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sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Conhece a GUAMIRIM??

 


NOME INDIGENA: GUAMIRIM-CEREJA-DO-SUL. Na língua guarani UÁ-MIRIM quer dizer fruta pequena. Também recebe o nome de Cambuí da várzea e Cambuim de folhas vermelho-violetas (A brotação na primavera é maravilhosa).




 

Origem: Nativa e endêmica da mata atlântica das matas ripárias e várzeas ou nascentes, ocorrendo também nas florestas semideciduais de altitude, dos estados do Paraná e Santa Catarina e Rio Grande do Sul, Brasil. Também ocorre na Bolivia, Paraguai, Argentina e Uruguai.  Mais informações no link:  http://servicos.jbrj.gov.br/flora/search/Eugenia_florida

 

OBSERVAÇÕES: Esta espécie é considerada sinônimo de Eugenia florida, mais na pratica, e por se observar a planta ao vivo e a cores, é nitidamente distinta da espécie  mencionada.

  

Características: Arbusto ou arvoreta de 2 a 5 metros, com copa cilíndrica, e globosa e de folhagem semi-perene, o troco é curto e cilíndrico, com casca olivácea na juventude, tornando pardo-acinzentada, com textura áspera a rugosa quando a arvore fica mais velha. As folhas são inteiras, de cor verde escuras na face superior e argenteas (esbranquiçadas) na face dorsal. A lamina é opostas e glabrascentes (sem pelos quando maduras) com pecíolo ou cabinho de 3 a 6 mm de comprimento, Essa espécie pode ser facilmente identificada por se observar pecíolos bem sulcados e pilosos. A lamina tem textura cartácea (como cartolina), ovada (com forma de ovo) a elipticas medindo 2 a 5,5 cm de comprimento por 1,2 a 2,0 cm de largura. As flores nascem em racemos (cachos curtos) axililares com 15 a 45 mm de comprimento, contendo 5 a 10 flores cíclicas (distribuídos em vários ciclos), diclamídeas (com dois envoltórios) e medem 1,2 cm de diâmetro quando abertas. Estas têm cálice (invólucro externo da flor) cupulado (com forma de cúpula) com 4 sépalas desiguais e corola (invólucro esterno) com 4 pétalas brancas de 3 a 4 mm de comprimento. Os frutos são globosos de cor vermelha escura e depois bem pretos quando maduros, medindo 0,8 a 1,2 cm de diâmetro com pele fina e ´plá arroxeada envolvendo 1 semente pequena.

 

Dicas para cultivo:  Planta de crescimento rápido que aprecia qualquer tipo de solos com boa fertilidade natural e rápida drenagem da água das chuvas, é resistente a geadas leves de até -3 grau e pode ser plantada em solos brejosos e locais onde ocorrem inundações anuais. A planta frutifica abundantemente em pleno sol, mais não deve faltar água na época da florada e granagem dos frutos. Começa a frutificar com 2 a 3 anos a depender do clima e tratos culturais. Também pode ser cultivada em vasos grandes e em pleno sol onde frutifica bastante.

 

Mudas: As sementes são globosas, recalcitrantes (perdem o poder germinativo se forem secadas) e germinam em 40 a 70 dias se plantadas em substrato de 50% de terra vermelha, 30% de matéria orgânica e 20% de areia. Recomendo plantar 2 sementes diretamente em  saquinhos individuais e quando as plântulas estiverem com 10 cm, eliminar a planta mais fraca e mal localizada. As mudas devem ser formadas sob sombreamento de 50% e atingem 30 cm com 10 a 12 meses de vida.

 

Plantando: Pode ser plantada tanto a pleno sol como na sombra em bosques com arvores grandes bem espaçadas. Espaçamento 4 x 4 m. Faça cova quadradas com 50 cm nas três dimensões e adicione 50 kg de farinha de osso, 100 g de cinzas e cerca de 40% de matéria orgânica, deixando curtir por 2 meses. A melhor época de plantio é de outubro a novembro. Irrigar a cada quinze dias nos primeiros 3 meses, depois somente se faltar água na época da florada.

 

Cultivando: A planta cresce rápido e não necessita de cuidados especiais, apenas deve-se cobrir a superfície com capim cortado e eliminar qualquer erva daninha que possa sufocar a planta. Fazer podas no fim do inverno para fazer a formação da planta eliminando ramos e brotos da base e todo o excesso de ramos que nascerem voltados para o interior da copa. Adubar com 2 a 3 pás de composto orgânico curtido e 50 gramas de farinha de osso e 100 gramas de cinzas ou torta de mamona. Distribuir os nutrientes à 5 cm superficialmente a 20 cm do caule no inicio do mês de setembro.

Usos: Frutifica nos meses de setembro a outubro. Espécie muito importante como apícola, pois floresce no final de julho e agosto fornecendo muito néctar e pólen a varias espécies de abelhas nativas ou não. Os frutos tem polpa rica em antioxidantes e pectina e podem ser consumidos in natura ou despolpados sob uma peneira e a polpa usada para sucos, frizantes, geleias ou sorvetes. Os pássaros também o procuram, pois na época que amadurecem há pouco alimento. A arvore não pode faltar em jardins pois na época da brotação das folhas ocorrem um espetáculo a parte. Também não deve faltar em projetos de reflorestamentos pois seus frutos alimentam pássaros e pequenos mamíferos.  

 

Consulte-nos pelo e-mail hnjosue1980@gmail.com ou veja nosso catalogo de mudas disponíveis clicando aqui. – acompanhe-nos no Facebook  = VEJA SE TEMOS SEMENTES DOSPONIVEIS CLICANDO AQUI!


quinta-feira, 9 de julho de 2026

Plantei uma muda de Sete capotes no sítio. Conheces?

http://www.huertasurbanas.com
Continuando a diversificação de espécies no sítio 5 irmãos em montenegro RS, plantei uma muda de "sete capotes" que ganhei do amigo Radalesque. Adubei a cova da muda com esterco de gado, vamos verificar seu crescimento.
alexandre 


CAMPOMANESIA GUAZUMIFOLIA
FAMÍLIA DAS MYRTACEAS
NOME INDIGENA: AGUARICARÁ vem do guarani e significa “Fruto da arvore de tronco coberto de varias camadas de cascas e escavado” característica bem notória nos outros nomes populares mais comuns como Sete capotes ou Sete casacas.


Características: Arvore de 4 a 10 metros e tem copa arredondada quando em pleno sol e piramidal quando no interior da floresta. O tronco é tortuoso com pequenas cavas ou sucos e mede 20 a 30 cm de diâmetro, com casca muito suberosa ou grossa, formada de diversas camadas. As folhas são simples, opostas e verdes foscas, oblongas (mais longa que larga) com textura rugosa e coriacea (rija como o couro) medindo 6,5 a 12 cm de comprimento por 3 a 5 cm de largura, com base é arredondada e o ápice é ovalado (com forma de ovo). As nervuras são bem distintas, pubescentes (coberta de pelos curtos) e salientes na face superior. As flores são hermafroditas, axilares (nascem na conjunção da folha com o ramo). O botão por abrir mede 1 cm de diâmetro e a flor depois de aberta mede 3 a 4 cm de diâmetro. O cálice (invólucro externo) é denteado e mede 9 mm de comprimento e a corola (invólucro interno) contém 5 a 7 pétalas brancas de 1,6 a 1,8 cm de comprimento, com margem crenada (dentes arredondados).

Dicas para cultivo: Arvore de crescimento rápido e muito resiste a geadas de -3 graus vegeta bem em qualquer altitude. O solo pode ser profundo, com constituição arenosa ou argilosa (solo vermelho) com pH neutro e rico em matéria orgânica. A arvore inicia a frutificação a partir do 3 ano após o plantio. Também é muito resistente a seca.

Mudas: As sementes são de cor creme conservam o poder germinativo por mais de 1 anos após terem sido limpas e secas. Germinam em 40 a 60 dias se forem plantadas em substrato rico em matéria orgânica. As mudas atingem 30 cm com 6 meses de cultivo.

Plantando: Pode ser plantada a pleno sol como em bosques com arvores grandes bem espaçadas. Abra covas  num espaçamento de 5 x 5 m; com dimensões de 40 cm de largura, altura e profundidade, misturando a terra da superfície com 500 g de calcário, 1 kg de cinzas e 8 kg de matéria orgânica bem curtida, deixando curtir por 2 meses. A melhor época de plantio é de setembro a outubro. Depois de plantada, irrigar a cada quinze dias nos primeiros 3 meses, depois somente se faltar chuva por mais de 1 mês.

Cultivando: Fazer apenas podas de formação da copa e eliminar os galhos que nascerem na base do tronco ou estiverem atrapalhando a formação da copa. Adubar com composto orgânico, pode ser 6 kg de matéria orgânica bem curtida + 30 g de N-P-K 10-10-10 dobrando essa quantia a cada ano até o 4ª ano.

Usos: Frutifica de fevereiro a abril. Os frutos são consumidos in-natura, ou para fabricação de geléias ou sorvetes. As arvores não devem faltar em reflorestamentos de preservação permanente por terem rusticidade e crescimento rápido.

Fonte: http://www.colecionandofrutas.org/campomanesiaguazumi.htm

segunda-feira, 22 de junho de 2026

AS FRUTAS Brasileiras ESTRANHAS Nativas do CERRADO Mais CURIOSAS e INCRÍ...


Descubra o tesouro oculto do cerrado brasileiro! Adentre um mundo
repleto de sabores exóticos, cores vibrantes e texturas surpreendentes.
Bem-vindo ao fascinante universo das frutas típicas do cerrado,
um ecossistema único que abriga uma variedade incrível de tesouros
naturais.

O cerrado, uma das principais savanas tropicais do mundo,
é conhecido por sua rica biodiversidade e por abrigar um verdadeiro
paraíso de frutas exuberantes e saborosas. Elas também são símbolos culturais, enraizadas nas tradições e
na história do povo que habita essa região. Venha conosco em
uma jornada pelo cerrado brasileiro e descubra as frutas que
florescem nessa terra de beleza selvagem. Prepare-se para
experimentar um universo de possibilidades e apaixonar-se
pelas frutas típicas do cerrado.

terça-feira, 9 de junho de 2026

Saiba como adubar e colher frutos de suas árvores!!


Por Lila de Oliveira, iG São Paulo |


Tenho uma muda de árvore frutífera em um vaso pequeno. Como faço para transportá-lo para um local maior?
Escolha um vaso de plástico com orifício na parte inferior para facilitar a drenagem. Em seguida, coloque uma camada de 5 cm de pedra (brita) ou argila expandida, sobreponha uma manta de bidim, que servirá como filtro, um substrato de boa qualidade (200 g/ m²), calcário e adubo N-P-K 4-14-8, na proporção de 200 g/m² para 250 g/m². Após esse procedimento, retire com cuidado a planta, de modo que o torrão (local onde as raízes estão localizadas) seja conservado, e coloque-a no novo vaso de forma que a região de transição entre o caule e a raiz fique no nível da terra.
Se decidir replantar a muda no solo, abra uma cova com 40 cm x 40 cm x 40 cm de medida, utilizando uma pá reta. Misture a terra retirada a terra-preta (20 l/m²), adubo N-P-K 4-14-8 (200 g/m²) e calcário (250 g/m²). Nas primeiras semanas após colocar a planta, em ambos os casos, não se esqueça de irrigá-la bem.

É preciso conhecer bem a espécie antes de plantar uma árvore perto de casa


Tenho árvores de pêssego, goiaba, abacate, manga e lichia, mas elas não estão dando fruto. O que pode estar acontecendo? O que devo fazer?
Se duas plantas de mesma espécie estiverem plantadas no mesmo ambiente e o florescimento das duas for diferente, o problema provavelmente é genético e a solução será aceitá-la desta forma ou trocá-la por outra muda.
Mas se nenhuma das árvores está florescendo, talvez trate-se de uma questão ambiental, como ausência de algum nutriente no solo, excesso ou falta de água, presença de pragas ou doenças, ou alteração brusca de temperatura. Porém, é difícil identificar as causas sem a ajuda de um profissional.

Qual o tipo de adubo recomendado para jabuticabeiras?
A adubação deve ocorrer em dois períodos. Do início de setembro até novembro, ela deve ser completa, com 10 l/m² de matéria orgânica 100% ou 20 l/m² de terra-preta; 200 g/m² de adubo N-P-K 10-10-10 e 250 g/m² de calcário dolomítico. De fevereiro a abril deve ser química, com 200 g/m² de adubo N-P-K 10-10-10. A adubação é feita somente uma vez por período e é necessário irrigar em abundância.

Tenho um limoeiro que floresce, mas não chega a dar fruto. O que pode estar acontecendo?
Esse sintoma do abortamento do botão floral é muito comum quando há falta de fósforo, um importante nutriente. Esse elemento deve ser colocado sobre o solo, na projeção da copa da árvore. Após adubar, irrigue em abundância. Pragas e doenças também são causas possíveis.

É possível ter um pé de araçá em um vaso?
Sim. O araçá é uma árvore cuja altura varia de 3 a 6 metros. Para contê-lo em um vaso é necessário podar.

Qual a melhor forma de evitar pragas em árvores frutíferas?
A praga mais comum é a mosca das frutas. Uma das maneiras de evitá-la é cortar uma garrafa PET ao meio, inverter a parte superior e encaixá-la na inferior, criando uma armadilha. Preencha o conjunto com suco de fruta concentrado e acrescente um inseticida (não obrigatório). A mosca adulta será atraída para o suco e não conseguirá sair da garrafa, interrompendo, assim, o ciclo da espécie.

Consultoria:
Aline Chagas Fini, engenheira agrônoma e professora do IBRAP (Instituto Brasileiro de Paisagismo)
Tels: (11) 3061-1219/ 3082-9564
www.ibrappaisagismo.com.br

terça-feira, 19 de maio de 2026

Camu-camu tem 20 vezes mais vitamina C que a acerola

Por ser azeda demais, fruta é consumida na forma de sorvetes, geleias e compotas

Por Texto: Karin Salomão I Edição: Vinicius Galera de Arruda



agricultura_camu_camu_fruta (Foto: Fernanda Bernardino/Ed. Globo)
A fruta camu-camu é pequena e pesa em média 8g. Cresce nas várzeas dos rios, principalmente na época das cheias dos rios amazonenses. Só que é azeda demais e é consumida apenas na forma de sorvetes, geleias e compotas. Por isso, a produção do camu-camu (Myrciaria dúbia) no Brasil ainda é baixa.
Dois pesquisadores da Embrapa querem alavancar a produção de camu-camu e tornar a cultura mais eficiente. Afinal, a fruta é grande fonte de vitamina C: supera o teor da acerola em 20 vezes e o do limão em 100 vezes. Os resultados foram compilados no livro de bolso A Cultura do Camu-Camu.
O livro faz parte da Coleção Plantar, coletânea de livros de bolso da Embrapa, e trata de diversos aspectos que envolvem o manejo do camu-camu, tais como as condições adequadas de clima, solo, meios de propagação e tratos culturais. Há também informações sobre valor nutricional, colheita, beneficiamento, conservação e rendimento industrial. A edição traz ainda ilustrações de como identificar frutos e ramos atacados por insetos-pragas.
A fruta é muito utilizada pelas empresas farmacêuticas para fabricação de cápsulas de vitamina, segundo Walnice Nascimento, uma das coautoras do livro. “O camu-camu tem um grande potencial que ainda precisa ser explorado no Brasil”, diz ela, que divide a autoria da publicação com o pesquisador José Urano de Carvalho, ambos da Embrapa.
No Brasil, é cultivado principalmente no Pará, no Amazonas e em algumas fazendas de São Paulo, em Mirandópolis e Iguape. Ainda que no país a cultura seja incipiente, o Peru é grande produtor e exportador da fruta. De lá, o camu-camu é exportado para o Japão, Estados Unidos e para a União Européia, através da Holanda.
Ainda pouco domesticada, a planta não tem uma produção tão eficiente. Por ser uma planta de várzea, ela também não está plenamente adaptada ao solo firme. O melhoramento por seleção, no Brasil, começou apenas em 2008. Desde então, foram feitos diversos trabalhos de caracterização química da fruta em diversas universidades brasileiras. Atualmente, a Embrapa também está analisando variedades selecionadas geneticamente.
Dez cientistas da Embrapa – engenheiros químicos, melhoristas, fitotecnistas, fitopatologistas, nutricionistas e geneticistas - trabalham com essa produção. O livro foi resultado de diversos testes de cultivo e de compilações de outros trabalhos, principalmente peruanos.
Serviço
O livro A Cultura do Camu-Camu pode ser encontrado no posto de vendas da Embrapa Amazônia Oriental ou no site www.embrapa.br/liv

sexta-feira, 17 de abril de 2026

Chal-chal, a árvore preferida dos bichos!!



O popular chal-chal na língua indígena Guarani é chamado de erembiú e significa “comida de pomba”. Já seu nome científico, Allophylus edulis, vem do latim onde edulis significa comestível. Confirmando a propriedade gastronômica da árvore em questão, sabiás, sanhaçus, bem-te-vis e trinca-ferro-verdadeiros são aves comumente encontradas apreciando seus frutos. Além das aves, quem também faz do chal-chal uma parada obrigatória na hora das refeições são os bugios, veja no vídeo abaixo um flagrante para lá de especial. Apesar dos frutos terem pouca polpa, são produzidos em abundância e além de muito apreciados pela fauna silvestre, são igualmente comestíveis para os humanos.


O chal-chal (Allophylus edulis), também conhecido como fruta-do-pombo, baga-de-morcego, vacum, vacunzeiro, murta-branca, é uma espécie colonizadora de áreas abertas. No entanto, pode ser encontrada no interior de matas primárias mais preservadas, em capoeiras, capoeirões e em beiras de rio. Tem preferência por solos úmidos e tolera bem o calor e o frio. Ocorre na maioria das formações florestais brasileiras, desde a floresta Amazônica até a Mata Atlântica, bem como em outras formações da América do Sul.



Pode ser encontrado como árvore ou arbusto, geralmente tendo entre 6 e 10 metros de altura e até 45cm de diâmetro. É uma espécie de uso ornamental e paisagístico e sua madeira tem valor econômico secundário, sendo utilizada para lenha e também para confecção de cabos de ferramentas. Apresenta tronco ereto, descamante em placas, casca fina de coloração pardo-escura e ramos acinzentados com lenticelas. A copa fechada tem formato piramidal.


Suas folhas são compostas, trifoliadas, apresentando de 10 a 15 centímetros de comprimento, folíolos oblongo-lanceolados, glabros ou pubescentes próximo às nervuras principais, margem serreada, ápice acuminado, pecíolo com canal bem definido, de 3 a 5 centímetros de comprimento. A infusão das folhas é utilizada na medicina popular contra problemas hepáticos, febre, hipertensão, disenteria, icterícia, inflamações da garganta e afecções digestivas e intestinais. Externamente o decocto das folhas serve para limpeza de ferimentos.
Inflorescência composta, com ramos centrais mais longos, terminais ou na axila das folhas do ápice dos ramos vegetativos. As flores são branco-esverdeadas, de 2 a 5 milímetros de comprimento, unissexuais e hermafroditas, e fornecem néctar para as abelhas.



Seus frutos são drupáceos, vermelhos, lisos e glabros e tem até 8mm de comprimento. A frutificação é abundante e de fácil coleta. Como dito anteriormente, embora com pouca polpa, os frutos são comestíveis, doces e podem servir de base para o preparo de sucos, licores e também para a produção de uma bebida indígena fermentada de aspecto vinoso conhecida como “chicha”. Apesar da pequena dimensão dos frutos, a polpa pura também pode ser consumida da mesma forma que o açaí. Algumas tribos também consomen as sementes, após torradas e salgadas.
A Apremavi utiliza esta espécie nos plantio de recuperação e restauração de áreas degradadas.
Além dos pássaros, os bugios também tem a árvore de chal-chal como restauante preferido. Filme: Arquivo Apremavi.
Chal-chal
Nome científico: Allophylus edulis (St.-Hill.) Radlk.
Família: Sapindaceae
Utilização: ornamental, paisagismo e plantios de recuperação de áreas degradadas
Coleta de sementes: diretamente da árvore
Época de coleta de sementes: novembro a dezembro
Fruto: globosos, indeiscentes, pequenos e de cor vermelha
Flor: branco-esverdeadas
Crescimento da muda: rápido
Germinação: normal
Plantio: mata ciliar e áreas abertas
Fontes consultadas
Chal-chal. Disponível em: Ecoloja. Data de acesso: 08jan2019.
Chal-chal. Disponível em: Flora SBS. Data de acesso: 08jan2019.
Chal-chal. Disponível em: WikiAves. Data de acesso: 08jan2019.
D.C.A. ABREU et al. Caracterização morfológica de frutos, sementes e germinação de Allophylus edulis (ST.-HIL.) Radlk. Revista Brasileira de Sementes, vol. 27, no 2, p.59-66, 2005.
Fruta-de-faraó. Disponível em: ESALQ-USP. Data de acesso: 08jan2019.
LORENZI, H. Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil. Nova Odessa: Plantarum, 1992. 368p.
PROCHNOW. M. No Jardim das Florestas. Rio do Sul: Apremavi, 2007, 188p.
Autora: Carolina Schäffer.

quarta-feira, 1 de abril de 2026

Frutas brasileiras em extinção são recuperadas!!


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uvaia


Sabia que não só os animais que estão em risco de extinção? Plantas, frutas e diversos alimentos também: são cerca de 3,5 mil ingredientes em risco no mundo e, só no Brasil, 100 tipos de alimentos, dos quais 16 são frutas, como Cambuci, Butiá ou Maracujá-da-Catinga.
Este cenário foi apresentado ao público durante a segunda edição do Festival Arca do Gosto, realizada pelo movimento Slow Food no final de outubro. O encontro apresentou os alimentos brasileiros ameaçados de extinção e as causas de seu desaparecimento, entre elas o desmatamento e a falta de demanda por esses produtos.
Além desta iniciativa incrível, tem muita gente colocando a mão na massa para ajudar a recuperar e a reverter o risco de desaparecimento de ingredientes em diversas regiões do país, como na Mata Atlântica Sudeste, por exemplo. Com um detalhe: entre esses produtos, estão alguns dos mais valorizados em diversas partes do mundo.
Nessa região, existe um movimento forte de cerca de 60 produtores familiares que estão resgatando o cultivo de frutas nativas desse bioma. Organizados sob o nome de Arranjo Produtivo Sustentável, tal movimento acontece dentro da Rota do Cambuci, que é gerida pela ONG Instituto Auá em pequenas propriedades do Cinturão Verde da Cidade de São Paulo. Nessa área (formada por 39 municípios da região metropolitana, e coordenado pelo Instituto Florestal da Secretaria do Meio Ambiente do Estado), às bordas da floresta remanescente, são produzidas espécies como Cambuci, Uvaia, Araçá e Grumixama.
grumixama

O instituto compra, de produtores locais, produtos como Cambuci congelado e outros derivados de plantas nativas – como cachaças, geleias e licores – e os comercializa para o consumidor final, gerando um novo tipo de mercado que, além de implementar a conservação das espécies da Mata Atlântica, gera renda para os pequenos agricultores. Com um detalhe: os cultivos são agroecológicos, ou seja, sem agrotóxicos e com base no sistema agroflorestal, o que promove a recuperação do meio ambiente e da biodiversidade em geral.
Até agora, o balanço dessa iniciativa é muito inspirador, veja:
– cerca de 60 estabelecimentos gastronômicos e 35 lojas de varejo estão usando e comercializando o Cambuci e derivados de frutas nativas em São Paulo,
– três indústrias estão desenvolvendo produtos com esses ingredientes e
– duas prefeituras introduziram o Cambuci na alimentação escolar;
– há inúmeros espaços interessantes que comercializam e divulgam essas frutas tão saborosas e brasileiras junto ao público. Entre eles, destacam-se o Box Mata Atlântica e Amazônia no Mercado de Pinheiros – parceria do Instituto Auá com o Instituto ATÁ –, no famoso bairro paulistano de Pinheiros, e os Festivais do Cambuci que acontecem ao longo do ano em 13 municípios que compõem o Cinturão Verde, o que tem garantido renda média de 1 mil reais por produtor, a cada evento.
Além das quase 40 toneladas de Cambuci produzidas este ano, a diversidade de produtos artesanais à base de frutas nativas é enorme: são cerca de 400 itens, entre eles bebidas, doces, biscoitos, granolas e farinhas.
Todo esse trabalho com base em sistemas agroflorestais tem trazido resultados incríveis para a Mata Atlântica, como a conservação da paisagem, que inclui a recuperação de nascentes e mananciais. Atualmente, são cerca de 50 hectares de terras produzindo frutas nativas em 12 municípios do Cinturão Verde paulista.
Além disso, a parceria entre o Instituto Auá e a The Nature Conservancy (TNC) tornou possível o mapeamento de 80 hectares de APPs Hídricas (Áreas de Preservação Permanente) e de áreas agrícolas que têm grande potencial para a implantação de agroflorestas com espécies nativas, em Salesópolis. Também é importante salientar o trabalho de georreferenciamento dessas espécies realizado por pesquisadores da Esalq-USP, parceiros da Rede de Pesquisa da Rota do Cambuci.
Só boas notícias! São todas provas de que é possível fazer uso da terra de forma mais consciente, valorizando o que a natureza dá e incrementando a alimentação de paulistas e brasileiros. tomara que mais e mais iniciativas como esta se propaguem pelo país.
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Fonte: Conexão Planeta

domingo, 8 de fevereiro de 2026

Eugenia multicostata, a Sapiranga ou Araçá-piranga . Conheces???

 

De nome científico
Eugenia multicostata, a Sapiranga ou Araçá-piranga é árvore nativa de médio a grande porte, muito ornamental, seja pela beleza de sua folhagem, como pelo seu tronco vermelho-ferrugíneo-intenso. Sua excelente madeira, resistente à umidade, foi um dos motivos que levou a espécie à quase extinção em seu habitat natural.

É uma árvore muito rara, ameaçada de extinção devido a exploração de sua madeira, que é muito resistente. A fruta é consumida ao natural, ou ainda sob a forma de sucos, geléias e sorvetes. Compre lindas mudas de Sapiranga:

Site: www.safarigarden.com.br Blog: www.plantasexoticas.com.br
Facebook: www.facebook.com/safarigardenplantas

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