domingo, 19 de agosto de 2018

ORA PRO NOBIS DOURADA

 

Encontrei em Porto Alegre. Parece ser ora pro nobis. Pode ser a variedade descrita abaixo.

 

ORA PRO NOBIS DOURADA

( Pereskia aculeata ) - RNC 24571


Variação da tradicional Ora-pro-nobis que apresenta belíssima folhagem dourada, muito ornamental. Planta trepadeira de rápido crescimento e frutificação. Produz frutos de sabor acidulado que são consumidos in-natura, sucos e xaropes.

Planta muito ornamental, possui folhas de coloração verde viva, e sua florada apesar de muito rápida, é belíssima, atraindo abelhas e borboletas.

Suas folhas e flores são comestíveis, sendo ricas em vitaminas e nutrientes. São consumidas refogadas, em saladas, junto a omeletes e tortas, entre muitos usos culinários. Devido ao grande beneficio nutricional de ser consumida, é conhecida popularmente como carne dos pobres. Também é uma Planta Alimentícia Não Convencional (PANC).

Ótima para ser plantada junto a cercas, muros, alambrados, pérgolas ou até mesmo como arbusto. Planta com grande quantidade de espinhos, sendo uma ótima opção de cerca-viva de divisas, pois é uma planta defensiva, sendo quase impossível transpô-la.

Planta de poucos cuidados, deve ser plantada a pleno sol ou meia sombra. Aceita a maioria dos solos, inclusive os mais pobres.

Mudas desta espécie são comercializadas pela Ciprest. www.ciprest.com.br

Veja mais fotos abaixo:


Detalhe da folhagem

Pérgola com Ora-pro-nobis Dourada



sábado, 18 de agosto de 2018

Como usar o chorume na adubação das plantas

fonte: jardinet

Chorume, adubo líquido para as plantas

Lembra do artigo sobre a compostagem em garrafas pet que postei aqui no blog? Se você ainda não viu vale a pena conferir clicando aqui!

Aquele composto vai produzir um líquido, o chorume, que é super nutritivo e pode ser usado para adubar as nossas plantas. A qualidade e a quantidade de nutrientes contidos no chorume vão estar diretamente ligados aos tipos de resíduos utilizados no processo. Quanto maior a variedade de resíduos, mais nutritivo será o chorume produzido.
Composteira em garrafa pet e chorume diluído

As quantidades para a diluição
O chorume pode ser diluído numa proporção de 1:5 na água das regas. Então se você tem 100 ml de chorume por exemplo vai diluir em 500 ml de água.
O fertilizante também pode ser utilizado com adubo foliar, nesse caso é bom usá-lo ainda mais diluído, na proporção de 1:10. Nesse caso, aplique com cautela em espécies que são susceptíveis ao ataque fungos. 

Com qual frequência podemos utilizar

Nas regas, a adição pode ser semanal ou de 15 em 15 dias. Já no caso da adubação foliar use uma vez por mês e aumente gradativamente observando a reação de cada planta. Se o cultivo for em regiões onde a umidade do ar é mais elevada a cautela também deverá ser maior, tudo para evitar a proliferação de fungos nas folhas.

VEJA COMO FAZER PODA RADICAL NA GOIABEIRA EM ITARIRI – SP SP 1142a

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Árvores revelam evolução da poluição ambiental em São Paulo - ecycle

Pesquisadores da USP e da Unicamp constatam, por meio de análises químicas da tipuana, diminuição nos níveis de poluição por metais pesados na zona oeste da cidade

Tipuana na Cidade Universitária
Imagem: Tipuanas na Cidade Universitária, no Butantã, zona oeste de São Paulo. Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Ao caminhar ou trafegar pelas vias mais arborizadas de São Paulo há uma grande chance de avistar ou passar ao lado de uma tipuana (Tipuana tipu), árvore de porte avantajado e com copa ampla e densa, a mais comum na cidade.
Originária da Bolívia, a tipuana começou a ser plantada em São Paulo na primeira metade do século XX. Além de prover sombra e uma série de outros benefícios ambientais, ela também pode revelar a evolução da poluição na cidade.
Pesquisadores do Instituto de Biociências e da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), em colaboração com colegas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), têm utilizado a tipuana como marcadora dos níveis de poluição da cidade por metais pesados e outros elementos químicos.
Ao analisar a composição química dos anéis de crescimento – círculos concêntricos na parte interna do tronco – e de cascas de exemplares da árvore na capital paulista, os pesquisadores constataram redução na poluição por cádmio, cobre, níquel e chumbo na zona oeste de São Paulo nos últimos 30 anos.



Com resultados publicados na revista Environmental Pollution, os pesquisadores do IB e da FMUSP começaram a avaliar nos últimos anos a possibilidade de analisar a composição química das cascas e dos anéis de crescimento de árvores a fim de reconstituir os níveis de poluição ambiental de São Paulo no longo prazo. Para isso, três espécies de árvores mais comuns na cidade foram selecionadas: o alfeneiro (Ligustrum sp), a sibipiruna (Caesalpinia pluviosa) e a tipuana.
Essa última, que foi introduzida em São Paulo principalmente pela Companhia City – responsável pela criação de bairros planejados e arborizados na cidade, como o Jardim Europa, Pacaembu e Alto de Pinheiros –, revelou-se a melhor para realizar estudos nessa área, denominada dendroquímica.
“A tipuana se mostrou a melhor espécie de árvore para fazermos análises químicas tanto de seus anéis de crescimento anual como das cascas para avaliar a poluição ambiental da cidade”, disse Giuliano Maselli Locosselli, pós-doutorando no IB-USP e primeiro autor do estudo, à Agência FAPESP.
A árvore, que é uma das que mais caem em São Paulo e por isso começou a ser substituída por espécies nativas, absorve pelas raízes elementos químicos, como metais pesados, presentes na atmosfera e carreados para o solo pela água das chuvas. Esses compostos são transportados junto com a seiva pelos vasos da planta e ficam armazenados em sua madeira, nos anéis de crescimento, à medida que ela cresce.

Cada um desse anéis representa um ano de vida da planta, sendo os maiores os mais recentes e os menores (mais internos) os mais antigos. Ao analisar a composição química, pode-se medir a concentração de metais pesados no solo de um determinado ambiente no ano em que o anel foi formado. E, ao comparar as concentrações dos anéis, avaliar como a presença desses elementos químicos variou em uma escala de décadas.
“Se uma árvore tem 50 anos, por exemplo, ela contará a história da poluição na cidade nesse período”, disse Locosselli. Já as cascas da tipuana permitem avaliar a concentração de elementos químicos presentes na atmosfera e que se depositaram passivamente nessa parte externa do tronco da árvore.
Ao medir a concentração de elementos químicos – como metais pesados – de amostras de cascas de diversas árvores espalhadas por São Paulo, por exemplo, consegue-se avaliar a variação espacial desses elementos químicos na atmosfera da cidade em escala de anos.
“Como a casca é uma parte mais simples de se obter da planta do que os anéis de crescimento anual e o custo das análises químicas delas também é menor, é possível analisar as cascas de diversas árvores e cobrir uma grande área. Isso permite ver como a poluição por metais pesados e outros elementos químicos se distribui por toda a cidade”, disse Locosselli.


Diminuição da concentração

Os pesquisadores realizaram um estudo inicial em que analisaram a distribuição de cádmio, cobre, mercúrio, níquel, sódio, chumbo e zinco em anéis de duas espécimes de tipuana plantadas no jardim da Faculdade de Medicina da USP, situada na zona oeste da cidade. O objetivo do estudo foi avaliar as mudanças temporais nos níveis de poluição por metais pesados nessa região da cidade.
Para obter amostras dos anéis de crescimento anual das duas árvores, com 35 anos de idade, foi usada uma sonda Pressler, também conhecida como trado de incremento. O instrumento, semelhante à broca de uma furadeira, mas com o interior oco, é capaz de extrair uma amostra cilíndrica do interior da árvore, que mostra todos seus anéis de crescimento anual, da casca até o centro da planta, sem prejudicá-la. “É como se fosse uma biópsia da árvore”, disse Locosselli.
As amostras, de 15 milímetros, dos anéis de crescimento anual das árvores foram encaminhadas para o professor Marco Aurelio Zezzi Arruda, do Instituto de Química da Unicamp. Por meio de uma técnica, chamada ablação a laser acoplada a espectrometria de massas, foi possível escanear e gerar imagens das amostras a partir de um software e analisar a distribuição dos elementos químicos nos anéis de crescimento anual das árvores.
A partir dessas imagens, os pesquisadores definiram quais eram as células de interesse e fizeram análises contínuas de todos os anéis de crescimento anual para determinar as concentrações dos elementos químicos em cada ano de vida das plantas.

As análises dos dados indicaram que houve redução da poluição por cádmio, cobre, níquel e chumbo nas últimas três décadas na região onde estão situadas as espécimes de tipuana analisadas. A redução dos níveis de sódio e zinco foi menos significativa.
“A diminuição dos níveis de chumbo pode ser atribuída à eliminação gradual desse elemento químico na composição da gasolina, enquanto a tendência decrescente da poluição por cádmio, cobre e níquel provavelmente está relacionada ao aumento da eficiência dos veículos e à desindustrialização de São Paulo”, disse Marcos Buckeridge, professor do Instituto de Biociências da USP e um dos autores do estudo, à Agência FAPESP.
O chumbo tetraetila era usado na composição da gasolina comum como aditivo com o intuito de melhorar o desempenho do motor dos automóveis abastecidos com o combustível e reduzir seu desgaste. A utilização do composto liberava chumbo na fumaça do escapamento dos veículos – o que gerava diversos efeitos danosos à saúde e fez com que o Brasil proibisse o chumbo tetraetila de ser adicionado à gasolina nos veículos terrestres no país a partir de 1988.
Já as maiores fontes de cádmio são a indústria eletroeletrônica, além de pigmentos de esmaltes, tintas têxteis, baterias, fotografia, litografia e pirotecnia, fabricação de plásticos, de semicondutores, células solares, queima de combustível, lixo urbano, tratamento da borracha e galvanoplastia. Por sua vez, o cobre tem como principais fontes de emissão as queimas de resíduos urbanos e industriais, fundições de ligas metálicas e pesticidas.
“Como São Paulo tem passado por um período de desindustrialização há algumas décadas, diminuiu a emissão desses elementos químicos. Com isso ocorreu uma redução na concentração desses metais em São Paulo”, disse Locosselli.

Como evitar o brega nos canteiros da calçada

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Dois produtores viram na terra um novo tipo de investimento: minhocário





Uma das coisas que não pode faltar pro bom pescador, é a isca, mas como será que elas são produzidas? Você vai conhecer dois criadores que viram na terra um novo tipo de investimento: minhocário. Por conta do baixo custo, muitas pessoas se interessaram pela minhocultura que, além de servir de atrativo para o pescado, é usada como fonte de carne barata para a alimentação de pequenos animais e também na produção de humus.

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Como proteger as plantas do frio? 12 dicas valiosas!!!

Fonte: site https://www.greenme.com.br/morar/horta-e-jardim/3572-proteger-plantas-frio-12-dicas

proteção-plantas
O inverno  chegou e a temperatura em algumas regiões do Brasil está “prá lá de fria”. E a sensação térmica, então? Enfim, você sente o frio “siberiano” que veio do sul e suas plantas também o sentem. Veja aqui algumas dicas valiosas para você proteger suas plantas em áreas externas.
Dizem os entendidos que, desta vez, o inverno brasileiro vai ter “cara de inverno à sério”. Isto ocorre por conta do desvio das correntes do El Niño, que ficaram lá pelo sul da Argentina, e a massa polar que entrou no nosso país fazendo com que os termômetros caíssem alucinadamente. E o pior a sensação térmica, que tem tudo a ver com a sensibilidade individual para o frio, ou calor, está também exagerada.

Você sabe o que é a sensação térmica?

"É a diferença entre o que o aparelho registra e o que o corpo humano de fato sente nas condições de um lugar em um determinado momento. Para calculá-la, usamos uma tabela que leva em conta algumas variáveis, como a temperatura e a intensidade do vento, no caso de temperaturas mais frias", ensina Manoel Rangel, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) aqui neste artigo da BBC. E, esse frio, gélido, vai afetar mais ainda àqueles que moram longe do mar, em atmosfera mais rarefeita, que não têm o vapor em suspensão no ar, para regular a temperatura que se tem e que se sente.

Dicas para proteger suas plantas do frio

1. Levante os vasos do chão mas, não os ponha em prateleiras altas onde o vento é mais frio
2. Ponha um pedaço de plástico, poliestireno ou madeira, entre o vaso e o piso
3. Tire os vasos do caminho do vento, de corredores ou pontas de varanda. Encoste-os à parede da casa que sempre é mais protegido
4. Cubra suas plantas, que não podem ser movidas, com TNT - tecido não tecido branco (permite a respiração da planta, protege da geada, dos ventos e não retira a luz solar
5. Em locais onde o frio é mais intenso, vale levar as plantas para a garagem durante o tempo mais frio
6. Diminua a frequência de regas (no frio a planta não precisa de tanta água)
7. Tenha muita atenção com as pragas - cuidados redobrados para evitar maiores danos você consegue borrifando suas plantas com óleo de neem
8. Os vasos de plantas mais frágeis devem ser levados para dentro de casa e colocados próximos a janelas
9. Cubra o solo do seu jardim com folhas, raspas de madeira, sacos de farinha - essa cobertura “morta” ajuda o solo a se proteger dos frios noturnos e a manter saudáveis as raízes das plantas.
10. Revista os vasos da varanda, que não possam ser deslocados, com papelão e plástico, para manter a terra aquecida
11. Quando regar, molhe abundantemente a terra sem molhar as folhas das plantas - prefira regar em uma hora mais amena, antes do final da tarde pois, a terra bem molhada protegerá as raízes das plantas se a temperatura cair muito à noite.
12. Não molhe as folhas das plantas para não deixar gotas de água que poderão queimar as folhas ao congelarem de madrugada (o horário de maior frio é sempre aquele que antecede o nascer do sol).


Acenda sua estufa à lenha, ou o fogão à lenha, a casa ficará quentinha. Faça uma bela sopa camponesa, em panelão grande, que te dará o conforto necessário à noite. Um quentão, um grogue, um vinho quente também são bem gostosos nas noites frias. Mas se você não tem estufa à lenha ou fogão à lenha, acenda o forno, faça pão, bolo, biscoitos, que a casa, e sua família, ficaram mais confortadas também.
Ah, no próximo artigo ponho a receita de sopa camponesa de que eu mais gosto. Entretanto, ponha na panela um pouco de legumes, batatas, abobrinha, cebola e alho e já comece a cozinhar em fogo baixo.
E, bom frio brasileiro que, nesses dias, não deixa a invejar ao frio europeu.

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Livro sobre abelhas sem ferrão no RS



Há centenas de espécies de abelhas sem ferrão em regiões tropicais e subtropicais do mundo. Possuem grande diversidade de formas, cores e tamanhos, com exemplares medindo de 0,2 centímetro de comprimento até próximo de 2 centímetros. Aqui, são conhecidas algumas delas, destacando-se a jataí, a arapuá e a tiúba.

Também chamadas de meliponíneos, as abelhas sem ferrão formam colônias perenes habitadas tanto por algumas dezenas quanto por vários milhares de indivíduos. Em geral, constroem os ninhos dentro de cavidades já existentes, sendo que a maioria vive dentro de ocos de árvores. Algumas espécies gostam de instalar seus ninhos no solo, em cupinzeiros e em lugares altos.

Em cativeiro, as abelhas sem ferrão são criadas em caixas pequenas, que não exigem esforço físico e ocupam menos espaço. Por outro lado, com uma população reduzida, a produtividade da colônia da maioria das espécies, de 1 a 4 litros de mel por ano, é menor se comparada com a das abelhas com ferrão, que registra de 20 a 40 litros por ano.

Contudo, além de ter 10% menos de açúcar, o mel de abelha sem ferrão apresenta tipos diferentes de acordo com cada espécie produtora, ampliando o leque de opções para o mercado e agregando valor ao alimento, cujos preços no varejo variam de R$ 30 a R$ 100 por litro. Enquanto alguns são mais viscosos e doces, outros são mais líquidos e azedos.

terça-feira, 7 de agosto de 2018

Plantei uma muda de CAFERANA no sítio. Conheces??

Fonte: Site Viveiro Ciprest
Cereja Silvestre ou Caferana ( Bunchosia armeniaca )

CEREJA SILVESTRE ou CAFERANA

( Bunchosia armeniaca ) - RNC 29607


Também conhecida como Fruta Manteiga de Amendoim, a Cereja Silvestre ou Caferana é uma arvoreta frutífera nativa da América do Sul andina que produz lindos frutos de coloração laranja avermelhada, possui polpa cremosa de coloração vermelha de sabor doce.

Seus frutos podem ser consumidos in-natura, porém é aconselhável colher estes quando ainda estão de coloração laranja, e uns 3 dias depois, quando adquirirem coloração vermelha, é o ponto ideal para consumo. Também podem ser utilizados para doces, geleias, molhos entre muitas outras receitas. É considerada uma Planta Alimentícia Não Convencional (PANC).

Arvoreta de pequeno porte, não passa de 4 metros de altura. É uma ótima opção para cultivo em pomares, pequenos quintais ou até mesmo para arborização urbana. Também pode ser cultivada em vasos grandes.

Planta erroneamente vendida como guaraná de árvore. De fácil cultivo, deve ser plantada a pleno sol ou meia sombra. Gosta de solos férteis e úmidos, porém com boa drenagem. Começa a frutificar em 2 a 3 anos após o plantio da muda.

Mudas desta espécie são comercializadas pela Ciprest. www.ciprest.com.br

Veja mais fotos abaixo:


Detalhe dos frutos

Detalhe de penca de frutos

Detalhe de arvoreta carregada de frutos

Galho de arvoreta carregada de frutos

Detalhe de uma Cereja Silvestre utilizada na arborização urbana e frutificando em grande quantidade

Veja mais sobre a Cereja Silvestre e seus usos culinários no Blog Come-se da nossa amiga Neide Rigo, clique aqui

A poda da Jabuticabeira - aproveite o inverno

no verão antes da poda


O melhor período para fazer a poda da jaboticabeira é no inverno antes da floração. 

Como instrumentos podem ser utilizados tesoura de poda, tesourão e serrote de poda. O importante é que a árvore não seja danificada,lascada. Também pode ser utilizada uma serra elétrica que auxilia no rendimento do trabalho.

no verão antes da poda
A poda é muito útil para indivíduos muito sombreados e varia de planta para planta porque depende do crescimento da árvore.

Os cortes auxiliam no controle de pragas e doenças, como a ferrugem da jabuticaba. A pode pode ser feita uma vez ao ano, com a retirada de até 30% da copa da árvore. Mais que isso pode trazer prejuízos à planta.

inverno após a poda
Os ramos retirados pode ser aproveitados como lenha (parte mais grossa) e como adubo (parte mais fina repicada). No caso da jabuticabeira, pode ser dispensado o uso de fungicida nos cortes.

Fonte: poda de frutíferas - EMBRAPA

RS Biodiversidade - Sistemas agroflorestais na região central do Estado ...

Agricultores de onze municípios da Quarta Colônia, na região central do Estado, experimentam os sistemas agroflorestais como forma de conservação ambiental. Com a assistência técnica da Emater-Ascar, agricultores são ajudados a fazer a melhor utilização do solo, o reflorestamento de espécies nativas e ao mesmo tempo aproveitamento da mesma área com culturas que melhoram a renda.

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Minha hortinha de pé quadrado

Uma horta pode ser grande ou pequena, mas as condições indispensáveis para o sucesso no cultivo de hortaliças são:
  1. Receber diariamente a luz do sol, por período superior a duas horas. (SOL)
  2. Serem irrigadas, quando necessário. (ÁGUA)
  3. Receberem nutrientes. (ADUBO)
Tendo estes três elementos, estaremos no caminho certo.
Bom dia.
alexandre panerai
eng. Agrônomo



Minha hortinha de pé quadrado

Além de produzir verduras em grande escala, sempre me interessei pela produção em pequena escala - na cidade, no fundo do quintal e até em prédios. Escrevi artigos a respeito, entre outros: “Uma micro-horta orgânica”. Depois, minha esposa Tini sugeriu fazer uma para que eu mesmo ganhasse experiência e provasse a viabilidade e o retorno de produzir assim.


Comecei a estudar mais o assunto e descobri que um americano Mel Bartholomew popularizou o “square foot garden”, ou seja, a horta de 1 pé quadrado. Compramos tábuas e caibros e fizemos uma caixa de 1.20 x 1.21 m, o que dá praticamente 1.5 metros quadrados, com 30 cm de profundidade. O fundo foi feito de tabuas. Para o conforto, fiz com quatro pés para ficar na altura de uma mesa. A caixa pode ser feita sem fundo, se for colocada no chão. Dividimos a caixa em 16 pedaços de 30 x 30 cm – marcados com barbante - colocamos uma mistura de terra com substrato vegetal 50% x 50%, e mais 20 kg de húmus de minhoca. Localizamos a caixa na direção norte – sul.

No dia primeiro de junho, colocamos 13 mudas compradas prontas e semeei um pé quadrado com cenouras, um com rabanetes e um de beterrabas. As mudas grandes como tomate e vagem, que precisam ser amarradas, ficaram no lado sul, as plantas menores na frente, com isso todas as plantas recebem sol, o que é muito importante, especialmente no inverno. No verão pode-se colocar sombrite a 30%. Semeei mais 80 sementes entre as plantas para aproveitar o espaço, pois o rabanete cresce rápido e pode ser colhido em 30 dias sem atrapalhar as mudas.

Hoje, 19 de agosto, ou seja, 80 dias de crescimento, colhi 75 rabanetes com 1.6 kg de folhas, que foram usados no suco verde, 12 beterrabas pequenas com bastantes folhas, que também entraram no suco, 320 g de rúcula, 3 alfaces, 1 chicória de 400 g, 1 acelga de 1 kg e 15 folhas de couve. Os 4 pés de tomate estão com 90 frutos chegando no próximo mês, e também 1 repolho, 1 couve-flor e 1 brócolis. Quatro lugares ficaram vazios depois da colheita então plantei mudas de chicória e brócolis ramosos. A quantidade de água que precisa no começo é pouca, mas depois de as plantas ficarem grandes, chega a ser de 6 a 10 litros por dia.

A hortinha fica quase encostada na minha casa e passo três vezes por dia para admirá-la e cuidar. Ela está me dando muito prazer!

Joop Stoltenborg
fonte:http://www.aboaterra.com.br/artigos/?id=685