sexta-feira, 8 de maio de 2026

Produção de húmus deve começar aos poucos

O que é necessário para iniciar uma produção de húmus de minhoca?

Ricardo Viana Longo da Silva, Presidente Prudente, SP

O húmus, que é o excremento da minhoca, é utilizado como fertilizante, corretivo e estruturador do solo, sozinho ou combinado com adubos químicos.



É aconselhável iniciar a cultura aos poucos, até que o produtor ganhe experiência e conheça melhor a demanda local. Quem dispõe de pouco espaço pode usar caixas de madeira como canteiros de criação, que depois poderão servir como berçários. A primeira coisa a fazer é separar uma área para curtir o esterco, nivelando o solo. Não é necessária nenhuma construção para a esterqueira. Nela, mistura-se o esterco com palha, sabugos de milho, folhas de bananeira ou restos de frutas e vegetais. A mistura deverá permanecer no local por 30 dias, sendo revirada semanalmente.


O ideal para começar um minhocário é construir dois canteiros de 10 a 20 metros de comprimento, um de lar-gura e de 30 a 40 centíme-tros de profundidade. O melhor canteiro é o de alvenaria com fundo de terra batida, para facilitar a drenagem. Os canteiros deverão estar cheios de esterco curtido quando as minhocas chegarem. Estas devem sempre ser compradas de um criador idôneo. Quanto maior a quantidade de minhocas, mais rápido é o consumo de esterco e, portanto, maior a produção de húmus. Quando o esterco acabar, o conteúdo do canteiro deve ser peneirado e as minhocas transferidas para outro canteiro com novo esterco curtido. O local da criação deve ser ensolarado, pois umidade e sombra favorecem a proliferação de sanguessugas e outros predadores.



Consultora: MARIA ISABEL LEVIT, minhocultora, Rua Paulistânia, 46, apto. 101-C, CEP 05440-000, São Paulo, SP; tel. (11) 3672-5761; isaaclevit@ig.com.br

Lúpulo – Humulus lupulus – Trepadeira Cerveja

FONTE: MANUAIS DE CULTIVO

Trepadeira Cerveja AA

O Lúpulo, Humulus lupulus, é uma trepadeira herbáceas perene. O lúpulo em si é a flor feminina chamada de cones ou "strobiles". 
Trepadeira Cerveja 11
Suas folhas e brotos são consumidos cozinhados ou em saladas, e o sabor é considerado delicioso. O lúpulo é usado como um sedativo e relaxante. Dormir em um travesseiro cheio de lúpulo é usado para combater a insônia.
O lúpulo é utilizado como agente aromatizante e estabilizante na fabricação de cerveja, chás medicinais e de medicamentos à base de plantas. O lúpulo contém várias características favoráveis à cerveja, o estabelecimento de um equilíbrio entre a doçura do malte com amargura, contribuindo aos sabores peculiares de cada cerveja, sejam florais, cítricos, ervais ou frutados e tendo um efeito antibiótico que favorece a atividade da fermentação.
Se você deseja criar sua própria cerveja com o mais fresco lúpulo no mundo ... tem que cultivar o seu próprio. Dependendo das condições de cultivo, a produção pode chegar até 1kg de flores por planta. Sabor e aroma se baseiam muito nas condições do solo, mas é certo dizer que os lúpulos que você cultive serão exclusivos!
No jardim o Lúpulo precisa de cercas e muros para trepar.
É muito uma planta muito ornamental, especialmente quando em flor.

SEGREDOS DA GERMINAÇÃO

As sementes de lúpulo precisam de um tratamento a frio para induzir a germinação, de manier tal de simular os meses de inverno das regiões onde elá é nativa, onde, normalmente e em forma natural, as sementes germinam na primavera quando o solo se aquece após os meses de intensos frios.

Não é necessário congelar as sementes, uma temperatura de  5 graus Celsius é suficiente. MAS E MUITO IMPORTANTE TAMBÉM, FUNDAMENTAL, que durante este tempo as sementes fiquem úmidas o tempo todo (mas não encharcadas! , para isso coloque as sementes dentro de um filtro de café úmido e coloque este dentro dentro duma sacola plástica). Não deixe nunca secar o filtro de café, mas tampouco pode ficar enchardo (umidificuqe ele pulverizando ou borrifando água). 

Após o período de frio de 3 meses, as sementes devem ser retiradas da geladeira, e mantidas a uma temperatura mais quente, sendo a ideal de 20 a 25 graus Celsius onde germinarão.
As sementes que não germinem podem ser sometidas a outro período de frio de 3 meses e depois a um novo período quente.
O normal é ter uma germinação total, após vários períodos de frio-calor, de não mais que 10 a 50%. 
 
 
SOLO:
O Lúpulo gosta de solos bem-drenados, ricos em húmus, com um pH de 6,0-6,5. O preparo do solo é importante para um melhor crescimento das plantas. Matéria orgânica, tais como esterco compostado pode ser adicionada ao solo de cultivo.
Deve ser cultivado a pleno sol, mas em áreas mais quentes uma sombra parcial será o melhor, protegendo a planta das horas de mais calor.
Necessidade de água: irrigar o lúpulo regularmente, mas fornecer drenagem.
Resistente à Seca: Sim. O lúpulo tem a capacidade de tolerar a seca.
Fertilizantes: Aplicar um fertilizante equilibrado de liberação lenta durante a primavera e verão;
Temperatura preferência: Embora o lúpulo prefere uma temperatura média anual baixa, eles podem sobreviver em áreas mais quentes, e de fato, está sendo cultivado e produzindo em São Paulo! 
 
Origem: Ásia, Europa, e América do Norte

Melhor que Húmus de Minhoca! Conheça o "GONGOCOMPOSTO"


Gongocompostagem

A gongocompostagem é mais uma possibilidade de compostagem de resíduos orgânicos de origem vegetal. Ela é realizada pelos gongolos - também conhecidos como piolhos-de-cobra, maria-café ou embuás -, pequenos invertebrados que fazem parte da fauna do solo e que possuem uma excepcional capacidade trituradora, sendo capazes de se alimentar de materiais fibrosos como bagaço de cana-de-açúcar, sabugo de milho, aparas de grama e até papelão. Na verdade, toda matéria orgânica de origem vegetal seca pode ser fonte de alimentação dos gongolos. A recomendação, no entanto, é de que de 30% a 40% do volume total de resíduos a serem compostados sejam constituídos de leguminosas, para o fornecimento de nitrogênio, visando ao equilíbrio de nutrientes para o composto final.

Esses organismos são facilmente encontrados nas propriedades rurais e seu manejo é muito semelhante ao das minhocas. Eles vivem escondidos embaixo de folhas, pedras ou troncos de árvores, sendo às vezes confundidos com pragas. Há inúmeras espécies de gongolos, sem restrições para uso na gongocompostagem - o ideal é que seja empregada a espécie com mais ocorrência na propriedade.

Tempo de produção do composto

O composto gerado dá origem, em cerca de 90 dias, a um substrato para produção de mudas muito leve, o que facilita o transporte no campo. A partir de três meses após o início do processo já haverá uma quantidade considerável de resíduos, os quais podem ser peneirados em malha de dois milímetros para serem utilizados como substrato para plantas. Porém, para obter mudas mais vigorosas recomenda-se aguardar até quatro meses após o início do processo.

Testado na produção de mudas de hortaliças, o gongocomposto não perde em nada para os melhores substratos comerciais. A produção do composto não requer muita mão de obra e pode ser uma boa alternativa para o produtor aproveitar resíduos orgânicos existentes na propriedade e ainda reduzir custos com o uso do substrato obtido. A construção de um gongolário é simples e sua instalação deve ser preferencialmente em locais sombreados e protegidos da chuva, em terrenos elevados e planos, facilitando o sistema de drenagem e manejo. O gongolário pode ser construído de diversas maneiras, sempre visando à retenção dos animais, que podem escalar as paredes e escapar. A quantidade de gongolos indicada para começar a gongocompostagem é de 1 litro - cerca de 1,8 mil indivíduos. Para um bom desenvolvimento, a umidade dos resíduos deve estar entre 50% e 85%.

Leia mais sobre a gongocompostagem.

Ora-pro-nóbis - Emagrece, Rejuvenesce, Melhora Imunidade #orapronobis


Olá, tudo bem com você? Vamos falar um pouco hoje sobre essa planta tão comum, mas tão importante. Eu conheço ora-pro-nóbis desde que eu era criança, por ser comida típica de Minas Gerais e de Goiás e como minha família é metade mineira e goiana, também pelo fato de ser uma comida saudável e barata, Inclusive é chamada de carne dos pobres. Eu vou falar dos inúmeros benefícios desta planta, deixar uma receita que sempre faço e que eu gosto muito. Essa receita pode ser acompanhada com angu, prato típico de Minas, ou com a polenta do Sul, eu AMO como molho de macarrão, ou simplesmente para comer com arroz integral, vou deixar também uma receitinha de gel para você passar no rosto e prevenir as rugas. O ora-pro-nóbis é rico em vitaminas e minerais: manganês, magnésio, ferro, cálcio, vitamina A, que ajuda na saúde ocular, a vitamina B9 (ácido fólico, que combate anemia juntamente com o ferro, é um alimento importante para quem quer engravidar e para as grávidas e, evita a má formação do feto) e a vitamina C, todos nutrientes IMPORTANTÍSSIMOS para manter nossa imunidade em alta. Receitas: GEL FACIAL Macerar uma quantidade de folhas para extrair o gel, adicionar a mesma quantidade de gel da babosa , passar por uma peneira e aplicar no rosto com algodão antes de dormir. ORA-PRO-NÓBIS AO MOLHO Ingredientes: 1 maço de folhas de ora-pro-nóbis 2 dentes de alho raladinho 1 cebola pequena cortada em cubos 3 tomates grandes maduros cortados em cubos Cebolinha a gosto Sal para temperar Modo de fazer: Doure o alho com o sal e refogue os tomates e a cebola de cabeça Depois de cozido adicione as folhas de ora-pro-nóbis cortado (2 a 3 cm), deixe ferver um pouco, Coloque cebolinha, desligue e sirva com angu de fubá ou de milho verde ou use como molho de macarrão (delícia eu amo)

quinta-feira, 7 de maio de 2026

Noz Pecã , a capsula da saúde



 Os Benefícios da Nozes Pecan!

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Os benefícios das nozes

A semente desse fruto de casca dura é a parte comestível que os antigos chineses já recomendavam para fazer bem ao organismo. Deliciosas, as nozes fortalecem as defesas do corpo, auxiliam na formação de glóbulos vermelhos, ajudam a curar ferimentos mais depressa, fortalecem ossos e dentes e, ainda, atuam contra o envelhecimento das células. Com tantas qualidades, desses frutos de casca dura, e põe dura nisso, o que se come é a semente e elas podem e devem entrar no cardápio todos os outros dias do ano. 
Mas qual é a melhor: a pecã, nacional, ou a importada? Saiba que as duas são iguais. A noz importada da Europa e da América do Norte e a pecã brasileira (aquela mais comprida e de casca lisa) têm praticamente os mesmos valores nutricionais. Na verdade, a maior parte das mudas de nogueira pecã trazidas para o Brasil nos anos 70 vieram do sul dos Estados Unidos.
Elas são tão poderosas que a ingestão diária dessas ‘cápsulas de saúde’, mesmo em pequenas quantidades, pode evitar – acredite! – até 65% o risco de doenças do coração. Isso porque reduzem as taxas de colesterol e a formação de coágulos no sangue, além de ter ação antiinflamatória. Os responsáveis por esses benefícios são os ácidos graxos essenciais, principalmente o linolênico e o linoléico. Mais: contêm fósforo e potássio e pouco sódio, o que fortalece o músculo cardíaco.
Os chineses sempre souberam das vantagens desse alimento. Como a nogueira é originária da Ásia, não é de se estranhar que um milenar ditado da região recomende comer uma noz ao dia para beneficiar o coração.

Resultado de imagem para noz pecaPor serem ricas em antioxidantes, especialmente vitamina E e selênio, as nozes funcionam ainda como agentes de prevenção do câncer. E a mesma vitamina é importante para estimular a fertilidade masculina. Por outro lado, seus compostos chamados fitoestrogênios – aqueles encontrados também na soja – reduzem os problemas relacionados à menopausa. Além disso, o fruto é rico em cálcio, fundamental para a saúde de ossos e dentes.

Quem fuma ou vive em cidades poluídas encontra no alimento um grande aliado. Os antioxidantes presentes nas nozes melhoram a resistência pulmonar e reduzem os danos das toxinas inaladas. Essas substâncias aumentam ainda as defesas contra doenças, segundo pesquisa feita na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.

E não acabou: ela é um dos itens com maior teor de vitamina B6. Só o gérmen de trigo e peixes como a sardinha ou o salmão, ganham da noz nesse quesito. Essa vitamina atua no bom funcionamento do cérebro e na produção de glóbulos vermelhos.

Mas ela engorda? Só para quem exagera no consumo. Para ter todos os benefícios, basta comer cinco nozes (28 gramas) ao longo do dia. Isso equivale a 193 calorias, o que é igual a duas barras de cereais.

Você pode saboreá-las no café da manhã, com cereais e frutas ou batidas com leite; no almoço ou jantar, picadas na salada verde, sobre risotos, massas e molhos. No lanche, experimente misturá- las a frutas secas. É difícil encontrar outro alimento tão versátil!
Prefira as nozes descascadas na hora e com sabor adocicado. As moídas antes perdem mais rápido seus nutrientes. Se o sabor for amargo, elas estão oxidadas e não devem ser consumidas.
Fonte: Revista Viva Saúde

quarta-feira, 6 de maio de 2026

5 plantas que a Nasa recomenda para purificar o ar da sua casa!!

Extraído do site da BBC Brasil 


Direito de imagemTHINKSTOCK

Além de deixarem o ambiente de qualquer casa mais alegre, as plantas são ideias para filtrar o ar do local.
Mas nem todas cumprem essa tarefa com a mesma eficácia.
Em 1989, a Nasa fez um estudo para determinar quais as mais indicadas para cumprir essa missão em um ambiente fechado.
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A pesquisa levou em consideração vários poluentes do ar, além das características das plantas e da facilidade de se obtê-las.
Os poluentes mais comuns e que as plantas se encarregam de filtrar são: benzeno, xileno, amoníaco, tricloroetileno e formaleído.
A BBC Mundo entrou em contato o autor do estudo, Bill Wolverton, que hoje dirige a ONG Wolverton Environmental Services, para ver se as recomendações da época continuam valendo.
Ele resumiu a lista e recomendou as cinco melhores plantas para limpar o ar de um casa. E também sugeriu “ter variedade, já que algumas são melhores que outras para eliminar substâncias químicas específicas do ar”.
Essa é a seleção feita por Wolverton:

Jibóia (Epipremnum aureum)


Direito de imagemZOO FARI

Um planta folhosa bem popular e fácil de ser obtida. É muito resistente e não requer grandes cuidados. Por isso é bastante utilizada em escritórios, comércio e outros locais públicos.
Se adapta facilmente a temperaturas entre 17ºC e 30ºC, e só é preciso regá-la quando a terra estiver seca.
É eficaz na absorção de formaleído, xileno e benzeno.

Lírio da paz (Spathiphyllum)


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É uma planta que sobrevive com pouca luz e pouca água. Ela cresce em temperaturas superiroes a 18ºC e é bastante longeva.
Se recomenda que ela seja mantida longe de correntes de ar.
Ela absorve os cinco contaminantes de ar analisados pela Nasa.

Palmeira-dama (Raphis excels)


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Também conhecida como palmeira-ráfis, ela é originária da Ásia e pode chegar a até 3 metros de altura.
Seu cultivo é melhor em áreas com temperaturas medianas e sem luz direta.
De acordo com a agência especial Americana, ela se encarrega de eliminar do ar o formaleído, xileno e amoníaco.

Espada-de-São-Jorge (Sansevieria trifasciata)


Direito de imagemTHINKSTOCK

De origem africana, é bastante utilizada na decoração de interiores, até por ter a vantage de sobreviver bem em condições desfavoráveis.
Pode aguentar temperaturas bem altas (até 40ºC) e bem baixas (-5ºC), se esses extremos ocorrerem de maneira esporádica.
É boa para eliminar benzeno, xileno, formaleído e também o toluene e o tricloroetileno.

Árvore-da-borracha (Ficus elastica)


Direito de imagemTHINSTOCK

É muito resistente e, como tem um alto índice de transpiração, ajuda a manter a umidade do ar.
Em poucos anos, ela pode crescer muito rápido. É eficiente na eliminação do benzeno, xileno e toluene e também age contra o formaleído e o tricloroetileno.

terça-feira, 5 de maio de 2026

Ganhei uma mudas de jerivá

 Nome Científico: Syagrus romanzoffiana (Arecaceae), 
Nome popular: jerivá, gerivá, coqueiro-jerivá, jeribá, coqueiro, coco-de-catarro, coco-babão, baba-de-boi
e coco-de-cachorro
Características: A Jerivá é uma espécie com caule solitário e liso, 7-15 m de altura e de 20 a 50 cm de diâmetro. Suas folhas são plumosas, apresentam 7-25 contemporâneas e possuem coloração verde-escura. A inflorescência é ramificada, com até 1,5 m de comprimento contendo uma bráctea peduncular lenhosa. Os frutos são globosos ou ovóides de coloração laranja, vermelho alaranjado ou amarela e 2-4 cm de comprimento.

Locais de Ocorrência: Ocorre naturalmente da Bahia até o Rio Grande do Sul, Uruguai, Paraguai e Argentina, além de se estender nos estados do Mato Grosso do Sul e Goiás.

Utilidade: A espécie é amplamente cultivada para fins paisagísticos no Brasil e no mundo. Além disso, é uma espécie nativa potencial para produção de palmitos para conserva e seus frutos são comestíveis e atrai grande quantidade de aves.

As espécies de árvores nativas como a JERIVÁ são muito indicadas para ações de reflorestamento, preservação ambiental, arborização urbana, paisagismos ou plantios domésticos. O reflorestamento, por exemplo, corresponde a implantação de florestas em áreas que já foram degradadas, seja pelo tempo, pelo homem ou pela natureza.

Já quando há a finalidade de arborização urbana ou paisagismo, é necessário avaliar o espaço em que a muda será plantada para que não haja problemas com a fiação elétrica ou rachaduras na calçada.

segunda-feira, 4 de maio de 2026

Em 7 dicas, saiba o que plantar na horta - blog belagro

 


o que plantar na horta

Entre as preocupações de quem pensa em cultivar hortaliças ― para consumo próprio ou para fins comerciais ― podemos destacar duas: em quais espécies investir e quais são os cuidados para manter a saúde e a vistosidade da lavoura. Estas são questões que podem impactar diretamente nos resultados. Por esta razão, apresentamos este texto com dicas sobre o que plantar na horta e como fazer da maneira correta.

A primeira dica para ter sucesso nessa empreitada é olhar com atenção o seu arredor. É evidente que, com as técnicas adequadas, é possível plantar qualquer coisa em qualquer lugar. Entretanto, os melhores resultados são aqueles obtidos ao cultivar culturas compatíveis com a biologia existente e, por isso, podem extrair daquela terra e clima as condições mais favoráveis para crescer.

Contudo, é claro que apenas isso não basta na hora de colocar a semente na terra. Para decidir o que plantar na horta, também é preciso observar quais variedades têm o trato mais adequado à sua rotina, ao espaço existente e ao objetivo que você almeja. Vamos lá, então?

O que plantar na horta

A decisão sobre o que plantar na horta depende do espaço que você tem. Raízes, como batata ou cenoura, rendem melhor em espaços maiores. Já os temperos, como a pimenta, o manjericão e o orégano, não demandam um grande pedaço de terra.

Em contrapartida, se a intenção for comercializar, os ganhos podem ser mais interessantes ao vender cenoura do que manjericão. Logo, tudo depende do seu objetivo!

Para saber reconhecer quais culturas são mais interessantes para o fim que você pretende dar para a horta (consumo próprio, plantio comunitário, venda em pequena ou grande escala), vamos listar alguns cultivos que são mais interessantes e algumas dicas básicas de cuidados para cada um. Confira!

 1 – Alface

Quando pensamos em hortaliças, sem dúvida a alface é uma das mais lembradas. Normalmente plantadas em um substrato a partir de mudas ― pois o plantio direto com as sementes costuma ser menos produtivo ―, elas demandam irrigação frequente (mas sem encharcar o solo), alto teor de matéria orgânica no solo e iluminação constante. A colheita pode ocorrer de 55 a 130 dias após a semeadura, dependendo do tipo que for plantado e da época do ano.

2 – Couve

Fácil de plantar, esta hortaliça rende melhor em espaços maiores, pois as folhas variam de 60 centímetros a 1 metro. Como a alface, é imprescindível ficar sob alta luminosidade, com sol direto, e solo constantemente úmido (não encharcado). O clima frio é ideal para o crescimento, pois o calor interfere negativamente no desenvolvimento, aparência e sabor.

Para o plantio, a semente deve ser posta diretamente na terra com aproximadamente 1 centímetro de profundidade. Brotos laterais retirados de plantas adultas também podem servir como método de cultivo. O corte da ponta do caule principal facilita o manuseio e a colheita e favorece o desenvolvimento de brotos laterais. Após 70 dias e em até 112 após o plantio, a colheita pode ser feita.

3 – Brócolis

Cultura que não exige muito espaço, o brócolis pode ser plantado em sementes ou mudas diretamente na terra. O ideal é iniciar o plantio em uma época de temperatura mais amena, apesar de ela se desenvolver razoavelmente o ano inteiro.

O único cuidado fundamental é com a nutrição do solo, já que o brócolis é extremamente exigente em nutrientes e requer muita matéria orgânica e adubagens frequentes. A colheita pode ocorrer de 60 a 110 dias após o plantio, dependendo da espécie.

4 – Repolho

Pode ser plantado por meio das sementes no local definitivo ou transplantado com aproximadamente 10 centímetros de altura depois de iniciar o desenvolvimento em algum substrato à parte. A produtividade desta hortaliça é bastante impactada pelo espaço disponível: quanto maior ele for, maiores serão as cabeças. O plantio pode ocorrer o ano inteiro.

Como as outras culturas que apresentamos até aqui, a luz direta é fundamental e a irrigação constante é outro requisito. De dois a quatro meses após o plantio, as cabeças já devem estar bem formadas e firmes: este é o ponto ideal para colheita.

5 – Abóbora e abobrinha

Esses dois cultivares têm recomendações bem parecidas para o plantio. Ambos exigem solo rico em matéria orgânica e se desenvolvem melhor em épocas quentes. Portanto, iniciar o cultivo no início da primavera é a melhor decisão! As sementes podem ser colocadas diretamente na horta ou em substratos à parte. Neste caso, o transplante deve ocorrer quando os ramos tiverem três folhas.

O solo úmido com irrigações frequentes é um cuidado essencial. No caso da abóbora, a colheita acontece aproximadamente quatro meses após o plantio. Já a abobrinha está pronta para ser colhida de 45 até 80 dias depois de plantada. Aqui, uma dica é observar os frutos: eles já devem estar bem desenvolvidos, mas ainda não maduros.

6 – Batata

Nós já apresentamos um artigo detalhado sobre como plantar batata aqui no blog. Confira o texto completo aqui! Mas repetimos porque ela não poderia ficar de fora da lista de quem está querendo saber o que plantar na horta. Então, lá vai um resumo de como cultivá-la: usando uma batata em broto, plante diretamente no local que ela vai se desenvolver em um período ameno do ano e em um solo bem ventilado e não muito úmido, nem mesmo compacto demais.

Quando as plantas estiverem amareladas ― o que ocorre entre 14 e 16 semanas após o plantio ―, a batata já está boa para colheita. Uma dica interessante é parar a rega duas semanas antes de colher. Embora a dependência da água seja uma característica dos tubérculos, em excesso a umidade pode apodrecê-los.

7 – Tomate cereja

O tomate cereja aparece como uma opção a quem quer saber o que plantar na horta por que ele tem um trato mais fácil do que outros tipos de tomate. As sementes desta variedade podem ser plantadas diretamente na terra ou em sementeiras e transportadas ao atingirem aproximadamente 10 centímetros de altura. A melhor época para o cultivo é o início da primavera.

Uma dica importante é escorar o caule com varas de bambu ou madeira para que ele não envergue com o nascimento dos frutos. A luz do sol direta por algumas horas do dia é essencial para que a produtividade seja boa. O solo precisa ser mantido sempre úmido. Enfim, após 90 ou 100 dias do plantio, ele pode ser colhido, mesmo se não estiver totalmente maduro.

Para cuidar da sua horta, conte com a Bel Agro!

Além de saber o que plantar na horta e como fazer isso da forma correta, é essencial contar com o apoio de soluções que garantam os nutrientes necessários à lavoura e outras que protejam o seu cultivo de pragas e tantos outros inimigos indesejáveis. A Bel Agro tem produtos eficazes para todas essas necessidades. Conheça nosso portfólio e garanta a sua produtividade!

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Esperamos que este artigo seja útil e auxilie de maneira efetiva na decisão sobre o que plantar na horta. Em caso de dúvidas ou se você tiver alguma informação para contribuir, fique à vontade para deixar o seu comentário no espaço abaixo. Aproveite para compartilhar este artigo com seus colegas e, se quiser, entre em contato conosco! Estamos sempre à sua disposição.

domingo, 3 de maio de 2026

Amendoim Forrageiro, PALATABILIDADE, CRESCIMENTO E VALOR NUTRICIONAL FRENTE AO PASTOREIO DE EQÜINOS ADULTOS



A leguminosa Arachis pintoi é uma excelente fonte de forragem para cavalos e pode estar associada com a maioria das gramíneas, mesmo as mais agressivas. 

Ela tem aceitação muito boa e excelente valor nutritivo. Os bons resultados obtidos neste estudo, em relação à persistência na associação ou na cobertura de solo e na nutrição de cavalos, indica essa espécie como boa opção para o criador brasileiro de cavalos. Essa planta tem grande tolerância ao pastoreio, devido à sua estrutura de crescimento ser protegida da boca do animal, diferentemente da maioria das leguminosas tropicais.

O Arachis pintoi (Amendoim Forrageiro Perene) é uma leguminosa herbácea perene, de crescimento rasteiro, hábito estolonífero, prostrado e lança estolões horizontalmente em todas as direções em quantidade significativa, cujos pontos de crescimento são bem protegidos do pastejo realizado pelos animais. Adapta-se bem em solos de baixa a média fertilidade e tolera aqueles com alta saturação de alumínio (ácidos), porém, responde bem à calagem e adubação fosfatada. É uma leguminosa de porte baixo, dificilmente ultrapassando 30-40 cm de altura, possui raiz pivotante, que pode alcançar 1,60 m de profundidade. As hastes são ramificadas, circulares, ligeiramente achatadas, com entrenós curtos e estolões que podem chegar a 1,5 m de comprimento. A planta floresce várias vezes ao ano, geralmente entre a 4ª e 5ª semana após a emergência das plântulas. Em condições de sombreamento, as plantas apresentam crescimento mais vertical, com maior alongamento do caule, maior tamanho e menor densidade de folhas (CALEGARI et al., 1995; LIMA, 2007; SUPRAREAL, 2007).
 
Uma característica que confere grande tolerância ao pastejo é a localização de seus pontos de crescimento que, geralmente, encontram-se bem protegidos do alcance da boca do animal, ao contrário da maioria das espécies de leguminosas tropicais, que tem seus pontos de crescimento facilmente removidos em condições de pastejo intenso. Assim, é possível manter uma área foliar residual, mesmo quando a planta é submetida a um pastejo contínuo e intenso. Com relação ao frio, à seca, ao encharcamento e às cigarrinhas, essa leguminosa apresenta tolerância média segundo relatos de Calegari et al. (1995) e Lima (2007).

As pragas mais comuns que atacam essa leguminosa são os crisomélidos (que consomem as folhas), formigas e algumas larvas de lepidópteros. A presença dessas pragas ocorre de forma localizada dentro das pastagens e não afeta a persistência e a sua produtividade (CALEGARI et al., 1995; LIMA, 2007).

Apesar de terem sido identificadas diversas doenças que atacam o amendoim forrageiro, até o momento estas não têm limitado sua produção. De acordo com Lima (2007), o Arachis pode ser usado tanto na consorciação com gramíneas, como para recuperação de pastagens puras em processos de degradação. Sua densa rede de entolhos tem impacto positivo no controle da erosão (CALEGARI et al., 1995). Por ser ainda uma leguminosa perene, age como fixadora de nitrogênio, que promove boa cobertura de solo e controla plantas invasoras. Assim, foi objetivo da pesquisa proporcionar outra alternativa forrageira para melhorar a qualidade nutritiva da alimentação fornecida aos eqüinos criados na Região Metropolitana de Curitiba.

CONCLUSÕES
Concluiu-se que Arachis pintoi, empregado isoladamente ou consorciado, teve grande aceitação pelos animais (boa palatabilidade), além de significativamente suprir as necessidades diárias, em função dos dados da análise bromatológica efetuada.

Fonte: http://www2.pucpr.br/reol/index.php/ACADEMICA?dd1=1871&dd99=view

quarta-feira, 29 de abril de 2026

Mulching ou cobertura morta. O QUE É COBERTURA MORTA ?

 





Ontem aproveitei esta folhas para fazer uma cobertura morta no canteiro do jardim. 

O QUE É COBERTURA MORTA ?

Cobertura orgânica – ou, em inglês 'mulch' – é qualquer tipo de resíduo vegetal que se acumula sobre a terra. Bactérias, fungos e outros microorganismos usarão esse material como alimento, em um processo que conhecemos como decomposição – a maneira natural de retornar à terra o material orgânico utilizado pela geração anterior.


A cobertura morta orgânica - 'mulch' - não apenas conserva umidade, mas também alimenta as plantas, as minhocas, micróbios e outras espécies de vida no solo. A matéria orgânica decomposta por estas várias formas de vida facilita a aglutinação das partículas do solo em uma estrutura mais grumosa, que retém melhor a água e os gases necessários para a vida das plantas.



As pessoas podem adaptar técnicas de “mulching” às suas práticas culturais habituais, em hortas e no paisagismo, com o uso do material orgânico disponível. O grande interesse na prática dessa cobertura do solo deriva de vários fatores: economia de trabalho, vantagens para as plantas, reutilização adequada para o que era considerado “lixo”.


A prática de manter sempre coberta a terra de hortas e jardins não realiza milagres instantâneos, mas certamente auxilia as plantas a crescerem e se desenvolverem melhor, e torna todo o trabalho de jardinagem mais fácil. Esses benefícios ocorrem em qualquer clima, frio ou quente, seco ou úmido.


O Mulch pode ser incorporado a cada ano, mas dois fatores devem receber nossa atenção: o estado de decomposição da cobertura anterior e a salinidade do material utilizado, que pode nos causar problemas se usado sem moderação.


Precisamos prestar atenção à eventual necessidade de adicionarmos nitrogênio (N) ao mulch, pois o material fresco utiliza o nitrogênio disponível para se decompor,  que poderá ser retirado das plantas próximas. Adubos de lenta disponibilidade são a melhor solução, de acordo com a recomendação do fabricante.


Exemplos de mulch orgânico:
  • Restos de poda – barato, lembrar de picar antes de aplicar.
  • Cascas de pinho – dão um aspecto bonito ao jardim.
  • Restos de grama – somente devem ser aplicados depois de secos ou de passarem por processo de compostagem.
  • Musgos – têm a tendência de impermeabilizar o solo.
  • Agulhas de pinheiro – são bonitas e duram muito tempo. Fornecem nutrientes que, ao se decomporem, acidificam a terra, sendo boas para plantas que gostam de terras ácidas, como azaléias, gardênias, hortênsias.
  • Serragem – se a serragem fresca for incorporada ao solo, um suplemento de N é imprescindível.

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JÁ PENSOU EM TER UM MINHOCÁRIO PARA RECICLAR O SEU LIXO ORGÂNICO DOMÉSTICO?   ...

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