O agricultor e filósofo japonês Masanobu Fukuoka revolucionou a agricultura.
Nas terras que ele planta não lavra o solo, não tira ervas da-ninhas,
não usa agrotóxicos ou adubos químicos. Ele semeia arroz, cobrindo as
sementes com palha da cultura anterior e colhe 6.000Kg por hectare ou
mais.
Em seguida, semeia um cereal de inverno como aveia, centeio ou trigo,
junto com trevo e colhe novamente 6.000 kg de cereais da mesma área. Ele
consegue tirar 12.000kg de cereais por hectare sem adubo trazido de
fora, está fazendo isso a 50 anos e a terra melhora cada vez mais.
Qual é
o segredo? 1.Cobrir a terra sempre com palha antes ou depois da semeação. 2. Usar adubação verde, que no caso dele é o trevo que ajuda a tirar Nitrogênio do ar. 3. Não usar agrotóxicos restabelecendo o equilíbrio do solo e meio ambiente, e com isso não tem problemas com as pragas. 4. Plantar faixas de quebra vento.
O trabalho dele chamou a atenção no mundo todo e o livro “ One Straw
Revolution” e “The natural way of farming” se espalhou no mundo. Na Somália ajudou agricultores de modo que suas terras queimadas
voltassem a ser campos verdes. Na Índia, o seu método de fazer
agricultura com os meios mais simples abriu novamente perspectivas aos
agricultores mais pobres. Na Tailândia e alguns países africanos,
transformou pequenas regiões diversificadas em paisagens verdes, ricas
em diversidade florestal. Em março de 98 começou na Gré-cia a primeira
ação de reflorestamento na Europa.
Hoje com a idade de 86 anos recebeu o prêmio Magsasay (Prêmio Nobel da
Paz no Extremo Oriente) pela sua contribuição para o bem da humanidade.
Estudos conduzidos por pesquisadores da Embrapa demonstraram que produtos oriundos do húmus podem exercer atividades bioestimulantes responsáveis pelo crescimento vegetal e podem aumentar a produtividade em até 20%. Também conhecido por vermicomposto, o húmus é o produto que resulta de um processo de compostagem, no qual minhocas aceleram o processo de degradação da matéria orgânica. Outro produto desse processo é o chorume (ou lixiviado), um líquido que, quando diluído em água, pode ser aproveitado como biofertilizante.
Contudo, produtos de ação bioestimulante não necessariamente atuam como fertilizantes, e sim potencializam sua ação, por isso, funcionam melhor em situações em que o solo dispõe de uma nutrição adequada e balanceada. "Nessas condições, foi observado um aumento de produtividade de 5% até 20%, dependendo da espécie", quantifica o agrônomo Daniel Zandonadi, que pesquisa a ação do húmus líquido na fisiologia das plantas, principalmente hortaliças.
No caso do húmus, além de ser um importante fertilizante orgânico, que fornece nutrientes essenciais para o desenvolvimento da planta, ele possui moléculas semelhantes à auxina, um hormônio vegetal que contribui para o enraizamento mais vigoroso, com maior quantidade de pelos absorventes e raízes laterais. A vantagem de se aumentar a área superficial das raízes das plantas está relacionada a uma maior facilidade de absorção de nutrientes e de água, o que torna as plantas mais tolerantes à seca.
Há diversas categorias de substâncias que possuem ação bioestimulante, além do húmus, entre elas: inoculantes microbianos (bactérias, fungos, leveduras), aminoácidos ou hidrolisados de proteínas, e extrato de algas. Em geral, os bioestimulantes comerciais estão sendo utilizados para aumentar a tolerância das plantas aos estresses ambientais e melhorar a eficiência de absorção de nutrientes.
Nas pesquisas realizadas no Laboratório de Nutrição de Plantas da Embrapa Hortaliças (DF), o húmus foi produzido por meio da decomposição de restos vegetais, especialmente hortaliças e frutas, pelas minhocas. Nesse processo, observou-se uma concentração desejável de auxina.
Utilização criteriosa
Em todo caso, nessa etapa, foi constatado que a quantidade do hormônio vegetal presente no húmus ocasiona um efeito positivo nas plantas. "Porém, a utilização desse fertilizante não pode ser trivial, visto que uma concentração inadequada pode causar efeitos inibitórios ao invés de ação estimulante. Assim, recomendações específicas são necessárias para evitar resultados indesejáveis para o agricultor, como inibição do crescimento vegetal e da absorção de nutrientes", pondera Zandonadi.
Para definir o mecanismo de ação do bioestimulante oriundo do vermicomposto e comprovar os efeitos benéficos para o desenvolvimento das plantas, uma enzima chamada ATPase foi a chave para a resolução do problema. A ativação dessa enzima é indispensável para o enraizamento das plantas e, por isso, ela foi o ponto de partida para averiguar a atividade bioestimulante do húmus líquido.
De acordo com o agrônomo, o grande diferencial do estudo foi a proposição de um método rápido e simples de detecção da atividade bioestimulante do vermicomposto. "O processo de identificação da auxina é complexo e difícil de ser realizado em larga escala. Por isso, adaptamos um método para relacionar o aumento da atividade da enzima ATPase às ações bioestimulantes do hormônio vegetal auxina presente no húmus", explica.
A partir de procedimentos bioquímicos realizados no laboratório, foi possível confirmar que os produtos testados ocasionaram a ativação da enzima ATPase. "A proposta de mecanismos de ação para bioestimulantes dessa natureza passa pela ativação dessa enzima que, por sua vez, vai estimular a absorção de nutrientes e o enraizamento vigoroso. Em linhas gerais, se a enzima for ativada, é sinal de que há atividade bioestimulante no húmus", recapitula Zandonadi, cujas perspectivas futuras consistem em compreender mecanismos de ação de diferentes fertilizantes orgânicos para propor à comunidade científica métodos para identificar as ações supostamente estimulantes desses produtos.
Morango por três anos ininterruptos
Fertilizantes orgânicos alternativos, fáceis de produzir nas propriedades rurais e de alto valor nutricional e biológico, são muito demandados por horticultores que optam pela produção de base ecológica. A utilização de húmus líquido, aplicado via fertirrigação ou por pulverização foliar, pode contribuir para o melhor desenvolvimento e maior produtividade de hortaliças.
O produtor orgânico de morango Carlos Castro, do Distrito Federal, teve um resultado muito satisfatório ao adicionar o húmus líquido na água de irrigação por gotejamento da lavoura suspensa da hortaliça. "Além de a produtividade ter aumentado em torno de 40%, as plantas de morango, que possuem uma longevidade aproximada de um ano, ficaram três anos produzindo sem interrupção", comemora o agricultor, ao acrescentar que as plantas são saudáveis e sem deficiência de qualquer nutriente.
Para o agrônomo Daniel Zandonadi, o uso do húmus líquido resulta em um aumento de produtividade porque, além de fornecer todos os nutrientes que a planta precisa para completar seu ciclo, ele também contribui para a melhoria das condições do solo, principalmente em relação às características físicas, químicas e biológicas, que são deterioradas com as técnicas intensivas de preparo e manejo do solo. "Somado a isso, há ainda a ação bioestimulante de moléculas promotoras do crescimento que facilitam a ativação de mecanismos da planta responsáveis pela absorção dos nutrientes", sintetiza ao pontuar que para reduzir o impacto ambiental das atividades agrícolas, é preciso adotar práticas que contribuam para a sustentabilidade dos sistemas produtivos.
Premiação
A pesquisa conduzida na Embrapa Hortaliças sobre a ação bioestimulante do húmus líquido foi contemplada com a menção de trabalho mais relevante da 16ª edição do Congresso Mundial de Fertilizantes, realizada em outubro de 2014, no Rio de Janeiro (RJ). O pôster foi apresentado pela bolsista do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) Lisanne Caixeta, que é orientada pelo agrônomo Daniel Zandonadi.
"O cenário atual exige práticas sustentáveis e a proposta inovadora foi determinante para o destaque do trabalho no Congresso", opina Lisanne, ao se referir ao novo método para detecção da atividade bioestimulante do húmus líquido. Essa linha de pesquisa já havia sido contemplada com o primeiro lugar na 4ª Jornada Científica da Embrapa Hortaliças, em agosto do ano passado. Na ocasião, a equipe apresentou a avaliação da atividade hormonal de bioestimulantes no tomateiro.
Paloma Cipriano ensina como fazer uma COMPOSTEIRA DOMÉSTICA. Ela mostra o passo a passo de como montar uma composteira para apartamento, casa e outros ambientes. Paloma também dá dicas do que pode ou não se colocado na composteira e como fazer adubo natural para regar as plantas da sua residência. #PalomaCipriano#TutorialDaPaloma#ExtremeMakeoverBRnoGNT
Com algumas caixas, materiais e ferragens, você vai transformar o LIXO ORGÂNICO em adubo para você regar as suas plantas. Além disso, você também vai precisar de minhocas californianas. Essas minhocas são conhecidas por serem comilonas e, por isso, realizam a compostagem muito mais rápido.
Os lixos que podem ser usados na composteira são: cascas de ovos, restos de frutas, o resto café com filtro e os sachês de chá.
Os lixos que devem ser colocados com moderação são: frutas cítricas (casca de laranja, casca de limão) e laticínios.
Lixos que são PROIBIDOS: carne e qualquer tipo de fezes.
Fazendo uma COMPOSTEIRA você também vai fazer um CHORUME DO BEM: um líquido escuro, limpo e sem odor que quando diluído em água é utilizado como fertilizante para as plantas.
COMO FAZER UMA COMPOSTEIRA DOMÉSTICA:
Materiais:
- 3 caixas plásticas organizadoras (uma pequena e duas médias)
- 1 flange ¾
- Torneira
- 1 placa de madeira pinus (cortada um pouco maior do que a base das caixas)
- 3 ripas de madeira
- 4 pés para móveis
- Parafusos
- Serragem
- Terra
- Minhocas californianas
Ferramentas:
- Furadeira com broca 4 ou 6
- Serra copo
- Parafusadeira
Passo a passo:
Com a furadeira, faça vários furos no fundo da caixa superior com 2cm de distância entre eles.Faça a mesma coisa com a tampa.
Na outra caixa média, fure o fundo e as laterais (faça furos próximos a borda inferior)
Na terceira caixa, a menor, faça um furo na parte da frente com a serra copo para encaixar a flange. Agora prenda a torneira nela.
Faça um suporte com as madeiras: comece parafusando as ripas de madeira. Fixe os quatro pés e em um dos lados, deixa um pouco mais alto (assim sua composteira vai ganhar uma leve inclinação pra frente que vai facilitar a saída do líquido pela torneira.
Com essa base montada, coloque a composteira por cima e pronto. Deixe a composteira em um lugar que não tenha sol direto e que seja arejado.
Depois disso, vamos colocar a terra na composteira. Comece fazendo uma cama de terra com pelo menos três dedos de altura na caixa do meio.
Depois, na caixa de cima, faça a mesma coisa com a terra e coloque as minhocas. Depois das minhocas, coloque o lixo orgânico. Para finalizar, coloque a serragem (sempre cubra o lixo com serragem para não ter problemas com cheiros indesejados).
Posicione as três caixas uma em cima da outra (a que tem a torneira vai embaixo, a que tem apenas terra no meio e a com as minhocas e o lixo no topo).
Quando a caixa de cima encher, você inverte com a caixa do meio e começa a colocar a matéria orgânica nela. Quando as minhocas terminarem de compostar a caixa do meio, elas vão subir sozinhas para a caixa de cima através dos buracos. Esse processo leva em torno de um mês.
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Húmus de Minhoca: o adubo orgânico mais nobre do planeta
Um solo realmente saudável é um solo vivo. Existem milhões de organismos que são fundamentais para a ciclagem de nutrientes no ecossistema edáfico. As minhocas juntamente com cupins, formigas, algumas espécies de besouros e outros insetos formam uma grande rede da macrofauna de decompositores da matéria orgânica. Alem de melhorar a estrutura do solo, a presença de minhocas aumenta a taxa de infiltração, contribui para a formação de agregados e conseqüentemente aumentando à resistência do solo a erosão. O uso de minhocas para acelerar o processo de decomposição da matéria orgânica é chamado de Vermicompostagem.
Sua alimentação é basicamente formada de partículas minerais do solo e resíduos orgânicos como restos vegetais e pequenos animais. Logo ela pode ser considerada onívora, e esse comportamento alimentar que faz das minhocas verdadeiras engenheiras do ecossistema.
Após a ingestão, o alimento passa pelo seu trato intestinal onde sofre a ação de várias enzimas e outros microrganismos presentes tais como, bactérias fixadoras de nitrogênio, catalizadores de hormônios vegetais e solubilizadores de fosfato. Desde modo, um solo com a presença de minhocas sofre alterações em seu pH, e na disponibilidade de nutrientes com destaque para o Calcio, Magnésio, Fosforo, Potássio e Nitrogênio.
No processo digestivo da minhoca, 40% da matéria orgânica consumida é utilizada para seu desenvolvimento e o restante (60%) são transformados em húmus. O que é conhecido como húmus de minhoca nada mais é que seu excremento, também chamado de Coprólito. O húmus influencia diretamente no crescimento das plantas em virtude da presença de hormônios reguladores do crescimento vegetal e ácidos húmicos. Alem disso, estudos recentes também apontam que a utilização do húmus tem um grande potencial de controle de patógenos associados a doenças de plantas, principalmente bactérias e fungos.
Só para ter uma idéia, a concentração média dos principais nutrientes no húmus fica em torno de 1,5% de N (Nitrogênio), 1,3% de P (Fosforo), 1,7% de K (Potássio), 1,4% de Ca (Calcio) e 0,5% de Mg (Magnésio).
Minhocas Vermelha-da-California (Eisenia foetida). Foto: Universidade Orgânica
Baseado nos benefícios das minhocas tanto para o solo quanto para as plantas, que muitos agricultores estão optando pela produção própria do húmus, processo conhecido como Vermicompostagem. Ou seja, uma decomposição controlada, realizada pela macrofauna do solo, neste caso, as minhocas.
Um exemplo de sucesso de criação de minhocas e produção de húmus é o do Sitio Duas Matas, localizado no município fluminense de Varre-Sai, bem na divisa com o município de Guaçuí, Região do Caparaó Capixaba.
Alem da criação de minhocas, o Sítio produz milho e araruta. Toda a administração do minhocário é realizada pelo gerente produção Maxwel Lopes que me explicou todas as etapas do processo produtivo do húmus.
Apesar de ter o minhocário a mais de 8 anos, a criação intensiva para a produção de húmus teve inicio em 2010. Maxwel explica que o processo de vermicompostagem tem 4 etapas.
Maxwel Lopes mostrando o canteiro de produção. Foto: Universidade Orgânica.
Na primeira etapa ocorre a maturação do esterco bovino, onde ele passa por um processo de pré-compostagem. “Aqui é o principio de tudo, o esterco recém chegado fica aproximadamente 30 dias na quarentena passando da cor esverdeada para uma cor preta, pois está quase ficando curtido.” “De dois em dois dias o esterco é revirado até completar a fermentação, sempre observando a necessidade de água. No final de 30 dias ele já perdeu aproximadamente 40% do seu volume” A 1ª etapa é quando o esterco de curral cru é deixado fermentar sempre mantendo uma umidade numa faixa de 50 a 70%.
Após a 1º etapa é feito um teste medindo a temperatura da pilha de esterco, se a temperatura estiver estabilizada significa que já pode ir para os canteiros diretamente para ser colonizado pelas minhocas. “Esse é o processo mais rápido que tem para preparar uma comida para as minhocas e transformar em húmus, mas existem outros materiais que podem ser adicionados ao esterco para enriquecer o húmus” – Explica Maxwel.
Local de maturação do esterco bovino fresco. Foto: Universidade Orgânica
Essa é a segunda etapa quando é feita a compostagem orgânica, utilizando alem do esterco, outros resíduos orgânicos disponíveis no Sítio. Na propriedade rural quase todos os resíduos orgânicos são aproveitados. “Na compostagem a gente usa vários materiais aqui da natureza, restos de jardim, resto de silagem, palha de café, grama forrageira, tudo isso a gente mistura no pátio e a partir de 120 dias o composto orgânico fica pronto para ser servido as minhocas.”
Então são dois caminhos para elaborar o substrato que será transformado em húmus pelas minhocas. O primeiro é a utilização do esterco puro curtido e o segundo, o fornecimento da compostagem que leva mais tempo para ficar pronto, porem produz um húmus de melhor qualidade. “O que faz o húmus ficar melhor é quanto mais diferenciado for os materiais utilizados na produção de alimentos para as minhocas” – ressalta Maxwel.
Pátio de compostagem. Foto: Universidade Orgânica
Na terceira etapa do processo, depois do alimento das minhocas pronto, tanto o esterco puro, quanto o composto orgânicos são colocados em canteiros de alvenaria, que são chamados de “cochos”. Os canteiros tem 1 metro de largura e 0,40 m de altura. As minhocas são colocadas sobre o canteiro, numa proporção aproximada de 0,5 a 1kg por metro quadrado. Como elas se alimentam sempre da parte superior para a inferior, a cada trinta dias é coletado manualmente uma parte do húmus.
As minhocas são extremamente sensíveis a luz, ao excesso de umidade, e a temperatura então cada canteiro recebe duas coberturas, uma para diminuir a incidência de luz e uma cobertura mais alta para abrigar de chuvas. É nessa etapa que se deve ter o máximo de cuidado, pois a faixa de temperatura de desenvolvimento normal das minhocas deve fica de 15 a 33˚C, e umidade relativa de 75 a 88%.
A principal espécie de minhoca para a produção de húmus é a foetidEiseniaa, conhecida vulgarmente como Vermelha-da-California, é uma espécie exótica mais apropriada para a produção de húmus. Mas existem outras como a Eudrillus eugeniae(Noturna Africana ou Minhoca do Esterco).
Canteiros de produção. Foto: Universidade Orgânica
Após a coleta do húmus, inicia-se a quarta etapa do processo que é a secagem e embalagem para venda. A secagem é feita a sombra até atingir 30% de umidade, então é embalado em sacos plásticos de 2 a 30kg, e armazenados em local fresco e a sombra.
O húmus é utilizado por horticultores da região principalmente em cultivos de tomate para mesa. É comercializado também em lojas de jardinagem para uso doméstico em pequenas hortas e plantas ornamentais. Há mercado também para venda de minhocas e casulos para alimentação de animais e outros minhocários.
Local de armazenamento do Húmus. Foto: Universidade Orgânica
A vermicompostagem é uma forma de substituir o uso de fertilizantes sintéticos e aproveitar toda a matéria orgânica disponível para produzir um adubo orgânico de extrema qualidade. No caso do Sitio Duas Matas, o esterco de curral ainda é todo comprado de pecuaristas da região, mas o plano é integrar com a atividade de pecuária leiteira reduzindo ainda mais o custo de produção. Segundo Maxwel, todos os cuidados são tomados no momento da seleção de fornecedores de esterco, pois as minhocas são sensíveis a qualquer tipo de agrotóxico e excessos de antibióticos utilizados nos animais que podem passar para o esterco, provocando a morte das minhocas.
A integração das atividades utilizando a vermicompostagem dentro da unidade produtiva aumenta a reciclagem de nutrientes, reduz os custos de produção, aumenta a fertilidade do solo, a resistência das plantas a insetos-praga e doenças, alem de produzir alimentos num ambiente equilibrado e de forma sustentável.
Temos matrizes de minhoca para venda. agropanerai@gmail.com
Gostou do artigo, ficou alguma dúvida ou quer dar alguma sugestão? Pode comentar que eu respondo com maior prazer.
Que tal transformar os seus restos de comida em adubo para
suas plantas?
Você pode fazer isso por meio da compostagem! A
compostagem é um processo no qual a matéria orgânica se decompõem e se
transforma em nutrientes que podem ser aproveitados pelos vegetais. Mas a
compostagem não é apenas uma boa estratégia para que você se livre de
comprar fertilizantes, ela é uma excelente maneira de reduzirmos a
quantidade de resíduos (lixo) que vão para os aterros, o que é de suma
importância!
Como vocês sabem, o lixo traz muitos problemas, então quanto menos
resíduos mandarmos para os aterros, melhor! O Brasil produz 260 mil
toneladas de resíduos por dia, sendo que apenas 14% desse total são
realmente não reaproveitáveis, ou seja, 86% desses resíduos não
precisariam estar sendo descartados. Muitos dos matérias que jogamos
fora poderiam ser reciclados e o lixo orgânico poderia ser usado na
compostagem. Mais da metade dos resíduos produzidos, 51%, são formados
por resíduos orgânicos (dados do CEMPRE, 2012). Então pensem só, se
adotarmos a compostagem, vamos mandar para os aterros METADE da
quantidade de lixo que enviamos hoje.
Que tal então você começar a fazer compostagem do seu lixo orgânico
em casa? Da para fazer tanto em casas como em apartamentos. Vamos ver
como?!!!
Existem duas maneiras de fazer compostagem em casa. Uma delas é
utilizando minhocas e a outra não. O que muda é que a compostagem com as
minhocas é mais rápida e gera um adubo melhor. Mas a elaboração da sua
composteira vai ser igual. O ideal é montar um sistema com três caixas
empilhadas. Você vai colocar os restos de comida na caixa de cima.
Quando esta estiver cheia, você troca a caixa de cima e a caixa do meio
de lugar. Nunca coloque restos na caixa de baixo, ela serve para que o
chorume que escorre das caixas de cima se acumule. As duas caixas
digestoras são furadas no fundo para facilitar o fluxo das minhocas e do
chorume. É bastante útil se a caixa coletora possuir uma torneira para
facilitar a retirada do chorume. A composteira deve ficar em local
protegido do Sol e da chuva.
Geralmente, quando você termina de encher a segunda caixa, os restos
que foram colocados na primeira já foram compostados e já podem ser
utilizados como adubo.
Você pode comprar este tipo de composteira já pronta (eu comprei a minha no site www.ecoisas.com.br),
vem com as minhocas e tudo! Hahaha, sim, até minhocas já se manda pelo
correio! Kkkkkk! Mas você mesmo pode elaborar a sua composteira, usando
bombonas de plástico, caixas de madeira ou o que a sua criatividade
mandar! Se você mora em casa e tem espaço no quintal pode optar por
outros tipos de composteiras, como cercadinhos de tela ou tijolos.
O tamanho das composteiras depende do tamanho da sua família e da quantidade de resíduos que vocês produzem.
Infelizmente nem todos os restos de comida devem ser colocados na
composteira, alguns porque são de difícil decomposição, outros porque
atraem muitos insetos e outros porque alteram muito o pH do adubo. Mas a
boa notícia é que você pode e deve usar na compostagem também os restos
de jardinagem, guardanapos e jornais.
Tem uma coisa muito importante que você precisa fazer para que a sua
compostagem funcione. É colocar camadas alternadas de resíduos ricos em
nitrogênio e resíduos ricos em carbono. Calma, não se preocupe que é
fácil identificar! Os ricos em nitrogênio são basicamente os restos de
alimentos, como as cascas de frutas. As folhas ainda verdes do jardim
também entram nesta categoria. Os ricos em carbono são basicamente os
resíduos secos ou acastanhados, como folhas secas, galhos e também o
papel.
Para facilitar, a seguir tem uma tabelinha com os resíduos que você
pode colocar na composteira que são ricos em carbono, os que são ricos
em nitrogênio e os resíduos que você não deve colocar (clique na figura
para ampliar).
Sempre que você for colocar novos resíduos, antes dê uma revirada nos resíduos que já estavam na composteira.
Tem duas coisinhas que você pode fazer para evitar mau cheiro e
insetos. A primeira é sempre fazer a camada que fica por cima com
resíduos ricos em carbono. A segunda é colocar na composteira os seus
restos de pó de café, inclusive o filtro de papel usado.
O nível de umidade não deve ser nem muito baixo nem muito alto. Se
você perceber que está tudo muito molhado, coloque a composteira durante
alguns minutos no Sol. Se estiver seco demais, borrife água entre os
resíduos.
Os microrganismos que vão fazer a decomposição dos resíduos precisam
de oxigênio, então é importante que sua composteira tenha alguma entrada
de ar, como orifícios ou você pode deixar a tampa aberta alguns minutos
todos os dias.
Se você optar pela composteira com torneirinha, você pode usar o
chorume como fertilizante também. É só diluí-lo com água na proporção de
9/1, ou seja, pegue um recipiente e preencha 90% dele com água e os
demais 10% com o chorume. Aí é só colocar em um regador ou borrifador e
colocar nas plantas.
Quanto menor o tamanho das partículas dos resíduos, maior a
facilidade dos microrganismos em decompô-las. Então sua compostagem vai
ser mais rápida se você picar (com as mãos mesmo) os resíduos que
colocar na composteira.
Evite o excesso de cascas e polpas de frutas cítricas e cascas e
restos de cebola e alho. A razão é que esses resíduos modificam o pH do
minhocário e prejudicam tanto as minhocas quanto a qualidade do adubo
produzido. Você pode colocar estes itens, só cuide para não colocar em
excesso.
Não é aconselhável o uso de resíduos de jardinagem tratados com pesticidas.
Bom, eu moro em um apartamento, mas meus pais moram em uma fazenda,
onde temos duas composteiras. Então, como vou para a casa deles toda
semana, guardo meus resíduos orgânicos compostáveis em um pote dentro da
geladeira e uma vez por semana estes resíduos vão para as composteiras
na casa dos meus pais. Uma de nossas composteiras é esta comercializada,
que mostrei para vocês o site. Ela fica em um pequeno galpão de
material próximo a casa. Deixamos perto da pia na cozinha um lixeirinho
só para o que vai para a compostagem. Uma vez por dia colocamos o que
está no lixeirinho na composteira do galpão. Temos também uma
composteira maior, como se fosse um container construído com madeira,
com uma tampa e um respiradouro em cima. Nesta composteira vão resíduos
maiores da fazenda, como galhos, frutas que caíram por estarem
amadurecidas demais etc.
O processo de compostagem pode demorar de 3 a 12 meses, depende muito
do seu cuidado a respeito de tudo que foi colocado aqui. Se sua
compostagem não der certo logo de cara, não desanime. Conforme a gente
vai mexendo com a compostagem, vai aprendendo o que da certo e o que não
da.
A utilidade do adubo está no fato de que ele é um excelente
fertilizante natural, pois melhora de forma bastante significativa as
propriedades físicas, químicas e biológicas do solo. O adubo resultante
da compostagem devolve à terra os nutrientes de que ela necessita, como
nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio, magnésio, enxofre, ferro, zinco,
cobre, manganês, boro e outros, evitando o uso de fertilizantes
sintéticos. O adubo de compostagem pode ser aplicado em hortas, na
produção de mudas, ou mesmo em plantas ornamentais. A prática da
compostagem pode facilmente ser executada também em escolas,
restaurantes, hotéis, áreas de atividades agropecuárias e diversas
outras organizações.
É isso pessoal, se vocês puderem dedicar um pouco do seu tempo para
fazer a compostagem de parte dos seus resíduos vão estar ajudando muito o
meio ambiente, diminuindo o lixo nos aterros e devolvendo muitos
nutrientes para as plantas!
Para terminar quero cumprimentar duas amigonas minhas que fizeram o
mestrado de Engenharia Ambiental comigo, Bruna Grosch Schroeder e Zaira
Chiodini Pedri!! Tudo que vocês leram neste post faz parte de uma longa
pesquisa que fizemos para a disciplina de Gestão de Resíduos Sólidos! Então muito obrigada às duas!!!!
A carência de nutrientes no solo e a baixa qualidade de pastagens
tropicais tornaram-se desafios para pesquisadores e produtores. São
raros os casos de emprego de leguminosas consorciadas com capins em
regiões tropicais. No Brasil já existem duas experiências que vêm dando
bons resultados. Na Amazônia, por exemplo, já se tem dois casos que
merecem destaque: a puerária e o amendoim forrageiro. O uso de uma
leguminosa pode contribuir para o aumento da produção de carne e leite
na região.
A equipe da Embrapa Acre, diz que o amendoim-forrageiro, planta que
apresenta até 22% de concentração de proteína, taxa quase três vezes
maior que a encontrada em capins, e capacidade de produção de matéria
seca em torno de 20 toneladas por ano. Por esta razão, o uso do
consórcio de leguminosas e capins adequados à região, associado a outras
técnicas simples e acessíveis ao pequeno produtor, aumenta a capacidade
de suporte das pastagens para até três cabeças por hectare.
De acordo com Judson Valentim, pesquisador da Embrapa Acre, a
indicação desse consórcio atende a três questões chaves para a
sustentabilidade da pecuária na Amazônia:
1) diversificação do pasto
como medida de contenção do ataque de pragas e doenças;
2) alternativa
para o problema da mortalidade do capim brizantão;
3) maior capacidade
de suporte para os casos de intensificação da pecuária.
Reciclar, diminuir e transformar o seu próprio lixo doméstico ou da empresa em que trabalha são algumas das sugestões feitas à população pela campanha lançada pela Prefeitura de Curitiba. Todas as peças publicitárias têm o terapeuta Dr.Sigmundo como protagonista.
“Bastam atitudes simples, que não exigem custos extras, mas apenas uma mudança de hábito que deve partir de cada cidadão”, explica o secretário municipal do Meio Ambiente, Renato Lima.
Uma das sugestões é a transformação do lixo orgânico em adubo. O processo de compostagem, que é simples e pode ser feito em casa, beneficia o próprio morador, a cidade e o meio ambiente, pois diminui drasticamente a quantidade de lixo enviado aos aterros.
A sugestão é que se aproveite ao máximo as sobras de alimentos, como talos, cascas, sementes, raízes e folhas para o preparo de receitas. Mas as sobras inadequadas ao consumo, como cascas de ovos, frutas estragadas e borra de café, podem ir para a compostagem, gerando uma poderosa fonte de nutrientes para jardins, hortas, vasos e floreiras. Outros resíduos, como erva de chimarrão, restos de cortes e palha, também podem se transformar em composto orgânico.
“É muito fácil e totalmente possível fazer a compostagem doméstica, mesmo para quem mora em apartamento ou numa casa sem quintal”, explica o chefe da Unidade de Agricultura Urbana da Secretaria Municipal do Abastecimento, Edson Rivelino. Neste caso, o processo deve utilizar caixas, vasos, potes ou garrafas pets e a prioridade são os resíduos como folhas e ervas.
“Há muita gente em Curitiba praticando a agricultura urbana, o que inclui a compostagem”, informa Rivelino. Ele explica que a Prefeitura de Curitiba incentiva, orienta, fornece insumos e acompanha hortas urbanas, sejam elas comunitárias, caseiras ou institucionais. “Atualmente, há cerca de 1,3 mil espalhadas pela cidade sob nosso acompanhamento e orientação e, em cerca de 70% delas, se pratica a compostagem”, diz.
Para os interessados em começar, a Secretaria Municipal do Abastecimento informa que há três maneiras de realizar o processo: colocando os resíduos em pilhas, enterrados ou em recipientes, indicado para quem não tem um espaço ao ar livre (veja orientações mais detalhadas abaixo).
O especialista lembra que deve se evitar as gorduras animais, pois são de difícil decomposição, como também restos de carne e alimentos com sal, por atrair insetos e exalar mau cheiro. “Materiais como revistas e jornais também devem ser evitados na compostagem, pois têm decomposição mais lenta. Os mesmos podem ser encaminhados para reciclagem”.
Campanha
Filmes de TV e peças para mídia impressa, mobiliário urbano, busdoor e caminhões de coleta da nova campanha reafirmam a vocação de Curitiba em inovar nas questões ambientais. Em 1989, a cidade foi a primeira capital brasileira a contar com a coleta seletiva de lixo. Dois anos depois, Curitiba lançou o Câmbio Verde, programa pioneiro na troca de recicláveis por alimentos, mais tarde implantado em diversas cidades.
A proposta agora é reduzir. Curitiba produz diariamente 1,8 mil toneladas de resíduos, o que significa que cada morador da cidade descarta, em média, um quilo por dia. Quanto maior a produção de lixo, mais a natureza fica sobrecarregada. Por outro lado, se cada cidadão fizer a sua parte, a situação pode melhorar muito.
Orientações:
Compostagem em sistema de pilhas:
• O material orgânico deve ser amontoado até formar uma pilha de aproximadamente 2 metros de comprimento, 1,5 metro de largura e 1 metro de altura, alternando camadas de 20 centímetros de materiais secos com materiais mais ricos em nitrogênio (folhas, restos de cozinha).
• Pilhas com dimensões mais reduzidas não promovem faixas de temperatura ideais para que o processo de decomposição ocorra de forma adequada.
• Ao montar as camadas vá molhando cada uma delas, mas sem encharcar.
• Para enriquecer o composto você pode utilizar, entre as camadas, materiais como: cinza (pouca quantidade), terra fértil, fosfato de rocha, calcário, finamente polvilhados.
• Proteja a pilha com palha e revire-a a cada 15 dias, começando na segunda semana.
• O composto ficará pronto para uso após um período de 90 a 120 dias.
Compostagem em sistema de enterro:
• Deve ser aberto um buraco no chão, em local sombreado, onde os resíduos orgânicos serão depositados diariamente. A dimensão e a quantidade de buracos vão depender da quantidade de material orgânico disponível e da área de plantio. Recomenda-se, para hortas e jardins no quintal, a abertura de dois ou mais buracos, podendo-se utilizar medidas aproximadas de 1 metro de comprimento, 0,50 metro de largura e 0,50 metro de profundidade.
• É importante cobrir cada camada de material orgânico com uma fina porção de solo ou de palha para evitar o sol direto e para não atrair animais.
• Pode-se misturar esterco, pois acelera a fermentação e enriquece o adubo.
• O adubo orgânico somente deve ser utilizado na horta e vasos quando este estiver totalmente curtido, após um prazo de 90 a 120 dias.
Compostagem em recipientes (indicada para apartamentos e casas sem quintal):
• Quando não há disponibilidade de espaço ao ar livre para formação de pilha ou enterro dos resíduos, os mesmos podem ser dispostos em recipientes, para a fabricação do composto orgânico.
• De preferência, reaproveite baldes de plástico velho, caixas de madeira, galões de água, caixas d’água quebradas ou potes de sorvete.
• Basta depositar o resíduo orgânico no local, tendo sempre a preocupação de manter o recipiente tampado, para evitar insetos e mau cheiro.
• Faça furos no fundo do recipiente para a saída do chorume (líquido eliminado pelo material orgânico em decomposição).
• Se o recipiente estiver sobre uma superfície impermeável, coloque uma vasilha (bacia rasa) no fundo para recolher o chorume.
• O líquido pode voltar à mistura do composto ou ser diluído e aplicado nas plantas (um copo de chorume para nove litros d’água).
Não é de hoje que sabemos o quanto os fertilizantes químicos podem ser danosos à nossa saúde e ao meio ambiente. E cá entre nós, se você começou a cultivar plantas ornamentais ou uma hortinha em casa, no mínimo está em busca do ecologicamente correto e de trazer benefícios ao meio ambiente e para a sua família. Então por que não começar a utilizar os adubos orgânicos que vão direto da casa para o jardim. São ecologicamente corretos, beneficiam a saúde da sua família e não custam caro como os fertilizantes químicos encontrados no mercado. Então vamos lá!
Para começar é preciso entender que as plantas precisam basicamente detrêsprincipaisnutrientes para ficarem fortes e saudáveis, são os macronutrientes: Nitrogênio (N), Fósforo (P) e Potássio (K). Você já deve ter notado que na embalagem dos fertilizantes químicos aparecem três números grandes, como por exemplo 10-10-10 ou 4-14-8. Isto nada mais é do que a representação das quantidades de N, P e K.
O nitrogênio é necessário para auxiliar no crescimento e partes verdes como as folhas, fósforo para flores e frutos e o potássio auxilia na saúde geral da planta. Sendo assim, não seria mais fácil utilizar o fertilizante químico?Negativo! Além dos macronutriente também são necessários micronutrientes comoCobre (Cu), Ferro (Fe), Molibdênio (Mb) e outros. A grande realidade é que dentre os diversos fatores essenciais à vida das plantas, precisamos destacar o ciclo que envolve grande diversidade de bactérias, insetos, fungos, vermes, e outros aspectos como aeração, drenagem e acidez do solo. Ou seja, quando você utiliza adubação orgânica, este ciclo acontece naturalmente. Por outro lado, a utilização de adubação química pode prejudicar muito este ciclo que carinhosamente chamamos de “Biota”.
Agora que você já entendeu qual a importância da adubação orgânica, podemos ir direto ao ponto. Veja quais são os melhores fertilizantes orgânicos que iriam para o lixo e agora vão adubar suas plantas.
Esta é uma excelente fonte de nitrogênio (N), porém aumenta a acidez do solo, ou seja, ela vai ser muito útil para corrigir solos mais alcalinos ou para fazer adubação em plantas que gostam de solos mais ácidos como por exemplo, hortênsias, rosas, magnólias e mirtilos. A borra do café é um prato cheio para as minhocas e como você deve saber, minhocas melhoram aaeração e produzem o húmus que é riquíssimo para suas plantas. ( Obs: É necessário secar a borra antes de aplicá-la; Caso queira utilizar a borra na horta, certifique-se de colocar o mais distante que puder das raízes das plantas, o ideal mesmo é colocar em um minhocário e depois aplicar o húmus)
Adiciona fósforo (P), potássio (K) e cálcio (Ca) às suas plantas. Basta enterrar uma casca no solo ao lado da planta e esperar para que ela se decomponha. Você pode congelar as cascas que vão sobrando e utilizá-las quando achar que for necessário. Outra ideia bacana é mergulhar em água por 2-3 dias e depois fazer uma adubação foliar com o auxílio de um pulverizador.
São capazes de suprir toda a necessidade de cálcio (Ca) para o desenvolvimento celular das plantas. Se você já observou podridão em seus tomateiros, possivelmente seu solo está deficiente em cálcio. Lave, deixe secar e depois bata as cascas de ovos em um liquidificador até que fiquem com aspecto de farinha, isso ajuda a evitar moscas e diminui o tempo de assimilação do nutriente. As cascas de ovos também são capazes de regular o PH do solo, tornando-os mais alcalinos e evitando a proliferação de lesmas e lagartas. Para uma assimilação de nutriente mais rápida, você pode pulverizar sobre as plantas ou usar diretamente no solo seguindo a receita:
20 casas de ovos
4 litros de água
* Ferva as cascas de ovos por alguns minutos, deixe repousar durante uma noite e em seguida pulverize diretamente na folha das plantas ou regue o solo próximo das raízes.
Esta é uma ótima maneira de se obter um fertilizante nitrogenado (N) e dar um destino para as aparas de grama que sobraram depois da poda. Veja a receita:
1 Balde de cinco litros com aparas de grama recém cortadas.
Cubra com água e deixe descansar por 3-5 dias. Depois misture 01 copo do chá em 10 copos de água pura e regue diretamente no solo. Você vai ver as suas explodirem de alegria.
São uma ótima fonte de potássio (K) e ainda possuem a maioria dos nutrientes essenciais que as plantas precisam para o desenvolvimento. As cinzas de madeira tornam o solo mais alcalino e mais arejado, então evite usá-las em plantas que prefiram solos mais ácidos e argilosos. Você pode obter cinzas em lareiras e fogueiras, basta verificar se outros materiais não foram queimados junto com a madeira.
O sal de Epsom pode ser encontrado facilmente em farmácias e além de incorporar importantes nutrientes como magnésio (Mg) e enxofre (S) ao solo, é conhecido por dar às plantas uma cor verde profunda. Este é especialmente bom para tomateiros e roseiras, mas também pode ser utilizado em forma de chá para pequenas mudas que precisam ser transplantadas. Veja a receita: