16 anos depois, pesquisadores encontraram uma floresta tropical.
O que aconteceria se toneladas de resíduos fossem deixadas sobre um terreno degradado? Na Costa Rica, cascas de laranja foram usadas em um experimento que, anos depois, revelou uma recuperação impressionante da vegetação.
Como começou o experimento com cascas de laranja?
A história começou em 1997, quando os ecologistas Daniel Janzen e Winnie Hallwachs propuseram uma parceria com a empresa Del Oro, produtora de suco de laranja. A ideia era aproveitar resíduos orgânicos para auxiliar a recuperação de uma área degradada.
O que aconteceu com o solo depois que os resíduos foram depositados?
Os resíduos começaram a se decompor e acrescentaram matéria orgânica ao terreno. Esse processo alterou as condições do solo, que passou a apresentar maiores concentrações de macro e micronutrientes importantes para o crescimento das plantas.
A camada formada pelas cascas também ajudou a modificar as condições que dificultavam a regeneração da vegetação. O local, antes dominado por uma paisagem degradada, começou a apresentar maior cobertura vegetal e sinais de recuperação natural.
O efeito observado não ficou restrito à aparência do terreno.
- Biomassa: aumento de 176% na biomassa lenhosa acima do solo.
- Riqueza de espécies: triplicação da riqueza de espécies de plantas lenhosas.
- Solo: aumento significativo de nutrientes importantes para a vegetação.
- Cobertura vegetal: maior fechamento do dossel florestal na área tratada.
Quanto a floresta mudou após 16 anos?
Quando os pesquisadores retornaram ao local em 2014, encontraram uma diferença marcante. A vegetação havia crescido de maneira muito mais intensa na área que recebera os resíduos do que na parcela usada como comparação.
O estudo registrou um aumento de 176% na biomassa lenhosa acima do solo.
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