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quarta-feira, 26 de março de 2025

Flores e arbustos para plantar num jardim à beira mar

extraído do site omeujardim


As flores e os arbustos que são tolerantes ao sal, à areia e às mais diversas condições climatéricas adversas são os ideais para serem cultivados num jardim à beira mar. Isso acontece porque dão-se bem nos solos que, à partida, não têm as melhores condições de cultivo e, ao mesmo tempo, garantem uma paisagem deslumbrante. Conheça as principais flores e os tipos de arbustos que pode plantar num jardim à beira mar.

MURTA (BACCHARIS HALIMIFOLIA)

A Murta tem o nome científico de Baccharis halimifolia e pertence à família das Asteraceae. Esta planta é a única da sua espécie que é capaz de atingir dimensões deárvore , uma vez que pode atingir cerca de 1,85 a 3,70 metros de altura. A Murta tem pequenas folhas verdes ovais e conjuntos de flores de cor verde e branca. A sua época de florescimento ocorre entre os meses de agosto e outubro e com isso surgem inúmeras borboletas e abelhas. Esta planta dá-se melhor num local húmido, com sombra parcial e exige um solo arenoso para crescer de uma forma saudável. A sua indiferença à água salgada do mar faz com que seja um arbusto ideal para ser utilizado num jardim à beira mar.

IPOMÉIA (IPOMOEA CAIRICA)

A Ipoméia tem o nome científico de Ipomoea cairica e pertence à família das Convolvulaceae. É uma trepadeira muito rústica que apresenta um rápido desenvolvimento e, na maioria das vezes, possui flores de coloração rosa com um centro roxo. É uma planta que pode ser utilizada para cobrir uma treliça, pérgola, cerca ou muro. A Ipoméia é cultivada em pleno sol e dá-se bem em solos arenosos, sendo por isso muito encontrada ao longo da costa de uma praia ou em dunas costeiras. Ela distingue-se das demais por ser resistente ao vento, sal e calor e isso faz com que seja uma das mais utilizadas na decoração de um jardim à beira mar.


BELDROEGA DA PRAIA (PORTULACASTRUM SESUVIUM)

A Beldroega da praia é a designação comum dada a várias espécies de plantas das famílias Aizoaceae, Urticaceae e Portulacaceae. Trata-se de uma planta perene que cresce nas áreas costeiras, chegando a atingir cerca de 7,5 a 20 metros de altura. Apresenta folhas verdes e brilhantes lanceoladas e as suas flores são de cor rosa ou roxa durante o ano inteiro. Esta planta cresce em terrenos argilosos, de calcário e arenito e exige um local quente e húmido para florescer corretamente. É de realçar que as folhas da Beldroega da praia são comestíveis e são muito utilizadas na medicina tradicional.

UVA DO MAR (COCCOLOBA UVIFERA)

A Uva do mar tem o nome científico de Coccoloba Uvifera e pertence à família das Polygonaceae. É um arbusto de fácil cultivo que cresce em solos arenosos, não é exigente com a irrigação e suporta os ventos fortes e as altas temperaturas. Trata-se de uma planta que chega a atingir cerca de 9 metros de altura, tem folhas verdes e redondas que apresentam uma nervura principal de cor vermelha. Os seus frutos são comestíveis ao natural ou dão origem a deliciosas geleias, doces ou vinhos. Esta planta é muito apreciada no mundo da jardinagem e isso deve-se à sua resistência e aparência tropical, o que transforma por completo a aparência e beleza de um jardim à beira mar plantado.

OS ARBUSTOS DE ALTO PORTE

Na constituição de um jardim à beira mar, os arbustos de alto porte são uma excelente opção, na medida em que impedem a passagem do vento e ajudam a construir um espaço mais privativo e pessoal. Dos mais utilizados, destaca-se o seguinte:

O PITOSPORO (PITTOSPORO TOBIRA)

O Pitosporo tem o nome científico de Pittosporo tobira e pertence à família das Pittosporaceae. É um arbusto que pode atingir cerca de 3 metros de altura e é muito utilizado como cerca viva, impossibilitando os olhares e a atenção alheia. Trata-se de um arbusto muito ramificado, com folhas verdes e ovais de ponta arredondada, tronco sinuoso e flores brancas. O Pitosporo é um arbusto de alto porte que se constitui como uma mais-valia na constituição de um jardim à beira mar e na decoração do seu espaço exterior, pois faz com que este seja um local mais íntimo e reservado.

OS ARBUSTOS DE BAIXO PORTE

Os arbustos de baixo porte são uma excelente alternativa para todos os que preferem trabalhar a beleza de um jardim. Trata-se de uma forma de unir a excelência de um jardim à espetacularidade da natureza circundante. Neste aspeto, existem várias árvores e plantas que combinam entre si, contudo, um dos arbustos de baixo porte mais populares é a Bela Emília.

 A BELA EMÍLIA (PLUMBAGO AURICULATA)

A Bela Emília é também conhecida como jasmim azul, tem o nome científico de Plumbago auriculata e pertence à família das Plumbaginaceae. Trata-se de um arbusto semi lenhoso, com formas irregulares e muito ramificado. As flores são pequenas e tubulares, têm pétalas arredondadas e estão disponíveis na cor branca, azul claro e azul-escuro. A Bela Emília é, sem dúvida, um arbusto de baixo porte fundamental na composição e ornamentação de um jardim e pode ser utilizado como uma cerca viva junto de um muro ou parede que esteja a delimitar o seu espaço exterior.

Folha seca não é lixo

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José Lutzenberger

A luxuriante Hiléia, a floresta tropical úmida da Amazônia, floresce há milhões de anos sobre os solos que estão entre os mais pobres do mundo. Este fato intrigava muitos cientistas. O grande cientista alemão, explorador da Amazônia, Alexander Von Humboldt, ainda pensava que a floresta tão viçosa, alta e densa, era indicação de solo muito fértil.

Como pode haver tanta vegetação, crescendo tão intensivamente, sobre solo praticamente desprovido de nutrientes? O segredo é a reciclagem perfeita. Nada se perde, tudo é reaproveitado. A folha morta cai ao chão, é desmanchada por toda sorte de pequenos organismos, principalmente insetos, colêmbolos, centopéias, ácaros, moluscos e depois mineralizada por fungos e bactérias. As raízes capilares das grandes árvores chegam a sair do solo e penetrar na camada de folhas mortas para reabsorver os nutrientes minerais liberados.

Poucas semanas depois de caídos, os nutrientes estão de volta no topo, ajudando a fazer novas folhas, flores, frutos e sementes. A floresta natural não necessita de adubação. Assim a floresta consegue manter-se através de séculos, milênios e milhões de anos. A situação não é diferente em nossos bosques subtropicais, nos campos, pastos ou banhados. A vida se mantém pela reciclagem. Assim deveríamos manter a situação em nossos jardins.

Um dos maiores desastres da atualidade, um desastre que está na base de muitos outros desastres, é o fato de estar a maioria das pessoas, mesmo as que se dizem cultas e instruídas, totalmente desvinculadas espiritualmente da Natureza, alienadas do Mundo Vivo.


As pessoas nascem, se criam entre massas de concreto, caminham ou rodam sobre asfalto, as aventuras que experimentam lhe são proporcionadas pela TV ou vídeo. Já não sabem o que é sentir orvalho no pé descalço, admirar de perto a maravilhosa estrutura de uma espiga de capim, observar intensamente o trabalho incrível de uma aranha tecendo sua teia. Capim, aliás, só bem tosadinho no gramado, de preferência quimicamente adubado! Se não estiver tosado, é feio! Na casa, a desinsetizadora mata até as simpáticas pequenas lagartixas, os gekos.

A situação não é melhor nas universidades. No Departamento de Biologia de uma importante universidade de Porto Alegre, encontra-se um pátio com meia dúzia de árvores raquíticas. Ali o solo é mantido sempre bem varrido, nu, completamente nu! As folhas secas são varridas e levadas ao lixo. Não distinguem sequer entre carteira de cigarro, plástico e folha seca, para eles tudo é lixo. Já protestei várias vezes. Os professores e biólogos nem tomam conhecimento. Pudera! Hoje a maioria dos que se dizem biólogos, mais merecem o nome de necrólogos, gostam mais é de lidar com vida por eles matada do que dialogar com seres e sistemas vivos. Preferem animais em vidros com álcool ou formol, plantas comprimidas em herbários. São raros, muito raros, hoje, os verdadeiros naturalistas, gente com reverência e amor pela Natureza, que com ela mantém contato e interação intensiva, gente que sabe extasiar-se diante da grandiosidade da maravilhosa sinfonia da Evolução Orgânica.

Por que digo estas coisas em "A Garça"? Atrás do prédio onde estava a Florestal da Riocell, onde estou agora instalado com meus escritórios da Tecnologia Convivial e da Vida Produtos Biológicos, existe um barranco onde estão se desenvolvendo lindas "seringueiras". Na realidade, não são seringueiras, são plantas da mesma família que nossas figueiras, mas são oriundas da Índia. Além de crescerem pelo menos dez vezes mais rápido que nossas figueiras, fazem lindas raízes aéreas e lindas tramas superficiais no solo. A alienação, que predomina entre nós, em geral, faz com que sejam demolidas tão logo atinjam tamanho interessante e aspecto realmente belo.
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As Ficus elásticas a que me refiro, fizeram um lindo tapete de folhas secas. Este tapete segura a umidade do solo, mantém o solo poroso e aberto para a penetração da água da chuva e evita a erosão, especialmente na parte mais íngreme do barranco, já bastante erodida, porque no passado, ali, as folhas eram sempre removidas. Este tapete promove também o desenvolvimento da vegetação arbustiva e rasteira que dará ainda mais vida ao solo e abrigo à fauna, como corruíras e tico-ticos, lagartixas, insetos, etc. Da janela do meu escritório alegro-me cada vez que posso observar esta beleza.

Houve quem insistisse em que varrêssemos para deixar o solo nu. Faço um apelo a todos que ainda não o fizeram, observem este aspecto importante e construtivo da Natureza, aprendam a ver a beleza na grande integração do Mundo Vivo. Não vamos varrer!

Publicado em "A Garça" - Jornal da Riocell, em 13 de Fevereiro de 1990



domingo, 2 de fevereiro de 2025

Cultive um jardim na praia! Dicas com a areia, a maresia e o vento.

Getty Images

Para não errar na composição do jardim 
use plantas nativas da região

Simone Sayegh
Fonte Site: Do UOL, em São Paulo

Quem tem casa na praia sabe que muitas plantas perfeitamente adaptadas às condições urbanas “distantes do mar”, não aguentam o solo arenoso, a maresia ou o vento marítimo. Além disso, as espécies ideais para um jardim no litoral do nordeste podem não ser as mesmas indicadas para o cultivo no extremo sul do país.
Assim, a regra é optar por plantas nativas da respectiva região para a composição de um jardim litorâneo.


 Desta forma, coníferas, azaleias, rododendros, hortênsias, íris, glicínias e todas as variedades típicas de climas frios devem ser evitadas, pois terão seu desenvolvimento prejudicado, com floração menos expressiva, por exemplo. Outra dica é eleger espécies com florada no verão, para que se possa apreciar a beleza das flores na época em que mais se desfruta das praias.

  • Veja boas espécies para um jardim à beira-mar e saiba como cultivá-las
  • Getty Images

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  • André Guimarães/ Divulgação
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O local onde o jardim será implantado também é importante: terrenos baixos, que podem ser invadidos pela maré, comprometem o resultado final, sendo necessário elevá-los e /ou dotá-los de elementos de contenção. Além disso, adequações do substrato podem ser necessárias, bem como do regime de regas e adubação.

Solo arenoso
Em princípio, quando falamos de jardins à beira-mar, tratamos de solos arenosos. Portanto é mais adequado dar preferência a espécies que sejam bem adaptadas a este tipo de substrato ou, ao menos, tolerantes a tal condição. 

Para cultivar plantas que preferem terrenos argilosos, deve-se substituir o solo das áreas de plantio - o que tem custos financeiro e ambiental muito maiores e resultado estético potencialmente inferior.

Alternativas são a adição de terra argilosa e muita matéria orgânica para manter a umidade por mais tempo e, em conjunto, aplicar adubos que contenham macros e micronutrientes com o cálcio (Ca) já disponível. Assim o próprio insumo promove a correção do pH.

Getty Images

Vento salino
Há grande variação da incidência de ventos nas diversas regiões do litoral brasileiro, mas onde as rajadas são mais intensas, as plantas devem estar mais preparadas para essa condição, pois a exposição ao vento pode provocar rápida desidratação em plantas não-adaptadas, com um agravante: o “spray” salino (maresia) intensifica processo da perda de água.

Espécies que se adaptam ao vento litorâneo geralmente apresentam camada de cera protetora nas folhas; espessamento da estrutura (para maior acúmulo de água em seu interior); forma mais compacta/ modificada e/ou a redução da superfície foliar (folhas pequenas).  Portanto, observe tais características ao escolher os espécimes.

Regime de baixa manutenção
Muitas vezes os jardins à beira-mar são instalados em casas de veraneio e a manutenção tende a ser menos frequente e as inspeções mais esparsas. Nesse caso, plantas delicadas ou mais exigentes quanto ao zelo não são recomendáveis.

 O uso de variedades mais rústicas facilita o trato cotidiano e previne danos maiores se houver interrupções imprevistas dos cuidados com o jardim, mesmo que mais prolongadas.

Fontes: Heloiza Rodrigues, bióloga e paisagista, e Marcos Malamut, paisagista.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2024

Um jardim na Praia é fácil!

Extraído do site:http://www.jardineiro.net/paisagismo-na-praia.html






Muitas pessoas podem acreditar que o jardim na casa de praia é difícil de implantar e manter. Realmente, como passamos a maior parte do ano longe do litoral, o jardim fica praticamente abandonado durante este tempo.
Da mesma forma não queremos desperdiçar o tempo das férias como jardineiros, bem pelo contrário, estamos mais propensos a admirar a natureza e curtir as flores e frutos que ela nos dá.
Além do abandono durante o ano, o jardim está sujeito às adversidades climáticas comuns ao litoral. Como altas temperaturas no verão, chuva, vento e maresia constantes, solos arenosos e com salinidade excessiva, além do frio durante o inverno.
Todos estes detalhes devem ser levados em consideração durante o planejamento do jardim, que também deve apresentar flores ou frutos no verão e ser de baixa manutenção. Afinal, de nada adianta plantarmos uma flor belíssima e adaptada ao litoral se ela floresce apenas no inverno, quando não estamos lá para admirá-la.
Praia
Coqueiros e palmeiras têm ótima
adaptação ao litoral
Foto: Rafael Patro
Planejar o jardim à beira-mar exige mais do paisagista, pois além dos fatores acima listados, a paisagem deve ser harmônica e não contrastar com a beleza natural da orla marítima. É como uma complexa orquestra que precisa ser conduzida com cuidado para que tudo dê certo e os moradores fiquem satisfeitos.
Um regra que vale muito nestes casos: observe atentamente as plantas que ocorrem naturalmente no local, elas estão adaptadas e em condições de suportar as adversidades, uma vez que o litoral gaúcho não é o mesmo que o capixaba; e assim por diante.
Outro cuidado importante é em relação ao relevo. Terrenos muito baixos podem ser invadidos pela maré alta, capaz de destruir o jardim. Caso seu terreno seja à beira-mar, pode ser uma solução elevá-lo um pouco para prevenir o problema.
A maioria dos paisagistas opta por jardins tropicais para adornar as construções litorâneas. As plantas deste jardim são as mais adaptadas às intempéries e combinam bastante com a paisagem da praia. Alternativamente jardins de estilo mediterrâneo ou contemporâneo podem ser executados sem problemas.
É importante que as plantas não bloqueiem a vista para o mar, pelo contrário elas devem valorizá-la e emoldurá-la com harmonia.
Praia
Algumas plantas nativas são boas para conter a erosão
Foto: Rafael Patro
Após análise adequada, o solo deve ser corrigido em pH e nutrientes, de forma que possa receber as novas plantas. Normalmente, por serem muito arenosos, devem ser condicionados com terra mais argilosa e muita matéria orgânica. Não poupe esforços e dinheiro nesta fase, o solo convenientemente preparado pode prevenir futuras dores de cabeça, pois esta etapa é muito difícil de remediar após a implantação do jardim.
Os móveis e acessórios também são muito importantes e devem ser ultra-resistentes. Uma das escolhas mais econômicas e duráveis é o polipropileno. O material é leve, lavável e alguns fabricantes ainda tratam os móveis com resina especial que protege contra a radiação UV.
Para opções mais sofisticadas use madeiras resistentes como a teca, que dispensa manutenção, sempre protegidas com verniz náutico. Fuja de metais, pois eles enferrujam com a maresia. Mesmo o aço inoxidável só deve ser utilizado se convenientemente protegido. Fique longe de fibras naturais como junco ou ratan, hoje em dia já existem materiais sintéticos para substituí-los.
Enfim, não esqueça de que você não vai querer passar o verão trabalhando pesado no jardim, use a sua criatividade e conhecimento para criar o seu paraíso particular, lugar de descanso e contemplação. Obs: Reserve um lugarzinho especial para colocar a rede ou chaise-longue e contemplar a vista do mar.
Praia
Muitas bromélias e cactos são nativos
do litoral
Foto: Rafael Patro

Dicas de Plantas:

Texto: Raquel Patro
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