segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Transagem É uma planta com atividades antisséptica e anti-inflamatória excelente!!



Transagem

É uma planta com atividades antisséptica e anti-inflamatória excelentes, e também atua nas vias urinárias e gastrointestinais, muito usada ainda como expectorante e depurativa
Marcos Guião – redacao@revistaecologico.com.br
Natureza Medicinal
Edição 120 - Publicado em: 19/11/2019

Nesse caminhar de descobertas pelo Gerais, no derradeiro destino acabei por dar com os costados num dos cantos mais belos e ricos que o Cerrado generosamente nos oferece: uma vereda lá pros lados do Rio São Francisco.

Ambiente dotado de encantos e riquezas inigualáveis, suas águas límpidas, que ‘trevessam’ toda uma região absolutamente seca e inóspita, são o elemento de ligação entre a sacralidade da manifestação divina através da natureza e a profanação humana da ocupação desordenada e agressiva.

O pilar que sustenta a vereda é o buriti, palmeira das mais graciosas que brota em profusão no frescor daquelas águas que beiram o roçado de seu Atílio, homem dotado de bom senso e consciência da necessidade de zelar pela preservação daquele templo natural.

Com uma carapina já branca, olhos azulados enfeitando o rosto fino e uma eterna barba por fazer, ele ensina em seu dizer próprio, que “pra nóis sabê das coisa do mundo, tem que pulá a cancela”. Encantado com aquele proseio, derrepentemente me vejo já berando as águas cristalinas, reverenciando qualidades ou beleza de uma planta aqui, outra acolá.

Com a intimidade de quem há décadas vive pareando as veredas, ele arrazoa as pilhas de plantas medicinais encontradas por ali, ladeado por seu cumpadre Dete, companheiro de roçado, caminhadas e lembranças. Foi quando de chofre topamos com umazinha atoa, coisica de nada que medra por tudo que é lado: a transagem (Plantago major). O cumpadre num se conteve e soltou que ficava “na buscação do serventuá dessa pranta, mas num tenho distinguido...”

Foto: Marcos Guião
Foto: Marcos Guião

Seu Atílio num esperou a prosa esfriar e foi logo emendando: “pois óia que essa é das mió que tá tendo pra essas doençada de inflamação, de ferimento no corpo e inté de dentro da boca”.

Realmente a transagem é uma planta com atividades antisséptica e anti-inflamatória excelentes, e também atua nas vias urinárias e gastrointestinais, muito usada ainda como expectorante e depurativa. Mas o que mais me chamou a atenção é que, às vezes, procuramos plantas complicadas e difíceis de serem encontradas e nem damos atenção a essas mais simples, que medram desde as calçadas das grandes cidades até naquele santuário cravado no coração do sertão.

E o serventuá da transagem não para por aí. Ainda de acordo com seu Atílio, que deu a receita de como preparar um laxante suave “pra esse povo que fica sem obrar por dias, tem que passar a mão no pendão da transagem e rapá aqueles grãozinhos todos. Dispois coloca tudo num copo com água fria de tardinha e deixa inté no outro dia de manhã, quando aquilo incha e a água fica gorda. Daí tem que coar e tomar em antes de tirar o jejum.” Simples assim.

Inté a próxima lua!

(*) Jornalista e consultor em plantas medicinais. Saiba mais em www.ervanariamarcosguiao.com


 

ESPINHEIRA SANTA: A PLANTA MILAGROSA PARA DORES NO ESTÔMAGO E INTESTINO...

Iinovação e sustentabilidade no agro catarinense!!!!

 

fonte : jornal de floripa

Macroalgas e aquicultura transformam o agro catarinense com inovação e sustentabilidade

Biofertilizantes naturais impulsionam a produção agrícola, enquanto o cultivo de peixes em cavas reaproveitadas redefine a piscicultura no Estado – Foto: Divulgação

O agronegócio é um dos pilares de Santa Catarina, contribuindo com 30% do PIB do Estado. Entre as atividades em expansão, destaque para a criação de tilápias em cavas e o cultivo de macroalgas, que estão transformando o setor. Antes limitadas às águas, as macroalgas agora ganham protagonismo na produção agrícola, impulsionando colheitas e abrindo novas oportunidades para o desenvolvimento do agro catarinense.

Uma cadeia produtiva em constante evolução. O que antes era apenas uma promessa agora se torna realidade: as macroalgas conquistam espaço e melhoram a produção agrícola em Santa Catarina.

Do mar para o campo, elas se destacam como biofertilizantes 100% naturais, revolucionando a agricultura catarinense. Em São Pedro de Alcântara, a 35 km da capital, essa inovação já está criando raízes. Os resultados aparecem tanto no solo quanto na economia local, com produtores adotando novas tecnologias e aumentando a produtividade a cada safra.

Os benefícios das macroalgas

A macroalga não apenas fortalece as plantas, mas também reduz custos e aumenta a eficiência da produção agrícola. Além disso, contribui para a durabilidade dos alimentos: produtos como alface, que muitas vezes chegam ao mercado e se deterioram rapidamente, passam a ter um aumento de três a quatro dias no tempo de prateleira.

O biofertilizante produzido a partir da macroalga pode ser até três vezes mais econômico em comparação a produtos biológicos convencionais. Essa inovação atende à crescente demanda dos consumidores por alimentos mais seguros e em conformidade com padrões de qualidade.

A validação do extrato em diferentes culturas do agronegócio catarinense foi a primeira etapa desse processo. Registrado no Ministério da Agricultura como fertilizante orgânico, o produto conta com protocolos de aplicação ajustados às necessidades específicas de cada cultura, garantindo maior eficiência e rendimento.

Com isso, a principal intenção é elevar a produtividade no campo, beneficiando tanto os produtores quanto os consumidores finais, que recebem alimentos de melhor qualidade e com maior segurança alimentar.

Pesquisas da Epagri demonstraram que a macroalga Kappaphycus alvarezii desempenha um papel significativo na captura de dióxido de carbono da atmosfera, contribuindo para o combate ao efeito estufa. Com a expansão das fazendas marinhas em Santa Catarina, estima-se que o cultivo seja capaz de sequestrar mais de 2.500 toneladas de carbono por ano. Atualmente, mais de 50 produtores no Estado já aderiram a essa iniciativa, reforçando seu potencial ambiental e econômico.

Um dos grandes desafios dessa atividade tem sido o desenvolvimento de maquinários para o beneficiamento, especialmente diante do aumento da demanda. Enquanto isso, o plantio das mudas para a nova safra já está em andamento, consolidando uma revolução verde que conecta o mar e a terra em uma cadeia produtiva sustentável.

Esse modelo pode ser um diferencial estratégico para o agronegócio catarinense, que se caracteriza pela agricultura familiar em pequenas propriedades. Com acesso a um produto de custo mais baixo, os produtores conseguem aumentar a rentabilidade, reduzir despesas e ampliar a produção, impulsionando o desenvolvimento econômico.

Além disso, essa integração de macroalgas e ciência está construindo um futuro promissor, com alimentos mais saudáveis, resistentes e de maior qualidade, beneficiando tanto o mercado quanto os consumidores.

Inovação sustentável na alimentação de peixes

A inclusão de dietas alternativas à base de macroalgas na alimentação de tainhas está revolucionando a aquicultura, oferecendo uma solução mais sustentável e econômica. Essa abordagem melhora a saúde dos peixes, otimiza a produção, reduz a dependência de rações tradicionais e minimiza os impactos ambientais.

A inclusão de dietas alternativas à base de macroalgas na alimentação de tainhas está revolucionando a aquicultura, oferecendo uma solução mais sustentável e econômica – Foto: Divulgação

Em tubos de ensaio, entre pós finos e cristais de sal, a macroalga Kappaphycus alvarezii demonstra todo o seu potencial inovador para o setor. No laboratório de análise fisicoquímica do Labcal, localizado no Departamento de Ciência e Tecnologia de Alimentos da UFSC, no Centro de Ciências Agrárias, o mar se transforma em ciência e inovação.

Sob a liderança do professor Giustino Tribuzi, o laboratório se dedica a explorar como cada extração de substâncias abre caminho para novos produtos e alimentos mais saudáveis. O professor destaca que todo alimento que chega à mesa do consumidor precisa ser seguro. Por isso, há anos o trabalho do grupo se concentra em avaliar a segurança dos alimentos, além de propor e sugerir métodos eficazes de higienização e sanificação, garantindo que eles ofereçam benefícios reais ao consumidor final.

Os pesquisadores investigam o grande potencial da macroalga, rica em carragena, antioxidantes e sais minerais, compostos que podem revolucionar várias indústrias. O primeiro produto extraído da alga foi um biofertilizante, mas também existe um subproduto, com alto teor de carragena, antioxidantes e pigmentos, que se destaca como um ingrediente promissor para a indústria alimentícia.

A cada estudo, novos potenciais da macroalga são revelados, mostrando sua estrutura firme e ao mesmo tempo elástica. No laboratório de piscicultura marinha da UFSC, que é pioneiro mundial na reprodução completa da tainha em cativeiro, a macroalga foi incorporada à dieta dos peixes nos últimos 60 dias de cultivo. O resultado foi um impressionante aumento de 20% no peso das tainhas.

Caio Magnotti, do Laboratório de Piscicultura Marinha da UFSC, explica que o uso da macroalga no cultivo de tainhas pode resultar em um ganho de crescimento de 10 a 15% para os peixes, utilizando um recurso que, de outra forma, seria descartado.

Isso não só gera economia em ração, como também torna o processo de cultivo mais eficiente do ponto de vista energético e econômico. Além disso, é possível observar melhorias na qualidade da carne do peixe, com um aumento nos níveis de ômega-3 e ômega-6, substâncias que agregam valor ao filé e contribuem para a saúde da população.

Santa Catarina lidera a produção de tainha no Brasil, mas as grandes oportunidades estão no domínio completo do ciclo de vida da espécie em cativeiro. Desde 2014, a equipe do Lapmar tem aprimorado técnicas de reprodução, tornando possível a produção contínua e escalonada da tainha, garantindo oferta durante todo o ano e, consequentemente, agregando mais valor ao pescado.

A aquicultura possibilita a produção do peixe de forma constante. Embora a desova ocorra entre maio e julho, os peixes podem ser mantidos em tanques, redes no mar ou viveiros escavados com água salgada, como acontece com camarões e tilápias. Isso permite fornecer tainhas durante todo o ano, sem depender da sazonalidade.

Além disso, a pesquisa avança no desenvolvimento de tainhas predominantemente fêmeas, cujas ovas são altamente valorizadas no mercado internacional. Com a combinação entre as redes marinhas e os tanques do laboratório, a tainha ganha novos horizontes, impulsionados pela ciência, mantendo-se uma tradição essencial para a vida e a economia catarinense.

Reaproveitamento de cavas na piscicultura

A criação de tilápias em cavas reaproveitadas está promovendo uma verdadeira transformação na piscicultura no Brasil, com destaque para estados como Santa Catarina, Tocantins e Paraná.

Essa prática não só possibilita a recuperação de áreas alagadas, mas também contribui para a redução de custos com infraestrutura, eleva a produtividade e reduz significativamente o impacto ambiental, o que torna o modelo cada vez mais sustentável.

As antigas cavas de mineração, que se espalham pelo território brasileiro, deixando marcas visíveis na paisagem, agora assumem um novo papel, contribuindo para a requalificação ambiental.

A mineração, embora fundamental para a economia nacional, fornecendo matérias-primas essenciais para setores como a construção civil, a energia, a tecnologia e a indústria, muitas vezes resulta na criação de grandes escavações que, ao longo do tempo, acabam sendo transformadas em lagos artificiais.

Exemplo disso é uma lagoa localizada em uma fazenda em Palhoça, onde a mineração de areia, ao abrir espaço para novas atividades produtivas, uniu a recuperação ambiental com a geração de renda, criando novas oportunidades para a região.

Com o apoio da Epagri, a família Vieira, em Palhoça, está planejando expandir sua produção de tilápias, aumentando o número de tanques-rede e aproveitando ainda mais as cavas existentes, com o objetivo de garantir a venda do peixe ao longo de todo o ano.

Atualmente, eles produzem uma tonelada de tilápia por safra, um processo que leva entre oito e nove meses. Contudo, a expansão da produção não se resume apenas a um investimento financeiro, mas reflete também um compromisso sólido com a sustentabilidade.

Para isso, os produtores têm adotado tecnologias de monitoramento remoto e implementado soluções para reduzir os impactos ambientais, assegurando que sua prática piscícola permaneça alinhada com as melhores práticas de preservação ambiental.

Os testes realizados pelo produtor demonstraram que o peixe produzido na propriedade possui qualidade excepcional. A despesca é realizada quando as tilápias atingem cerca de 800 gramas e, a partir desse momento, o produto é imediatamente encaminhado para uma peixaria em Florianópolis. Em menos de 40 minutos, o peixe chega fresquinho à peixaria na capital, assegurando a qualidade para os consumidores que buscam uma carne saudável e saborosa.

Na região onde está situada a fazenda da família Vieira, cerca de 50 propriedades estão envolvidas na escavação de areia, e o projeto da família se destaca como um exemplo de como a piscicultura pode ser uma solução sustentável para áreas que, de outra forma, ficariam improdutivas.

As cavas, que antes eram marcas da degradação ambiental, estão virando símbolos de um futuro mais promissor, refletindo as possibilidades de recuperação e produção sustentável.

Para saber mais sobre as macroalgas e a aquicultura catarinense, aproveite e assista na íntegra ao episódio do programa Agro, Saúde e Cooperação sobre este tema. O projeto, desenvolvido pelo Grupo ND, tem parceria com a Ocesc, Aurora, SindArroz Santa Catarina, Sicoob e Fecoagro.


sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Conhece a GUAMIRIM??

 


NOME INDIGENA: GUAMIRIM-CEREJA-DO-SUL. Na língua guarani UÁ-MIRIM quer dizer fruta pequena. Também recebe o nome de Cambuí da várzea e Cambuim de folhas vermelho-violetas (A brotação na primavera é maravilhosa).




 

Origem: Nativa e endêmica da mata atlântica das matas ripárias e várzeas ou nascentes, ocorrendo também nas florestas semideciduais de altitude, dos estados do Paraná e Santa Catarina e Rio Grande do Sul, Brasil. Também ocorre na Bolivia, Paraguai, Argentina e Uruguai.  Mais informações no link:  http://servicos.jbrj.gov.br/flora/search/Eugenia_florida

 

OBSERVAÇÕES: Esta espécie é considerada sinônimo de Eugenia florida, mais na pratica, e por se observar a planta ao vivo e a cores, é nitidamente distinta da espécie  mencionada.

  

Características: Arbusto ou arvoreta de 2 a 5 metros, com copa cilíndrica, e globosa e de folhagem semi-perene, o troco é curto e cilíndrico, com casca olivácea na juventude, tornando pardo-acinzentada, com textura áspera a rugosa quando a arvore fica mais velha. As folhas são inteiras, de cor verde escuras na face superior e argenteas (esbranquiçadas) na face dorsal. A lamina é opostas e glabrascentes (sem pelos quando maduras) com pecíolo ou cabinho de 3 a 6 mm de comprimento, Essa espécie pode ser facilmente identificada por se observar pecíolos bem sulcados e pilosos. A lamina tem textura cartácea (como cartolina), ovada (com forma de ovo) a elipticas medindo 2 a 5,5 cm de comprimento por 1,2 a 2,0 cm de largura. As flores nascem em racemos (cachos curtos) axililares com 15 a 45 mm de comprimento, contendo 5 a 10 flores cíclicas (distribuídos em vários ciclos), diclamídeas (com dois envoltórios) e medem 1,2 cm de diâmetro quando abertas. Estas têm cálice (invólucro externo da flor) cupulado (com forma de cúpula) com 4 sépalas desiguais e corola (invólucro esterno) com 4 pétalas brancas de 3 a 4 mm de comprimento. Os frutos são globosos de cor vermelha escura e depois bem pretos quando maduros, medindo 0,8 a 1,2 cm de diâmetro com pele fina e ´plá arroxeada envolvendo 1 semente pequena.

 

Dicas para cultivo:  Planta de crescimento rápido que aprecia qualquer tipo de solos com boa fertilidade natural e rápida drenagem da água das chuvas, é resistente a geadas leves de até -3 grau e pode ser plantada em solos brejosos e locais onde ocorrem inundações anuais. A planta frutifica abundantemente em pleno sol, mais não deve faltar água na época da florada e granagem dos frutos. Começa a frutificar com 2 a 3 anos a depender do clima e tratos culturais. Também pode ser cultivada em vasos grandes e em pleno sol onde frutifica bastante.

 

Mudas: As sementes são globosas, recalcitrantes (perdem o poder germinativo se forem secadas) e germinam em 40 a 70 dias se plantadas em substrato de 50% de terra vermelha, 30% de matéria orgânica e 20% de areia. Recomendo plantar 2 sementes diretamente em  saquinhos individuais e quando as plântulas estiverem com 10 cm, eliminar a planta mais fraca e mal localizada. As mudas devem ser formadas sob sombreamento de 50% e atingem 30 cm com 10 a 12 meses de vida.

 

Plantando: Pode ser plantada tanto a pleno sol como na sombra em bosques com arvores grandes bem espaçadas. Espaçamento 4 x 4 m. Faça cova quadradas com 50 cm nas três dimensões e adicione 50 kg de farinha de osso, 100 g de cinzas e cerca de 40% de matéria orgânica, deixando curtir por 2 meses. A melhor época de plantio é de outubro a novembro. Irrigar a cada quinze dias nos primeiros 3 meses, depois somente se faltar água na época da florada.

 

Cultivando: A planta cresce rápido e não necessita de cuidados especiais, apenas deve-se cobrir a superfície com capim cortado e eliminar qualquer erva daninha que possa sufocar a planta. Fazer podas no fim do inverno para fazer a formação da planta eliminando ramos e brotos da base e todo o excesso de ramos que nascerem voltados para o interior da copa. Adubar com 2 a 3 pás de composto orgânico curtido e 50 gramas de farinha de osso e 100 gramas de cinzas ou torta de mamona. Distribuir os nutrientes à 5 cm superficialmente a 20 cm do caule no inicio do mês de setembro.

Usos: Frutifica nos meses de setembro a outubro. Espécie muito importante como apícola, pois floresce no final de julho e agosto fornecendo muito néctar e pólen a varias espécies de abelhas nativas ou não. Os frutos tem polpa rica em antioxidantes e pectina e podem ser consumidos in natura ou despolpados sob uma peneira e a polpa usada para sucos, frizantes, geleias ou sorvetes. Os pássaros também o procuram, pois na época que amadurecem há pouco alimento. A arvore não pode faltar em jardins pois na época da brotação das folhas ocorrem um espetáculo a parte. Também não deve faltar em projetos de reflorestamentos pois seus frutos alimentam pássaros e pequenos mamíferos.  

 

Consulte-nos pelo e-mail hnjosue1980@gmail.com ou veja nosso catalogo de mudas disponíveis clicando aqui. – acompanhe-nos no Facebook  = VEJA SE TEMOS SEMENTES DOSPONIVEIS CLICANDO AQUI!


Emater responde: Controle biológico do pulgão - Programa Rio Grande Rural




Quem é esse tal pulgão?

Existe cerca de 1,5 mil espécie de pulgões que atacam as mais diversas espécies de plantas cultivadas.

Os pulgões são pequenos insetos sugadores de seiva elaborada e que prejudicam as culturas não apenas pela sucção de seiva, mas pela inoculação de toxinas e transmissão de viroses, esta última sendo o dano mais sério.

Nas condições do Brasil os pulgões se reproduzem exclusivamente por partenogênese telítoca, na qual fêmeas produzem larvas fêmeas sem o concurso dos machos.Imagem relacionada

Certas espécies de pulgões como Aphis nerii são capazes de atacar plantas tóxicas como a espirradeira Nerium oleander e a erva invasora Asclepias curassavica. O organismo dessa espécie de pulgão tem a capacidade de seqüestrar esses princípios tóxicos e de usá-los como mecanismo de defesa contra os inimigos naturais. O pulgão Brevicoryne brassicae é capaz de desativar a toxina sinigrina presente nas crucíferas (couve, repolho, nabo, rabanete) das quais se alimenta.

Algumas espécies de pulgões se especializaram como formadores de galhas que podem se constituir a partir do enrolamento das folhas ou formação de tumores induzidos pelos hormônios de crescimento produzidos por esses insetos. É o caso da filoxera Daktulosphaira vitifoliae que provoca a formação de galhas em folhas e raízes da videira. As formas aladas da filoxera voam para as folhas da videira, onde depositam ovos. Desses nascem as larvas formadoras de galhas. Completando o desenvolvimento, a filoxera sai da galha e desce pelos ramos da planta até chegar às raízes, onde forma novas galhas em forma de nodosidades. Para o controle da filoxera é recomendado que se use porta-enxertos resistentes. Mesmo assim a filoxera consegue se estabelecer na videira enxertada, atacando somente a parte aérea suscetível. Todavia seus danos são menores que no caso do comprometimento das raízes. Embora protegidos no interior das galhas, os pulgões ainda são atacados pelos inimigos naturais especializados em perseguí-los dentro dessas estruturas.

É bastante conhecida a relação de mutualismo que os pulgões estabelecem com formigas: enquanto os primeiros fornecem substâncias açucaradas que secretam às formigas, estas os defendem contra a aproximação de seus inimigos naturais e os carregam para colonizarem novas plantas.

Na tabela (veja no final do texto como visualizar este artigo em PDF) encontram-se as principais viroses em plantas e as espécies de pulgões que as transmitem.

Os pulgões são capazes de desenvolver resistência contra pesticidas químicos como os organofosforados e carbamatos. As espécies mais estudadas com relação a esse aspecto são os pulgões Myzus persicae e Aphis gossypii. O desenvolvimento de resistência é facilitado pela aplicação repetida do mesmo agroquímico na cultura.

Como os pulgões possuem numerosas espécies de inimigos naturais representados pelos parasitóides e predadores, valeria a pena realizarem-se esforços para substituir o controle químico pelo biológico, viabilizando-se a criação massal e o fornecimento de inimigos naturais aos agricultores.

O controle biológico clássico de pulgões, que alcançou expressivo sucesso no Brasil é o dos pulgões do trigo pertencentes às espécies Metopolosiphium dirhodum (pulgão da folha), Sitobium avenae (pulgão da espiga e da folha), Schyzaphis graminum (pulgão da espiga e da folha), Rhopallosiphum padi (pulgão da folha e da bainha) e R. rufioabdominale (pulgão da raiz). Para o controle biológico dos mesmos foram introduzidas 12 espécies de parasitóides trazidos da Europa e da Ásia, dos quais apresentaram melhor sucesso quanto ao estabelecimento Aphidius colemani, A. ropalosiphi, A. uzbekistanus, A. ervi, Diaeretiella rapae, Praon volucre e Ephedius plagiator. Essas introduções foram necessárias pois as pragas do trigo (planta originária do Velho Mundo) foram introduzidas no Brasil desacompanhadas de seus inimigos naturais nativos.

O parasitóide Lysephlebus testaceipes foi introduzido com sucesso nos países do Mediterrâneo para controle dos pulgões dos citros Toxoptera spp.

O parasitismo é estabelecido quando a vespa fêmea deposita o ovo no interior do organismo do pulgão. A larva que eclode do ovo se desenvolve alimentando-se da hemolinfa e dos tecidos internos do hospedeiro. Finda a fase larval do parasitóide, o pulgão já está morto e transformado em múmia. A pupa do parasitóide se forma no interior da múmia e a vespa adulta emerge abrindo um orifício na parede da múmia. Pulgões novos, quando parasitados, morrem sem chegar à idade adulta; os que chegam a esse estágio produzem menor número de descendentes. Com o parasitismo ocorre degeneração dos ovários do pulgão, cessando a formação dos embriões. São predadores de pulgões coleópteros, dípteros, neurópteros, heterópteros, himenópteros e aranhas.

Existem mais de 5 mil espécies de coccinelídeos (insetos da família dos coleópteros) que são predadores de pulgões e são encontrados em quase todas as partes do mundo. Larvas jovens de pulgões são mais vulneráveis ao ataque de coccinelídeos.Resultado de imagem para pulgão joaninha

Os neurópteros das famílias Chrysopidae e Hemerobiidae são encontrados também em quase todas as partes do mundo. Suas larvas são predadores ativos de pulgões, chegando a destruir 25 pulgões/dia. Um casal e seus descendentes são capazes de destruir 4 milhões de pulgões/ano. As larvas dos dípteros das famílias Syrphidae e Cecidomyiidae chegam a destruir mais de 500 pulgões durante esse estágio.

Maria Aico Watanabe
Embrapa Meio Ambiente

* Este artigo foi publicado na edição número 07 da revista Cultivar Hortaliças e Frutas, de abril/maio de 2001.

* Confira este artigo, com fotos e tabelas, em formato PDF. Basta clicar no link abaixo:

/arquivos/hf07_pulgao.pdf

Como Podar Rosas e Roseiras!!!

  Poda de Rosa

Técnicas para a poda de roseiras

Antes de saber como podar rosas com sucesso, é preciso conhecer algumas técnicas. Mas antes, vamos falar um pouco dessa linda planta. A preferida de milhões de pessoas.

Então, uma planta que apesar de ter espinhos que requerem cuidados no seu manuseio e cultivo, também é a flor símbolo do amor, do carinho e da fraternidade. Portanto, quanto mais conhecemos as roseiras mais surgem novidades sobre as mesmas e maior é a nossa admiração por elas, não é mesmo?

Muitas pessoas tem pena de podar as roseiras. Mas é muito importante, pois sobretudo é a poda que estimula a fortificação e a fim de que a planta tenha uma grande produção de rosas. Então, para ter rosas como essas da foto, você precisa necessariamente, fazer a poda!

Botões de Rosas brancas após a poda
Botões de Rosas brancas após a poda

Modalidades de roseiras – Saiba como podar rosas

Roseiras são plantas que existem em várias modalidades, que vão das minis roseiras, às roseiras trepadeiras, rosas gigantes, rosa dobradas e as simples que também são belas.

Além disso, as roseiras podem dar rosas de todas as cores: do branco intenso à rosa negra. Uma curiosidade é que tem algumas espécies de plantas que são chamadas de rosa, mas que não são da família das rosáceas, como por exemplo a rosa-do-deserto.

Dormência – quando se faz a poda de roseiras

As roseiras são plantas caducifólias. Ou seja: uma vez ao ano renovam todas as suas folhas. Não deixa de ser um processo de higiene, pois a planta deposita seus excrementos na folha que quando morre, joga esses excessos que já não são mais úteis para fora do seu organismo. Legal, não é mesmo?

substrato fertilizante 6 em 1
substrato fertilizante 6 em 1

Além disso permitem que sol chegue no centro da planta, o que é importantíssimo para seu desenvolvimento.

Quando entram em dormência, todos os tipos de roseiras diminuem a produção de flores. Isso acontece no fim do outono e no decorrer de todo o inverno.

Então, no hemisfério Sul o inverno é o tempo para poda de rosas. Mas não esqueça de deixar o período de geadas passar, pois elas podem danificar muito os novos brotos. Então, se puder, deixe para fazer a poda de rosas bem no finalzinho do inverno. Viu como não é difícil saber como podar rosas?

Rosa Amarela Jardineiro Amador
Rosa Amarela Jardineiro Amador

Em que lua se faz a poda de roseiras?

As pessoas tem uma grande dúvida quando querem aprender como podar rosas; e geralmente, perguntam se há uma lua própria para a fazer a poda das roseiras? Não há nenhuma evidência científica.

Mas há uma certeza popular que as roseiras devam ser podadas nas luas nova e/ou crescente. E o Jardineiro Amador já fez essa experiência. E por mais incrível que possa parecer, as roseiras podadas nessas luas produzem mais flores.

A poda de roseiras feita anualmente, de forma regular auxilia no crescimento das plantas e produção de flores. Essa foto é de uma roseira amarela plantada e cuidada pelo Jardineiro Amador. Veja, então, se temos ou não temos razão?

Passo a passo de como podar rosas

Primeiro de tudo você deve ter uma boa tesoura para usar na poda de rosas. Ela deve estar bem afiada e limpa (esterilize com fogo, água sanitária ou álcool) para não magoar os galhos podados.

A poda pode ser de formação para os tipos de roseiras que são trepadeiras, por exemplo, dando às mesmas a forma e a condução que se deseja, permitindo o arejamento e a entrada de sol na planta, eliminando-se os ramos secos, fracos ou doentes. Para saber como podar rosas, portanto, você deve seguir a risca esses segredinhos.

Já na poda de limpeza são eliminados os ramos improdutivos ou mortos ou que estão muito compridos. Muitas plantas precisam de podas para produzirem mais flores e terem saúde.

Identifique o caule da roseira. Dele saem os ramos. Esses devem ser podados. Contudo, preservando-se o caule. Portanto, não tenha medo. Pode todos os galhos que saem do caule. Mas antes, identifique o gomo ou nó (olho de broto) para fazer o corte correto.

Esses gomos ou nós (olhos de broto) estão sempre onde saem as folhas. É recomendável deixar sempre dois olhos de broto e que se faça o corte a um ou dois centímetros do gomo.

Em que ângulo o corte dos ramos das rosas deve ser feito?

Entretanto, temos uma dica muito importante quando você for aprender como podar rosas é cortar sempre na diagonal, num ângulo de 45º (faça como na foto deste post) para que a água das chuvas e das regas não se acumulem, propiciando o aparecimento de fungos e doenças. Assim também deve se proceder quando se colhem as flores.

Desta forma, lembre-se que para sua roseira ter saúde ela precisa estar sempre limpa, com a retirada de todas as folhas e flores secas. No entanto, nunca jogue os restos de poda e de limpeza perto da planta para não atrair pragas. Porém, jamais se esqueça de usar os galhos podados para fazer novas mudas ou mesmo enxertia.

Contudo, não se esqueça de um detalhe muito importante: após a poda, leve para longe da planta mãe, todos os ramos, folhas e flores retiradas para evitar a atração de pragas, como fungos, ácaro, cochonilhas, formigas, pulgão, etc.

Use os galhos podados para fazer mudas

No momento em que estiver fazendo a poda, você vai ter uma grande oportunidade de fazer uma seleção de excelentes estacas retiradas da sua roseira, para fazer mudas.

E, a época das mudas serem feitas é exatamente nos meses de dormência da planta. Por isso, aproveite…

Logo depois de fazer a poda, faça uma seleção dos galhos podados que sejam os mais viçosos e saudáveis. Pode ser galhos com subdivisões na parte superior. Corte as pontas e deixe com pelo menos 30 centímetros, retirando as folhas.

Seja como for, nunca se esqueça de manter os ângulos dos cortes.

Antes de tudo você deve procurar usar um bom enraizador. No momento em que fizer a seleção das estacas para fazer as mudas, prepare uma vasilha com água com o enraizador. Temos um vídeo bem legal, ensinando a fazer enraizador natural.

Rosa do deserto do jardineiro amador

Deixe os galhos ou estacas que formarão as mudas mergulhados na água com enraizador por pelos menos 2 dias.

Neste ínterim, prepare vasos com terra orgânica para plantar e fazer as mudas. Faça uma pequena cavidade com um perfurador, enterre a estaca na terra por cerca de 10 centímetros e deixe em local bem iluminado sem pegar sol direto. Faça uma rega leve, uma vez por semana.

Se puder, use um esteio para amarrar a estaca, evitando que elas se mova. Como resultado, ela vai formar melhor o processo de enraizamento.

Assim que você notar que os brotos estejam saudáveis e viçosos, já pode fazer o transplante das mudas, com todo o cuidado para o lugar definitivo.

Devo adubar as roseiras quando fizer a poda?

A resposta é sim!

Do mesmo modo que as roseiras precisam de uma poda anual, elas necessitam de adubações e, como já dissemos, limpezas constantes.

De tal forma que a adubação fortifica a planta, entregando os nutrientes que necessita para o seu completo e saudável desenvolvimento.

Assim como as pessoas, as plantas também precisam ter uma alimentação balanceada e correta.

Seja como for, acerta na adubação é ter a certeza de ter floradas constantes, intensas, com plantas saudáveis que trazem alegria e colorido para a casa e jardim.

Então, além de saber como podar rosas, você deve saber também como adubar rosas.

Em primeiro lugar, como referido, a poda das roseiras se faz uma vez ao ano.

Ao passo que a adubação deve ser feita, no mínimo 4 vezes ao ano quando as roseiras estiverem plantadas na terra.

Com toda a certeza, se as roseiras estiverem plantadas em vasos, você você deve fazer adubação mensal

De tal sorte que adubando, terá resultados muito melhores e surpreendentes.

Como fazer a adubação das roseiras em canteiros

De acordo com a natureza dessa planta, ela é muito sensível. Em contrapartida, se você fizer o manejo correto, pode ter roseiras por muitos anos.

Existem plantas com vida muito longa, que podem facilmente ultrapassar 40 anos ou mais.

Dessa forma, tome todo o cuidado quando for fazer as adubações.

Só para exemplificar, escolha um adubo de boa qualidade. De preferência orgânico.

Faça três furos em forma de triangulo ao redor da roseira. Mas tenha cuidado! Mantenha uma distância de pelo menos 20 centímetros do pé da roseira em cada furo.

Os furos devem ter uma profundidade de pelo menos 10 centímetros de tal sorte que possam ser completados com o adubo na quantidade de 500 gramas gramas por pé.

Dessa maneira, complete os furos com o adubo fertilizante. Depois que completar, cubra com uma leve camada de terra.

Outra técnica muito legal é a do coroamento, se bem que exige alguma experiência é muito cuidado.

Cave um círculo de cerca de 5 centímetros de profundidade ao entorno de toda a base da roseira, mantendo uma distância de pelo menos 20 centímetros de raio. Não afunde mais que isso com a finalidade de não lesar as raízes.

Em seguida preencha esse sulco com o adubo ou esterco, conforme comentamos abaixo.

Em seguida, faça uma rega bem leve.

Como fazer adubação de roseiras plantadas em vasos

Em princípio o processo de adubação de roseiras plantadas em vaso é o mesmo que as roseiras plantadas na terra.

Entretanto, em roseiras plantadas em vasos, evite de todas as formas fazer o coroamento.

Não se esqueça, também, que os vasos precisam ser bastante grandes. O ideal é que tenha capacidade de pelo menos 100 litros de terra. Assim também, devem ter boa profundidade com o fim de permitir que as raízes das roseiras se alastrem com conforto.

O que muda é a frequência, que de acordo como já referimos, o ideal é que seja mensal.

Outra dica muito legal, é você mudar a cobertura da terra do vaso, sempre que efetuar a poda da roseira.

Desse modo, você vai repor os nutrientes necessários com a finalidade de manter a fortificação da planta.

Assim sendo, use uma pazinha de jardinagem e remova uma capa de cerca de 5 centímetros da terra que recobre o vaso. Em seguida, reponha essa camada usando uma terra orgânica renovada, de boa qualidade.

Se puder, use a terra orgânica turbinada do Jardineiro Amador que tem todos os componentes naturais para recompor seu vaso.

Bosta em pacote do Jardineiro amador
Bosta em pacote do Jardineiro amador

Antes de mais nada, faça tudo com muito cuidado, sempre evitando lesionar as raízes mais superficiais da roseira.

Da mesma forma, em seguida, faça uma rega bem leve.

Que adubo ou substrato fertilizante usar nas roseiras?

Com toda a certeza, quem planta roseiras quer colher muitas rosas, não é mesmo?

Então existem vários adubos e substratos que podem ser utilizados.

Antes de mais nada, não se pode esquecer que a adubação deve ocorrer desde o plantio e por toda a vida das roseiras.

Finalmente agora que suas roseiras estão plantadas, seja na terra ou em vasos, é hora de escolher o adubo certo.

Nós, do Jardineiro Amador, preferimos produtos naturais e orgânicos.

Então, se você tiver acesso a esterco de currar curtido, pode usar. Mas tome cuidado para que esteja bem curtido. Pode ser estrume de gado, porco, aves ou carneiro. Em princípio evite esterco de cavalo. Sempre procure saber a procedência antes de usar.

A fim de atender nossos amigos e amigas, o Jardineiro Amador desenvolveu um excelente adubo que pode ser usado com toda a segurança e confiança nas suas roseiras plantadas na terra ou em vasos.

É o substrato fertilizante 6 em 1 do Jardineiro Amador que pode ser usado na sua horta, pomar e jardim, para fazer suas plantas crescerem florescerem e frutificarem.

Videos no canal do Youtube do Jardineiro Amador

Temos alguns belos vídeos no nosso canal no YouTube. ensinando a podar roseiras.

E, também, temos muito material ensinando como cultivar todos os tipos de roseiras, como fazer mudas de roseiras por estaquia e como fazer enxerto de roseiras aqui no nosso site e no YouTube.

Ademais, você encontra todos os produtos que precisa para sua casa e jardim em nosso site. Nas nossas redes sociais também temos posts sobre adubação de roseiras com nossos substratos fertilizantes.

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