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quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Em 1997, 12 mil toneladas de cascas de laranja foram jogadas em uma área degradada

 

16 anos depois, pesquisadores encontraram uma floresta tropical.


 
O que aconteceria se toneladas de resíduos fossem deixadas sobre um terreno degradado? Na Costa Rica, cascas de laranja foram usadas em um experimento que, anos depois, revelou uma recuperação impressionante da vegetação.

Como começou o experimento com cascas de laranja?

A história começou em 1997, quando os ecologistas Daniel Janzen e Winnie Hallwachs propuseram uma parceria com a empresa Del Oro, produtora de suco de laranja. A ideia era aproveitar resíduos orgânicos para auxiliar a recuperação de uma área degradada.

O que aconteceu com o solo depois que os resíduos foram depositados?

Os resíduos começaram a se decompor e acrescentaram matéria orgânica ao terreno. Esse processo alterou as condições do solo, que passou a apresentar maiores concentrações de macro e micronutrientes importantes para o crescimento das plantas.

A camada formada pelas cascas também ajudou a modificar as condições que dificultavam a regeneração da vegetação. O local, antes dominado por uma paisagem degradada, começou a apresentar maior cobertura vegetal e sinais de recuperação natural.

O efeito observado não ficou restrito à aparência do terreno.

  • Biomassa: aumento de 176% na biomassa lenhosa acima do solo.
  • Riqueza de espécies: triplicação da riqueza de espécies de plantas lenhosas.
  • Solo: aumento significativo de nutrientes importantes para a vegetação.
  • Cobertura vegetal: maior fechamento do dossel florestal na área tratada.

Quanto a floresta mudou após 16 anos?

Quando os pesquisadores retornaram ao local em 2014, encontraram uma diferença marcante. A vegetação havia crescido de maneira muito mais intensa na área que recebera os resíduos do que na parcela usada como comparação.

O estudo registrou um aumento de 176% na biomassa lenhosa acima do solo.


leia mais em: ciência 

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

AGUAPÉ, Planta aquática é usada no tratamento do esgoto do Refúgio Biológico

 Um exemplo a ser seguido pelas prefeituras deste imenso Brasil!
bom dia!
Alexandre

No tratamento do esgoto no Refúgio Biológico Bela Vista (RBBV), uma planta aquática nativa do lago de Itaipu tem grande importância. O aguapé (Eichhornia crassipes) é uma espécie flutuante, ou seja, que não se prende por raízes ao fundo do lago. Por conta disso, depende da absorção da matéria orgânica suspensa na água para sobreviver. Tal característica torna a espécie um interessante filtro natural para tratar o esgoto doméstico.







Estação de tratamento no Refúgio Biológico utiliza a planta aquática aguapé como "filtro".

Segundo a bióloga Simone Benassi, gestora do programa Monitoramento Ambiental e da ação de Monitoramento das Plantas Aquáticas do Reservatório de Itaipu, o aguapé é capaz de retirar da água quantidades consideráveis de matéria orgânica e de nutrientes como fósforo e nitrogênio.

Segundo Simone, aguapé é uma das várias plantas aquáticas que podem ser utilizadas no tratamento de esgoto. Flutuante, a espécie utiliza os arênquimas, pequenos bulbos cheios de ar, para sustentar o seu peso fora da água.

“Essa planta é muito eficiente. A remoção de DBO é em média de 70%”, disse a bióloga, se referindo à Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO), um parâmetro que analisa a quantidade de oxigênio exigida de um corpo d'água, medindo indiretamenmte a quantidade de matéria orgânica - quanto mais matéria orgânica, maior é a pressão sobre o oxigênio existente no lago e mais "poluída" está a água.

Toda semana, os técnicos do refúgio retiram grandes quantidades do aguapé da lagoa de tratamento.

O esgoto que chega à lagoa de tratamento do refúgio vem de algumas casas da Vila C e da parte administrativa do RBBV. Para medir a eficiência da retenção de matéria orgânica pelas plantas, é feita uma coleta na entrada e outra na saída da lagoa. As duas amostras são, então, comparadas sendo medida a DBO de cada uma. A água tratada pode, enfim, chegar ao lago, sem causar passivos ambientais.

A engenheira civil Lissa Maria Nock da Divisão de Serviços, da Coordenação, também participa dos estudos.

Por estarem em uma área de nutrientes fartos, os aguapés se multiplicam muito rapidamente. “Toda semana são retiradas grandes quantidades da planta do lago”, disse Simone. A cobertura vegetal na estação de tratamento, além de dar um aspecto paisagístico mais agradável, reduz o odor do esgoto no local.





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