O Tamarilho por vezes escrito tamarillo, tomate japonês, tomate inglês ou tomate arbóreo (estes dois últimos nomes usados na Madeira), é o fruto da espécie Solanum betaceum, pertencente à família Solanaceae.
É comercialmente cultivada na Nova Zelândia, Califórnia e Portugal. No Brasil, a fruta é cultivada em quintais, principalmente nos estados da Bahia, de Minas Gerais e de São Paulo.
Na Bahia recebe o nome de "tomatão" e em São Paulo de "tomate francês".
Na região sul de Minas Gerais é popularmente conhecida como "tomate de
árvore". Em Portugal também é conhecida como "tomate brasileiro".
Nasce em uma árvore de pequeno porte, que não requer cuidados especiais, mas que sofre bastante com as geadas pelo que necessita de ser protegida no Inverno. Propaga-se por semente e por estacas dos ramos.
Descasquei
com uma faquinha de legumes e fiz esta salada com catalonha, laranja,
cebola, pimenta, tomatinho, hortelã, temperada com sal, azeite e um
mínimo de suco de limão rosa e de laranja (só o sal, o azeite e a cebola
não são do sítio).
Às
vezes acontece, de uma hora pra outra, de a gente passar a gostar de
alguma coisa a que nunca deu valor. Pois desta vez me encantei com os
tamarillos ou tomates de árvore (Cyphomandra betacea) de um pé
que tenho plantado em Fartura-SP. Comprei a mudinha no Posto Frango
Assado da Rodovia Anhanguera, já com fruto, e levei para o sitio há uns 4
anos. A planta cresceu rápido, tem hoje uns 4 metros, e desde então não
parou de frutificar. Frutos como ovos alaranjados. Tem também o
vermelho sanguíneo, meu atual objeto do desejo. Acontece que, embora
tenha tentado algumas receitas com ele, não me apeteceu logo no começo. E
a ninguém da família. Então, durante todo este tempo os tomates
laranjas ficaram para as galinhas, o chão forrado deles sempre. Muitos, e
na porta de casa.
Há alguns dias, Nina Horta me mostrou dois deles, que
alguém lhe deu e me perguntou o nome. O desprezo era tanto que os
chamei displicentemente de tomatillos, fazendo confusão com o nome das
physalis mexicanas. Mas também, são todos parentes do tomate e da
berinjela, família das Solanáceas. Só sei que desta vez cheguei lá
olhando diferente para o tal tree tomato ou tomate francês (é originário
da América do Sul, provavelmente do Peru).
Descasquei, polvilhei sal e
comi. Como não havia descoberto aquele sabor antes? Meio tomate, meio
goiaba, meio maracujá, meio camapu, um blend, um corte dos bons. O hummm
foi tão convincente que contaminou a família e logo todos estavam
festejando a fartura deles a qualquer tempo, ao nosso alcance. A pele é
mais firme e amarguinha que a do tomate e deve ser tirada. Já as
sementes são mais duras, mas não atrapalham. E a polpa é mais cremosa e
densa que a do tomate. É ainda mais perfumado, ácido e doce, sendo,
portanto, mais versátil. Vai bem como legume em molhos, sopas, cremes,
chutneys e saladas. Ou como fruta em sucos, compotas, sorvetes ou
simples, cru, de colherinha. Mais uma coisa boa? A planta é resistente,
não dá praga alguma (pelo menos a nossa é assim). São bons quando maduros, macios. Pode ser despelado como o tomate. Faça um corte em cruz na casca e mergulhe por 1 minuto na água fervente.Ou descascado com faquinha. Grelhado
com azeite, flor de sal, pimenta-do-reino e folhas de manjericão. Foi
um teste rápido para ver se ficava bom. Nem preciso comentar. Entradinha
perfeita.
A semente desse fruto de casca dura é a parte comestível que os
antigos chineses já recomendavam para fazer bem ao organismo.
Deliciosas, as nozes fortalecem as defesas do corpo, auxiliam na
formação de glóbulos vermelhos, ajudam a curar ferimentos mais depressa,
fortalecem ossos e dentes e, ainda, atuam contra o envelhecimento das
células. Com tantas qualidades, desses frutos de casca dura, e põe dura
nisso, o que se come é a semente e elas podem e devem entrar no cardápio
todos os outros dias do ano.
Mas qual é a melhor: a pecã, nacional, ou a importada? Saiba que as
duas são iguais. A noz importada da Europa e da América do Norte e a
pecã brasileira (aquela mais comprida e de casca lisa) têm praticamente
os mesmos valores nutricionais. Na verdade, a maior parte das mudas de
nogueira pecã trazidas para o Brasil nos anos 70 vieram do sul dos
Estados Unidos.
Elas
são tão poderosas que a ingestão diária dessas ‘cápsulas de saúde’,
mesmo em pequenas quantidades, pode evitar – acredite! – até 65% o risco
de doenças do coração. Isso porque reduzem as taxas de colesterol e a
formação de coágulos no sangue, além de ter ação antiinflamatória. Os
responsáveis por esses benefícios são os ácidos graxos essenciais,
principalmente o linolênico e o linoléico. Mais: contêm fósforo e
potássio e pouco sódio, o que fortalece o músculo cardíaco.
Os chineses sempre souberam das vantagens desse alimento. Como a
nogueira é originária da Ásia, não é de se estranhar que um milenar
ditado da região recomende comer uma noz ao dia para beneficiar o
coração.
Por serem ricas em antioxidantes, especialmente vitamina E e selênio,
as nozes funcionam ainda como agentes de prevenção do câncer. E a mesma
vitamina é importante para estimular a fertilidade masculina. Por outro
lado, seus compostos chamados fitoestrogênios – aqueles encontrados
também na soja – reduzem os problemas relacionados à menopausa. Além
disso, o fruto é rico em cálcio, fundamental para a saúde de ossos e
dentes.
Quem fuma ou vive em cidades poluídas encontra no alimento um grande
aliado. Os antioxidantes presentes nas nozes melhoram a resistência
pulmonar e reduzem os danos das toxinas inaladas. Essas substâncias
aumentam ainda as defesas contra doenças, segundo pesquisa feita na
Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.
E não acabou: ela é um dos itens com maior teor de vitamina B6. Só o
gérmen de trigo e peixes como a sardinha ou o salmão, ganham da noz
nesse quesito. Essa vitamina atua no bom funcionamento do cérebro e na
produção de glóbulos vermelhos.
Mas ela engorda? Só para quem exagera no consumo. Para ter todos os
benefícios, basta comer cinco nozes (28 gramas) ao longo do dia. Isso
equivale a 193 calorias, o que é igual a duas barras de cereais.
Você pode saboreá-las no café da manhã, com cereais e frutas ou
batidas com leite; no almoço ou jantar, picadas na salada verde, sobre
risotos, massas e molhos. No lanche, experimente misturá- las a frutas
secas. É difícil encontrar outro alimento tão versátil!
Prefira as nozes descascadas na hora e com sabor adocicado. As moídas
antes perdem mais rápido seus nutrientes. Se o sabor for amargo, elas
estão oxidadas e não devem ser consumidas.
Autor: Ms Carlos H. Biagolini – Biólogo – Universidade Guarulhos UnG
O Feijão Guandu ou Andu, como também é conhecido, é uma planta
leguminosa da família Fabaceae, ordem Fabales de origem africana, pouco
explorada no Brasil, no sentido nutricional. Mais conhecida na região
nordeste, está presente em quintais das casas daquela região e muitas
vezes nas ruas ou ainda em praças públicas cultivadas como planta
ornamental uma vez que apresenta vistosas flores amarelas com mesclas
vermelhas no período de produção de sementes.
Esta planta se desenvolve bem tanto em solos
bons como também em solos degradados e além da produção do alimento
propriamente dito, tem outras grandes vantagens como, por exemplo,
sombrear o solo, mantendo a umidade por maior tempo, incorporar
nitrogênio aumentando a fertilidade da terra, servir de alimento para a
engorda de aves, servir como forrageira para alimentação de gado e ainda
permitir que a água de chuva penetre com maior facilidade devido as
suas raízes serem longas e profundas.
Ao contrário do que ocorre no nordeste, na região sudeste o Feijão
Guandu é pouco utilizado. Boa parte da população urbana desconhece a
planta e os benefícios que podem obter com sua utilização. Em geral ela é
cultivada apenas por moradores de origem nordestina ou do interior das
grandes capitais que carregam consigo o hábito de consumi-la
regularmente. Nas metrópoles, poucos conhecem o Feijão Guandu e muitos
não imaginam as vantagens que este maravilhoso vegetal pode oferecer em
relação a outros tipos de leguminosas.
A facilidade do plantio, produção de sementes e o crescimento rápido,
permitem que esta planta seja utilizada em projetos que visam reduzir a
desnutrição com resultados favoráveis em curto espaço de tempo. São
muitas as possibilidades de projetos sociais visando à redução da
desnutrição que podem ter como elemento principal o Feijão Guandu.
Podemos citar, por exemplo, que nos conjuntos habitacionais construídos
às margens de rodovias, sempre existe uma cerca tipo alambrado ou um
muro alto de proteção. Pois bem, estes lugares são excelentes para o
plantio do Feijão Guandu que pode, além de servir de proteção de cercas
ou muros permitir ainda a produção deste reforço nutricional. Com
orientação, os moradores podem se organizar a fim de criar um plano
visando o plantio, colheita e distribuição da produção.
Também nos casos de plantio em hortas comunitárias, as sementes poderiam
ser distribuídas através de organizações religiosas, ONGs ou órgãos
governamentais. Outra possibilidade é o plantio em espaços público como
escolas, postos de saúde ou creches.
Ainda abordando as possibilidades de plantio podemos considerar também
que em diversas cidades existem espaços abaixo de redes elétricas de
distribuição que por questões de segurança, não podem receber vegetais
de porte, sendo cultivadas apenas hortas comunitárias com plantio de
hortaliças em geral rasteiras. Este tipo de cultivo necessita de
cuidados diários, o que desencoraja o uso destes espaços em maior
intensidade então uma boa opção seria o plantio do Feijão Guandu, que é
rústico e não requer cuidados diários e constantes como nas hortas
convencionais, certificando então as vantagens de plantio do Feijão
Guandu.
Com relação à utilização dos grãos que podem ser preparados da mesma
forma que o feijão comum, há uma infinidade de outros pratos que podem
ser elaborados com o Guandu, a partir da colheita em diferentes momentos
de maturação das vagens esta variedade de pratos aumenta ainda mais. Em
alguns países do continente Africano, o Feijão Guandu é colhido ainda
verde e processado e vendido como ervilhas em lata. Por aqui, pelo que
parece não há interesse neste segmento. Uma busca rápida na internet
pode resultar na localização de uma infinidade de receitas e pratos
preparados com esta leguminosa como a que recomenda o Feijão Guandu,
cozido em salmoura leve com pouco sal, permitindo que os grãos sejam
usados na complementação de saladas ou decoração de pratos frios e
quentes.
O feijão maduro e seco, depois de cozido permite também ser utilizado no
preparo de massas de salgadinhos ou ainda batido no liquidificador,
resulta num caldo nutritivo e saboroso.
Provavelmente o único inconveniente desta leguminosa é que a vagem não
pode ser aproveitada como alimento, como no caso do feijão comum quando
colhido ainda verde. Por ser fibrosa e resistente mesmo depois de
cozidas a casca do Guandu deve ser descartada.
De um modo ou de outro, o Feijão Guandu é um vegetal que apesar de
exótico tem muito a oferecer como alimento no Brasil, já que está muito
bem adaptado ao nosso clima e solo e já que está introduzido entre
nossos vegetais, por que não aproveitá-lo em sua totalidade.
São Paulo, janeiro de 2012.
Essa estrela da amazônia é fonte de vitaminas A e C, além de ser rica também em fósforo, ferro, carotenoides e flavonoides
Ela começou a aparecer nas feiras e quitandas brasileiras há bem pouco tempo. E muita gente a observou com curiosidade e se perguntou: que frutinha amarela é essa, com formato de acerola, mas que vem embrulhada nas próprias folhas? É a physalis (fisális), uma delícia azedinha típica da região amazônica. Atualmente, a Colômbia é o maior produtor e exportador da fruta – e é de lá que vem a maior parte da physalis vendida por aqui.
No Brasil, até de 2007, o cultivo era bem restrito e voltado a pesquisas. Mas desde 2008, a fruta começou a ser cultivada pra valer no país. É por isso que, agora, ela é vista o ano todo por aí. Ainda bem, já que a physalis é fonte de vitaminas A e C, além de ser rica também em fósforo, ferro, carotenoides e flavonoides (estes últimos, poderosos aliados contra o envelhecimento). “A physalis contém inúmeras substâncias medicinais e seu fruto, extremamente saboroso, tem grande valor nutritivo e terapêutico”, explica a técnica agrônoma Janaína Muniz, que virou especialista na planta durante seu mestrado em Produção Vegetal na Universidade Estadual de Santa Catarina (Udesc). Uma dessas substâncias, a fisalina, já provou ser 30 vezes mais potente do que os antiinflamatórios hoje conhecidos. A descoberta, feita na Fundação Oswaldo Cruz de Salvador, foi publicada no European Journal of Pharmacology.
Dá para aproveitar tudo isso que a physalis tem de bom consumindo a fruta in natura, em recheios de bombons, em geleias e sucos (veja receita abaixo). Dá também para usá-la na decoração de bolos e tortas, no lugar das cerejas. E que tal ter essa beleza no jardim, com todos os benefícios bem ao alcance da mão? Segundo Janaína Muniz, o cultivo é simples – dá para plantá-la até em um vaso. E a planta se adapta bem a diversas condições de solo e clima. “Todas as famílias poderiam ter em seu quintal pelo menos uma physalis e consumir o fruto diariamente”, encoraja Janaína. Ficou interessado? Então, anote aí as dicas.
Sementes: o ideal é comprá-las de empresas especializadas que comercializam a espécie peruviana (Physalis peruviana L.) ou angulata (Physalis angulata). Também dá para plantar as sementes retiradas diretamente da fruta. “Mas a planta da espécie peruviana é de tamanho maior e do que da angulata. O fruto da peruviana também é maior e mais doce”, diz a técnica agrônoma Janaína Muniz.
Plantio: no solo a planta cresce mais rápido – pode chegar a três metros de altura –, produz frutos maiores e em maior quantidade. Mas nada impede que ela seja plantada em vasos. Eles devem ser grandes (entre três e cinco litros), pois as raízes são bem ramificadas e profundas (em torno de 50 cm de comprimento).
Adubação: pode-se usar húmus de minhoca ou mesmo esterco de bovinos, suínos e aves. O esterco precisa estar bem curtido (seco) para ser misturado à terra. Também pode ser utilizada a compostagem orgânica, adubo natural obtido a partir de cascas de frutas, legumes, ovos, verduras etc.
Rega: deve ser feita diariamente e duas vezes por dia, no verão.
Pragas: As principais pragas observadas até hoje são a Epitrix (pulga do fumo) nas folhas após o transplante; o Aphys (pulgão verde) nas brotações novas e frutos; e a Heliothis (lagarta da maçã), nos frutos. Na produção orgânica, utiliza-se o Óleo de Neem, um inseticida natural que diminui os ataques das pragas.
Colheita: a partir de 120 dias depois do plantio. Ela dá frutos por seis ou oito meses e cada planta produz até três quilos de frutas.
Receita: Geleia de Physalis
Ingredientes
2 caixinhas de 100 g de physalis
1 xícara de água
1/2 xícara de açúcar
Modo de fazer
Retire a physalis do casulo e corte-a em pedacinhos
Leve a fruta com a água e o açúcar ao fogo, mexendo sempre
Deixe ferver até a calda começar a engrossar e desligue o fogo
Amasse um pouquinho com um garfo ou colher e espere esfriar
Dizem por aqui em Pirenópolis que o baru, fruto nativo do Cerrado, está
para o goiano assim como a castanha-do-brasil está para o paraense.
Dele, tudo se aproveita… Se usa a polpa doce para o preparo de licores,
geleias e o consumo in natura, e também a amêndoa, forma mais difundida
do fruto que rende farofas, farinhas e os usos mais diferentes na
culinária, e dela se extrai, ainda, o óleo.
Conversando com o guia turístico Maurício, ele me disse que a castanha
de baru é famosa pelo sabor, obviamente, mas também por suas
propriedades afrodisíacas. A riqueza energética dos nutrientes levou os
moradores a chamarem de viagra do Cerrado. “A mãe nem deixava a gente
comer muito para não ter problema”, brinca ele.
Um dos preparos mais curiosos que encontrei por aqui é o do mousse
salgado de baru, feito na pousada Mandala. A receita é de Dione Simoneli
Ruiz, esposa de José Carlos Ruiz, o seu Zé. Dione morreu há dois anos,
mas as coisas boas que ela fazia permanecem no paladar do seu Zé. O
mousse leve é servido nocafé da manhã, para ser acompanhamento de pães e
torradas, mas pode ser servido a qualquer hora do dia, em uma festa em
casa, como entrada de um jantar ou no café da tarde.
Seu Zé vez ou outra compartilha uma receita da esposa. Uma das formas
que encontrou para manter dona Dione viva na memória e matar a saudade.
Mousse de baru
Ingredientes
500 g de ricota
1 lata de creme de leite com soro
1 pote de cream cheese
1 gelatina sem sabor, incolor e hidratada
1 xícara de água
1 colher (café) de noz-moscada
1 colher (sopa) de farofa de baru (baru torrado e moído – pode ser batido no liquidificador)
Sal a gosto
Preparo
Na batedeira, bata a ricota e o cream cheese até obter um creme leve e
fofo. Acrescente o creme de leite e os demais ingredientes, mexendo
levemente. Coloque em uma forma untada com azeite e leve para gelar.
Desenforme e sirva com torradas.
Nozes são mais potentes do que a vitamina E na proteção do organismo
Uma pesquisa feita nos Estados Unidos revelou que, entre as frutas oleaginosas, são as nozes as mais recomendadas para uma dieta saudável por conter o mais alto nível e a melhor qualidade de antioxidantes – substâncias que ajudam a prevenir doenças.
Segundo o estudo, um punhado de nozes contém duas vezes mais antioxidantes que um punhado de castanhas, amêndoas, amendoins, pistaches, avelãs, castanhas-do-Pará, castanhas de caju, macadâmias ou nozes-pecã.
Além disso, os antioxidantes presentes nas nozes têm maior qualidade e potência do que os dos outros frutos secos analisados.
A pesquisa - conduzida por um cientista da Universidade de Scranton, na Pensilvânia (nordeste dos Estados Unidos) - também concluiu que os antioxidantes encontrados nas nozes são entre duas a 15 vezes mais poderosos do que os da vitamina E, também conhecida pelo seu benefício antioxidante.
O estudo foi divulgado em um encontro da Sociedade Química Americana, realizado na cidade de Anaheim, na Califórnia (oeste do país).
Nutritivos
Os antioxidantes impedem reações químicas que ocasionam mudanças na estrutura molecular das células do corpo.
Segundo o pesquisador Joe Vinson, que liderou o estudo, todas as frutas oleaginosas têm boas qualidades nutricionais. Elas contêm proteínas de alta qualidade, muitas vitaminas, minerais e fibras.
Pesquisas anteriores demonstraram que o consumo regular de pequenas quantidades de frutas oleaginosas pode reduzir o risco de doenças cardíacas, alguns tipos de câncer, diabetes tipo 2 e outros problemas de saúde.
Mas Vinson diz que as porções dessas frutas consumidas devem ser pequenas. Sete ao dia são o suficiente para obter os benefícios para a saúde descobertos nos estudos.
O pesquisador disse ainda que há outra vantagem em escolher as nozes como fonte de antioxidantes.
"O calor dos frutos torrados geralmente reduz a qualidade dos antioxidantes, mas as pessoas geralmente comem as nozes cruas. Por isso, elas são mais eficientes", explicou.
A EcoMinhocas é a empresa de Paulo Diogo. Pedimos ao Paulo Diogo se nos podia ceder alguma informação para colocarmos aqui no site do Terra Solta, de modo a podermos também contribuir para o conhecimento da Bio-Compostagem com minhocas, um método afinal tão simples, mas que suscita algumas duvidas na sua utilização doméstica como os cheiros, higiene, localização. O texto do Paulo Diogo esclarece-nos sobre essas duvidas.
Colocamos excertos do documento que o Paulo costuma ceder nos seus workshops.
"Através da criação da "Minhoca Vermelha Californiana" em modo intensivo, fornece soluções para instalação de unidades de produção de "Humus de Minhoca" em explorações agricolas que pretendam substituir os adubos químicos por adubo orgânico, ou melhorar a qualidade do adubo orgânico utilizado, pois o "Humus de Minhoca" é o mais rico fertilizante natural existente, 100% biológico e totalmente higiénico." - Paulo Diogo
Porquê as Minhocas ?
As minhocas alimentam-se de matéria orgânica pútrida, são por isso saprófogas, nunca ingerindo matéria viva (algumas pessoas confundem-nas com lagartas e por isso têm medo que elas comam as raízes das plantas). Ingerem por dia o equivalente ao seu peso, em material húmido, previamente “cozinhado” por bactérias e fungos, tão importantes como as minhocas neste processo, sorvem a matéria pois não possuem dentes (não mordem). Dejectam sessenta por cento do que ingerem, sob a forma de minúsculos grãos negros, o Húmus!
Apesar do ar frágil e indefeso das minhocas, estas segregam através da pele, elementos químicos altamente complexos, que permitem eliminar patogénicos e higienizam o ambiente em que se encontram, eliminando por exemplo o odor.
De notar que da pele das minhocas são extraídos compostos conhecidos na medicina e na farmacologia pela sua grande capacidade de cicatrização e regeneração dos tecidos, bem como no tratamento de bronquite, asma e hipertensão. Até hoje, os cientistas, não descobriram nenhuma doença de que as minhocas possam sofrer.
Na “Biocompostagem Doméstica com Minhocas” assistimos a uma solução ambientalmente correcta em vários aspectos:
Os resíduos são reciclados junto ao local onde são produzidos, não criando assim mais custos no seu transporte e sobrecarga nos aterros.
Por outro lado, criamos uma forte valorização desses resíduos, tornando-os em produtos biológicos de alto interesse na revitalização dos solos, na fertilização biológica das plantas e protecção integrada de todo o ecossistema.
Todo este processo funciona em aerobiose (presença de oxigénio) não contribuindo para emissões de metano, como acontece em processos industriais de compostagem anaeróbica.
Tem ainda uma função fortemente reeducadora e responsabilizadora no ser humano, sobre os processos de reciclagem da matéria orgânica na Natureza, dando especial importância ao princípio do retorno (nos processos da Natureza não há lixo nem desperdício).
Biocompostagem de jardim com minhocas
Pode ser realizada em diversas caixas e contentores de diversos materiais e ainda em compostores de jardim em plástico.
Em termos práticos e para um jardim e ou horta, o melhor funcionamento consegue-se com caixas em madeira, podendo-se usar estrados de madeira tratada 1x1m à venda nas lojas de jardinagem e bricolage, estes têm espaços entre as ripas que permitem a respiração.
É importante que a sua localização permita um fácil acesso, tanto na proveniência dos resíduos, como na utilização do produto final. A distância é um inimigo fata que com o tempo desencoraja a sua regular utilização.
Também muito importante é a disponibilidade de água, esta não tem de ser potável, mas desde que os animais domésticos a bebam, é boa. Nunca serão necessárias quantidades significativas, desde que se adoptem as protecções necessárias tendo em conta o clima da época, no entanto vai ser necessário certamente manter a cama húmida nos meses mais secos. Deve-se dar preferência a um local sombreado no verão e com sol no inverno. O sistema comprovadamente mais prático e que garante uma utilização continua, é constituído por dois biocompostores contíguos, em que as minhocas circulam livremente entre eles pelos intervalos da madeira.
O nosso obrigado ao Paulo , e é esperar que este texto se propague na Internet e contribua de alguma forma para mudar a consciência ecológica da sociedade.
Washington
DC, 21 de novembro de 2011: Um estudo publicado no British Journal of
Nutrition indica que a batata doce de polpa laranja é eficaz no
fornecimento de vitamina A para mulheres e crianças desnutridas em
Moçambique, onde a deficiência de vitamina A (VAD) é muito alto. A VAD
leva a deficiências na defesa imunológica e lesões oculares que podem
causar cegueira e até a morte. Anualmente, 250 a 500 mil crianças em
idade pré-escolar ficam cegas de VAD e cerca de dois terços delas
morrerão dentro de alguns meses após a cegueira.
Clones desta batata doce, convencionalmente criados para serem ricos em
vitamina A, foram distribuídos como parte de um projeto HarvestPlus para
mais de 10 mil famílias na província da Zambézia, no norte de
Moçambique. Muitas dessas famílias crescem comendo batata-doce amarela
ou branca, que são pobres como fontes de vitamina A. O projeto resultou
em cerca de 65% das famílias adotar o vegetal. Enquanto muitos
agricultores substituíam a batata doce branca ou amarela pela de polpa
alaranjada, um bom número de agricultores cultivavam pela primeira vez a
"nova" batata doce. Devido à adoção da nova cultivar, o consumo das
famílias aumentou substancialmente, e assim, a ingestão de vitamina A,
que, em média, dobrou para crianças e mulheres.
Ao final do projeto, a batata doce de polpa alaranjada forneceu mais de
70% de toda a vitamina A requerida e foi a terceira cultura mais
importante na dieta (após milho e arroz) para as crianças. Esta batata
doce também forneceu mais vitamina A do que outros alimentos locais,
tais como abóbora, vegetais verdes folhosos, ou manga. Disponível em
cerca de 3 meses do ano, ou mais em outras regiões, este vegetal pode
ajudar a fechar a lacuna VAD, quando outros alimentos ou suplementos
ricos em vitamina A não estão disponíveis.
Estudos anteriores de menor escala têm mostrado que os resultados do
consumo da batata doce de polpa alaranjada traz melhorias mensuráveis
em vitamina A em crianças. "Nós temos mostrado agora que você pode
intensificar os esforços para distribuir a batata doce de polpa
alaranjada para comunidades rurais pobres e ver se traduz na ingestão do
alimento e de vitamina A, especialmente em mulheres e crianças, que são
mais vulneráveis às deficiências minerais e vitaminas", diz o Dr.
Christine Hotz, Coordenador de Nutrição ex-HarvestPlus que liderou o
estudo. "É uma poderosa abordagem o uso da agricultura para melhorar a
nutrição e saúde pública." o vegetal também foi introduzido em outros
países, incluindo a Etiópia, Gana, Quénia, Malawi, Nigéria, África do
Sul, Tanzânia, Zâmbia e Zimbabwe para combater a VAD.
Sobre o Projeto: A partir de 2007-2009, HarvestPlus e seus parceiros,
inclusive o Projeto Biofort, disseminaram a batata doce de polpa
laranja, para ver se VAD poderia ser reduzida, a mais de 24 mil famílias
em Moçambique e Uganda. HarvestPlus lidera um esforço global para se
reproduzir e disseminar culturas ricas em micronutrientes em alimento
básico para reduzir a fome oculta em populações desnutridas. Faz parte
do Programa de Pesquisa CGIAR sobre Agricultura para Melhor Nutrição e
Saúde. É coordenado pelo Centro Internacional de Agricultura Tropical
(CIAT) e da International Food Policy Research Institute (IFPRI).
Journal Article: A large-scale intervention to introduce orange sweet
potato in rural Mozambique increases vitamin A intakes among children
and women. British Journal of Nutrition, CJO 2011.
A grumixama pode não ser um nome comum nas quitandas e supermercados brasileiros, mas deveria: repleta de substâncias antioxidantes, ela apresenta compostos que poderão ser usados na formulação de antibióticos, anti-inflamatórios e cosméticos, como protetores solares.
As pesquisas que demonstram tamanho potencial farmacológico são desenvolvidas em Ajapi, na propriedade de Sergio Sartori, que há 16 anos dedica-se, além da medicina, ao cultivo de espécies diversas da flora brasileira e mundial.
São 1,8 mil espécies de plantas frutíferas, muitas desconhecidas do público, mas genuinamente brasileiras, como a própria grumixama, nativa da mata atlântica.
Livro
O interesse pela fruta deu origem a um livro, escrito pelo próprio Sartori, que é lançado neste sábado no 8º Encontro Brasileiro de Frutas Raras, no Instituto Agronômico de Campinas (IAC), junto a outros livros da série "Frutas da Mata Atlântica", desenvolvida pela Associação Brasileira de Frutas Raras. Além da grumixama, a série traz dez livros com os títulos: Biribá, Cabeludinha, Cambucá, Cambuci, Cerejeira do Rio Grande, Grumixama, Guabijuzeiro, Jaracatiá, Pitangatuba e Pitomba, todos escritos por associados da ABFR com coordenação de Luiz Carlos Donadio e do próprio Sartori. Os livros podem ser adquiridos na Banca da Matriz, localizada na Rua 6 com a Avenida 3, ao valor de R$ 12 cada exemplar
MAIS SOBRE A GRUMIXAMA
A cereja da Mata Atlântica
foto de Ricardo Cardim
Nativa da Mata Atlântica a Grumixama é uma árvore de porte médio, altamente resistente à variação climática, que ocorre do sul da Bahia até Santa Catarina.
É uma árvore elegante com flores brancas de muito perfume, dotada de copa densa e estreita. Quando adulta, pode alcançar até 15 metros de altura.
A madeira é própria para obras de marcenaria comum, carpintaria e forros. Podem também ser utilizadas para preparar sucos, licores, aguardentes, vinagres e doces (Veja abaixo receita de Cheescake).
Acredita-se que a Grumixama é rica em antioxidantes e tem alto teor de vitamina C, do complexo B (B1 e B2) e flavonoides. Pode ser usada como expectorante para cessar a tosse, quando feito um xarope com a sua casca e um pouco de mel.
A origem do nome Grumixama, segundo o vocabulário Tupi-Guarani, provém de “guamichã”: o que pega na língua. A fruta deve “pegar na língua” por ser bastante palatável e com sabor inigualável, misto de pitanga e jabuticaba.
Na época de frutificação (novembro-dezembro) são as árvores repletas de frutos que fazem o convite para o início da festa das crianças e também dos adultos, que depois experimentar in natura várias frutinhas (é impossível comer uma só!) ainda levam mais um pouco para casa.
Como toda frutífera nativa a grumixama serve como alimento para a fauna e, apesar do seu crescimento lento, é muito utilizada nos projetos de restauração florestal.
Neste Natal, enquanto a natureza nos mostra cada dia mais que devemos valorizar a nossa biodiversidade, a Apremavi convida você a apreciar a beleza e os sabores da Mata Atlântica.
Grumixama
Nome científico: Eugenia brasiliensis Lam. Família: Myrtaceae Utilização: Madeira utilizada para obras de torno, carpintaria. Bom potencial para paisagismo. Bastante cultivada para produção de frutos, que são saborosos e consumidos principalmente ao natural. São atrativos para a avifauna. Época de coleta de sementes: Novembro a dezembro. Coleta de sementes: Diretamente da árvore ou no chão após a queda dos frutos. Fruto: Amarelo, vermelho ou preto carnoso. Flor: Branca. Crescimento da muda: Médio. Germinação: Normal. Plantio: Mata ciliar, área aberta.
Araçazeiro: as folhas brilhantes e as flores brancas tornam a planta decorativa para pequenos jardins
O araçá é uma planta que tem cerca de 150
espécies diferentes. A fruta possui diversos benefícios medicinais, que
podem variar de acordo com o seu tipo. Entre os benefícios estão ação
calmante, anti-inflamatória, diurética e combate doenças inflamatórias
da boca, garganta e do intestino (ver quadro).
Conhecida cientificamente como Psidium araca Raddi, é uma planta
nativa do Brasil, pertence à família das Myrtaceae. Ela geralmente
cresce em planícies costeiras e Mata Atlântica até cerca de 1.200 metros
de altitude. No geral, é cultivada como árvore frutífera ornamental.
Frutifica de novembro até abril, dependendo a região. Os frutos são
muito saborosos e refrescantes, e lembram o sabor do morango,
principalmente a variedade que produz frutos vermelhos. Esses são ótimos
para o consumo in natura, pois tem baixa caloria e boa quantidade de
fósforo e vitamina C.
A árvore do araçá amarelo é perenifólia e de porte reduzido. Por isso
serve para arborização urbana sob redes elétricas. As folhas brilhantes
e as flores brancas tornam a planta decorativa para pequenos jardins,
além de seus frutos atraírem pássaros.
Essa espécie não pode faltar em projetos de reflorestamentos, pois a
planta é muito rústica quando em solos fracos e a pleno sol. A produção
precoce de frutos alimenta a fauna. As flores são melíferas e indicadas,
principalmente, como pasto apícola para as abelhas indígenas.
Características
A árvore do araçá geralmente chega a medir 10 metros de altura, seu
tronco possui casca lisa que se descama em placas. As suas folhas são
geralmente avermelhadas quando novas e as suas flores são pequenas e de
cor alvo-esverdeada.
As frutas do araçá são tipo baga, de cor verde, amarela ou
avermelhada. Sua polpa é comestível, adocicada, branco-amarelada ou
avermelhada, é mucilaginosa e aromática. Com a polpa é possível fazer
suco e outros produtos alimentícios.
Riqueza
A fruta é rica em minerais. É mucilaginosa (espessa) e adstringente,
possui óleos essenciais com atividade antimicrobiana, carotenoides e
antocianinas. O óleo extraído das folhas é utilizado como antidiarreico e
como antibiótico, pois apresenta forte atividade contra as bactérias.
Por possuir um alto teor de vitamina C, maior até do que os frutos
cítricos, o araçá é muito eficaz em tratamentos contra a gripe e
resfriados. É possível fazer o suco da fruta, sorvete, doces, geleias,
comê-la crua e extrair o óleo das folhas (ver receitas).
Algumas pessoas poderão ter em suas casas uma planta chamada Ora-pro-nobis, bastante utilizada como cerca viva, devido aos seus espinhos pontiagudos, mas extremamente bela, que carrega o ambiente com suas flores. O que muita gente talvez não saiba é que a Ora-pro-nobis, além de tudo, também é comestível, sendo utilizada na região de Minas Gerais como alimento, rica em proteínas, bastante conhecida por lá como o “bife dos pobres”.
Propriedades da Ora-pro-nobis
Suas propriedades já são bastante conhecidas, principalmente pelas pessoas que vivem nas zonas rurais, e a cultivam em seu quintal como remédio e alimento. Foi a partir desse conhecimento popular que a Ora-pro-nobis passou a chegar às grandes cidades, ainda de forma bastante tímida, mas já é um bom começo.
Por ser bastante popular em Minas Gerais, a Universidade de Lavras realizou um estudo sobre suas propriedades, constatando que seus princípios ativos são eficientes para o tratamento de várias doenças, tanto de origem inflamatória, quanto gastrointestinais, circulatórias, etc.
Benefícios da Ora-pro-nobis
Seu alto teor de fibras ajuda no processo digestivo e intestinal, promovendo saciedade, facilitando o fluxo alimentar pelo interior das paredes intestinais, além de ajudar a recompor toda a flora intestinal. Isso evita os estados de constipação, prisão de ventre, formação de pólipos, hemorroidas e até tumores;
Pessoas com anemia deverão passar a utilizá-la com mais frequência, pois os índices de ferro são essenciais para o tratamento desse quadro;
O chá, feito a partir de suas folhas, tem excelente função depurativa, sendo indicado para processos inflamatórios, como cistite e úlceras;
Esse poder depurativo associado ao chá também está ligado ao tratamento e prevenção de varizes;
As grávidas deveriam consumir Ora-pro-nobis nesse período, pois ela é rica em ácido fólico, essencial para evitar problemas para o bebê;
A alta concentração de vitamina C ajudará a fortalecer o sistema imunológico, evitando uma série de doenças oportunistas;
Ótima para a pele, devido à presença de vitamina A (retinol) em grande quantidade;
O retinol também é fundamental para manter a integridade da visão em dia;
Mantém ossos e dentes fortalecidos, pela boa quantidade de cálcio.
Composição nutricional da Ora-pro-nobis
COMPOSIÇÃO QUÍMICA EM 100 GRAMAS DE FOLHAS:
Energia
26 kcal
Proteína
2,00 g
Lipídios
0,40 g
Carboidratos
5,00 g
Fibras
0,90 g
Cálcio
79,00 mg
Fósforo
32,00 mg
Ferro
3,60 mg
Retinol
250,00 mcg
Vitamina B1
0,02 mg
Vitamina B2
0,10 mg
Niacina
0,50 mg
Vitamina C
23,00 mg
É uma planta com alto teor de proteína (aproximadamente 25% de sua composição). Entre seus aminoácidos, teremos a lisina e o triptofano em maior quantidade. Seu elevado teor de vitamina C supera a laranja em 4 vezes. Além dos minerais e vitaminas, também é rica em fibras.
Como consumir Ora-pro-nobis?
A parte comestível da planta são suas folhas. Seu preparo é extremamente simples, como qualquer verdura que adquirimos. Obviamente, devemos lavá-las bem. É preciso que se utilize uma grande quantidade, pois, após o preparo, seu volume se reduz bastante.
Seu sabor é neutro, ou seja, não é picante, nem ácido, nem amargo. Tem uma textura macia, fácil de mastigar. Ela poderá fazer parte de recheios, saladas, refogados, sopas, e onde mais sua imaginação de culinarista permitir.
Como preparar Ora-pro-nobis?
Para servir como incentivo, e mesmo matar a curiosidade, vamos passar algumas receitas simples com Ora-pro-nobis. É extremamente simples o preparo e manuseio das folhas.
1. Batatas ao pesto de Ora-pro-nobis
Ingredientes:
½ quilo de batata bolinha, ou algum outro tipo, mas que sejam pequenas;
1 xícara de folhas de Ora-pro-nobis rasgadas com as mãos;
½ xícara de queijo meia cura ralado;
1/3 de xícara de castanha do Pará;
½ xícara de azeite de oliva extra virgem;
½ dente de alho;
Sal e pimenta.
Preparo:
Faça primeiramente o pesto, batendo todos os ingredientes no liquidificador, com exceção das batatas. Caso tenha um processador, tecle na função pulsar, pois você não quer que vire um suco. É importante sentir a textura dos alimentos presentes no molho pesto. Reserve.
Cozinhe as batatas, mas deixe-as firmes. Coloque-as numa forma e regue com um fio de azeite e salpique sal e pimenta. Leve-as ao forno médio, pré-aquecido, até que estejam coradas.
Assim que retirar as batatas do forno, despeje o molho pesto sobre elas, e sirva imediatamente.
2. Pão vegetariano de Ora-pro-nobis
Ingredientes:
50 gramas de fermento para pão, aproximadamente 3 tabletes;
½ copo de água morna;
½ copo de água fria;
2 colheres de sopa de manteiga ou margarina;
2 ovos;
1 colher de sopa de açúcar;
1 colher de sobremesa rasa de sal;
Farinha de trigo até dar o ponto (que poderá ser substituída por farinha integral);
100 gramas de folhas de ora-pro-nobis
Preparo:
O fermento deverá ser dissolvido juntamente com o açúcar, até formar uma pastinha. A seguir, adicione a água morna, mas tenha cuidado para que não esteja quente, pois fará com que o fermento não se desenvolva. Faça um teste no dorso da mão.
Aguarde alguns minutos e verá que a fermentação se inicia, levantando pequenas bolhas. Essa etapa é importante para saber se o fermento está bom. Caso isso não aconteça, descarte e reinicie.
A seguir, junte os ovos, a manteiga e o sal. Deixe aguardando enquanto bate as folhas de Ora-pro-nobis com a água fria no liquidificador.
Agora, junte à massa. Deixe a farinha para o final, onde deverá ser adicionada aos poucos, até começar a soltar das mãos.
Nesse momento, cubra com um guardanapo e deixe essa massa descansar até notar que dobrou de volume.
Divida em duas partes, modele os pães no formato que preferir. Pincele com gema e leve ao forno para assar, em forno pré-aquecido, até dourar.
3. Farinha enriquecida com Ora-pro-nobis
Essa farinha irá enriquecer suas receitas. É feita a partir das folhas desidratadas. Para isso, será preciso colher muitas folhas. Deixá-las em local seco e fresco, até que estejam totalmente desidratadas. Nesse momento, basta triturá-las ou e adicioná-las a seus pratos culinários. Essa farinha é rica em proteínas, aminoácidos, vitaminas, sais minerais, e fibras. Guarde num vidro com tampa e utilize nos pães, bolos, tortas, panquecas, etc.
Ora-pro-nobis ajuda a emagrecer?
A princípio, sim. Um dos fatores favoráveis ao emagrecimento está diretamente ligado à grande quantidade de fibras que a planta apresenta. Numa dieta equilibrada, as fibras são essenciais para dar a sensação de saciedade, o que nos faz comer menos nas refeições.
Além do mais, elas ajudarão no esvaziamento intestinal mais rápido, evitando que toxinas estejam circulando por nosso organismo, nos livrando de inchaços e retenção de líquidos. Se essas fibras forem ingeridas cruas, mais eficientes serão.
É claro que não basta comer Ora-pro-nobis. Ela é uma aliada entre uma série de outros que precisamos para nos manter magros.
Contraindicações
Até onde se sabe, não há contraindicações ao seu consumo, a não ser por pessoas que apresentem algum tipo de alergia a ela, porém, seus índices de toxicidade são praticamente nulos.
Onde encontrar?
Nos estados do Sudeste é mais fácil, por ser mais abundante nessa região. Em Minas Gerais, é facilmente encontrada, fresca, desidratada, em saquinhos. Costumam vender um saquinho com 200 gramas por algo em torno de R$ 1,00.
Conhecendo melhor
Quem não se apaixonar por seu sabor, seguramente se apaixonará por sua beleza. Incluímos um vídeo amador, onde é possível apreciá-la, em plena floração, cercada de abelhas em processo de polinização. Infelizmente não será possível desfrutar de seu perfume. Confira:
Considerações finais
É uma pena que não se leve a sério o cultivo de Ora-pro-nobis em grande escala. Seguramente, seus valores nutricionais poderiam acrescentar muito aos hábitos alimentares dos brasileiros, principalmente através da farinha enriquecida, que poderia chegar facilmente à nossa mesa.
Sendo possível seu cultivo em ambiente doméstico, uma vez que pega bem em qualquer tipo de solo, não exige cuidados específicos, se propaga com facilidade.
Quem nunca provou e gostaria de adquirir uma muda, dê uma vasculhada pela internet. É possível encontrar generosos doadores. Vale a pena!