Adubo natural, pó alimenta as plantas, potencializa a produtividade e torna-se mais acessível.
O agricultor brasileiro está tirando leite de pedras. Explica-se: produtores de grãos, hortaliças, frutas, flores, pastagens e na silvicultura estão usando pó de rochas em substituição aos adubos químicos convencionais, e com vantagens. É a chamada biomineralização. As rochas com potencial de uso para a agricultura estão expostas na superfície ou são subprodutos da atividade mineradora.
Antes de virarem adubo natural, as rochas passam por um processo chamado de rochagem, no qual são transformadas em pó. “O pó de rocha fornece nutrientes ao solo, como cálcio, fósforo, magnésio e, principalmente, potássio”, esclarece o pesquisador Éder Martins, da Embrapa Cerrados. Martins coordena a Rede AgriRocha, formada por cerca de 100 pesquisadores que avaliam o potencial das diferentes rochas brasileiras como fontes de nutrientes para a agricultura.
Outra função dessas rochas é de serem condicionadores do solo. Isto é, permitem que outros nutrientes e condições do solo sejam mais equilibrados e que os nutrientes sejam disponibilizados conforme a demanda da cultura. “Especialmente em culturas perenes, essas fontes são de disponibilização lenta. A vantagem disso, em comparação às fontes convencionais, é que o agricultor não precisa ficar repondo os fertilizantes”, ressalta Martins.
Os três Estados do Sul têm experiências de manejo alternativo em várias culturas. No RS, a biomineralização despertou o interesse de produtores da região de Ijuí. Testes feitos com a aplicação de pó de rochas, em lavouras e hortas, têm deixado satisfeitos os produtores. “O pó de rocha contém cerca de 70 minerais, como cálcio, ferro, magnésio, ou seja, praticamente todos os minerais de que a planta necessita”, disse o engenheiro agrônomo da Emater, Gilberto Pozzobon.
Uma dessas propriedades é a de Cristiano Didoné, produtor de leite do interior de Ijuí. As duas toneladas de pó de rocha que aplicou em uma área considerada improdutiva conseguiram aumentar a produtividade em 30%. “Os resultados começaram a aparecer a partir do segundo ano”, disse Didoné.
Quando depositados em solos enfraquecidos, os minerais que as rochas carregam vão alimentar e nutrir as plantas, que, segundo os técnicos, crescerão mais saudáveis e menos suscetíveis a doenças. “A biomineralização pode ser uma alternativa ao modelo de produção que não respeita a natureza e o ser humano”, disse o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Ijuí, Carlos Karlinski.
Em SC - Santa Catarina está apostando na adubação com pó de basalto. Em Guaraciaba, no Extremo-Oeste, o basalto é usado misturado com adubo orgânico em pastagens perenes de verão. “Houve desenvolvimento de rebrota em menor período de tempo e diminuiu a incidência de pragas”, conta o agrônomo Clístenes Guadagnin, extensionista da Epagri local.
Os resultados estão associados a um melhor manejo do gado, da pastagem e do solo, com a divisão em piquetes. Em testes realizados com lavouras de arroz sequeiro e milho, houve menor incidência de doenças foliares, maior produção e resistência das plantas a períodos de estresse hídrico.
Em Ituporanga, no Vale do Itajaí, o pó de ardósia é usado na produção de cebola. “Usamos esse material associado à adubação verde e percebemos que o teor de potássio subiu rapidamente. Além disso, a acidez do solo diminuiu”, conta o agrônomo Hernandes Werner, pesquisador da Estação Experimental de Ituporanga.
Catarinense descobre basalto moído
Agricultores de diferentes regiões de Santa Catarina estão usando pó de rocha para repor os nutrientes da terra. Um deles é Wilfrit Kunze, da localidade de Santa Maria, em Porto União. No lugar do adubo convencional, ele começou a aplicar basalto moído e se surpreendeu com o resultado. Os custos de produção caíram e, hoje, ele planta milho, feijão, soja e cebola no sistema agroecológico usando basalto misturado com adubo orgânico.
Wilfrit associa essa técnica com adubação verde de inverno, plantio direto e rotação de culturas. O sistema tem aumentado a produtividade: no primeiro ano com pó de rocha, o agricultor colheu 180 sacas de milho por alqueire. No ano seguinte, colheu 220 sacas na mesma área.
Para o agrônomo Daniel Dalgallo, extensionista da Epagri, o pó de basalto pode substituir com vantagens a adubação sintética. “Com o adubo químico, o produtor se limita a seis ou sete nutrientes. O basalto tem 108 elementos químicos. Desses, 42 são importantes para o metabolismo da planta. Com uma nutrição equilibrada, a planta fica mais resistente a doenças”, destaca.
Análises - De acordo com o biólogo Bernardo Knapik, que há mais de 20 anos estuda o pó de basalto, análises foliares das plantas que receberam a técnica apontam que elas são mais ricas em nutrientes. “O pó de rocha não agride o meio ambiente porque não se dissolve rapidamente. Ele é trabalhado pelos micro-organismos e pelas raízes e, assim, o solo se regenera. Já o adubo sintético é solúvel, a planta aproveita o que pode, e o que ela não absorve pode causar problemas ambientais”, compara.
Para ser usada na agricultura, a rocha é moída até se transformar em um pó semelhante ao cimento. Mas antes de usar esse material na lavoura, o agricultor deve fazer uma análise do solo e buscar o acompanhamento de um engenheiro agrônomo ou técnico agrícola.
Pesquisadores confirmam qualidades da rocha moída
O pó de basalto, por ser pouco solúvel, diminui os riscos de perdas por lixiviação; corrige gradativamente o pH do solo; em conjunto com a matéria orgânica, incentiva a vida; proporciona equilíbrio de macro e micronutrientes nas plantas, fortificando-
as; diminui a necessidade do uso de fertilizantes químicos, minimizando os riscos ao ambiente; proporciona ganho econômico a longo prazo. O custo é quase 20 vezes menor do que a aplicação de insumos convencionais.
É o que constaram o biólogo Fábio Junior Pereira da Silva e o engº agrº Edinei de Almeida. Eles apresentaram a experiência da utilização de pó de basalto nos sistemas de produção no PR e SC, no I Congresso Brasileiro de Rochagem, realizado em Brasília de 21 a 24 de setembro de 2009
No relato, as 560 famílias, organizadas em associações e grupos comunitários, buscavam alternativas ao sistema convencional. O trabalho é assessorado pela ONG ASPTA, Faculdade de Filosofia e Letras de União da Vitória e a Fundação Araucária.
Hoje, milhões de pessoas cultivam plantas em suas residências, por diversas razões: desde enfeitar os cômodos da casa até plantar frutas e legumes orgânicos para consumo. Cada vez mais, os cientistas vêm descobrindo novas utilidades para elas como, por exemplo, o poder de purificar o ar dos ambientes.
Enquanto alguns acham que é apenas superstição, outros levam a sério, e cada vez mais aprofundam-se neste mundo, ainda misterioso, que é o “mundo secreto das plantas“. A medicina tradicional chinesa já fala, há milhares de anos sobre o poder curativo das plantas, através de infusões de chás, tinturas e sobre a melhoria de energias positivas.
Listamos 07 plantas que, dentre outros poderes curativos, têm o poder de atrair energias positivas. Vale lembrar que os bons fluidos expulsam energias negativas, e é claro, para sua planta atrair positividade, ela precisa estarviva, saudável e muito bem cuidada.
1- Cacto: Além de ser fácil de cultivar, oferece uma ornamentação exótica, dependendo de onde estiver localizado. Diz-se ter a capacidade de absorver energias eletromagnéticas de equipamentos elétricos, como eletrodomésticos, e ainda afastar intrusos, inveja e pessoas mal intencionadas.
2- Bambu: É uma planta muito utilizada em projetos paisagísticos e principalmente na cultura japonesa, para ornamentar locais sagrados e na forma de utensílios para a cerimônia do chá. Diz-se que o bambu combina o crescimento com a água, elasticidade e durabilidade. Trazendo então transparência e muita vida aos ambientes. Acredita-se que o bambu atrai sorte e afasta inveja.
3- Jasmim: Já não bastasse o perfume, também é largamente conhecida como a planta dos casais e ajuda no campo espiritual. Tem o poder defortalecer e apimentar relacionamentos,basta colocar flores ou até mesmo a planta em ambientes favoráveis à união do casal.
4- Babosa: Essa é uma planta com muitos poderes medicinais curativos, além de ser muito utilizada para atrair prosperidade e combater a inveja. Acredita-se que a babosa deve ser cultivada com cuidado em dobro, pois quando a planta está saudável, atrai sorte, e quando fica murcha, significa que combateu muitas energias negativas para proteger seu ambiente!
5- Eucalipto: Mais uma planta que pode combater a inveja. É adequado para ser plantada em terrenos por ficar bem grande, mas também pode ser utilizado em escritórios comerciais para atrair prosperidade. Quando for a uma sauna, leve algumas folhas de eucalipto para esfregar no corpo e atrairenergias positivas.
6- Pimenteira: Além de os tons de vermelho e amarelos vibrantes darem um colorido especial à decoração, diz-se que a pimenteira é extremamentecapaz de absorver toda a energia ruim de um ambiente, e por isso, fica completamente seca após este processo. Excelente para repelir maus fluidos. As pessoas costumam deixar um vasinho de pimenta, na entrada de casas e comércios, para proteger o local de pessoas invejosas.
7- Árvore da Felicidade: Muito ornamental e excelente para ambientes de meia sombra, acredita-se que no cultivo em vasos – macho e fêmea plantados juntos no mesmo vaso –, atraem e mantêm boas relações pessoais e profissionais. Alguns dizem que, quando um casal recebe a árvore da felicidade de presente, deve zelar muito por ela, pois ela é o maior indicador de como anda o relacionamento. Se macho ou fêmea morrerem, o relacionamento do casal chega ao fim.
Bônus – Vaso de sete ervas: Diz-se que o combinado das sete ervas é poderoso para afastar qualquer energia negativa, sugando toda a negatividade para o vaso. As pessoas também costumam utilizá-lo na porta de entrada da casa e no interior de escritórios. Este vaso pode ser comprado pronto ou montado em casa, com as seguintes plantas: arruda, comigo-ninguém-pode, alecrim, manjericão, abre-caminho e guiné.
Imagem via Uol Marcia Sorgenfrei e Sandra Kelm / Daiana Dalfito, Agapanthus Floricultura – Curitiba
Vamos ver algumas receitas para fazer inseticidas, fungicidas e repelentes para pragas comuns em hortas biológicas. 1 – Inseticidade de Alho Rale 10 dentes de alho com a varinha mágica, adicione 2 litros de
água, mexa a mistura e deixe repousar por 24 horas. Após as 24 horas coe
os 2 litros de preparado, misture com mais 5 litros de água e pulverize
de imediato as plantas. Recomenda-se que faça uma pulverização por
semana em dias secos e até 3 em dias de chuva. Ps. Um dos mais fortes inseticias, fungicidas e repelentes naturais.
Serve para repelir pulgões, borboleta da couve, afideos, mosca branca e
cicadelas. 2 – Chorume de Urtigas Vai precisar de 1kg de urtigas frescas sem flôr, 10 litros de água e
um recipiente onde possa misturar ambos. Coloque a água e as urtigas
dentro de recipiente, mexa bem mexida a mistura, tape o recipiente e
deixe repousar. Ao final de alguns dias devem aparecer algumas borbulhas
no topo da misturar, essas borbulhas são sinal de que a fermentação
está em curso. Quando deixar de ver essas borbulhas é sinal que o
chorume de urtigas está pronto. Retire as urtigas, coe o liquido resultante da fermentação e guarde num local fresco e limpo.
Para repelir os pulgões das suas plantas, dilua 1 litro de chrume de
urtiga em 10 litros de água e pulverize as plantas. Lembre-se que
prevenir é o melhor remédio! Portanto pulverize as suas plantas
semanalmente com este repelente mesmo antes das pragas atacar a sua
horta biológica.
Para utilizar como adubo liquido natural, dilua 3 litros de chrome em 10 litros de água e regue as plantas.
3 – Cebola A cebola é um excelente de todo o tipo de insectos. Corte uma cebola às rodelas, junte um pouco de água e rele no
liquidificador ou com varinha mágica, filtre a mistura, junte dois
litros de água e borrife as plantas com o preparado. 4 – Hortelã O chã de hortelã tem se mostrado um excelente repelente de insectos. Coloque água a ferver e junte folhas de hortelã quanto baste, deixe
ferver por 3 minutos, deixe arrefecer, coe e aplique de imediato depois
de frio. 5 – Vinagre com Oregãos Ferva o vinagre com oregãos durante três minutos como de estivesse a
fazer um chã, deixe a arrefecer, coe e aplique nas folhas e caules das
plantas, serve para repelir formigas, alguns insetos e lagartas. 6 – Tomateiro Chã de folha de tomateiro tem ação inseticida contra pulgões. Ferva
algumas folhas e pedacinhos de caule em 2 litros de água, deixe
arrefecer e aplique de imediato nas plantas a tratar. 7 – Chã de Cavalinha O chã de cavalinha é bom para afugentar insetos nocivos à sua horta.
Vai precisar de 10 gr de cavalinha seca ou 30 gr de cavalinha verde.
Ferva as folhas de cavalinha em 1 litro de água por 25 minutos. Dissolva a calda resultante em 9 litros de água.
Deixe arrefecer e aplique nas plantas com um pulverizador. 8 – Inseticida de Leite O leite é tembém ele um excelente inteticida e fungicida para a sua
horta. Use uma porção de leite para dez de água. Num recipiente, misture
1 litro de leite e 10 de água, mexa bem a mistura e borrife as plantas a
tratar. 9 – Quadrados de papel ou plástico amarelo garrido
Já é sabido que muitos insetos se sentem atraídos pelo amarelo. Para
evitar pragas como a mosca branca e outros insetos nocivos para a suas
plantas, coloque quadrados grandes de papel ou plástico amarelos
untados com mel (ou outra substância pegajosa) espalhados pela sua
horta. 10 – Cinzas
Espalhe cinzas de madeira pelo meio das suas plantas para evitar lesmas e
caracóis. Além disso, as cinzas são um excelente fertilizante para as
suas plantas. 11 – Casca de Ovo As cascas de ovo bem trituras e colocadas junto aos pés das plantas,
evita que lesmas e caracóis subam pelo pé e danifiquem a planta. 12 – Ervas aromáticas Plantar ervas aromáticas pelos canteiros da sua horta, vai ajudar a
repelir vários insetos nocivos. A hortelã, deverá ser presença
obrigatória na sua horta. 13 – Sabão de potassa
Vai precisar de 10 l de água, 200 gr de sabão de potassa ou sabão azul,
100 ml de óleo vegetal (óleo Fula, de girassol, de milho etc) Em aproximadamente 5 l de água misturar 200 gr de sabão de potassa
(se utilizar sabão sólido, diluir em água morna mexendo com frequência
até completa diluição), misturar os 100 ml de óleo lentamente ir mexendo
sempre. Para finalizar junte os outros 5 litros de água para terminar a
calda. Deixe arrefecer e pulverize as plantas de preferência de manhã.
Determinar o ph do solo e
conhecer as quantidades necessárias de nutrientes a serem absorvidos é
um fator importante para o aumento da produtividade na lavoura. Através
da análise, pode-se qualificar e quantificar o tipo de calcário a ser
utilizado na calagem, conseqüentemente, aumentando a eficiência da
adubação e ao mesmo tempo corrigindo a acidez do solo.
Usado de forma correta, a aplicação de calcário permite a maximização
dos efeitos do fertilizante, tornando o solo mais produtível além de
melhorar o custo beneficio na lavoura.
Em resumo, o processo é simples e acessível, se feito de forma
eficiente. O primeiro passo é providenciar a análise do solo, seguida da
aplicação de calcário, e depois o uso do fertilizante. Em alguns meses,
após o plantio, o resultado pode ser uma colheita farta e lucrativa. Para coletar uma analise de solo siga as instruções abaixo:
PORQUE ANALISAR O SOLO
A análise do solo é o melhor meio para avaliar a fertilidade do solo.
Com base nos resultados das análises é possível determinar as doses
adequadas de calcário e adubo para garantir maior produtividade e
lucratividade para a sua lavoura.
Para obter bons resultados com a análise é muito importante retirar
as amostras corretamente. Siga as instruções e veja como é fácil.
ESCOLHA DAS GLEBAS PARA AMOSTRAGEM
Divida sua propriedade em glebas homogêneas, nunca superiores a 20 hectares,
e amostre cada área isoladamente. Separe as glebas com a mesma posição
topográfica (solos de morro, meia encosta, baixada, etc.), cor do solo,
textura (solos argilosos, arenosos), cultura ou vegetação anterior
(pastagem, café, milho, etc.), adubação e calagem anteriores. Em
culturas perenes, leve em conta também a idade e variedade das plantas.
Áreas com uma mesma cultura, mas com produtividades muito diferentes,
devem ser amostradas separadamente. Identifique essas glebas de maneira
definitiva, fazendo um mapa para o acompanhamento da fertilidade do solo
com o passar dos anos. A retirada das amostras deve ser em caminhamento
em zig-zag.
QUAL FERRAMENTA USAR
A coleta das amostras pode ser feita com um enxadão ou com trados. O trado torna a operação mais fácil e rápida.
Além disso, ele permite a retirada da amostra na profundidade correta
e da mesma quantidade de terra de todos os pontos amostrados.
COMO COLETAR AS AMOSTRAS
De cada gleba devem ser retiradas diversas subamostras, para se obter
uma média da área amostrada. Para isso percorra a área escolhida em
ziguezague e colete 20 subamostras por gleba homogênea. Em cada ponto,
retire com o pé detritos e restos de cultura. Evite pontos próximos a
cupins, formigueiros, casas, estradas, currais, estrume de animais,
depósitos de adubo, calcário ou manchas de solo. Introduza o trado no
solo até a profundidade de 20 cm.
A terra coletada representa uma porção de solo na profundidade de 0-20cm.
Raspe a terra da lateral do trado, aproveitando apenas a porção central.
Em áreas cultivadas em sistema de plantio direto há vários anos, é interessante a amostragem na camada de 0 a
10cm, para monitorar o acúmulo de nutrientes na superfície do solo.
Entretanto, as recomendações de adubação baseadas apenas na profundidade
de 0 a 10 cm, podem subestimar a necessidade de nutrientes para as culturas. As pesquisas sobre o assunto ainda não são conclusivas.
Transfira a terra do trado para um balde ou outro recipiente limpo. Repita a tradagem do mesmo modo em cada um dos 20
pontos. Quebre os torrões de terra dentro do balde, retire pedras,
gravetos ou outros resíduos e misture muito bem. Essa mistura de
subamostras retiradas de vários pontos de uma gleba homogênea é chamada
de amostra composta.
ATENÇÃO: todas as ferramentas e recipientes
usados para a amostragem e embalagem da terra devem estar limpos e,
principalmente, não devem conter resíduos de calcário ou fertilizantes.
Para amostras nas quais pretende-se também analisar micronutrientes, use trado de aço e evite baldes de metal galvanizado.
Retire cerca de 300g de terra do balde e transfira para um saco de
plástico limpo apropriado. Essa porção de terra (amostra composta) será
enviada ao laboratório. Jogue fora o resto da terra do balde e recomece a
amostragem em outra área.
AMOSTRA A SER ENVIADA AO LABORATÓRIO
Identifique a amostra de solo com o seu nome, propriedade, gleba
amostrada e data. Anote em um caderno, junto com um mapa da propriedade,
o número de cada amostra e o local de onde foi retirada. Essas
anotações são importantes para identificar o local para aplicações de
calcário e fertilizantes. Além disso, facilitam o acompanhamento da
evolução da fertilidade do solo de um ano para outro.
FREQÜÊNCIA DE AMOSTRAGEM
O solo deve ser analisado pelo menos a cada 2 ou 3 anos ou com maior
freqüência em solos com problemas de fertilidade ou intensamente
cultivados.
A physalis, conhecida também como camapu, fisális ou tomate-capucho, é uma fruta que traz diversos benefícios à saúde, ajudando a reduzir o colesterol, controlar os níveis de açúcar no sangue, manter a visão saudável e prevenir o câncer.
Esses benefícios se devem ao fato de a physalis ser rica em vitamina C, vitamina A, fibras, minerais e compostos antioxidantes, com propriedades anti-inflamatórias, sacietogênica, antioxidante, hipoglicemiante, hipocolesterolêmicas e laxante.
Existem duas espécies dessa fruta, a Physalis angulata e a Physalis peruviana. A physalis é uma fruta amarela pequena, envolvida por um casulo formado por finas folhas, que possui um sabor doce e levemente ácido, podendo ser consumida com a casca, ao natural ou em preparações como bolos, geleia, doces, sucos e saladas.
Principais benefícios
Os principais benefícios da physalis para a saúde são:
1. Favorecer o emagrecimento
Por ser uma fruta rica em fibras, a physalis aumenta o tempo de digestão, controlando a fome ao longo do dia e favorecendo, assim, o emagrecimento.
Além disso, a physalis contém poucas calorias e, por isso, é uma ótima fruta para incluir em dietas para perda de peso. Confira outras frutas com poucas calorias.
2. Melhorar a memória
A physalis pode melhorar a memória e a cognição por conter luteína, quercetina, miricetina e kaempferol, pigmentos com ação antioxidante que protegem os neurônios contra a ação dos radicais livres, preservando as suas funções.
A physalis é rica em fiperunolido e witanolida, compostos bioativos que têm ação antioxidante e reduzem a inflamação no organismo, sendo úteis para ajudar a complementar o tratamento de doenças inflamatórias intestinais, como a doença de Crohn ou a colite ulcerativa, além de ajudar a prevenir o surgimento do câncer de cólon.
4. Combater a prisão de ventre
A physalis é rica em fibras insolúveis, um tipo de fibra que aumenta o volume das fezes e estimula os movimentos naturais do intestino, facilitando a evacuação e combatendo a prisão de ventre.
5. Prevenir a anemia
Por ter ótimas quantidades de vitamina C, a physalis favorece a absorção do ferro presente nos alimentos, ajudando na formação das hemoglobinas e prevenindo, assim, a anemia. Veja uma lista de alimentos ricos em vitamina C.
6. Diminuir o colesterol
A physalis ajuda a diminuir os níveis de colesterol do sangue, porque contém fibras que reduzem a absorção de gorduras, equilibrando a sua concentração no organismo e prevenindo doenças como aterosclerose, infarto e pressão alta.
Além disso, a physalis também tem boas quantidades de flavonoides, que são compostos bioativos com ação antioxidante que combatem os radicais livres, impedindo a oxidação das células de gordura e controlando, assim, os níveis de colesterol no sangue.
7. Evitar a diabetes
Por ser uma boa fonte de fibras, a physalis ajuda a diminuir a velocidade de absorção dos carboidratos, equilibrando os níveis de glicose no sangue e evitando, por isso, a resistência à insulina e a diabetes.
Além disso, a physalis também contém propriedades antioxidantes que melhoram a função da insulina, hormônio responsável pelo transporte da glicose aos tecidos.
8. Prevenir o envelhecimento precoce
A physalis previne o envelhecimento precoce, porque é rica em vitamina C, um nutriente que promove a produção de colágeno, uma proteína que ajuda a manter a elasticidade da pele, prevenindo a flacidez e o surgimento de rugas e linhas de expressão.
Além disso, a physalis também contém rutina e quercetina, que são compostos bioativos com ação antioxidante, que ajudam a combater o excesso de radicais livres, que são um dos responsáveis pelos danos na pele.
9. Fortalecer o sistema imunológico
Por ser rica em nutrientes e compostos bioativos com ação antioxidante, como vitamina C, vitamina A e flavonoides, a physalis diminui o estresse oxidativo e favorece a produção de células de defesa, ajudando a fortalecer o sistema imunológico.
10. Manter a saúde do olhos
A physalis ajuda a manter a saúde dos olhos, porque contém ótimas quantidades de vitamina A, que é um nutriente essencial para evitar a xeroftalmia, uma doença que causa secura nos olhos e dificuldade para enxergar em lugares escuros.
Além disso, a physalis também contém luteína e zeaxantina, que são carotenoides que protegem os olhos contra os raios ultravioletas do sol e a luz azul emitida por dispositivos eletrônicos, prevenindo a catarata e a degeneração macular.
11. Ajudar a prevenir o câncer
A physalis pode ajudar a prevenir o surgimento do câncer. Isso porque essa fruta é rica em flavonoides, vitamina A e vitamina C, que são nutrientes e compostos bioativos com ação antioxidante, protegendo o DNA das células e fortalecendo o sistema imunológico.
No entanto, ainda são necessários mais estudos para confirmar essa propriedade da physalis na prevenção do surgimento do câncer.
12. Promover a saúde óssea
A physalis contém vitamina K, um nutriente necessário para a fixação do cálcio nos ossos, ajudando no desenvolvimento ósseo normal e na sua manutenção na idade adulta, promovendo a saúde óssea.
Porém, para vitamina K contribuir para a melhora da massa óssea, é necessária uma boa ingestão de alimentos fonte de cálcio, como como iogurte, leite, espinafre, sardinha, brócolis, amêndoas, mexilhão, sementes de linhaça e grão de bico, por exemplo.
A tabela a seguir contém a informação nutricional de 100 g, o que corresponde em média de 14 unidades, de physalis:
Componente
Quantidade em cada 100g de physalis
Energia
56 calorias
Proteínas
0,9 g
Gorduras
0,2 g
Carboidratos
9,4 g
Fibras totais
6,5 g
Fibra insolúvel
5,2 g
Fibra solúvel
0,9 g
Vitamina C
27,7 mg
Vitamina A
163 mcg
Vitamina K
10,1 mcg
Betacaroteno
1909 mcg
Luteína
106 mcg
Zeaxantina
37 mcg
Potássio
382 mg
Para se obter todos os benefícios da physalis, é importante também manter uma alimentação saudável e praticar atividades físicas regularmente.
Como consumir
A physalis pode ser consumida com casca, ao natural ou em preparações como bolos, geleia, doces, sucos e saladas.
Embora não exista uma quantidade específica indicada para o consumo de physalis, a recomendação mínima diária de frutas é entre 2 a 3 porções, o que corresponde entre 160 a 240 g por dia.
Para saber como incluir a physalis numa dieta saudável, marque uma consulta com o nutricionista mais perto de você:
Disponível em: São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Pernambuco, Bahia, Maranhão, Pará, Paraná, Sergipe e Ceará.
Possíveis efeitos colaterais
A physalis só deve ser consumida madura. Isso porque quando essa fruta ainda está verde possui alto teor de solanina, um composto tóxico que pode causar diarreia, vômitos, dificuldades para respirar e alteração nos batimentos cardíacos.
Receitas saudáveis com physalis
Algumas receitas saudáveis e saborosas com essa fruta são o bolo e o suco de physalis:
1. Bolo de physalis
Ingredientes:
200 g de manteiga sem sal;
3 xícaras (de chá) de farinha de trigo;
200 g de physalis partidas ao meio;
4 colheres de sopa de açúcar mascavo ou adoçante para forno e fogão;
3 ovos;
2 xícaras de leite ou bebida vegetal;
1 colher de sopa de fermento químico em pó.
Modo de preparo:
Preaquecer o forno a 180 ºC. Untar uma fôrma com manteiga e farinha de trigo e reservar. Bater na batedeira a manteiga e o açúcar, até formar um creme fofo. Aos poucos e com a batedeira ligada, acrescentar o leite e a farinha de trigo.
Bater bem essa mistura, desligar a batedeira e adicionar o fermento, misturando delicadamente com uma colher ou espátula. Bater as claras dos ovos até ficarem em ponto de neve e misturá-las delicadamente na massa.
Numa tigela, colocar um pouco de farinha de trigo e passar as physalis. Colocar metade da massa na fôrma já untada, espalhando as frutas por cima. Completar a forma com o restante da massa. Levar para assar no forno por 40 a 45 minutos. Esperar amornar e servir.
2. Suco de physalis com abacaxi
Ingredientes:
100 g de physalis;
2 fatias de abacaxi;
1 colher de sopa de açúcar mascavo ou adoçante;
2 xícaras de água filtrada ou fervida.
Modo de preparo:
Lavar bem as physalis e cortá-las ao meio. Cortar o abacaxi em cubos grandes e colocar todos os ingredientes no liquidificador. Bater bem até ficar uma mistura homogênea e servir.