segunda-feira, 25 de maio de 2026

Vamos falar da nossa querida castanheira portuguesa

 

Castanheira Portuguesa

Castanheira Portuguesa
Imagem/Referência: Viveirodasarvores

Vamos falar da nossa querida castanheira portuguesa. É uma árvore linda, que pode crescer bastante, de 5 a 20 metros. Ela tem uma copa bem cheia, que dá uma sombra gostosa. O mais legal são os frutos, as castanhas, protegidas por um casulo cheio de espinhos. Quando estão prontas, elas se abrem, mostrando a delícia lá dentro. Essa árvore gosta de um clima mais ameno, mas se vira bem em várias partes do Brasil. O segredo é um chão bom, com bastante adubo e que não acumule água. Um pH entre 5,5 e 6,5 é o ideal para ela se desenvolver feliz.

O plantio ideal exige um espacinho entre as árvores, de 6 a 8 metros. Isso garante que cada uma tenha espaço para crescer e receber sol. Se você quer castanhas mais rápido, uma muda enxertada é o caminho. As de semente podem demorar até 15 anos para dar os primeiros frutos. Por aqui, a colheita da castanha portuguesa acontece mais entre outubro e dezembro. Depois que a árvore pega, ela fica forte e pede menos cuidados. Mas no começo, rega e adubo são importantes, junto com podas para ela crescer do jeito certo.

Castanea sativa

O nome científico da nossa castanheira é Castanea sativa. Parece complicado, né? Mas é só o jeito que os cientistas têm de identificar as plantas. Saber disso ajuda a gente a entender melhor as necessidades dela. A Castanea sativa é conhecida por ser uma árvore robusta, que se adapta bem a diferentes solos, desde que sejam profundos e bem drenados. A matéria orgânica é o que mais atrai essa espécie, pois ela adora um solo rico.

Entender a Castanea sativa é o primeiro passo para um cultivo de sucesso. Ela prefere regiões com temperaturas mais baixas durante o inverno, o que ajuda na floração e frutificação. No Brasil, as áreas mais altas e com clima mais ameno são as ideais. Mas com os cuidados certos, como proteção contra geadas fortes, é possível cultivá-la em outros locais. O espaçamento de 6 a 8 metros entre as mudas é crucial para garantir a saúde e a produtividade da árvore adulta.

Cultivo de castanha

Castanea sativa
Imagem/Referência: Loja Mondiniplantas

Cultivar castanha pode parecer um bicho de sete cabeças, mas a verdade é que, com informação, tudo fica mais fácil. O pé de castanha portuguesa não exige cuidados complicados depois de plantado. O mais importante é escolher o local certo e preparar a terra.

O segredo para o cultivo de castanha começa na escolha da muda. Mudas enxertadas costumam dar frutos mais cedo. A terra precisa ser fofa, com boa drenagem e cheia de nutrientes. Um pH ligeiramente ácido, entre 5,5 e 6,5, é o que a castanheira mais gosta. A adubação periódica, especialmente nos primeiros anos, ajuda a planta a crescer forte e saudável. E lembre-se de regar bem quando ela for jovem.

Plantio de castanheira

O plantio de castanheira é um momento especial. É aqui que a mágica começa a acontecer. Escolher o local certo é fundamental. Pense em um lugar que receba bastante sol e que tenha espaço para a árvore crescer sem atrapalhar outras plantas ou construções.

A preparação do solo para o plantio de castanheira deve ser minuciosa. Cave um buraco grande, pelo menos duas vezes o tamanho do torrão da muda. Misture a terra retirada com composto orgânico ou esterco curtido. Isso vai garantir que a raiz tenha tudo que precisa para se desenvolver. O espaçamento de 6 a 8 metros é essencial para evitar que as árvores fiquem apertadas no futuro.

Para quem busca mudas de qualidade, muda de castanha portuguesa é um bom ponto de partida.

Colheita de castanha portuguesa

Cultivo de castanha
Imagem/Referência: Sitiodamata

A época da colheita de castanha portuguesa é um dos momentos mais aguardados. No Brasil, geralmente acontece entre os meses de outubro e dezembro. É quando os ouriços, que são aqueles casulos espinhosos, começam a cair no chão.

O ponto ideal para a colheita é quando os ouriços já se abriram ou estão prestes a se abrir. Isso indica que as castanhas estão maduras e prontas para serem colhidas. Cuidado ao manusear os ouriços, pois eles são bem espinhosos. Uma dica é usar luvas grossas. Depois de colhidas, as castanhas devem ser retiradas dos ouriços com cuidado.

A colheita é feita manualmente, recolhendo os frutos que caem. É importante fazer isso com frequência nessa época para evitar que os frutos sejam danificados por animais ou umidade. A qualidade da castanha portuguesa está diretamente ligada ao momento certo da colheita.

Ouriço da castanha

O ouriço da castanha é a proteção natural do fruto. Ele é como uma ‘capa’ cheia de espinhos que protege a castanha enquanto ela se desenvolve na árvore. É uma maravilha da natureza, né?

Dentro do ouriço da castanha, geralmente encontramos de uma a três castanhas. Quando o fruto amadurece, o ouriço começa a rachar e, por fim, se abre, liberando as castanhas. É esse o sinal de que elas estão prontas para serem colhidas. O ouriço em si não é comestível, mas é um indicador importante do ponto de maturação da castanha.

É fundamental ter atenção ao manusear os ouriços por causa dos espinhos. Eles servem como uma defesa natural da planta. A beleza do ouriço também encanta, com sua forma peculiar e a textura que lembra um ouriço de verdade.

Muda de castanha

Escolher a muda de castanha certa é um passo crucial para o sucesso do seu plantio. Existem dois tipos principais: as de semente e as enxertadas. Cada uma tem suas particularidades.

A muda de castanha enxertada é geralmente a preferida para quem quer colher frutos mais rápido. Isso porque ela já vem com um ‘galho’ de uma árvore que produz bem. Já as mudas de semente levam mais tempo para começar a produzir, podendo levar até 15 anos. Para quem busca resultados a médio e longo prazo, ambas são boas opções, mas a enxertada acelera o processo.

Ao adquirir sua muda, procure por plantas saudáveis, sem sinais de pragas ou doenças. Um bom viveiro, como a loja de plantas Mondini, pode oferecer as melhores opções. Verifique se as raízes estão bem formadas e se a planta tem um bom vigor.

Árvore frutífera de clima temperado

A castanheira portuguesa é um exemplo clássico de árvore frutífera de clima temperado. Isso significa que ela se desenvolve melhor em locais que têm as quatro estações bem definidas, com invernos mais frios. O frio é importante para que a planta descanse e se prepare para produzir frutos no ano seguinte.

No Brasil, muitas regiões com altitudes mais elevadas oferecem essas condições. Sul e Sudeste são áreas com grande potencial para o cultivo de árvores frutíferas de clima temperado como a Castanea sativa. Mesmo em locais com invernos mais amenos, é possível tentar o cultivo, mas pode ser necessário tomar algumas precauções extras, como proteger a planta de geadas muito fortes nos primeiros anos.

Entender que a castanheira é uma árvore frutífera de clima temperado ajuda a planejar melhor onde e como plantar, garantindo que ela receba o ambiente ideal para crescer e dar bons frutos. A adaptação dela a diferentes solos é um ponto forte, mas o clima é um fator decisivo para uma boa produção.

Seu plano de ação em 3 passos

Passo 1: Escolha a muda certa

  • Mudas enxertadas frutificam em até 5 anos.
  • Evite mudas de semente, que levam até 15 anos.

Passo 2: Prepare o solo com calma

  • O solo deve ser profundo e rico em matéria orgânica.
  • O pH ideal fica entre 5,5 e 6,5.

Passo 3: Cuide nos primeiros anos

  • Regue bem na fase jovem, principalmente em períodos secos.
  • Adube anualmente e faça podas de formação.

Perguntas Frequentes

Quanto tempo leva para dar frutos?

Mudas enxertadas frutificam em 3 a 5 anos. Mudas de semente podem levar de 10 a 15 anos.

Qual o espaçamento ideal de plantio?

O espaçamento recomendado é de 6 a 8 metros entre as árvores. Isso garante espaço para a copa se desenvolver.

A castanha portuguesa se adapta a qualquer clima?

Ela prefere climas temperados e subtropicais, mas se adapta em várias regiões do Brasil. Evite áreas com geadas fortes ou calor extremo.

O pé de castanha portuguesa é uma árvore ornamental e produtiva, ideal para quem deseja cultivar castanhas em casa. Com os cuidados certos, ela se torna rústica e exige menos manutenção com o tempo.

Comece escolhendo mudas enxertadas de qualidade em viveiros confiáveis. Prepare o solo com antecedência e siga o plano de plantio passo a passo.

Em poucos anos, você terá uma árvore imponente e colheitas saborosas. Imagine o prazer de compartilhar castanhas colhidas no seu próprio jardim.

Brasil lança novo amendoim forrageiro para consórcio com pastagens. revista vida rural

 https://www.vidarural.pt/destaques/brasil-lanca-novo-amendoim-forrageiro-para-consorcio-com-pastagens/

Leonardo Gottems
 
23 Setembro, 2020

Permite diversificar as pastagens, melhorar a fertilidade do solo e a dieta animal na pecuária, além de manter o pasto produtivo por mais tempo. Está lançada a primeira variedade de amendoim forrageiro no Brasil, pelas mãos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Trata-se de uma espécie propagada por sementes, para ser consorciada com gramíneas forrageiras, e já foi apresentada em plantações demonstrativas a agricultores do município de Rio Branco, do estado do Acre, no extremo norte do país.

Segundo Bruno Pena, chefe adjunto de transferência de tecnologias da Embrapa Acre, a nova cultivar de amendoim forrageiro é uma alternativa para a intensificação da atividade pecuária, com baixo impacto ambiental. “Além de reduzir custos na implantação de pastagens consorciadas, já que as cultivares propagadas por mudas necessitam de muita mão de obra, visa melhorar o acesso a sementes de qualidade. Por ser importado de outros países, o quilo do produto chega a custar 200 Reais (32€) no mercado brasileiro. Com a BRS Mandobi (nome com o qual foi batizada) os preços serão mais compatíveis com a realidade dos produtores rurais”, afirma.

Os investigadores demoraram cerca de 20 anos para conseguir desenvolver esta variedade, que foi trabalhada no âmbito do projeto “Desenvolvimento de cultivares de amendoim forrageiro para uso em sistemas sustentáveis de produção pecuária”, executado pela Embrapa Acre, em parceria com unidades de outros estados brasileiros e especializadas em gado de corte e de leite e a Associação para Fomento à Pesquisa de Melhoramento de Forrageiras (Unipasto), entidade que reúne mais de 30 empresas do setor de produção de sementes.

A variedade já está registrada no “Sistema Nacional de Proteção de Cultivares” do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) brasileiro, para proteger a propriedade intelectual dos desenvolvedores. O amendoim foi produzido em campos experimentais e o objetivo agora é acelerar a comercialização, sendo que ao produtor.

Captura de nitrogénio é um dos destaques

Como principal característica da planta, a nova variedade destaca-se por possuir a capacidade de capturar nitrogénio do ar e fixá-lo no solo, em função da associação da planta com bactérias que vivem na terra. De acordo com o investigador da Embrapa Acre, Judson Valentim, em consórcios com 30% de amendoim forrageiro na sua composição, é possível incorporar até 150 quilos de nitrogénio na pastagem, o equivalente a 330 quilos de ureia, obtidos de forma natural.

“Este resultado proporciona uma economia anual de cerca de 600 reais por hectare (cerca de 93€), para o produtor rural, que deixa de gastar em adubos nitrogenados. Além de suprir a necessidade de nitrogénio nas pastagens, a baixo custo, o amendoim forrageiro possui um elevado teor de proteína bruta, entre 18 e 25%, nutriente que melhora a qualidade da forragem e o desempenho produtivo do rebanho. Bem consumida pelo gado, a planta proporciona aporte proteico à dieta animal, fator que reduz a emissão de carbono no ar, contribuindo para mitigar os impactos ambientais da produção de carne e leite a pasto”, explica.

Para Marcos Roveri, gerente da Unipasto, os consórcios de gramíneas e leguminosas tem um alto valor agregado, pois são uma estratégia eficiente para promover de forma contínua a sustentabilidade pecuária na Amazónia e outras regiões do País. “Apostamos nesses sistemas por acreditar na viabilidade e competitividade e nos ganhos reais para a produção de carne e leite e para o meio ambiente”, afirma.

Além da diminuição da pegada ambiental, a produtividade também pode ser comprovada nos resultados dos ensaios em campos experimentais. Segundo o pesquisador Maykel Sales, em pastos formados exclusivamente com gramíneas, a produtividade potencial foi de 24 arrobas de peso vivo/hectare/ano, apenas com suplementação mineral. Já em pastagens consorciadas, a produtividade saltou para 35 arrobas de peso vivo/hectare/ano.

“Embora alcançado por parâmetros rigorosos de pesquisa, esse resultado é fantástico se comparado com a produtividade média da pecuária nacional, em sistemas completos de cria, recria e engorda, de seis arrobas de peso vivo por hectare/ano em pastos puros. Em consórcios conduzidos de forma convencional, em propriedades rurais familiares do Acre, a produtividade mínima é 12 arrobas de peso vivo/hectare/ano, o dobro da média nacional”, enfatiza o investigador.


leia mais em https://www.vidarural.pt/destaques/brasil-lanca-novo-amendoim-forrageiro-para-consorcio-com-pastagens/

Adubação: dicas espertas para você!!


Fonte: jardineiro.net



Existem fertilizantes para cada momento e tipo de planta do seu jardim, horta ou pomar. Conheça-os e saiba utilizá-los na hora certa para o máximo desempenho das suas plantas. Foto de  UGA College
Existem fertilizantes para cada momento e tipo de planta do seu jardim, horta ou pomar. Conheça-os e saiba utilizá-los na hora certa para o máximo desempenho das suas plantas. Foto de UGA College
1. Faça a adubação quando as plantas necessitam dos nutrientes e seja específico com suas necessidades. Durante o crescimento, dê atenção à quantidade equilibrada de nitrogêniofósforo e potássio, para um crescimento vigoroso. Já em momentos como floração e frutificação, leve em consideração a redução do nitrogênio e o aumento de fósforo e potássio, importantes nessa fase.
2. Evite adubar as plantas quando elas entram em dormência, por dois motivos: Elas pouco aproveitam os fertilizante, já que seu crescimento estará naturalmente estagnado, e você evita de colocar dinheiro fora. Mas Raquel, quando as plantas entram em dormência? Geralmente no período frio ou no período seco. Algumas espécies resolvem ser ativas no inverno, florescendo ou frutificando, como algumas orquídeas, a flor de maio, etc. Use a regra geral, mas não esqueça de conhecer as individualidades de cada espécie.
3. Não negligencie a calagem. A correção do pH é primordial para que as plantas possam absorver os fertilizantes do solo. De nada adianta colocar litros de adubo em um solo excessivamente ácido. A absorção será pequena e você vai perder muito dinheiro, já que muitos fertilizantes são rapidamente perdidos para o ambiente. Por isso, antes da implantação e na manutenção de jardins, hortas e pomares, solicite a análise de solo. Ela lhe dá o diagnóstico correto do estado atual do solo, em termos de fertilidade e características físicas, além da necessidade de calcário.
4. Na praia e em outros solos arenosos, acostume-se a fertilizar com mais frequência. Isso acontece por os nutrientes percolam com mais facilidade neste tipo de solo, assim você os perde mais rapidamente para o ambiente.

A flor-de-maio está a todo vapor no inverno. Florescendo com esplendor. Não deixe de fertilizá-la nesta fase. Foto de  Björn Sahlberg
A flor-de-maio está a todo vapor no inverno. Florescendo com esplendor. Não deixe de fertilizá-la nesta fase. Foto de 
Björn Sahlberg
5. A adubação de base pode ser a diferença entre o sucesso e fracasso do plantio e transplante. Enriquecer o solo com uma boa quantidade de matéria orgânica, como esterco de curral bem curtido, e nutrientes próprios para um perfeito desenvolvimento das raízes, como fósforo e potássio, fazem toda a diferença no vigor inicial da planta muitas vezes no seu desenvolvimento final. Deixe para colocar as doses maiores de nitrogênio quando a planta já estiver bem estabelecida, dando sinais de crescimento. Nitrogênio na base pode ser utilizado, mas preferencialmente com adubos de liberação lenta e em quantidades modestas. A chance dele queimar as raízes feridas durante o transplante e as delicadas raízes em formação são grandes.
6. Jamais deixe faltar água às plantas durante o período subsequente à adubação. Elas tendem a acumular os sais dos fertilizante e podem se desidratar facilmente. Irrigando bem, você previne sérios danos às plantas.
7. A adubação ideal é aquela que é gradual e de acordo com a fase da planta, em termos de quantidade e qualidade de nutrientes. No entanto, geralmente os adubos de liberação lenta são caros e sua compra pode ser inviável. Aproveite a capacidade que as plantas tem de armazenar nutrientes em seus tecidos, como o nitrogênio por exemplo e lembre-se disso quando foi fertilizar hortaliças. Não adube se já estiver pensando na colheita. Os altos níveis de nitrogênio acumulados podem ser prejudiciais à saúde de quem consumir folhas e frutos.
8. Sempre aplique os fertilizantes em dose menor ou igual à indicada na embalagem do produto. Principalmente se eles forem adubos ricos em nitrogênio, como uréia, estercos, ou NPK 10-10-10, por exemplo. É muito comum as plantas murcharem e morrerem da noite para o dia, devido à aplicação excessiva de adubos.
9. Os dias nublados são os melhores para fertilizar as plantas. Evita-se a ação do sol intenso sobre as plantas, que ficam sensibilizadas e perde-se menos nitrogênio por volatilização. Da mesma forma, os dias chuvosos provocam grandes perdas de nutrientes, que são carregados pela água.

Um pomar bem nutrido produz em abundância e é mais resistente a doenças. Foto de  Jon RB
Um pomar bem nutrido produz em abundância e é mais resistente a doenças. Foto de Jon RB
10. Jamais utilize estercos frescos ou mal curtidos, assim como restos de alimentos, cascas, diretamente sobre o solo. A fermentação destes materiais produz substâncias que são muito prejudiciais às plantas, podendo queimar a apodrecer raízes e colo. Faça sempre a compostagem destes materiais antes de utilizar, para evitar este tipo de problema e aproveitar melhor os ricos nutrientes que eles contém.
11. A fertilização mal calculada, seja em excesso ou aplicada em dias impróprios, não é somente um desperdício de dinheiro. Os nutrientes perdidos para o ar por volatilização são prejudiciais à camada de ozônio. Da mesma forma, os que são carregados pela água da chuva e regas, podem percolar até os lençóis subterrâneos e contaminar importantes fontes de água potável. Além disso, ainda é bastante comum que cheguem aos cursos de água, como lagos e rios, e provoquem a eutrofização, por crescimento exagerado de algas e plantas aquáticas.

Foto de Samuel
Foto de Samuel

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Efeitos da arborização urbana: bem-estar físico (conforto térmico) e bem-estar psicológico!!


Tese de doutorado mostra como a arborização urbana influencia no conforto e na saúde humana
Por Ana Carolina Brunelli, de Piracicaba, no Jornal da USP.

Bairro Jardim das Paineiras destacou-se com maior quantidade de cobertura arbórea e temperatura ambiente mais baixa (crédito: Lea Yamaguchi Dobbert)

Determinar as influências da arborização urbana no bem- estar físico (conforto térmico) e no bem-estar psicológico foi a proposta da tese de doutorado de Léa Yamaguchi Dobbert, defendida na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba. O estudo, orientado pelo professor Demóstenes Ferreira da Silva Filho, do Departamento de Ciências Florestais, propõe também qualificar espaços urbanos em relação à arborização existente. “O objetivo foi avaliar a interferência de áreas verdes inseridas nas cidades, corroborando outros estudos realizados sobre os efeitos da arborização urbana no conforto e na saúde humana”, afirma Léa.
A tese, desenvolvida na cidade de Campinas (SP), avaliou o conforto térmico e o bem-estar dos usuários de quatro áreas com características distintas em relação à tipologia das edificações, à cobertura arbórea, à população residente e outras características físico-espaciais: o Centro e os bairros do Cambuí, Jardim das Paineiras e Vila Brandina. “Entrevistas foram realizadas com as populações das diferentes áreas, sendo aplicados dois tipos de questionário. O primeiro, analisando a sensação térmica, e o segundo, relacionado à percepção”, explica a pesquisadora.
Umidade – Outro aspecto relevante, que contribuiu para a realização da pesquisa, foi a utilização de dois índices de avaliação de conforto térmico – o PMV (Predicted Mean Vote) e o PET (Physiological Equivalent Temperature). A realização das entrevistas ajudou a verificar se os resultados obtidos por meio dos índices PMV e PET correspondiam à real sensação de conforto térmico relatada pelos entrevistados. Uma estação meteorológica portátil aferiu os dados climáticos (temperatura e umidade relativa do ar, temperatura do globo e velocidade do vento) utilizados nos cálculos de ambos os índices.
Entre as quatro áreas analisadas, o Jardim das Paineiras, que possui maior quantidade de cobertura arbórea, apresentou temperatura ambiente mais baixa e umidade relativa mais alta que as demais. Segundo a pesquisadora, foi realizado um estudo de simulação por meio do programa ENVImet e pôde-se constatar que a cada acréscimo de 10% de copas de árvores obtem-se redução de 1°C.
Até o momento, não existe um valor específico de área verde adequada padrão, mas alguns estudos indicam a quantidade desejada de áreas verdes por habitante. Outros estudos podem ser realizados com a finalidade de apresentar um índice mais adequado às realidades específicas de cada local avaliado. “O que esta pesquisa conseguiu comprovar foi a estreita relação entre o aumento de quantidade de cobertura arbórea e a redução da temperatura do ar, além de maior sensação de bem-estar em áreas providas de vegetação”, resume Léa.
Segundo a pesquisadora, populações de diversas regiões, há anos, modificam o espaço natural que habitam para atender a necessidades individuais e coletivas. Essas transformações provocam impactos ambientais negativos e afetam os usuários do espaço urbano. A redução de áreas verdes no ambiente urbano é hoje um dos principais problemas causados por alterações humanas, prejudicando a qualidade de vida das pessoas, finaliza.
Publicado no Portal EcoDebate, 05/06/2015

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