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domingo, 21 de dezembro de 2025
Pastagens em consórcio de capim e amendoim-forrageiro ficam mais ricas em nutrientes
quarta-feira, 5 de novembro de 2025
De ciência ancestral a inteligência artificial: Embrapa Acre levará para COP 30 alternativas que dialogam com a floresta amazônica
Fonte: embrapa
ImprimirDe ciência ancestral a inteligência artificial: Embrapa Acre levará para COP 30 alternativas que dialogam com a floresta amazônicaDurante a COP30, que acontece em Belém-PA entre os dias 10 e 21 de novembro, a Embrapa Acre irá apresentar soluções tecnológicas que dialogam com a floresta amazônica e com as populações que vivem na maior floresta tropical do mundo. As tecnologias vão compor a Agrizone, uma grande vitrine de tecnologias, ciência e cooperação internacional voltada à agricultura sustentável e ao combate à fome em um contexto de mudança do clima.
“A Agrizone será a casa da agricultura sustentável. Durante 11 dias, teremos 400 atividades técnicas , 45 cultivares e 30 sistemas agropecuários sustentáveis, com vitrine viva e muita articulação. Queremos mostrar que a inovação é o caminho para alimentar o mundo e proteger o planeta”, afirma o chefe-geral da Embrapa Acre, Bruno Pena Carvalho, que estará na Agrizone.
Netflora
O Netflora, desenvolvido em parceria com apoio do Fundo JBS pela Amazônia, reúne um conjunto de algoritmos treinados com inteligência artificial (IA) e uso de drones para reconhecer espécies florestais. As árvores da Capoeira do Black, uma área de floresta dentro da Embrapa, em Belém, foi mapeada com o Netflora e a tecnologia irá compor a trilha durante visita guiada. O engenheiro florestal Mauro Karasinski, da equipe de pesquisa, irá apresentar a ferramenta para o público, que já mapeou mais de 100 mil hectares de floresta. “Isso é um avanço no uso de geotecnologias aplicadas à conservação e gestão sustentável das florestas brasileiras”, afirma Karasinki.
O Netflora utiliza como base as características botânicas, disponíveis em um banco de dados com mais de 60 espécies, esse aprendizado permite identificar árvores de interesse comercial e indicar a sua localização exata na floresta.
De acordo com o pesquisador da Embrapa Acre Evandro Orfanó, o Netflora confere maior automação ao planejamento da atividade florestal e aumenta a precisão e eficiência na execução de planos de manejo. “O algoritmo também fornece métricas, como diâmetro e área de copa, que possibilitam estimar o volume de madeira de cada árvore. Essas ferramentas tecnológicas contribuem para o aumento da produção florestal com conservação ambiental”, afirma.
Sistema Guaxupé
Na Fazenda Álvaro Adolpho, dentro da Embrapa em Belém, foi montada uma vitrine de intensificação sustentável com o Sistema Guaxupé e outras alternativas. Composto por tecnologias de baixo impacto ambiental, o Sistema Guaxupé permite a intensificação da atividade pecuária com menor investimento econômico e ganhos ambientais significativos. Desenvolvido pela Embrapa, em parceria com pecuaristas do Acre, a tecnologia proporciona pastagens de alta produtividade e longa duração, aumentando a rentabilidade dos sistemas pecuários a pasto.
“A adoção do sistema proporciona aumento de 30% na produtividade de carne e bezerros por hectare, além de redução nas emissões de gases de efeito estufa”, afirma o chefe-adjunto de Transferência de Tecnologias da Embrapa Acre, Daniel Lambertucci, que apresentará o Sistema Guaxupé para os interessados na Agrizone.
O método se baseia no uso de diferentes forrageiras para diversificar e manter a produtividade das pastagens; no consórcio de forrageiras com leguminosas que fornecem nitrogênio ao solo, em especial o amendoim forrageiro; controle preventivo de plantas daninhas, para redução de custos com reforma de pastagens; e manejo adequado do pasto, para garantir a oferta contínua de forragem para o rebanho.
Sistemas Agroflorestais
Os Sistemas Agroflorestais (SAFs) são formas de uso da terra que envolvem a integração de árvores com cultivos agrícolas.
Experiências realizadas pela Embrapa Acre em parceria com agricultores familiares na Reserva Extrativista Chico Mendes, no município de Epitaciolândia (AC), há 15 anos, e no Projeto Reca, em Nova Califórnia (RO), há 25 anos, mostram que essa alternativa produtiva é economicamente viável e proporciona ganhos ambientais. “Por ser composto por espécies nativas da Amazônia, possibilita a elaboração de projetos de crédito e de recomposição de áreas de Reserva Legal (RL)”.
Serão apresentados no Os dois modelos de consórcio agroflorestal para produção de cupuaçu, castanha-do-brasil (também conhecida como castanha-do-pará e castanha-do-brasil) e sementes de pupunha e o consórcio para produção de cupuaçu, frutos e sementes de pupunha, copaíba e sementes de andiroba.
Sistemas Agrícolas Tradicionais
Os Sistemas Agrícolas Tradicionais incluem elementos culturais, históricos, socioeconômicos e ecológicos e constituem um conjunto de saberes, práticas e técnicas produtivas resilientes e sustentáveis. Esses sistemas formam paisagens características, manejadas por povos e comunidades tradicionais, que preservam e transmitem uma ciência ancestral.
Esse tema será o foco das discussões no dia 18 de novembro, às 16h40, no auditório Arena, durante a ação do projeto “Registro dos Sistemas Agrícolas Tradicionais do Alto Juruá (RSAT Alto Juruá)”. Composto por uma equipe multidisciplinar, reúne pesquisadores da Embrapa Acre, Embrapa Amazônia Ocidental (AM), Embrapa Amazônia Oriental (PA), Embrapa Solos (RJ), Universidade Federal do Acre (Ufac) e Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Acre (Ifac).
Segundo o pesquisador da Embrapa Acre, Amauri Siviero, os Sistemas Agrícolas Tradicionais (SATs) representam mais do que formas de produzir alimentos. “São uma herança passada entre gerações e se configuram como práticas de conservação da agrobiodiversidade, que envolvem diversos produtos. Os agricultores também possuem estratégias de conservação de espécies florestais e extrativismo”, complementa Siviero, que coordenará o debate sobre Sistemas Agrícolas Tradicionais (SATs).
Produção e consumo de alimentos no Brasil O livro “Caminhos para a transição do sistema agroalimentar: desafios para o Brasil”, publicado pela Editora Senac será lançado durante a COP30, na casa do BNDES, no dia 18 de novembro, às 19 horas. Editado pela Cátedra Josué de Castro de Sistemas Alimentares Saudáveis e Sustentáveis da Universidade de São Paulo (USP), a obra é organizada por Ricardo Abramovay e Arilson Favareto com artigos sobre os sistemas agrícolas atuais, as formas de produção e consumo de alimentos, o equilíbrio ambiental e a saúde humana. O pesquisador da Embrapa Acre, Judson Valentim, participa da obra com um capítulo, intitulado “A monotonia nos sistemas de produção de bovinos no Brasil: raízes históricas e caminhos para a diversificação sustentável” e participará do lançamento em Belém. “Nós apresentamos não só o problema, mas principalmente as inovações que já vêm sendo experimentadas para fazer frente aos impactos climáticos e aos impactos na saúde humana que o modelo convencional agroalimentar apresenta”, diz Valentim. “O objetivo é produzir conteúdo de referência científica sobre temas estratégicos da adaptação e mitigação climática na Amazônia, de forma a inspirar e apoiar a formação de lideranças comunitárias, de maneira acessível e aplicável à realidade dos territórios. E também estimular a troca de saberes entre pesquisadores e lideranças amazônicas, fortalecendo o diálogo entre ciência e práticas locais no enfrentamento da crise climática”, conta. Valentim também participa do Painel: “Recuperação e Conversão de Pastagens Degradadas com Práticas Resilientes ao Clima” na Agrizone. |
Bioeconomia
O potencial do bambu como ativo ambiental inclusivo e suas contribuições para bioeconomia será o foco das discussões no espaço Arena, da AgriZone, no dia 13 de novembro, às 12h45. O pesquisador da Embrapa Acre, Eufran Ferreira do Amaral, participa desse debate e também da assinatura do Acordo de Cooperação Técnica entre Embrapa e Hydro, empresa de alumínio e energia que envolve reflorestamento de áreas de mineração e desenvolvimento de tecnologias para o aumento da fertilidade do solo. Amaral ainda participa de discussões sobre mudança climática e povos tradicionais.
A castanha-da-amazônia (também conhecida como castanha-do-pará e castanha-do-brasil) é um dos produtos da sociobiodiversidade que compõem o Catálogo de máquinas e equipamentos para as cadeias produtivas da sociobiodiversidade que será lançado na Agrizone. A pesquisadora Cleísa Brasil, que coordenou esse levantamento, participa dessa ação.
Priscila Viudes (Mtb 030/MS)
Embrapa Acre
Contatos para a imprensa
acre.imprensa@embrapa.br
Telefone: (68) 3212-3250
quinta-feira, 9 de outubro de 2025
Pecuária regenerativa: um caminho para repensar a pecuária
Fonte: JORNAL DA USP
Especialistas apontam que sistemas biodiversos podem aumentar produtividade em até 30%, conservar o solo e reduzir pegada de carbono
Publicado:
30/09/2025 às 8:00
Texto: Gabriela
Nangino*
Arte: Gustavo Radaelli**
Modelo pretende eliminar insumos sintéticos, diversificar a vida animal, vegetal e microbiana e ampliar a capacidade de geração de renda das propriedades – Foto: freddy dendoktoor/PublicDomainPictures
A pecuária bovina no Brasil e na
América Latina é predominantemente extensiva, com rebanho criado em grandes
áreas de pasto. Embora ofereça mais liberdade do que a produção intensiva (factory
farming), isso não significa que ela promova bem-estar: os animais muitas
vezes sofrem com carência nutricional, estresse térmico e manejo ineficiente.
Além disso, a atividade tem impactos ambientais graves – como desmatamento,
degradação dos solos e perda de biodiversidade local – e possui baixa
produtividade e resiliência climática.
Entre 1985 e 2024, mais de 3 milhões de
hectares de áreas úmidas foram convertidas em pastagens. De acordo com o
Observatório do Clima, o gado bovino também é responsável por 17% das emissões
de gases de efeito estufa no território brasileiro, pois a fermentação entérica
(digestão de material vegetal) no estômago dos ruminantes emite grandes
quantidades de metano.
Um artigo publicado na Revista
de Economia e Sociologia Rural aponta que há formas de transformar a
pecuária em uma atividade mais sustentável, reduzindo danos. O trabalho é
assinado por pesquisadores da Cátedra Josué de Castro de Sistemas Alimentares
Saudáveis e Sustentáveis da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP e da
Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR).
Indicada pelos pesquisadores como
viável, a pecuária regenerativa propõe uma meta ambiciosa: regenerar os
recursos naturais dos quais a atividade depende. O processo leva em
consideração não apenas a preservação da natureza, mas o respeito à diversidade
sociocultural das comunidades rurais e sua relação com o modo de vida
pecuário. Ao contrário dos sistemas tradicionais que trabalham com
monoculturas, essa alternativa utiliza passagens biodiversas, compostas de
gramíneas associadas com leguminosas.
“As condições de solo e relevo nas
propriedades rurais variam, e uma espécie forrageira geralmente não se adapta
bem a todos esses microambientes”, comenta Judson Valentim, coordenador da
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Acre. O Sistema Guaxupé,
desenvolvido pela Embrapa, eleva a rentabilidade de sistemas pecuários e
permite que pastagens se mantenham até 30% mais produtivas por vários anos.
Judson Ferreira Valentim – Foto: Lattes
A Amazônia abriga milhares de espécies ameaçadas de extinção devido à expansão pecuária – Foto: Bruno Kelly/Amazônia Real/Flickr
A Tríplice Monotonia do Sistema
Agroalimentar
“As carnes são o epicentro do sistema
agroalimentar global, por isso a carne tem que ser estudada”, afirma Ricardo
Abramovay, primeiro autor do artigo, professor sênior do Instituto de Estudos
Avançados (IEA) da USP e pesquisador na Cátedra Josué de Castro.
Recentemente, a cátedra inspirou a
proposta de um Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) voltado à
erradicação da fome e à segurança alimentar. Intitulado Superar a Tríplice
Monotonia do Sistema Agroalimentar, o instituto recebeu R$ 7,3 milhões em
recursos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
(CNPQ). De acordo com os pesquisadores, essa tríplice monotonia se refere à
homogeneidade do modelo tradicional de produção: há pouca diversidade no
cultivo de pastagens, na criação de raças animais e nos métodos de
manejo.
“Vegetações como o Cerrado, o Pampa e o
Pantanal têm pastagens naturais que vêm sendo extintas para entrada de
lavouras. Na verdade, as lavouras deveriam ser colocadas em locais apropriados
e as pastagens nativas deveriam ser aproveitadas para rebanho”, critica
Alessandra Matte, doutora em Desenvolvimento Rural, integrante da cátedra e
coautora do artigo.
Ricardo Abramovay – Foto: Reprodução/IEA-USP
“A pecuária regenerativa tem por princípio olhar o animal, olhar o
homem como ator social e olhar a vida em torno deles, no ecossistema em que
eles se encontram”
Pastagens biodiversas e manejo adequado
Uma pastagem bem
conservada permite que as plantas criem raízes mais profundas, aumentando a
quantidade de oxigênio disponível no solo e facilitando a infiltração da água.
Isso mantém as plantas saudáveis por mais tempo, mesmo em períodos de seca, e
ajuda a recuperar pastagens degradadas.
O uso de
leguminosas ainda torna o ecossistema mais resiliente a pragas, doenças e
eventos climáticos. Com maior diversidade de plantas, também amplia-se a
presença de microrganismos e fauna acima do solo. “O ataque de uma praga afeta
uma espécie, mas não todas, então o sistema tem maior plasticidade para tolerar
interferências bióticas e abióticas”, justifica Valentim.
O amendoim
forrageiro, por exemplo, é uma planta altamente proteica nativa do Brasil, que
serve como alimento para animais ou cobertura agrícola e provê a adubação
natural no solo.
O amendoim forrageiro tem alta capacidade de se associar a bactérias fixadoras de nitrogênio, reduzindo a demanda e o impacto de fertilizantes artificiais – Foto: Mokkie/Wikimédia
Para comparação, o
adubo natural pode substituir 150 kg de nitrogênio por hectare/ano, o
equivalente a 350 kg de ureia (fertilizante com ~45% de nitrogênio). A Embrapa
estima que, para produzir essa quantidade de ureia, são necessários cerca de 2
barris de petróleo ou 318 litros.
“O único caminho para uma tecnologia
que permita ter passagens persistentes e produtivas a médio e a longo prazo é
uma fonte de cooperação de nitrogênio que seja factível para todos os
produtores”
Além disso,
pastagens diversificadas permitem reduzir até sete vezes a área necessária para
a criação animal. Atualmente, a média brasileira é de um animal por hectare,
mas projeções do método Guaxupé indicam que ela pode aumentar para 3,5 animais
por hectare. “Ao não usar herbicidas e diminuir o ciclo de abate dos animais
com a melhor nutrição, você reduz a emissão de gases de efeito estufa”, afirma
Judson Valentim.
Os pequenos produtores
Um grande desafio
para expandir a pecuária regenerativa é a adesão de pequenos e médios
produtores. “Eles ficaram acostumados a ter pastagens limpas com só um tipo de
capim, e as leguminosas são consideradas indesejáveis ou invasoras. Então nós
temos que fazer uma mudança cultural”, comenta Valentim.
O plano ABC
(Agricultura de Baixo Carbono) estimula a adoção de tecnologias mais
sustentáveis, como integração lavoura-pecuária e pastos consorciados.
Atualmente, porém, ele representa menos de 1% do total de crédito agrícola do
Brasil. Segundo o pesquisador, além da escassez de linhas de crédito, muitos
produtores não têm acesso a órgãos ambientais em seus municípios. “Os gargalos não são só tecnológicos: existe uma grande
desigualdade em termos de capacidade de acesso às políticas públicas.”
No País, apenas 20%
dos pecuaristas têm acesso à assistência técnica. Na Amazônia e em outras
regiões do Norte, esse porcentual chega a menos de 5%. Para Alessandra,
agências governamentais precisam atuar na oferta de assistência técnica e
extensão rural, capacitando os produtores a manejar pastagens.
“Nós precisamos
orientar eles com relação à pluviosidade, à altura do pasto para retirar ou
colocar os animais”, diz a cientista.
“Além do papel de conservação, a
pecuária regenerativa tem a capacidade de ser mais rentável e, por
consequência, melhorar as condições de vida das famílias”
Alessandra Matte – Foto: Lattes
No Acre, o
amendoim forrageiro já é utilizado em mais de 100 mil hectares. Segundo Judson,
produtores da área investem no produto há mais de 20 anos. “Nossa esperança é
que, com a parceria do INCT, nós sejamos capazes de ampliar isso para a região Sudeste
e Centro-Oeste, e expandir cada vez mais essa cultura no Brasil”, conclui.
O artigo Regenerative
cattle farming in Latin America and the Caribbean, far beyond the oxymoron está
disponível on-line e pode ser lido aqui.
Mais informações:
judson.valentim@embrapa.br, com Judson Valentim; abramov@usp.br, com Ricardo
Abramovay e alessandramatte@yahoo.com.br, com Alessandra Matte
*Estagiária sob orientação de Tabita Said
**Estagiário sob orientação de Moisés Dorado
sexta-feira, 1 de agosto de 2025
BRS Oquira é uma cultivar de amendoim forrageiro
Foto: ASSIS, Giselle Mariano Lessa de
BRS Oquira é uma cultivar de amendoim forrageiro (Arachis
pintoi) propagada por mudas. Pode ser consumida por bovinos, equinos e
ovinos, pelo pastejo direto, em pastagens consorciadas ou puras (bancos de
proteína), e fornecida no cocho, como forragem verde picada, feno ou silagem. É
recomendada para solos de média fertilidade, podendo, também, ser utilizada em
sistemas intensivos, com irrigação e adubação. Apresenta elevada produtividade
de forragem, excelente resistência ao pisoteio, alta compatibilidade com capins
de porte baixo e maior tolerância à seca. Além disso, é tolerante ao
encharcamento temporário do solo. Pode ser introduzida em pastagens já
estabelecidas, preferencialmente em faixas, ou plantada em estandes puros.
Recomenda-se a formação de viveiros na propriedade para multiplicação das
plantas e posterior plantio no pasto.
A cultivar é recomendada para os biomas Amazônia, Mata
Atlântica e Cerrado.
Destaques
- Cultivar de amendoim forrageiro (Arachis pintoi) propagada
por mudas.
- Indicada para bovinos, equinos e ovinos.
- Fornecida no cocho, como forragem verde picada, feno ou
silagem.
- Uso em pastejo direto, em pastagens consorciadas ou puras
(bancos de proteína).
- Recomendada para solos de média fertilidade e também em
sistemas intensivos, com irrigação e adubação.
- Tolerante ao encharcamento temporário do solo.
- Pode ser introduzida em pastagens já estabelecidas,
preferencialmente em faixas, ou plantada em estande puro.
- Uso na formação de viveiros para multiplicação das plantas
e posterior plantio no pasto.
- Elevada produtividade de forragem.
- Excelente resistência ao pisoteio.
- Alta compatibilidade com capins de porte baixo e maior
tolerância à seca.
Onde Encontrar:
Cristhyan Alexandre Carcia de Carvalho
Ramal do Cacirian km 8. ramal do km 15 na BR 364, sentido Sena Madureira - Rio
Branco, zona rural de Sena Madureira
CEP:69940000
Cidade: Sena Madureira
UF: AC
Telefone: (68) 9 9993-2906
E-mail: cristhyancarvalho@gmail.com
Laudelino Joaquim de Carvalho
Estrada Municipal da Cachoeira KM 2, Sítio Recanto da Prainha
CEP:13880000
Cidade: Vargem Grande do Sul
UF: SP
Telefone: (19) 9 9267-0498
E-mail: netofernandes@uol.com.br
R. J. C. DOS REIS FILHO AGROPECUÁRIA - ME
DT Perímetro Irrigado Tabuleiro de Russas, S/N
CEP:62900000
Cidade: Fortaleza
UF: CE
Telefone: (85) 9 9646-2959
E-mail: rdo.reis40@gmail.com
Mário Augusto Silveira Pinhão
Sitio Botucatu - Rod Pará de Minas, São José da Varginha, km 05 - Zona Rural
CEP:35660000
Cidade: Pará de Minas
UF: MG
Telefone: (37) 9 9821-1469
E-mail: tiago.santiago@grupoagromg.com.br
Mater Biotecnologia LTDA EPP
Rod. Maria Theodoro do Couto Oliveira, 170, Figueira Grande
CEP: 12380000
Cidade: Santa Branca
UF: SP
Telefone: (12) 9 8820-6224
E-mail: contato@matergenetica.com.br
Produto: Cultivar convencional Ano de
Lançamento: 2022
País: Brasil Região: Centro-Oeste,
Nordeste, Norte, Sudeste Estado: Distrito Federal, Goiás, Mato
Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia, Maranhão, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do
Norte, Sergipe, Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins,
Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo Bioma: Amazônia,
Cerrado, Mata Atlântica
Unidade Responsável: Embrapa Acre
Unidades Participantes: Embrapa Gado de Corte,
Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Embrapa Cerrados, Embrapa Amazônia
Oriental, Embrapa Pecuária Sudeste
Palavras-chave: Amendoim
forrageiro, Arachis
pintoi, Banco
de proteína, Compatibilidade
com gramíneas, Consorciação
de pastagens, Leguminosa
forrageira, Produtividade
de forragem, Sistemas
intensivos de produção
sexta-feira, 11 de julho de 2025
Pesquisa mineira avança em alternativas para mitigar gases de efeito estufa na agropecuária - EPAMIG
Fonte EPAMIG Assessoria de Comunicação
Experimentos da EPAMIG
envolvem manipulação da dieta de bovinos e condução de sistemas integrados de
produção
(Belo Horizonte, 29/5/2025) A
produção de bovinos integra as discussões sobre os principais emissores
de gases de efeito estufa (GEEs), com destaque para o metano (CH₄), um dos
gases com maior potencial de aquecimento global.
Em 2023, o setor registrou o
quarto recorde consecutivo de emissões, com alta de 2,2%, segundo o Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções
de Gases de Efeito Estufa (SEEG).
Buscando contribuir com uma
agropecuária mais sustentável, no cumprimento das metas do Plano Estadual de
Ação Climática (PLAC) e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da
Agenda 2030 da ONU, o Governo de Minas Gerais, por meio da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas
Gerais (EPAMIG) está buscando alternativas para reduzir a
emissão de metano entérico na bovinocultura e promover o sequestro de carbono
por meio de sistemas integrados.
Para o vice-governador do estado,
Mateus Simões, “esta pesquisa demonstra o compromisso do governo com o
desenvolvimento sustentável no campo. E certamente vai resultar em uma
importante contribuição ao agro que, hoje, lidera as exportações do nosso Estado”,
enfatiza. Uma das linhas de atuação, conduzidas no Campo Experimental Getúlio
Vargas da EPAMIG de Uberaba, liderada pela coordenadora do Programa Estadual de
Pesquisa em Bovinocultura da EPAMIG, Edilane Silva, estuda dietas manipuladas
para bovinos.
“Buscamos atuar na fermentação
entérica, processo digestivo natural dos ruminantes. O objetivo é aumentar a
digestibilidade da dieta, reduzindo o tempo do alimento no rúmen, o que eleva a
eficiência produtiva e diminui a liberação de metano”, explica Edilane.
“Estudamos leguminosas como o
amendoim forrageiro (Arachis pintoi), que possui alto teor de proteína e
taninos capazes de inibir bactérias metanogênicas, sem comprometer a produção.
Resultados disponíveis já indicaram redução de até 30% nas emissões de metano”,
complementa Ângelo Moreira, pesquisador da EPAMIG diretamente envolvido na
condução do experimento.
Condução do experimento com mudas de
amendoim – FOTO ASCOM EPAMIG
Para auxiliar na quantificação
dos resultados, os pesquisadores utilizam a técnica hexafluoreto de enxofre
(SF6), que consiste em uma canga de PVC acoplada ao pescoço do animal, atuando
na captação dos gases emitidos no período de 24 horas.
Visando a aplicabilidade dos
estudos, a EPAMIG firmou parceria com o Grupo
Agronelli, empresa mineira que tem como uma das principais atividades a
produção de leite e se destaca pela adoção de tecnologias modernas voltadas à
sustentabilidade e à proteção ambiental.
“Estamos buscando soluções para
uma produção mais equilibrada e sustentável. Juntos, vamos contribuir para um
balanço de emissões mais favorável e demonstrar que é possível produzir com
responsabilidade ambiental”, explica José Bellote, diretor agroindustrial da
Agronelli, pontuando a importância da pesquisa para desmistificar a imagem da
agropecuária como vilã das mudanças climáticas.
“Como possuem fazendas de grande
porte, os resultados poderão ser avaliados em larga escala. É um exemplo de
pesquisa aplicada, sendo executado em um ambiente produtivo real, o que
possibilita os demais produtores de leite observarem os efeitos da adequação da
dieta in loco”, denota Edilane.
José Bellote, Edilane Silva e
Fernando Franco – FOTO ASCOM EPAMIG
O projeto, que contempla rebanhos
de leite, será difundido entre os produtores rurais com apoio de instituições
parceiras. A pesquisa contribui diretamente com os compromissos do Governo de
Minas junto ao PLAC, que prevê a redução de 36% nas emissões de metano da
pecuária até 2030, em relação à década anterior.
Sistemas integrados
Sistemas Integrados de Produção –
FOTO ASCOM EPAMIG
A EPAMIG também atua com sistemas
integrados de produção que favorecem a o acúmulo de biomassa vegetal,
sequestrando carbono da atmosfera.
“Implantamos os sistemas
integrados em uma área cultivada com capim-marandu há mais de 25 anos. O modelo
ILPF, que combina milho, forrageiras e espécies florestais como o Corymbia
citriodora, proporciona maior eficiência no uso da água e dos fertilizantes.
Com isso, conseguimos converter uma área de emissão líquida em uma área de
sequestro de carbono, tornando o sistema produtivo mais resiliente”, explica
Fernando Oliveira Franco, chefe da EPAMIG Oeste.
Desde 2018, a iniciativa já teve
seis projetos aprovados e foi replicada em propriedades de pequenos e médios
produtores, com apoio da Empresa
de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais –
Emater-MG e da Associação
Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ).
Apoio
As pesquisas contam com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) como principal fonte financiadora, além do apoio de instituições como a Emater-MG, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar, a Finep, o CNPq, o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade (IABS Cerrado), entre outras.
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