório na
década de 1970 para eliminar as chamadas ervas daninhas,
plantas que competem com cultivos como soja e milho. Um estudo norte-americano indicou que o glifosato permanece
no organismo de camundongos por longos períodos e alerta que,
mesmo uma breve exposição, pode inflamar o sistema nervoso
– um fator associado, em seres humanos, a doenças como Alzheimer.

A Ora Pro Nóbis Dourada

 


A Ora Pro Nóbis Dourada (Aculeata var. godseffiana) é uma variedade rara e muito apreciada por suas folhas douradas com bordas claras, que conferem um contraste ornamental belíssimo ao jardim. Também chamada de Ora-pro-nóbis-amarela, Perpétua-amarela e Cacto-folhoso-dourado, essa planta se destaca pela rusticidade, pelo crescimento rápido e, principalmente, por suas folhas comestíveis ricas em proteínas e minerais. A muda com até 60 cm chega vigorosa, bem enraizada e pronta para se desenvolver com rapidez, tanto em vasos grandes quanto em canteiros.

Ficha Técnica
• Nomes populares: Ora-pro-nóbis-amarela, Perpétua-amarela, Cacto-folhoso-dourado
• Nome científico: Aculeata var. godseffiana
• Tamanho da muda: até 60 cm
• Origem: América do Sul
• Luminosidade: Sol pleno a meia-sombra, com melhor coloração em sol pleno
• Crescimento: Rápido
• Ciclo de vida: Perene
• Cultivo: Rústico, tolerante ao calor e à seca, desenvolve-se bem em solos simples e bem drenados

Usos
A Ora Pro Nóbis Dourada é ideal para quem procura uma planta ornamental e ao mesmo tempo funcional. Suas folhas comestíveis podem ser utilizadas em refogados, omeletes, ensopados, massas e farofas, agregando valor nutricional às receitas. No paisagismo, é excelente para formar cercas vivas, compor jardins produtivos ou criar pontos de destaque graças ao intenso tom dourado de sua folhagem.

Na Rebrotar Plantas temos como objetivo oferecer plantas com qualidade superior e preço justo. Todas vêm direto do produtor, são cuidadosamente embaladas e protegidas, para chegarem em perfeito estado para o seu cultivo.



Cinzas, saquinho de chá, húmus: adubos pra turbinar a horta





Pra que serve o adubo? O que ele estimula nas plantas? Como eu sei que nutrientes ele tem? Essas e outras dicas estão no terceiro vídeo da terceira temporada do #MinhaHorta, websérie criada pela Isla Sementes e apresentada pela jardineira Carol Costa.

Para mais dicas sobre horta, acesse o blog Vamos Comer Melhor:
http://vamoscomermelhor.com.br

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