Seja Bem Vindo!

"Muita gente pequena, em muitos lugares pequenos, fazendo coisas pequenas, mudarão a face da Terra". provérbio africano

Como fazer Hortas

Como fazer Horta Reciclando Pneus usados Passo a Passo.

BOM DIA! VAMOS APROVEITAR OS PNEUS VELHOS E JOGADOS NO LIXO?



Como fazer Horta Reciclando Pneus usados Passo a Passo. Técnicas agro-ecológicas. Faça canteiros criativos e preserve o meio ambiente. Cultive alimentos saudável, sem agrotóxico, uma horta orgânica e economize.

Por ano mais de 40 milhões de pneus velhos são descartados em rios, aterros sanitários, bueiros, comprometendo o meio ambiente, entupindo bueiros e causando enchentes, numa ação criminosa e impensada.

Faça um movimento na sua cidade, família, entre amigos e ajude a salvar nosso planeta. Ensine seus filhos e netos que o futuro do planeta depende da conscientização deles.




Um simples ato civilizado ajuda a mudar o rumo da história. Pneus jogados, que podem virar criadouros do mosquito da dengue (Aedes Aegypti), poluindo a natureza podem virar lindas hortas e jardins para decorar sua casa.











                                                               
Foto Artesaborsay.

É nosso dever preservar o meio ambiente. Reutilizar pneus velhos como horta doméstica é uma excelente idéia, de custo baixo, que vai ajudar a salvar nosso planeta e fazer com que tenhamos uma alimentação saudável, incentivando o cultivo de hortaliças, legumes, ervas, frutas e flores.

Sabemos que para termos uma alimentação balanceada, saudável e que ajude a manter a boa forma, livre de doenças e com muita energia, devemos abusar das verduras, hortaliças e frutas.

Cuide de você e de sua família. Economize, faça uma terapia cuidando da sua horta caseira feita com pneus usados. É só benefício que você terá. Ensine seus filhos e netos a preservar nosso planeta. O futuro agradecerá.


Para aprender fazer a horta, veja o vídeo abaixo no site:

SÁBADO, 8 DE FEVEREIRO DE 2014

Como o manuseio com a terra pode melhorar a qualidade de vida nas cidades


VEJA EXEMPLOS DE QUEM CONSTRUIU UMA HORTA, MESMO EM PEQUENOS ESPAÇOS, E ALGUMAS DICAS PARA FAZER A SUA PRÓPRIA

Como o manuseio com a terra pode melhorar a qualidade de vida nas cidades Bruno Alencastro/Agencia RBS
Foto: Bruno Alencastro / Agencia RBS
Suba as escadarias do viaduto da Avenida Borges de Medeiros. Entre no número 727. Vá até o terraço. O que irá encontrar é inusitado para o prédio de nove andares, encravado na região mais quente e barulhenta da cidade. Uma horta com culturas agrícolas reúne borboletas, passarinhos e minhocas, reproduzindo um cenário campestre em meio ao concreto do centro de Porto Alegre.
Em um antigo prédio do INSS, ocupado por moradores de baixa renda por meio de um financiamento de crédito solidário do governo federal, 42 famílias dão exemplo de como o verde pode ganhar espaço em meio ao cinza. No alto do residencial Utopia e Luta, o local a céu aberto, antes em desuso, recebeu antigas banheiras transformadas em vasos onde estão plantados tomate, rúcula, figo, alecrim, radite, uva e muito mais.
A iniciativa surgiu a partir de uma parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que auxiliou na escolha dos gêneros alimentícios, no plantio e na irrigação. A partir dali, foi diagnosticada a necessidade de uma cobertura para proteger a horta das variações rigorosas do clima gaúcho. Os responsáveis são os próprios moradores. Há três anos, o projeto foi contemplado por um edital da Petrobras para geração de renda. Então, as famílias conseguiram financiar e construir o primeiro jardim hidropônico em terraço do Brasil.
— As alfaces estão um pouco sofridas, mas rúcula, radite e manjericão estão indo de vento em popa — diz a socióloga Anna Simão, umas das administradoras do local.
Fertilizar a terra e espantar as pragas também fazem parte da lida. O trabalho requer paciência. O fato de estar na cidade não dispensa os cuidados da roça, mesmo sob o sol de quase 40°C. E como nem todos os vasos são irrigados pelos dutos automáticos da hidroponia, é necessário regar manualmente três vezes por dia. Anna transpira enquanto põe as mãos na terra para mostrar, orgulhosa, as plantas que já cresceram por ali. Depois de germinadas, as mudas podem servir para doação, venda e consumo próprio. Para os moradores do prédio, elas representam muito mais do que apenas plantas.
— Queremos mostrar que é possível transformar o cenário e o convívio entre as pessoas das grandes cidades — diz Anna.
O jardineiro fiel
Foto: Adriana Franciosi/Agência RBS 

Para compensar a saudade que sente da casa onde nasceu, em Itapuã, o bioconstrutor Clístenes Souza decidiu criar na área de serviço do apartamento em que mora, na Rua Duque de Caxias, um verdadeiro jardim. Com pedras, fontes, leguminosas, plantas medicinais, ornamentais e temperos, ele conseguiu dar ao local um ar fresco e suave de mato.
— É o lugar preferido de todos que vêm aqui. Quem passa pela porta vem direto ao jardim — diz.
Dois anos experimentando mudas de diferentes espécies e ele conseguiu desenvolver variedades de manjerona, cerejeira, pitangueira, alecrim, entre muitos outros. Hoje, são quase cem plantas que vivem no seu apartamento. No meio do caminho, alguns testes deram errado, e a ideia de ter um pé de maracujá e uma parreira, por exemplo, teve de ser abandonada:
— Faz parte de agricultura urbana. A gente vai testando, errando, acertando. A questão é não deixar de cuidar.
No dia a dia do jardineiro, não pode faltar a rega, a poda, o replantio e a adubação. Mexer na terra é uma terapia que torna a vida de Clístenes mais alegre morando no centro da cidade. Filho de agricultores, ele cresceu plantando de tudo um pouco. Depois de adulto, trabalhou em uma propriedade onde fazer jardins foi uma das suas principais missões. As plantas são quase como filhas para ele. Por isso, cuida delas até quando não está em casa, deixando um amigo ou vizinho responsável pela rega quando vai viajar.
Sofá depenado
Luz de menos, calor demais, frio extremo, viagens, pragas, desconhecimento. São vários os desafios de manter um jardim produtivo em grandes cidades. Em bairros da região central, um fator extra desafia o crescimento das hortinhas: os larápios. Na Cidade Baixa, por exemplo, uma horta comunitária de temperos foi criada pelos donos do Consultório Culinário, na Rua da República. Mesmo já tendo sido replantado diversas vezes, o jardim público, instalado dentro do assento de dois sofás na calçada, enfrenta problemas de desenvolvimento devido à ação de vândalos.
— Ou são os mendigos que sentam e dormem ali, enterram coisas, fazem o que não devem, ou são ladrões que vandalizam os temperos — diz Patrícia Guedes, sócia do restaurante.
No bairro Jardim Botânico, a horta comunitária dos moradores do Residencial Paineiras só não está ainda mais bonita porque um homem, já identificado nas câmeras de segurança do prédio, insiste em aparecer na calada da noite para passar a mão nas mudas de manjericão e espinafre.
Mais lúdido do que econômico
Você mora em apartamento ou casa? A horta será colocada em local de muito ou pouco sol? Só depois de responder a essas perguntas será possível começar o cuidadoso planejamento da sua horta. O menor espaço de cultivo pode ser um vaso pequeno. No livro O Prazer de Cultivar, os consultores de planejamento, execução e manutenção de jardins José Arimateas da Silva e Lisandre Figueiredo de Oliveira dão dicas de como você pode amar ter uma horta.
"Uma vez que você tenha ideia do que vai cultivar na horta, será preciso pensar em como monitorá-la. Aperfeiçoe sua capacidade de observação e saiba agir no momento certo", dizem os autores.
Antes de começar, lembre-se de que a função da horta urbana é muito mais lúdica e educativa do que alimentar, explica o engenheiro agrônomo João Manuel Linck Feijó, da Ecotelhado. Levando em conta o espaço, diz Feijó, tempo de cuidado e materiais, produzir alimentos em casa acaba sendo mais caro do que ir no súper e comprá-los. Mesmo assim, o aspecto filosófico justifica a sua execução:
— Um dos principais motivos para construir uma horta é o fato de ter em casa a possibilidade de produzir 5% a 10% da alimentação que se consome. É uma forma de não perder o contato com a natureza e saber de onde vêm os alimentos.
Com o ritmo apressado da vida contemporânea, a comida passou a ser adquirida embalada, congelada, ultraprocessada. Por isso, explica Feijó, a horta tem uma função lúdica e educativa, principalmente para as crianças.
Mesmo nas cidades, as hortas podem ser individuais ou coletivas. Quando em escala reduzida, normalmente no pátio de casa ou no interior dos apartamentos, o plantio ocorre em vasos, potes, latas e bacias. Mas o cuidado compartilhado de uma plantação pode unir as pessoas. É comum ver uma horta surgir ao redor de uma associação comunitária ou de bairro.
Segundo o engenheiro agrônomo Gabriel Specht, a maioria dos tratos culturais que são realizados nas cidades obedece aos preceitos da agricultura orgânica, uma vez que as áreas de cultivo são pequenas e permitem a eliminação de pragas de forma manual, sem o uso de pesticidas. Outra função da horta, esta mais social, é em relação ao significado da produção agrícola.
— Ter de respeitar o ritmo de crescimento de uma alface vai na contramão da lógica da sociedade imediatista em que vivemos, que nos ensina a simplesmente ir ao supermercado e, após passar o cartão, obter em menos de dois minutos a mesma alface — pondera.
Jardim de parede
Para quem quer começar uma pequena horta em casa, separamos três tipos simples, que podem variar de tamanho e preços, ou ser feitos por você mesmo, utilizando material reciclável. Confira, abaixo:

COMO PLANTAR
Escolha vasos com profundidade
Forre o fundo com pedrinhas ou cacos de cerâmica
Fure o fundo
Acrescente a terra ou substrato
Introduza a muda (sem destruir em volta da raiz)
Coloque terra adubada
Aperte com os dedos, sem compactar a superfície
Regue e deixe em local iluminado
COMO CUIDAR
Espaço
A horta pode ser iniciada em vasos ou pequenas bacias, mas preferencialmente deve ser montada em jardineiras. Para uma "horta interna", é importante pensar no espaço que se tem à disposição: se for restrito, o uso de temperinhos é o mais indicado. Se tiver uma boa área, alface, rúcula, espinafre, cenoura, beterraba podem ser opções (até tomateiro também).
Luminosidade
A instalação deve ser perto de uma janela ou na sacada, para permitir boa luminosidade às plantas. O ideal é de três a quatro horas de sol por dia. As hortaliças precisam de mais sol do que alguns temperos.
Água
Cada planta tem suas necessidades próprias, de acordo com espécie, tamanho, habitat e estações do ano. No inverno, recomenda-se que as regas sejam mais espaçadas. Para avaliar a necessidade de rega de modo bastante simples, basta pressionar o solo com os dedos e sentir a umidade da terra.
Podas
Em geral, as podas são feitas com finalidades estéticas, de rejuvenescimento, para dar forma, controlar o crescimento da planta e estimular a floração e a frutificação.
Adubação
Adubo orgânico é o mais completo alimento para as plantas. O adubo químico geralmente tem somente NPK, isto é, nitrogênio, fósforo e potássio, que são os três principais, mas muito pouco daquilo de que as plantas precisam para crescer.
Controle de pragas
Se a sua horta atrair bichinhos em torno das plantas, pode ser um indicativo de qualidade ambiental, pois eles só aparecem em ambiente são. Se tiver praga atacando as suas plantas, é importante controlar para que ela não destrua a produção.
Isto pode ser feito de forma manual ou com o uso de alguns fertilizantes. Há opções químicas e orgânicas.
Fontes: Gabriel Specht, engenheiro agrônomo, José Arimateas da Silva e Lisandre Figueiredo de Oliveira, no livro O Prazer de Cultivar (2009, editora Casa da Palavra)
Confira dicas de como montar uma horta em apartamento:
http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/geral/vida/noticia/2014/02/como-o-manuseio-com-a-terra-pode-melhorar-a-qualidade-de-vida-nas-cidades-4413473.html
http://videos.clicrbs.com.br/rs/zerohora/video/geral/2014/02/dicas-para-montar-uma-horta-apartamento/62147

SEGUNDA-FEIRA, 8 DE JULHO DE 2013

Como fazer inseticidas naturais

 inseticidas naturais

Agora que você já aprendeu a fazer uma horta dentro de casa, está na hora de conhecer formas de cuidar melhor dela. O Vida e Saúde e a agrônoma Elisa Vidal te ensinam a fazer inseticidas naturais, com produtos que você com certeza tem em casa. Ou seja, muito simples e barato! Tudo pra evitar aqueles bichinhos indesejáveis e, claro, os temidos agrotóxicos tão prejudiciais para a nossa saúde.
Vida-e-Saude-Verduras
Vamos às nossas receitinhas! Você pode usá-las tanto para espantar insetos e fungos, quanto de forma preventiva.

ÁGUA E SABÃO DE COCO

Bom para: Pulgão, cochonilha e lagarta
Misture 1 barra de sabão de coco ralado (100 gramas) com 2 litros de água aquecida. Dilua bem o sabão na água quente. Depois, borrife a solução na sua plantinha. Quando for consumir a verdura, é só lavar e fazer aquela salada!

SOLUÇÃO DE PIMENTA

Bom para: Pulgão, vaquinha, grilos e lagartas
Como a pimenta é um repelente natural, só de plantar ela junto com as suas verduras, ela já estará ajudando a espantar os insetos. Fazer uma solução de pimenta também é uma boa opção. Se a sua horta for grande, use 1 xícara de pimenta para render 20 litros de solução. Porém, para uma horta pequena, bata ½ xícara de pimenta com um pouco de água. Depois de coado o líquido, dilua em 5 litros de água e borrife nas plantinhas. Após borrifada a solução, espere cerca de 12 dias para consumir o alimento.

SOLUÇÃO DE ALHO

Bom para: Pulgão, cochonilha e ácaro
O alho, além de repelente, é fungicida e bactericida. Você pode fazer uma solução batendo 10 gramas de alho com 1 litro de água. Ja para ajudar no combate ao míldio, uma espécie de bolor, coloque 5 colheres de óleo mineral em 250 gramas de alho triturado. Deixe agir por 24 horas. Após esse tempo, bata com um pouco de água no liquidificador. Você pode adicionar até 5 litros de água. Adicione também sabão de coco. Depois de borrifada a solução, aguarde cerca de 36 dias para consumir a verdura.

fonte:  http://novotempo.com/vidaesaude/como-fazer-inseticidas-naturais/#comment-17288

TERÇA-FEIRA, 17 DE DEZEMBRO DE 2013

18 motivos para incentivar a agricultura urbana

Horta do Ciclista (Av. Paulista entre Bela Cintra e Consolação)

Típico da nossa sociedade compartimentada, o viaduto é uma solução pontual e ineficiente para apenas um problema. Custa muito, em geral não resolve o congestionamento, mas consegue aniquilar a qualidade de qualquer espaço urbano. Uma horta comunitária em uma praça ou uma horta para comercialização nas zonas mais afastadas do centro representa o oposto: solução quase grátis, prazerosa e sistêmica para um montão de problemas. Senhores governantes: por que investir tanto em viadutos e tão pouco em agricultura urbana?

Quando comecei a plantar comida na cidade só estava pensando no primeiro objetivo dessa lista. Aos poucos, fui descobrindo todos os outros.  

BENEFÍCIOS AMBIENTAIS
 1 Menos pressão sobre os recursos naturais – Cada pé de alface produzido no quintal ou na horta da esquina dispensa espaço no campo, transporte e embalagem. Na verdade, no caso da hortaliça-símbolo da salada, até o método de colheita muda: você só retira da planta as folhas que vai consumir naquele momento e ela continua produzindo por mais alguns meses. É urgente que as populações urbanas reduzam a demanda sobre os recursos naturais, pois as cidades hoje ocupam 2% da superfície terrestre mas consomem 75% dos recursos.
2 Combate às ilhas de calor -  Áreas pavimentadas irradiam 50% a mais de calor do que superfícies com vegetação. Em São Paulo, a geógrafa Magda Lombardo constatou que a temperatura pode variar até 12 graus entre um bairro e outro. Não por acaso, a Serra da Cantareira e a região de Parelheiros são as mais frescas da cidade: é onde a vegetação se concentra.
3 Permeabilização do solo – Enchentes e enxurradas violentas são em parte resultado do excesso de pavimentação na cidade. E simples jardins de grama, onde o solo fica compactado, não absorvem tanta água quanto canteiros fofinhos das hortas.
4 Umidificação do ar  - As plantas contribuem para reter água no solo e manter a umidade atmosférica em dias sem chuva.
5  Refúgio de biodiversidade – Nas hortas comunitárias recuperamos espécies comestíveis que se tornaram raras (como caruru, ora-pro-nobis, bertalha), plantamos variedades crioulas (as plantas “vira-lata” que têm maior variedade genética e por isso são mais resistentes às condições climáticas adversas) e atraímos uma rica microfauna, especialmente polinizadores como abelhas de diversas espécies, que estão em risco de extinção provavelmente pelo uso de agrotóxicos nas zonas rurais. Sou voluntária da Horta do Ciclista e testemunha de que as borboletas, joaninhas e abelhas aparecem em plena  Avenida Paulista quando plantamos flores e hortaliças.
6 Redução da produção de lixo – Os alimentos produzidos localmente não só dispensam embalagens (que correspondem à maior parte do lixo seco produzido) como absorvem  grande quantidade de resíduo orgânico na fabricação de adubo e até materiais de difícil descarte como pneus e restos de madeira, que são usados na delimitação de canteiros.
7 Adaptação às mudanças climáticas – A emissão descontrolada de gases do efeito estufa está tornando o clima mais instável e imprevisível, o que é péssimo para a produção de alimentos. A agricultura urbana tem sido considerada uma importante alternativa para a segurança alimentar e existem estudos indicando que cerca de 40% dos alimentos podem ser produzidos dentro das cidades.  Para saber mais veja http://conectarcomunicacao.com.br/blog/96-comida-de-amanh/
BENEFÍCIOS URBANÍSTICOS
8 Conservação de espaços públicos – Para explicar vou contar uma historinha: em 12 de outubro de 2012, quando fizemos o primeiro mutirão na Horta do Ciclista (http://pt.wikiversity.org/wiki/Horta_do_Ciclista) encontramos no local muito lixo, cacos de vidro e até fezes e seringa usada. A partir do momento que começamos  a cuidar daquele canteiro, a população passou a respeitar. Não houve depredação nem mesmo durante as grandes festas e manifestações que têm acontecido na Avenida Paulista.
9 Redução da criminalidade – Uma horta necessita de cuidados diários e se torna um local muito visitado. Famílias com crianças pequenas gostam de freqüentá-las, assim como  velhinhos, grupos de estudantes e um monte de gente bem intencionada em busca de uma canto pacífico na urbe. O clima comunitário naturalmente afasta quem está pretendendo cometer atos ilícitos. No Brasil ainda não há estimativas sobre isso, mas nos Estados Unidos vários estudos já foram feitos, alguns deles citados nesse artigohttp://www.motherjones.com/media/2012/07/chicago-food-desert-urban-farming.
10 Vida local  – Um dos problemas das grandes cidades, particularmente de São Paulo, é o excesso de deslocamentos numa malha viária sobrecarregada. A agricultura — seja ela praticada como forma de lazer, trabalho comunitário ou profissão — fixa as pessoas no território diminuindo a demanda por transporte.
11 Contenção da mancha urbana – Se há incentivo para a produção agrícola nas franjas das cidades e a atividade se combina com turismo rural, diminui a pressão para desmatar e lotear.  Mas esse benefício a população e os agricultores não conseguem manter sem o apoio do poder público.
BENEFÍCIOS SOCIAIS E PESSOAIS
12 Renascimento da vida comunitária – As hortas promovem a integração entre pessoas de diferentes idades, origens e estilos de vida. Assim como os cachorros, são mediadores sociais muito eficientes. Não falta assunto quando há tanta coisa a admirar, tanta tarefa a compartilhar, tanta dica e receita a trocar.
13 Lazer gratuito – Plantar custa praticamente nada. É divertido, um bom pretexto para juntar os amigos e fazer um lanche comunitário e ainda dá para levar umas verduras para casa sem pagar.
14 Mais saúde – Agricultura é exercício e cada pessoa regula a intensidade. Do tai-chi-chuan contemplativo de joaninhas ao aero-power-enxadão, tem ginástica para todos os gostos. Além disso, mexer com a terra é terapia preventiva e curativa de depressão, ansiedade, adicção, sedentarismo, obesidade, entre outros problemas, sobretudo mentais. E nesse item tem até pesquisa brasileira para comprovar. A autora é Silvana Ribeiro, da Faculdade de Saúde Pública da USP: http://www5.usp.br/29818/agricultura-urbana-agroecologica-auxilia-promocao-da-saude-revela-pesquida-da-fsp/
 15 Educação ambiental na prática – Ver de perto o desenvolvimento das plantas, da germinação à decomposição, é muito melhor e mais eficaz do que aprender sobre os ciclos da natureza numa sala de aula ou num livro. Além de uma universidade viva de botânica, as hortas são excelentes locais para estudar o ciclo da água e a microfauna, entre muitos outros temas.
16 Educação nutricional – Como na TV não passa anúncio de brócolis e abobrinha e o “estilo de vida moderno” afastou muitas famílias dos alimentos na forma natural, existem crianças hoje em dia nunca viram um pimentão ou uma cenoura. Para ter uma ideia dos riscos da alimentação industrializada para as próximas gerações, sugiro assistir o documentário Muito Além do Peso (http://www.muitoalemdopeso.com.br/). Para ver como a agricultura urbana pode inverter esse jogo, sugiro ler American Grown (de Michelle Obama) e Edible Schoolyard (de Alice Waters). Ou simplesmente dar uma voltinha na horta comunitária mais perto de você.
17 Promoção da segurança alimentar – Nossos antepassados sabiam conseguir comida sem ter que comprar. Praticamente toda a humanidade era composta de camponeses. Esses conhecimentos foram sendo desprezados nas últimas décadas e, diante da  perspectiva de crise econômica e ambiental, reavivá-los pode ser muito útil. Se você não gosta de conversa apocalíptica, favor voltar ao item anterior: segurança alimentar não é só ter o que comer, é também saber escolher os alimentos corretamente.
18 Integração agricultor/consumidor – Quem planta comida, mesmo que seja em três vasos no quintal, se torna curioso a respeito da origem dos alimentos que consome. E se sente irmanado aos agricultores: quer saber mais, tem vontade de visitar e apoiar os produtores, busca alimentos  cultivados de forma mais justa e sem uso de fertilizantes químicos e agrotóxicos. Junto com as hortas urbanas que surgem nos bairros de classe média de São Paulo estão nascendo muitas conexões e até amizades com agricultores próximos da metrópole. Um ciclo virtuoso e nutritivo de cuidados mútuos.
PARA SABER MAIS
  • A cidadezinha de Tordmorden, na Inglaterra, ficou famosa porque tem hortas comunitárias em todos os cantos, até na delegacia e no cemitério. O pessoal de lá registrou dicas para quem quer replicar a experiência.
    http://www.shareable.net/blog/10-steps-toward-an-incredible-edible-town
    1) Comece com o que vc tem e não com o que vc não tem;
    2) Não faça um plano estratégico;
    3) Não espere por permissão;
    4) Simplifique;
    5) Deixe a existência da horta divulgar o movimento e provocar diálogos;
    6) Faça conexões;
    7) Comece agora, pensando duas gerações adiante;
    8 ) Redescubra talentos esquecidos;
    9) Reconecte pequenas empresas e artesãos com os consumidores;
    10) Redesenhe sua cidade.
  • Aqui no Brasil, nós, do grupo Hortelões Urbanos (https://www.facebook.com/groups/horteloes/), fizemos esse
    ROTEIRO COLABORATIVO PARA UMA HORTA COMUNITÁRIA
    1) Encontre um espaço disponível;
    2) Procure parceiros;
    3)Converse com os vizinhos;
    4) Vá com a turma visitar as hortas comunitárias que já existem;
    5) Junte os voluntários para desenhar e planejar a horta que será construída;
    6) Consiga sementes, mudas, composto orgânico, enxadas, pazinhas de jardinagem, folhas secas, material para delimitar os canteiros e fazer plaquinhas;
    7) Realize o primeiro mutirão;
    8 ) Monte uma escala de trabalho para regas e manutenção;
    9) Crie uma forma de contato para outras pessoas se comunicarem com o pessoal da horta (blog, e-mail, grupo no Facebook, o que preferirem);
    10) Celebre a abundância e a solidariedade.

SÁBADO, 27 DE OUTUBRO DE 2012

Cuidar do jardim faz muito bem à saúde


 
3.07.2011 as 16:00
Criar algo realmente bonito com as mãos, fazendo um belo jardim ou uma horta cheia de frutas e verduras, é um dos resultados da jardinagem. Mas a atividade também traz benefícios à saúde de quem mexe com a terra.
No meio da correria do mundo moderno, parar por um momento e entrar em contado com as plantas permite que as pessoas voltem a um estado primitivo que foi abandonado nas grandes cidades.
Trabalhar em um jardim alivia o estresse do cotidiano e até melhora o humor. E se você resolver plantar verduras e legumes ainda pode ter alimentos mais saudáveis e frescos a sua disposição. Confira abaixo algumas das maneiras que a jardinagem pode nos ajudar fisicamente e mentalmente e como trazer esses benefícios pra você e sua família.

Alívio do estresse:
Um recente estudo mostrou que a jardinagem pode ser mais relaxante do que várias outras formas de lazer. Dois grupos de pessoas que estavam estressadas foram separados nas seguintes atividades: leitura em ambientes fechados ou jardinagem, por 30 minutos. Ao final do estudo, o grupo que ficou no jardim estava com o humor melhor em relação a quem passou o tempo lendo.
Vivemos em uma sociedade em que sempre devemos estar ligados e prestando o máximo de atenção em tudo a nossa volta, seja em celulares ou emails. Mas essa capacidade de vigilância tem limite e pode gerar a fadiga de atenção, que vem acompanhada de mau humor, irritação e estresse.
A fadiga felizmente é reversível, e uma das maneiras de fazer isso é com a jardinagem, pois é um momento em que não precisamos nos esforçar para prestar atenção: esse processo é praticamente involuntário. Ou seja, trocar seu celular por plantas é uma ótima forma de acabar com o estresse e com a fadiga. 

  Melhor saúde mental:
A atenção sem esforço da jardinagem pode melhorar a saúde mental e evitar os sintomas da depressão.
Em um estudo realizado na Noruega, pessoas diagnosticadas com depressão, mau humor persistente ou transtorno bipolar passaram seis horas por semana cultivando flores e legumes. Após três meses, a melhora em todos os participantes era visível e o bom humor continuou mesmo três meses depois que o programa de jardinagem acabou.
Os especialistas sugerem que a jardinagem tenha força suficiente para fazer com que as pessoas encontrem saídas para as turbulências. Mas alguns cientistas têm uma teoria mais radical (e estranha) de como a jardinagem pode acabar com a depressão.
Camundongos foram injetados com bactérias inofensivas comumente encontradas no solo, e foi descoberto que elas aumentam a liberação de serotonina no organismo pelas partes do cérebro que controlam a função cognitiva e o humor – assim como as drogas antidepressivas fazem.
Ok, fazer sujeira com a terra pode não fazer o mesmo efeito que tomar Prozac, mas especialistas sugerem que a falta das velhas companheiras bactérias em nosso ambiente tem alterado nosso sistema imunológico. Encontrá-las novamente em contato com a terra pode reverter o quadro e diminuir problemas psicológicos.

Exercício:
Mexer com plantas não pode ser comparado com puxar ferro, e ao menos que você esteja transportando carrinhos de mão cheios de terra todos os dias, provavelmente a jardinagem não vai fazer muito por seu condicionamento cardiovascular. Mas cavar, plantar, capinar e repetir outras tarefas que requerem força e alongamento é uma excelente forma de exercício de baixo impacto.
Por isso, a jardinagem é uma atividade que pode ser feita por idosos, pessoas com deficiência e até por quem sofre de dores crônicas. Além disso, a jardinagem permite que você tenha contato com ar puro e sol, o que faz com que seu sangue se movimente melhor.

Saúde cerebral:
Algumas pesquisas sugerem que a atividade física associada com a jardinagem pode ajudar a reduzir o risco de desenvolver demência. De acordo com os estudos, a combinação de atividade física e mental envolvidas na jardinagem pode ter uma influência positiva sobre a mente.
Para pessoas que já estão sofrendo com transtornos mentais, como o Alzheimer, apenas andar por um jardim já é terapêutico. As paisagens, cheiros e sons que existem no ambiente natural promovem o relaxamento.

Nutrição:
O alimento que você mesmo planta é o mais fresco que você pode comer. E é ainda mais delicioso comer algo que você mesmo cultivou. Pensando nisso, por que não fazer uma horta cheia de frutas e vegetais? Além de ser um exercício divertido, a tendência é que quem plante os próprios alimentos se alimente de forma mais saudável.
Esse também é um bom incentivo para as crianças comerem mais verduras e menos alimentos artificiais. Estudos de programas de jardinagem em escolas sugerem que as crianças que mexem com jardins são mais propensas a comer frutas e legumes. E elas são muito mais aventureiras na hora de experimentar novos alimentos. Muitas comem alimentos verdes com sabor forte, como rúcula, sem medo. 

Como começar?
Você não precisa de um grande jardim para se beneficiar com a jardinagem. Se você tem pouco espaço, vale plantar até em pequenos recipientes, como vasos e baldes, desde que estejam limpos e tenham buracos na parte inferior.
Existem inúmeras dicas de jardinagem em livros e na internet. Outra maneira de aprender novas formas de cuidar de plantas é conversando com aquele vizinho que tem uma horta ou que goste de cultivar um bonito jardim. A maioria vai gostar de compartilhar as habilidades, e essa é uma  maneira agradável de começar a por as mãos na terra.[CNN]

SEGUNDA-FEIRA, 12 DE JULHO DE 2010

Horta Orgânica

A horta é um local onde se pode cultivar vários tipos de verduras e legumes que são ricos em sais minerais e vitaminas indispensáveis para o organismo humano. Nela também pode-se plantar temperos e ervas medicinais.
Além de ser uma fonte alimentar é um importante local de relaxamento que proporciona contato com a terra e a natureza e o prazer de produzir algo, sem falar da economia que podemos conseguir quando cultivamos nossos próprios alimentos, ao invés de comprá-los, com possibilidades de vendê-los, ajudando na renda da família. Ter uma horta em casa não é difícil, porém é preciso alguns conhecimentos para ter um bom planejamento e uma boa produção. Neste folheto, procuramos contribuir com algumas dicas para que você faça, com sucesso, uma horta em sua casa.
2. LOCAL DA HORTA
Para plantar uma horta, você pode usar o quintal, um cantinho qualquer e até mesmo vasos e caixotes. Alguns cuidados devem ser tomados para escolher e preparar o terreno, pois dele vai depender o bom desenvolvimento das plantas e a boa produção da sua horta:
Escolha do Terreno:
bulletSe possível, o local deve tomar sol o dia inteiro.
bulletDeve se plano ou levemente inclinado.
bulletNão deve ser encharcado.
bulletA terra deve ser adubada.
bulletA água para molhar deve ser pura e limpa, para não contaminar as verduras. Isto é importante porque você pode ter o hábito de comer alguns alimentos crus.
bulletO terreno para a horta deve ficar a afastado, no mínimo, 5 metros de privadas, chiqueiros ou esgotos.

Preparo do Terreno:
bulletLimpar ou capinar a área, ajuntando todo o mato em um canto. O material retirado servirá, depois de apodrecido, como adubo orgânico (esterco).
bulletCavar o terreno na profundidade de 20 centímetros.
bulletDesmanchar os torrões, usando enxada ou enxadão, deixando o terreno bem fofo.

3. PREPARO DOS CANTEIROS
Posição:
Em terrenos inclinados, os canteiros devem ficar atravessados em relação à queda do terreno para evitar que as águas das chuvas os destruam. Deve-se fazer uma cercadura, porque a regagem constante causa erosão nas beiradas do canteiro e diminui a área útil a ser plantada. A cercadura pode se feita com a própria terra do canteiro, tábuas, tijolos, madeira roliças ou qualquer material que segure a terra.
Dimensões:
Altura: 15 a 20 centímetros.
Comprimento: 5 metros. Pode ser maior dependendo da disponibilidade do terreno.
Largura: na beira da cerca, meio metro; no meio da horta, 1 metro.
Distância entre um canteiro e outro: de 30 a 50 centímetros.
As medidas ideais para um canteiro são as indicadas aqui. Mas, você deve fazer os canteiros do tamanho que a sua área permitir e até mesmo usar caixote ou vaso.
4. FERRAMENTAS
As ferramentas mais comuns que podem ser usadas numa horta são: colher, ancinho, enxadinha, regador, mangueira, enxada, enxadão. Se você não tem todas, pode aproveitar algum material disponível que tem em casa e fazer suas próprias ferramentas, ou mesmo substituir algumas.
5. SEMENTEIRA:
É o local onde se planta as sementes de algumas hortaliças para obter as mudas que serão transferidas para o canteiro. A sementeira é muito importante porque o bom desenvolvimento das plantas vai depender da qualidade das mudas. A sementeira de uma horta doméstica pode ser feita na ponta de uma canteiro comum, geralmente 2 ou 3 m2 de canteiro são suficientes.
Veja alguns cuidados importantes para fazer uma sementeira:
bulletUsar 1 parte de terra; 1 parte de esterco (composto orgânica) e 2 partes de areia. Misturar bem e peneirar.
bulletNão use adubo químico na sementeira .
bulletFazer sulcos ou reguinhos, com a terra já umedecida, de 10 em 10 centímetros de distância, com 1 a 2 centímetros de fundura para colocar as sementes. Os reguinhos devem ficar atravessados na sementeira.
bulletSemear a quantidade necessária de sementes, de acordo com o seu canteiro e o número de mudas que deseja.
bulletPara cobrir as sementes nos reguinhos, peneirar em cima da sementeira uma camada fina de terra.

bulletCobrir a sementeira com saco ou capim.
bulletLogo após as mudinhas nascerem, levantar esta cobertura e firmar com forquilha de madeira.
bulletA posição da sementeira deve ser atravessada em relação ao sentido do sol.
bulletRegar duas vezes ao dia, de manhã e à tarde.
bulletArrancar o mato sempre que for preciso.
bulletMolhar bem a sementeira quando for retirar as mudas.
bulletTirar as mudas quando as plantinhas tiverem 4 a 6 folhas.
bulletUsar uma colher comum ou colher de transplante para tirar as mudas.
bulletAs raízes não devem ser prejudicadas. 

6. PLANTIO
O plantio no canteiro pode ser feito de três formas. Veja as instruções para os diferentes tipos de plantio:
6.1 Plantio de Mudas:
bulletNeste tipo de plantio são usadas as mudas de alface, couve, tomate, reponho, almeirão, cebola, pimentão etc. Vindos da sementeira.
bulletAs mudas devem ser escolhidas sempre preferindo as mais fortes e sadias e devem ser retiradas da sementeira, se possível, com a terra. 


bulletMas, de 8 a 10 dias antes de transferir as mudas, o canteiro deve receber adubação orgânica e química. Você deve misturar à terra do canteiro 3 a 4 litros do composto orgânico (esterco) e 10 colheres das de sopa (100 gramas) do adubo NPK 4-18-8, para cada metro quadrado de canteiro.
bulletAs mudas não devem ser enterradas de mais na terra, 30 centímetro de espaçamento uma da outra e 2 a 3 centímetros de profundidade. Aperte um pouco para ficar firme.
bulletAs raízes das mudas não podem ficar dobradas. Mudas com raízes tortas ou quebradas não devem ser aproveitadas.
bulletO transplantio deve ser feito à tardinha, com o tempo fresco.
bulletApós o plantio, todas as mudas devem se regadas.
bullet25 dias depois da mudança das mudas, regar com salitre ou sulfato de amônia, sempre à tardinha, usando: 1 (uma) colher das de sopa para cada 10 litros de água, que serão aplicados em cada 1 (um) metro quadrado de canteiro. Em seguida, regar bem com água limpa para evitar que as folhas fiquem queimadas.

6.2 Plantio Direto no Canteiro:
- Costuma-se plantar diretamente no canteiro as sementes de cenoura, rabanete e beterraba.
bulletEste tipo de plantio é feito em metro corrido (linear), em fileiras, pelo canteiro, mantendo distância de 20 a 30 centímetros entre as fileiras.
bulletPorém, de 8 a 10 dias antes da semeadura, você deve adubar o canteiro com composto orgânico (esterco) e adubos químicos: misturar na terra do canteiro 3 a 4 litros de esterco e 10 colheres das de sopa (100 gramas) do adubo NPK 4-14-8 para cada metro quadrado da área.
bulletAntes de semear, abrir os sulcos ou linhas com a fundura de 2 a 3 (um) centímetro.
bulletÉ comum neste tipo de plantio nascer um número maior de plantas em um mesmo local. Quando isto acontecer, fazer o desbaste, tirando as plantas mais fracas e obedecendo o espaçamento.
bullet25 (vinte e cinco) dias após o plantio, espalhar, para cada metro corrido, 1 (uma) colher das de sopa (dez gramas) de sulfato de amônia ou salitre do Chile ou ainda do NPK 4-14-8. O adubo deve ser jogado entre as fileiras do canteiro.
6.3 Plantio em Covas:
- Costuma-se plantar nas covas as sementes de vagem, abobrinha, quiabo e ervilha.
bulletFazer covas com enxada ou enxadão, cavando até 20 (vinte) centímetros de fundura.
bulletFazer adubação 10 dias antes do plantio. Você deve colocar em cada cova 5 (cinco) litros de esterco bem curtido e 10 (dez) colheres (100 gramas) de adubo NPK 4-14-8.
bulletPlantar 3 sementes em cada cova.
bulletRegar duas vezes por dia.
bullet25 (vinte e cinco) dias depois do plantio, colocar em cada cova 1 (uma) colher das de sopa ( 10 gramas) de sulfato de amônia ou salitre do Chile ou então do NPK 4-14-8.
bulletQuando as plantas tiverem 20 (vinte) a 30 (trinta) centímetros de altura, fazer o desbaste, tirando a muda mais fraca.

7. ADUBAÇÃO
Os adubos são usados para ajudar no crescimento das plantas. Eles podem ser químicos ou orgânicos. O adubo químico é o que você já compra pronto como, por exemplo, o salitre do Chile, o sulfato de amônia e o NPK 4-14-8. Os adubos orgânico e o lixo curtido.

7.1 ADUBO CASEIRO
O esterco animal (tirado do curral ou galinheiro) pode ser substituído por outro tipo de adubo orgânico, feito com o seguinte material: folhas em feral, restos de cozinha, mato capinado, cinzas, restos de animais, cascas de frutas e outros. É fácil preparar em casa mesmo o adubo orgânico. Veja aqui:
Modo de preparar:
bulletFurar um pequeno buraco na terra e jogar todo material disponível.
bulletTampar e jogar água 2 (duas) vezes por semana.
bulletO adubo estará pronto para ser usado quando a mistura estiver curtida, ou seja, fria.
bulletPara ver se está curtido, colocar uma chapa de metal até o fundo do buraco e deixar por 10 minutos. Quando retirar a chapa, veja se ela esta quente ou fria. Se estiver fria, o adubo pode ser usado imediatamente, mas, se estiver quente, não está pronto e você deve colocar mais água.

Uso correto:
bullet3 a 4 ( três a quatro) litros por metro quadrado de canteiro.

8. PRAGAS
Formigas Saúva (cabeçuda):
bulletPara combater esta formiga, existe no mercado um série de formicidas. Mas o mais prático e que não exige equipamento para aplicação é o formicida granulado (em grãos).
bulletVocê deve ter o máximo cuidado de não tocar as mãos no formicida, porque as formigas notariam o cheiro humano e não o levariam para o formigueiro.
bulletA melhor hora para colocar o formicida no canteiro das formigas é a tardinha, pois à noite elas o carregam para o formigueiro.
bulletVocê deve ter cuidado para não colocar o formicida em lugares úmidos e nem aplicar quando estiver ameaçando chuva.
bulletO formicida não deve ser deixado ao alcance de crianças nem de animais, porque é altamente perigoso e pode provocar até morte.

Outros tipos de Formiga ( lava-pés, quem-quem, cupim etc.):
bulletUsar uma solução de creolina, feita com 1 (um) copo de creolina para cada 10 (dez) litros de água.

Uso correto:
bulletLocalizar o formigueiro.
bulletRemover a terra com a enxada.
bulletEncharcar o local com a solução de creolina

Besouros, Caracóis, Lesmas, Tatuzinhos, Lagartas, Pulgões etc:
Para combater estas pragas, use qualquer uma das seguintes soluções:
1. Extrato de nicotina - Ingrediente: 20 (vinte) centímetros de fumo de rolo forte e 4 (quatro) litros de água.
Picar o fumo e ferver durante 30 (trinta) minutos em 1 (um) litro de água. Retirar do fogo e deixar esfriar. Coe em pano fino e misture com mais 3 litros de água. O produto obtido é pulverizado sobre as pragas. Ter cuidado de aplicar rapidamente, porque seu efeito só dura 8 horas.
2. Tábuas nos Canteiros:
Coloque tábuas nos canteiros, pois nas horas quentes do dia os insetos se escondem debaixo das tábuas, sendo possível matá-los quando as tábuas são retiradas.
3. Cinza, cal e sal de cozinha:
Espalhar qualquer um destes produtos no canteiros.
9. TRATOS
Aqui estão alguns tratos importantes numa horta, para que suas plantas cresçam sadias e viçosas:
bulletRegar, molhar ou aguar: Os canteiros devem ser molhados duas vezes por dia, de manhã e à tarde. Se não tiver condições de aguar duas vezes, regue pelo menos uma vez, à tardinha. Este tipo de trato é conhecido com irrigação.
bulletCapinar: O mato que nascer nos canteiros deve ser retirado toda semana para não prejudicar o crescimento das verduras.
bulletFofar: Uma vez por semana, é preciso fofar bem a terra. Este cuidado é conhecido também como escarificação.

10. CUIDADOS
Sementes: Quando for comprar as sementes, é preciso verificar a procedência , espécie , validade e variedade com cuidado. Cada tipo de semente deve ser semeada de acordo com a melhor época da plantio.
Os inseticidas: Os inseticidas químicos não devem ser usados na horta, pois esto pode trazer sérios problemas para a saúde humana, já que muitos alimentos são comidos também crus.
Água: Não use água suja (poluída) para regar os canteiros, porque isto pode danificar as plantas e trazer problemas para sua saúde.
Remédios: Sempre que aplicar remédios caseiros nos canteiros de hortaliças, espere pelo menos 5 (cinco) dias para comê-las.
Rotação de Cultura: Após cada colheita, você deve alternar, no canteiro, o plantio de verduras de folhas por tubérculos, que são as hortaliças que dão batata debaixo da terra. Isto quer dizer que, no mesmo canteiro onde você plantou couve, pode plantar, por exemplo, a beterraba. A alface pode substituída pela cenoura; o repolho por rabanete e assim por diante, de acordo com a sua preferência.
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Última atualização: 08/05/03.