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quarta-feira, 22 de julho de 2026

Além da compostagem: um legado real para as próximas gerações


Fonte Jornal O São Paulo 

Jenniffer Silva



Fotos: Planta Feliz

Em 2009, quando a compostagem ainda era um tema pouco difundido no Brasil, a hoteleira Marina Sierra decidiu deixar de enviar seus resíduos orgânicos para o sistema de coleta de lixo. Mesmo com o acesso limitado a informações sobre o assunto na época, ela já compreendia que a destinação inadequada desses materiais contribui diretamente para as mudanças climáticas, responsáveis por eventos extremos cada vez mais frequentes.

“Comecei com a compostagem doméstica, utilizando minhocas, mas percebi que aquele modelo resolvia apenas parte do problema, pois apresentava algumas restrições em relação aos alimentos que podiam ser compostados”, relembra Marina.

Naquele período, ela conheceu o marido, Adriano Sgarbi. Ao compartilhar com ele o desejo de encontrar uma solução mais ampla para os resíduos orgânicos, recebeu a proposta de mudar-se para um sítio e ampliar o projeto. No novo endereço, Adriano passou a estudar métodos de compostagem capazes de receber todos os tipos de resíduos orgânicos, inclusive os de origem animal. Foi assim que o casal chegou à compostagem termofílica, tecnologia que permite processar resíduos vegetais e animais de forma segura e eficiente.

A chegada da filha do casal, Valentina, em 2017, fortaleceu ainda mais esse propósito. Foi naquele momento que Marina e Adriano sentiram que era hora de transformar o sonho em algo concreto. Nascia, então, a Planta Feliz, iniciativa criada para deixar um legado capaz de contribuir para um mundo melhor às futuras gerações.


DE 42 MIL METROS QUADRADOS PARA A CIDADE INTEIRA

Localizada no bairro Jardim Casa Grande, na zona Sul da capital paulista, a Planta Feliz ocupa uma área de 42 mil metros quadrados e é o primeiro pátio privado de compostagem da cidade a possuir a Licença de Operação (LO) da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), autorização ambiental que permite a uma empresa, indústria, comércio ou empreendimento iniciar e manter suas atividades em funcionamento.

Atualmente, a Planta Feliz mantém parceria com a Prefeitura, desenvolvida principalmente por intermédio do Polo de Ecoturismo de São Paulo, território que abrange Parelheiros, Marsilac e a Ilha do Bororé, áreas de grande relevância ambiental para a capital.

Por meio dessa colaboração, a Planta Feliz tem fortalecido o turismo rural, o turismo de base comunitária e as vivências pedagógicas promovidas na propriedade, aproximando a população da compostagem, da agroecologia e da preservação ambiental.

“Além da destinação correta dos resíduos orgânicos, conseguimos promover experiências práticas de educação ambiental para escolas, turistas, empresas e grupos interessados em conhecer soluções sustentáveis aplicadas no território”, explica Marina.

A Prefeitura também apoia a realização da Semana da Compostagem Planta Feliz, evento anual com atividades educativas, debates, oficinas e vivências sobre compostagem, mudanças climáticas, sustentabilidade e regeneração. Neste ano, a programação aconteceu em maio.


QUANDO O LIXO VOLTA A SER RECURSO

Com o projeto consolidado, a Planta Feliz oferece um serviço especializado de coleta e compostagem para garantir a destinação ambientalmente adequada de resíduos orgânicos gerados por escritórios, empresas, comércios, restaurantes, escolas, clubes e eventos.

Para que o serviço seja realizado, no entanto, todo o material recebido precisa estar corretamente segregado na origem. Isso significa que os estabelecimentos devem manter, no mínimo, três categorias de descarte: recicláveis secos, rejeitos destinados aos aterros sanitários e resíduos compostáveis. Além disso, é necessário estar regularizado no Sistema Estadual de Gerenciamento On-line de Resíduos Sólidos (Sigor), para garantir a rastreabilidade por meio da documentação ambiental emitida pela Planta Feliz.

“Mesmo para os geradores que não possuem obrigatoriedade de rastreabilidade, emitimos relatórios com indicadores ambientais, informando quanto de resíduos deixou de ser enviado aos aterros sanitários, quanto deixou de emitir gases de efeito estufa e quanto de composto orgânico foi gerado a partir desse material”, destaca Marina.

Os resíduos passam pelo processo de compostagem termofílica e são misturados à poda triturada. Durante o tratamento, as leiras atingem temperaturas controladas que aceleram a decomposição da matéria orgânica, eliminam patógenos e inviabilizam sementes. Ao final do ciclo, o que antes era considerado lixo retorna à natureza na forma de composto orgânico. Parte desse adubo é doada mensalmente para hortas que ajudam a abastecer a população, fortalecendo a economia circular e a regeneração do solo.

Segundo Marina, o composto também é comercializado para todo o Brasil por meio do Mercado Livre e em pontos parceiros em São Paulo que apoiam a agricultura familiar, como o Instituto Chão e o Instituto Baru.


MUDANÇA DE HÁBITOS

Outro eixo importante da iniciativa é a formação. Para Marina, mais do que oficinas, as vivências pedagógicas realizadas com escolas, turistas, empresas e grupos interessados em conhecer o funcionamento de um pátio de compostagem dentro do Polo de Ecoturismo de São Paulo têm potencial para transformar a forma como as pessoas enxergam os resíduos.

“Muitas chegam acreditando que lixo orgânico é apenas lixo e saem entendendo que aquilo é, na verdade, um recurso capaz de regenerar o solo, produzir alimento e reduzir impactos ambientais.”, destaca Marina.

O trabalho tem atraído visitantes de diferentes regiões do Brasil e de outros países interessados em implantar iniciativas semelhantes. No ano passado, por exemplo, o projeto recebeu comitivas das Filipinas e da Tanzânia durante as agendas relacionadas à COP30.

Para os próximos anos, a meta é ampliar o acesso da população à compostagem e fortalecer a conexão entre resíduos, regeneração do solo e mudanças climáticas.

A iniciativa também deseja inspirar as empresas a incorporar a agenda ESG – conjunto de critérios e práticas corporativas que aliam os aspectos ambiental, social e de governança (Environmental, Social, Governance). Para Marina, a destinação correta dos resíduos orgânicos precisa fazer parte desse compromisso. Ela destaca, ainda, que a com-postagem é uma urgência para tornar os centros urbanos mais sustentáveis e resilientes diante dos desafios climáticos.

sexta-feira, 10 de julho de 2026

Folha seca não é lixo !!! Sabias??

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José Lutzenberger

A luxuriante Hiléia, a floresta tropical úmida da Amazônia, floresce há milhões de anos sobre os solos que estão entre os mais pobres do mundo. Este fato intrigava muitos cientistas. O grande cientista alemão, explorador da Amazônia, Alexander Von Humboldt, ainda pensava que a floresta tão viçosa, alta e densa, era indicação de solo muito fértil.

Como pode haver tanta vegetação, crescendo tão intensivamente, sobre solo praticamente desprovido de nutrientes? O segredo é a reciclagem perfeita. Nada se perde, tudo é reaproveitado. A folha morta cai ao chão, é desmanchada por toda sorte de pequenos organismos, principalmente insetos, colêmbolos, centopéias, ácaros, moluscos e depois mineralizada por fungos e bactérias. As raízes capilares das grandes árvores chegam a sair do solo e penetrar na camada de folhas mortas para reabsorver os nutrientes minerais liberados.

Poucas semanas depois de caídos, os nutrientes estão de volta no topo, ajudando a fazer novas folhas, flores, frutos e sementes. A floresta natural não necessita de adubação. Assim a floresta consegue manter-se através de séculos, milênios e milhões de anos. A situação não é diferente em nossos bosques subtropicais, nos campos, pastos ou banhados. A vida se mantém pela reciclagem. Assim deveríamos manter a situação em nossos jardins.

Um dos maiores desastres da atualidade, um desastre que está na base de muitos outros desastres, é o fato de estar a maioria das pessoas, mesmo as que se dizem cultas e instruídas, totalmente desvinculadas espiritualmente da Natureza, alienadas do Mundo Vivo.


As pessoas nascem, se criam entre massas de concreto, caminham ou rodam sobre asfalto, as aventuras que experimentam lhe são proporcionadas pela TV ou vídeo. Já não sabem o que é sentir orvalho no pé descalço, admirar de perto a maravilhosa estrutura de uma espiga de capim, observar intensamente o trabalho incrível de uma aranha tecendo sua teia. Capim, aliás, só bem tosadinho no gramado, de preferência quimicamente adubado! Se não estiver tosado, é feio! Na casa, a desinsetizadora mata até as simpáticas pequenas lagartixas, os gekos.

A situação não é melhor nas universidades. No Departamento de Biologia de uma importante universidade de Porto Alegre, encontra-se um pátio com meia dúzia de árvores raquíticas. Ali o solo é mantido sempre bem varrido, nu, completamente nu! As folhas secas são varridas e levadas ao lixo. Não distinguem sequer entre carteira de cigarro, plástico e folha seca, para eles tudo é lixo. Já protestei várias vezes. Os professores e biólogos nem tomam conhecimento. Pudera! Hoje a maioria dos que se dizem biólogos, mais merecem o nome de necrólogos, gostam mais é de lidar com vida por eles matada do que dialogar com seres e sistemas vivos. Preferem animais em vidros com álcool ou formol, plantas comprimidas em herbários. São raros, muito raros, hoje, os verdadeiros naturalistas, gente com reverência e amor pela Natureza, que com ela mantém contato e interação intensiva, gente que sabe extasiar-se diante da grandiosidade da maravilhosa sinfonia da Evolução Orgânica.

Por que digo estas coisas em "A Garça"? Atrás do prédio onde estava a Florestal da Riocell, onde estou agora instalado com meus escritórios da Tecnologia Convivial e da Vida Produtos Biológicos, existe um barranco onde estão se desenvolvendo lindas "seringueiras". Na realidade, não são seringueiras, são plantas da mesma família que nossas figueiras, mas são oriundas da Índia. Além de crescerem pelo menos dez vezes mais rápido que nossas figueiras, fazem lindas raízes aéreas e lindas tramas superficiais no solo. A alienação, que predomina entre nós, em geral, faz com que sejam demolidas tão logo atinjam tamanho interessante e aspecto realmente belo.
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As Ficus elásticas a que me refiro, fizeram um lindo tapete de folhas secas. Este tapete segura a umidade do solo, mantém o solo poroso e aberto para a penetração da água da chuva e evita a erosão, especialmente na parte mais íngreme do barranco, já bastante erodida, porque no passado, ali, as folhas eram sempre removidas. Este tapete promove também o desenvolvimento da vegetação arbustiva e rasteira que dará ainda mais vida ao solo e abrigo à fauna, como corruíras e tico-ticos, lagartixas, insetos, etc. Da janela do meu escritório alegro-me cada vez que posso observar esta beleza.

Houve quem insistisse em que varrêssemos para deixar o solo nu. Faço um apelo a todos que ainda não o fizeram, observem este aspecto importante e construtivo da Natureza, aprendam a ver a beleza na grande integração do Mundo Vivo. Não vamos varrer!

Publicado em "A Garça" - Jornal da Riocell, em 13 de Fevereiro de 1990



segunda-feira, 6 de julho de 2026

QUE TAL TER UM MINHOCÁRIO EM CASA OU NO APARTAMENTO??? MUITO FÁCIL

 


VENDEMOS MINHOCAS

Infelizmente jogamos no lixo muita comida!!! O lixo orgânico representa mais de 50% do montante de lixo descartado nas grandes cidades e, quando descartado sem tratamento, é o que mais polui. Através do processo de fermentação, os resíduos geram o gás metano e o chorume, líquido ácido que contamina os lençóis freáticos.

Então, que tal aproveitar a semana Mundial do Meio Ambiente e começar a dar um destino diferente para lixo orgânico da sua casa? 





Estamos implantando nosso ‘minhocário doméstico’ uma alternativa simples e barata para reduzir o volume de material descartado, manter as lixeiras vazias e dar nova utilidade aos restos orgânicos. Demais !!! Tô curtindo pra caramba essa ideia!!!

Rapaziada, este sistema de compostagem doméstica utiliza minhocas para converter resíduos orgânicos de todo tipo em fertilizantes naturais. É uma opção limpa e prática que pode ser utilizada tanto em casas como em apartamentos, já que ocupa pouco espaço e não libera mau cheiro.

Você vai precisar de:

• 3 caixas modulares;

• 1 torneira pequena;

• 1 pedaço de papelão para servir como tampa;

• Furadeira;

• Terra;

• Minhocas;

• Resíduos orgânicos, folhas secas e papéis picados.

É bom lembrar, que neste projeto estou trabalhando de assistente do meu pai, “Seu Cidão”, suas habilidades são fundamentais!! Essa é uma super dica galera!



Passo a passo do seu minhocário:

1. Faça furos no fundo de duas das caixas modulares e na tampa de papelão, para possibilitar a passagem de ar;


2. Na caixa que fica embaixo das outras, faça um furo maior na lateral para encaixar a torneira (usadas em filtros de água);

3. Empilhe as caixas e coloque a terra com as minhocas na de cima, na altura de mais ou menos dois dedos. Faça o mesmo com a caixa do meio;

4. Despeje o lixo orgânico, folhas secas e papéis picados, na caixa de cima;


Flores despetaladas, cascas de banana e laranja, talos de verduras e alguns guardanapos usados picados

5. Quando a caixa de cima ficar cheia, troque-a pela do meio. Os furos nas caixas vão permitir que as minhocas passem de uma para outra. Quando despejar novos resíduos na caixa de cima, elas voltarão ao trabalho.

6. Quando a caixa de cima ficar cheia, a do meio terá adubo (em média 50 dias), que pode ser usado no jardim e em hortas. A caixa de baixo acumulará um líquido que deve ser retirado pela torneira e usado para regar plantas.

O que garante uma boa decomposição?


Mistura já com cascas, folhas secas, papel picado…

 Rapaziada, minhocário não gera nenhum cheiro e nem atrai insetos, e o que garante isso, é o correto balanceamento entre o úmido (nitrogênio) e o seco (carbono). Sempre que colocar seu lixo orgânico na caixa de cima você deve respeitar a proporção de uma parte de material úmido para duas de material seco, que pode ser composto só de folhas ou principalmente de folhas com um pouco de diferentes tipos de papel (guardanapos de papel usados, papel toalha, jornal…). O minhocário pode ser abastecido todos os dias, desde que respeitadas essas proporções. Ter uma pá ou um ancinho sempre à mão ajuda na hora de cavar um buraquinho pra depositar o material um dia num canto, outro dia no outro…

Importante: Pelos furos do fundo das caixas vai escorrer o excesso de chorume, deixando seu adubo sequinho e as minhocas vão se transferir entre as caixas conforme forem percebendo que você começou a enchê-la com “comida nova”.

Não pode colocar no minhocário!
Carne de qualquer espécie. Não é o alimento preferido das minhocas, tem decomposição lenta e pode atrair moscas!
Excesso de frutas cítricas. O sumo é ácido e atrapalha um pouco o processo. Uma dica é deixar cascas de frutas como limão, laranja e abacaxi secarem por alguns dias antes de irem para o minhocário.

Ah…e quais minhocas colocar?

As minhocas mais adequadas para um minhocário em caixas são as dos tipos Vermelha da Califórnia e Gigante Africana. Você pode comprar suas minhocas e até o kit pronto do minhocário pela internet, uma dica é o Minhocasa, mas com certeza vai encontrar algo no seu bairro mesmo!

Moçada, qualquer dúvida é só mandar um help, estamos começando por aqui também, mas podemos pesquisar juntos, flw?!


VENDEMOS MINHOCAS

quarta-feira, 3 de junho de 2026

BENEFÍCIOS DA COMPOSTAGEM DOMÉSTICA

 


BENEFÍCIOS DA COMPOSTAGEM DOMÉSTICA DE RESÍDUOS ORGÂNICOS
Link permanente: http://revistaea.org/artigo.php?idartigo=2310 
   

BENEFÍCIOS DA COMPOSTAGEM DOMÉSTICA DE RESÍDUOS ORGÂNICOS

 

José André Verneck Monteiro

Licenciado em Pedagogia, especialista em Educação Ambiental, Mestre em Práticas em Desenvolvimento Sustentável pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro & Global MDP

http://lattes.cnpq.br/3632798164833445

Email: educativo@live.com

 

RESUMO

O presente ensaio propõe a reflexão sobre os benefícios proporcionados pela prática da compostagem doméstica de resíduos orgânicos e fornece informações necessárias à instalação de uma unidade de compostagem domiciliar em pequeno espaço. Foi elaborado a convite de Berenice Gelhem Adams para integrar a Seção Sementes na 56ª Edição da Revista Educação Ambiental em Ação, cuja inspiração provém de frase de João Bosco da Silva: “A responsabilidade social e a preservação ambiental significam um compromisso com a vida”.

 

Palavras-chave: sementes, minhocas, húmus, horticultura, educação ambiental.

 

Introdução

 

Aliado a um padrão de consumo excessivo de produtos industrializados, embalados em materiais não biodegradáveis, o descarte inadequado de resíduos é um problema em escala global, que ocasiona severos prejuízos socioambientais.

O Brasil é o quinto maior gerador de lixo urbano do mundo. Anualmente produzimos 63 milhões de toneladas de resíduos sólidos. Cada brasileiro produz a média de 383 kg de lixo por ano, volume que cresceu 21% na última década, enquanto a população cresceu 9,6% no mesmo período (Agência Senado, 2014).

No Brasil, de acordo com a Pesquisa Nacional de Saneamento Básico (IBGE, 2008) do total de 5.564 municípios do País, apenas 994 municípios dispõe de coleta seletiva, entretanto apenas 3% dos resíduos sólidos produzidos nas cidades brasileiras são reciclados, apesar de 1/3 de todo o lixo urbano ser potencialmente reciclável. E mesmo o reaproveitamento desse pequeno volume só é viabilizado pelo esforço de catadores, que enfrentam a falta de apoio do poder público e o desconhecimento da população quanto à separação do lixo (Agência Senado, 2014).

Nos aterros sanitários, quando os materiais orgânicos são soterrados e compactados, entram em decomposição isenta de oxigênio (anaeróbica) resultando em formação de gás metano (CH4) que é altamente nocivo ao ser humano e ao meio ambiente, 23 vezes mais agressivo que o gás carbônico em termos de aquecimento global. Em contraponto, quando os resíduos orgânicos são tratados por meio da compostagem, o processo de decomposição ocorre na presença de oxigênio (aeróbica) reduzindo ou eliminando a exalação de gás metano, além de reduzir a quantidade de chorume, e consequentemente os riscos de contaminação dos recursos hídricos (Ministério do Meio Ambiente, 2016).

Nesse contexto a responsabilidade social, articulação e a participação popular assumem relevância para ampliar a efetividade das ações de educação ambiental voltadas ao consumo consciente, à coleta seletiva e ao estímulo para o correto aproveitamento de resíduos orgânicos, em cada residência.

 

Compostagem

 

A compostagem é um processo dinâmico de transformação da matéria orgânica, impulsionado por seres vivos, que também sofre influência de condições ideais de umidade, temperatura, arejamento e luminosidade. 

Na natureza, a decomposição de animais mortos e de partes dos vegetais (folhas, flores, frutos, sementes, caules, raízes) é realizada por diversos agentes decompositores (várias espécies de microorganismos e animais invertebrados), que na presença de umidade e oxigênio se alimentam dessa matéria e propiciam que seus elementos químicos e nutrientes voltem à terra (Recicloteca, 2016).

A decomposição, ou biodegradação, envolve processos físicos e químicos que ocorrem espontaneamente em florestas, parques, quintais, jardins, lavouras e até mesmo nos vasinhos de plantas. Às vezes nem percebemos quanta vida está presente em uma pequena porção de solo!

Os processos físicos são realizados por invertebrados como ácaros, centopeias, besouros, minhocas, tatuzinhos, lesmas e caracóis que transformam os resíduos em pequenas partículas. Já os processos químicos são desencadeados pela ação de bactérias, fungos e alguns protozoários que degradam os resíduos em partículas ainda menores, dióxido de carbono e água.

A compostagem é um dos mais antigos métodos de reciclagem que se tem conhecimento, por meio do qual imitamos os processos da natureza para melhorarmos as condições da terra para agricultura (Recicloteca, 2016).

A compostagem doméstica de matéria orgânica traz vários benefícios socioambientais, dentre os quais se destacam:

ü  Diminuição do custo operacional de coleta pública de resíduos;

ü  Redução do desperdício de recursos;

ü  Contribui diretamente para o aumento do tempo de vida útil dos aterros sanitários;

ü  Favorece a redução dos índices de poluição do solo, água e ar;

ü  Promove a reciclagem de nutrientes para o solo;

ü  Transformação de resíduos em produtos úteis para outros segmentos;

ü  Revaloriza o aproveitamento da matéria orgânica para o sucesso das hortas caseiras.

Por esse conjunto de bônus, quando realizada dentro da correta técnica aplicável, a compostagem doméstica é considerada uma alternativa ambiental correta, segura e definitiva. Além disso, em termos de coletividade, cabe ressaltar: cada cidadão que opta por assumir e exercer plenamente sua responsabilidade social ao gerir corretamente seus resíduos, converge esforços dentro de sua casa, junto à sua família, para o cumprimento da Política Nacional dos Resíduos Sólidos.

 

Composto orgânico                    

 

Além dos benefícios mencionados acima, por meio do valioso processo natural da compostagem, podemos converter parte dos resíduos orgânicos gerados em nossa residência em composto orgânico, um material leve, solto, escuro como café, de aroma agradável, semelhante ao cheiro de terra molhada pela chuva.

O composto orgânico é rico em húmus, muito nutritivo para as plantas e também muito importante para revitalização de áreas verdes, pois devolve ao solo os microorganismos que favorecem a restauração de seu equilíbrio original (InfoEscola, 2016).

O uso agrícola do composto orgânico é repleto de benefícios: melhora a fertilidade do solo; tem alta capacidade de retenção de água, atuando com uma esponja liberando a água aos poucos para que as raízes possam absorvê-la; proporciona aeração do solo, tornando a terra mais solta, arejada, leve e muito mais favorável ao desenvolvimento das raízes; elevada retenção de sais minerais que alimentam as plantas; alta capacidade de troca de cátions, disponibilizando para as raízes das plantas os nutrientes catiônicos fundamentais para sua alimentação e constituição; fonte importante de enxofre assimilável pelos vegetais. Em suma, o composto orgânico proporciona considerável melhoria das propriedades físicas, físico-químicas e biológicas do solo, o que não pode ser obtido por nenhum fertilizante mineral (Kiehl, 2009).

Diferentemente dos adubos sintéticos (tipo NPK) que são industrializados a partir de derivados de petróleo, o uso agrícola do composto orgânico não ocasiona prejuízos ambientais, não queima as plantas e não intoxica o solo, mesmo se usado em quantidade e concentração maior do que a ideal. Sob essa ótica, o composto orgânico pode e deve ser amplamente utilizado nos jardins, pomares e hortas urbanas, proporcionando ao mesmo tempo a restauração dos solos e produção abundante em cada residência, de frutas, verduras, legumes e hortaliças orgânicas, saudáveis, livres de agrotóxicos.

Além de impulsionar a produção caseira de alimentos, favorecendo a troca e a comercialização das colheitas excedentes ao consumo doméstico, a venda do composto orgânico também pode vir a representar uma fonte alternativa para geração de renda complementar para a família.

 

O que compostar?

 

Nem todo material é bem degradado no processo de compostagem doméstica. Inclusive, alguns materiais prejudicam todo o processo e podem contaminar o composto com toxinas, metais pesados, atrair animais indesejáveis e transmissores de doenças a quem manipula a composteira. Veja a seleção destes materiais na Tabela 1.

Tabela 1 O que pode e o que não pode ser utilizado na compostagem doméstica.

PODE

NÃO PODE

Restos, talos e cascas de frutas, legumes, verduras e raízes

Borra de chimarrão e café, inclusive o coador de papel

Saquinho de chá

Bagaço de cana

Restos ou migalhas de pães ou biscoitos

Esterco de galinha, gado ou cavalo (animais herbívoros)

Restos de grãos ou farinhas crus

Aparas de ervas, raízes ou capim seco

Restos de podas e da jardinagem

Cascas de árvores

Grama seca

Folhas secas

Papel toalha sem gordura

Cascas de ovos trituradas

Serragem grossa, de madeira que não tenha sido tratada com pesticidas, defensivos, tinta, verniz ou cera

Cebola, alho e pimenta

Excesso de frutas ácidas e semi-ácidas *

Leite ou seus derivados

Alimentos cozidos e salgados

Ossos ou carnes (de nenhum tipo)

Gorduras, óleos ou graxa

Fezes e urina (de pessoas, cães e gatos)

Papel higiênico ou papel colorido

Produtos químicos em geral, sabão, creme dental, esponja sintética, etc.

Saco e conteúdo do aspirador de pó

Remédios

Pilhas e baterias

Madeira tratada com pesticidas, defensivos, tinta, verniz ou cera

MDF, fórmica, Duratex e similares

Vidro

Metal

Plástico

Couro

 

*O excesso destas frutas prejudica a compostagem: abacaxi, caju, tangerina (mexerica), jabuticaba, laranja, limão, romã, nêspera, ameixa, cidra, lima, marmelo, acerola, caqui, maçã, maracujá, manga, goiaba, pêra, pêssego, uva, morango, carambola.

 

 

Aspectos que influenciam diretamente no sucesso da compostagem

 

Relação C x N

 

Balancear a proporção ideal de carbono e o nitrogênio na matéria-prima que será compostada é fundamental para o pleno desenvolvimento dos agentes decompositores. A proporção ideal é algo em torno de 30 partes de carbono para uma de nitrogênio. Para balancear bem a mistura, tome o hábito de sempre cobrir com matéria seca (serragem grossa, grama seca ou palha) cada porção de resíduos orgânicos úmidos. Quanto mais diversificadas as matérias-primas, melhor será também o balanço entre C & N, fundamental para a saúde e vitalidade da composteira.

 

Oxigênio

 

Para que a compostagem seja realizada aerobicamente e não exale mau cheiro (de gás metano e enxofre) é muito importante que se mantenha o arejamento da mistura. Pode-se obter tal aeração alternando-se camadas de resíduos úmidos cobertos por matéria seca, e intercalando camadas de material estruturante (gravetos, palha maior, folhas de palmeira picadas), ou revolvendo periodicamente o conteúdo da composteira.

 

Umidade

 

Especial atenção deve ser dispensada ao teor correto de umidade, pois a água dissolve os nutrientes orgânicos e inorgânicos do material que está sendo compostado, tornando-os disponíveis para utilização pelos agentes decompositores. Em síntese, a medida ideal é 50% de umidade. Acima desse nível aumenta o tempo de decomposição e ocasiona mau cheiro (decomposição anaeróbica, com emissão de metano). Com teor de umidade muito abaixo de 50% ocorre diminuição da atividade metabólica dos agentes decompositores. Sempre cobrir o material úmido com matéria seca auxilia a manter ideal o teor de umidade.

 

Calor

 

É normal que a composteira apresente temperatura maior que a ambiente, o que significa um bom indicativo da atividade microbiana, pois seu metabolismo gera calor. Entretanto é recomendável não deixar a composteira em locais muito quentes ou sem arejamento, já que temperaturas muito altas são letais para os agentes decompositores.

 

Tamanho dos resíduos

 

É recomendável picar ou cortar em pedaços pequenos os materiais antes de colocá-los na composteira. Quanto menores os pedaços, mais fácil será sua degradação pelos agentes decompositores já citados e o eventual revolvimento da massa em decomposição. 

 

Como compostar?

 

Para quem reside em apartamento são sugeridas modalidades de compostagem diferentes das que são mais adequadas para quem reside em casa ou chácara. De modo a ampliar seu potencial de replicabilidade, neste ensaio vamos tratar da compostagem em pequenos espaços (casa ou apartamento), a partir do aproveitamento de restos da cozinha e resultantes da poda de plantas ornamentais, além da matéria seca cuja fundamental importância já foi explicitada.

Você precisará de uma composteira, a qual deverá ser instalada em local de fácil acesso, abrigado da luz solar direta e protegido da chuva (por exemplo, na lavanderia ou área de serviços), materiais orgânicos diversos, matéria seca para cobertura dos resíduos, alguns minutos diários e interesse em pesquisar mais sobre o assunto (o que parece não faltar, considerando o que foi lido até aqui).

A composteira, ou unidade de compostagem consiste em uma estrutura própria para o depósito e processamento do material orgânico. A escolha do tipo de composteira depende da sua disponibilidade de recursos financeiros, tempo, espaço e da quantidade de matéria orgânica que sua família produz.

Você pode construir sua composteira com diversos materiais, quais sejam, dentre outros: caixas plásticas ou de madeira, galões de água, bacias, baldes do tipo usado para margarina ou cloro granulado, etc. O recipiente deve ter boca larga para facilitar o manejo e tampa bem vedada, que impeça a entrada de moscas, por exemplo. Lave bem recipiente e tampa para remover completamente os resíduos do material acondicionado anteriormente.

Os links a seguir direcionam o acesso para a exibição de vídeos curtos que podem auxiliar na escolha da composteira mais adequada à sua necessidade.  Convém observar que nesta seleção de vídeos os termos “composteira” ou “minhocário” cumprem perfeitamente sua função para tratamento dos resíduos orgânicos em escala doméstica, embora suas restritas denominações, em termos linguísticos, tenham significados distintos. Ambos os modelos apresentados foram feitos com materiais de fácil aquisição e baixo custo. No mercado há inúmeras outras opções. Se não puder comprar, ou se preferir exercitar sua criatividade, inspire-se nesta sequência de vídeos:

·         Como fazer uma composteira doméstica assista

·         Como construir minhocário caseiro assista

·         Montagem da composteira assista

·         Compostagem dentro de casa assista

Você também pode ampliar seus conhecimentos a partir de outras abordagens assistindo à coletânea de vídeos sobre compostagem doméstica exibidos pelo YouTube.

 

Ativação biológica da composteira

 

Após a montagem da composteira, adicione no fundo uma camada (02 cm) de serragem grossa e sobre esta, uma camada da mesma espessura de terra coletada na parte sombreada do jardim. Para ativação biológica da composteira é recomendável adicionar uma camada de terra superficial de um bosque - serrapilheira com folhas e gravetos em decomposição (Figura 1), e uma fina camada de esterco bovino bem curtido. Desta forma você levará para a composteira boa diversidade inicial de agentes decompositores.

 

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Figura 1 Ativação biológica da composteira com serrapilheira de bosque, terra de jardim e esterco curtido.

Se tiver acesso fácil, adquira algumas minhocas. As espécies nativas servem, mas são muito saltitantes e não digerem tão bem a matéria orgânica fresca. As mais recomendadas são as Minhocas Vermelhas, já bem difundidas no Brasil para produção de húmus. Estas são bem tranquilas para manusear e comem os resíduos orgânicos em qualquer estágio de decomposição.

Prossiga alimentando o sistema com os resíduos orgânicos, sempre cobrindo as novas “refeições” com matéria seca e mantendo a composteira bem tampada, de modo a evitar o ressecamento da massa e o pousio de moscas.

 

Maturação do composto

 

Quando não houver mais espaço para colocar novas refeições, substitua o recipiente e aguarde que o trabalho dos agentes decompositores seja concluído.

O tempo de maturação do composto varia muito para cada unidade de compostagem, em razão da quantidade de seres vivos envolvidos no processo, tipologia / quantidade / tamanho dos resíduos orgânicos em biodigestão, temperatura, umidade e arejamento. A média variável observada para completa biodegradação do composto é de 40-60 dias após o preenchimento do recipiente.

A análise visual-tátil ajuda a checar se está na hora de coletar o comosto para utilização. Com uma pazinha ou outro utensílio, suavemente revolva o conteúdo da composteira e procure observar se já não há partículas maiores inteiras, se a massa compostada se apresenta bem granulada e aerada, com aparência assemelhada a uma esponja marrom de terra de mata.

Não tenha pressa. Tudo ao seu tempo certo. Relaxe. Aguarde seu composto ficar pronto.  

Quando ainda inacabado, ele retira nutrientes do solo e eleva a temperatura para terminar seu processo de decomposição. Além disso, pode contém substâncias nocivas às plantas mais sensíveis.

Este vídeo pode te ajudar a solucionar problemas na compostagem ou minhocário assista

 

Coleta do composto sólido

 

            Após a maturação do sistema segue-se à coleta do composto. Para isso, destampe a composteira em local de sol ameno. Você perceberá que em instantes as minhocas e demais agentes decompositores migrarão para o fundo do recipiente, já que preferem ambientes escuros e frescos.

Vá retirando o composto superficial com cuidado, para não ferir os “operários” e reservando o composto em outro recipiente. É normal que junto ao composto sejam levados agentes decompositores, o que é muito benéfico para o solo que receberá a fertilização.

Quando perceber que já não há muito composto para retirar, volte este recipiente para o local onde estava e prossiga alimentando o sistema.

Preferencialmente, utilize o composto logo que coletado (vivo) para fertilizar a terra. Porém, ele pode ser armazenado por tempo indeterminado, à sombra, em saco plástico.

Se preferir doe ou venda.

 

Composto líquido

 

Se você optou por uma composteira equipada com caixa coletora de composto líquido, poderá coletar este precioso fertilizante e aplicá-lo diluído à razão de 1/10 (01 parte de composto líquido para 10 partes de água). Utilize esta calda para irrigar os vasos, a horta, jardim e pomar. Se preferir doe ou venda.

            Da mesma forma que o composto sólido, o tempo de geração de composto líquido varia muito em razão dos ingredientes da composteira e outros fatores ambientais já mencionados.

            Também é possível pulverizar com esta calda as plantas ornamentais, contudo é prudente que não sejam pulverizadas as folhas e frutos comestíveis, já que eventualmente o composto líquido pode conter algum microrganismo prejudicial se ingerido, e neste caso se os alimentos não forem muito bem lavados e higienizados após a colheita, pode haver risco para a saúde de quem os consome.

 

Considerações finais

 

Para não ter de abrir a composteira a cada novo resíduo orgânico gerado, mantenha na cozinha um baldinho ou outro tipo de pote com tampa bem vedada. Ponha aí os resíduos e tampe para evitar moscas. Ao fim do dia, ou quando preferir disponha os resíduos na composteira e cubra-os com matéria seca. Lave diariamente o baldinho.

Sempre lave as mãos com sabão após manusear a composteira e os demais utensílios.

Muitos dos vegetais podem ser consumidos com casca e talos. Experimente elaborar receitas criativas que possibilitem o aproveitamento integral dos alimentos.

A compostagem e a agricultura doméstica são alguns dos pilares da sustentabilidade, bem como o consumo consciente, a coleta seletiva e a redução de nossa pegada ecológica. Saiba mais acessando a página da Sociedade Resíduo Zero e do Composta São Paulo.

Envolva as crianças desde o início das atividades. Compartilhe suas experiências com familiares, amigos, vizinhos e forme uma rede de colaboradores em prol da sustentabilidade.

Promova a troca de sementes, mudas e do excedente da produção de sua horta caseira, incentivando desta forma para que outras pessoas também pratiquem a produção caseira de alimentos.

            O Autor parabeniza ao Corpo Editorial da Revista Educação ambiental em Ação por seu 14º aniversário e expressa sua gratidão pela oportunidade de colaborar para este veículo tão útil à disseminação de conhecimentos e práticas de transformação social positiva.

Especial agradecimento é também dirigido à equipe de voluntários, organizadores e demais participantes do Projeto Residência Resíduo Zero Goiânia pela inspiração que motivou a elaboração do presente trabalho.

 

Referências

 

As referências dispostas ao longo do texto, em cor diferenciada, são hiperlinks que remetem o acesso para as páginas relacionadas abaixo, onde estão disponíveis integralmente os conteúdos citados:

 

Agência Senado. Senado Federal do Brasil. Sem vontade política, Brasil recicla apenas 3% do lixo urbano. 2014. Disponível em Acesso em 13/05/2016.

Composta São Paulo. Um movimento por uma cidade mais sustentável! 2014. Disponível em < http://www.compostasaopaulo.eco.br/> Acesso em 18/04/2016.

IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Pesquisa Nacional de Saneamento Básico. 2008. Disponível em Acesso em 13/05/2016.

InfoEscola. Húmus. 2016. Disponível em Acesso em 13/05/2016.

Kiehl, Edmar José. 2009. Agrodkv. Perguntas e respostas. Disponível em Acesso em 12/05/2016.

Minhocas Vermelhas. Rural News. 2005. Minhoca vermelha da Califórnia. Disponível em Acesso em 11/05/2016.

Ministério do Meio Ambiente. Compostagem. 2016. Disponível em Acesso em 13/05/2016.

Política Nacional de Resíduos Sólidos. BRASIL. Lei Nº 12.305, DE 2 DE AGOSTO DE 2010. Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos; altera a Lei no 9.605, de 12 de fevereiro de 1998; e dá outras providências. Disponível em Acesso em 15/05/2016.

Receitas Criativas. Pesquisa Google “receitas de talos e cascas”. 2016. Disponível em Acesso em 10/05/2016.

RECICLOTECA. Disponível em Acesso em 15/05/2016.

Projeto Residência Resíduo Zero Goiânia. Apresentação geral do Projeto. 2016. Disponível em Acesso em 10/03/2016.

Sociedade Resíduo Zero. 2016. Aliança Resíduo Zero Brasil. Apresentação geral. Disponível em Acesso em 20/04/2016.

 

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