Apesar de terem sido identificadas diversas doenças que atacam o amendoim forrageiro, até o momento estas não têm limitado sua produção. De acordo com Lima (2007), o Arachis pode ser usado tanto na consorciação com gramíneas, como para recuperação de pastagens puras em processos de degradação. Sua densa rede de entolhos tem impacto positivo no controle da erosão (CALEGARI et al., 1995). Por ser ainda uma leguminosa perene, age como fixadora de nitrogênio, que promove boa cobertura de solo e controla plantas invasoras. Assim, foi objetivo da pesquisa proporcionar outra alternativa forrageira para melhorar a qualidade nutritiva da alimentação fornecida aos eqüinos criados na Região Metropolitana de Curitiba.Blog dedicado a AGROECOLOGIA, ARBORIZAÇÃO URBANA, ORGÂNICOS . Compostagem doméstica.+ Venda de minhocas vermelhas da califórnia Avaliação de Risco DE ÁRVORES. Laudos Técnicos, Licenciamento Ambiental, ART, Alexandre Panerai Eng. Agrônomo UFRGS - RS - Brasil - agropanerai@gmail.com WHAST 51 3407-4813
domingo, 3 de maio de 2026
Amendoim Forrageiro, PALATABILIDADE, CRESCIMENTO E VALOR NUTRICIONAL FRENTE AO PASTOREIO DE EQÜINOS ADULTOS
Apesar de terem sido identificadas diversas doenças que atacam o amendoim forrageiro, até o momento estas não têm limitado sua produção. De acordo com Lima (2007), o Arachis pode ser usado tanto na consorciação com gramíneas, como para recuperação de pastagens puras em processos de degradação. Sua densa rede de entolhos tem impacto positivo no controle da erosão (CALEGARI et al., 1995). Por ser ainda uma leguminosa perene, age como fixadora de nitrogênio, que promove boa cobertura de solo e controla plantas invasoras. Assim, foi objetivo da pesquisa proporcionar outra alternativa forrageira para melhorar a qualidade nutritiva da alimentação fornecida aos eqüinos criados na Região Metropolitana de Curitiba.segunda-feira, 16 de março de 2026
Amendoim Forrageiro, uma alternativa de adubação verde e forragem!
Bom dia! Tenho utilizado o amendoin forrageiro como cobertura verde, devido aos amplos benefícios, que estão descritos abaixo. Cultivo nas entre linhas do pomar e como forragem no jardim. As bananeiras foram as primeiras espécies em que notei o sucesso deste consórcio!Amendoim forrageiro melhora qualidade do pasto (04/02/2010)
Os produtores rurais que pretendem melhorar a alimentação do gado podem optar por consorciar suas pastagens de gramíneas com leguminosas. “Na região Norte, estamos na época ideal para o plantio dessas espécies, como o amendoim forrageiro, porque a grande incidência de chuvas oferece maiores chances da planta se estabelecer em todo o pasto”, alerta o pesquisador e chefe-geral da Embrapa Acre, Judson Valentim.
O amendoim forrageiro pode ser utilizado na reforma do pasto ou pode ser plantado em pastagens de gramíneas já existentes. “Nesse caso, há necessidade de rebaixamento da gramínea através de pastejo ou roçagem”, diz Valentim. Segundo o pesquisador, após estes cuidados, pequenos, médios e grandes produtores podem plantar as mudas em covas, espaçadas de um a dois metros. Depois do plantio, o pasto deve ficar isolado dos animais durante três a quatro semanas. “Uma boa alternativa para facilitar a disseminação é isolar uma pequena área na propriedade para servir como viveiro, e aos poucos implantar o amendoim em toda a pastagem”.Vantagens
Essas plantas conseguem fixar nitrogênio e por isso são capazes de produzir grande quantidade de alimento, mesmo em solos de média e baixa fertilidade. O amendoim forrageiro (Arachis pintoi cv. Belmonte) possui grande valor nutritivo devido ao alto teor de proteína em sua composição, cerca de 20%, e pode ser consorciado com várias gramíneas (capim-braquiarão, capim-braquiarinha, Brachiaria humidicola, capim tangola e grama estrela africana roxa) na formação do pasto, aumentando sua eficiência. No Acre, mais de 2,5 mil produtores utilizam a tecnologia, envolvendo cerca de 115 mil hectares de área plantada. Além de apresentar vantagens para a alimentação animal pela boa aceitação dos animais, a forrageira ainda auxilia na recuperação de pastos degradados. “O nitrogênio absorvido pelo amendoim forrageiro é convertido em adubo para as plantas. As folhas desta leguminosa também servem para adubar a terra e recuperar o vigor do pasto”, explica Valentim.
Segundo ele, o amendoim forrageiro pode ser utilizado no pasto para bovinos, eqüinos, ovinos, caprinos ou pode ser triturado e oferecido para alimentação de aves confinadas e ainda cortado verde para nutrição de porcos.
O produtor que quiser obter mudas do amendoim forrageiro pode entrar em contato com os escritórios da Secretaria de Extensão Agroflorestal e Produção Familiar (Seaprof) e Secretaria de Estado de Agropecuária (Seap) para obter informações sobre quais propriedades possuem amendoim forrageiro para que produtor possa obter mudas ou agendar diretamente com a Embrapa, onde a retirada do material não possui custo e os interessados devem somente trazer a mão-de-obra para realizar o serviço.
Forneço Mudas para porto alegre e região. agropanerai@gmail.com
Embrapa Acre
Rio Branco
Telefones: (68) 3212 3274 ou (68) 3212 3234
E-mail: sac@cpafac.embrapa.br
Endereço: Rodovia BR-364 KM 14 – Sentido Porto Velho (RO)
terça-feira, 10 de março de 2026
As galinhas criadas a base de amendoim forrageiro.
As pastagens são as principais fontes de alimento dos rebanhos. No entanto, por diversos fatores, como o uso de gramíneas puras e a falta de dinheiro para a correção da fertilidade do solo, levam a uma ausência de proteínas, necessária para a engorda dos animais.
Além do amendoim forrageiro, seu João introduziu uma versão para galinhas do sistema de rotação de pastagem com uso de cerca elétrica.Data de Exibição: 04-03-2007
quarta-feira, 4 de março de 2026
VALOR NUTRITIVO DO FENO DE AMENDOIM FORRAGEIRO
Bom dia!
atenciosamente
alexandre panerai
VALOR NUTRITIVO DO FENO DE AMENDOIM FORRAGEIRO EM DIFERENTES IDADES DE CORTE.
Leguminosas consorciadas com outras forrageiras como
as gramíneas têm sido utilizadas na substituição de rações comerciais
para a suplementação de animais (OLTRAMARI e PAULINO, 2009). Sua
utilização como fonte de alimento para os ruminantes pode ser explorada
no pastejo direto, em forma de feno ou silagem, sendo que a
caracterização química dessas plantas pode auxiliar na escolha do melhor
uso das mesmas para alimentação animal (GODOY, 2007).
O experimento foi instalado em área de 0,5 ha-1, já
implantado com Arachis pintoi cv Belmonte no Instituto de Zootecnia,
Nova Odessa, São Paulo. O solo do local classificado como Argissolo
Vermelho-amarelo, recebeu adubação com superfosfato simples (400kg
ha-1), cloreto de potássio (250kg ha-1) após corte de uniformização
realizado com cegadeira de forragem em 07 de novembro de 2007.Os teores de FDN e FDA, como esperado, se elevaram com a idade da planta, dificultando o consumo e a digestibilidade da forragem, já que as mesmas expressam parte da fração indigestível contida na parede celular vegetal: a lignina. SILVA et al. (2009) encontraram valores semelhantes aos deste estudo com teores de 46,9% para FDN e 30,7% para FDA. AFFONSO et al. (2007) obtiveram resultados inferiores para FDN e semelhantes para FDA com idade de corte de 183 dias, ou seja, bem acima das idades avaliadas neste estudo. O teor de fibra da forragem é determinante na qualidade da dieta fornecida ao animal e tem a função de proteger o conteúdo celular e dar sustentação às plantas (CARVALHO et al., 2003). Baixo teor de fibra em forrageiras significa maior consumo, devido ao menor enchimento físico do rúmen, e também maior digestibilidade pelo fato desta fração possuir a maior parte dos componentes que não são digeridos (LADEIRA et al., 2002). Portanto, torna-se necessário o seu conhecimento para a escolha da melhor idade de corte para que seu fornecimento aos animais não limite o consumo.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026
Rotação de culturas: rentabilidade na entresafra da cana com plantio de amendoim forrageiro
A rotatividade com outras culturas é uma opção simples que
beneficia a terra, o produtor e a economia. Por ser a bola da vez, a
plantação de cana-de-açúcar tem ocupado áreas cada vez maiores,
suprimindo a produtividade do solo.
As potencialidades do amendoim forrageiro conforme a Embrapa !!
Por.:
O BRS Oquira é uma cultivar de amendoim forrageiro (Arachis pintoi) propagada por mudas. Pode ser consumida por bovinos, equinos e ovinos, pelo pastejo direto, em pastagens consorciadas ou puras (bancos de proteína), e fornecida no cocho, como forragem verde picada, feno ou silagem. É recomendada para solos de média fertilidade, podendo, também, ser utilizada em sistemas intensivos, com irrigação e adubação.
Apresenta elevada produtividade de forragem, excelente resistência ao pisoteio, alta compatibilidade com capins de porte baixo e maior tolerância à seca. Além disso, é tolerante ao encharcamento temporário do solo. Pode ser introduzida em pastagens já estabelecidas, preferencialmente em faixas, ou plantada em estandes puros. Recomenda-se a formação de viveiros na propriedade para multiplicação das plantas e posterior plantio no pasto.
A cultivar é recomendada para os biomas Amazônia, Mata Atlântica e Cerrado.
Destaques
– Cultivar de amendoim forrageiro (Arachis pintoi) propagada por mudas.
– Indicada para bovinos, equinos e ovinos.
– Fornecida no cocho, como forragem verde picada, feno ou silagem.
– Uso em pastejo direto, em pastagens consorciadas ou puras (bancos de proteína).
– Recomendada para solos de média fertilidade e também em sistemas intensivos, com irrigação e adubação.
– Tolerante ao encharcamento temporário do solo.
– Pode ser introduzida em pastagens já estabelecidas, preferencialmente em faixas, ou plantada em estande puro.
– Uso na formação de viveiros para multiplicação das plantas e posterior plantio no pasto.
– Elevada produtividade de forragem.
– Excelente resistência ao pisoteio.
– Alta compatibilidade com capins de porte baixo e maior tolerância à seca.
Foto: ASSIS, Giselle Mariano Lessa de
domingo, 21 de dezembro de 2025
Pastagens em consórcio de capim e amendoim-forrageiro ficam mais ricas em nutrientes
Fonte:👤by Redação Nordeste Rural
quarta-feira, 5 de novembro de 2025
De ciência ancestral a inteligência artificial: Embrapa Acre levará para COP 30 alternativas que dialogam com a floresta amazônica
Fonte: embrapa
ImprimirDe ciência ancestral a inteligência artificial: Embrapa Acre levará para COP 30 alternativas que dialogam com a floresta amazônicaDurante a COP30, que acontece em Belém-PA entre os dias 10 e 21 de novembro, a Embrapa Acre irá apresentar soluções tecnológicas que dialogam com a floresta amazônica e com as populações que vivem na maior floresta tropical do mundo. As tecnologias vão compor a Agrizone, uma grande vitrine de tecnologias, ciência e cooperação internacional voltada à agricultura sustentável e ao combate à fome em um contexto de mudança do clima.
“A Agrizone será a casa da agricultura sustentável. Durante 11 dias, teremos 400 atividades técnicas , 45 cultivares e 30 sistemas agropecuários sustentáveis, com vitrine viva e muita articulação. Queremos mostrar que a inovação é o caminho para alimentar o mundo e proteger o planeta”, afirma o chefe-geral da Embrapa Acre, Bruno Pena Carvalho, que estará na Agrizone.
Netflora
O Netflora, desenvolvido em parceria com apoio do Fundo JBS pela Amazônia, reúne um conjunto de algoritmos treinados com inteligência artificial (IA) e uso de drones para reconhecer espécies florestais. As árvores da Capoeira do Black, uma área de floresta dentro da Embrapa, em Belém, foi mapeada com o Netflora e a tecnologia irá compor a trilha durante visita guiada. O engenheiro florestal Mauro Karasinski, da equipe de pesquisa, irá apresentar a ferramenta para o público, que já mapeou mais de 100 mil hectares de floresta. “Isso é um avanço no uso de geotecnologias aplicadas à conservação e gestão sustentável das florestas brasileiras”, afirma Karasinki.
O Netflora utiliza como base as características botânicas, disponíveis em um banco de dados com mais de 60 espécies, esse aprendizado permite identificar árvores de interesse comercial e indicar a sua localização exata na floresta.
De acordo com o pesquisador da Embrapa Acre Evandro Orfanó, o Netflora confere maior automação ao planejamento da atividade florestal e aumenta a precisão e eficiência na execução de planos de manejo. “O algoritmo também fornece métricas, como diâmetro e área de copa, que possibilitam estimar o volume de madeira de cada árvore. Essas ferramentas tecnológicas contribuem para o aumento da produção florestal com conservação ambiental”, afirma.
Sistema Guaxupé
Na Fazenda Álvaro Adolpho, dentro da Embrapa em Belém, foi montada uma vitrine de intensificação sustentável com o Sistema Guaxupé e outras alternativas. Composto por tecnologias de baixo impacto ambiental, o Sistema Guaxupé permite a intensificação da atividade pecuária com menor investimento econômico e ganhos ambientais significativos. Desenvolvido pela Embrapa, em parceria com pecuaristas do Acre, a tecnologia proporciona pastagens de alta produtividade e longa duração, aumentando a rentabilidade dos sistemas pecuários a pasto.
“A adoção do sistema proporciona aumento de 30% na produtividade de carne e bezerros por hectare, além de redução nas emissões de gases de efeito estufa”, afirma o chefe-adjunto de Transferência de Tecnologias da Embrapa Acre, Daniel Lambertucci, que apresentará o Sistema Guaxupé para os interessados na Agrizone.
O método se baseia no uso de diferentes forrageiras para diversificar e manter a produtividade das pastagens; no consórcio de forrageiras com leguminosas que fornecem nitrogênio ao solo, em especial o amendoim forrageiro; controle preventivo de plantas daninhas, para redução de custos com reforma de pastagens; e manejo adequado do pasto, para garantir a oferta contínua de forragem para o rebanho.
Sistemas Agroflorestais
Os Sistemas Agroflorestais (SAFs) são formas de uso da terra que envolvem a integração de árvores com cultivos agrícolas.
Experiências realizadas pela Embrapa Acre em parceria com agricultores familiares na Reserva Extrativista Chico Mendes, no município de Epitaciolândia (AC), há 15 anos, e no Projeto Reca, em Nova Califórnia (RO), há 25 anos, mostram que essa alternativa produtiva é economicamente viável e proporciona ganhos ambientais. “Por ser composto por espécies nativas da Amazônia, possibilita a elaboração de projetos de crédito e de recomposição de áreas de Reserva Legal (RL)”.
Serão apresentados no Os dois modelos de consórcio agroflorestal para produção de cupuaçu, castanha-do-brasil (também conhecida como castanha-do-pará e castanha-do-brasil) e sementes de pupunha e o consórcio para produção de cupuaçu, frutos e sementes de pupunha, copaíba e sementes de andiroba.
Sistemas Agrícolas Tradicionais
Os Sistemas Agrícolas Tradicionais incluem elementos culturais, históricos, socioeconômicos e ecológicos e constituem um conjunto de saberes, práticas e técnicas produtivas resilientes e sustentáveis. Esses sistemas formam paisagens características, manejadas por povos e comunidades tradicionais, que preservam e transmitem uma ciência ancestral.
Esse tema será o foco das discussões no dia 18 de novembro, às 16h40, no auditório Arena, durante a ação do projeto “Registro dos Sistemas Agrícolas Tradicionais do Alto Juruá (RSAT Alto Juruá)”. Composto por uma equipe multidisciplinar, reúne pesquisadores da Embrapa Acre, Embrapa Amazônia Ocidental (AM), Embrapa Amazônia Oriental (PA), Embrapa Solos (RJ), Universidade Federal do Acre (Ufac) e Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Acre (Ifac).
Segundo o pesquisador da Embrapa Acre, Amauri Siviero, os Sistemas Agrícolas Tradicionais (SATs) representam mais do que formas de produzir alimentos. “São uma herança passada entre gerações e se configuram como práticas de conservação da agrobiodiversidade, que envolvem diversos produtos. Os agricultores também possuem estratégias de conservação de espécies florestais e extrativismo”, complementa Siviero, que coordenará o debate sobre Sistemas Agrícolas Tradicionais (SATs).
Produção e consumo de alimentos no Brasil O livro “Caminhos para a transição do sistema agroalimentar: desafios para o Brasil”, publicado pela Editora Senac será lançado durante a COP30, na casa do BNDES, no dia 18 de novembro, às 19 horas. Editado pela Cátedra Josué de Castro de Sistemas Alimentares Saudáveis e Sustentáveis da Universidade de São Paulo (USP), a obra é organizada por Ricardo Abramovay e Arilson Favareto com artigos sobre os sistemas agrícolas atuais, as formas de produção e consumo de alimentos, o equilíbrio ambiental e a saúde humana. O pesquisador da Embrapa Acre, Judson Valentim, participa da obra com um capítulo, intitulado “A monotonia nos sistemas de produção de bovinos no Brasil: raízes históricas e caminhos para a diversificação sustentável” e participará do lançamento em Belém. “Nós apresentamos não só o problema, mas principalmente as inovações que já vêm sendo experimentadas para fazer frente aos impactos climáticos e aos impactos na saúde humana que o modelo convencional agroalimentar apresenta”, diz Valentim. “O objetivo é produzir conteúdo de referência científica sobre temas estratégicos da adaptação e mitigação climática na Amazônia, de forma a inspirar e apoiar a formação de lideranças comunitárias, de maneira acessível e aplicável à realidade dos territórios. E também estimular a troca de saberes entre pesquisadores e lideranças amazônicas, fortalecendo o diálogo entre ciência e práticas locais no enfrentamento da crise climática”, conta. Valentim também participa do Painel: “Recuperação e Conversão de Pastagens Degradadas com Práticas Resilientes ao Clima” na Agrizone. |
Bioeconomia
O potencial do bambu como ativo ambiental inclusivo e suas contribuições para bioeconomia será o foco das discussões no espaço Arena, da AgriZone, no dia 13 de novembro, às 12h45. O pesquisador da Embrapa Acre, Eufran Ferreira do Amaral, participa desse debate e também da assinatura do Acordo de Cooperação Técnica entre Embrapa e Hydro, empresa de alumínio e energia que envolve reflorestamento de áreas de mineração e desenvolvimento de tecnologias para o aumento da fertilidade do solo. Amaral ainda participa de discussões sobre mudança climática e povos tradicionais.
A castanha-da-amazônia (também conhecida como castanha-do-pará e castanha-do-brasil) é um dos produtos da sociobiodiversidade que compõem o Catálogo de máquinas e equipamentos para as cadeias produtivas da sociobiodiversidade que será lançado na Agrizone. A pesquisadora Cleísa Brasil, que coordenou esse levantamento, participa dessa ação.
Priscila Viudes (Mtb 030/MS)
Embrapa Acre
Contatos para a imprensa
acre.imprensa@embrapa.br
Telefone: (68) 3212-3250
quinta-feira, 9 de outubro de 2025
Pecuária regenerativa: um caminho para repensar a pecuária
Fonte: JORNAL DA USP
Especialistas apontam que sistemas biodiversos podem aumentar produtividade em até 30%, conservar o solo e reduzir pegada de carbono
Publicado:
30/09/2025 às 8:00
Texto: Gabriela
Nangino*
Arte: Gustavo Radaelli**
Modelo pretende eliminar insumos sintéticos, diversificar a vida animal, vegetal e microbiana e ampliar a capacidade de geração de renda das propriedades – Foto: freddy dendoktoor/PublicDomainPictures
A pecuária bovina no Brasil e na
América Latina é predominantemente extensiva, com rebanho criado em grandes
áreas de pasto. Embora ofereça mais liberdade do que a produção intensiva (factory
farming), isso não significa que ela promova bem-estar: os animais muitas
vezes sofrem com carência nutricional, estresse térmico e manejo ineficiente.
Além disso, a atividade tem impactos ambientais graves – como desmatamento,
degradação dos solos e perda de biodiversidade local – e possui baixa
produtividade e resiliência climática.
Entre 1985 e 2024, mais de 3 milhões de
hectares de áreas úmidas foram convertidas em pastagens. De acordo com o
Observatório do Clima, o gado bovino também é responsável por 17% das emissões
de gases de efeito estufa no território brasileiro, pois a fermentação entérica
(digestão de material vegetal) no estômago dos ruminantes emite grandes
quantidades de metano.
Um artigo publicado na Revista
de Economia e Sociologia Rural aponta que há formas de transformar a
pecuária em uma atividade mais sustentável, reduzindo danos. O trabalho é
assinado por pesquisadores da Cátedra Josué de Castro de Sistemas Alimentares
Saudáveis e Sustentáveis da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP e da
Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR).
Indicada pelos pesquisadores como
viável, a pecuária regenerativa propõe uma meta ambiciosa: regenerar os
recursos naturais dos quais a atividade depende. O processo leva em
consideração não apenas a preservação da natureza, mas o respeito à diversidade
sociocultural das comunidades rurais e sua relação com o modo de vida
pecuário. Ao contrário dos sistemas tradicionais que trabalham com
monoculturas, essa alternativa utiliza passagens biodiversas, compostas de
gramíneas associadas com leguminosas.
“As condições de solo e relevo nas
propriedades rurais variam, e uma espécie forrageira geralmente não se adapta
bem a todos esses microambientes”, comenta Judson Valentim, coordenador da
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Acre. O Sistema Guaxupé,
desenvolvido pela Embrapa, eleva a rentabilidade de sistemas pecuários e
permite que pastagens se mantenham até 30% mais produtivas por vários anos.
Judson Ferreira Valentim – Foto: Lattes
A Amazônia abriga milhares de espécies ameaçadas de extinção devido à expansão pecuária – Foto: Bruno Kelly/Amazônia Real/Flickr
A Tríplice Monotonia do Sistema
Agroalimentar
“As carnes são o epicentro do sistema
agroalimentar global, por isso a carne tem que ser estudada”, afirma Ricardo
Abramovay, primeiro autor do artigo, professor sênior do Instituto de Estudos
Avançados (IEA) da USP e pesquisador na Cátedra Josué de Castro.
Recentemente, a cátedra inspirou a
proposta de um Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) voltado à
erradicação da fome e à segurança alimentar. Intitulado Superar a Tríplice
Monotonia do Sistema Agroalimentar, o instituto recebeu R$ 7,3 milhões em
recursos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
(CNPQ). De acordo com os pesquisadores, essa tríplice monotonia se refere à
homogeneidade do modelo tradicional de produção: há pouca diversidade no
cultivo de pastagens, na criação de raças animais e nos métodos de
manejo.
“Vegetações como o Cerrado, o Pampa e o
Pantanal têm pastagens naturais que vêm sendo extintas para entrada de
lavouras. Na verdade, as lavouras deveriam ser colocadas em locais apropriados
e as pastagens nativas deveriam ser aproveitadas para rebanho”, critica
Alessandra Matte, doutora em Desenvolvimento Rural, integrante da cátedra e
coautora do artigo.
Ricardo Abramovay – Foto: Reprodução/IEA-USP
“A pecuária regenerativa tem por princípio olhar o animal, olhar o
homem como ator social e olhar a vida em torno deles, no ecossistema em que
eles se encontram”
Pastagens biodiversas e manejo adequado
Uma pastagem bem
conservada permite que as plantas criem raízes mais profundas, aumentando a
quantidade de oxigênio disponível no solo e facilitando a infiltração da água.
Isso mantém as plantas saudáveis por mais tempo, mesmo em períodos de seca, e
ajuda a recuperar pastagens degradadas.
O uso de
leguminosas ainda torna o ecossistema mais resiliente a pragas, doenças e
eventos climáticos. Com maior diversidade de plantas, também amplia-se a
presença de microrganismos e fauna acima do solo. “O ataque de uma praga afeta
uma espécie, mas não todas, então o sistema tem maior plasticidade para tolerar
interferências bióticas e abióticas”, justifica Valentim.
O amendoim
forrageiro, por exemplo, é uma planta altamente proteica nativa do Brasil, que
serve como alimento para animais ou cobertura agrícola e provê a adubação
natural no solo.
O amendoim forrageiro tem alta capacidade de se associar a bactérias fixadoras de nitrogênio, reduzindo a demanda e o impacto de fertilizantes artificiais – Foto: Mokkie/Wikimédia
Para comparação, o
adubo natural pode substituir 150 kg de nitrogênio por hectare/ano, o
equivalente a 350 kg de ureia (fertilizante com ~45% de nitrogênio). A Embrapa
estima que, para produzir essa quantidade de ureia, são necessários cerca de 2
barris de petróleo ou 318 litros.
“O único caminho para uma tecnologia
que permita ter passagens persistentes e produtivas a médio e a longo prazo é
uma fonte de cooperação de nitrogênio que seja factível para todos os
produtores”
Além disso,
pastagens diversificadas permitem reduzir até sete vezes a área necessária para
a criação animal. Atualmente, a média brasileira é de um animal por hectare,
mas projeções do método Guaxupé indicam que ela pode aumentar para 3,5 animais
por hectare. “Ao não usar herbicidas e diminuir o ciclo de abate dos animais
com a melhor nutrição, você reduz a emissão de gases de efeito estufa”, afirma
Judson Valentim.
Os pequenos produtores
Um grande desafio
para expandir a pecuária regenerativa é a adesão de pequenos e médios
produtores. “Eles ficaram acostumados a ter pastagens limpas com só um tipo de
capim, e as leguminosas são consideradas indesejáveis ou invasoras. Então nós
temos que fazer uma mudança cultural”, comenta Valentim.
O plano ABC
(Agricultura de Baixo Carbono) estimula a adoção de tecnologias mais
sustentáveis, como integração lavoura-pecuária e pastos consorciados.
Atualmente, porém, ele representa menos de 1% do total de crédito agrícola do
Brasil. Segundo o pesquisador, além da escassez de linhas de crédito, muitos
produtores não têm acesso a órgãos ambientais em seus municípios. “Os gargalos não são só tecnológicos: existe uma grande
desigualdade em termos de capacidade de acesso às políticas públicas.”
No País, apenas 20%
dos pecuaristas têm acesso à assistência técnica. Na Amazônia e em outras
regiões do Norte, esse porcentual chega a menos de 5%. Para Alessandra,
agências governamentais precisam atuar na oferta de assistência técnica e
extensão rural, capacitando os produtores a manejar pastagens.
“Nós precisamos
orientar eles com relação à pluviosidade, à altura do pasto para retirar ou
colocar os animais”, diz a cientista.
“Além do papel de conservação, a
pecuária regenerativa tem a capacidade de ser mais rentável e, por
consequência, melhorar as condições de vida das famílias”
Alessandra Matte – Foto: Lattes
No Acre, o
amendoim forrageiro já é utilizado em mais de 100 mil hectares. Segundo Judson,
produtores da área investem no produto há mais de 20 anos. “Nossa esperança é
que, com a parceria do INCT, nós sejamos capazes de ampliar isso para a região Sudeste
e Centro-Oeste, e expandir cada vez mais essa cultura no Brasil”, conclui.
O artigo Regenerative
cattle farming in Latin America and the Caribbean, far beyond the oxymoron está
disponível on-line e pode ser lido aqui.
Mais informações:
judson.valentim@embrapa.br, com Judson Valentim; abramov@usp.br, com Ricardo
Abramovay e alessandramatte@yahoo.com.br, com Alessandra Matte
*Estagiária sob orientação de Tabita Said
**Estagiário sob orientação de Moisés Dorado
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