Mostrando postagens com marcador #compostagememapartamento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador #compostagememapartamento. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Minhoca na Cabeça evita envio de 950 toneladas por ano ao aterro em Florianópolis

 FONTE: SITE ND+

O programa já distribuiu 3.000 kits de compostagem doméstica para transformar resíduos orgânicos em adubo

Foto do perfil do autor - Branded Studio

Florianópolis

Receba as principais notícias no WhatsApp
Cascas e restos de frutas, legumes e verduras, borra e filtro de café, entre outros resíduos, são colocados na caixa. As minhocas californianas e os microrganismos atuam na sua decomposiçãoFoto: Andy Puerari/PMF/Divulgação/NDCascas e restos de frutas, legumes e verduras, borra e filtro de café, entre outros resíduos, são colocados na caixa. As minhocas californianas e os microrganismos atuam na sua decomposiçãoFoto: Andy Puerari/PMF/Divulgação/ND

Ao lado do fogão da casa da educadora ambiental Gisele Hohgraefe Lopes de Souza, nos Ingleses, um pequeno balde recebe as sobras orgânicas produzidas pela família. Quando está cheio, o conteúdo segue para o minhocário, onde é coberto com serragem ou folhas secas e começa a ser transformado em adubo.

Em uma casa com quatro adultos, são preenchidos entre três e quatro baldes de cinco litros por semana. Cascas, restos de frutas, legumes e outros resíduos que poderiam seguir para o aterro sanitário permanecem no próprio terreno e depois retornam às plantas.

“É como montar uma lasanha. A gente coloca a matéria orgânica úmida e cobre com a matéria seca. Quando aprende a fazer esse equilíbrio, não tem erro”, conta Gisele.

Ela participou de uma das primeiras turmas do programa Minhoca na Cabeça, criado em 2018 pela Prefeitura de Florianópolis. Professora em um colégio no Norte da Ilha, fez a capacitação com o objetivo de utilizar o minhocário como recurso pedagógico nas aulas de educação ambiental.

“Com o Minhoca na Cabeça, a compostagem deixa de ser uma prática distante e passa a fazer parte da rotina das famílias. O programa oferece o equipamento, a capacitação e o acompanhamento necessário para que cada participante consiga transformar os resíduos dentro de casa e manter esse hábito ao longo do tempo”, afirma o secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Luís Felipe Kronbauer.

No início, o equipamento circulava pelas salas e pelos auditórios. Mais tarde, com a implantação de uma área de compostagem na escola, passou a permanecer no local. Gisele participou novamente da oficina para ter outro kit em casa.

A experiência da professora faz parte de uma rede que já recebeu 3.000 minhocários em Florianópolis. Segundo as estimativas do programa, os equipamentos em operação evitam o envio de aproximadamente 950 toneladas de resíduos orgânicos ao aterro sanitário por ano.

Os dados indicam que uma residência participante pode tratar, em média, cerca de 32 quilos desses materiais por mês. Além de reduzir o volume recolhido e transportado, o processo produz húmus e biofertilizante que podem ser utilizados em vasos, jardins e hortas.

“Quando o morador trata os resíduos orgânicos dentro de casa, evita que esse material precise ser coletado, transportado e encaminhado ao aterro. Um minhocário pode parecer uma estrutura pequena, mas o resultado de milhares de famílias participando representa centenas de toneladas recuperadas todos os anos”, destaca Kronbauer.

Gisele Hohgraefe participou de uma das primeiras oficinas da iniciativa, criada em 2018 pela Prefeitura de Florianópolis. Criou um minhocário na escola onde atua e depois instalou um minhocário na própria casaFoto: Arquivo pessoal/NDGisele Hohgraefe participou de uma das primeiras oficinas da iniciativa, criada em 2018 pela Prefeitura de Florianópolis. Criou um minhocário na escola onde atua e depois instalou um minhocário na própria casaFoto: Arquivo pessoal/ND

Aprendizado chega aos estudantes

Na escola, os próprios estudantes participam do manejo do minhocário e acompanham a transformação dos restos de alimentos. Quando o húmus fica pronto, o material é levado para a horta. As crianças também coletam o biofertilizante, fazem a diluição em água e utilizam o produto nas plantas.

Parte do material é entregue às famílias ou distribuída durante eventos escolares. A experiência permite trabalhar a educação ambiental a partir de uma atividade presente na rotina dos estudantes.

“Aprendi na minha trajetória como educadora ambiental que resíduo orgânico não é lixo. É matéria-prima, é alimento para a terra. É isso que procuro ensinar aos estudantes”, afirma Gisele.

A prática iniciada com o kit também abriu caminho para outras formas de compostagem. Hoje, além do minhocário, a professora mantém composteiras maiores e uma leira diretamente no solo de casa.

O receio de mau cheiro ou da presença de animais indesejados, segundo ela, desapareceu com o aprendizado sobre o equilíbrio entre os materiais.

“Eu também tinha medo de dar mau cheiro ou atrair animais, mas resolvi experimentar. Até hoje, nunca tive nenhum problema. O minhocário é uma maneira muito simples de começar, principalmente para quem tem pouco espaço ou ainda tem receio da compostagem”, relata.

O kit inclui quatro caixas plásticas, insumos para iniciar o processo e minhocas californianas; a retirada é feita mediante Termo de Empréstimo e pode permanecer com o morador pelo tempo em que estiver em FlorianópolisFoto: Andy Puerari/`MF/Divulgação/ND MaisO kit inclui quatro caixas plásticas, insumos para iniciar o processo e minhocas californianas; a retirada é feita mediante Termo de Empréstimo e pode permanecer com o morador pelo tempo em que estiver em FlorianópolisFoto: Andy Puerari/`MF/Divulgação/ND Mais

Capacitação acompanha a entrega

Para receber o kit do Minhoca na Cabeça, o morador precisa participar de uma capacitação sobre montagem, funcionamento e cuidados necessários. A formação apresenta os materiais que podem ser compostados, a quantidade de matéria seca utilizada e a forma correta de retirar o húmus e o biofertilizante.

O kit inclui quatro caixas plásticas, insumos para iniciar o processo e minhocas californianas, que aceleram a decomposição dos resíduos. O equipamento pode ser mantido tanto em casas quanto em apartamentos.

Os kits são retirados mediante a assinatura de um Termo de Empréstimo e podem permanecer com os participantes enquanto eles residirem em Florianópolis e mantiverem o equipamento em uso.

As solicitações recebidas preencheram a capacidade disponível nesta etapa. Por isso, as inscrições estão temporariamente suspensas e não haverá abertura de lista de espera. Os minhocários que estão em produção serão destinados aos pedidos que já foram registrados no sistema e aguardam atendimento.

“A procura mostra que os moradores estão dispostos a adotar soluções sustentáveis dentro de casa. Neste momento, a produção está direcionada às solicitações já recebidas, para que possamos atender essa demanda com os equipamentos e a capacitação necessária”, afirma Kronbauer.

Quando novas inscrições forem abertas, as informações estarão disponíveis em minhocacabeca.pmf.sc.gov.br. Dúvidas podem ser encaminhadas pelo WhatsApp (48) 3261-4808.

Como funciona o minhocário

Minhocário fica em caixas de diferentes tamanhosFoto: Andy Puerary/PMF/ND MaisMinhocário fica em caixas de diferentes tamanhosFoto: Andy Puerary/PMF/ND Mais

Separação dos resíduos

Cascas e restos de frutas, legumes e verduras, borra e filtro de café, erva de chimarrão e outros materiais orgânicos são separados na cozinha.

Montagem das camadas

Os resíduos são colocados na caixa e cobertos com matéria seca, como serragem ou folhas. O equilíbrio entre materiais úmidos e secos ajuda a controlar a umidade e evita mau cheiro.

Ação das minhocas

As minhocas californianas e os microrganismos atuam na decomposição. Quando uma caixa fica cheia, a seguinte passa a receber os resíduos, enquanto o material armazenado continua em processamento.

Produção do húmus

Ao fim do processo, os resíduos são transformados em húmus, um adubo rico em nutrientes que pode ser utilizado em vasos, hortas e jardins.

Coleta do biofertilizante

A caixa inferior, que não possui furos, recebe o líquido formado durante a compostagem. Depois de diluído em água conforme as orientações do programa, o biofertilizante pode ser aplicado nas plantas.

Como é o kit

O conjunto fornecido pelo Minhoca na Cabeça possui quatro caixas plásticas, insumos para iniciar o processo e minhocas californianas. O tamanho permite a instalação em casas ou apartamentos.

quarta-feira, 22 de julho de 2026

Além da compostagem: um legado real para as próximas gerações


Fonte Jornal O São Paulo 

Jenniffer Silva



Fotos: Planta Feliz

Em 2009, quando a compostagem ainda era um tema pouco difundido no Brasil, a hoteleira Marina Sierra decidiu deixar de enviar seus resíduos orgânicos para o sistema de coleta de lixo. Mesmo com o acesso limitado a informações sobre o assunto na época, ela já compreendia que a destinação inadequada desses materiais contribui diretamente para as mudanças climáticas, responsáveis por eventos extremos cada vez mais frequentes.

“Comecei com a compostagem doméstica, utilizando minhocas, mas percebi que aquele modelo resolvia apenas parte do problema, pois apresentava algumas restrições em relação aos alimentos que podiam ser compostados”, relembra Marina.

Naquele período, ela conheceu o marido, Adriano Sgarbi. Ao compartilhar com ele o desejo de encontrar uma solução mais ampla para os resíduos orgânicos, recebeu a proposta de mudar-se para um sítio e ampliar o projeto. No novo endereço, Adriano passou a estudar métodos de compostagem capazes de receber todos os tipos de resíduos orgânicos, inclusive os de origem animal. Foi assim que o casal chegou à compostagem termofílica, tecnologia que permite processar resíduos vegetais e animais de forma segura e eficiente.

A chegada da filha do casal, Valentina, em 2017, fortaleceu ainda mais esse propósito. Foi naquele momento que Marina e Adriano sentiram que era hora de transformar o sonho em algo concreto. Nascia, então, a Planta Feliz, iniciativa criada para deixar um legado capaz de contribuir para um mundo melhor às futuras gerações.


DE 42 MIL METROS QUADRADOS PARA A CIDADE INTEIRA

Localizada no bairro Jardim Casa Grande, na zona Sul da capital paulista, a Planta Feliz ocupa uma área de 42 mil metros quadrados e é o primeiro pátio privado de compostagem da cidade a possuir a Licença de Operação (LO) da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), autorização ambiental que permite a uma empresa, indústria, comércio ou empreendimento iniciar e manter suas atividades em funcionamento.

Atualmente, a Planta Feliz mantém parceria com a Prefeitura, desenvolvida principalmente por intermédio do Polo de Ecoturismo de São Paulo, território que abrange Parelheiros, Marsilac e a Ilha do Bororé, áreas de grande relevância ambiental para a capital.

Por meio dessa colaboração, a Planta Feliz tem fortalecido o turismo rural, o turismo de base comunitária e as vivências pedagógicas promovidas na propriedade, aproximando a população da compostagem, da agroecologia e da preservação ambiental.

“Além da destinação correta dos resíduos orgânicos, conseguimos promover experiências práticas de educação ambiental para escolas, turistas, empresas e grupos interessados em conhecer soluções sustentáveis aplicadas no território”, explica Marina.

A Prefeitura também apoia a realização da Semana da Compostagem Planta Feliz, evento anual com atividades educativas, debates, oficinas e vivências sobre compostagem, mudanças climáticas, sustentabilidade e regeneração. Neste ano, a programação aconteceu em maio.


QUANDO O LIXO VOLTA A SER RECURSO

Com o projeto consolidado, a Planta Feliz oferece um serviço especializado de coleta e compostagem para garantir a destinação ambientalmente adequada de resíduos orgânicos gerados por escritórios, empresas, comércios, restaurantes, escolas, clubes e eventos.

Para que o serviço seja realizado, no entanto, todo o material recebido precisa estar corretamente segregado na origem. Isso significa que os estabelecimentos devem manter, no mínimo, três categorias de descarte: recicláveis secos, rejeitos destinados aos aterros sanitários e resíduos compostáveis. Além disso, é necessário estar regularizado no Sistema Estadual de Gerenciamento On-line de Resíduos Sólidos (Sigor), para garantir a rastreabilidade por meio da documentação ambiental emitida pela Planta Feliz.

“Mesmo para os geradores que não possuem obrigatoriedade de rastreabilidade, emitimos relatórios com indicadores ambientais, informando quanto de resíduos deixou de ser enviado aos aterros sanitários, quanto deixou de emitir gases de efeito estufa e quanto de composto orgânico foi gerado a partir desse material”, destaca Marina.

Os resíduos passam pelo processo de compostagem termofílica e são misturados à poda triturada. Durante o tratamento, as leiras atingem temperaturas controladas que aceleram a decomposição da matéria orgânica, eliminam patógenos e inviabilizam sementes. Ao final do ciclo, o que antes era considerado lixo retorna à natureza na forma de composto orgânico. Parte desse adubo é doada mensalmente para hortas que ajudam a abastecer a população, fortalecendo a economia circular e a regeneração do solo.

Segundo Marina, o composto também é comercializado para todo o Brasil por meio do Mercado Livre e em pontos parceiros em São Paulo que apoiam a agricultura familiar, como o Instituto Chão e o Instituto Baru.


MUDANÇA DE HÁBITOS

Outro eixo importante da iniciativa é a formação. Para Marina, mais do que oficinas, as vivências pedagógicas realizadas com escolas, turistas, empresas e grupos interessados em conhecer o funcionamento de um pátio de compostagem dentro do Polo de Ecoturismo de São Paulo têm potencial para transformar a forma como as pessoas enxergam os resíduos.

“Muitas chegam acreditando que lixo orgânico é apenas lixo e saem entendendo que aquilo é, na verdade, um recurso capaz de regenerar o solo, produzir alimento e reduzir impactos ambientais.”, destaca Marina.

O trabalho tem atraído visitantes de diferentes regiões do Brasil e de outros países interessados em implantar iniciativas semelhantes. No ano passado, por exemplo, o projeto recebeu comitivas das Filipinas e da Tanzânia durante as agendas relacionadas à COP30.

Para os próximos anos, a meta é ampliar o acesso da população à compostagem e fortalecer a conexão entre resíduos, regeneração do solo e mudanças climáticas.

A iniciativa também deseja inspirar as empresas a incorporar a agenda ESG – conjunto de critérios e práticas corporativas que aliam os aspectos ambiental, social e de governança (Environmental, Social, Governance). Para Marina, a destinação correta dos resíduos orgânicos precisa fazer parte desse compromisso. Ela destaca, ainda, que a com-postagem é uma urgência para tornar os centros urbanos mais sustentáveis e resilientes diante dos desafios climáticos.

terça-feira, 16 de junho de 2026

Manual ensina a fazer composteira e a descartar de forma adequada o lixo orgânico

 

Publicação gratuita do Instituto de Química de São Carlos da USP explica de maneira simples e didática como transformar os resíduos orgânicos em adubo e nutrientes para plantas

  26/05/2023 - Publicado há 3 anos     Atualizado: 29/05/2023 às 7:51
Publicação explica processo para produção de uma composteira – Foto: Freepik

.
Já pensou em transformar os resíduos orgânicos que você gera durante o dia (restos de comida, cascas de frutas, podas de árvores, entre outros) em um novo material de grande valor agregado? Uma alternativa é a produção de insumos orgânicos (adubos), para uso desde em hortas até na agricultura de extensão. Esse processo, que utiliza uma tecnologia ambiental chamada de compostagem, pode ser realizado em locais de pequeno porte, como escolas e casas.

O Manual de Compostagem, produzido pelo Instituto de Química de São Carlos (IQSC) da USP, explica de maneira simples e didática o passo a passo de como construir uma composteira. A publicação teve apoio da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária (PRCEU) da USP e do Edital Santander/USP/FUSP de Fomento às Iniciativas de Cultura e Extensão. O download é gratuito e está disponível neste link.

O material foi produzido a partir do projeto Compostagem Com Ciência, iniciado em 2021 em escolas da cidade de São Carlos, como forma de contribuir com o desenvolvimento sustentável da região. Como a disposição não adequada de resíduos orgânicos gera graves problemas ao meio ambiente, com contaminação das águas e aumento do efeito estufa, a ideia de compostar resíduos orgânicos e transformá-los em nutrientes para plantas faz parte da educação ambiental e pode ser realizada sem grandes recursos. A ideia também está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, especialmente, ao ODS 11, que diz respeito a tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis.

A ciência da composteira

Os autores explicam que a composteira pode ser montada de diferentes formas, como pilhas, leiras ou aterramento, utilizando materiais como caixas plásticas ou madeira. O tamanho e a forma da composteira dependem da quantidade de material a ser compostado e do espaço disponível. A localização da composteira é crucial, levando em consideração o fácil acesso, períodos de sol e sombra, incidência de vento e outros fatores que influenciam nas condições do processo de compostagem, como a presença de microrganismos, aeração, umidade e temperatura adequadas.

Passo a passo explica como construir uma composteira – Foto: Reprodução/IQSC

.
O Manual também destaca que é importante manter a umidade adequada na composteira, entre 50% e 60%, para favorecer a decomposição dos materiais orgânicos. A exposição prolongada ao sol pode levar à perda de umidade, prejudicando os microrganismos envolvidos no processo. Por outro lado, composteiras em locais com excesso de sombra tendem a apresentar alta umidade, acima de 65%, reduzindo a decomposição e gerando odores indesejáveis. O monitoramento da umidade pode ser feito apertando uma porção do material em decomposição nas mãos e observando se há poucas gotas de água. Caso necessário, ajustes podem ser feitos adicionando água ou resíduos secos à composteira, além de revirar o material para melhorar a aeração.

O adubo orgânico produzido pela compostagem possui características nutricionais que variam de acordo com o material de origem e o processo de produção. Geralmente, é composto de ácidos graxos, compostos húmicos e fúlvicos, além de compostos orgânicos xenobióticos. Apresenta cor escura e contém macros e micronutrientes, fornecendo nutrientes essenciais para melhorar as propriedades físicas e biológicas do solo.

Escolha dos resíduos

Para garantir o sucesso da compostagem, os autores do Manual explicam que é importante que os materiais orgânicos utilizados sejam ricos em carbono e nitrogênio. Os substratos ricos em carbono incluem materiais lenhosos, como cascas de árvores, galhos e palhas, que devem estar secos e acastanhados. Já os materiais ricos em nitrogênio podem ser folhas verdes, esterco animal e restos de vegetais frescos e verdes, que tendem a ser mais ricos na substância devido a presença de clorofila.

Materiais como vidros, plásticos, tintas, óleos, metais e pedras não devem ser adicionados à compostagem, assim como gorduras em excesso e ossos inteiros. Além disso, é importante evitar resíduos de carne, pois podem atrair insetos indesejados. O tamanho das partículas também é fundamental, com o ideal sendo em torno de 3 cm, já que a decomposição começa na superfície onde há oxigênio, mas partículas muito pequenas aumentam o risco de compactação e falta de oxigênio.

Para baixar o Manual de Compostagem clique aqui.


Postagem em destaque

JÁ PENSOU EM TER UM MINHOCÁRIO PARA RECICLAR O SEU LIXO?

JÁ PENSOU EM TER UM MINHOCÁRIO PARA RECICLAR O SEU LIXO ORGÂNICO DOMÉSTICO?   ...

Mais visitadas no último mês