quinta-feira, 5 de março de 2026

Agro Saúde e Cooperação - Frutas Vermelhas e seus benefícios!!

 


Fonte: https://www.careplus.com.br/careplus-mais/8-frutas-vermelhas-e-seus-beneficios-para-a-saude

8 frutas vermelhas e seus benefícios para a saúde

As frutas vermelhas possuem muitos benefícios devido a presença de magnésio, cálcio, antocianinas e compostos fenólicos. Confira!

8 frutas vermelhas e seus benefícios para a saúde

As frutas vermelhas são fortes aliadas do sistema imunológico, da microbiota intestinal, da visão e do coração. Aliás, grande parte das frutas que têm coloração avermelhada e de tom roxo-escuro são consideradas pertencentes ao poderoso grupo das frutas vermelhas.

O fator que realmente destaca as frutas vermelhas das outras frutas é a sua propriedade antioxidante, que tem a função de proteger o organismo contra a ação dos radicais livres. Isso tudo, na verdade, se deve à presença dos compostos, como o resveratrol e polifenois e outras vitaminas antioxidantes. Eles atuam na promoção da saúde intestinal e ainda tem a capacidade de fortalecer o sistema imunológico.

Também conhecidas como berries, as frutas vermelhas podem ser usadas no dia a dia de diversas formas, sendo as mais conhecidas: sucos, in natura, geleias e receitas. A orientação é deixar a imaginação e o paladar comandarem.

Segundo Centro de Práticas Esportivas da Universidade de São Paulotodas as frutas são importantes, uma vez que são ricas em vitaminas, fibras e minerais. As frutas vermelhas ganham destaque devido aos vários benefícios observados, como a presença de magnésio, antocianinas e compostos fenólicos que podem ajudar na prevenção do envelhecimento precoce.

Leia também: Hábitos para manter o sorriso saudável 

Benefícios do consumo de frutas vermelhas

Os benefícios do consumo de frutas vermelhas no dia a dia são muitos. Por isso, separamos alguns deles:

1. Beneficiam a visão

A presença de grande quantidade de vitamina C, fósforo e vitaminas do complexo B resultam em um grande benefício para os olhos.

2. Auxiliam na prevenção da anemia

A junção dessas frutas com alimentos ricos em ferro, forma a combinação perfeita na promoção e absorção do mineral. A vitamina C facilita a absorção do ferro pelo corpo, ou seja, é indicada para quem quer evitá-la.

3. Aumentam a saciedade

Sabe aquele plano de perder peso? Então, as frutas vermelhas são ótimas aliadas. Isso acontece devido a grande quantidade de substâncias encontradas nelas, como as fibras, causando uma sensação de maior saciedade quando são ingeridas.

4. Têm ação anticancerígena e desintoxicante

As frutas vermelhas são ricas em antocianinas - substância que fornece a coloração avermelhada/arroxeada - que ajudam no combate à inflamação e ação dos radicais livres.

Dieta Nórdica - bastante comum em países como Noruega, Dinamarca, Suécia, Finlândia e Islândia - prioriza produtos frescos (com 80% de vegetais), peixes e carnes de caças locais e foi considerada pela OMS, em estudos feitos, um dos melhores caminhos para a saúde plena.

Segundo a ACT Promoção da Saúde, as frutas vermelhas fazem parte da Dieta Nórdica. Por se tratar de uma dieta vinda da Europa, algumas das recomendações de alimentos são muito caras no Brasil ou podem ser difíceis de achar, mas é possível fazer adaptações. As frutas vermelhas encontradas no Brasil são: morango, melancia, cereja, framboesa, amora, açaí, acerola, caqui, romã, ameixa, jabuticaba, uva roxa e maçã.

Uma boa opção é consumir tanto as frutas vermelhas como as frutas roxas, que também são ricas em antioxidantes, além de incluir os legumes, verduras, fibras e cereais nas refeições.

8 frutas vermelhas e seus benefícios:

1. Morango

Essa fruta se destaca pela alta concentração de vitamina C.

2. Cereja

Com poucas calorias, essa fruta é a super amiga dos cabelos e das unhas.

3. Amora

Essa fruta carrega ácido elágico, substância anti oxidante e anti cancerígeno. Além disso, esbanja presença de vitamina E (que ajuda a retardar o envelhecimento da pele) e fibras alimentares.

4. Framboesa

Possui um elevado teor de água.

5. Mirtilo

O agente antioxidante natural encontrado em alimentos dessa cor, chamado luteína, ajuda bastante no reforço do sistema imunológico.

6. Groselha

Fonte rica de potássio.

7. Cranberry

Fruta bastante utilizada para tratar infecções urinárias.

8. Açaí

Garante bastante energia no seu dia.

Uma dica importante para obter o máximo de benefícios dessas frutas é consumi-las na sua forma fresca, ou seja, in natura, ou ainda como sucos e vitaminas, os quais não devem ser coados nem adicionados de açúcar.

Opte sempre pelas frutas orgânicas, isso porque elas trarão maiores benefícios para a saúde, uma vez que são livres de agrotóxicos.

As opções congeladas, mais vendidas nos supermercados, também compõem o quadro de boas opções para o consumo diário, uma vez que o congelamento mantém quase todos os seus nutrientes e ainda é capaz de aumentar a validade do produto, facilitando sua utilização.

É recomendado consumir frutas vermelhas de 3 a 4 vezes por semana, de preferência variando as frutas para garantir a ingestão de mais nutrientes.

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quarta-feira, 4 de março de 2026

VALOR NUTRITIVO DO FENO DE AMENDOIM FORRAGEIRO


  Bom dia! 

 Mais um artigo sobre esta valiosa planta forrageira e recuperadora de solos. No sítio em Montenegro RS, ela contínua crescendo e melhorando o solo no meio do pomar de citrus. (vejam as fotos) .Estou vendendo algumas mudas de amendoim forrageiro para localidades próximas a porto alegre.

atenciosamente

alexandre panerai 


VALOR NUTRITIVO DO FENO DE AMENDOIM FORRAGEIRO EM DIFERENTES IDADES DE CORTE.

Publicado o: 28/08/2012
Qualificação:
Autor : GISELE MACHADO, ROSANA APARECIDA POSSENTI, EVALDO FERRARI JÚNIOR, VALDINEI TADEU PAULINO
Sumário


RESUMO: Realizou-se este trabalho visando à avaliação do teor de matéria seca em relação ao tempo de desidratação em galpão, o teor de proteína bruta, de matéria mineral, de fibra em detergente neutro e ácido e a digestibilidade in vitro da leguminosa Arachis pintoi cv. Belmonte, em três idades de corte. O experimento foi instalado em área de 0,5 ha-1, já implantado com Arachis pintoi cv. Belmonte no Instituto de Zootecnia, Nova Odessa, São Paulo. O delineamento experimental utilizado foi de blocos ao acaso, com seis repetições. Os tratamentos avaliados foram três idades de corte (30, 60 e 75 dias de crescimento). Avaliou-se o teor de matéria seca do Arachis pintoi cv. Belmonte, com amostras coletadas nos tempos 0, 2, 4, 6, 8, 24 e 30 horas de desidratação em galpão. As características da forragem avaliadas foram fibra em detergente neutro e fibra em detergente ácido que se elevaram com o avanço da idade da planta. Houve decréscimo nos teores de proteína bruta e de matéria mineral. As idades de corte não tiveram efeito sobre a digestibilidade in vitro. Houve aumento no teor de matéria seca com o avanço na idade dos cortes, sendo que a perda de água ocorreu com maior velocidade nas primeiras horas de desidratação. O feno da leguminosa apresentou ótimas características nutricionais, com elevados teores de proteína bruta e teores de fibra adequados, sendo uma excelente opção de forrageira para ruminantes, mesmo nas idades de corte mais avançadas.
Palavras-chave: Arachis pintoi, forragem, nutrição animal.

INTRODUÇÃO
A determinação da composição químicobromatológica e da digestibilidade de forrageiras permite caracterizar a qualidade dos alimentos utilizados em dietas para ruminantes. Em países tropicais, como o Brasil, é de grande importância o conhecimento das forragens consumidas pelos animais, pois na maioria das vezes, os sistemas de produção adotados em explorações pecuárias são realizados à pasto.
A conservação das forrageiras é de extrema importância já que pode garantir boa qualidade nutricional do alimento mesmo em períodos secos. A fenação torna-se uma opção e tem como princípio básico a conservação do valor nutritivo da forragem por meio da rápida desidratação. REIS et al. (2001) afirmam que o uso do feno como sistema de conservação de forragem tem como vantagens: a possibilidade de armazenamento por longos períodos sem perdas no valor nutritivo, a produção e o uso em grande e pequena escala, a possibilidade de realizar processo mecanizado ou manual, além de permitir que as exigências nutricionais de diferentes categorias animais sejam atendidas.
O uso de leguminosas nas pastagens tropicais melhora a qualidade nutricional da forragem, eleva a fertilidade do solo, pela introdução de nitrogênio através da fixação biológica, reduzindo os custos com fertilizantes, e por possuírem teor mais elevado de proteína que as gramíneas tornam-se importante fonte proteica suplementar aos animais (BENEDETTI, 2005).
Leguminosas consorciadas com outras forrageiras como as gramíneas têm sido utilizadas na substituição de rações comerciais para a suplementação de animais (OLTRAMARI e PAULINO, 2009). Sua utilização como fonte de alimento para os ruminantes pode ser explorada no pastejo direto, em forma de feno ou silagem, sendo que a caracterização química dessas plantas pode auxiliar na escolha do melhor uso das mesmas para alimentação animal (GODOY, 2007).
Dentre as espécies leguminosas, o amendoim forrageiro (Arachis pintoi Krap. & Greg.) destaca-se pela alta produção de forragem com boa qualidade, excelente adaptação a solos ácidos com baixa fertilidade e/ou drenagem deficiente, além de persistência, alta capacidade de fixação de nitrogênio e a densa camada de estolões enraizados que protegem os solos de efeitos erosivos das chuvas fortes. Possui alta tolerância ao pastejo devido a localização de seus pontos de crescimento que, geralmente, encontram-se bem protegidos e diferentemente de outras leguminosas tropicais que têm seus pontos de crescimento removidos em pastejo intenso. Devido a sua tolerância ao sombreamento tem sido muito estudada e o seu uso indicado em sistemas silvipastoris. Esta leguminosa apresenta resultados para digestibilidade da matéria seca entre 60% a 70%, com teores de proteína de 13% a 25%. Sendo alta a aceitabilidade dos animais por essa leguminosa, que em pastejo selecionam o A. pintoi durante todo o ano (SILVA, 2004). Sua grande produção de forragem de boa qualidade confere-lhe importância crescente entre as alternativas de melhorar a qualidade dos pastos cultivados nos trópicos (LADEIRA et al., 2002).
FERNANDES et al. (2002) avaliaram a qualidade da forragem de A. pintoi em área de várzea e encontraram valores médios para proteína bruta e digestibilidade in vitro de 21,88% e 66,48%, respectivamente. Segundo os autores, que avaliaram diversos cultivares de Arachis, o cv. Belmonte foi uma das forragens que apresentou melhor qualidade.
Com este trabalho objetivamos avaliar os teores de matéria seca em relação ao tempo de desidratação, de proteína bruta, de matéria mineral, de fibra em detergente neutro e fibra em detergente ácido e a digestibilidade in vitro da leguminosa Arachis pintoi cv. Belmonte em três idades de corte.

MATERIAL E MÉTODOS
O experimento foi instalado em área de 0,5 ha-1, já implantado com Arachis pintoi cv Belmonte no Instituto de Zootecnia, Nova Odessa, São Paulo. O solo do local classificado como Argissolo Vermelho-amarelo, recebeu adubação com superfosfato simples (400kg ha-1), cloreto de potássio (250kg ha-1) após corte de uniformização realizado com cegadeira de forragem em 07 de novembro de 2007.
O delineamento experimental utilizado foi o de blocos ao acaso com seis repetições. Foram estudadas três idades de corte (30, 60 e 75 dias de crescimento), além de curva de desidratação. Os cortes para avaliação das forragens foram realizados nos dias 10/12/ 2006, 10/01/2007 e 25/01/2007. O corte para avaliação da forrageira para produção de feno foi realizado por volta das 09:00 horas, com moto-ceifadeira com lâmina frontal, regulada para altura de corte de 5 centímetros do solo aproximadamente. O material ceifado de cada parcela foi levado para um galpão coberto sem paredes laterais e espalhado sobre superfície cimentada para secagem. Escolheu-se utilizar o galpão para o processo de secagem, visto ser este período muito sujeito a mudanças climáticas.
Para determinação da curva de desidratação foram tomadas amostras a cada 2 horas a partir do momento do corte e no dia posterior, a saber: 09:00, 11:00, 13:00, 15:00 e 17:00 horas e 9:00 e 15:00 horas do dia posterior, as quais foram pesadas e colocadas em estufa para determinação de matéria seca a 65º C. Em todas as amostras foram estimados os teores de matéria seca (MS), matéria mineral (MM), proteína bruta (PB), determinados de acordo com a A.O.A.C. (1995), fibra em detergente neutro (FDN) e fibra em detergente ácido (FDA), segundo metodologias descritas em SILVA e QUEIROZ (2009); digestibilidade in vitro da matéria seca (DIVMS) conforme TILLEY e TERRY (1963).
Os dados foram submetidos à análise de variância e de regressão, por meio do PROC GLM e PROC REG, respectivamente, do programa Statystical Analyses System (SAS, 2006).

RESULTADOS E DISCUSSÃO
Observou-se efeito quadrático para a variável matéria seca nas diferentes idades de corte em relação ao tempo de desidratação, havendo maior perda de água nas primeiras horas após o corte (Tabela 1). No processo de fenação as primeiras horas são essenciais, pois, quanto mais rápido ocorrer a secagem, menor será a perda do valor nutricional da forrageira.
Tabela 1. Resumo das análises de variância e de regressão do teor de matéria seca de Arachis pintoi cv. Belmonte em diferentes idades de corte, em função do tempo de desidratação em galpão
Na Figura 1 observa-se o efeito quadrático ocorrido sobre o teor de matéria seca em relação ao tempo de desidratação de 30, 60 e 75 dias de corte. A exposição em galpão para produção de feno mostrou-se eficiente e econômica na elevação do teor de matéria seca, já que a rápida desidratação ocorrida no amendoim forrageiro evidencia a importância do uso desta leguminosa. É uma boa alternativa para utilização em regiões que apresentam precipitações acima das médias normais esperadas, bem como em épocas que ocorrem incidências de chuvas atípicas e além do normal, para uma determinada região.
Na Tabela 2 é apresentado o resumo das análises de variância e de regressão para os teores de proteína bruta, fibra em detergente neutro, fibra em detergente ácido, matéria mineral e digestibilidade in vitro em relação às diferentes idades de corte. A variável digestibilidade in vitro não apresentou regressão significativa, levando a crer que não há grandes variações na digestibilidade, independentemente da idade de corte, demonstrando, assim a importância do acúmulo de biomassa nas diferentes idades de corte.
Para os teores de proteína bruta e fibra em detergente neutro o modelo matemático que melhor se ajustou foi o quadrático, a 5% de probabilidade. No entanto, observamos efeito do modelo linear (P<0 de="" mat="" mineral.="" o="" p="" para="" ria="" teor="">
Observamos que o teor de proteína bruta sofreu decréscimo com o aumento da idade da forrageira, estando de acordo com VAN SOEST (1994) que cita odeclínio nos nutrientes da planta com o avançar da idade. Os valores encontrados demonstram o elevado teor protéico desta leguminosa, caracterizando-a como boa opção de forrageira na alimentação de ruminantes. Comparando com dados da literatura, oamendoim forrageiro apresenta teor de proteína superior ao das gramíneas utilizadas como forrageiras, e superior também ao teor de outras leguminosas, corroborando com pesquisa de FERNANDES et al. (2000) que observaram média de 21,88% de PB. No entanto, demonstraram- se superiores aos encontrados por LADEIRA et al. (2002), BAPTISTA et al. (2007) e SILVA et al. (2009) com teores médios de 14,3%, 17,64% e 18,0%, respectivamente. Superiores também aos resultados encontrados para estudo com soja perene, avaliada por PADUA et al. (2006), obtendo teores médios de 16,46%.
Figura 1. Teores de matéria seca (%) do feno de Arachis pintoi cv. Belmonte em função do tempo de desidratação em galpão (horas). Barras verticais indicam o erro padrão (n=6, *P<0 .05="" p="">
Tabela 2. Resumo das análises de variância e de regressão dos teores de proteína bruta (PB), fibra em detergente neutro (FDN), fibra em detergente ácido (FDA), digestibilidade in vitro da matéria seca (DIVMS) e matéria mineral (MM) do feno de Arachis pintoi cv. Belmonte, em função das idades de corte, com base na matéria seca

Os teores de FDN e FDA, como esperado, se elevaram com a idade da planta, dificultando o consumo e a digestibilidade da forragem, já que as mesmas expressam parte da fração indigestível contida na parede celular vegetal: a lignina. SILVA et al. (2009) encontraram valores semelhantes aos deste estudo com teores de 46,9% para FDN e 30,7% para FDA. AFFONSO et al. (2007) obtiveram resultados inferiores para FDN e semelhantes para FDA com idade de corte de 183 dias, ou seja, bem acima das idades avaliadas neste estudo. O teor de fibra da forragem é determinante na qualidade da dieta fornecida ao animal e tem a função de proteger o conteúdo celular e dar sustentação às plantas (CARVALHO et al., 2003). Baixo teor de fibra em forrageiras significa maior consumo, devido ao menor enchimento físico do rúmen, e também maior digestibilidade pelo fato desta fração possuir a maior parte dos componentes que não são digeridos (LADEIRA et al., 2002). Portanto, torna-se necessário o seu conhecimento para a escolha da melhor idade de corte para que seu fornecimento aos animais não limite o consumo.
No presente estudo foram verificados maiores concentrações de minerais do que os obtidos por BAPTISTA et al. (2007) e MORGADO et al. (2009) respectivamente de 7,5 e 7,9%. Em relação as outras leguminosas a cv Belmonte apresentou maiores teores de matéria mineral. PADUA et al. (2006) avaliando feno de macrotiloma (Macrotyloma axillare) kudzu tropical (Pueraria phaseoloides), e soja perene (Neonotonia wightii) com médias de 4,3%, 5,5% e 5,1%, respectivamente.
CONCLUSÕES
O feno da leguminosa Arachis pintoi cv. Belmonte apresentou ótimas características nutricionais, com elevados teores de proteína bruta e teores de fibra adequados, sendo uma excelente opção de forrageira para ruminantes, mesmo nas idades de corte mais avançadas.
O processo de fenação mostrou-se eficiente na conservação da forragem, mantendo o valor nutritivo do material fenado.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
A. O. A. C. Official methods of analysis. Washington: Association of Official Analytical Chemists, 1995. 1051p.
AFFONSO, A. B.; FERREIRA, O. G. L.; MONKS, P. L.; SIEWERDT, L.; MACHADO, A. N. Rendimento e valor nutritivo da forragem outonal de amendoim-forrageiro. Ciência Animal Brasileira, v. 8, n. 3, p. 385-395, 2007.
BAPTISTA, C. R. W.; MORETINI, C. A.; MARTINEZ, J. L. Arachis pintoi, palatabilidade, crescimento e valor nutricional frente ao pastoreio de equinos adultos. Revista Acadêmica, v. 5, n. 4, p. 353-357, 2007.
BENEDETTI, E. Leguminosas na produção de ruminantes nos trópicos. Uberlândia: EDUFU, 2005. 118p.
CARVALHO, F. A. N.; BARBOSA, F. A.; McDOWELL, L. R. Nutrição de bovinos a pasto. Belo Horizonte: PapelForm, 2003. 438p.
FERNANDES, F. D. et al. Produção e qualidade da forragem de Arachis spp. em área de várzea em Planaltina, DF. In: REUNIÃO ANUAL DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE ZOOTECNIA, 39., 2002, Recife. Anais... Recife: SBZ, 2002. Disponível em:
GODOY, P. B. Aspectos nutricionais de compostos fenólicos em ovinos alimentados com leguminosas forrageiras. 2007, 90p. Tese (Doutorado) - Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz". Universidade de São Paulo, Piracicaba, 2007.
LADEIRA, M. M. et al. Avaliação do feno de Arachis pintoi utilizando o ensaio de digestibilidade in vivo. Revista Brasileira de Zootecnia, v. 31, n. 6, p.2 350-2356, 2002.
MORGADO, E. S. et al. Digestão dos carboidratos de alimentos volumosos em eqüinos. Revista Brasileira de Zootecnia, v. 38, n. 1, p. 75-81, 2009.
OLTRAMARI, C. E.; PAULINO, V. T. Forrageiras para gado leiteiro. Nova Odessa: Instituto de Zootecnia, 2009. (Produção Técnica do Curso de produção animal sustentável).
PADUA, F. T . et al. Produção de matéria seca e composição químico-bromatológica do feno de três leguminosas forrageiras tropicais em dois sistemas de cultivo. Ciência Rural, v. 36, n. 4, p. 1253-1257, 2006.
REIS, R. A.; MOREIRA, A. L.; PEDREIRA, M. S. Técnicas para produção e conservação de fenos de forrageiras de alta qualidade. In: SIMPÓSIO SOBRE PRODUÇÃO E UTILIZAÇÃO DE FORRAGENS CONSERVADAS, 1., 2001, Maringá. Anais... Maringá: UEM/CCA/DZO, 2001. 319p.
SAS Institute, SAS/STAT version 9.1, SAS Institute, Cary, NC, SAS Institute, 2006.
SILVA, D. J.; QUEIROZ, A. C. Análise de alimentos: métodos químicos e biológicos,. 3. ed. Viçosa: UFV, 2009. 235p.
SILVA, M. P. Amendoim forrageiro - Arachis pintoi. Fauna e Flora do Cerrado, Campo Grande, Novembro 2004. Disponível em:
SILVA, V. P. et al. Digestibilidade dos nutrientes de alimentos volumosos determinada pela técnica dos sacos móveis em equinos. Revista Brasileira de Zootecnia, v. 38, n. 1, p.82-89, 2009.
TILLEY, J. M. A.; TERRY, R. A. 1963 A two stage technique for the in vitro digestion of forage crops. Journal Brithish Gassland Society, v. 18, p. 104–111.
VAN SOEST, J. Nutritional ecology of the ruminal. Ithac: Cornel University Press, 1994. 476p.


Autor/s.
GISELE MACHADO FERNANDES

Sao Paulo, Brasil
Engenheiro Agrônomo

Como a Islândia está virando um paraíso de frutas e vegetais | Documentário

segunda-feira, 2 de março de 2026

Meio Ambiente e Sustentabilidade * Como fazer compostagem em casa

Que tal transformar os seus restos de comida em adubo para suas plantas?

Você pode fazer isso por meio da compostagem! A compostagem é um processo no qual a matéria orgânica se decompõem e se transforma em nutrientes que podem ser aproveitados pelos vegetais. Mas a compostagem não é apenas uma boa estratégia para que você se livre de comprar fertilizantes, ela é uma excelente maneira de reduzirmos a quantidade de resíduos (lixo) que vão para os aterros, o que é de suma importância!
Como vocês sabem, o lixo traz muitos problemas, então quanto menos resíduos mandarmos para os aterros, melhor! O Brasil produz 260 mil toneladas de resíduos por dia, sendo que apenas 14% desse total são realmente não reaproveitáveis, ou seja, 86% desses resíduos não precisariam estar sendo descartados. Muitos dos matérias que jogamos fora poderiam ser reciclados e o lixo orgânico poderia ser usado na compostagem. Mais da metade dos resíduos produzidos, 51%, são formados por resíduos orgânicos (dados do CEMPRE, 2012). Então pensem só, se adotarmos a compostagem, vamos mandar para os aterros METADE da quantidade de lixo que enviamos hoje.
Que tal então você começar a fazer compostagem do seu lixo orgânico em casa? Da para fazer tanto em casas como em apartamentos. Vamos ver como?!!!
Existem duas maneiras de fazer compostagem em casa. Uma delas é utilizando minhocas e a outra não. O que muda é que a compostagem com as minhocas é mais rápida e gera um adubo melhor. Mas a elaboração da sua composteira vai ser igual. O ideal é montar um sistema com três caixas empilhadas. Você vai colocar os restos de comida na caixa de cima. Quando esta estiver cheia, você troca a caixa de cima e a caixa do meio de lugar. Nunca coloque restos na caixa de baixo, ela serve para que o chorume que escorre das caixas de cima se acumule. As duas caixas digestoras são furadas no fundo para facilitar o fluxo das minhocas e do chorume. É bastante útil se a caixa coletora possuir uma torneira para facilitar a retirada do chorume. A composteira deve ficar em local protegido do Sol e da chuva.
Geralmente, quando você termina de encher a segunda caixa, os restos que foram colocados na primeira já foram compostados e já podem ser utilizados como adubo.
Você pode comprar este tipo de composteira já pronta (eu comprei a minha no site www.ecoisas.com.br), vem com as minhocas e tudo! Hahaha, sim, até minhocas já se manda pelo correio! Kkkkkk! Mas você mesmo pode elaborar a sua composteira, usando bombonas de plástico, caixas de madeira ou o que a sua criatividade mandar! Se você mora em casa e tem espaço no quintal pode optar por outros tipos de composteiras, como cercadinhos de tela ou tijolos.
O tamanho das composteiras depende do tamanho da sua família e da quantidade de resíduos que vocês produzem.
Infelizmente nem todos os restos de comida devem ser colocados na composteira, alguns porque são de difícil decomposição, outros porque atraem muitos insetos e outros porque alteram muito o pH do adubo. Mas a boa notícia é que você pode e deve usar na compostagem também os restos de jardinagem, guardanapos e jornais.
Tem uma coisa muito importante que você precisa fazer para que a sua compostagem funcione. É colocar camadas alternadas de resíduos ricos em nitrogênio e resíduos ricos em carbono. Calma, não se preocupe que é fácil identificar! Os ricos em nitrogênio são basicamente os restos de alimentos, como as cascas de frutas. As folhas ainda verdes do jardim também entram nesta categoria. Os ricos em carbono são basicamente os resíduos secos ou acastanhados, como folhas secas, galhos e também o papel.
Para facilitar, a seguir tem uma tabelinha com os resíduos que você pode colocar na composteira que são ricos em carbono, os que são ricos em nitrogênio e os resíduos que você não deve colocar (clique na figura para ampliar).
Sempre que você for colocar novos resíduos, antes dê uma revirada nos resíduos que já estavam na composteira.
Tem duas coisinhas que você pode fazer para evitar mau cheiro e insetos. A primeira é sempre fazer a camada que fica por cima com resíduos ricos em carbono. A segunda é colocar na composteira os seus restos de pó de café, inclusive o filtro de papel usado.
O nível de umidade não deve ser nem muito baixo nem muito alto. Se você perceber que está tudo muito molhado, coloque a composteira durante alguns minutos no Sol. Se estiver seco demais, borrife água entre os resíduos.
Os microrganismos que vão fazer a decomposição dos resíduos precisam de oxigênio, então é importante que sua composteira tenha alguma entrada de ar, como orifícios ou você pode deixar a tampa aberta alguns minutos todos os dias.
Se você optar pela composteira com torneirinha, você pode usar o chorume como fertilizante também. É só diluí-lo com água na proporção de 9/1, ou seja, pegue um recipiente e preencha 90% dele com água e os demais 10% com o chorume. Aí é só colocar em um regador ou borrifador e colocar nas plantas.
Quanto menor o tamanho das partículas dos resíduos, maior a facilidade dos microrganismos em decompô-las. Então sua compostagem vai ser mais rápida se você picar (com as mãos mesmo) os resíduos que colocar na composteira.
Evite o excesso de cascas e polpas de frutas cítricas e cascas e restos de cebola e alho. A razão é que esses resíduos modificam o pH do minhocário e prejudicam tanto as minhocas quanto a qualidade do adubo produzido. Você pode colocar estes itens, só cuide para não colocar em excesso.
Não é aconselhável o uso de resíduos de jardinagem tratados com pesticidas.
Bom, eu moro em um apartamento, mas meus pais moram em uma fazenda, onde temos duas composteiras. Então, como vou para a casa deles toda semana, guardo meus resíduos orgânicos compostáveis em um pote dentro da geladeira e uma vez por semana estes resíduos vão para as composteiras na casa dos meus pais. Uma de nossas composteiras é esta comercializada, que mostrei para vocês o site. Ela fica em um pequeno galpão de material próximo a casa. Deixamos perto da pia na cozinha um lixeirinho só para o que vai para a compostagem. Uma vez por dia colocamos o que está no lixeirinho na composteira do galpão. Temos também uma composteira maior, como se fosse um container construído com madeira, com uma tampa e um respiradouro em cima. Nesta composteira vão resíduos maiores da fazenda, como galhos, frutas que caíram por estarem amadurecidas demais etc.
O processo de compostagem pode demorar de 3 a 12 meses, depende muito do seu cuidado a respeito de tudo que foi colocado aqui. Se sua compostagem não der certo logo de cara, não desanime. Conforme a gente vai mexendo com a compostagem, vai aprendendo o que da certo e o que não da.
A utilidade do adubo está no fato de que ele é um excelente fertilizante natural, pois melhora de forma bastante significativa as propriedades físicas, químicas e biológicas do solo. O adubo resultante da compostagem devolve à terra os nutrientes de que ela necessita, como nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio, magnésio, enxofre, ferro, zinco, cobre, manganês, boro e outros, evitando o uso de fertilizantes sintéticos. O adubo de compostagem pode ser aplicado em hortas, na produção de mudas, ou mesmo em plantas ornamentais. A prática da compostagem pode facilmente ser executada também em escolas, restaurantes, hotéis, áreas de atividades agropecuárias e diversas outras organizações.
É isso pessoal, se vocês puderem dedicar um pouco do seu tempo para fazer a compostagem de parte dos seus resíduos vão estar ajudando muito o meio ambiente, diminuindo o lixo nos aterros e devolvendo muitos nutrientes para as plantas!
Para terminar quero cumprimentar duas amigonas minhas que fizeram o mestrado de Engenharia Ambiental comigo, Bruna Grosch Schroeder e Zaira Chiodini Pedri!! Tudo que vocês leram neste post faz parte de uma longa pesquisa que fizemos para a disciplina de Gestão de Resíduos Sólidos! Então muito obrigada às duas!!!!

BARU - A CASTANHA DO CERRADO



O baru ou cumbaru (nome cientifico: Dipteryx alata) é o fruto do baruzeiro, imperiosa árvore nativa do Cerrado brasileiro. Infelizmente, esta espécie está ameaçada devido à extração predatória de madeira, que possui reconhecida resistência e qualidade, com propriedades fungicidas. Esta planta imponente, com copa densa, pode alcançar mais de 20 metros de altura e seu tronco chega até 70 cm de diâmetro. O seu fruto é protegido por uma dura casca e, no interior, encontra-se uma amêndoa de sabor parecido com o do amendoim, de alto valor nutricional e muito apreciada.
A espécie é encontrada nas matas, cerrados e cerradões do Brasil Central, nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais e Distrito Federal. Pode também ser encontrada em menor frequência no Maranhão, Tocantins, Pará, Rondônia, Bahia, Piauí e norte de São Paulo.
O baru possui cerca de 26% de teor de proteínas, mais do que o coco-da-bahia, castanha do pará e castanha de caju. O fruto pode ser utilizado integralmente, resultando em polpas de fruta, óleos, farinha, manteiga e tortas. A ele são associadas propriedades afrodisíacas. Também são conferidas ao óleo de baru propriedades medicinais anti-reumáticas.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

SC: adubação com pó de rocha é barata e ecologicamente correta



No lugar do adubo convencional, ele começou a aplicar basalto moído e se surpreendeu com o resultado. Os custos de produção caíram e, hoje, ele planta milho, feijão, soja e cebola no sistema agroecológico usando basalto misturado com adubo orgânico.

Wilfrit associa essa técnica com adubação verde de inverno, plantio direto e rotação de culturas. O sistema tem aumentado a p rodutivide: no primeiro ano com pó de rocha, o agricultor colheu 180 sacas de milho por alqueire. No ano seguinte, colheu 220 sacas na mesma área.

Para o agrônomo Daniel Dalgallo, extensionista do Escritório Municipal da Epagri, o pó de basalto pode substituir com vantgens a adubação sintética. “Com o adubo químico, o produtor se limita a 6 ou 7 nutrientes. O basalto tem 108 elementos químicos. Desses, 42 são importantes para o metabolismo da planta. Com uma nutrição equilibrada, a planta fica mais resistente a doenças”, destaca. Em Porto União, também há testes de aplicação do pó com adubo orgânico em pastagens, no plantio de grãos e na fruticultura. Na região, mais de 400 agricultores já usam a técnica.

De acordo com o biólogo Bernardo Knapik, que há mais de 20 anos estuda o pó de basalto, análises foliares das plantas que receberam a técnica apontam que elas são mais ricas em nutrientes. “O pó de rocha não agride o meio ambiente porque não se dissolve rapidamente. Ele é trabalhado pelos microrganismos e pelas raízes e, assim, o solo se regenera. Já o adubo sintético é solúvel, a planta aproveita o que pode, e o que ela não absorve pode causar problemas ambientais”, compara.

Em Guaraciaba, no Extremo-Oeste, o basalto é usado misturado com adubo orgânico em pastagens perenes de verão. “Houve um desenvolvimento de rebrota em menor período de tempo e diminuiu a incidência de pragas”, conta o agrônomo Clístenes Guadagnin, extensionista do Escritório Municipal da Epagri. Os resultados estão associados a um melhor manejo do gado, da pastagem e do solo, com a divisão em piquetes. Em testes realizados com lavouras de arroz sequeiro e milho, houve menor incidência de doenças foliares, maior produção e rsisência das plantas a períodos de estresse hídrico.

Em Ituporanga, no Vale do Itajaí, o pó de ardósia é usado na produção de cebola. “Usamos esse material associado à adubação verde e percebemos que o teor de potássio subiu rapidamente. Além disso, a acidez do solo diminuiu”, conta o agrônomo Hernandes Werner, pesquisador da Estação Experimental de Ituporanga.

Para ser usada na agricultura, a rocha é moída até se transformar em um pó semelhante ao cimento.Mas antes de usar esse material na lavoura, o agricultor deve fazer uma análise do solo e buscar o acompanhamento de um engenheiro agrônomo ou técnico agrícola.

Fonte: Epagri

http://www.portaldecanoinhas.com.br/noticias/6711

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