Vermicompostagem ou minhocários

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Solução para o lixo orgânico: Minhocário


projeto minhocasa

Confecção de um minhocário !


Minhocario
fonte: ESAM


Materiais necessários para cada minhocário:

Uma garrafa pet de 2 litros e uma menor de água mineral brita ou pedrinhas, terra, saco de lixo preto, minhocas.

Procedimentos:


No fundo da garrafa pet coloque brita (não há necessidade de furar o fundo da pet).
Sobre a brita coloque a garrafa menor (com água e tampa) dentro da garrafa pet.

Ao redor, despeje a terra e largue as minhocas.

Após terminar, utilize um saco de lixo escuro para envolver a garrafa, pois as minhocas não são acostumadas com claridade.

Não é necessário molhar, pois a garrafinha com água fornece umidade para a terra, a não ser que seja uma região de excessivo calor, molhe de vez em quando, podendo colocar alguns lixos orgânicos sobre a terra para alimento das minhocas.

Depois de dias, ao tirar o saco de volta da garrafa poderemos observar os caminhos das minhocas bem definidos.
Volte a cobrir com o saco de lixo evitando a luz para as minhocas.

Solução para o lixo orgânico: Minhocário

A idéia de fazer um minhocário para a produção de adubo orgânico em casa, está, definitivamente, aprovada pelo nosso Blog Casa Feliz. Confira a dica do Blog Eco Prático, e comece já a fazer o seu:

"Já foi-se o tempo em que o lixo doméstico era considerado um monstro de sete cabeças. Hoje em dia, podemos nos livrar de nossos resíduos pela reciclagem, pela compostagem ou até mesmo por meio de um minhocário.

Ok, minhocas talvez não sejam os animais de estimação preferidos da maioria das pessoas, porém são de extrema utilidade para o meio ambiente. Elas podem não correr atrás de uma bolinha quando você a joga para longe, mas a habilidade que têm em transformar lixo orgânico em adubo é incomparável.


minhocario

A vantagem de uma composteira à base de minhocas é que o húmus (como é conhecido o resultado da decomposição feita por elas) é um dos melhores e mais nutritivos adubos que existem. Além disso, o chorume (parte líquida) proveniente do minhocário também é um excelente biofertilizante.

É importante lembrar que tal como acontece numa composteira tradicional, é recomendável evitar a utilização de alimentos de origem animal, como carne e queijos, por exemplo. Além disso, as minhocas não se adaptam muito bem à luminosidade, por isso é importante deixar o minhocário num local longe do Sol.

Se você ficou interessado, a Morada da Floresta comercializa minhocários prontos para serem usados (apenas para São Paulo). Algumas lojas de jardinagem também vendem modelos similares ao usado no programa, com preços que variam de 180 a 250 reais. Agora, caso você seja do tipo mais independente, você pode construir o seu próprio minhocário." (Veja na postagem "Como fazer seu próprio minhocário").

Fonte: Blog Eco Prático

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Húmus de minhoca pode ser um grande parceiro do pequeno produtor rural

Divulgação/Itaipu Binacional
Foto: Divulgação/Itaipu Binacional

Adubo caseiro contém hormônios vegetais que fortalecem as plantações.

Húmus de minhoca melhora a porosidade dos terrenos
Uma alternativa simples e barata para pequenas propriedades rurais adubarem o solo é investir em um minhocário campeiro. Com a produção de húmus de minhoca é possível obter um produto de qualidade para fertilizar hortas, pomares, flores e plantas em geral sem o uso de adubos químicos e industrializados.

Húmus é todo material orgânico degradado no solo. Já o húmus de minhoca é a excreção do próprio anelídeo, que come material orgânico e acaba fertilizando a terra. Este tipo de adubo melhora a porosidade dos terrenos, reduz o risco de erosão e acelera o processo de humificação dos demais resíduos de matéria orgânica presentes no solo. Por não ser tão solúvel quanto os fertilizantes industrializados, o húmus não é levado junto com a água da chuva e possui praticamente todos os nutrientes necessários às plantas, mantendo a planta em boas condições ao longo do cultivo.

– O húmus de minhoca possui praticamente todos os nutrientes que tem o adubo mineral, desses comprados em agropecuárias Nele contém nitrogênio, fósforo, potássio, magnésio, cálcio e uma série de micronutrientes. Quando o húmus é produzido a partir de esterco, ele contém também uma serie de hormônios vegetais que fortalecem as plantações – explica o pesquisador da Embrapa, Gustavo Schiedeck.

A produção de adubo de minhoca também proporciona a sustentabilidade na propriedade rural, especialmente na agricultura familiar. Segundo o pesquisador, o húmus pode ser uma prática integradora de outras atividades, pois pode ser feito a partir de excrementos de animais, como vacas, porcos e aves, quanto de restos de colheita, capina, misturados ou não, da própria propriedade. Sem a necessidade de alta mão de obra, construir e manter um minhocário pode ser uma boa saída para pequenas fazendas.

A espécie de minhoca mais utilizada para a formação de um minhocário é a “Vermelha da Califórnia”. Essas são indicadas para a prática porque comem rápido e em grande quantidade (por dia, ingerem uma quantia de alimento que equivale ao seu peso) e reproduzem-se com facilidade (quando duas minhocas acasalam, por serem hermafroditas, ambas saem fecundadas).


– A cada três dias a minhoca coloca um casulo, onde vão nascer até três minhocas. Em 90 dias, elas estarão adultas, prontas para começar a se reproduzir. Em três ou quatro meses, o número de minhocas pode quintuplicar – assegura Gustavo.

Schiedeck também dá algumas dicas sobre como deve ser a construção e o manejo do minhocário. A primeira camada a ser colocada deve ser de minhoca e, por cima dessa, uma outra camada de aproximadamente 15 cm de esterco. Quando o esterco, ou qualquer material orgânico escolhido, tiver sido transformado em humos é hora de pôr uma nova leva de matéria prima. O húmus estará pronto quando estiver em forma granulada e quando perder o cheiro forte de esterco e ganhar um aroma de terra após a chuva.


Aprenda a fazer um minhocário de baixo custo



CANAL RURAL

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Vermicompostagem é um processo de reciclagem de resíduos orgânicos

Minhocultura

Minhocultura, ou vermicompostagem é o processo de reciclagem de resíduos orgânicos através da criação de minhocas em minhocários, oferecendo importante alternativa para resolver economicamente e ambientalmente os problemas dos dejetos orgânicos, como o lixo domiciliar. O produto final da vermicompostagem constitui num excelente fertilizante orgânico (húmus) capaz de melhorar atributos químicos (oferta, melhor retenção e ciclagem de nutrientes), físicos (melhoria na estruturação e formação de agregados) e biológicos do solo (aumento da diversidade de organismos benéficos ao solo).



Técnicas de Criação:

O local de construção do minhocário deve situar-se o mais próximo possível do mercado consumidor e da matéria-prima utilizada como substrato. Além de situar-se em uma área de fácil acesso, de preferência em locais parcialmente sombreados, mas com boa insolação, e em terrenos elevados, com pouca declividade, facilitando a construção dos canteiros e os sistemas de drenagem. Um fator limitante que devemos estar atentos na fase de elaboração do minhocário é a disponibilidade de matéria-prima e água em abundância e limpa no local, principalmente nos períodos de seca, quando é mais necessária para a irrigação dos canteiros.


Tipos de Criatórios:

- Caixas de madeira ou tonéis de 200 litros, cortados longitudinalmente, com furos na parte inferior.
- Canteiros de blocos, tijolos, madeira ou bambu, normalmente possuem 1 metro de largura por 0,30 a 0,40 cm de altura e o comprimento possível ou desejado. O piso do canteiro poderá ser cimentado ou terra batida.
- Sistema de montes com o piso em terra batida ou cimentado.


Fontes de matéria-prima:

Toda matéria orgânica de origem animal e vegetal passada pela pré-compostagem, ou seja, semi curado, livre de fermentação, pode ser usada na alimentação das minhocas. As minhocas exigem alimentações balanceadas, rica em nitrogênio, fibras e carboidratos. Quanto mais rica for à matéria-prima, maior será o sucesso econômico do seu empreendimento. Podemos utilizar como fontes de matéria-prima: estercos de boi, cavalo e coelho, restos de cultura (uma leguminosa, pois fixa nitrogênio, palha, folhas e cascas de frutas), resíduos agro-industriais (bagaço de cana), lixo domiciliar, lodo de esgoto.


Manejo do Minhocário:

A quantidade necessária de minhocas para iniciar a criação é de 1 litro, aproximadamente 1500 minhocas /m². Para um bom desenvolvimento do minhocário além de matéria-prima suficientemente rica para alimentar as minhocas, devemos proporcionar um ambiente adequado para o bom desenvolvimento e reprodução das minhocas, monitorando a temperatura (entre 20-25°C), umidade (70-85%), pH ( pH 7,0), aeração e drenagem do meio (o meio não deve ser compactado e nem encharcado). É interessante depois de preenchido os canteiros com as diferentes fontes de matéria-prima semi-curada, cobrir os canteiros com folhas de bananeiras ou restos de capina para manutenção de umidade e proteção contra incidência direta da luz solar, além de dificultar fuga das minhocas. A minhoca possui alguns inimigos naturais que devem ser controlados, dentre eles galinhas, sanguessugas, pássaros e formigas lava-pés. Se o ambiente natural não for favorável ao desenvolvimento das minhocas haverá fugas das mesmas, inviabilizando a produção do seu empreendimento.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Minhocário e compostagem em apartamento






Existem várias formas possíveis para se montar um pequeno minhocário dentro de casa, assim como as finalidades também podem variar. Nem sempre aquilo que nos dizem sobre compostagem de lixo ou sobre minhocas se aplica às nossas condições, mas o mais importante é experimentar e não desistir. No fim das contas daremos a nossa contribuição ao planeta, modesta mas muito válida.

IMPLANTANDO UM MINHOCÁRIO DENTRO DE CASA

1- Material necessário
a) Caixa com tampa – essas caixas organizadoras de plástico servem, mas se for possível optar por caixas de madeira é melhor, embora requeiram alguns cuidados extras (a madeira não pode ser tratada com certos produtos tóxicos);
b) Garfo/ancinho de jardim;
c) Folhas secas;
d) Punhado de terra qualquer e algumas minhocas.

2- Local
A primeira coisa a pensar é onde será o local de trabalho das minhocas. Se existe um pequeno pátio disponível (ideal), basta empilhar alguns tijolos em forma de chiqueirinho diretamente sobre o solo, à sombra e protegido da chuva. Infelizmente essa não é uma situação comum na cidade, no nosso caso precisaremos escolher algum cantinho dentro de casa protegido do sol e mais ou menos bem ventilado para colocarmos a nossa caixa.

3- Folhas secas, terra e minhocas
A seguir vamos até a praça ou terreno disponível mais próximo, juntamos um bocado de folhas secas (o suficiente para formar uma “cama” no fundo da caixa e para cobertura), um punhado de terra e algumas minhocas coletadas no mesmo local. A terra será importante como abrigo para as minhocas nessa fase inicial, visto que nem todas apreciam resíduos muito frescos, e também para controlar o processo de fermentação que pode acontecer.

Esses “ingredientes” iniciais garantem a inoculação do ambiente com microorganismos que também são importantes no processo de decomposição da matéria orgânica, além das minhocas. Ou seja, reproduzimos em pequena escala as condições ambientais para que o nosso “lixo” seja transformado em novos nutrientes.

4- Colocando a fábrica em funcionamento
Vamos lá! Forme uma cama de folhas secas no fundo da caixa, coloque uma parte da terra com as minhocas em um canto dela, despeje o seu lixinho orgânico que antes era levado pela coleta municipal sobre essa terra, e por cima disto espalhe o restante da terra (não precisa cobrir totalmente). Por fim, mantenha toda pilha sempre coberta com folhas secas, pois isso ajuda a regular a umidade e a manter o microclima adequado para os microorganismos .

5- Manutenção
Forme pilhas com os restos vegetais em vez de espalhar tudo pela caixa. De tempos em tempos (1 ou 2 semanas – no início do processo esse período varia muito) revire o conteúdo com cuidado – quanto menos pertubar as minhocas, melhor – e verifique a umidade. Se estiver muito seco, adicione água. Se estiver muito úmido coloque mais um pouco de terra, folhas secas ou mantenha a tampa aberta por uma noite – tente ver o que é mais adequado para a situação.

A regulagem da umidade na caixa é crucial para o bom funcionamento do sistema. Se a quantidade dos restos depositados diariamente for grande é bem provável que seja necessário drenar o chorume (liquido originado da decomposição da matéria orgânica), bastando para isso fazer um pequeno furo no fundo da caixa e colocar algum recipiente para apará-lo.

6- Possíveis problemas
a) Mau cheiro: pode ser indicativo de excesso de umidade e/ou falta de oxigênio;
b) Minhocas fugindo da caixa: pode ser que a situação não esteja favorável para elas. Verifique se a massa de matéria orgânica depositada que eventualmente tenha entrado em processo de fermentação não está muito grande, pois a temperatura pode se elevar muito – nesse caso espalhe um pouco pela caixa, se necessário coloque um pouco de terra comum seca. Verifique se há excesso de umidade. Verifique se há super população de minhocas. Se a caixa estiver parada há muito tempo pode ser que esteja faltando comida.

7- O que colocar na caixa
Podemos colocar no minhocário à vontade:
a) restos de verduras, legumes, cascas de frutas, erva de chimarrão, sachê de chá, palitos de fósforo;
em pequenas quantidades:
b) cinzas, borra de café;
colocar raramente: guardanapos de papel.
Não pode ser colocado na caixa: carnes, laticínios, restos de comida salgada ou gorduras.

Observação: Evite desperdício de alimentos, comida jamais deveria ir fora!

8- Quando a caixa encher
Se o composto não estiver em ponto de ser retirado/colhido, deixe essa caixa em repouso, retire parte das minhocas e inicie outra.

9- Colheita de húmus
O nosso composto orgânico ou húmus estará pronto quando estiver com cheiro agradável de terra, e ao pegarmos na mão percebemos que não gruda, limpando facilmente os dedos.

Dica: se quiser use uma peneira para homogeneizar o composto, ficará com uma aparência muito boa!

FONTE: http://minifundiodevaranda.wordpress.com/2009/04/19/minhocario-e-compostagem-em-apartamento/
 
http://www.minhocasa.com/

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Reciclando seu lixo e Instalando seu minhocário - passo a passo

Bom dia !
Levantamentos mostram que o Brasil produz cerca de 241.614 toneladas de lixo/dia, onde 60% são resíduos orgânicos. Em média, cada um de nós geramos 5 kg de resíduos sólidos por semana, sendo 3kg formado por resíduos orgânicos. Para se ter uma idéia, numa cidade de 50 mil habitantes teríamos 150 toneladas de resíduos orgânicos por semana, que poderiam ser transformados em adubo para as plantas. Mas muito pouco ainda é destinado para esse fim.

 O nosso lixo tem muito valor, mas precisamos transforma-lo em adubo orgânico de ótima qualidade. O processo é simples veja abaixo:

ATENÇÃO NO PRIMEIRO CICLO DE COMPOSTAGEM: A segunda caixa coletora deve ser colocada apenas quando a primeira estiver cheia.

Os passos 1 a 5 representam o primeiro ciclo do processo e os passos de 6 a 9 representam a manutenção periódica do seu Minhokas.



Passos 1 a 5 - INSTALAÇÃO



1. A caixa sem furos que e que contém a torneira deve ser posicionada abaixo das demais. Esta é a caixa coletora de chorume. O líquido produzido nas caixas furadas (digestoras) tem o nome de chorume vai para esta caixa. Coloque a caixa coletora no local que você escolheu para o seu minhocário.

2. As caixas furadas são as caixas digestoras, é nelas que o seu lixo será processado pelas minhocas. Encaixe a primeira caixa digestora por cima da caixa coletora.


3. Coloque um pouco de composto (aproximadamente 3cm) e as minhocas na primeira caixa digestora que você acabou de encaixar sobre a coletora.


4. Tampe e utilize a primeira caixa digestora como lixeira normalmente seguindo as instruções no capítulo de utilização até que esta caixa esteja cheia.


5. Quando a primeira caixa digestora estiver cheia, coloque a segunda caixa digestora por cima dela, passe a tampa para cima e passe a utilizar a segunda caixa digestora como lixeira enquanto as minhocas processam o lixo na primeira caixa digestora que ficou no meio.


Passos 6 a 9 - PROCEDIMENTO DE TROCA DE CAIXAS

6. Quando a caixa digestora de cima estiver cheia, troque-a de posição com a caixa digestora do meio que contém o composto produzido pelas minhocas enquanto você utilizava a caixa digestora de cima como sua lixeira orgânica.

7. Agora a caixa que está por cima contém minhocas e composto. As minhocas devem descer naturalmente pelos buracos se você deixar entrar luz por alguns instantes. Você pode retirar o composto da digestora superior ou deixá-lo. Você deve deixar um pouco de composto para facilitar o início de um novo processo de decomposição.

8. Passe a utilizar a caixa digestora que estiver por cima como lixeira normalmente seguindo as instruções no capítulo de utilização até que esta caixa esteja cheia.

9. Repita os passos de 6 a 9.

fonte: http://www.minhokas.com.br/instalacao/1-instalando-seu-minhokas-passo-a-passo

Assista um vídeo bem instrutivo

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Minhocário Caseiro Sustentável, alimentando Gaia

Olhem só que minhocário prático para cidades. Observem mais fotos e o texto completo em:

http://cadicominhocas.blogspot.com/2011/02/o-minhocario.html


Diferente dos minhocários comerciais, nosso minhocário é feito a partir de materiais reutilizados, que seriam considerados lixo por outras pessoas, mas que para nós é a matéria prima da construção da estrutura capaz de dar fim correto ao resíduo orgânico e gerar um húmus de minhoca maravilhoso como substrato na horta caseira.


terça-feira, 6 de dezembro de 2011

minhocário campeiro



O assunto deste programa é adubação orgânica. Você vai aprender como produzir um humus de minhoca de qualidade. E também como construir o minhocário campeiro, uma alternativa simples e barata para a propriedade

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Adote um minhocário

Hoje, estima-se que 64% de todo alimento produzido no Brasil é desperdiçado e 20% disso ocorre em nossas residências, através de hábitos inadequados. Tratando-se de um país no qual mais de 30 milhões de pessoas passam fome, essa é uma informação alarmante.
O Programa está mobilizando consumidores, que aprenderão como aplicar o conceito dos 3R e terão alternativas para tratar seus resíduos biodegradáveis em casa e no trabalho. Com isso, realizarão o tratamento in loco de até 50% do que geram de resíduos, proporcionando benefícios diversos ao meio ambiente e isentando os cofres públicos.
Em seu dia-a-dia, consumidores conhecerão ações que podem auxiliar no combate à geração de resíduos orgânicos biodegradáveis, que ocorrem de três formas: na compra, no preparo e no consumo. Também serão oferecidas informações para que se utilize, sempre que possível, os alimentos integralmente ou, pelo menos, reutilizar partes antes descartadas no preparo de novos pratos, via receitas, vídeos, dicas, etc.
Nas confraternizações de entrega dos minhocários em Florianópolis há explicações sobre o regulamento do Programa, além de intervenções de educação ambiental onde se apresenta praticamente como aplicar o conceito dos 3R para os biodegradáveis. Contamos com a participação de estudantes do Curso Técnico de Meio Ambiente do Instituto Federal de Santa Catarina – IF-SC, onde os com destaque são efetivados para participar também do acompanhamento posterior.
Como exemplo de reutilização, na confraternização se oferece bolos, sucos e chás, todos de cascas de frutas e de restos de preparos, além de geléias de bagaços, entre outras alternativas interessantes para o que geralmente é jogado fora. Contamos com a participação de estudantes de cursos de Gastronomia interessados em promover inovações nos pratos.
Dúvidas, reclamações e sugestões são feitas facilmente utilizando website, e-mail e mídias sociais. Interagir assim manterá dados em histórico, que podem ficar acessíveis aos demais, permitindo que se pesquise antes de se perguntar. A resolução de problemas que precisam de intervenção presencial é feita em visitas agendadas, algo perfeitamente viável. Mas, cabe ressaltar que isso geralmente ocorre devido ao manejo inadequado. Sendo o minhocário um sistema simples, a solução é informar para adequar o manejo, podendo ser em textos e vídeos, e para isso as mídias são mais eficientes e diminuirão bastante a necessidade de visitas.
Contando com esse fórum, consumidores poderão trocar experiências virtualmente, não dependendo necessariamente da equipe técnica. O único contato indispensável com a organização do Programa é quando o consumidor informa sobre a quantidade tratada mensalmente e o quanto se reduziu e reutilizou.

Empresas e grandes geradores de resíduos, patrocinem

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Amendoim, abóboras e calcário no sitio em Montenegro


amendoim forrageiro

Aproveitamos o feriado para descansar a mente e cansar o corpo no sítio. É muito bom notar a germinação das sementes de abóbora e melão, verificar o crescimento do amendoim forrageiro, este excelente adubo verde. Coletei umas vinte mudas de amendoim para levar ao sítio do Roberto na localidade de Itapúã em Viamão. O amendoim Forrageiro é uma leguminosa.
As leguminosas apresentam ainda a vantagem de recuperar pastos degradados. “O nitrogênio absorvido pelo amendoim forrageiro é convertido em adubo para as plantas. As folhas desta leguminosa também servem para adubar a terra, o que permite ao produtor não só recuperar o pasto, mas também preparar o solo para produção de outras culturas”.


Apliquei 25 kg de calcário , principalmente na horta e no entorno das frutíferas. O calcário é usado para corrigir o PH do solo.
O calcário para fins agrícola é utilizado para corrigir a acidez do solo. Ao mesmo tempo em que faz essa correção, o calcário também fornece cálcio e magnésio indispensáveis para a nutrição das plantas. A aplicação do calcário aumenta a disponibilidade de elementos nutrientes para as plantas e permite a maximização dos efeitos dos fertilizantes, e consequentemente o aumento substancial da capacidade produtiva da terra.
Para não perder o hábito, fui no vizinho buscar um carrinho de esterco de gado, para aplicar nas frutíferas. Já podemos observar o resultado das adubações dos meses passados, como a intensa brotação e florescimento nas pereiras, caquizeiros e cerejeira riograndense. Áté nosso pessegueiro está com alguns frutos (primeira vez). Parte do esterco coloquei no canteiro de vermicompostagem, junto com frutos caídos nas bergamoteiras e laranjeiras. Retirei dois formigueiros do canteiro de vermicompostagem, pois as formigas não gostam muito das minhocas da califórnia. Caso tivéssemos tempo poderíamos recolher uma quantidade enorme de frutos caídos no chão e alimentar ainda mais nosso minhocário. Bom, vamos fazendo o que podemos. Boa semana!

domingo, 2 de setembro de 2012

Lixo orgânico é transformado em negócio lucrativo no Brasil

por André Trigueiro*
A destinação inteligente do lixo úmido já é realidade em várias empresas do Brasil. Uma delas consegue faturamento médio de R$ 100 mil por mês.
Lixo é um negócio lucrativo, e muito positivo para o meio ambiente, desde que tratado corretamente. O que se joga fora de comida por ano no Brasil daria para alimentar 30 milhões de pessoas. É a população do Iraque.
lixo organico 300x225 Lixo orgânico é transformado em negócio lucrativo no BrasilCada um de nós gera em média um quilo de lixo por dia e mais da metade disso é matéria orgânica. São 22 milhões de toneladas de alimentos que vão parar na lixeira. Resíduos que se transformam em uma bomba-relógio ambiental na maioria das cidades brasileiras.
Abandonados a céu aberto, os resíduos orgânicos vão parar nos lixões, viram chorume, que contamina as águas subterrâneas. Gás metano, que agrava o efeito estufa. Atraem ratos, moscas e baratas, que transmitem doenças.
É nesses locais que milhares de pessoas acabam vivendo, na tentativa arriscada de ganhar a vida, mas há quem já enxergue no lixo uma maneira correta de trabalhar e excelentes oportunidades de negócio. A destinação inteligente do lixo úmido já é realidade em várias empresas do Brasil.
De restinho em restinho chega-se a cinco toneladas de lixo por mês numa fábrica de produtos de beleza. “Antes, a gente desenhava o procedimento mandando para aterro e hoje a gente utiliza nosso parceiro para fazer a compostagem, então é um ganho para sociedade”, fala o diretor da L’Oreal Brasil, Rogério Barbosa.
Numa outra fábrica de equipamentos, os recicláveis são separados num galpão e mais recentemente, o lixo orgânico também passou a ter um destino mais nobre. Sem gastar um centavo a mais. “A gente consegue evitar que vá para aterros sanitários, cerca de três toneladas de resíduos orgânicos por mês”, fala o gerente de fabricação de equipamentos da White Martins, Giovani Santini Campos.
Acompanhamos a rotina de uma das primeiras empresas do Brasil a transformar lixo orgânico em negócio lucrativo. O material é levado para um imenso galpão em Magé, na região metropolitana do Rio, onde acontece a compostagem.
“A compostagem de forma natural duraria em torno de cinco a seis meses. Com um líquido, que funciona como catalisador do processo, a gente acelera isso para em média 40 dias”, explica o diretor comercial da Vide Verde, Marcos Rangel.
Outra vantagem desse sistema é que ele reduz drasticamente as emissões de gases de efeito estufa, que provocam o aquecimento global. Nos aterros de lixo, gera-se 400 gramas de gás para cada quilo de lixo orgânico. Nas composteiras, essa emissão fica em torno de quatro gramas, por quilo, cem vezes menos.
O que antes era resto de comida vira material seco, sem cheiro ou riscos para a saúde. Misturado à terra preta, o composto é ensacado para então se transformar em um produto cobiçado no mercado de jardinagem.
Quem quiser pode produzir adubo orgânico dentro de casa. Em pelo menos cinco mil domicílios brasileiros, a Minhocasa é o destino final do lixo orgânico.
“O resíduo orgânico que a gente pode colocar dentro desse minhocário pode ser desde as cascas de frutas e verduras, os talos, como também o alimento que já foi cozido como sobra de arroz, feijão, macarrão, casca de ovo, borra de café, pão embolorado, tudo isso é bem-vindo”, conta o sócio fundador da Minhocasa, César Cassab Danna.
O sistema inspirado num modelo de política pública adotada na Austrália funciona até em apartamentos pequenos. Em caixas fechadas, que não exalam mau cheiro, as minhocas realizam de graça a conversão do lixo em adubo.
* André Trigueiro é jornalista com pós-graduação em Gestão Ambiental pela Coppe-UFRJ onde hoje leciona a disciplina Geopolítica Ambiental, professor e criador do curso de Jornalismo Ambiental da PUC-RJ, autor do livro Mundo Sustentável – Abrindo Espaço na Mídia para um Planeta em Transformação, coordenador editorial e um dos autores dos livros Meio Ambiente no Século XXI, e Espiritismo e Ecologia, lançado na Bienal Internacional do Livro, no Rio, pela Editora FEB, em 2009. É apresentador do Jornal das Dez e editor-chefe do programa Cidades e Soluções, da Globo News. É também comentarista da Rádio CBN e colaborador voluntário da Rádio Rio de Janeiro.
** Publicado originalmente no site Mundo Sustentável.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Venda de Humus, pode render um bom dinheiro.

Boa tarde! Se o esterco dos animais é um problema na sua propriedade, se as frutas e ou verduras estragaram por problemas climáticos, a produção de humus é uma solução.
No sítio do meu amigo Roberto, estamos planejando o início de uma criação de minhocas da califórnia e produção de humus. Já tenho as matrizes em casa. Caso alguém queira adquirir alguns exemplares, podemos atender.ok
 O número ideal para início de uma criação é de mil (1.000) minhocas por metro quadrado de canteiro. Elas atingem a idade adulta com 60 a 90 dias e produzem de dois a dez ovos. O período de incubação é de 21 a 28 dias.
O minhocário deve ficar em local protegido de ventos, chuvas e de insolação direta. A alimentação, meio de cultura ou substrato pode ser feita somente com esterco curtido e sem contaminação, ou, se houver disponibilidade, também com palha de capim misturada ao esterco, em partes iguais e restos de hortaliças. A água deve ser pura (sem contaminação). A umidade ideal tem de estar em torno de 75%. Para verificar isso, é só encher a mão com o substrato e apertar. Se saírem pequenas gotas de água entre os dedos, está no ponto. A temperatura, por sua vez, pode variar de 18ºC a 23ºC.
A criação deve ser feita em tanques, caixas ou montes. Para tanques, as dimensões devem ser de 40 cm de altura, 1 a 2 metros de largura e comprimento variável. As paredes podem ser feitas com tijolos e o piso com cimento, para facilitar o manejo, mas pode ser feito também na terra. Os pisos de cimento devem ter uma declividade de 2%, com drenos. Galinhas, pássaros e formigas são inimigos naturais e precisam ser controlados. Por isso, recomenda-se dispor uma pequena camada de capim em cima do substrato para proteger as minhocas. É preciso também evitar incidência de plantas invasoras.
 A transformação do substrato em meio de cultura em húmus varia de 45 a 60 dias. Após esse período, o húmus tem de ser retirado para que novo substrato seja colocado. Caso contrário, as minhocas podem morrer ou fugir. A produção média de húmus é de 350 kg por metro quadrado. A venda desse adubo natural é feita principalmente para floriculturas, viveiros de mudas, supermercados.
A criação em cativeiro tem como objetivo a venda de minhocas para reprodução, isca, produção de húmus ou alimentação para animais. A espécie mais adaptada às condições de cativeiro é a Vermelha da Califórnia (Eisenia phoetida), por ser bastante rústica e muito produtiva. Uma colônia com  mil e quinhentas minhocas está sendo vendida a R$ 80,00 em média, enquanto um saco com 50 kg de húmus custa de R$ 30,00 a R$ 50,00.





quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Tomate cereja no sítio em Montenegro

Bom dia ! Conseguimos colher alguns quilos de tomate cereja no sítio, neste único pé, que nasceu devido a colocação de composto no canteiro. Este composto é originário do nosso minhocário.
Incrível que sem caseiro no sítio, estamos colhendo muitas frutas e verduras.
Realmente estes tomates são muito doces e por enquanto nenhuma praga ou doença atacou esta planta.
As fotos são de 31/12/2011.
alexandre

O tomate cereja é muito saboroso e adocicado devido ao maior graus brix, que pode chegar de 9 a 12, enquanto os tomates tradicionais apresentam em média 5.
Cultivo:
O cultivo do tomate cereja é relativamente fácil, semelhante ao dos tomates tradicionais. Planta-se as sementes em bandejas-sementeiras, ou em vasos pequenos. Depois de 30 dias em média, as mudas são transferidas para o local definitivo, onde é feito o estaqueamento. A época de plantio vai de agosto a dezembro no sul do Brasil ou durante todo o ano nas regiões quentes. O amadurecimento começa a ocorrer cerca de três meses após o plantio definitivo. A colheita pode ser realizada diariamente durante até seis meses, desde que a planta não seja atingida por doenças nem pelo frio.
Produtividade:
Pode produzir 60 toneladas por hectares em boas condições e com irrigação. Em estufas, a produção é bem maior, pode-se chegar ao dobro em relação a campo aberto.
Adubação:
Devido o tomate ser muito suscetível ao ataque de pragas e doenças por natureza, a adubação é de extrema importância, pois fornecendo os nutrientes adequados, teremos uma planta mais resistente, vigorosa e produtiva.
Irrigação:
A irrigação é de grande importância. A irrigação mais indicada para áreas comerciais é a por gotejamento localizada, pois a mesma é a que apresenta melhor eficiência e permite a fertirrigação, aonde os nutrientes são diluidos na água e aplicados na irrigação, com isso você pode aplicar parceladamento os nutrientes, assim aproveitando melhor os mesmo e evitando perdas por lixiviação, volatização, etc.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Produção de húmus deve começar aos poucos

O que é necessário para iniciar uma produção de húmus de minhoca?

Ricardo Viana Longo da Silva, Presidente Prudente, SP

O húmus, que é o excremento da minhoca, é utilizado como fertilizante, corretivo e estruturador do solo, sozinho ou combinado com adubos químicos.



É aconselhável iniciar a cultura aos poucos, até que o produtor ganhe experiência e conheça melhor a demanda local. Quem dispõe de pouco espaço pode usar caixas de madeira como canteiros de criação, que depois poderão servir como berçários. A primeira coisa a fazer é separar uma área para curtir o esterco, nivelando o solo. Não é necessária nenhuma construção para a esterqueira. Nela, mistura-se o esterco com palha, sabugos de milho, folhas de bananeira ou restos de frutas e vegetais. A mistura deverá permanecer no local por 30 dias, sendo revirada semanalmente.


O ideal para começar um minhocário é construir dois canteiros de 10 a 20 metros de comprimento, um de lar-gura e de 30 a 40 centíme-tros de profundidade. O melhor canteiro é o de alvenaria com fundo de terra batida, para facilitar a drenagem. Os canteiros deverão estar cheios de esterco curtido quando as minhocas chegarem. Estas devem sempre ser compradas de um criador idôneo. Quanto maior a quantidade de minhocas, mais rápido é o consumo de esterco e, portanto, maior a produção de húmus. Quando o esterco acabar, o conteúdo do canteiro deve ser peneirado e as minhocas transferidas para outro canteiro com novo esterco curtido. O local da criação deve ser ensolarado, pois umidade e sombra favorecem a proliferação de sanguessugas e outros predadores.



Consultora: MARIA ISABEL LEVIT, minhocultora, Rua Paulistânia, 46, apto. 101-C, CEP 05440-000, São Paulo, SP; tel. (11) 3672-5761; isaaclevit@ig.com.br

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

A Horta da Tia ADELI

Boa tarde!
Desde maio deste ano, estou colaborando com a tia adeli, em sua pequena horta.É um espaço de 5 por 4 metros, onde plantamos alfaces, almeirão, tomate, couve, repolho, salsa, moranguinho, mangerona, quiabo,etc...
Vale a pena este trabalho?
O fato de cultivar a terra já é um motivo de tirar o estresse!
 Mas botando na ponta do lápis, gastamos R$ 3,00 com 36 mudas de alface, mais R$ 10,00 com dois sacos de esterco (curtido) bovino, dá um total de R$ 13,00. Há uma perda de mudas na ordem de 30% , pois os passáros comem também, as lesmas danificam os vegetais e alguma muda ruim que morre.
Em 45 dias começamos a colher as alfaces, que depois das perdas ficaram aproximadamente no número de 25 unidades. No supermercado o preço das alfaces mais baratas é R$ 1,00 chegando a R$ 2,00. Calculando por R$ 1,00 teremos R$ 25,00; diminuindo nossos custos, tivemos um lucro de R$ 12,00.
Claro não contabilizei a mão de obra, mas neste pequeno espaço uma hora por semana é mais que suficiente.
Ganhamos algumas mudas de couves e morango da vizinha, isto é parceria.
Nosso novo projeto é o minhocário, para produziimos humus para a horta. Os vizinhos já estão colaborando com resíduos orgãnicos. Mais isso é para outra postagem.


Olhem as fotos, tivemos até uma visita.
alexandre
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