sexta-feira, 28 de agosto de 2026

APRENDA EM 04 PASSOS A PODAR SEU PÉ DE UVA E TER BELOS CACHOS


A VIDEIRA

O pé de uva é chamado de videira, parreira ou vinha. No Brasil, são várias as espécies cultivadas que podem ser consumidas in natura (consumo natural das bagas) ou na confecção de vinhos secos e suaves. Para o consumo natural, a uva mais cultivada é a espécie Vitis labrusca, seu nome popular é Niagara rosada e Niagara branca. A Niagara Rosada é aquela uva comercializada, normalmente, na beira de estrada. Outras uvas cultivadas em casa são a Bordô, a Concord e a Itália.

Benefícios do consumo da uva

As uvas possuem diversas propriedades benéficas à saúde. Elas protegem o sistema circulatório e o coração; têm propriedades antioxidantes, o que significa que impedem a ação de radicais livres no organismo; apresentam características antiinflamatórias; inibem a aglomeração das plaquetas sangüíneas, reduzindo os riscos de ocorrência de infartos e derrames; além de impedir alguns processos desencadeadores do câncer. A fruta ainda é boa fonte de vitamina C e complexo B, rica em minerais como magnésio, enxofre, ferro, cálcio e fósforo, indispensáveis a uma boa saúde.
beneficios uva
Fonte da Foto: gardener.blogg.se

Efeito ornamental da videira

Muito valorizadas por seus frutos que há milênios oferecem alimento e vinho ao homem, as videiras também podem ter uso ornamental e serem bem aproveitadas em jardins domésticos. Ao serem mantidas sobre caramanchões ou pergolados, essas trepadeiras podem adicionar altura em projetos de paisagismo e ainda prover sombra no verão. Além disso, dependendo da espécie escolhida e das condições de plantio, as parreiras de uvas podem gerar deliciosos frutos. Se o objetivo é somente produzir sombra, o melhor são as plantas que comercialmente são utilizadas como porta enxertos. Entre as variedades indicadas para regiões tropicais estão a IAC 572 Jales, a IAC 313 Tropical e a IAC 766 Campinas. Para regiões mais frias, as variedades mais apropriadas são a Paulsen 1103, a SO4, Solferino e a Kober 5BB.
uva ornamental
Fonte da foto: zielonyfront.pl

Condução da videira

Por ser trepadeira, a cultura precisa de suporte para a sustentação dos ramos. A latada ou pérgola é formada por malhas suspensas a cerca de dois metros do chão. As plantas são, assim, conduzidas na horizontal, o que permite um melhor desenvolvimento foliar, maior formação de sombras e alta produção de frutos.
uva pergola
Fonte da foto: florafind.mainegardens.org

Poda de produção da videira

A poda é uma técnica usada para estimular a planta a produzir novas brotações a partir de gemas dormentes. A videira inicia sua produção após 3 anos de plantio. Nestes primeiros 3 anos ela desenvolve raízes para absorção de nutrientes e ramos vegetativos que irão sustentar os cachos produzidos. Após 3 anos de cultivo ela têm condições nutricionais para iniciar a sua produção, produzindo poucos cachos. Com o passar dos anos, essa produção aumenta até estabilizar na fase adulta da planta. Porém, se, após o início da produção não for feita a poda, a planta tende a produzir cada vez menos cachos. Isso ocorre pelo fato da planta produzir cachos apenas em ramos novos.
produção uva
Fonte da foto: sagebud.com

Passo 01 - Desenvolvimento da videira

Para a videira produzir cachos é importante que seja feita uma boa adubação nutricional. Para o plantio da muda da videira deve-se fazer a cova 3 vezes maior o torrão da muda, encher a cova com um condicionador de solo "Classe A" misturado a 300 gramas do NPK formulação 04-14-08, plantar a muda sem desfazer o torrão, apertar em volta para que ela fique fixa e molhar em seguida. Após o plantio, deve-se iniciar a adubação foliar utilizando um fertilizante para o enraizamento e intercalar com uma formulação para o crescimento, ou seja, aplica-se, com um pulverizador nas folhas da videira, 1 vez por semana a formulação de enraizamento e na semana seguinte a formulação de crescimento. Este tratamento visa acelerar o crescimento da videira. Durante a época das chuvas, deve-se aplicar ao redor do pé da videira cerca de 100 gramas do NPK formulação 20-05-20 para o crescimento e desenvolvimento da planta. Após essa aplicação de NPK, a adubação foliar pode ser resumida apenas ao fertilizante de crescimento aplicado 1 vez a cada 15 dias.
plantio uva
Fonte da Foto: www.alltomtradgard.se

Passo 02 - Poda de produção

Após 3 anos de crescimento a videira está apta à produção. A poda deve ser feita no período de dormência da planta, final do inverno ou início da primavera. Para identificação desse período, a videira deverá estar quase sem folhas. Deve-se contar 12 gemas a partir do enxerto e podar em forma de bisel com uma tesoura de poda afiada e esterilizada em fogo brando. No corte você deve polvilhar canela em pó (a mesma utilizada no arroz doce) para a cicatrização e impedimento da entrada de pragas e doenças. Plantas mais velhas e já estruturadas no pergolado seguem o mesmo princípio. A contagem das gemas deve ser feita sob o pergolado, para não desestruturar a planta durante o desenvolvimento dos ramos de produção.
poda pergola
Fonte da foto: davethegardenguy.typepad.com

Passo 03 - Poda de manutenção e limpeza

É importante podar os ramos que crescem no porta enxerto, das raízes e na base o solo. Estes ramos "roubam" a energia que o ramo principal utilizaria para o seu crescimento e a produção dos cachos. Deve-se deixar apenas o caule principal. Deve-se podar também galhos secos e aqueles que crescem fora da estrutura principal do pergolado. É importante manter a linha de crescimento e estruturação do pergolado.
poda uva
Fonte da foto: napaprivatetours.com

Passo 04 - Adubação de produção

Todo ano, após a poda produção, deve ser feito uma adubação de produção, ou seja, é preciso dar nutrientes para que a videira produza mais cachos. Essa adubação deve ser feita utilizando-se o NPK granulado formulação 20-05-20 no pé da planta. Deve-se espalhar 300 gramas no pé da planta no 1º ano de produção ou 3º ano de vida; 400 gramas no 2º ano de produção; 500 gramas no 3º ano e assim, suscesssivamente, até estabilizar no 10º ano com 1 Kg do NPK. É importante que o produto seja muito bem espalhado sobre o solo para que no momento da sua diluição em água, uma maior gama de raízes absorva os nutrientes.
adubação uva
Fonte da foto: www.appeltern.nl

NUNCA MAIS ERRE! O segredo da poda certa pra sua videira produzir muito!

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Em 1997, 12 mil toneladas de cascas de laranja foram jogadas em uma área degradada

 

16 anos depois, pesquisadores encontraram uma floresta tropical.


 
O que aconteceria se toneladas de resíduos fossem deixadas sobre um terreno degradado? Na Costa Rica, cascas de laranja foram usadas em um experimento que, anos depois, revelou uma recuperação impressionante da vegetação.

Como começou o experimento com cascas de laranja?

A história começou em 1997, quando os ecologistas Daniel Janzen e Winnie Hallwachs propuseram uma parceria com a empresa Del Oro, produtora de suco de laranja. A ideia era aproveitar resíduos orgânicos para auxiliar a recuperação de uma área degradada.

O que aconteceu com o solo depois que os resíduos foram depositados?

Os resíduos começaram a se decompor e acrescentaram matéria orgânica ao terreno. Esse processo alterou as condições do solo, que passou a apresentar maiores concentrações de macro e micronutrientes importantes para o crescimento das plantas.

A camada formada pelas cascas também ajudou a modificar as condições que dificultavam a regeneração da vegetação. O local, antes dominado por uma paisagem degradada, começou a apresentar maior cobertura vegetal e sinais de recuperação natural.

O efeito observado não ficou restrito à aparência do terreno.

  • Biomassa: aumento de 176% na biomassa lenhosa acima do solo.
  • Riqueza de espécies: triplicação da riqueza de espécies de plantas lenhosas.
  • Solo: aumento significativo de nutrientes importantes para a vegetação.
  • Cobertura vegetal: maior fechamento do dossel florestal na área tratada.

Quanto a floresta mudou após 16 anos?

Quando os pesquisadores retornaram ao local em 2014, encontraram uma diferença marcante. A vegetação havia crescido de maneira muito mais intensa na área que recebera os resíduos do que na parcela usada como comparação.

O estudo registrou um aumento de 176% na biomassa lenhosa acima do solo.


leia mais em: ciência 

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Faça em casa, 12 opções de adubo orgânico!

Fonte: site globo rural

Alternativas aos fertilizantes industrializados, todas as receitas podem ser feitas em casa e aplicadas em pequenas hortas

Por Lucas Alencar | Edição: Vinicius Galera
Boa parte dos hortelões que decide começar a plantar seus próprios vegetais tem como objetivo escapar do fertilizante industrial acrescentado ao alimento comprado em feiras e supermercados. 
Mas como adubar a terra e melhorar desenvolvimento da planta sem os tradicionais fertilizantes? A reportagem de GLOBO RURAL conversou com diversos hortelões urbanos, que nos contaram os métodos, técnicas e receitas de adubos orgânicos que aplicam em suas hortas:
Minhocas
tv-minhocas (Foto: Reprodução)
Um dos principais animais amigos da horta, as minhocas são essenciais na formação de um solo saudável e rico em nutrientes. Numa reportagem da seção Cidades Verdes, mostramos como o jornalista Alex Branco, hortelão urbano há 35 anos, montou um minhocário para produzir húmus e biofertilizante líquido natural. O viveiro de minhocas é dividido em três andares: no primeiro, as minhocas se misturam à terra e a restos de plantas e folhas; no segundo, ficam represados os compostos depositados pelos animais; o terceiro andar armazena o líquido que escorre dos três primeiros, usados por Branco como biofertilizante líquido.
+ Veja também: 6 animais amigos da horta
Urtigas
urtigas-planta-erva (Foto: Creative Commons/Hans Braxmeier)
A dica de fertilizante natural do hortelão Cauê Azeredo é uma solução à base de urtigas. Ele recomenda colher as folhas da planta e deixá-las de molho em um balde com água por cerca de uma semana, longe do sol ou expostas a temperaturas muito baixas ou muito altas. Depois de sete dias, Azeredo explica que é preciso retirar as folhas da água e dispensá-las, armazenando somente o líquido, que pode ser borrifado semanalmente no solo e nos vegetais da horta. Por fim, ele lembra que é importante não se esquecer de calçar luvas quando for colher as urtigas!
Crustáceos
camarao-crustaceos (Foto: Creative Commons/Jacqueline Macou)
Não dispense cascas de caranguejo, camarão ou lagosta, quando o almoço ou o jantar terminar. A recomendação é da hortelã Sílvia Salles, que utiliza cascas de crustáceos como adubo para o seu jardim há quase cinco anos. Ela recomenda abrir um buraco com mais de 40 cm de profundidade no solo e deixar que os restos dos crustáceos permaneçam na terra por cerca de um mês. Depois, é possível retirá-los do buraco e colocá-los em outro pedaço do solo, repetindo o processo e obtendo os mesmos resultados. A adubagem com cascas de crustáceos beneficia a terra com grande quantidade de fósforo e nitrogênio.
Restos de peixes
peixes-pesca-pescaria-piscultura (Foto: Creative Commons/Bill Bredley)
Sílvia também recomenda que as partes de peixes não utilizadas em refeições, como rabos, cabeças e entranhas, sejam usadas para adubar a terra, principalmente aquela em que serão plantados vegetais que precisam de muito nitrogênio, a exemplo do milho e do tomate. As instruções são as mesmas dos crustáceos: cavar um buraco com, no mínimo, 40 cm de profundidade e colocar os restos de peixe ali, tapando o espaço e plantando em cima.
Borras de café
A ideia do hortelão Adalberto Ferrara é aproveitar tudo o que puder em sua horta caseira, composta de vasos feitos com garrafas pet e um canteiro cercado com madeira reaproveitada de pallets. O fertilizante que utiliza também está de acordo com e esse pensamento. Depois de coar café, Ferrara dispõe as borras no entorno das plantas e mudas de sua horta. Além de afastar lesmas e caracóis, as borras de café são ricas em fósforo, potássio e nitrogênio. Outra opção, segundo o hortelão, é diluir os restos dos grãos de café e criar um fertilizante líquido, que pode ser borrifado uma vez por dia na horta.
Grama
Quando capinar o quintal, não dispense a grama cortada. Recolha uns bons punhados e distribua sobre a terra. Além de deixar o ambiente mais verde, as ervas são fonte riquíssima de nitrogênio. Quando se decompõe, a grama recém cortada enriquece o solo em que foi colocada com diversos nutrientes benéficos ao desenvolvimento de qualquer vegetal.
Consólidas
Também conhecida como confrei ou consolda-maior, a Symphytum officinale é rica em magnésio, potássio, fósforo e vitaminas e sais minerais diversos. Cultivar a erva foi a alternativa que a hortelã Viviana Frezarinni encontrou para produzir seu próprio fertilizante orgânico. Depois de colhidas, ela recomenda que as folhas sejam misturadas à água - na proporção de meio copo d’água para cada folha - e deixadas ao sol entre um e três dias. Depois, escoa-se a água e aplica-se as folhas diretamente na terra.
Cascas de ovos
criacao_aves_ovos (Foto: Ernesto de Souza/Ed. Globo)
Outro produto que vai para o lixo, mas pode virar um importante fertilizante orgânico, já que é rico em cálcio e potássio, é a casca do ovo. O hortelão Cláudio Poletto utiliza a técnica há cerca de três anos e afirma que o método aumentou drasticamente a resistência das plantas e diminuiu a quantidade de larvas maléficas ao desenvolvimento dos vegetais. Ele recomenda que as casas sejam lavadas, trituradas em diminutos grãos e adicionados no entorno de cada muda. A hortelã Maria de Lurdes Goulart disse que também usa a técnica, mas adiciona as cascas de ovo à terra antes de plantar as mudas.
Cinzas de madeira
Ricas em potássio, fosfato e microminerais, as cinzas de madeiras podem ser efetivas no aumento do resistência das plantas, além de combate a pragas. A dica da hortelã Camila Flôr é misturar as cinzas - cerca de um quarto de uma xícara - com um litro de água e borrifar na horta uma vez por mês.
Compostagem
compostagem-terra-folhas (Foto: Creative Commons)
Método mais comum entre os hortelões urbanos, a compostagem é uma mistura de restos de comida e de substância ricas em nitrogênio, como palha, grama e folhas secas. A hortelã Fabiana Mendes costuma triturar restos de comida e misturá-lo às substância já citadas, adicionando e misturando tudo à terra, antes de plantar uma nova muda. O hortelão Leandro Castelli prefere colocar a compostagem sobre o solo, não dentro dele, e disse obter bons resultados com o método.
Esterco animal
Outro tipo de abudo orgânico já utilizado amplamente por hortelões urbanos é o esterco de animais herbívoros, como vacas, ovelhas e cavalos. O que muita gente não sabe é que os dejetos dos animais não podem ser depositados na terra de imediato. É preciso que permaneçam misturados e diluídos na água por, pelo menos, duas semanas, expostos ao sol durante a maior parte do dia, explica a hortelã Samantha Kusniaruk, que também é formada em botânica. Depois do tempo citado acima, você pode usar o líquido gerado no processo para borrifar sobre as plantas, além de usar o estrume curtido para adubar a terra. Caso o hortelão adicione o esterco assim que produzido pelo animal, sem deixá-lo exposto ao sol e diluído, os dejetos podem queimar e quebrar as raízes das plantas.

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

aqui os resíduos não vão para o lixão

 


Minhocultura e Turismo Rural + DR. MINHOCA: O Segredo para Fazer HÚMUS L...


agropanerai@gmail.com

• Amostragem e interpretação de análise de solo;

+ Venda de minhocas vermelhas da califórnia
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Framboesa do campo ou morango do mato


Framboesa (Rubus idaeus) da família das rosáceas, tem origem na Europa e na Ásia. Os frutos são redondos, formando um conjunto de até oitenta minúsculos gomos em tons de vermelho e têm sabor "azedo-doce".
A produção mundial atinge 524,2 mil toneladas, liderada pela Rússia (33,4%).

Geléia

No Brasil são produzidas 30 toneladas. Apenas 10% se comercializa in natura. O restante vira geléia.
Não confundir framboesa com amora. Framboesa é oca; amora, não.

Frio

A framboeseira deve ser cultivada em regiões frias, pois necessita de cerca de 600 horas de frio por ano.

A propagação se faz por estaquia, retiradas a partir das raízes e dos ramos.

Saiba mais

Tecnologia da Produção/Embrapa

Informações técnicas/IAC
http://goo.gl/2Eu3K

Associação de Produtores de Pequenas Frutas de Vacaria/RS
http://goo.gl/aBWzC

Cultivo da Framboesa/Rafael Pio
http://goo.gl/kNXEF

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Como fazer ADUBO CASEIRO de ARROZ: serve para HORTA, ORQUÍDEA e todas as...


Um adubo orgânico, preparado na sua casa e que pode ser usado sem contra indicações em qualquer planta, até as comestíveis. Nossa jardineira Carol Costa mostra o passo a passo pra você preparar, aí na sua casa, essa calda que traz vida pro solo!

O nome técnico é calda de bactérias acidoláticas mas, nossa professora jardineira apelidou de adubo de arroz e que conheceu a receita num curso de adubação orgânica, ministrado pelo agrônomo colombiano Jairo Restrepo. O que essa calda faz é levar uma microbiologia pro substrato e esses serezinhos microscópicos trabalharão junto com a adubação pra que suas plantas produzam mais frutos, flores, folhas e cresçam saudáveis. Você pode usar o adubo de arroz junto com outro tipo de adubação, como o Bokashi ou a calda da composteira, por exemplo.

O principal aqui, é tomar nota de todos os ingredientes e só fazer substituições quando a receita sugerir. Assistir a explicação e a demonstração até o final é primordial pra compreender como é o preparo e a ordem dos ingredientes. Importante: quando o adubo ficar pronto, você usará 100 ml do preparado em cada 5 litros de água. Ingredientes pro adubo de arroz – 1 L de água destilada (você encontra em lojas de autopeças, farmácia ou loja de produtos hospitalares) ou água de chuva – 500 g de arroz integral (de preferência, orgânico e, não pode ser parboilizado) – 50 grs de farelo de arroz integral ou farinha de arroz integral – 500 ml de leite cru de vaca ou, se não tiver na sua cidade, 500 ml de leite tipo A com um tablete de fermento biológico fresco (15g)
  • 50 ml de melaço de cana ou mel (de preferência, orgânico) na primeira etapa
  • 100 ml de melaço de cana ou mel (de preferência, orgânico) na hora de usar o adubo diluído na água

Utensílios
– funil
– medidor
– garrafão plástico de 5 L
– tule ou telinha
– elástico
– coador
– balde de 5 L

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Ricardo Cardim | O erro que tornou as cidades brasileiras mais quentes

 

Estamos pagando um preço muito alto por termos tirado as árvores e plantas nativas das cidades brasileiras. Rita Lobo recebe o botânico Ricardo Cardim para uma conversa que vai mudar a forma como você olha para a natureza, ou para a falta dela, ao seu redor. A boa notícia é que até um vaso de planta em casa conta para melhorar a sua qualidade de vida. 🌳 Por que árvores e plantas das cidades brasileiras não são nativas? 🌱 Qual o impacto da “cegueira botânica” nas nossas vidas? 🌡️ Qual é a relação entre vegetação urbana e a segurança climática regional? 🏙️ Que árvores precisam ser replantadas nas nossas ruas? 🪴 Quais plantas nativas funcionam em apartamentos? 👧 Como aproximar crianças que vivem em grandes cidades da natureza? Ricardo também conta como funciona a Floresta de Bolso, técnica que criou para levar espécies nativas para áreas urbanas. 🔔 Inscreva-se no canal Panelinha e ative as notificações para acompanhar os próximos episódios do Mesa da Rita.

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Como está nossa composteira??

 


Así puedes borrar las fotos y vídeos de un chat cuando lo eliminas en  Whatsapp5134074813

agropanerai@gmail.com

• Amostragem e interpretação de análise de solo;

+ Venda de minhocas vermelhas da califórnia
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A melhor época de plantar amendoim forragéiro

 


Fonte: site safra viva

O amendoim forrageiro (Arachis pintoi e Arachis repens) é uma leguminosa perene de crescimento rasteiro, nativa do nosso Brasil.

Como se pode imaginar, esta plantinha poderosa é parente do amendoim, comumente conhecida como amendoim bravo ou grama amendoim.

Sim, esta é aquela “graminha” florida que deixa qualquer gramado mais bonito e atraente.

Só que o seu valor é muito maior que o ornamental: o amendoim forrageiro é excelente solução para fixar nitrogênio em solos pobres, sendo usada como adubação verde.

Além disso, é claro, o amendoim forrageiro é fonte de alimento para o gado, com alto valor nutritivo e baixo custo.

Acompanhe o passo a passo para o plantio que preparamos para você:

1. Atente-se às condições climáticas

O amendoim forrageiro gosta de sol e água, mas a boa notícia é que esta espécie tem demonstrado ampla adaptação a diferentes condições de clima e solo, sendo cultivada do sul do país até a Amazônia.

Mas então quando plantar amendoim forrageiro? Escolha realizar o plantio entre os meses de setembro e março, isto é, durante o período chuvoso.

2. Prepare bem o solo

O amendoim forrageiro é pouco exigente quanto à fertilidade do solo. 

Desenvolve-se bem em solos sujeitos a encharcamento, como os de várzeas, mas também se adapta a solos bem drenados e com maiores períodos de déficit hídrico.

A adubação e a calagem (se necessário for) depende primeiramente da análise de solo. Saiba aqui como coletar amostras de solo e garantir análises mais precisas

Se você vai fazer o plantio em novas áreas, prepare o solo de maneira completa, ou seja, fazendo aração e gradagem.

Isso é importante para oferecer maior contato entre a semente e o solo e também controlar as espécies de invasoras presentes.

consórcio gramínea e leguminosa
Consórcio de amendoim forrageiro com capim xaraés. — Foto: Judson Ferreira Valentim/ Embrapa

3. Coloque a mão na massa: como plantar amendoim forrageiro

A propagação do amendoim forrageiro pode ser feita de duas maneiras: por sementes e por estolões, que são as ramificações espontâneas da planta.

Se optar por sementes, saiba que você vai precisar de 10 a 12 kg por hectare.

E aqui vai uma dica: no caso de plantio com máquina plantadeira, aproveite para misturar as sementes com uma parte do superfosfato simples recomendado na análise do solo.

Já o plantio por estolões deve ser feito com segmentos de ramos com cerca de 20 cm de comprimento.

Para o plantio em sulcos, utilize 5 a 8 cm de profundidade, com espaçamento entre eles de 1 metro.

Para o plantio em covas, adote a  profundidade de 5 a 10 cm e a largura de 15 a 20 cm, abertas com um espaçamento de aproximadamente 1,0 m entre linhas e 0,5 m entre covas.

Posicione as mudas no sulco ou na cova de modo a enterrar apenas ¾ delas.

Plantio em pastagens já estabelecidas

Para o plantio em pastagens já estabelecidas com forrageiras gramíneas, faça o rebaixamento do pasto por meio do pastejo ou pelo roço.

Em seguida, com a ajuda de um enxadão, espeque de madeira ou terçado, abra covas no solo descoberto, entre as touceiras do capim.

Depois, pegue um pedaço de estolão da leguminosa, com aproximadamente 20 cm  de comprimento e insira na cova, compactando o solo com o pé.

Por fim, vede o pasto por cerca de 30 dias.

4. Realize o manejo

Depois da germinação das forrageiras, em caso de consórcio, você vai precisar fazer  um manejo de formação por meio de um pastejo leve, com o objetivo de uniformizar a área, favorecer o perfilhamento da gramínea e, com o maior consumo desta, garantir o estabelecimento da leguminosa. 

Portanto, faça o primeiro pastejo de 2 a 3 meses após o plantio do amendoim forrageiro, para reduzir a concorrência da gramínea e favorecer o estabelecimento da leguminosa.

Sendo assim, o pastejo pode ser de um ou dois dias, com alta carga animal.

No manejo, cada detalhe conta : Confira clicando aqui técnicas de adubação eficientes

5. Capriche na adubação

Capriche na adubação de cobertura, especialmente no início da brotação, pois os nutrientes que as plantas recebem nesses momentos fazem toda a diferença na energia que elas serão capazes de dar ao gado.

Com esse propósito, os bioestimuladores têm papel fundamental na aceleração da brotação, o que vai reduzir o ciclo da planta, refletindo-se em maior produtividade em menos tempo. Isso é o que garante o sucesso em toda a cadeia produtiva. Para garantir a adubação correta, comece com uma amostragem gratuita de solo profissional.

amendoim forrageiro brs oquira
Amendoim forrageiro BRS Oquira. — Foto: Giselle Mariano Lessa de Assis/ Embrapa

As nossas dicas fizeram sentido para você?  Ficou com alguma dúvida? Vamos fazer, juntos, um cultivo de sucesso!

sábado, 15 de agosto de 2026

CAMAPU ou FISALIS, BENEFICIOS PARA ALZHEIMER E PARKINSON

 


As informações contidas neste canal são informativas, portanto não devem ser usadas para autodiagnostico ou automedicação, e o Profissional de saúde deve ser sempre procurado para acompanhamento. Quaisquer duvidas deixe nos comentários e assim que possível responderei. Dr Edelson Beling CRM-SP 181.261

quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Como esta fazenda PRÓSPERA se tornou um POLO ALIMENTAR a 11 km de Nova York

 


A apenas 11 quilômetros da cidade de Nova York, a Closter Farm & Livestock Co. administra uma próspera horta orgânica de 2,8 hectares — prova de que a agricultura em pequena escala pode funcionar em qualquer lugar, até mesmo nos subúrbios. Após mais de 20 anos em Wall Street, Jon Friedland comprou esta fazenda com sua família e decidiu responder a uma pergunta: o que uma pequena propriedade rural poderia produzir com chances reais de viabilidade comercial? Seis anos depois, a Closter Farm é a única fazenda com certificação orgânica do USDA no Condado de Bergen, a única operação de produção de carne orgânica certificada no estado de Nova Jersey e abriga uma equipe de 14 pessoas que cultivam alimentos durante todo o ano para a comunidade local. Neste episódio de The Good Life, Jon e Jared compartilham como eles: — Integram a criação de galinhas orgânicas em pasto com a produção biointensiva de hortaliças para melhorar a saúde do solo — Cultivam em todas as quatro estações com mais de 6 túneis Caterpillar ("tudo cresce melhor em um túnel") — Simplificam o controle de ervas daninhas e umidade com tecido geotêxtil pré-cortado — Cultivam tomates em treliças com um sistema mais baixo e inclinado — sem necessidade de escadas — Dispensam completamente a feira de produtores e vendem 5 dias por semana em seu próprio mercado na fazenda — Operam como um centro agrícola, agregando produtos de pequenas fazendas em um raio de 160 km 🌱 FERRAMENTAS APRESENTADAS NESTE VÍDEO • Túneis Caterpillar Clássicos → https://www.farmersfriend.com/p/class... • Tecido Quick-Plant → https://www.farmersfriend.com/p/quick... • Sistema de Treliças Qlipr → https://www.farmersfriend.com/p/qlipr... • Capinador de Ervas Flexíveis → https://www.farmersfriend.com/p/flex-...

O chorume que polui o ambiente pode ser transformado em adubo orgânico



Célia Guerra
Reportagem Local
A poluição ambiental causada pelo chorume, um dos grandes problemas da suinocultura, agora tem solução. Ele pode ser não só um aliado da agricultura como também um gerador de lucro extra na propriedade. Pesquisa realizada pelo Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) mostra que o chorume (conjunto de fezes, urina, pêlos e água da lavagem dos chiqueiros) pode ser usado como adubo orgânico em áreas de plantio direto. O pesquisador Celso de Castro Filho, coordenador da área de solos do Iapar, está fazendo uma experiência numa propriedade em Palotina (96 km ao norte de Cascavel). Usando chorume ele já conseguiu aumentar a produtividade da soja em 35%.

O pesquisador explica que o uso do chorume como adubo não é recente mas a prática, sem fundamentação da pesquisa e em áreas de plantio convencional, transformou o produto num causador de danos ao solo. Há registros de erosão, perda da capacidade de infiltração da água, contaminação de lençóis freáticos e mananciais. A gordura presente no chorume, cujo teor é elevado, é um dos responsáveis por esses danos.

''A gordura estabelece uma hidrofobia (ação repelente à água) o que diminui a capacidade de infiltração'', destaca Castro Filho. Por isso a recomendação é apenas para o uso em áreas de plantio direto. De acordo com Castro Filho, a palhada de cobertura da terra retém o agente agressor e permite que apenas os nutrientes sejam incorporados ao solo.
Dosagem - A quantidade de chorume a ser aplicada, conforme testes realizados pelo pesquisador, é determinada pelo tipo de solo da propriedade. Devem ser levadas em conta características como a declividade do solo, quantidade de argila, profundidade e distância de lençóis freáticos. A dosagem máxima recomendada para um solo ideal (plano, argiloso, profundo e situado no topo do relevo), é de 90 metros cúbicos por hectare (a experiência usou até 120 metros cúbicos).

''Quando se aplica 90 metros cúbicos de chorume por hectare, a quantidade de nitrogênio é de no máximo 30 quilos, bastante inferior à dosagem contida na adubação química'', compara. Outra vantagem do chorume apontada pela pesquisa é que ele é rico em fósforo, um mineral existente em pequena quantidade nos solos. ''Os dois minerais são importantes nutrientes para plantas'', explica.
Além da riqueza de nutrientes, o chorume tem a vantagem de não agregar custos diretos no seu preparo. O pesquisador cita que a criação de suínos já deve prever a construção de um local, a esterqueira, para acomodação dos dejetos. Para a aplicação no solo o chorume deve ficar em repouso por, no mínimo, 90 dias. Nesse período ocorre naturalmente a fermentação do produto e a morte dos microorganismos danosos ao ambiente, eliminando ainda o mau cheiro.

''O uso do chorume não dá problemas, ou melhor, livra o criador de um problema e dá mais lucratividade'', resume o agricultor Carlos Piovesan, dono da propriedade onde estão sendo realizados os testes, em Palotina. O sítio de 23 hectares tem uma granja para a produção de matrizes suínas, com um plantel de 160 animais. Pela dosagem de chorume recomendada pela pesquisa, o produtor diz que poderia até aumentar o plantel pois a propriedade absorveria todos os dejetos produzidos.
Efeito na soja - Piovesan traz no computador todos os dados da propriedade e diz que o único gasto com o chorume é no transporte e aplicação. Pelos cálculos comparativos ele tem registrado uma economia de R$ 60,00/ha em relação aos gastos que teria com a adubação química. Sobre o aumento da produtividade da soja, o produtor não esconde a surpresa: ''eu não acreditava que pudesse atingir esse índice''.

O agricultor, que estava acostumado a colher 52,5 sacas por hectare, na última safra colheu 70,3 um aumento de 35%. Por se tratar de um experimento, a dosagem de chorume utilizada pela pesquisa foi acima da recomendada. O Iapar acompanhou fazendo análises periódicas do solo.
O único dano registrado na propriedade, segundo Piovesan, foi a compactação do solo nos trechos de circulação do trator que faz o transporte e aplicação do chorume na lavoura. ''Estamos estudando a compra de um equipamento de irrigação para a aplicação do chorume'' diz Piovesan. O suinocultor suspendeu a utilização de adubo químico na propriedade e pretende continuar com a pesquisa ''até quando tiverem interesse''.
Além da propriedade de Palotina, o pesquisador Celso de Castro Filho realiza experimentos semelhantes em Cianorte (80 km a leste de Umuarama) e Marmeleiro (7 km a leste de Francisco Beltrão), regiões com diferentes tipos de terra. Os resultados também são positivos. Em Marmeleiro, região com menor profundidade de solo, a produtividade do milho aumentou em 50 sacas/ha. Já em Cianorte, onde o solo é mais arenoso, os testes ocorrem em área de pastagem. A produção de massa verde foi elevada e linear. Castro Filho diz que ''o pasto bonito, com folhas mais tenras, resultado do uso chorume, é o preferido pelo gado''.

Outra opção de uso do chorume, sugere o pesquisador, é para a produção de humus, como faz um empresário no oeste do Estado (veja matéria ao lado). A dica, entretanto, vale como opção de comercialização para os produtores que possuem muito chorume. ''A melhor opção para os pequenos produtores é utilizar os dejetos na propriedade, um resíduo antes considerado como lixo, mas que pode aumentar a produtividade'', finaliza Celso de Castro Filho. Serviço
Mais informações podem ser obtidas no Iapar - área de solos - com o pesquisador Celso de Castro Filho, telefone (43) 3376-2391 ou e-mail: ccastrof@iapar.br.
fonte: Folha de Londrina, 28/06/03

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