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quarta-feira, 15 de julho de 2026

Receitas de Inseticidas, Fungicidas e Repelentes para Hortas Agroecológicas

Fonte: site semear e plantar

Inseticida, fungicida, repelente biologico

Vamos ver algumas receitas para fazer inseticidas, fungicidas e repelentes para pragas comuns em hortas biológicas.

1 – Inseticidade de Alho

Rale 10 dentes de alho com a varinha mágica, adicione 2 litros de água, mexa a mistura e deixe repousar por 24 horas. Após as 24 horas coe os 2 litros de preparado, misture com mais 5 litros de água e pulverize de imediato as plantas. Recomenda-se que faça uma pulverização por semana em dias secos e até 3 em dias de chuva.

Ps. Um dos mais fortes inseticias, fungicidas e repelentes naturais. Serve para repelir pulgões, borboleta da couve, afideos, mosca branca e cicadelas.


2 – Chorume de Urtigas

Vai precisar de 1kg de urtigas frescas sem flôr, 10 litros de água e um recipiente onde possa misturar ambos. Coloque a água e as urtigas dentro de recipiente, mexa bem mexida a mistura, tape o recipiente e deixe repousar. Ao final de alguns dias devem aparecer algumas borbulhas no topo da misturar, essas borbulhas são sinal de que a fermentação está em curso. Quando deixar de ver essas borbulhas é sinal que o chorume de urtigas está pronto.
Retire as urtigas, coe o liquido resultante da fermentação e guarde num local fresco e limpo.

  • Para repelir os pulgões das suas plantas, dilua 1 litro de chrume de urtiga em 10 litros de água e pulverize as plantas. Lembre-se que prevenir é o melhor remédio! Portanto pulverize as suas plantas semanalmente com este repelente mesmo antes das pragas atacar a sua horta biológica.
  • Para utilizar como adubo liquido natural, dilua 3 litros de chrome em 10 litros de água e regue as plantas.


3 – Cebola
A cebola é um excelente de todo o tipo de insectos.
Corte uma cebola às rodelas, junte um pouco de água e rele no liquidificador ou com varinha mágica, filtre a mistura, junte dois litros de água e borrife as plantas com o preparado.


4 – Hortelã
O chã de hortelã tem se mostrado um excelente repelente de insectos.
Coloque água a ferver e junte folhas de hortelã quanto baste, deixe ferver por 3 minutos, deixe arrefecer, coe e aplique de imediato depois de frio.


5 – Vinagre com Oregãos
Ferva o vinagre com oregãos durante três minutos como de estivesse a fazer um chã, deixe a arrefecer, coe e aplique nas folhas e caules das plantas, serve para repelir formigas, alguns insetos e lagartas.


6 – Tomateiro
Chã de folha de tomateiro tem ação inseticida contra pulgões. Ferva algumas folhas e pedacinhos de caule em 2 litros de água, deixe arrefecer e aplique de imediato nas plantas a tratar.


7 – Chã de Cavalinha
O chã de cavalinha é bom para afugentar insetos nocivos à sua horta.
Vai precisar de 10 gr de cavalinha seca ou 30 gr de cavalinha verde.
Ferva as folhas de cavalinha em 1 litro de água por 25 minutos. Dissolva a calda resultante em 9 litros de água.
Deixe arrefecer e aplique nas plantas com um pulverizador.



8 – Inseticida de Leite
O leite é tembém ele um excelente inteticida e fungicida para a sua horta. Use uma porção de leite para dez de água. Num recipiente, misture 1 litro de leite e 10 de água, mexa bem a mistura e borrife as plantas a tratar.
  9 – Quadrados de papel ou plástico amarelo garrido
Já é sabido que muitos insetos se sentem atraídos pelo amarelo. Para evitar pragas como a mosca branca e outros insetos nocivos para a suas plantas, coloque quadrados  grandes de papel ou plástico amarelos untados com mel (ou outra substância pegajosa) espalhados pela sua horta.
amarelo mosca branca


10 – Cinzas
Espalhe cinzas de madeira pelo meio das suas plantas para evitar lesmas e caracóis. Além disso, as cinzas são um excelente fertilizante para as suas plantas.



11 – Casca de Ovo
As cascas de ovo bem trituras e colocadas junto aos pés das plantas, evita que lesmas e caracóis subam pelo pé e danifiquem a planta.


12 – Ervas aromáticas
Plantar ervas aromáticas pelos canteiros da sua horta, vai ajudar a repelir vários insetos nocivos. A hortelã, deverá ser presença obrigatória na sua horta.


13 – Sabão de potassa
Vai precisar de 10 l de água, 200 gr de sabão de potassa ou sabão azul, 100 ml de óleo vegetal (óleo Fula, de girassol, de milho etc)

Em aproximadamente 5 l de água misturar 200 gr de sabão de potassa (se utilizar sabão sólido, diluir em água morna mexendo com frequência até completa diluição), misturar os 100 ml de óleo lentamente ir mexendo sempre. Para finalizar junte os outros 5 litros de água para terminar a calda.
Deixe arrefecer e pulverize as plantas de preferência de manhã.

PORQUE ANALISAR O SOLO???







Determinar o ph do solo e conhecer as quantidades necessárias de nutrientes a serem absorvidos é um fator importante para o aumento da produtividade na lavoura. Através da análise, pode-se qualificar e quantificar o tipo de calcário a ser utilizado na calagem, conseqüentemente, aumentando a eficiência da adubação e ao mesmo tempo corrigindo a acidez do solo.
Usado de forma correta, a aplicação de calcário permite a maximização dos efeitos do fertilizante, tornando o solo mais produtível além de melhorar o custo beneficio na lavoura.
Em resumo, o processo é simples e acessível, se feito de forma eficiente. O primeiro passo é providenciar a análise do solo, seguida da aplicação de calcário, e depois o uso do fertilizante. Em alguns meses, após o plantio, o resultado pode ser uma colheita farta e lucrativa.

Para coletar uma analise de solo siga as instruções abaixo:



PORQUE ANALISAR O SOLO

A análise do solo é o melhor meio para avaliar a fertilidade do solo. Com base nos resultados das análises é possível determinar as doses adequadas de calcário e adubo para garantir maior produtividade e lucratividade para a sua lavoura.
Para obter bons resultados com a análise é muito importante retirar as amostras corretamente. Siga as instruções e veja como é fácil.

ESCOLHA DAS GLEBAS PARA AMOSTRAGEM

Divida sua propriedade em glebas homogêneas, nunca superiores a 20 hectares, e amostre cada área isoladamente. Separe as glebas com a mesma posição topográfica (solos de morro, meia encosta, baixada, etc.), cor do solo, textura (solos argilosos, arenosos), cultura ou vegetação anterior (pastagem, café, milho, etc.), adubação e calagem anteriores. Em culturas perenes, leve em conta também a idade e variedade das plantas. Áreas com uma mesma cultura, mas com produtividades muito diferentes, devem ser amostradas separadamente. Identifique essas glebas de maneira definitiva, fazendo um mapa para o acompanhamento da fertilidade do solo com o passar dos anos. A retirada das amostras deve ser em caminhamento em zig-zag.

QUAL FERRAMENTA USAR

A coleta das amostras pode ser feita com um enxadão ou com trados. O trado torna a operação mais fácil e rápida.
Além disso, ele permite a retirada da amostra na profundidade correta e da mesma quantidade de terra de todos os pontos amostrados.




COMO COLETAR AS AMOSTRAS

De cada gleba devem ser retiradas diversas subamostras, para se obter uma média da área amostrada. Para isso percorra a área escolhida em ziguezague e colete 20 subamostras por gleba homogênea. Em cada ponto, retire com o pé detritos e restos de cultura. Evite pontos próximos a cupins, formigueiros, casas, estradas, currais, estrume de animais, depósitos de adubo, calcário ou manchas de solo. Introduza o trado no solo até a profundidade de 20 cm.
A terra coletada representa uma porção de solo na profundidade de 0-20cm.
Raspe a terra da lateral do trado, aproveitando apenas a porção central.
Em áreas cultivadas em sistema de plantio direto há vários anos, é interessante a amostragem na camada de 0 a 10cm, para monitorar o acúmulo de nutrientes na superfície do solo. Entretanto, as recomendações de adubação baseadas apenas na profundidade de 0 a 10 cm, podem subestimar a necessidade de nutrientes para as culturas. As pesquisas sobre o assunto ainda não são conclusivas.
Transfira a terra do trado para um balde ou outro recipiente limpo. Repita a tradagem do mesmo modo em cada um dos 20
pontos. Quebre os torrões de terra dentro do balde, retire pedras, gravetos ou outros resíduos e misture muito bem. Essa mistura de subamostras retiradas de vários pontos de uma gleba homogênea é chamada de amostra composta.

ATENÇÃO: todas as ferramentas e recipientes usados para a amostragem e embalagem da terra devem estar limpos e, principalmente, não devem conter resíduos de calcário ou fertilizantes.
Para amostras nas quais pretende-se também analisar micronutrientes, use trado de aço e evite baldes de metal galvanizado.
Retire cerca de 300g de terra do balde e transfira para um saco de plástico limpo apropriado. Essa porção de terra (amostra composta) será enviada ao laboratório. Jogue fora o resto da terra do balde e recomece a amostragem em outra área.

AMOSTRA A SER ENVIADA AO LABORATÓRIO

Identifique a amostra de solo com o seu nome, propriedade, gleba amostrada e data. Anote em um caderno, junto com um mapa da propriedade, o número de cada amostra e o local de onde foi retirada. Essas anotações são importantes para identificar o local para aplicações de calcário e fertilizantes. Além disso, facilitam o acompanhamento da evolução da fertilidade do solo de um ano para outro.

FREQÜÊNCIA DE AMOSTRAGEM
O solo deve ser analisado pelo menos a cada 2 ou 3 anos ou com maior freqüência em solos com problemas de fertilidade ou intensamente cultivados.

http://www.calcariosolofertil.com.br/index.php/representantes/analise-de-solo

sábado, 4 de julho de 2026

Biofertilizante líquido ou adubo foliar


O biofertilizante, empregado apenas como adubo orgânico com excelentes resultados, é um efluente pastoso, resultante da fermentação da matéria orgânica, por um determinado tempo, na ausência total de oxigênio. 

Mas, a partir de 1985, técnicos da EMATER-RIO começaram a observar os efeitos do biofertilizante liquído diluído em água, percebendo redução do ataque de pragas e doenças. Os efeitos foram:
- nutricional, com aumento da produtividade;
- fito-hormonal,induz floração e facilita o enraizamento de estacas;
- nematicida, controla larvas e nematóides quando aplicado puro sobre o solo;
- fungistático e bacteriostático, reduzem o ataque de fungos e bactérias;
- inseticida e repelente, mata insetos de "corpo mole" (formas larvais e jovens), como lagartas, e repele os ditos de "corpo duro" (insetos adultos alados).

Todas as ações ocorrem sem haver desequilíbrios, pois o biofertilizante é constituídosimplesmente por macro, meso e microelementos e aminoácidos úteis ao desenvolvimento do vegetal. Não é recomendado pulverizar durante a floração, para não haver prejuízos à polinização.Para produzir o biofertilizante, a EMATER-RIO recomenda uma bombona plástica com esterco bovino misturado em partes iguais com água
pura, não-clorada, deixando-se um espaço vazio de 15 a 20 cm no seu interior. Esta bombona é hermeticamente fechada, tendo adaptada, em uma de suas tampas, uma mangueira plástica fina, que tem a outra extremidade mergulhada em uma garrafa cheia de água.


Tudo isto serve para garantir a anaerobiose necessária ao processo de fermentação, a qual dura 30 dias. O material a ser empregado é coado em peneira e, posteriormente, filtrado em pano fino. O tempo de utilização do biofertilizante é reduzido, devendo ser usado imediatamente ou, no máximo, em uma semana, para que não perca o efeito fitosanitário. Caso não possa ser utilizado, ele deve voltar ao sistema anaeróbico, ficando por mais 30 dias. Neste caso, só terá efeito hormonal e nutricional.

A aplicação do biofertilizante é feita com os pulverizadores normalmente utilizadosnas lavouras. Dilui-se a 50%, isto é, colocam-se 50 litros de biofertilizante e completa-se com água para 100 litros ou proporções equivalentes. Esta concentração garante o controle dos insetos de "corpo mole",agindo como inseticida de contato, repelindo as formas adultas. Elevando-se a concentração, aumenta também o controle dos insetos em formas adultas. À medida que se diminui a concentração da calda, diminui o efeito inseticida, permanecendo o efeito repelente de insetos adultos. As pulverizações são feitas em alto volume, ou seja, as
plantas devem ser totalmente recobertas com a calda. As estacas poderão ser mergulhadas em biofertilizante
liquído puro, por 1 a10 minutos, sendo secas à sombra por cerca de duas horas e postas a enraizar em seguida. Maiores informações são apresentadas no trabalho de VAIRO DOS SANTOS (1992).

Talvez o único inconveniente do uso do biofertilizante seja a carga microbiológica, que poderia ser aumentada sobre a parte aérea das plantas, comprometendo a qualidade. No entanto, não há estudos envolvendo plantas medicinais.

fotos: Escola: Etec Antonio Junqueira da Veiga
Galeria: PREPARO DE BIOFERTILIZANTE

http://www.esalq.usp.br/siesalq/pm/p05.pdf

Amendoim Forrageiro como cobertura viva para cultivo de hortaliças





O uso de coberturas vivas formadas por gramíneas ou leguminosas aparece como uma prática agrícola promissora para o cultivo de hortaliças, pois promove grande aporte de biomassa, protege o solo de chuvas intensas, mobiliza e recicla nutrientes e favorece a atividade biológica do solo. Essa prática de cultivo mínimo favorece o controle da erosão visto que não há revolvimento do solo como acontece no preparo tradicional (canteiros) em que o solo permanece desnudo por longos períodos de tempo. Nos cultivos em cobertura viva faz-se o corte da planta, deixando a matéria verde na superfície aonde ela vai se decompor, liberando gradativamente os nutrientes e promovendo a sua ciclagem. Em áreas onde há alta infestação de ervas espontâneas persistentes como a tiririca, o cultivo de hortaliças é dificultado em sistema orgânico, visto que não se permite o uso de herbicidas sintéticos. Nesses casos, o cultivo sobre coberturas vivas facilita o controle do mato, reduzindo a necessidade de capinas.

São utilizadas coberturas vivas de diferentes espécies botânicas, porém as de maior destaque são as leguminosas, por formarem associações biológicas com bactérias fixadoras de nitrogênio. O amendoim forrageiro (Arachis pintoi Krapov. & W.C. Gregory) é uma excelente alternativa para cobertura viva de solo. é uma leguminosa herbácea perene, de crescimento rasteiro, estolonífera com 20 a 40 cm de altura e facilmente adaptável a altitudes desde o nível do mar até cerca de 1.800 m.

Recomendações para o plantio da cobertura viva

O amendoim forrageiro produz pequena quantidade de sementes e de difícil extração. Desta forma, para a sua efetiva propagação recomenda-se o uso de mudas ou estolões bem desenvolvidos. O plantio deve ser feito no inicio da época chuvosa em sulcos espaçados de 30 a 50 cm (1 estolão a cada 10 ou 20cm) ou em covas (3 estolões por cova) espaçamento de 0,50 x 0,50m ambos com aproximadamente 15 cm de profundidade. Os estolões devem medir entre 20 a 30 cm e conter pelo menos 4 gemas. Em aproximadamente 6 meses tem-se a cobertura viva completamente estabelecida, cobrindo toda a superfície do solo.

A cobertura viva influencia as características químicas do solo, melhorando sua fertilidade tanto pela fixação de nitrogênio quanto pelo aumento das concentrações de alguns nutrientes (Tabela 1).

O amendoim forragero forma uma cobertura viva perene que pode ser mantida por pelo menos 5 anos na mesma área. Após este período, a cobertura deve ser renovada devido a invasão de ervas espontâneas, o que pode ser feito com mudas obtidas Do próprio local.


Plantio das hortaliças

A cobertura viva com amendoim forrageiro pode ser utilizada para o cultivo de hortaliças tanto em campo aberto quanto em cultivo protegido.
Antes do plantio da hortaliça, a cobertura viva é completamente roçada e são abertos sulcos ou covas de acordo com o espaçamento recomendado para a cultura. As adubações são feitas diretamente nos sulcos ou covas antes do transplante da hortaliça.

Resultados de pesquisas mostraram que o uso de amendoim forrageiro com cobertura viva do solo proporcionou aumento do numero de colheitas de até 20% na produção comercial nas culturas do tomate, pimentão e pepino em relação ao solo descoberto e reduziu a incidência da podridão apical (deficiência de cálcio) em frutos de tomate. Destacou-se também pelo aumento do numero médio de folhas por planta e produção de matéria seca na alface.

quarta-feira, 1 de julho de 2026

Compostagem e vermicompostagem auxiliam a transformação de resíduos em insumos agrícolas

Publicado em julho 14, 2015 por 


Caixa de compostagem. Foto: Minha Horta Suspensa – http://hortasuspensaquintal.blogspot.com.br/

Os resíduos de origem animal e vegetal, processados biologicamente, são transformados em composto orgânico e húmus de minhoca
Produzir fertilizante orgânico a custo relativamente baixo é possível sem dificuldade para o produtor rural por meio da compostagem ou vermicompostagem. Segundo o pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste (Dourados, MS), Ivo de Sá Motta, adubos orgânicos alternativos são facilmente produzidos nas propriedades. E a matéria-prima pode ser obtida a partir de restos de frutas, verduras, cascas de ovos e outros tipos de alimentos, assim como de resíduos de palhas, camas de criações, esterco e resíduos agroindustriais. “Os resíduos transformados em insumos agrícolas por meio dessas duas práticas reciclam resíduos locais e contribuem para o aumento da capacidade produtiva dos solos, diz o pesquisador.
Segundo Motta, esses materiais no caso da compostagem são decompostos por microorganismos, como fungos e bactérias, e na vermicompostagem pela ação das minhocas) desde que estejam com a umidade adequada e na presença de ar. Como resultado, são transformados em húmus mais matéria orgânica em humificação.
“Se o produtor rural não tiver equipamentos, tais como trator com pá carregadeira, composteiras ou carretas para enleiramento do material para a preparação do composto ou vermicomposto, a operação pode ser realizada manualmente com forcados ou gadanhos, curvos e retos; enxadas, pás e carrinho de mão”, afirma.
Como consequência, estão os impactos sociais, econômicos e ambientais positivos, “já que as famílias poderão produzir seu próprio fertilizante (orgânico), diminuir custos na propriedade e até mesmo aumentar a renda, além de conservar o solo e a água dos rios e de lençóis freáticos”, destaca Motta.
Os produtos da compostagem e vermicompostagem podem ser utilizados em cultivos intensivos diversos, tais como hortas, pomares, ervas medicinais, floricultura e condimentares, como adubo orgânico, húmus liquido ou chá de composto e substrato para mudas.
Benefícios
Entre as vantagens no uso da adubação orgânica, estão a melhoria da fertilidade do solo, por fornecer nutrientes para as plantas, assim como nutrientes e energia para os organismos benéficos do solo; o aumento da infiltração e o armazenamento de água e aeração do solo entre outros.
“Podemos dizer que o “composto” e o “húmus de minhoca”, melhoram os atributos químicos, biológicos e físicos do solo. Quando utilizamos o composto (ou húmus) em vez de estercos temos os seguintes benefícios: maior rendimento devido à utilização de restos vegetais, eliminação de sementeira de plantas invasoras e microorganismos patogênicos devido ao aumento da temperatura no interior da pilha durante o processo de decomposição, além de fornecer para o solo/planta um adubo mais elaborado, prontamente disponível para a planta”, destaca o pesquisador Motta.
Entre os insumos produzidos temos os substratos para mudas, que além de baixo custo por serem produzidos com recursos locais, possibilitam a produção de mudas com qualidade, em substratos, tubetes ou sacos plásticos.
Requisitos mínimos
Entre as condições básicas para começar a produção do composto orgânico ou húmus de minhoca, está a escolha do local, que deve ficar a pleno sol ou, no máximo, semi-sombreado com árvores esparsas. O lugar deve ter disponibilidade de água para irrigação da pilha ou leira, mas não pode estar sujeito a encharcamento, por isso o terreno deve ser ligeiramente inclinado. Deve ser de fácil acesso e próximo aos cultivos, onde os resíduos orgânicos serão depositados para a montagem das pilhas.
Outro requisito que deve ser mencionado é sobre a diversidade e tamanho dos materiais usados: quanto mais variados e mais picados os componentes (tamanho máximo de 6 cm), melhor será a qualidade do composto ou húmus de minhoca e a finalização do processo será mais rápida.
Motta explica que, dependendo dos materiais utilizados, é possível ter o produto final pronto em aproximadamente 90 dias. O composto ou húmus deve ter cor escura marrom café, cheiro agradável de terra, de mato, aspecto “gorduroso” e consistência friável ou que se fragmenta com a pressão dos dedos. “Depois de pronto, o insumo deve ser utilizado logo em seguida, ou então desde que possível armazená-lo protegido do sol e da chuva para manter a sua qualidade”, orienta o pesquisador.
Curiosidade – Motta conta que a compostagem é uma técnica milenar, praticada pelos chineses há mais de cinco mil anos. Albert Howard “pai da agricultura orgânica” aperfeiçoou a técnica já no século XX, década de 1940, em Indore na Índia, por isso conhecido por método Indore de compostagem.
Colaboração de Sílvia Zoche Borges, NCO, Embrapa Agropecuária Oeste, in EcoDebate, 14/07/2015
MINHOCAS OU COMPOSTEIRAS? TEMOS agropanerai@gmail.com

segunda-feira, 29 de junho de 2026

Os benefícios da água com limão siciliano


ucessivos
image descriptionAlimentos e Propriedades , Bons Hábitos , Alimentação

Você já tentou tomar um copo de água com limão siciliano de manhã, antes do café da manhã? É um simples gesto que ajuda a depurar e a hidratar o organismo de forma natural. Descubra como se faz!


Água e limão siciliano de manhã

São muitos os benefícios da água com limão siciliano. Um copo de água com limão siciliano por dia estimula a desintoxicação do físico e melhora sensivelmente a digestão. Além do mais, o poder alcalinizante do limão siciliano ajuda a compensar eventuais problemas de acidose.
Nós mostraremos à você como iniciar a dieta desintoxicante e remineralizante à base de água com limão siciliano: encha um copo com água à temperatura ambiente ou, se preferir, morna. Esprema meio limão siciliano, tendo o cuidado de utilizar um produto fresco e biológico.
A melhor coisa é habituar-se a tomar um copo de água com limão siciliano, em jejum e de manhã. Ao preparar a bebida, não use água fria para evitar um gaste energético excessivo na sua assimilação.

Os benefícios da água com limão siciliano

As inúmeras propriedades benéficas da água com limão siciliano:
  • Estimula a digestão e melhora a saúde do sistema imunitário.
  • Tomar água com limão siciliano é indicada pela American Câncer Society como terapia de suporte, útil para estimular os movimentos intestinais. Na realidade, o sumo do limão siciliano aumenta a produção da bile no fígado e as vitaminas, mais os sais minerais contidos nos limões sicilianos, ajudam a expelir as toxinas acumuladas no trato digestivo. As propriedades digestivas do limão siciliano contribuem para aliviar dores oriundas da azia e do inchaço do estômago. Ricos em vitamina C, os limões sicilianos mostram-se úteis no combate e na prevenção à gripe. O seu alto conteúdo de potássio estimula a boa funcionalidade dos nervos e do cérebro e ajuda abaixar a pressão sanguínea.
  • Propriedades depurativas e diuréticas.
  • Estimulando a diurese, a bebida à base de água com limão ajuda o organismo a depurar-se das toxinas, garantindo saúde e eficiência ao aparelho urinário.
  • Regula o pH.
  • O ácido cítrico, combinado com as propriedades da vitamina C, contribui a reduzir os níveis de acidez do sangue. Por esse motivo, beber água com limão siciliano, regulamente, previne a condição de acidose no organismo.
  • Purifica a pele e refresca o hálito.
  • A vitamina C e os antioxidantes contidos no limão siciliano ajudam a combater os danos causados pelos radicais livres e a formação das rugas. Além disso, refresca o hálito, previne a dor de dente e da gengiva.

sexta-feira, 26 de junho de 2026

Guaco é uma planta medicinal e apícola!!


Fonte: site tua saúde

Guaco em plena floração, rua sinimbu em porto alegre


Guaco é uma planta medicinal, também conhecida por ervas de serpentes, cipó-catinga ou erva de cobra, muito utilizada em problemas respiratórios devido ao seu efeito broncodilatador e expectorante.
O seu nome científico é Mikania glomerata Spreng e pode ser comprada em lojas de produtos naturais e farmácias de manipulação com o preço médio de 30 reais.

Para que serve o guaco

O guaco serve para tratar gripe, tosse, rouquidão, infecção na garganta, bronquite, alergias, infecções na pele e reumatismo.
Guaco combate a tosse e reumatismo

Propriedades do guaco

As propriedades do guaco incluem sua ação broncodilatadora, anti-séptica, expectorante, febrífuga, antiasmática, sudorífica, anti-reumática e cicatrizante.

Modo de uso do guaco

Para fins terapêuticos são usadas as folhas da planta ou xarope do guaco.
  • Chá para reumatismos ou inflamações: Colocar 10 g de folhas em 500 ml de água fervente por 10 minutos. Beber 2 xícaras de café ao dia. Veja como preparar chá com esta planta em 3 Receitas com Chá de Guaco para Aliviar a Tosse
  • Tinturas para reumatismo: A tintura pode ser feita deixando-se em infusão 100 gramas das folhas trituradas em 300 ml de álcool a 70° para ser usada externamente. Depois de filtrada, pode ser utilizada em fricções ou compressas locais.
Algumas receitas com guaco estão:

Efeitos colaterais do guaco

Os efeitos colaterais do guaco incluem hemorragias, aumento dos batimentos cardíacos, vômitos e diarreia. O guaco contém cumarina que pode apresentar um agravamento nos quadros de falta de ar e tosse em pacientes com alergia a cumarina

Contraindicações do guaco

O guaco está contraindicado para indivíduos com doenças no fígado, indivíduos que utilizam anticoagulantes e para crianças menores de 1 ano de idade.

Os tipos de mel e suas propriedades medicinais especificas

Fonte:http://naturalsaudeebeleza.blogspot.com.br/2012/08/os-tipos-de-mel-e-suas-propriedades.html


É importante saber, que as abelhas não escolhem a flor a ser visitada, e que um mel classificado como de uma florada (macieira, por exemplo) é produzido por causa da presença de maior quantidade e oferta de uma flor de planta mais marcante e proeminente numa região.

Podemos concluir que qualquer mel é quase multifloral, mas com maior concentração da florada mais abundante na região (até um raio de10 quilômetros em torno das colmeias).

De flores silvestres – é um mel multifloral mencionado, resultante da mistura do néctar colhido de diversas flores dos campos, matas ou florestas. Pode ser produzido por abelhas silvestres também, como a jataí, a urussú, mas é um mel mais escuro, mais líquido e menos viscoso. 

O mel silvestre produzido pelas abelhas europeias ou africanizadas é dourado, mais denso, e tem o sabor tradicional suave. É muito rico em sais minerais, usado como tônico e fortificante para crianças, adultos e idosos. É peitoral, auxilia no tratamento popular do reumatismo e da artrite.

Da cana-de-açúcar – diferentemente dos demais desta lista, não é mel de flores, mas elaborado a partir da seiva da cana dos canaviais queimados ou cortados. Tem valor nutritivo superior ao melado. É muito escuro e pouco viscoso, com forte aroma de rapadura. 

Muito rico em ferro, colabora na formação óssea das crianças, é recomendado para idosos por ter propriedades antianêmicas, fortificantes, anti-raquitismo e contra reumatismo e artrite.

Da flor da acácia – é o mel mais rico em frutose.

Da flor da bracatinga – característico por ser escuro e ter gosto amargo. Age no fígado, vesícula, estômago e intestinos. É um vermífugo, recomendado para problemas circulatórios e hipoglicemia.

Da flor de carqueja – mel um tanto amargo, recomendado para cálculos biliares, doenças do fígado, bexiga e rins. Além de anemia, má circulação do sangue, inflamação das vias urinárias e vermes intestinais. Digestivo e tônico do estômago.

Da flor de caju – é conhecido tradicionalmente como afrodisíaco e tônico, usado popularmente contra cólicas intestinais e eczemas. É rico em anacardina, o princípio ativo do cajueiro.

Da flor do alecrim do campo – mel energético, com ação no aparelho digestivo, contra gases intestinais, distúrbios nervosos e cardiovasculares em geral.

Da flor do angico – é um mel tônico, recomendado para o raquitismo, agindo também como peitoral e emoliente nas vias respiratórias, tosses catarrais, afecções pulmonares, bronquite, faringite, asma, com ação fortemente expectorante. Além disso, é adstringente, indicado na diarreia e nas disenterias. Popularmente é muito aplicado externamente em feridas e úlceras.

Da flor do assa-peixe – um mel bem claro e suave. Utilizado tradicionalmente na medicina popular como depurativo do sangue e tônico geral. Um remédio popular muito famoso no combate à gripe e tosse seca, pois é um bom expectorante. Participa na fórmula de muitos xaropes. Aplicado também nas doenças das vias urinárias, contra cálculos renais, sendo ligeiramente diurético. Recomendado para queimaduras, picadas de inseto e doenças da pele.

Da flor do cambará-do-campo – um mel consagrado popularmente e tradicional na medicina popular para afecções do aparelho respiratório, como gripe, tosse em geral, coqueluche, laringite, rouquidão. Muito eficaz como coadjuvante nos casos de crises de asma. Também contra a úlcera gástrica.

Da flor do capixingui – muito recomendado para os casos de gastrite e úlceras pépticas. Tem leve efeito diurético e tônico.

Da flor do cipó-uva – mel famoso por ser desintoxicante do fígado e estimulante da secreção biliar. Aplicado para proteção do fígado nos casos de alcoolismo, na cirrose hepática e hepatite, além de proteger contra os demais efeitos do excesso do álcool.

Da flor do dente-de-leão – um famoso mel, levemente amargo, regulador das funções hepáticas e das secreções biliares. Recomendado no cálculo biliar, nas doenças do fígado, principalmente hepatite e cirrose. Também um tônico estomacal e digestivo.

Da flor da erva-cidreira (melissa) – um mel suave, aromático, perfumado, de grande efeito sedativo sobre o sistema nervoso e digestivo. Recomendado para pessoas nervosas, de digestão lenta e difícil, e nos casos de insônia.

Da flor do eucalipto – é rico em eucaliptina, o principio ativo do eucalipto. Um mel escuro, e sabor forte pela alta concentração de ferro, cálcio, enxofre e magnésio, e de fácil cristalização. Utilizado na medicina popular como expectorante, descongestionante e dilatador de brônquios, sendo eficaz na desobstrução do catarro acumulado. 

Combate a tosse, nos casos de gripe, resfriados, asma, asma cardíaca, bronquite, coqueluche. Útil na coriza, sinusite e nas rinites alérgicas. Um recurso popular no tratamento da tuberculose, pois é tônico popular. Tem aplicação também cistite, catarro da bexiga, febres em geral, maleita, nefrite e inflamação da garganta.

Da flor do girassol – muito rico em fósforo. É um mel dourado que adquire uma tonalidade âmbar-claro e, por vezes, esverdeado ao cristalizar. Muito indicado como tônico cerebral, sendo excelente para estudantes e para fortalecer as atividades intelectuais, indicado no cansaço mental e também físico. Combate o excesso de colesterol se utilizado regularmente.

Da flor de hortelã – raramente é um mel monofloral, mas se houver vasta plantação de hortelã numa região e na época da florada, e as abelhas colherem bastante néctar das flores dessa planta medicinal, o mel adquire um sabor típico de menta. Nesse caso, o mel é recomendado como digestivo, fadiga e as verminoses em geral.

Da flor da laranjeira – um dos méis mais consagrados na medicina popular, tido por muitos como o melhor, mais saboroso e aromático. Tem cor clara e dourada. É um famoso regulador das funções intestinais, com ação laxante. É antiespasmódico e calmante, com recomendação antiga na insônia, aplicado também nas palpitações cardíacas.

Da flor da macieira – um mel amarelo-claro, suave, de perfume delicado e de gosto delicioso, pois assimila as propriedades da maçã. Anti-reumático por excelência, atua nas doenças nervosas como sedativo. Um auxiliar contras a obesidade, em pequenas quantidades como adoçante.

Da flor do marmeleiro – é oriundo da flor da arvore chamada marmeleiro, não da fruta. Um mel de sabor muito agradável, claro, aromático. Regulador dos intestinos e tônico digestivo. Auxilia na prisão de ventre crônica. Muito famoso por suas aplicações nos casos de desidratação. Combate a enxaqueca crônica.

Da flor do trigo sarraceno – um mel mais raro, rico em cálcio e ferro. Usado como fortificante contra a anemia e raquitismo. Por ser alcalino, tem aplicação no excesso de acidez estomacal.

Da flor de vassourinha – regulador da menstruação, além de auxiliar no tratamento de hemorroidas e varizes. É tônico circulatório.
Os mais gostosos – em termos de sabor, os tipos de mel eleitos como os mais saborosos provêm do trigo-serraceno, das flores de frutas cítricas, como a laranjeira, e de flores de framboesa.

Créditos: livro “Mel – Uma vida doce e Saudável” do Dr. Marcio Bontempo (é médico homeopata, especialista em saúde publica, presidente da Federação brasileira de Medicina Tradicional)

terça-feira, 23 de junho de 2026

PANCS plantas alimentícias não convencionais

 

Fig 1. Que tal uma salada de flores comestíveis? Crédito: Nikolay_Donetsk/iStock

 

Saiba como identificar as PANCs corretamente e onde essas Plantas Alimentícias Não Convencionais podem ser encontradas

Você já imaginou poder diversificar sua alimentação com plantas que muitas vezes passam despercebidas, mas que oferecem uma incrível variedade de sabores, texturas e benefícios nutricionais? As PANCs, ou Plantas Alimentícias Não Convencionais, são exatamente isso! Com nomes curiosos e propriedades surpreendentes, essas plantas são uma ótima alternativa para enriquecer sua dieta e aproveitar ao máximo o que a natureza tem a oferecer. Talvez você tenha PANCs na sua casa… E nem sabe!

As escolhas alimentares geram impactos importantes na saúde humana e no ambiente. O aumento do consumo de produtos altamente processados e com baixa qualidade nutricional está contribuindo para o surgimento de doenças crônicas e degenerativas, como hipertensão, diabetes, câncer e obesidade. Além disso, a falta de contato com a natureza, especialmente entre as crianças, está levando a um distanciamento preocupante, conhecido como transtorno do déficit de natureza, que se manifesta em problemas comportamentais e de saúde.

Diante desse cenário, é fundamental adotar uma alimentação que promova qualidade de vida, segurança alimentar e nutricional, respeitando a cultura local e estimulando práticas agrícolas sustentáveis. É necessário buscar o equilíbrio entre produtividade, sustentabilidade e qualidade nutricional, apoiando a agricultura familiar e o comércio justo, respeitando a biodiversidade e a sazonalidade dos alimentos. Essa abordagem não só beneficia a saúde das pessoas, mas também contribui para a preservação do ambiente e a promoção de um estilo de vida mais saudável e conectado com a natureza.

 

O ABC das PLANCs

Mas… Como assim “não convencional”?
Para uma planta ser considerada uma PANC, é necessário analisar o contexto em que ela está inserida. Em algumas regiões, essas plantas são consumidas no dia a dia e são consideradas tradicionais. O Brasil possui um grande potencial para explorar as PANCs, sejam elas nativas ou vindas de outros lugares.
O nome “não convencional” foi dado a essas plantas por elas não serem tão comuns no nosso cotidiano e por não fazerem parte de uma cadeia produtiva já estabelecida (não são facilmente encontradas em mercados, por exemplo).

 

Como consumir as PANCs?
As PANCs podem ser incorporadas no cardápio do dia a dia. Não é necessário ser um chef de cozinha para utilizá-las; muitas receitas podem ser adaptadas substituindo os ingredientes convencionais pelas PANCs. Cada planta possui sua própria peculiaridade e forma de consumo.

 

Como saber se minha planta é uma PANC ou não?
É importante identificar corretamente as PANCs, pois algumas plantas podem ter partes comestíveis não conhecidas ou consumidas pela maioria das pessoas. É fundamental ter certeza do que está sendo consumido, evitando confusões que podem gerar problemas de saúde. Uma dica é sempre verificar se o nome científico corresponde à planta.

 

Onde encontrar as PANCs?
Calçadas e ruas podem ser ambientes poluídos e contaminados, por isso é recomendável adquirir as PANCs em locais com procedência confiável. Feiras orgânicas e agroecológicas são ótimos lugares para encontrar PANCs para consumo, sementes ou mudas.

 

Que benefícios as PANCs trazem para a saúde?
O consumo de PANCs traz diversos benefícios para a saúde, contribuindo para a diversidade da alimentação e a garantia da segurança alimentar e nutricional. Essas plantas apresentam um potencial nutritivo surpreendente, sendo ricas em compostos bioativos, fibras alimentares, aminoácidos essenciais, vitaminas, proteínas, carboidratos, antioxidantes e ômega 3.

 

As Plantas Comestíveis Não Convencionais são uma verdadeira riqueza da natureza, oferecendo uma variedade incrível de sabores, texturas e benefícios nutricionais. Incluir essas plantas em nossa alimentação pode ser não apenas uma forma de diversificar os pratos, mas também de promover uma alimentação mais saudável e sustentável. Que tal experimentar algumas dessas PANCs e descobrir novos sabores e nutrientes para sua dieta?

 

Ora-pro-nóbis (Pereskia aculeata)

Talvez uma das mais conhecidas, a ora-pro-nóbis é uma planta rica em proteínas, fibras e vitaminas A, B e C, além de minerais como cálcio, ferro e fósforo. Suas folhas podem ser utilizadas em saladas, refogados, sopas e até mesmo sucos, adicionando um toque especial à dieta.

 

Fig 2. Ora-pro-nóbis pode ser consumida em refogado, tal como na imagem acima. Crédito: cabuscaa/iStock

 

Taioba (Xanthosoma sagittifolium)

A taioba é outra PANC bastante nutritiva, sendo uma ótima fonte de vitamina A, ferro, cálcio e fósforo. Suas folhas podem ser consumidas refogadas, em saladas ou em sopas, proporcionando sabor e nutrientes essenciais à nossa saúde.

 

Fig 3. A taioba pode ser utilizada de várias formas, entre elas, como recheio de diferentes pratos. Crédito: Rodrigo Moreira/iStock

 

Caruru (Amaranthus viridis)

Rico em ferro, cálcio, fósforo e vitaminas A e C, o caruru é uma excelente opção para incluir nas refeições. Pode ser utilizado em refogados, saladas e sopas, garantindo um aporte nutricional extra e um sabor único aos pratos.

 

Fig 4. Em algumas regiões do país, tal como Pernambuco, as plantas do gênero Amaranthus são conhecidas como bredo. Crédito: Abdul Hamid Rohandi/iStock

 

Capuchinha (Tropaeolum majus)

As flores e folhas da capuchinha são ricas em vitamina C, ferro e enxofre. Podem ser consumidas cruas em saladas, adicionando cor e sabor, além de nutrientes essenciais à nossa saúde.

 

Fig 5. As folhas e flores de Tropaeolum majus possuem sabor fresco e picante. Crédito: Julie Anne Workman/ Wikimedia Commons

 

Jambu (Acmella oleracea)

Conhecido pelo efeito “choque” que causa na boca, o jambu é uma planta rica em vitamina C e cálcio. Suas folhas são ideais para serem utilizadas em saladas e refogados, adicionando um toque exótico e estimulante às refeições.

 

Fig 6. O jambu é típico da Região Norte do Brasil. Crédito: Vilseskogen/Flickr

 

Peixinho (Stachys byzantina)

O peixinho é rico em vitamina C, ferro e cálcio. Suas folhas macias podem ser consumidas cruas em saladas, proporcionando um sabor suave e nutritivo.

 

Fig 7. As folhas da planta Stachys byzantina podem ser consumidas tal como peixe frito, isto é, à milanesa e fritas e o sabor é similar ao de peixe. Crédito: Rodrigo Moreira/iStock

 

Beldroega (Portulaca oleracea)

Com alto teor de ômega-3, vitaminas A, C e E, além de minerais como ferro, cálcio e potássio, a beldroega é uma excelente opção para enriquecer saladas e refogados, oferecendo benefícios nutricionais importantes para nossa saúde.

 

Fig 8. A beldroega possui folhas suculentas e sabor ácido. Crédito: oykuozgu/iStock

 

Orelha-de-padre (Opuntia cochenillifera)

Os frutos da orelha-de-padre são uma fonte rica em vitamina C, cálcio, fósforo e ferro. Podem ser consumidos in natura ou em sucos, adicionando um sabor único e nutritivo às nossas refeições.

 

Fig 9. A Opuntia cochenillifera é bastante comum na Região Nordeste do Brasil. Crédito:Alfribeiro/iStock

 

Saiba mais:

Alimentação natural e comida de verdade: como fazer escolhas nutritivas

Povo Ticuna: alimentação sustentável

Mandioca: uma herança dos povos originários

Receita de aipim na pressão, um clássico!

 

Fontes consultadas:

Machado, Ana Cristina et al. Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC). Disponível em: https://cursosextensao.usp.br/pluginfile.php/772923/mod_book/intro/PANC.pdf. Acesso em 03 de abril de 2024.

Monteiro, Maria Isabel Fidelis Monteiro e Abreu, Karla Maria Pedra de. Instituto Federal do Espírito Santo. Plantas Alimentícias Não Convencionais: Resgatando Saberes e Sabores. Disponível em: https://alegre.ifes.edu.br/images/conteudo/Publicacoes/2023/Ebook_PANC.pdf. Acesso em 03 de abril de 2024.

Sartori, Valdirene Camatti et al. Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC): Resgatando a soberania alimentar e nutricional. Disponível em: https://www.ucs.br/site/midia/arquivos/ebook-plantas-alimenticias.pdf. Acesso em 03 de abril de 2024.

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