Mostrando postagens com marcador #pesquisa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador #pesquisa. Mostrar todas as postagens

sábado, 11 de julho de 2026

Cultivo de macroalga rende biofertilizante!! UNICAMP

Foto: Valeria Gelli

Estudo contribui para a implantação de fazendas marinhas e abre novas possibilidades econômicas para comunidades do litoral Norte de SP

  
Edição de imagem
FacebookTwitterWhatsAppLinkedInCompartilhar

Em pesquisa orientada pelo professor Jansle Vieira Rocha, do Laboratório de Geoprocessamento da Faculdade da Faculdade de Engenharia Agrícola (Feagri) da Unicamp, a oceanógrafa Valéria Cress Gelli, do Núcleo Regional de Pesquisa do Litoral Norte do Instituto de Pesca da Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo, desenvolveu tese de doutorado que teve como objetivo contribuir para o cultivo ordenado e responsável da macroalga Kappaphycus alvarezii, com vistas à obtenção do seu extrato como biofertilizante agrícola no litoral Norte do Estado de São Paulo.

Esta alga, originária das Filipinas e introduzida no Brasil em 1995 a partir de mudas importadas do Japão, mostrou-se com grande potencial na maricultura (cultivo de organismos marinhos). Apesar de estudos comprovarem que a espécie não oferece perigos de proliferação invasiva, por questões de biossegurança e em razão dos conhecimentos da época, a legislação brasileira, através do Ibama,  restringiu seu cultivo a determinadas áreas do litoral do país, entre elas a faixa que se estende do litoral Norte de SP à baía de Sepetiba, no Estado do RJ.

O cultivo de algas é incentivado em todo o planeta não só pelos produtos naturais delas oriundos, em que se destacam as gelatinas – a exemplo da carragenana, utilizada para conferir cremosidade a alimentos e cosméticos –, biocombustíveis e biofertilizantes, mas também pelo fato de serem responsáveis por mais de 50% da produção de oxigênio atmosférico e do sequestro de gás carbônico (CO2), que no mercado de créditos de carbono é negociado hoje a dez dólares por tonelada. O trabalho dos pesquisadores teve como objetivos estudar a viabilidade técnica e econômica da produção de biofertilizante a partir do cultivo da macroalga Kappaphycus alvarezii, e seleção das áreas mais aptas para seu cultivo no litoral paulista. Para a pesquisadora, “o estudo se justifica face à diminuição dos estoques pesqueiros. A implantação dos cultivos de macroalgas (algicultura) pode ser uma alternativa para mitigar o problema, manter os pescadores em seu local de origem, gerar renda e emprego, além de propor novas formas de desenvolvimento sustentável e incentivar a implantação da atividade de forma planejada para as comunidades costeiras, cuja base econômica se assenta no turismo de sol e praia”.

Foto: Perri
A oceanógrafa Valéria Cress Gelli, autora do estudo

Dados da FAO (2019) indicaram que o cultivo desta alga constitui uma importante atividade econômica em mais de dez países. Em 2017, sua produção foi de 1,5 milhões de toneladas e representou 171 milhões de dólares. Em 2018, o Brasil importou cerca de duas toneladas da sua gelatina a um custo de 17,5 milhões de dólares.

A algicultura marinha tem grande capacidade de produção de biomassa em curto espaço de tempo e estudos mostram que esta macroalga cresce de 3,8% a 8,7% ao dia sem a utilização quaisquer nutrientes. As algas também absorvem nutrientes e metais pesados em locais poluídos, servem de abrigo a outros organismos marinhos, reduzem ações de ondas em zonas costeiras, retiram o gás carbônico da atmosfera, geram empregos, renda e negócios para as comunidades litorâneas. Constituem ainda fontes de hidrocolóides, bioativos, fertilizantes e biocombustíveis e podem ser utilizadas diretamente na alimentação humana e como ingrediente na ração animal.


O trabalho

A partir da hipótese de que essa extração seria uma atividade técnica e economicamente viável e que poderia ser desenvolvida de forma ordenada no litoral Norte paulista, o trabalho seguiu por três vertentes, explica o docente. A primeira deteve-se em avaliar as viabilidades econômica e técnica da algicultura para a obtenção do biofertilizante pelas comunidades pesqueiras, em módulos familiares de 0,2 hectares de lâmina de água, em sistema de balsas flutuantes e um plantio em redes tubulares (figura), de forma a que esse pequeno produtor tivesse uma alternativa econômica para enfrentar a entressafra da pesca e a carência cada vez maior de pescados.

Foto: Valeria Gelli
Balsa de cultivo e sistema de cultivo em redes da macroalga Kappaphycus alvarezii | Foto: Valeria Gelli

Foto: Valeria Gelli

Constatada essas viabilidades, o segundo enfoque concentrou-se na seleção de locais aptos à implantação da maricultura, realizada através das ferramentas da geotecnologia. Foram realizados estudos da série temporal da temperatura de superfície do mar de 10 anos com o sensor MODIS do satélite Terra, nos locais ao longo do litoral norte; de crescimento da macroalga associados aos fatores ambientais; e por fim aplicado método para hierarquização, através de entrevistas com pesquisadores da área para o mapeamento. Levaram-se em consta vários critérios como a legislação ambiental, áreas próximas à foz dos rios, áreas abrigadas e sem conflitos com as atividades pesqueiras e turísticas, temperatura de superfície do mar e profundidade.

Os estudos levaram à seleção e quantificação de aproximadamente 2.300 hectares de “áreas mais aptas” ao cultivo da macroalga, porém as áreas foram restritas à 1.300 hectares em função da legislação ambiental em decorrência de Instrução Normativa IBAMA de 2008.

Reprodução
Mapa da seleção de áreas aptas ao cultivo da macroalga Kapaphycus alvarezii no litoral Norte de São Paulo


Com a implantação das áreas ocupadas apenas com o cultivo da macroalga K. alvarezii foi possível estimar que a atividade geraria em torno de 7 mil empregos, uma receita bruta de R$ 64 milhões e ainda sequestraria 15 mil toneladas de CO2.


Produção do extrato

A macroalga é comumente cultivada para a extração da gelatina (carragenana), mas esse processamento requer altos investimentos em instalações e equipamentos, mão de obra qualificada, energia e grande consumo de água, condições impraticáveis para as comunidades locais. Por isso, explica Valéria, “optamos em incentivar a produção do extrato de forma artesanal, que envolve um processamento simples, de separação do suco e do bagaço, através de uma infraestrutura caseira (figura)”. A fração líquida pode ser engarrafada e vendida diretamente aos agricultores ou mesmo a indústrias de biofertilizantes que a utilizam como matéria-prima. Como já existem fornecedores desse extrato, a expectativa dos pesquisadores é que ele também possa ser comercializado pelo produtor através de cooperativas às empresas interessadas.

Reproduçao
A própria cozinha da família, provida dos equipamentos necessários, pode ser utilizada para extração do biofertilizante artesanal


O trabalho concentrou-se mais especificamente na produção do extrato dessa macroalga que serve como biofertilizante ou estimulante agrícola.  A eficiência do extrato, empregado em concentrações específicas e utilizado de modo foliar, é relatada em vários trabalhos científicos referentes ao cultivo de quiabo, soja, feijão verde, tomate, arroz, pimenta, amendoim, banana, milho e cana-de-açúcar. Nesta, por exemplo, o uso a 1% aumentou a produtividade em cerca de 25% em quatro colheitas

O extrato é considerado ambientalmente sustentável, biodegradável, não tóxico, nem poluente e não contamina os seres humanos e animais. Sua aplicação foliar promove a germinação mais rápida das sementes das plantas, aumenta o rendimento da colheita, melhoria qualidade das sementes, tem baixa emissão de carbono e é baixo custo.


Conclusões

A autora considera que o cultivo da macroalga Kappaphycus alvarezii constitui alternativa sustentável, técnica e economicamente viável. A implantação da algicultura pode ser incentivada de forma responsável e ordenada no litoral paulista junto às comunidades costeiras do Estado de São Paulo.

O trabalho possibilitou em uma primeira fase a identificação de 44 locais aptos à implantação da algicultura com base em diferentes restrições e fatores específicos para a espécie Kappaphycus alvarezii, contribuindo diretamente para projetos futuros em políticas públicas.

Face ao seu baixo custo e aos elementos integradores de natureza inovadora, a metodologia utilizada neste estudo poderá ser adotada para outras espécies cultivadas superficialmente. Valéria considera que o estudo pode trazer contribuições para o Programa Estadual de Gerenciamento Costeiro de São Paulo, especialmente em relação ao Zoneamento Ecológico Econômico Costeiro, assim como para o Plano Gestor da Apa Marinha do litoral Norte, visto que o potencial estimado pode ser representativo para a economia dos municípios de Ubatuba, Caraguatatuba, São Sebastião e Ilhabela, além da possibilidade de ter sua aplicação estendida também para o litoral sul do estado do RJ e as costas de outros municípios brasileiros. 

sexta-feira, 19 de junho de 2026

Biofertilizante feito com farinha de peixe aumenta produção de morangos de agricultora

Biofertilizante feito com farinha de peixe aumenta produção de morangos de agricultora

 

Foto: MFX/Secom/SC

Fonte: OCP News

Por: Isabelle Stringari Ribeiro

08/06/2025 - 14:06 - Atualizada em: 08/06/2025 - 14:13

Na Semana do Meio Ambiente, celebrada em junho, uma história que reúne ciência, sustentabilidade, qualidade de vida e geração de renda ganha destaque em Santa Catarina. Trata-se do trabalho de Vilma Fontanive Reichert, 57 anos, moradora de Luiz Alves, que apostou no cultivo de morangos em sistema suspenso e protegido com o apoio da Epagri. A produção ganhou novo fôlego com o uso de um biofertiliante aeróbico desenvolvido pela Estação Experimental da Epagri de Itajaí e apresentado recentemente no TecnoHorti 2025.

Vilma iniciou o cultivo há seis anos, buscando uma atividade que complementasse sua renda após a aposentadoria sem exigir esforço físico excessivo. Com a orientação técnica da Epagri e motivada pelos bons resultados, ela já planeja dobrar a produção em 2026 com a construção de mais um abrigo. “Não tem comparação. Sem o biofertilizante, a planta demora mais a produzir e produz menos morangos porque dá menos flor”, relata.

Uso do biofertilizante resolveu o problema de ácaro na plantação de morangos de uma forma ecológica – – Foto: MFX/Secom/SC

O biofertilizante usado por Vilma foi destaque no TecnoHorti 2025, evento realizado no dia 3 de junho na Estação Experimental da Epagri em Itajaí. Apesar do frio e da chuva, mais de 500 pessoas compareceram para conhecer as inovações da pesquisa catarinense na produção de hortaliças orgânicas. Um dos coordenadores do evento, pesquisador Alexandre Visconti, apresentou o bioinsumo e também demonstrou o sistema de termoterapia para desinfecção de substratos.

O produto, fabricado a partir de farinha de peixe, amido de milho e de mandioca, açúcar, farelo de arroz, esterco e água, é fermentado com bombeamento de oxigênio contínuo por até oito dias. Na propriedade de Vilma, são fabricados 200 litros por mês. Ela aplica o produto por gotejamento, o que garante mais vigor às plantas, prolonga o ciclo produtivo e reduz a incidência de pragas e doenças.

“Aqui a gente tinha muito problema de ácaro. Desde que comecei a usar esse fertilizante da Epagri, os bichinhos sumiram”, comemora. No abrigo de 400m2, a produtora tem 2.700 mudas. Durante o auge da safra, ela planta de 70kg a 80kg por mês e fornece para particulares, padarias, lanchonetes e creches do município.

Tecnologias para produção orgânica

Durante o TecnoHorti 2025, outras experiências como a de Vilma também mostraram o impacto positivo da pesquisa da Epagri no campo. Produtores como Josnei Nowak, de Três Barras, e Fabiana Barros, de Massaranduba, relataram os benefícios do cultivo protegido e do uso de bioinsumos em suas propriedades, tanto para a saúde quanto para a renda familiar.

O cultivo suspenso de hortaliças foi outra inovação apresentada no evento que humaniza o trabalho no campo – Foto: Renata Rosa/Epagri/Fapesc

O evento apresentou as seguintes tecnologias desenvolvidas pela pesquisa da Epagri para auxiliar os produtores catarinenses de hortaliças orgânicas:

  • Compostagem – mostrou como resíduos agrícolas são transformados em adubo orgânico de alta qualidade;
  • Mudas Orgânicas – atendendo à nova exigência das Normas da Produção Orgânica no Brasil, válidas a partir de 2026;
  • Biofertilizantes Aeróbicos – fermentado líquido que promove o crescimento das plantas e o controle de doenças do solo;
  • Cultivares Orgânicos da Epagri – variedades como a alface Litorânea, o tomate Kaiçara e novos materiais em desenvolvimento (pimentões, tomate cereja, rúcula e alface de inverno).
  • Sistema de Plantio Direto de Hortaliças (SPDH) – tecnologia consagrada para o manejo sustentável do solo;
  • Cultivo Suspenso de Hortaliças – inovação que valoriza a ergonomia e humaniza o trabalho no campo.

Além das visitas, o TecnoHorti 2025 contou com palestras técnicas ministradas por especialistas de empresas parceiras, com temas alinhados à produção orgânica e ao uso responsável dos recursos naturais

Visconti ressalta que a integração entre pesquisa agropecuária, extensão rural e produtores reforça o papel estratégico da ciência no enfrentamento de desafios como a segurança alimentar, a sucessão familiar e a preservação ambiental. “Em plena Semana do Meio Ambiente, essas histórias demonstram que a sustentabilidade no campo passa por inovação, parceria e protagonismo da agricultura familiar”, diz ele. 

quinta-feira, 3 de julho de 2025

Novo bioinsumo da Embrapa promete pastagens mais produtivas e menor uso de fertilizantes!!

Tecnologia combina bactérias para aumentar biomassa, recuperar áreas degradadas e reduzir emissões na pecuária.

por Luis Roberto Toledo  FONTE CANAL RURAL 

Novo bioinsumo melhora a produtividade e a qualidade de diferentes tipos de pastagensFoto: Embrapa

Um novo bioinsumo desenvolvido pela Embrapa Agrobiologia (RJ) em parceria com a empresa Agrocete promete aumentar a produtividade e melhorar a qualidade das pastagens brasileiras, além de reduzir o uso de fertilizantes químicos. O produto, que deve chegar ao mercado em 2026, combina três estirpes bacterianas que promovem o crescimento vegetal e podem ser aplicadas em diferentes tipos de pastagens, incluindo gramíneas.

De acordo com o pesquisador Bruno Alves, da Embrapa Agrobiologia, o diferencial do novo inoculante está em seu amplo espectro de ação. “Vai atender tanto ao pecuarista que maneja as pastagens de modo tradicional, quanto àquele que pretende investir na mitigação de gases de efeito estufa por meio do uso do consórcio da gramínea com a leguminosa, ou mesmo ao produtor que investe na Integração Lavoura-Pecuária (ILP)”, conta.

O inoculante multiforrageiras reúne três microrganismos:

  • Bradyrhizobium, conhecido pelo sucesso na cultura da soja por sua capacidade de fixação biológica de nitrogênio;
  • Azospirillum, que além de fixar nitrogênio estimula o desenvolvimento de gramíneas;
  • Nitrospirillum, em fase final de validação, que apresentou alta eficiência no crescimento de raízes e na fixação de nitrogênio em testes laboratoriais.

Para o pesquisador Jerri Zilli, também da Embrapa Agrobiologia, o objetivo é garantir benefícios mesmo em áreas sem leguminosas. “Em casa de vegetação, os resultados mostraram aumento superior a 30% na biomassa da leguminosa com o uso do inoculante, o que impulsionou os testes de campo e os planos de registro comercial”, destaca.

Ele acrescenta que, mesmo em pastagens exclusivamente de gramíneas, como braquiária, o inoculante proporciona economia na aplicação de nitrogênio, gerando ganho real ao produtor.

Notícias Relacionadas

Lavoura soja Zarc

INSCRIÇÕES GRATUITAS

Seminário debaterá o papel do Brasil no mercado mundial de soja

milho

BOLSAS

Milho em Chicago opera em alta após perdas recentes

 

A diretora da Agrocete, Andrea Giroldo, afirma que o produto representa um avanço estratégico para o mercado. “O fato de ser um inoculante multiforrageiras é determinante para o desenvolvimento e comercialização do produto biológico. A possibilidade de aplicá-lo em diferentes tipos de pastagens garante mais praticidade e economia ao pecuarista”, avalia.

Atualmente, segundo a Embrapa, 159 milhões de hectares do território brasileiro são ocupados por pastagens, das quais 78% apresentam degradação intermediária a severa. Isso equivale a cerca de 100 milhões de hectares de pastagens degradadas. A tecnologia chega em um momento crítico, já que mais de 70 milhões de hectares no país apresentam pastagens de baixa produtividade.

Além do impacto na produção, o novo bioinsumo pode contribuir para a redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE) na pecuária brasileira. Pesquisas da Embrapa indicam que a adoção de leguminosas em pastagens pode reduzir de 20% a 30% as emissões de GEE, principalmente por diminuir o uso de fertilizantes nitrogenados sintéticos. “Também contribui para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, configurando-se como um componente essencial na transição para uma pecuária regenerativa”, afirma Alves.

O consórcio de leguminosas com gramíneas, além de fixar nitrogênio atmosférico, melhora a fertilidade do solo, amplia a biodiversidade e promove a circularidade dos nutrientes. Estudos mostram que essas práticas podem sequestrar até 4,4 toneladas de carbono por hectare ao ano, auxiliando na recuperação do carbono perdido com a mudança do uso da terra.

Para a indústria, a nova tecnologia representa uma solução sustentável e com grande potencial de mercado. “Para expandir a produção bovina com menor impacto ambiental, é essencial melhorar a qualidade e produtividade das pastagens sem aumentar os custos para o pecuarista”, completa Giroldo.

O cronograma prevê o lançamento comercial do bioinsumo em 2026, após a conclusão dos estudos agronômicos de validação da eficácia e segurança no campo, conduzidos pela Embrapa e pela Agrocete. A expectativa é que o produto contribua para a pecuária regenerativa, fortaleça a sustentabilidade e gere economia aos produtores. 

Postagem em destaque

JÁ PENSOU EM TER UM MINHOCÁRIO PARA RECICLAR O SEU LIXO?

JÁ PENSOU EM TER UM MINHOCÁRIO PARA RECICLAR O SEU LIXO ORGÂNICO DOMÉSTICO?   ...

Mais visitadas no último mês