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quinta-feira, 9 de julho de 2026

Plantei uma muda de Sete capotes no sítio. Conheces?

http://www.huertasurbanas.com
Continuando a diversificação de espécies no sítio 5 irmãos em montenegro RS, plantei uma muda de "sete capotes" que ganhei do amigo Radalesque. Adubei a cova da muda com esterco de gado, vamos verificar seu crescimento.
alexandre 


CAMPOMANESIA GUAZUMIFOLIA
FAMÍLIA DAS MYRTACEAS
NOME INDIGENA: AGUARICARÁ vem do guarani e significa “Fruto da arvore de tronco coberto de varias camadas de cascas e escavado” característica bem notória nos outros nomes populares mais comuns como Sete capotes ou Sete casacas.


Características: Arvore de 4 a 10 metros e tem copa arredondada quando em pleno sol e piramidal quando no interior da floresta. O tronco é tortuoso com pequenas cavas ou sucos e mede 20 a 30 cm de diâmetro, com casca muito suberosa ou grossa, formada de diversas camadas. As folhas são simples, opostas e verdes foscas, oblongas (mais longa que larga) com textura rugosa e coriacea (rija como o couro) medindo 6,5 a 12 cm de comprimento por 3 a 5 cm de largura, com base é arredondada e o ápice é ovalado (com forma de ovo). As nervuras são bem distintas, pubescentes (coberta de pelos curtos) e salientes na face superior. As flores são hermafroditas, axilares (nascem na conjunção da folha com o ramo). O botão por abrir mede 1 cm de diâmetro e a flor depois de aberta mede 3 a 4 cm de diâmetro. O cálice (invólucro externo) é denteado e mede 9 mm de comprimento e a corola (invólucro interno) contém 5 a 7 pétalas brancas de 1,6 a 1,8 cm de comprimento, com margem crenada (dentes arredondados).

Dicas para cultivo: Arvore de crescimento rápido e muito resiste a geadas de -3 graus vegeta bem em qualquer altitude. O solo pode ser profundo, com constituição arenosa ou argilosa (solo vermelho) com pH neutro e rico em matéria orgânica. A arvore inicia a frutificação a partir do 3 ano após o plantio. Também é muito resistente a seca.

Mudas: As sementes são de cor creme conservam o poder germinativo por mais de 1 anos após terem sido limpas e secas. Germinam em 40 a 60 dias se forem plantadas em substrato rico em matéria orgânica. As mudas atingem 30 cm com 6 meses de cultivo.

Plantando: Pode ser plantada a pleno sol como em bosques com arvores grandes bem espaçadas. Abra covas  num espaçamento de 5 x 5 m; com dimensões de 40 cm de largura, altura e profundidade, misturando a terra da superfície com 500 g de calcário, 1 kg de cinzas e 8 kg de matéria orgânica bem curtida, deixando curtir por 2 meses. A melhor época de plantio é de setembro a outubro. Depois de plantada, irrigar a cada quinze dias nos primeiros 3 meses, depois somente se faltar chuva por mais de 1 mês.

Cultivando: Fazer apenas podas de formação da copa e eliminar os galhos que nascerem na base do tronco ou estiverem atrapalhando a formação da copa. Adubar com composto orgânico, pode ser 6 kg de matéria orgânica bem curtida + 30 g de N-P-K 10-10-10 dobrando essa quantia a cada ano até o 4ª ano.

Usos: Frutifica de fevereiro a abril. Os frutos são consumidos in-natura, ou para fabricação de geléias ou sorvetes. As arvores não devem faltar em reflorestamentos de preservação permanente por terem rusticidade e crescimento rápido.

Fonte: http://www.colecionandofrutas.org/campomanesiaguazumi.htm

segunda-feira, 22 de junho de 2026

AS FRUTAS Brasileiras ESTRANHAS Nativas do CERRADO Mais CURIOSAS e INCRÍ...


Descubra o tesouro oculto do cerrado brasileiro! Adentre um mundo
repleto de sabores exóticos, cores vibrantes e texturas surpreendentes.
Bem-vindo ao fascinante universo das frutas típicas do cerrado,
um ecossistema único que abriga uma variedade incrível de tesouros
naturais.

O cerrado, uma das principais savanas tropicais do mundo,
é conhecido por sua rica biodiversidade e por abrigar um verdadeiro
paraíso de frutas exuberantes e saborosas. Elas também são símbolos culturais, enraizadas nas tradições e
na história do povo que habita essa região. Venha conosco em
uma jornada pelo cerrado brasileiro e descubra as frutas que
florescem nessa terra de beleza selvagem. Prepare-se para
experimentar um universo de possibilidades e apaixonar-se
pelas frutas típicas do cerrado.

terça-feira, 9 de junho de 2026

Saiba como adubar e colher frutos de suas árvores!!


Por Lila de Oliveira, iG São Paulo |


Tenho uma muda de árvore frutífera em um vaso pequeno. Como faço para transportá-lo para um local maior?
Escolha um vaso de plástico com orifício na parte inferior para facilitar a drenagem. Em seguida, coloque uma camada de 5 cm de pedra (brita) ou argila expandida, sobreponha uma manta de bidim, que servirá como filtro, um substrato de boa qualidade (200 g/ m²), calcário e adubo N-P-K 4-14-8, na proporção de 200 g/m² para 250 g/m². Após esse procedimento, retire com cuidado a planta, de modo que o torrão (local onde as raízes estão localizadas) seja conservado, e coloque-a no novo vaso de forma que a região de transição entre o caule e a raiz fique no nível da terra.
Se decidir replantar a muda no solo, abra uma cova com 40 cm x 40 cm x 40 cm de medida, utilizando uma pá reta. Misture a terra retirada a terra-preta (20 l/m²), adubo N-P-K 4-14-8 (200 g/m²) e calcário (250 g/m²). Nas primeiras semanas após colocar a planta, em ambos os casos, não se esqueça de irrigá-la bem.

É preciso conhecer bem a espécie antes de plantar uma árvore perto de casa


Tenho árvores de pêssego, goiaba, abacate, manga e lichia, mas elas não estão dando fruto. O que pode estar acontecendo? O que devo fazer?
Se duas plantas de mesma espécie estiverem plantadas no mesmo ambiente e o florescimento das duas for diferente, o problema provavelmente é genético e a solução será aceitá-la desta forma ou trocá-la por outra muda.
Mas se nenhuma das árvores está florescendo, talvez trate-se de uma questão ambiental, como ausência de algum nutriente no solo, excesso ou falta de água, presença de pragas ou doenças, ou alteração brusca de temperatura. Porém, é difícil identificar as causas sem a ajuda de um profissional.

Qual o tipo de adubo recomendado para jabuticabeiras?
A adubação deve ocorrer em dois períodos. Do início de setembro até novembro, ela deve ser completa, com 10 l/m² de matéria orgânica 100% ou 20 l/m² de terra-preta; 200 g/m² de adubo N-P-K 10-10-10 e 250 g/m² de calcário dolomítico. De fevereiro a abril deve ser química, com 200 g/m² de adubo N-P-K 10-10-10. A adubação é feita somente uma vez por período e é necessário irrigar em abundância.

Tenho um limoeiro que floresce, mas não chega a dar fruto. O que pode estar acontecendo?
Esse sintoma do abortamento do botão floral é muito comum quando há falta de fósforo, um importante nutriente. Esse elemento deve ser colocado sobre o solo, na projeção da copa da árvore. Após adubar, irrigue em abundância. Pragas e doenças também são causas possíveis.

É possível ter um pé de araçá em um vaso?
Sim. O araçá é uma árvore cuja altura varia de 3 a 6 metros. Para contê-lo em um vaso é necessário podar.

Qual a melhor forma de evitar pragas em árvores frutíferas?
A praga mais comum é a mosca das frutas. Uma das maneiras de evitá-la é cortar uma garrafa PET ao meio, inverter a parte superior e encaixá-la na inferior, criando uma armadilha. Preencha o conjunto com suco de fruta concentrado e acrescente um inseticida (não obrigatório). A mosca adulta será atraída para o suco e não conseguirá sair da garrafa, interrompendo, assim, o ciclo da espécie.

Consultoria:
Aline Chagas Fini, engenheira agrônoma e professora do IBRAP (Instituto Brasileiro de Paisagismo)
Tels: (11) 3061-1219/ 3082-9564
www.ibrappaisagismo.com.br

terça-feira, 19 de maio de 2026

Camu-camu tem 20 vezes mais vitamina C que a acerola

Por ser azeda demais, fruta é consumida na forma de sorvetes, geleias e compotas

Por Texto: Karin Salomão I Edição: Vinicius Galera de Arruda



agricultura_camu_camu_fruta (Foto: Fernanda Bernardino/Ed. Globo)
A fruta camu-camu é pequena e pesa em média 8g. Cresce nas várzeas dos rios, principalmente na época das cheias dos rios amazonenses. Só que é azeda demais e é consumida apenas na forma de sorvetes, geleias e compotas. Por isso, a produção do camu-camu (Myrciaria dúbia) no Brasil ainda é baixa.
Dois pesquisadores da Embrapa querem alavancar a produção de camu-camu e tornar a cultura mais eficiente. Afinal, a fruta é grande fonte de vitamina C: supera o teor da acerola em 20 vezes e o do limão em 100 vezes. Os resultados foram compilados no livro de bolso A Cultura do Camu-Camu.
O livro faz parte da Coleção Plantar, coletânea de livros de bolso da Embrapa, e trata de diversos aspectos que envolvem o manejo do camu-camu, tais como as condições adequadas de clima, solo, meios de propagação e tratos culturais. Há também informações sobre valor nutricional, colheita, beneficiamento, conservação e rendimento industrial. A edição traz ainda ilustrações de como identificar frutos e ramos atacados por insetos-pragas.
A fruta é muito utilizada pelas empresas farmacêuticas para fabricação de cápsulas de vitamina, segundo Walnice Nascimento, uma das coautoras do livro. “O camu-camu tem um grande potencial que ainda precisa ser explorado no Brasil”, diz ela, que divide a autoria da publicação com o pesquisador José Urano de Carvalho, ambos da Embrapa.
No Brasil, é cultivado principalmente no Pará, no Amazonas e em algumas fazendas de São Paulo, em Mirandópolis e Iguape. Ainda que no país a cultura seja incipiente, o Peru é grande produtor e exportador da fruta. De lá, o camu-camu é exportado para o Japão, Estados Unidos e para a União Européia, através da Holanda.
Ainda pouco domesticada, a planta não tem uma produção tão eficiente. Por ser uma planta de várzea, ela também não está plenamente adaptada ao solo firme. O melhoramento por seleção, no Brasil, começou apenas em 2008. Desde então, foram feitos diversos trabalhos de caracterização química da fruta em diversas universidades brasileiras. Atualmente, a Embrapa também está analisando variedades selecionadas geneticamente.
Dez cientistas da Embrapa – engenheiros químicos, melhoristas, fitotecnistas, fitopatologistas, nutricionistas e geneticistas - trabalham com essa produção. O livro foi resultado de diversos testes de cultivo e de compilações de outros trabalhos, principalmente peruanos.
Serviço
O livro A Cultura do Camu-Camu pode ser encontrado no posto de vendas da Embrapa Amazônia Oriental ou no site www.embrapa.br/liv

sexta-feira, 17 de abril de 2026

Chal-chal, a árvore preferida dos bichos!!



O popular chal-chal na língua indígena Guarani é chamado de erembiú e significa “comida de pomba”. Já seu nome científico, Allophylus edulis, vem do latim onde edulis significa comestível. Confirmando a propriedade gastronômica da árvore em questão, sabiás, sanhaçus, bem-te-vis e trinca-ferro-verdadeiros são aves comumente encontradas apreciando seus frutos. Além das aves, quem também faz do chal-chal uma parada obrigatória na hora das refeições são os bugios, veja no vídeo abaixo um flagrante para lá de especial. Apesar dos frutos terem pouca polpa, são produzidos em abundância e além de muito apreciados pela fauna silvestre, são igualmente comestíveis para os humanos.


O chal-chal (Allophylus edulis), também conhecido como fruta-do-pombo, baga-de-morcego, vacum, vacunzeiro, murta-branca, é uma espécie colonizadora de áreas abertas. No entanto, pode ser encontrada no interior de matas primárias mais preservadas, em capoeiras, capoeirões e em beiras de rio. Tem preferência por solos úmidos e tolera bem o calor e o frio. Ocorre na maioria das formações florestais brasileiras, desde a floresta Amazônica até a Mata Atlântica, bem como em outras formações da América do Sul.



Pode ser encontrado como árvore ou arbusto, geralmente tendo entre 6 e 10 metros de altura e até 45cm de diâmetro. É uma espécie de uso ornamental e paisagístico e sua madeira tem valor econômico secundário, sendo utilizada para lenha e também para confecção de cabos de ferramentas. Apresenta tronco ereto, descamante em placas, casca fina de coloração pardo-escura e ramos acinzentados com lenticelas. A copa fechada tem formato piramidal.


Suas folhas são compostas, trifoliadas, apresentando de 10 a 15 centímetros de comprimento, folíolos oblongo-lanceolados, glabros ou pubescentes próximo às nervuras principais, margem serreada, ápice acuminado, pecíolo com canal bem definido, de 3 a 5 centímetros de comprimento. A infusão das folhas é utilizada na medicina popular contra problemas hepáticos, febre, hipertensão, disenteria, icterícia, inflamações da garganta e afecções digestivas e intestinais. Externamente o decocto das folhas serve para limpeza de ferimentos.
Inflorescência composta, com ramos centrais mais longos, terminais ou na axila das folhas do ápice dos ramos vegetativos. As flores são branco-esverdeadas, de 2 a 5 milímetros de comprimento, unissexuais e hermafroditas, e fornecem néctar para as abelhas.



Seus frutos são drupáceos, vermelhos, lisos e glabros e tem até 8mm de comprimento. A frutificação é abundante e de fácil coleta. Como dito anteriormente, embora com pouca polpa, os frutos são comestíveis, doces e podem servir de base para o preparo de sucos, licores e também para a produção de uma bebida indígena fermentada de aspecto vinoso conhecida como “chicha”. Apesar da pequena dimensão dos frutos, a polpa pura também pode ser consumida da mesma forma que o açaí. Algumas tribos também consomen as sementes, após torradas e salgadas.
A Apremavi utiliza esta espécie nos plantio de recuperação e restauração de áreas degradadas.
Além dos pássaros, os bugios também tem a árvore de chal-chal como restauante preferido. Filme: Arquivo Apremavi.
Chal-chal
Nome científico: Allophylus edulis (St.-Hill.) Radlk.
Família: Sapindaceae
Utilização: ornamental, paisagismo e plantios de recuperação de áreas degradadas
Coleta de sementes: diretamente da árvore
Época de coleta de sementes: novembro a dezembro
Fruto: globosos, indeiscentes, pequenos e de cor vermelha
Flor: branco-esverdeadas
Crescimento da muda: rápido
Germinação: normal
Plantio: mata ciliar e áreas abertas
Fontes consultadas
Chal-chal. Disponível em: Ecoloja. Data de acesso: 08jan2019.
Chal-chal. Disponível em: Flora SBS. Data de acesso: 08jan2019.
Chal-chal. Disponível em: WikiAves. Data de acesso: 08jan2019.
D.C.A. ABREU et al. Caracterização morfológica de frutos, sementes e germinação de Allophylus edulis (ST.-HIL.) Radlk. Revista Brasileira de Sementes, vol. 27, no 2, p.59-66, 2005.
Fruta-de-faraó. Disponível em: ESALQ-USP. Data de acesso: 08jan2019.
LORENZI, H. Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil. Nova Odessa: Plantarum, 1992. 368p.
PROCHNOW. M. No Jardim das Florestas. Rio do Sul: Apremavi, 2007, 188p.
Autora: Carolina Schäffer.

quarta-feira, 1 de abril de 2026

Frutas brasileiras em extinção são recuperadas!!


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Sabia que não só os animais que estão em risco de extinção? Plantas, frutas e diversos alimentos também: são cerca de 3,5 mil ingredientes em risco no mundo e, só no Brasil, 100 tipos de alimentos, dos quais 16 são frutas, como Cambuci, Butiá ou Maracujá-da-Catinga.
Este cenário foi apresentado ao público durante a segunda edição do Festival Arca do Gosto, realizada pelo movimento Slow Food no final de outubro. O encontro apresentou os alimentos brasileiros ameaçados de extinção e as causas de seu desaparecimento, entre elas o desmatamento e a falta de demanda por esses produtos.
Além desta iniciativa incrível, tem muita gente colocando a mão na massa para ajudar a recuperar e a reverter o risco de desaparecimento de ingredientes em diversas regiões do país, como na Mata Atlântica Sudeste, por exemplo. Com um detalhe: entre esses produtos, estão alguns dos mais valorizados em diversas partes do mundo.
Nessa região, existe um movimento forte de cerca de 60 produtores familiares que estão resgatando o cultivo de frutas nativas desse bioma. Organizados sob o nome de Arranjo Produtivo Sustentável, tal movimento acontece dentro da Rota do Cambuci, que é gerida pela ONG Instituto Auá em pequenas propriedades do Cinturão Verde da Cidade de São Paulo. Nessa área (formada por 39 municípios da região metropolitana, e coordenado pelo Instituto Florestal da Secretaria do Meio Ambiente do Estado), às bordas da floresta remanescente, são produzidas espécies como Cambuci, UvaiaAraçá Grumixama.
grumixama

O instituto compra, de produtores locais, produtos como Cambuci congelado e outros derivados de plantas nativas – como cachaças, geleias e licores – e os comercializa para o consumidor final, gerando um novo tipo de mercado que, além de implementar a conservação das espécies da Mata Atlântica, gera renda para os pequenos agricultores. Com um detalhe: os cultivos são agroecológicos, ou seja, sem agrotóxicos e com base no sistema agroflorestal, o que promove a recuperação do meio ambiente e da biodiversidade em geral.
Até agora, o balanço dessa iniciativa é muito inspirador, veja:
– cerca de 60 estabelecimentos gastronômicos e 35 lojas de varejo estão usando e comercializando o Cambuci e derivados de frutas nativas em São Paulo,
– três indústrias estão desenvolvendo produtos com esses ingredientes e
– duas prefeituras introduziram o Cambuci na alimentação escolar;
– há inúmeros espaços interessantes que comercializam e divulgam essas frutas tão saborosas e brasileiras junto ao público. Entre eles, destacam-se o Box Mata Atlântica e Amazônia no Mercado de Pinheiros – parceria do Instituto Auá com o Instituto ATÁ –, no famoso bairro paulistano de Pinheiros, e os Festivais do Cambuci que acontecem ao longo do ano em 13 municípios que compõem o Cinturão Verde, o que tem garantido renda média de 1 mil reais por produtor, a cada evento.
Além das quase 40 toneladas de Cambuci produzidas este ano, a diversidade de produtos artesanais à base de frutas nativas é enorme: são cerca de 400 itens, entre eles bebidas, doces, biscoitos, granolas e farinhas.
Todo esse trabalho com base em sistemas agroflorestais tem trazido resultados incríveis para a Mata Atlântica, como a conservação da paisagem, que inclui a recuperação de nascentes e mananciais. Atualmente, são cerca de 50 hectares de terras produzindo frutas nativas em 12 municípios do Cinturão Verde paulista.
Além disso, a parceria entre o Instituto Auá e a The Nature Conservancy (TNC) tornou possível o mapeamento de 80 hectares de APPs Hídricas (Áreas de Preservação Permanente) e de áreas agrícolas que têm grande potencial para a implantação de agroflorestas com espécies nativas, em Salesópolis. Também é importante salientar o trabalho de georreferenciamento dessas espécies realizado por pesquisadores da Esalq-USP, parceiros da Rede de Pesquisa da Rota do Cambuci.
Só boas notícias! São todas provas de que é possível fazer uso da terra de forma mais consciente, valorizando o que a natureza dá e incrementando a alimentação de paulistas e brasileiros. tomara que mais e mais iniciativas como esta se propaguem pelo país.
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Fonte: Conexão Planeta

domingo, 8 de fevereiro de 2026

Eugenia multicostata, a Sapiranga ou Araçá-piranga . Conheces???

 

De nome científico
Eugenia multicostata, a Sapiranga ou Araçá-piranga é árvore nativa de médio a grande porte, muito ornamental, seja pela beleza de sua folhagem, como pelo seu tronco vermelho-ferrugíneo-intenso. Sua excelente madeira, resistente à umidade, foi um dos motivos que levou a espécie à quase extinção em seu habitat natural.

É uma árvore muito rara, ameaçada de extinção devido a exploração de sua madeira, que é muito resistente. A fruta é consumida ao natural, ou ainda sob a forma de sucos, geléias e sorvetes. Compre lindas mudas de Sapiranga:

Site: www.safarigarden.com.br Blog: www.plantasexoticas.com.br
Facebook: www.facebook.com/safarigardenplantas

quinta-feira, 11 de setembro de 2025

Pomar em Vaso "Eugenia rostrifolia" Batinga vermelha. Conheces??



A batinga (Eugenia rostrifolia) é uma árvore de tamanho médio a grande, com um tronco reto e casca grossa, marrom-escura e rugosa. É nativa do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.

A batinga (Eugenia rostrifolia) é uma árvore de até 15 metros de altura. Também é conhecida como guapi.

A batinga é recomendada para arborização urbana, pois é muito ornamental. É também indicada para reflorestamento em vegetação secundária de lugares secos.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2025

Solo argiloso o que plantar???

 Plantas para solo argiloso

O solo argiloso, formado por pelo menos 30% de argila, apresenta desafios e vantagens. Sua baixa circulação de ar e dificuldade para drenar a água podem causar encharcamento em períodos chuvosos e formação de uma camada compactada em épocas de seca. Apesar disso, esse tipo de solo é rico em nutrientes, extremamente fértil e amplamente utilizado na agricultura. Se você planeja cultivar plantas nesse solo, algumas espécies se adaptam muito bem a esse terreno. Confira nossas sugestões em meio a esse artigo.

5 plantas ideais para solo argiloso

  • Amarílis (Hippeastrum hybridum)

Também chamada de açucena ou flor-da-imperatriz, essa planta ornamental tem flores vistosas em diversas cores e é fácil de cuidar.

  • Milho (Zea mays)

Esse cereal nutritivo é perfeito para quem deseja incluir uma planta de uso culinário no quintal. Pode ser cultivado a partir das sementes crioulas ou compradas e completa o ciclo entre 90 e 120 dias, formando novas espigas para consumo.

  • Mosquitinho (Gypsophila paniculata)

Com pequenas e delicadas flores brancas, essa planta ornamental é ótima para trazer beleza e leveza ao ambiente.

  • Hemerocallis (Hemerocallis spp.)

Muito parecidas com os lírios, as diversas variedades trazem cor e beleza aos jardins. Pode ser usada como forração ou bordaduras em jardins tropicais.

  • Árvores frutíferas em geral

Assim como as plantas de lavoura, as árvores frutíferas apreciam os solos argilosos para crescerem, em função da boa disponibilidade de nutrientes e condições para pleno desenvolvimento.

Cuidados com o solo argiloso


Cuidar de um solo argiloso requer atenção especial para garantir que ele seja saudável e produtivo. Esse tipo de solo tem partículas finas que retêm muita água, mas podem dificultar a drenagem e a circulação de ar. Para melhorar sua qualidade, é fundamental incorporar matéria orgânica, como composto ou esterco bem curtido, o que ajuda a aumentar a porosidade e a fertilidade. Outra dica é evitar o pisoteio ou o uso de máquinas pesadas quando o solo estiver muito úmido, pois isso pode compactá-lo, reduzindo ainda mais sua capacidade de drenagem. Além disso, a prática de plantio direto, que mantém o solo coberto com palha ou plantas, ajuda a evitar a erosão e a manter a estrutura do solo.

Para lidar com as características do solo argiloso e facilitar o plantio, o perfurador de solo a combustão STIHL BT 45 é um grande aliado. Essa ferramenta é ideal para criar covas com precisão, ajudando no plantio de mudas. O perfurador de solo BT 45 também economiza tempo e esforço em terrenos compactados, que demandam a instalação de um sistema de drenagem, como os argilosos.

Agora que você conhece as espécies que melhor se adaptam ao solo argiloso, você está pronto para aproveitar o rico potencial de desenvolvimento desse solo para essas plantas.
Adquira suas ferramentas STIHL para preparar o seu solo argiloso sem sair de casa. Conheça nossa Loja virtual e confira a disponibilidade no seu estado. Se você gostou dessas dicas e conhece alguém que está em busca de soluções para o solo argiloso, compartilhe este artigo!

FONTE: sthil

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