terça-feira, 22 de setembro de 2026

Bagaço de uva vira biofertilizante para o cultivo de flores comestíveis - Agência FAPESP

 

Thais Szegö | Agência FAPESP – Com flores comestíveis ricas em compostos antioxidantes, a calêndula pôr do sol (Calendula officinalis L.) desperta cada vez mais interesse nas indústrias de alimentação e cosméticos. Para impulsionar o cultivo dessa planta ainda pouco explorada comercialmente, pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR), testaram uma estratégia sustentável: um biofertilizante à base de bagaço de uva que conseguiu elevar a concentração das substâncias benéficas e favorecer o desenvolvimento das flores.

O subproduto utilizado na fórmula é gerado durante a fabricação de vinho e representa de 20% a 25% da massa total da uva processada, gerando de 9 a 13 milhões de toneladas anualmente em todo o mundo.

“Utilizamos o bagaço da uva porque ele é um dos principais resíduos da produção de vinho e ainda possui uma composição muito rica em substâncias de interesse, como fibras, açúcares, compostos fenólicos, antioxidantes e pigmentos naturais. Tem, portanto, um grande potencial para gerar novos produtos de alto valor agregado”, conta Luiz Eduardo Nochi Castro, da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA-Unicamp). Os resultados do trabalho, fruto do doutorado de Castro com bolsa da FAPESP, foram publicados em junho na revista ACS Omega. A pesquisa também recebeu financiamento por meio de outros dois projetos (18/14938-4 e 24/10205-3).

De acordo com Castro, a escolha da calêndula pôr do sol se deu por causa da parceria com os colegas da UFPR, que já estudavam o cultivo de flores.

Antes de aplicar o bagaço na plantação, os pesquisadores transformaram o resíduo em digestato, um biofertilizante líquido rico em nutrientes obtido por meio da digestão anaeróbia – processo no qual microrganismos decompõem a matéria orgânica na ausência de oxigênio. Ao longo de 2023, esse adubo natural foi testado no cultivo da calêndula em duas estações do ano (verão e inverno), permitindo avaliar como o clima influenciava o desenvolvimento das flores.


O bagaço é um subproduto da fabricação de vinho e representa até 25% da massa total da uva processada (foto: Shutterstock)

Também foram testadas diferentes doses do biofertilizante e variadas condições de irrigação para verificar seus efeitos no crescimento e na qualidade das plantas. Após a colheita, as flores foram liofilizadas, um processo de secagem que ajuda a preservar suas características por mais tempo. Em seguida, foi realizada uma série de análises para avaliar os efeitos do biofertilizante na planta.

“Além de caracterizar as flores, analisamos o desenvolvimento das plantas como um todo, incluindo a parte aérea, as folhas e as raízes. Também foram realizadas análises físico-químicas para verificar a qualidade das flores produzidas e comparar os resultados com os do cultivo convencional”, explica Tânia Forster professora da FEA-Unicamp e orientadora de Castro.

“Verificamos que a quantidade do composto [digestato] e de água faz diferença. Doses moderadas proporcionaram os melhores resultados, enquanto quantidades excessivas tendiam a prejudicar o desenvolvimento das plantas. Isso mostra que o uso do digestato deve ser feito de forma equilibrada”, pondera Forster.

Nos testes, a aplicação do biofertilizante mudou significativamente o perfil das flores. No experimento conduzido no verão, por exemplo, o uso do digestato elevou drasticamente a concentração de betacaroteno – composto precursor da vitamina A e poderoso antioxidante –, alcançando até 80,9 miligramas por 100 gramas de flor liofilizada (um salto superior a 250% em comparação ao cultivo convencional sem o resíduo), além de elevar os níveis de compostos fenólicos totais e a atividade antioxidante. Já no inverno, o ganho se destacou na retenção de pigmentos e minerais, provando que o resíduo da vinícola consegue enriquecer o perfil nutricional da planta em diferentes estações.

Próximos passos

Apesar dos resultados promissores, para que a solução seja adotada em larga escala ainda são necessários estudos para avaliar sua viabilidade técnica e econômica. Ou seja, entre outras coisas é preciso entender como esse processo poderia ser integrado às vinícolas ou a outras empresas que já utilizam a digestão anaeróbia para tratar resíduos, além de avaliar os custos, a logística e o mercado para a produção de flores comestíveis.

Uma das novas linhas de pesquisa da equipe está focada na extração de compostos de interesse – além de antioxidantes e compostos fenólicos, também açúcares e pigmentos naturais. Eles podem ser utilizados no desenvolvimento de produtos de maior valor agregado, como ingredientes para alimentos, cosméticos e outros produtos naturais.

“A ideia é aproveitar o bagaço de uva para produzir também energia, além de biofertilizante para cultivar as flores comestíveis, e, posteriormente, transformar tanto as flores quanto os resíduos desse cultivo em novos produtos de alto valor agregado. Dessa forma, buscamos criar uma cadeia de produção mais sustentável, baseada nos princípios da economia circular”, diz Castro.

O artigo Sustainable valorization of grape pomace digestate as fertilizer: Effects on the agronomic and biochemical performance of Calendula officinalis L. under variable irrigation regimes pode ser lido em: pubs.acs.org/acsodf/article/11/25/36990/5165327/.
 

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Como Fazer Torta de Mamona Adubo Rico em Nutrientes e custo 0800





Olá, nesse vídeo eu vou ensinar você fazer um excelente adubo ai em sua casa, esse adubo é a torta de mamona, sabe aquelas bolinhas que o pé de mamona da, essas bolinhas, depois de um processo, da para utilizar como adubo para plantas e horta, dese-se colher essas mamonas e deixa secar por alguns dias até que ela comece a estourar, quando a mamona já estiver seca, pegue um liquidificador que só use em horta, bata todas as mamonas até que forma uma farinha, essa farinha é rica em nutrientes que pode ser absorvido pelas plantas, essa farinha é chamada como torta de mamona, um adubo orgânico que você pode utilizar em todas as plantas e horta, faça e disponibiliza mais nutrientes para sua plantas, espero que gostem, abraço e fiquem com deus.


Assista o vídeo onde eu ensino fazer um minhocário com bacia para produzir húmus em casa, húmus é um excelente adubo que você pode utilizar em sua horta e plantas em vaso, link a baixo.
https://youtu.be/moWvsKK7FxE

Folhas de mamona contra formigas??


O Brasil, terceiro maior produtor mundial de frutos, depende fortemente da polinização para garantir sua produtividade agrícola. Nesse contexto, os polinizadores, especialmente as abelhas, desempenham papel essencial na manutenção da biodiversidade e na segurança alimentar. No entanto, o uso indiscriminado de agrotóxicos compromete sua sobrevivência. Este projeto de pesquisa propõe o uso do extrato vegetal de Ricinus communis (mamona) como alternativa ecológica ao controle de formigas cortadeiras do gênero Atta spp. em jardins escolares. Os resultados demonstraram que, após aplicação da solução (15g de folhas para 500mL de água), houve evasão significativa de indivíduos dos formigueiros em até 48 horas, sem comprometer a presença de polinizadores. A proposta reforça o potencial do controle biológico como ferramenta sustentável na educação ambiental e preservação da fauna benéfica.  


 

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

ADUBAÇÃO VERDE - Consórcio Leguminosas x Banana



Neste vídeo são apresentadas informações de um dos projetos de pesquisa desenvolvidos na Fazendinha Agroecológica de Palmas, da Fundação Universidade do Tocantins - UNITINS, em Palmas/TO.
- Projeto desenvolvido com apoio financeiro do Programa Primeiros Projetos - PPP CNPq/SEDECTI-TO.
- Adubação verde em consórcio com bananeira (var. Thap Maeo): Calopogônio e Feijão de Porco.
- Pesquisador: Dr. Arison José Pereira
- Maio/2013

Agroecologia-Manejo de pragas e doenças

 

Acesse esta cartilha agroecologia

Húmus líquido é a mais nova alternativa para adubação de hortaliças

A Embrapa Clima Temperado, juntamente com outras  Unidades do Sul do Brasil, participa da Expointer 2010 e apresenta na Casa da Embrapa, as últimas novidades em ciência e tecnologia para o setor agropecuário, apresentados por meio de impressos, audiovisuais e degustações que ocorrem ao longo da feira. Dentre os produtos desenvolvidos pela pesquisa, destaca-se o húmus líquido, que está sendo apresentado ao público nessa edição do evento, em Esteio
.
Segundo o pesquisador da Embrapa Clima Temperado, Gustavo Schiedeck, a utilização de fertilizantes orgânicos alternativos com alto valor nutricional e biológico é uma das principais demandas dos horticultores que optam por uma produção de base ecológica. Ele destaca que a aplicação do húmus de minhoca é complexa em adubações de pós-plantio nos cultivos com cobertura morta, podendo se tornar um agente disseminador de sementes de plantas espontâneas, especialmente quando o esterco é proveniente de diferentes áreas.

Devido a este aspecto, Gustavo defende a aplicação do húmus líquido na adubação orgânica aplicada em hortaliças. Este novo fertilizante é composto principalmente por húmus de minhoca, porém seu diferencial é a adição de água em sua composição. “Para cada 100 litros de húmus líquido, em concentração aproximada de 10% na relação entre sua massa e seu volume, é necessária a utilização de 20 kg de húmus sólido adicionados à água preferencialmente sem cloro”, salientou Schiedeck.

Preparada a mistura, o húmus líquido deve ser agitado durante dois ou três dias, pelo menos uma vez a cada 24 horas, para que os nutrientes possam ser liberados para a água. Após este período, o fertilizante deve ser deixado em repouso para que as partículas sólidas que ainda possam estar presentes em sua constituição se dirijam ao fundo do recipiente. A próxima etapa do processo é a filtragem das partículas mais finas que ainda possam ser encontradas em suspensão.

A filtragem pode ser realizada tanto com filtros de areia como com filtros de discos. Quando a escala de húmus líquido não for elevada, pode-se realizar uma filtragem simples, utilizando um recipiente coberto no fundo com uma tela ou tecido de seda que retenha as partículas em suspensão, incluindo sementes que possam entupir os gotejadores das hortas.

Segundo o pesquisador, o húmus líquido pode ser aplicado em hortaliças via sistema de irrigação através do Tuboventure, equipamento que mistura o fertilizante à água que será destinada à irrigação das plantas. Durante este processo, a entrada de água nos canos de irrigação é desviada até o Tuboventure, onde o húmus líquido será automaticamente misturado à água para posteriormente ser aplicado nas hortas através dos gotejadores. Schiedeck ressalta que nas hortas de morango da Embrapa Clima Temperado é utilizado 1 l/m2 de húmus líquido  a cada quinzena, sendo colhido, em média, 1 kg de frutas em áreas onde há a aplicação do fertilizante.
Outro aspecto favorável à utilização do húmus líquido é a reutilização do material obtido após a filtragem de suas partículas finas em outras adubações, pois, mesmo contendo menos nutrientes do que o material original, sua eficácia como fertilizante ainda é significativa.

Christiane Rodrigues Congro – Mtb-SC 00825/9
Colaboração: Carlos Salvador (estagiário)
Embrapa Clima Temperado
Contatos: (53) 3275-8113 – christiane.congro@cpact.embrapa.br

domingo, 13 de setembro de 2026

Como Captar Água da Chuva Para Economizar

 


Você já parou para pensar em quanta água potável desperdiçamos em tarefas simples, como lavar o quintal, o carro ou regar as plantas? Em tempos de escassez hídrica e contas de serviços básicos cada vez mais altas, transformar sua residência em uma casa do futuro não é mais uma questão de luxo, mas de inteligência financeira e consciência ambiental.

Se você busca formas de valorizar seu patrimônio enquanto ajuda o planeta, este projeto é para você. Hoje, vamos detalhar como montar um sistema eficiente de captação de água da chuva utilizando materiais simples e duradouros.

 

Por que investir no reuso de água agora?

Além da óbvia economia na conta mensal, a captação de água da chuva reduz a demanda sobre os mananciais e diminui o gasto energético necessário para o bombeamento de água tratada até sua casa. É uma solução circular: você aproveita o que a natureza oferece de graça para manter sua casa impecável.

 

O Sistema de Captação: Entenda a Lógica

Muitas pessoas cometem o erro de simplesmente colocar um cano direto da calha para um tambor. Isso gera água suja e entupimentos. Um sistema de alta qualidade precisa de três componentes essenciais:

  1. Filtro de Folhas: Instalado logo na saída da calha, utiliza um cano em "Y" com uma tela interna para desviar galhos e sujeiras maiores antes que cheguem ao reservatório.

  2. Separador da "Primeira Água" (First Flush): A primeira água que cai limpa o telhado (poeira, poluição). O sistema deve ter um cano vertical que armazena esses litros iniciais e, somente após esse cano encher, a água limpa transborda para a bombona.

  3. Reservatório com Ladrão: Uma bombona de plástico (preferencialmente de tampa removível para facilitar a limpeza) equipada com uma torneira na base e um "ladrão" no topo, para que o excesso de água retorne ao sistema de drenagem comum quando o tanque estiver cheio.

 

Passo a Passo para Sua Instalação Residencial

Para montar seu sistema, você precisará de canos de PVC (geralmente de 100mm), colas, uma cisterna para armazenamento da água e ferramentas básicas.

  • Dica de Ouro: Não use água tratada para testar o sistema. Espere a primeira chuva para validar o funcionamento e ver a mágica acontecer!

  • Importante: A água captada não é potável. Utilize-a exclusivamente para descargas, lavagem de áreas externas e rega de jardins.

 

Sustentabilidade na Prática

Ter uma casa sustentável aumenta o valor de mercado do seu imóvel e gera um sentimento de autonomia. Pequenas adaptações hoje garantem o futuro dos recursos naturais para as próximas gerações.

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Nossa composteira produzindo húmus




 Material produzido por IA

A produção de húmus através de uma composteira doméstica (processo conhecido como vermicompostagem) é uma das formas mais eficientes de reciclar os resíduos orgânicos da cozinha e transformá-los em um adubo de altíssima qualidade. O húmus é o resultado da digestão das minhocas (geralmente as vermelhas-californianas), que processam os restos de alimentos junto a materiais secos. [1, 2]
Se você já tem uma composteira ou está planejando montar uma, veja abaixo os principais pontos sobre o funcionamento, cuidados essenciais e como colher o seu adubo.

🪵 Como funciona a produção de húmus?
As composteiras domésticas geralmente funcionam em um sistema de caixas empilháveis: [1]
  • Caixas Superiores (Digestoras): É onde você deposita os resíduos de alimentos misturados com matéria seca (como folhas secas ou serragem). As minhocas vivem nessas caixas e se alimentam dessa mistura, transformando-a em húmus. [1]
  • Caixa Inferior (Coletora): Armazena o excesso de líquido que escorre do processo. Este líquido é um biofertilizante rico, que pode ser retirado pela torneira e borrifado nas plantas após ser diluído em água (na proporção de 1 parte de líquido para 10 de água). [1]

⚖️ O que pode e o que não pode colocar
Para manter as minhocas saudáveis e garantir um húmus de boa qualidade, o equilíbrio dos alimentos é fundamental: [1]
👍 Pode colocar à vontade⚠️ Colocar com moderação👎 Não deve colocar
• Cascas de frutas e vegetais
• Borra e filtro de café
• Cascas de ovo (quebradas)
• Folhas secas e serragem
• Frutas cítricas (laranja, limão)
• Alho e cebola
• Alimentos cozidos (sem óleo/sal)
• Guardanapos de papel
• Carnes, peixes e laticínios
• Alimentos muito salgados ou oleosos
• Fezes de animais de estimação
• Papel higiênico ou colorido

🛠️ Cuidados básicos para evitar problemas
  1. Equilíbrio de Umidade: Sempre que colocar resíduos úmidos (restos de comida), cubra-os com o dobro de matéria seca (serragem ou folhas). Isso evita o mau cheiro e o surgimento de moscas. [1]
  2. Temperatura e Oxigênio: Mantenha a composteira na sombra e em local arejado. O calor excessivo pode matar as minhocas.
  3. Tamanho dos Resíduos: Picar os alimentos em pedaços menores ajuda as minhocas e os micro-organismos a acelerarem o processo de decomposição.

🧺 Como saber quando o húmus está pronto e como colher?
O húmus fica pronto em um ciclo que costuma variar entre 30 a 60 dias após a caixa digestora estar completamente cheia.
  • Aparência: Ele deve ter uma cor escura (parecida com borra de café), textura granulada e homogênea (sem pedaços visíveis de alimentos) e um cheiro agradável de terra molhada. [1]
  • Técnica de Colheita: Para retirar o húmus sem machucar as minhocas, deixe a caixa aberta sob a luz do sol por alguns minutos. Como as minhocas fogem da luz, elas vão descer para o fundo da caixa. Você pode ir raspando a camada superficial do húmus aos poucos. [1]

terça-feira, 8 de setembro de 2026

Como, Quando e Porque Podar suas árvores frutíferas?



Com a chegada do frio, o agricultor precavido sabe que está chegando a hora correta. Começa a amolar as ferramentas, limpa as lâminas impregnadas de ferrugem por estarem guardadas desde o ano anterior, engraxa a mola da tesoura e afia o serrote. O ritual do corte está para começar. Todo ano é a mesma coisa. Mas porque fazer ? Por que deixar esse ao aquele ramo ? Qual o verdadeiro objetivo da Poda ? Devo ou não devo cortar ?

Essas são perguntas que mais ouvimos desde um simples possuidor de uma fruteira de fundo de quintal até um grande fruticultor. Mas quais são as finalidades desta habilidosa arte milenar, a poda, que dela depende em grande parte a explosão da vida na primavera que virá a seguir, a fartura e a qualidade da colheita de qualquer pomar.

Muito embora seja praticada para dirigir a planta segundo a vontade do homem, como no campo da estética em algumas árvores, arbustos e jardins ornamentais, em fruticultura, ela é utilizada para regularizar a produção e melhorar a qualidade dos frutos.


A poda é umas das práticas culturais mais antigas realizadas em fruticultura que, juntamente com outras atividades não menos importantes, torna o pomar muito mais produtivo.


Alguns autores chegam a citar a poda como uma espécie de bisavó da enxertia e da hibridização, citando que foi um jumento que, devorando os sarmentos de uma videira, deu aos nauplianos a idéia de podá-la. Verdade ou não, o fato é que ela se tornou imprescindível no manejo de pomares frutíferos, principalmente.


CONCEITOS E IMPORTÂNCIA DA PODA:


Existem diversos conceitos para o termo poda dentre os quais:

- É o conjunto de cortes executados numa árvore, com o objetivo de regularizar a produção, aumentar e melhorar os frutos, mantendo o completo equilíbrio entre a frutificação e a vegetação normal;
- É a arte e a técnica de orientar e educar as plantas, de modo compatível com o fim que se tem em vista;
- É a técnica e a arte de modificar o crescimento natural das plantas frutíferas, com o objetivo de estabelecer o equilíbrio entre a vegetação e a frutificação.
- É a remoção metódica das partes de uma planta, com o objetivo de melhorá-la em algum aspecto de interesse do fruticultor.


Poderíamos continuar com vários conceitos, mas como podemos notar, tudo se resume em cortar para direcionar e equilibrar. Com uma boa filosofia de interpretação, podemos até considerar a poda como uma autêntica cirurgia. Quando a decisão foi de podar, é porque todos os parâmetros indicaram que ela é necessária. Mas qual é a importância de se podar ?


A importância de se podar varia de espécie para espécie, assim poderá ser decisiva para uma, enquanto que para outra, ela é praticamente dispensável. Com relação à importância, as espécies podem ser agrupadas em:

- Decisiva: Videira, pessegueiro, figueira.
- Relativa: Pereira, macieira, caquizeiro.
- Pouca importância: Citros, abacateiro, mangueira.


O podador, deverá fazer uso de seus conhecimentos e habilidades, onde um gesto seguro reflete a convicção de quem acredita que a interferência humana é imprescindível para modelar um pomar. Na natureza, as plantas crescem sem qualquer modelamento, buscam sempre a tendência natural de crescerem em direção à luz, tomando a forma vertical, e com isso perdem a regularidade de produção.


Toda a importância da arte de usar a tesoura, não está em simplesmente cortar esse ou aquele ramo, dessa ou com aquela espécie. Cada fruteira tem o seu hábito específico de frutificação, tendo conseqüentemente, exigência muito diversa quanto à poda. E quanto a isso, devemos então entender o básico de como funciona a planta frutífera, para adaptarmos a cada espécie que pretendemos podar. Com citamos anteriormente, o podador assemelha-se a um cirurgião, e como tal, não opera sem entender como funciona o organismo que ele está lidando.

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JÁ PENSOU EM TER UM MINHOCÁRIO PARA RECICLAR O SEU LIXO ORGÂNICO DOMÉSTICO?   ...

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