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quarta-feira, 25 de março de 2026

RECEITA de Adubação verde para obter e conservar uma fertilidade duradoura

Para recuperar terras esgotadas, empobrecidas pelas monoculturas, queimadas, erosão, etc, existe um sistema muito eficiente de recuperação, desenvolvido pelo engenheiro agrônomo René Piamonte, do Instituto Biodinâmico de Botucatu, SP.


Nesse sistema, misturam-se vários tipos de sementes para serem semeadas no outono / verão. Por exemplo: 20 kg de milho, 10 kg de mucuna preta, 10 kg de feijão de porco, 10 kg de lab lab, 10 kg de guandú, 10 kg de girassol, 5 kg de crotalária, 5 kg de mamona, 5 kg de feijão catador, 4 kg de painço, 4 kg de leucena; 4 kg de calopogonio, 5 kg de soja, 4 kg de sorgo, 2 kg de mileto, 0,5 kg de abóbora; 2 kg de nabo, etc. A mistura pode variar conforme a disponibilidade, o preço e a região. A mistura acima é indicada para mais ou menos 1 há, aproximadamente 100 kg. Se for possível encontrar, recomenda-se misturar alguns inoculantes específicos para leguminosas e 5 kg de fosfato natural com Araxá ou Yoorin e água suficiente para peletizar as sementes. Deixar secar por algumas horas. A semeação deve ser feita a lanço,em terra bem preparada e calcareada, se necessário, e a incorporação com grade leve ou dependendo da área, com rastelo.

A eliminação do coquetel pode ser realizada com aproximadamente 150 dias, no início do florescimento da mucuna preta, colhendo antes manualmente o milho e o girassol. A produção de massa verde será de 50 a 70 ton/ha.


Também é possível deixar o ciclo das plantas finalizar, com o objetivo de colher as sementes. Assim a produção de massa verde será de 100 a 150 ton/ha. A incorporação pode ser feita superficialmente, com grade em caso de plantio de plantas de porte grande. Em culturas menores, que precisam ser semeadas em canteiros, deve ser usada a enxada rotativa. Quando se incorpora mais profundamente, deve-se deixar a massa verde mais tempo (30 a 60 dias) para se decompor antes da semeação.


A idéia de misturar vários tipos de plantas é como se fosse uma floresta tropical criada em 5 a 6 meses. Cada tipo de planta em um sistema de raízes diferente. O conjunto de raízes explora cada cm cúbico do solo e subsolo fazendo uma extratificação do solo. Cada planta tem uma capacidade diferente de extrair os minerais. O conjunto de plantas traz de volta todo complexo de elementos perdidos que as próximas culturas precisam.*


Para o Outono e início de Inverno podemos semear uma mistura mais adaptada ao frio e a dias mais curtos, por examplo; nabo 2 a 4 kg, cereais do inverno como aveia, centeio, cevada, trigo, triticali, trigo morisco, totalizando mais ou menos 60 kg, milho 20 kg, girassol 4 kg, soja 15 kg, sorgo 5 kg, milheto 2 kg, abobora e sobras de sementes de verduras 3 kg etc. No sul pode se pensar em trevo, tremoso, alfafa, mostarda, etc. No Inverno a cultura deve ser irrigado. Irrigar uma vez para nascer emais duas vezes durante o ciclo é suficiente.


Além da extratificação do subsolo, o coquetel faz milagres na superfície também. Com a grande diversidade de plantas obtém-se uma grande diversidade de insetos formando um equilíbrio para o controle das pragas nas culturas seguintes.

* Em Botucatu conseguiram plantar várias culturas de verdura em seguida, sem precisar de incorporação de esterco. As análises do solo antes e depois mostraram uma boa melhora no Ph, P, K, Ca, Mg , microelementos e material orgânico.

Joop Stoltenborg - Sítio A Boa Terra -

domingo, 5 de outubro de 2025

More Than Mulch | Mais do que Solo Coberto


Neste vídeo Fernando Rebello, do CEPEAS – Centro de Pesquisa em Agricultura Sintrópica, apresenta áreas experimentais, implementadas sob a orientação de Ernst Götsch, nas quais árvores, grãos e hortaliças crescem harmoniosamente. Assim temos uma ocupação total do campo no tempo (sucessão natural) e no espaço (estratificação). Mais do que cobertura morta, a proposta da Agricultura Sintrópica é de que o solo permaneça sempre ocupado por espécies em crescimento. As vantagens são inúmeras: otimização da fotossíntese, estímulo da cadeia de vida do solo, constante aporte de matéria orgânica e, sobretudo, a total independência de herbicidas. O resultado é um campo biodiverso, ecologicamente resiliente e que garante flexibilidade financeira para o agricultor. . #AgriculturaSintropica #SyntropicAgriculture . In this video, Fernando Rebello, from CEPEAS - Syntropic Agriculture Research Center, presents experimental areas implemented under the guidance of Ernst Götsch, in which trees, grains and vegetables grow harmoniously. Thus we have a total occupation of the field in time (natural succession) and space (stratification). More than mulch, Syntropic Agriculture proposes that the soil always remains occupied by growing species. The advantages are numerous: optimization of photosynthesis, soil life chain stimulation, constant input of organic matter, and above all, the complete independence of herbicides. The result is a biodiverse, ecologically resilient field that ensures financial flexibility for the farmer.

quinta-feira, 2 de outubro de 2025

Princípios da agricultura sintrópica


O QUE É SINTROPIA ?

 A grande contribuição que Ernst Götsch nos dá é ter desvendado e ter realizado uma sistematização dos princípios por meio dos quais a natureza trabalha, Ernst nos proporciona uma alfabetização ecológica – como diz Fritjof  Capra, a compreensão dos princípios de organização que os ecossistemas desenvolveram para sustentar a vida – o caminho para a sustentabilidade.

 A sintropia, ao contrário da entropia, vai do simples para o complexo. As tabelas 1 e 2 extraídas do livro, a Teia da vida, de Fritjof Capra, nos dão uma idéia precisa da capacidade da vida no planeta de manter a  estabilidade desse macro-organismo conhecido como Terra, realizando suas funções adequadamente para o equilibrio dele próprio, função conhecida na fisiologia animal como homeostase.

 Graças ao surgimento da vida há 3,5 bilhões de anos e por meio da sintropia, a vida foi complexificando a energia vinda do Sol nas mais diferentes formas de vida, transformando-a e armazenando-a, formando assim uma complexa rede viva.

 Há milhares de anos os seres humanos vem causando distúrbios em muitos lugares do planeta, onde não atingimos os limites aceitáveis de perturbação, essa rede voltou a estabelecer suas conexões, a vida voltou a florescer, como a regeneração de um pequeno corte em nossa pele, porém onde ultrapassamos essa capacidade de regeneração, é como se tivéssemos amputado uma perna , um braço, a natureza por si não conseguiu nessa escala de tempo voltar à estabilidade anterior, assim desapareceram civilizações inteiras e surgiram enormes desertos.

 Dessa forma, entendendo que a vida no planeta é regida pelos princípios sintrópicos, usando-os podemos devolver a vida a áreas degradadas e transformar desertos em florestas novamente. 

terça-feira, 11 de abril de 2023

Solo coberto e plantios adensados, casa e comida dos microrganismos.


Quando conseguimos estabelecer plantas que crescem bem em nosso solo, estabelecemos uma ponte entre as raízes de nossas plantas e os microrganismos do solo. Essa parceria é muito benéfica para todos, plantas e microvida. As plantas fornecem açúcares e os microrganismos, em troca, fornecem água, macro e micronutrientes, moléculas orgânicas etc. Por isso, qualquer insumo que acrescentamos no solo deve ser muito bem estudado, para não inibir essa cooperação. A vida rege o caminho para os sistemas de abundância. Link para acessar livro sobre Korean Natural Farming: https://www.cepeas.org/biblioteca - Para acessar nossa biblioteca você precisa se cadastrar em nosso site primeiro. Você também pode apoiar o CEPEAS, acesse: https://www.cepeas.org/como-contribuir Agora você pode comprar o livro virtual (ebook) - Agricultura sintrópica segundo Ernst Götsch, o qual pode ser aberto em seu notebook, computador ou celular, podendo até imprimir o livro se quiser. Comprando o livro você apoia as pesquisas de Ernst Götsch e do CEPEAS. Acesse a loja no link abaixo: https://www.lojaplantandoflorestas.com

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