por Sylvia Miguel -
publicado
03/05/2017 11:25
-
última modificação
03/05/2017 12:17
Workshop Verdejando: sociedade civil debate
arborização da capital. A partir da esq.: subprefeito Oziel de Souza;
secretário do Verde, Gilberto Natalini; jornalista Ananda Apple;
professor Buckeridge e Ricardo Cardim
Áreas cobertas com vegetação têm o potencial de
reduzir em até 20% o risco de mortalidade por câncer e doenças
respiratórias em relação a regiões sem vegetação, mostra artigo
recém-publicado na revista científica Environmental Health Perspective.
Num cenário de mudanças climáticas, a revegetação das grandes cidades
está na agenda do dia e foi com o objetivo de discutir “Que arborização
queremos para São Paulo?” que o Workshop Verdejando reuniu especialistas, autoridades e representantes da sociedade civil no dia 17 abril, na antiga Sala do Conselho Universitário da USP.
Organizado pela Rede Globo em parceria com a Secretaria do Verde e
Meio Ambiente (SVMA) e o Programa USP Cidades Globais do IEA, o encontro
teve a moderação da jornalista Ananda Apple e do professor Marcos
Buckeridge, coordenador do USP Cidades Globais e presidente da Academia
de Ciências do Estado de São Paulo.
À esq.: professor Buckeridge e o botânico Ricardo Cardim. À
dir.: Patrícia Iglecias, supervisora de Gestão Ambiental (SGA) da USP
(ao fundo à esquerda, Paulo Saldiva, diretor do IEA, e à direita, o
sanitarista Eduardo Jorge, ex-candidato do PV à Presidência)
Na ocasião, o secretário municipal do Verde e Meio Ambiente, vereador Gilberto Natalini
(PV), anunciou a criação do Comitê Municipal de Arborização e falou da
implementação experimental de um sistema de gerenciamento por satélite
para a fiscalização das árvores da cidade. Também fez a promessa de que
não será mais permitido substituir o plantio de árvores pela construção
de jardins verticais, como ocorreu num polêmico Termo de Compromisso
Ambiental (TCA) assinado por uma construtora em 2015 com a Prefeitura
Municipal.
O líder do governo na Câmara Municipal de São Paulo, vereador Aurélio Nomura
(PSDB), defendeu a implementação de um plano diretor do verde para
efetivar políticas permanentes sobre plantio e cuidado com as árvores.
Disse também que irá levar ao prefeito João Dória Jr (PSDB) a proposta
de destinar parte do Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores
(IPVA) arrecadado pela Prefeitura para o investimento obrigatório em
áreas verdes. “Nada mais justo, pois são os carros os maiores
responsáveis pela emissão de material particulado”, disse Nomura.
O engenheiro agrônomo Joaquim Cavalcanti,
do Grupo Técnico sobre Normatização das Melhores Práticas de
Arborização Urbana da Prefeitura, defendeu a necessidade de um
inventário arbóreo e a capacitação humana para o trabalho de
reconhecimento e diagnóstico das espécies urbanas. “Poderíamos pensar
numa brigada de arboristas, com um grande envolvimento da sociedade
civil”, disse.
Os desafios operacionais são muitos, principalmente quanto à normas
regulamentadoras de segurança do trabalho e à capacitação do
profissional responsável pelas podas e manutenção, ressaltou Cavalcanti.
“A NR35 fala em andaimes, postes, prédios, mas não atende a quem
trabalha na altura fazendo podas. Da mesma forma, a NR12, sobre o
trabalho com motosserra, não abrange esse profissional”, observou.
Ações coordenadas para o plantio
O projeto Verdejando vem estimulando a importância do verde no
ambiente urbano, com a veiculação de reportagens inseridas nas
programações regionais da TV Globo e a promoção de oficinas de plantios e
a revitalização de praças e parques. O seminário na USP é mais uma
tentativa de buscar o engajamento e a sensibilização para o tema, disse
Ananda.
Árvores contribuem para minimizar a poluição do ar e reduzir as
amplitudes térmicas. Captam gás carbônico liberando oxigênio.
Proporcionam beleza visual, sombreamento e abrigo para a avifauna.
Contribuem assim para diminuir problemas respiratórios e melhorar a
qualidade de vida nas metrópoles.
Porém, a forma de plantar, quando, como, onde e o que plantar são
questões que precisam integrar uma ação coordenada, para que a
iniciativa possa otimizar os resultados, facilitar o manejo e
proporcionar o necessário controle fitossanitário das árvores, indicou o
secretário Natalini.
Polêmica sobre jardins verticais
Primeira etapa do “Corredor Verde” na Avenida 23 de Maio foi inaugurada no dia 9 de abril
O secretário Natalini foi aplaudido ao anunciar
que o município não irá mais permitir a substituição do plantio de
árvores pela construção de jardins verticais, como ocorreu no Termo de
Compromisso Ambiental (TCA) concedido em 2015 a uma construtora. Os
ambientalistas criticam a medida, pois os serviços ambientais de jardins
suspensos não se comparam aos benefícios fornecidos pelas árvores.
O assunto virou polêmica quando uma construtora desmatou 837 árvores
em 2013 no bairro do Morumbi, incluindo espécies nativas, para construir
prédios residenciais. A empresa ganhou a permissão de fazer um jardim
vertical no Minhocão, região Central, em vez de plantar árvores. Porém,
com a assinatura do secretário Natalini, a atual gestão municipal já
utilizou parte do TCA daquela construtora também para fazer o “corredor
verde” da Avenida 23 de Maio, implantado no local onde foram apagados
os grafites da via.
“Isso não acontecerá mais. Só pegamos o bonde andando e foi melhor
fazer esse acordo do que entrar num litígio judicial”, garantiu
Natalini.
O secretário fez uma assinatura simbólica da criação do Comitê
Municipal de Arborização e anunciou que o organismo será composto por
oito membros do poder público – SVMA e prefeituras regionais – e oito da
sociedade civil.
A portaria sobre
a criação do organismo foi publicada no diário oficial do município no
dia 26 de abril. Terá como missão propor ações de plantio, conservação,
articulação de ações integrando as iniciativas de plantio, além de
organizar encontros técnicos para formação continuada de cidadãos
interessados na temática.
“Precisamos sair daqui com uma plataforma mínima
de entendimento e cooperação entre empresas, governos, organizações
não-governamentais e cidadãos para construirmos essa força política
social para plantar na cidade de São Paulo, mas de uma forma
coordenada”, disse Natalini.
Os três viveiros da capital – Manequinho Lopes, no parque do
Ibirapuera, Arthur Etzer, localizado no parque do Carmo, e Harry
Blossfel, no parque Cemucam, em Cotia – são responsáveis pelo
fornecimento de mudas para órgãos municipais que plantarem em áreas
públicas. Adicionalmente, o município vem recebendo mudas de empresas
que fizeram termos de ajuste de conduta ou termos de compromisso
ambiental para ter o direito de construir. Há também empresas que,
simplesmente, fazem doações de mudas.
“Portanto, o problema hoje não é falta de mudas. Precisamos, sim, de
mão de obra e locais para o plantio. A Secretaria está mapeando isso e
verificamos que cabem 10 mil mudas em parques. Há ainda vias públicas,
calçadas e clubes esportivos em condições de plantar”, disse Natalini.
O secretário lembrou que as pessoas plantam pouco em seus quintais
porque as legislações restringem ações de manejo, plantio ou mesmo
supressão de árvores em terrenos particulares. “Precisamos facilitar as
coisas para que as pessoas possam plantar e manejar árvores em seus
quintais. Não devemos ter esse tabu de que árvore não pode ser
suprimida. É a última medida, mas em algum momento pode ser necessário”,
disse.
Árvore por habitante
“Precisamos tirar as pessoas dos morros e áreas de risco, acabar com
as desigualdades e fornecer serviços básicos para a população pobre, que
será a mais atingida pelas mudanças climáticas globais. Mas não podemos
negar que as árvores possuem um papel muito importante num cenário de
aquecimento global nas grandes cidades. Elas tendem a influenciar a
distribuição da umidade do ar e pode ser que haja uma relação com
enchentes, tema que nosso grupo também está estudando”, disse o
professor Buckeridge.
O professor divulgou dados do estudo “Árvores urbanas em São Paulo: planejamento, economia e água”,
que ele publicou na Revista Estudos Avançados volume 29, número 84,
mostrando que as zonas Central e Leste da capital apresentam os menores
índices de árvore viária por habitante. “Esse mapeamento já pode servir
de guia para o planejamento de ações iniciais de plantio”, apontou.
Prefeito regional de Cidade Tiradentes, o sociólogo Oziel de Souza
chamou a região de “selva de pedras” e disse que um dos objetivos à
frente da gestão local é arborizar o bairro, desmatado para a construção
de casas populares. A meta é chegar até o final do ano com o plantio de
10 mil mudas, disse Souza.
Ao contrário de Cidade Tiradentes, em vez de demandas sociais e de
plantio, a regional de Vila Mariana, zona Sul de São Paulo, enfrenta
desafios com manutenção da alta densidade arbórea. “Num único dia de
ventania, perdemos cerca de 300 árvores no ano passado. Muito disso se
deve às raízes enfraquecidas pelas intervenções nas calçadas que sufocam
o caule e as raízes”, disse o prefeito regional, jornalista Benedito Mascarenhas Louzeiro, responsável pelos bairros de Moema, Saúde e Vila Mariana.
Segundo Louzeiro, há muito desgaste na relação entre moradores e a
subprefeitura e desta com a Eletropaulo, por conta da responsabilização
pela queda das árvores na região. “No que se refere a podas, retirada de
galhos e fiação, a subprefeitura de vila Mariana é a que mais emite
multas para a Eletropaulo por descumprimento da legislação. Estamos com a
proposta de um projeto piloto de manejo envolvendo as ruas Tangará,
Joaquim Távora, Humberto Primo e Bagé, para mapear a cuidar das
árvores”, disse.
Roçadeiras e muretas
Acima, muretas obstruindo canteiros e o anelamento do caule
causado por roçadeiras são equívocos que sufocam raízes e matam as
mudas. Abaixo, a proteção do tronco com cano PVC e matéria orgânica,
mostra Cardim.
Autor de pesquisas que serviram de base para a
criação das três primeiras reservas públicas naturais de Cerrado na
cidade de São Paulo, o botânico e ativista Ricardo Cardim
apontou os maiores erros na arborização e manutenção de parques e
jardins, que resultam nas quedas e problemas fitossanitários das árvores
na metrópole.
“É preocupante a mania de obstruir os canteiros das árvores urbanas
com muretas e caixotes cimentados construídos no entorno do tronco”, diz
Cardim. Segundo o botânico, essa prática impede a entrada de água e
nutrientes e enfraquece as raízes, sendo uma das principais causas de
quedas de árvores na capital.
“Poderíamos pensar num mutirão para transformar esse cenário. Tão
importante quanto plantar um milhão de árvores no município é
desobstruir 500 mil delas. Assim nós as ajudamos a permanecer de pé e
proporcionando serviços ambientais”, disse.
Outra prioridade é acabar com o anelamento causado por roçadeiras
durante as podas de grama. “Em geral falta treinamento aos prestadores
desse serviço e eles acabam machucando a base do tronco ao cortar a
grama. Essa é a verdadeira causa da mortalidade das mudas, e não o
vandalismo, como se pensa”, afirma Cardim.
A solução para acabar com o anelamento do tronco é proteger o colo da
arvore, seja com matéria orgânica e pedras ou mesmo com cano PVC no
entorno, ou as duas coisas, aponta. “Precisamos criar um trabalho de
educação muito consistente para as pessoas entenderem que essas práticas
são prejudiciais”, disse.
Espécies nativas e padrão de mudas
Canelas, jacarandá do campo, cambuci, cedro rosa, ingá, araçá,
cambuatã, jacatirão-cabuçu, araucária, figueira brava, guatambu,
açoita-cavalo e copaíba são algumas das espécies de Mata Atlântica que
deveriam compor a paisagem de parques, praças e ruas, defendeu o
botânico e ativista Ricardo Cardim.
Uso de espécies exóticas e poda paisagística: práticas criticadas por participantes do encontro
A “monocultura” de sibipirunas, paus-ferro e
mirindibas, espécies exóticas da moda que praticamente dominam a atual
paisagem urbana, traz menos serviços ambientais e menos benefícios para a
avifauna nativa, justifica Cardim.
“Concordo que deveríamos ter mais árvores de espécies nativas nas
cidades. Mas o problema é que não conhecemos o comportamento de muitas
delas e que tipo de doenças podem ter ao longo do tempo. Quanto maior a
diversidade, maiores as dificuldades. Então estamos estudando essa
questão para poder passar nosso conhecimento para o poder público e para
os ativistas realizarem melhor sua tarefa”, disse o professor
Buckeridge.
Cardim observa que as mudas entregues para plantio por empresas que
cumprem termos de ajuste de conduta ou de compromisso ou de compensação
ambiental deveriam respeitar uma variabilidade de espécies e determinado
padrão de qualidade para as mudas.
“Antigamente as mudas eram entregues com copa e atendiam a um tamanho
mínimo. Já chegavam trazendo serviço ambiental. Hoje são entregues
mudas mínimas, quase que gravetos fadados à morte”, compara.
Para enfrentar esse problema, seria necessário dar uma pontuação para
a qualidade das mudas entregues pelas empresas, seja por critérios de
variabilidade e importância biológica ou pela qualidade geral da planta,
defende.
“Será que o padrão Depave atende a todas as situações de plantio na
cidade de São Paulo? Precisamos repensar isso”, afirma Cardim,
referindo-se às normas do Departamento de Parques e Áreas Verdes
(Depave) da Prefeitura Municipal, que regula o padrão de mudas para
plantio na capital, por meio da Portaria 85/10 da SVMA.
Cardim aproveitou para divulgar as ações da Floresta de Bolso,
técnica desenvolvida por ele e que consiste em concentrar grande
biodiversidade e massa arbórea numa pequena área, transformando terrenos
e trechos abandonados em espaços de preservação de matas nativas. As
iniciativas de plantio são abertas ao público e divulgadas em uma página do Facebook.
O ator Vitor Fasano, também presente no encontro, lembrou importância
dos quintais frutíferos para a avifauna e a necessidade de educação
ambiental tanto para particulares que queiram plantar, quanto para os
prestadores de serviços de jardinagem. Defendeu a ideia de um paisagismo
urbano baseado em árvores nativas apropriadas ao embelezamento de
grandes avenidas.
Em vez de espécies nativas, condomínios e praças se valem de um
“paisagismo repetitivo” da moda, baseado em plantas chinesas, africanas,
asiáticas e japonesas, disse Ananda Apple. As mais utilizadas são a
falsa murta, o podocarpo, o buchinho, a areca e a palmeira azul, que são
desconfiguradas pelas empresas de jardinagem para “formar um pretenso
jardim escultural”, observou a jornalista.
Podas irregulares, protocolos de segurança no trabalho e
monitoramento das condições fitossanitárias foram apontados como medidas
urgentes para a conservação das árvores urbanas
A superintendente de Gestão Ambiental (SGA) da USP e ex-secretária de Meio Ambiente do Estado de São Paulo, Patricia Iglecias,
uma das debatedoras do encontro, destacou a necessidade de fazer uma
revisão da legislação de plantio e manejo das árvores urbanas, inclusive
no regramento das compensações ambientais. “No âmbito do Estado há o
conceito de restauração que inclui critérios para o plantio e para a
manutenção. Acredito que debater critérios técnicos de plantio e
manutenção das árvores urbanas é muito importante nesse momento”, disse
Iglecias.
Para a professora, é importante “pensar numa política de educação
ambiental da sociedade e incluir no debate temas da agenda internacional
de sustentabilidade, sem perder de vista o que queremos com a
arborização de São Paulo”, disse.
Além de Iglecias, participaram como debatedores o professor Fabio
Kohn, do Instituto de Matemática e Estatística (IME) e Internet do
Futuro para Cidades Inteligentes (INCT); Jorge Belix de Campos, da
Associação Mata Ciliar, e Juliana Gatti, do Instituto Árvores Vivas.
Kohn mencionou as iniciativas do projeto Cidades Inteligentes, que
está pesquisando tecnologias inovadoras como a internet das coisas para
criar modelos de sensores capazes de monitorar a vida e a saúde das
árvores. Sugeriu também a criação de cursos online visando orientar
sobre o plantio, além de aplicativos que auxiliem na gestão e manutenção
das diversas espécies.
Segundo Natalini, a SVMA está em tratativas com uma empresa americana
para avaliar a possibilidade de instalar um sistema via satélite capaz
de dar a posição, a situação de poda e as condições fitossanitárias das
árvores. “É como um Big Brother que vale por mil fiscais e já compramos
um piloto por R$ 300 mil para monitorar parte da vegetação urbana. É uma
forma mais fácil e barata, baseada em tecnologia da informação, que
pode fornecer dados com alta precisão. Estamos fortemente propensos a
comprar esse sistema”, disse o secretário.
Nik Sabey, da iniciativa Novas Árvores por Aí,
falou das ações coletivas para o plantio de espécies nativas, entre
elas, araucária, palmito juçara, cambuci e outras. “Há muitas idéias que
podem ser aplicadas para deixar a cidade mais permeável e mais verde.
Nova York já enxerga a arborização como medida de saúde pública”,
ressaltou.
Imagens: 1: reprodução; 2 e 3: Marcos Santos/Jornal da USP; 4: Luiz Guadagnoli/SECOM/Fotos Públicas; 5 a 11: reprodução
Como fazer mudas de PRIMAVERA, TRÊS-MARIAS - ( Bougainvillea spectabilis ) ?
PROPAGAÇÃO POR ESTAQUIA
1 - Corte uma estaca de 20 cm que sejam lenhosos, grossos e de coloração marrom (vide fotos) 2 -
Corte as estacas em diagonal, para aumentar enraizamento e não acumular
água na superfície, na parte superior também pode ser colocada parafina
(vela derretida). 3 - Prepare um substrato com terra vegetal e areia grossa peneirada. 4 - Pode ser usado saco para mudas ou mesmo garrafas pet com furo para drenar água das regas e chuva. 5 - Para acelerar enraizamento poderá ser usado hormônio enraizador. 6 - Mantenha em local com bastante claridade, mas sem receber sol pleno. 7 - Não deixe o substrato secar, mantenha sempre úmido mas não encharcado. 8 -
Quando aparecerem as novas brotações poderá passar para um vaso maior
ou para o solo, tomando cuidado para não desmanchar o torrão. 9 - O vaso ou cova deverá ter pelo menos o dobro do tamanho do torrão. 10 - Boa Sorte!
Você conhece a Três Marias (Bougainvillea glabra)?
Estas plantas têm um charme especial, pois decoram cidades antigas como Colônia do Sacramento, no Uruguai.
Também ficam lindas em pergolados. Separamos algumas dicas para que você possa cultivar a sua Três Marias com sucesso:
- A Três Marias tem origem no sul do Brasil, sendo subtropical. Por isso, a planta suporta frio e geadas. Deve ser exposta a sol pleno;
- Devem ser cultivadas em solo fértil, preparado com adubos orgânicos;
- As podas devem ser realizadas anualmente para estimular o florescimento e renovar a folhagem. A época ideal para a poda é a vegetativa, quando planta não está florida.
- As flores podem ser nas cores branca, rosa claro, coral, carmim, púrpura, alaranjada e amarelo ouro;
- Você também pode plantar a Três Marias perto de um posto ou outro suporte do tipo, para ir enrolando seu tronco e dando a ela o formato de uma árvore.
Espécie indicada para reflorestamento em vegetação secundária de lugares secos. Madeira pesada, de cor branca até vermelha, usada em construção civil, confecção de carroças. Excelente lenha e carvão. Frutos comestíveis.
Regiões
No Brasil, essa espécie ocorre em Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Morfologia
Árvore perenifólia, de grande porte, de até 25m de altura, de fustes altos e retos, com até 60cm de diâmetro. Casca marrom-escura, grossa, rugosa e fendida verticalmente. Folhas opostas, simples, oblongas a lanceoladas, com ponta longa, de até 5cm de comprimento por até 1,5cm de largura. Inflorescência em cachos pequenos. Flores tetrâmeras, hermafroditas, brancas, de aproximadamente 3mm de diâmetro. Frutos tipo baga, amarelos, esféricos, de até 1,5cm de diâmetro.
Fenologia
Floração durante os meses de agosto-janeiro. Frutificação setembro-novembro. Frutífera para avifauna (aracuãs).
Cuidados
Como todas as aroeiras, possui substâncias químicas que provocam reações alérgicas em pessoas sensíveis, porém em menor grau se comparada com a aroeira-braba.
As tipuanas são exemplos de árvores que podem ser encontradas na Cidade Universitária – Foto: Marcos Santos
.
Quem
entra na Cidade Universitária, um dos campi da USP na cidade de São
Paulo, logo se depara com um ambiente bem distinto do resto da capital
paulista. Toda a extensão da Avenida da Universidade é dominada por
tipuanas, árvores que se destacam na paisagem, mas estão longe de ser as
únicas. Para conhecer algumas das centenas de espécies vegetais
presentes no campus, desde 2015, alunos do Instituto de Biociências (IB)
da USP se organizaram para identificar aquelas que estão mais próximas
dos frequentadores da Universidade.
Entre eles está o estudante Matheus Colli. Ele tem analisado amostras
de árvores do fitotério do IB, um “jardim botânico” destinado a
pesquisa e ensino de biologia. Estima-se que haja cerca de 750 espécies
nativas e exóticas no local, das quais 70 foram identificadas com a
ajuda de colegas do curso.
“Demos preferência às árvores porque plantas menores podem morrer e
não ser repostas. Além disso, selecionamos as que estão próximas a
trilhas, com as quais as pessoas têm mais contato”, explica Matheus.
.
Detalhe da árvore Astrapeia no campus Cidade Universitária – Foto: Cecília Bastos/USP Imagens.
A iniciativa dos estudantes integra o projeto Árvores USP, coordenado
pelo professor José Rubens Pirani, do Departamento de Botânica do IB, e
já se expandiu para o Instituto de Matemática e Estatística (IME) da
USP, onde foram identificadas 30 árvores.
Com o financiamento da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão
Universitária (PRCEU), foram fabricadas 100 placas de inox com
informações básicas sobre as árvores e um QRCode que dá acesso a mais
curiosidades sobre as espécies. A previsão é de que todas as
placas sejam fixadas em rochas e pequenos totens próximos das árvores
até o mês de agosto.
Astrapeia no IB – Foto: Cecília Bastos/USP Imagens
Palmito-juçara próximo ao IME – Foto: Cecília Bastos/USP Imagens
Cedro próximo ao IME – Foto: Cecília Bastos/USP Imagens
Cegueira botânica
A ideia do projeto foi inspirada numa ação dos moradores de Alto de
Pinheiros que procuraram o Departamento de Botânica para analisar as
árvores das praças do bairro. “A identificação de espécies é uma etapa
básica para fazer pesquisas de genoma, de fisiologia ou do uso
econômico”, diz Pirani. “Ela é necessária também para reparar erros do
passado. Há algumas nomenclaturas que precisam ser revistas.”
Para reconhecer espécies com segurança, o herbário do IB conta com um
acervo de 220 mil exemplares coletados e preservados desde o início do
século 20. As plantas são desidratadas e mantidas em ambiente seco com
até 20ºC. José
Rubens Pirani, professor do Instituto de Biociências, e o aluno Matheus
Colli Silva no herbário do Departamento Botânico – Foto: Cecília
Bastos/USP Imagens
Com a identificação das árvores, se tornou fácil observar como a
Cidade Universitária tem seus trechos de mata preservada e de
arborização artificial. Por isso, é possível encontrar no IME, por
exemplo, árvores brasileiras como o palmito-juçara, o ipê-amarelo e o
cedro dividindo espaço com a Markhamia stipulata, originária do Extremo Oriente.
“É bom lembrar que as plantas nativas dão os frutos que os nossos
passarinhos gostam e possuem as ramificações mais adequadas para a
construção de ninhos”, avisa o professor. “Por isso, está havendo uma
mudança no modo de arborizar a cidade, se preocupando mais em introduzir
espécies latinas.”. Prédio do herbário do Instituto de Biociências – Foto: Marcos Santos/USP Imagens
Além das aplicações práticas do projeto, o Árvores USP trouxe outros
resultados para os estudantes. “Ele me aproximou da botânica e da
pesquisa, acabou basicamente influenciando a minha carreira”, afirma
Matheus. Após participar do projeto, o estudante acredita que perdeu sua
“cegueira botânica”, a insensibilidade que a maiorias das pessoas
possui em relação ao meio ambiente.
“Também me ajudou na relação que eu tenho com a Universidade, a
questão de pertencimento e ocupação do espaço, porque, com essa
identificação e emplacamento das árvores, todo mundo pode aprender ao ar
livre. A sala de aula não é o único espaço possível”, conclui.
A espinheira santa é uma planta medicinal muito útil no combate às
dores de estômago, gastrite, úlcera, azia e queimação, devido
às propriedades medicinais que possui.
Outros nomes populares da espinheira santa são: espinheira-divina;
maiteno; salva-vidas; sombra-de-touro; erva-cancerosa; cangorça e
espinho-de-deus. Seu nome científico é Maytenus ilicifolia e
pode ser comprada em algumas farmácias e lojas de produtos naturais.
Para que serve a Espinheira-santa
A espinheira santa serve para o tratamento de problemas
de estômago como úlcera, gastrite, azia, queimação e dispepsia.
É também eficaz contra a H. Pylori.
Propriedades da Espinheira-santa
As propriedades da espinheira santa incluem ação
cicatrizante, anti-inflamatória, anti ulcerosa, calmante,
analgésica, tonificante, antisséptica, diurética e laxante.
Modo de uso da Espinheira-santa
As partes utilizadas da espinheira santa são as suas folhas, casca
e raízes.
·Chá de espinheira santa: colocar 1
colher (sopa) das folhas secas de espinheira santa numa xícara e cobrir com
água fervente. Deixar descansar por 10 minutos, coar e beber a seguir.
Tomar 3 vezes ao dia.
·Cápsulas de espinheira santa: tomar 1 ou 2
cápsulas de espinheira santa antes das principais refeições.
Efeitos colaterais da
Espinheira-santa
A espinheira santa pode causar sensação de boca seca e náusea, que
desaparecem com o uso contínuo do medicamento.
Contraindicações da Espinheira-santa
A espinheira santa é contraindicada durante a gravidez e lactação. FONTE:https://www.tuasaude.com/espinheira-santa/.
Hoje vamos falar sobre esse produto maravilhoso em nosso blog, o extrato pirolenhoso. O texto é longo, mas o assunto é um pouco complexo, então precisamos nos prolongar um pouco. Coloração e aspecto do extrato pirolenhoso
Escutamos sempre muitas opiniões sobre os produtos utilizados em
orquídeas. Há muitas coisas que as pessoas usam de invenção própria e
acabam prejudicando o desenvolvimento das plantas. Isso acabou deixando
muita gente com medo de usar isso ou aquilo, sendo que já escutei muita
gente falando que não usa o extrato pirolenhoso por medo de prejudicar a
planta, ou por não acreditar nos resultados.
O teste de produtos é algo que é feito cientificamente, ou seja, com
método correto e que mensura os resultados de maneira palpável e muitas
vezes matemática e que possibilite a comparação dos mesmos. E o extrato
pirolenhoso já foi alvo de alguns desses estudos, que serão apresentados
mais a frente no texto para consulta. O que é o extrato pirolenhoso
Na verdade, trata-se de um conjunto de ácidos (por isso também é
conhecido como ácido pirolenhoso) e compostos fenólicos e aldeídos, que
são obtidos pela condensação de fumaça, sendo, portanto, fumaça líquida.
Após a condensação da fumaça, o produto é decantado, filtrado e até
destilado para sua purificação. E o que o extrato pirolenhoso faz??
Há inúmeros efeitos do extrato pirolenhoso nas orquídeas e também em outras plantas, conforme listado a seguir:
Estimula a brotação e enraizamento;
Corrige o pH da água de irrigação;
Melhora a absorção de nutrientes, melhorando o crescimento das plantas;
Ativa a microbiota (em solos e também substratos); e
Atua como repelente de insetos e pragas.
Incrível, não acham? Mas isso tudo não somos nós que estamos dizendo,
existem alguns estudos científicos de renomadas universidades que
estudaram especialmente a brotação e crescimento das plantas. Além
disso, esse produto é natural e aceito pela agricultura biológica e até
orgânica, não sendo danoso ao meio ambiente. Esse produto é utilizado
pela cultura japonesa na agricultura a séculos (inclusive para plantas
comestíveis), o que por observações empíricas deve ter se mostrado bem
vantajoso! Como usar o extrato pirolenhoso?
O extrato pode ser utilizado juntamente com a adubação solúvel,
inclusive, ele auxilia na melhor absorção do adubo pelas plantas, pois
ele dilata os poros da planta. Adiciona-se a dose recomendada do extrato pirolenhoso (costumamos recomendar de 3 até 6ml/l) e do adubo utilizado. Quer saber mais sobre a adubação de orquídeas, leia este artigo. Recomenda-se o uso em conjunto com adubos
Caso você tenha um sistema automático de irrigação, você pode
adicioná-lo nos seus reservatórios ou adicionar as doses no irrigador
manual, não tendo problema algum com entupimento (com extratos de boa
qualidade). Indicamos que seja aplicado molhando a planta toda da folha à
raiz e, claro, tentar evitar o contato com botões de flores quando
houver.
Como o produto é muito estimulante, recomendamos também que seja
utilizado com parcimônia. Aqui utilizamos em média uma vez ao mês no
inverno e quinzenalmente no verão e primavera. Para plantas mais
debilitadas você pode fazer uma aplicação semanal para estimular uma
rápida brotação, enraizamento e recuperação da planta e, após a
recuperação da mesma, voltar à rotina normal. Super brotação em Cattleya após apenas 3 semanas de aplicação de 5ml/l com adubo plant prod 20-20-20
Após preparada a mistura, no caso de pessoas que possuem muito poucas
plantas, e fazem uma adubação manual e com borrifadores pequenos, caso
sobre algum resquício do preparado, ele pode ser armazenado por até 15
dias, não perdendo todo seu efeito, mas pode haver uma redução da
potencialidade do mesmo. Caso você tenha um jardim também poderá colocar
um pouco nas suas outras plantas, sem problemas algum! Efeito observado nas orquídeas
Um dos principais estudos brasileiros sobre o assunto é uma
dissertação de mestrado feito pela Jenniffer Aparecida Schnitzer na
Universidade Estadual de Londrina, que avaliou o efeito do extrato
pirolenhoso em duas espécies de Cattleya (loddigesii e intermedia). Em
suma, o estudo concluiu que o extrato pirolenhoso foi efetivo no cultivo
dessas espécies, melhorando diversos aspectos das plantas, aumentando
também a quantidade de brotos.
Foi indicado, para estas espécies o uso da concentração entre 0,3 e
0,4% em Cattleya intermedia e 0,6% em Cattleya loddigesii, que promoveu
os melhores resultados. O estudo completo pode ser baixado gratuitamente
no seguinte endereço: http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/cp086513.pdf
A mesma autora voltou a realizar estudos com o produto, agora
comparando a Cattleya intermedia com a Miltonia clowesii e o uso de
diferentes subtratos de cultivo, estudo disponível neste link: http://www.scielo.br/pdf/asagr/v32n1/v32n1a20.pdf
A conclusão deste segundo estudo foi:”O extrato pirolenhoso
adicionado ao substrato incrementou o desenvolvimento vegetativo e
radicular das espécies estudadas. Para C. intermedia e Milt. clowesii, a
combinação de casca de pinus, fibra de coco, casca de arroz carbonizada
e carvão vegetal imerso no extrato pirolenhoso (PiCoCaCarEP)
proporcionou os melhores resultados.”
Dessa forma, podemos dizer que não há dúvidas que o extrato pirolenhoso pode ajudar muito no cultivo de orquídeas, não é mesmo? Mas posso usar também nas micro-orquídeas e no EcoTronco?
Não foram realizados estudos científicos com espécies de
micro-orquídeas com a aplicação da substância, entretanto, temos
utilizado nas nossas micro-orquídeas no EcoTronco
com resultados interessantes. Utilizamos a concentração média de 5ml/L
combinada com a adubação foliar e estamos felizes com os resultados.
Parece até mágica, não é? Mas vamos nos lembrar que a diferença entre
o remédio e o veneno pode ser a dose. Por isso, nunca utilize dosagem
superior à indicada!!!!
Bom cultivo…
PS. Não é a toa que decidimos comercializar este produto fracionado em nossa loja on-line, clique aqui e visite nossa loja! Tem muita coisa boa pras suas orquídeas.
Veja aqui um vídeo sobre como preparar a adubação para sua orquídea.