quarta-feira, 10 de abril de 2019

Nova York, a metrópole com a água mais pura do planeta!!

por Sylvia Miguel - publicado 09/09/2016 13:50 - última modificação 03/11/2016 15:31
 
Fonte:http://www.iea.usp.br/noticias/nova-york-a-metropole-com-a-agua-mais-pura-do-planeta-1
Grandes centros urbanos e água de qualidade em quantidades suficientes para todos nem sempre é uma combinação possível, especialmente num planeta em que a escassez hídrica atingiu 35% da população mundial em 2005. Mas na cidade de Nova York – uma das líderes das chamadas “cidades elite”, segundo ranking de 2016 de cidades globais da AT Kerney –, a água que chega às torneiras de 9 milhões de pessoas tem origem em fontes superficiais, dispensa tratamento e recebe apenas cloro e flúor antes de ser distribuída.
Tema fascinante para geógrafos, ambientalistas e gestores públicos, o sistema de abastecimento do estado de Nova York prova que empresas, sociedades e governos podem prosperar ao investir na natureza. A estratégia de conservação dos mananciais economizou ao estado de Nova York valores da ordem de US$ 6 a US$ 8 bilhões e custos operacionais de US$ 300 milhões por ano, totais estimados para a construção e manutenção de uma estação de tratamento no sistema Catskill/Delaware.
A famosa  cadeia de montanhas de Catskill, a oeste das nascentes do Rio Hudson e a 160 quilômetros ao norte da cidade de Nova York, é um reduto preservado que compõe o complexo sistema de abastecimento do estado nova-iorquino. Além da estonteante paisagem que inspira artistas e atrai praticantes de diversas modalidades esportivas, o lugar também guarda uma das mais bem sucedidas histórias de pagamentos por serviços ambientais (PSA).

O modelo descentralizado de gestão hídrica ganhou força a partir de 1990, quando a cidade precisou reavaliar sua estratégia de abastecimento público, diante das pressões estaduais e federais por padrões mais rígidos de qualidade de suas águas de abastecimento público.
Em 1989, o comissário Albert Appeton, da Agência de Proteção Ambiental (EPA) dos Estados Unidos, havia desenvolvido um conjunto de regulamentos restringindo o desenvolvimento de atividades agrícolas e de uso e ocupação do solo nas bacias hidrográficas da região, visando à conservação dos mananciais.
Com os mananciais conservados, a cidade de Nova York manteria a liberação de filtração de suas águas superficiais, já que o ecossistema realizaria o trabalho de purificação da água.

Narrativa de um conflito hídrico
Mapa de NY Catskill
New Croton Dam 2
Reservatório de New Croton é parte do sistema de abastecimento de NY, que hoje possui 19 represas

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Entrevista
Notícias
Ao olhar retrospectivamente a história da cidade mais influente do mundo, é provável que sem água abundante, de fonte segura e limpa, Nova York não tivesse alcançado o crescimento fenomenal dos últimos dois séculos.
No início do século 19, os nova-iorquinos passaram por enormes perdas sociais e econômicas após incêndios devastadores e epidemias de cólera, infecção causada pela ingestão de água e alimentos contaminados. A situação impulsionou as lideranças públicas a mergulhar num ambicioso projeto com o objetivo de melhorar o que era uma mistura inadequada de abastecimento público e privado.
Ainda em 1842, sob um Estado marcadamente tecnocrático, a cidade passa a ser abastecida pelo reservatório de Croton, 65 quilômetros ao norte da “Big Apple”. Nas décadas seguintes, gerações de líderes escolheriam obter água pura ao menor custo possível, indo buscar o recurso no extremo norte e oeste da cidade e, finalmente, nas montanhas de Catskill, uma área preservada por leis estaduais.
Durante o século que se seguiu, as grandes obras de engenharia e a expansão do sistema hídrico terminaram por constituir o que alguns estudos como o de Philip Steinberg e George Clark chamaram de narrativa de um conflito hídrico. Algo muito familiar com o que ocorre no Brasil, a “narrativa” descreve as relações sociais de uma região “superior” e “poderosa” que extrai recursos de um lugar “subordinado”, a partir de inundações e barragens.
Os deslocamentos de populações e a destruição de cidades inteiras foram amparados por uma lei de 1905 que, por meio de “domínio eminente”, permitiu à cidade de Nova York assegurar terras privadas fora dos limites municipais e usá-las para a expansão e o desenvolvimento do sistema de abastecimento. A medida foi empreendida por décadas e fomentou um ressentimento entre os moradores do norte e do sul do estado que persistiu até recentemente, informa reportagem do New York Times de 1990, assinada por Allan Gold ("New York's Water Rules Worry Catskills").
No que se refere à impressionante estrutura física, a rede de abastecimento de Nova York é hoje constituída por três lagos controlados e 19 reservatórios distribuídos em mais de 5 mil quilômetros quadrados, que fornecem cerca de 5 bilhões de litros de água por dia para a cidade e condados vizinhos.

O  Memorandun of Agreement (MOA) de 1997 representou um marco na gestão hídrica de Nova York. Com a assinatura de centenas de atores sociais, documento estabeleceu um amplo acordo de pagamentos por serviços ambientais, assistência técnica para o manejo seguro das atividades produtivas realizadas na bacia hidrográfica e um programa de compra de terras e de compensações por servidão.
Servicos Ecossistêmicos
Atualmente, o novo grande desafio de Nova York é manter a pureza da água que captou tão longe, satisfazendo aos restritivos padrões exigidos pela legislação federal norte-americana. “O sistema de abastecimento de Nova York é impressionante e muito elogiado, mas não é perfeito. A cidade de Nova York vem obtendo sucessivas licenças que a liberam da filtração. Mas há sempre o risco de contaminação devido aos tipos de uso e ocupação do solo do entorno dos mananciais”, afirma Philip Fearnside, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA).
Catskill - 7
Serviços ambientais garantidos em acordo comunitário e nas ações de conscientização sobre o meio ambiente
NY MAP Courtesy of NYC DEP 1997
Sistema de abastecimento da cidade de Nova York
Impedimentos ambientais, políticos e financeiros não permitem mais que a cidade continue a buscar por soluções de engenharia, apenas. Tornou-se necessária uma arena institucional complexa, formada pelo pacto de inúmeros atores sociais e uma diversidade de interesses, na busca de um objetivo comum: água limpa, que depende de mananciais resilientes, que dependem da conservação da natureza.
A ecologia política da gestão das águas urbanas passou por uma mudança de paradigma na década de 1970, em parte devido ao novo marco legal ambiental, inaugurado com a lei federal do Safe Drinking Water Act (SDWA) de 1974.
Emendas de 1986 ao Safe Drinking Water Act (SDWA) e uma nova legislação federal de 1989 para águas superficiais pressionavam a cidade para a necessidade de filtração e desinfecção de suas águas.
Ao mesmo tempo, as regiões do entorno dos mananciais que abastecem grande parte do estado de Nova York passavam por uma expansão populacional a partir da década de 1980, com a consequente intensificação do uso do solo e das atividades produtivas.
Afinal, o Memorandun of Agreement (MOA) de 1997 representou um marco na gestão hídrica do estado. O New York Watershed Agreement reconhece Catskills como uma reserva de água "tremendamente valiosa" e contou com as assinaturas da prefeitura nova-iorquina, outras 73 municipalidades e 30 comunidades do entorno das bacias, além de cinco organizações não governamentais, mostra o artigo de Mark Pires, professor da Long Island University, e também o estudo de Gilles Grolleau e Laura M.J. McCann.
O documento estabeleceu um amplo acordo de pagamentos por serviços ambientais, assistência técnica para o manejo seguro das atividades produtivas realizadas na bacia hidrográfica e um programa de compra de terras e de compensações por servidão. Os fazendeiros foram nomeados “guardiões da água” e passaram a ser remunerados pelos serviços ambientais prestados.
A prefeitura melhorou também o sistema de esgotos instalando pequenas plantas de tratamento para os despejos das atividades agrícolas e pastoris da região. Seu orçamento original para a aquisição de terras passou de cerca de US$ 300 milhões para US$ 580 milhões. O acordo entre os diversos atores foi estimado em US$ 1,4 bilhão, uma economia significativa diante dos custos da construção de uma estação de tratamento, mostram Grolleau e McCann.
Mas um grande problema ainda era a poluição difusa. Os autores explicam que as leis bastante exigentes sobre esse aspecto poderiam minar a autonomia privada sobre a propriedade da terra, o que revoltou muitos agricultores. Para esses estudiosos, a insatisfação sobre o uso da propriedade privada e a diversidade de atores sociais resultou no aumento dos custos de transação do pacto firmado em 1997.
Finalmente, a saída para o conflito veio por meio da aproximação da Prefeitura e do Departamento de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês) com os técnicos do Departamento de Agricultura do Estado de Nova York, que tinha um relacionamento de longa data com os produtores rurais. A confiança foi se firmando, alguns mitos e preconceitos foram quebrados e assim o acordo foi estabelecido, discorre Albert Appleton, ex-diretor da agência de águas e esgoto de Nova York e ex-comissário da EPA, em artigo publicado na plataforma interativa Watershed Connect, da Forest Trends.
“Mesmo com a existência de parques e áreas de preservação, ainda há muitos moradores e diversas atividades rurais e turísticas em Catskills e bacias próximas. Contudo, conseguiram fazer um acordo bastante criativo e razoavelmente equitativo que afinal consegue manter a alta qualidade da água de Nova York. Inclusive o esquema de Catskills tem sido modelo para outros sistemas de PSA ao redor do mundo”, afirma Phil Coven, que foi diretor associado e gerente sênior de projetos na ONG Forest Trends, onde atualmente presta consultoria.
Coven cita o programa Cultivando Água Boa, realizado na bacia hidrográfica do Paraná 3 e entorno da represa de Itaipu, como um dos mais bem sucedidos entre as iniciativas de PSA hidrológico do Brasil. “A sociedade está despertando para os benefícios de investir na natureza”, afirma.
O estado de São Paulo inaugurou há pouco mais de um ano o Programa Nascentes, apresentado em matéria sobre PSA publicada recentemente no site do IEA. Mas enquanto os projetos baseados em incentivos econômicos do tipo PSA não deslancham, ainda permanece o paradigma hidráulico dos séculos 19 e 20, baseado em obras de grande impacto ambiental e na busca de fontes cada vez mais distantes. Em entrevista, o secretário de Saneamento e Recursos Hídricos do Estado de São Paulo, Benedito Braga, falou ao IEA sobre as políticas de abastecimento do governo estadual.
Segundo levantamento da Forest Trends de 2014, governos e empresas ao redor do mundo investiram US$ 12,3 bilhões em iniciativas de conservação visando a provisão de serviços ecossistêmicos relacionados à produção de água.

Quais resíduos de alimentos podem ser colocados na composteira?

Fonte:© VG Residuos Ltda logo vg resíduos


resíduos de alimentos podem ser colocados na composteira
Saiba quais resíduos de alimentos podem ser colocados na composteira e que não comprometa a degradação da matéria orgânica e não atraia vetores.

Podem ir para a composteira os restos de alimento além de folhas, serragem e estercos. Já o que não pode ir para a composteira são frutas cítricas, alho e cebola, carnes, nozes pretas, trigo e arroz.
A compostagem do resíduo orgânico é um processo natural de decomposição que transformar os resíduos de alimento em adubo de primeira qualidade. Separar, reciclar e reutilizar o que é possível são soluções básicas que podemos tomar para reduzir os impactos que o resto de alimento traz ao meio ambiente. Por isso, o reaproveitamento do resíduo de alimento na compostagem é uma ótima saída para reduzir a quantidade de lixo que produzimos. Confira!
Saiba como realizar o descarte de maneira correta do lixo em restaurantes.

Compostagem como alternativa para restos de alimentos

resíduos de alimentos podem ser colocados na composteira
Existem várias possibilidades de reaproveitamento dos resíduos de alimento, e a forma mais comum é através da compostagem.
A compostagem pode ser realizada em escala doméstica, ou seja, reaproveitando os restos de alimentos de casa nas composteiras para consumo da própria população. Ou em escala industrial para a produção de fertilizante orgânico.
Muitas empresas perceberam que a compostagem é uma alternativa de realizar o gerenciamento dos seus resíduos orgânicos, como também, uma forma de lucrar através da venda do resto do seu resíduo orgânico para outras empresas que produzem fertilizantes orgânicos. Nesse método eficiente, empresas encontram soluções lucrativas para resolver a questão do lixo produzido pelo negócio.
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O Mercado de Resíduos é uma ferramenta da VG Resíduos que promove o encontro entre as empresas produtoras e as que tratam esse tipo de resíduo.
Leia mais sobre Mercado de Resíduos em: Novo Mercado de Resíduos agiliza contratação de fornecedores

Quais resíduos de alimentos podem ser colocados na composteira

resíduos de alimentos podem ser colocados na composteira
Os resíduos de alimentos se degradam espontaneamente em ambientes naturais e reciclam os nutrientes nos processos da natureza. Alguns podem ser colocados na composteira, já outros quando colocados atrapalham o processo de degradação e atraem vetores.
Saiba quais resíduos de alimentos podem ser colocados na composteira e quais outros resíduos também podem ser inseridos:

Restos de alimentos

Restos, talos e casca de verduras e frutas (menos as cítricas), cascas de ovo, borra de café podem se converter em excelentes fontes de nitrogênio.

Alimentos cozidos ou assados

Podem ser usados desde que em pequenas quantidades. É preciso evitar o excesso de sal e conservantes dos alimentos processados. Esse tipo de material não pode estar úmido, por isso se deve adicionar bastante pó de serra em cima dos restos.

Borra de café

Inibe o aparecimento das formigas e é um excelente complemento nutricional para as minhocas. O filtro de papel usado para o preparo do café também pode ser adicionado na compostagem.

Resíduos frescos

Podas de grama e folhas possuem alta concentração de nitrogênio. Uma boa solução é separar um espaço em que os resíduos frescos possam secar antes de serem usados, gerando uma boa economia, pois se não houver serragem, os resíduos secos são excelentes substitutos. 

Serragem e folhas secas

A serragem não tratada, ou seja, sem verniz e as folhas secas ajudam no equilíbrio, são ricos em carbono e evitam o aparecimento de animais indesejados e do mau cheiro.

Estercos

Podem ser de boi, de porco e de galinha, mas somente utilizar se tiverem sido curtidos.

Resíduos de alimentos não recomendados nas composteiras

resíduos de alimentos podem ser colocados na composteira
Saiba quais resíduos de alimentos não podem ser colocados na composteira e quais outros resíduos também não podem ser inseridos:
Frutas cítricas: a polpa e as cascas podem alterar o pH da terra, é o caso da laranja, abacaxi, limão, entre outros; 
Arroz: depois de cozido é um ótimo local para bactérias, mas péssimo para a saúde humana e das plantas;
Laticínios: qualquer derivado de leite não pode ser compostado, pois a decomposição é muito lenta, causa um mau cheiro e atrai organismos indesejáveis;
Carne: a decomposição de restos de frango, peixe e carne bovina são muito demoradas, causa mau cheiro e atrai animais;
Nozes pretas: as nozes contêm um composto orgânico que é tóxico para alguns tipos de plantas;
Derivados de trigo: como massa, bolo. Esses itens têm decomposição lenta em comparação com os demais e ainda atraem pragas;
Gorduras: alimentos gordurosos podem liberar substância que retardam a compostagem e prejudicam o composto;
Alho e cebola: têm decomposição muito lenta e trazem mau cheiro. Acabam desacelerando todo o processo de compostagem;
A maioria dos tipos de papel: revistas, jornais, papéis de impressão, envelopes e catálogos são todos tratados com químicos pesados, geralmente branqueadores (que contêm cloro) e tintas que não são biodegradáveis. A reciclagem é a solução;
Fezes de cães e gatos: esses resíduos podem conter parasitas e vírus, que trazem riscos potenciais às minhocas e às plantas;
Serragem de madeira tratada:  se a serragem for oriunda de algum tipo de madeira envernizada ou quimicamente tratada, os componentes químicos irão prejudicar as minhocas;
Carvão vegetal: possui grandes quantidades de enxofre e ferro, que fazem mal para as plantas;
Plantas doentes: plantas com fungos ou outra doença podem passar para as plantas saudáveis.

segunda-feira, 8 de abril de 2019

Helicônias, características e curiosidades




As heliconias compõem uma família botânica de plantas herbáceas tropicais. Possuem tanto as inflorescências quanto as folhagem muito ornamentais. São muito usadas nos jardins e em arranjos florais! Obrigada por assistir, curta se gostou do vídeo e se inscreva no canal caso ainda não seja inscrito!

O que é compostagem e como fazê-la em casa


Fonte: revista Globo Rural

Com ou sem minhoca, a compostagem doméstica é uma opção para quem quer dar um melhor fim para o lixo orgânico

Por Karina Campos com edição de Cassiano Ribeiro
compostagem doméstica  (Foto: Thinkstock)
 A compostagem, conhecida como o processo de reciclagem do lixo orgânico, transforma a matéria orgânica encontrada no lixo em adubo natural, que pode ser usado na agricultura, em jardins e plantas, substituindo o uso de produtos químicos. 

O processo também contribui para a redução do aquecimento global. Só em 2015, de acordo com o Ministério do Meio Ambiente, foram geradas cerca de 32 milhões de toneladas de resíduos orgânicos no Brasil, o que equivale a 88 mil toneladas de lixo diário. Todo este material quando entra em decomposição, seja nos lixões ou aterros sanitários, gera o gás metano, um dos principais causadores do efeito estufa.


Produzir uma composteira doméstica pode ser uma ótima opção para quem quer dar um melhor fim para o lixo orgânico e contribuir para o meio ambiente. Mas, existem algumas regras que devem ser seguidas durante o processo e por isso a Globo Rural montou um manual para quem se interessa pelo assunto. 
Composteira com minhocas

Quem procura um processo de compostagem mais rápido pode optar pela compostagem com minhocas, ou vermicompostagem, que também pode ser feita em casas e apartamentos com o uso da composteira doméstica.  O vermicomposto, adubo orgânico gerado a partir desse processo, conhecido também como o húmus de minhoca, é rico em flora bacteriana e ajuda a fornecer às plantas uma nutrição equilibrada e maior resistência a doenças.


Como fazer
Para montar uma vermicomposteira doméstica são necessárias 3 caixas plásticas escuras (sendo uma com tampa), folhas secas e galhos pequenos e cerca de 100 minhocas. (veja abaixo como montar uma composteira sem minhocas).
As caixas deverão ser empilhadas em três níveis. Nas duas superiores devem haver pequenos furos, que serão responsável pela comunicação entre uma caixa e outra. São nessas caixas que será feita a compostagem (processo de decomposição natural). A última caixa será utilizada apenas para coletar o resíduo líquido orgânico, que, se diluído, pode ser utilizado para regar plantas e hortas.

O primeiro passo é forrar o fundo da caixa superior com folhas secas e pequenos galhos ou serragem. Esta primeira camada vai funcionar como dreno para a composteira. Em seguida deve-se colocar a terra com as minhocas e logo acima os resíduos orgânicos.
É importante que os resíduos sejam cobertos com outra camada de folhas secas para contribuir com a oxigenação. Isso também garante que não se gere um mal odor pelo processo.
Composteira sem minhocas
Outra opção é a compostagem sem minhocas. O processo é quase o mesmo, mas ela pode, diferente do outro receber casca de alho e cebola. Porém, o desenvolvimento do adubo tende a ser mais lento e pode desenvolver um cheiro não tão agradável, principalmente caso o processo dê errado. É comum que a falta de oxigenação nesse tipo de compostagem gere mofo e a falta de material seco pode causar o mal cheiro.


Dicas
Os depósitos de lixo orgânico devem ser feitos diariamente.
Quando a caixa de cima estiver cheia é necessário trocar as posições, passando-a para baixo e colocar a vazia em seu lugar para recomeçar o processo. Não é necessário colocar novas minhocas.
O adubo orgânico pode ser coletado em média a cada três meses.
Na hora de escolher o que colocar na composteira é necessário ficar atento. Alguns materiais comprometem a degradação da matéria orgânica e prejudicam o desenvolvimento do adubo. Confira o que você deve colocar ou não em sua composteira:
info-compostagem-doméstica (Foto: Redação Globo Rural)
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Fornecemos minhocas e minhocários. agropanerai@gmail.com

sexta-feira, 5 de abril de 2019

Manejo Apícola : cuidando do apiário




Para incrementar a sua produção, o apicultor precisa estar atento a todos os fatores que envolvem seu apiário. Veja um resumo dos principais tópicos que podem interferir na produtividade e na qualidade dos produtos apícolas.

Localização
Definir onde será posicionado o seu apiário é umas das decisões mais importantes do apicultor. Alguns fatores devem guiar essa decisão, que interferem nos rendimentos pretendidos, na praticidade dos trabalhos e na segurança das pessoas e animais. Para se ter sucesso nesse empreendimento, o produtor precisa levar em consideração a flora apícola, a presença de locais abrigados por árvores ou cercas-viva (conhecidos como quebra-ventos), sombreamento, topografia, condições do ambiente, facilidade de acesso e segurança.
O ideal é que o pasto apícola seja próximo às colônias, abundante, diverso e que não tenha interrupções das floradas ao longo do ano. A distância que as abelhas vão percorrer para coleta de néctar e pólen é outro fator que impacta diretamente a produção de mel. Isso, porque, se as operárias precisarem voar longas distâncias para procurar fontes de alimento, elas gastam muito mais tempo e energia para retornarem para suas colônias, em relação àquelas operárias que voam para locais mais próximos. Consequentemente, quanto mais as abelhas trabalham, maior o desgaste e menor o tempo de vida.
Normalmente, uma abelha faz sua coleta num raio de 3 km, mas é capaz de voar o dobro dessa distância em caso de fonte abundante de néctar. Dentro dessa lógica, a localização de fonte de água também é muito importante. O ideal é que ela esteja a cerca de 500 m das colmeias. Caso o terreno não ofereça essa opção, é necessário instalar bebedouros. A água é uma fonte essencial para manter o equilíbrio térmico dos enxames, pois é usada para refrigerar o ninho quando a temperatura externa está muito elevada.
O clima não deve ser muito frio nem muito quente e o ideal é que conte com estações secas e úmidas definidas. Nessa condição, há maior concentração de floradas depois do período chuvoso.
Para evitar os riscos de contaminação, o apiário deve ficar a pelo menos 3 km de lixões, aterros sanitários, lagoas de decantação de resíduos, engenhos e outros ambientes que podem comprometer a qualidade da produção apícola.
A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) também estabelece a separação mínima de 1 km entre novos apiários e áreas experimentais para plantio de organismos geneticamente modificados (OGM).
Por questões de segurança, também é importante observar a distância em que as colmeias ficarão posicionadas em relação a casas e outras locais frequentados por pessoas. O ideal é uma distância de cerca de 500 m, que também deve ser observada em relação a criação de animais.

Registro dos apiários
As colmeias devem ser numeradas de forma progressiva para permitir os registros de produção individualizados. A numeração deve ser feita no ninho, em local de fácil visualização. O apiário também tem de ser identificado por número ou nome, para permitir a rastreabilidade da produção.
A área do entorno do apiário deve ser conhecida, devendo-se relatar a existência de culturas intensivas nas proximidades do apiário, principalmente quando se fizer uso de defensivos agrícolas na área. Para evitar o risco de acidentes, recomenda-se a prática de manejos especiais durante o período de pulverizações.
As colmeias ou os apiários também precisam ser marcados em caso de enfermidades. Nestas situações, o apicultor deve procurar ajuda técnica especializada para saber quais as medidas recomendadas para a situação. Apenas produtos autorizados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) podem ser utilizados.

Floradas
O conhecimento sobre as floradas da região deve guiar a maior parte das ações de manejo, já que a produtividade estará diretamente ligada ao máximo aproveitamento dos períodos de florada.
Para alcançar o maior rendimento possível, as colônias precisam estar fortes e sadias nos momentos de maior produção de néctar. Para isso, o apicultor precisa sincronizar o manejo das colmeias com a época adequada à sua realização. Manejos realizados fora da época comprometem a produção e reduzem o lucro dos apicultores.
A diversidade da florada é um fator essencial para a instalação e manutenção de um apiário. Há a necessidade de identificar as espécies do entorno, plantar as espécies adaptadas e típicas da região, plantar espécies que possuem períodos de floração diferenciados a fim de prover recursos alimentares por todo o ano. Se possível, evitar a dependência de monoculturas, já que os essas ofertam recursos em determinadas épocas do ano e há o risco de contaminação dos enxames pela aplicação de defensivos agrícolas.

A rainha
Ela cumpre um papel fundamental na condução da colmeia e sua atuação deve ser acompanhada com atenção, pois pode ser necessário trocá-la por uma mais jovem.
Uma rainha jovem e de boa genética garante um crescimento rápido da colônia, enquanto uma rainha velha pode demorar para responder ao estímulo da florada para aumentar a taxa de postura de ovos, o que vai prejudicar o crescimento da população e a produção.
Para sua substituição, o apicultor deve utilizar os serviços de criadores idôneos que façam uma seleção criteriosa para produção de rainhas fortes e resistentes às doenças.
A troca deve ser realizada em um momento apropriado, pois a substituição resulta em mudança de comportamento. Uma troca numa colmeia que está em plena produção pode fazer com que as operárias coloquem mel nos favos de cria, diminuindo o espaço disponível para a postura.

Materiais
A Confederação Brasileira de Apicultura (CBA) adota o padrão de colmeias Langstroth, que permite que as partes externas sejam impermeabilizadas com parafina de grau alimentar ou cera de abelha, que devem ser diluídas em óleos vegetais.
As indumentárias e utensílios apícolas devem ser mantidos limpos, em perfeito estado de conservação e guardados em local livre de contaminantes, como defensivos agrícolas, combustível e fertilizantes.
O material que será utilizado no fumigador deve ser de origem vegetal e não pode ser tratado com produtos químicos, devendo proporcionar fumaça fria, densa e sem cheiro forte.
Todos os procedimentos de limpeza e higiene devem estar descritos para que as pessoas envolvidas sigam os mesmos passos.

Manutenção das colmeias
Um dos principais desafios para o apicultor é garantir a continuidade de suas colmeias nos períodos em que ocorre escassez de alimentos, como ao final das floradas. Nessas ocasiões, a perda do enxame pode chegar a 40%.
Oferecer uma alimentação artificial é uma forma de impedir que as abelhas abandonem as colmeias. Aconselha-se a utilização de xarope com 50% de açúcar ou mais, na falta de néctar, e com farinha de soja, para suprir a ausência de pólen.
Colocar rapadura nas colmeias não é recomendável. É um alimento muito seco e duro, que demorará para ser consumido e que vai acabar atraindo inimigos naturais como formigas.
A união de colmeias também é uma medida interessante para que fiquem mais populosas. Assim, diminui-se o número de colmeias, mas aumenta o número de abelhas disponíveis para a coleta de alimentos. Normalmente, as colmeias mais populosas são as mais produtivas e as que menos apresentam problemas.

Melhoramento genético
Atualmente existem diversas técnicas de melhoramento genético das abelhas, mas a mais simples está na substituição periódica de rainhas e no acompanhamento e seleção de material genético superior em produtividade.
Para identificar as colônias com melhor desempenho, é preciso usar métodos padronizados e confiáveis. Na avaliação da produtividade do mel e do pólen, por exemplo, um registro deve acompanhar a quantidade por colônia. Observam-se também outras qualidades importantes, como a resistência a doenças.
Para fazer a inseminação, são necessários equipamentos especiais e profissionais treinados. No entanto, mesmo diante do alto custo o melhoramento genético pode promover avanços na produção, se aliado às técnicas de manejo adequadas.

Colaboradores
Para trabalhar diretamente no manejo das colmeias, todos os colaboradores devem passar por um treinamento completo de boas práticas apícolas. Além disso, é muito importante que todos estejam em perfeita saúde.
É vedada a participação no processo de pessoas que estejam com gripe, infecções gastrintestinais ou cutâneas. Hábitos anti-higiênicos, como tossir ou espirrar sobre as melgueiras ou favos também devem ser terminantemente evitados.

Cuidados na coleta e transporte de mel
Descuidos na coleta e transporte dos favos de mel podem comprometer a qualidade do produto, causando alterações no gosto e na composição.
Além do cuidado extremo com a higiene de todos os materiais, a coleta deve ser feita apenas em dias ensolarados e as melgueiras jamais devem ser colocadas diretamente sobre o solo, mas sobre bandejas. Os favos precisam ter no mínimo 80% de sua área operculada e não pode haver presença de crias e pólen.
A fumaça deve ser usada com parcimônia e não pode ser direcionada para dentro da colmeia ou sobre os favos de mel. Essa medida impede que o mel absorva o cheiro e o gosto da fumaça.
As melgueiras devem ser transportadas em veículo fechado. Caso se utilize um carro aberto como uma picape, uma lona clara plástica e devidamente higienizada deve forrar o piso da caçamba e cobrir as melgueiras.

Higienização de equipamentos e asseio pessoal
Além da importância já citada, vale destacar algumas boas práticas a serem adotadas nos processos de extração de mel:
Para a higienização de equipamentos:
  • Pré-lavagem de todos os materiais com água corrente;
  • Lavagem com sabão neutro, esponja e enxágue com água tratada;
  • Sanificação com água sanitária (2,5% de hipoclorito de sódio), na proporção de 0,5% (250 mL de água sanitária para 50 L de água), e enxágue com água tratada.
Para a higienização pessoal:
  • Deve-se tomar banho (lavando inclusive a cabeça), preferencialmente com sabão de coco;
  • Não se deve usar desodorantes ou perfumes para evitar impregnação no mel;
  • Manter unhas aparadas e rigorosamente limpas.
Cuidados com o uniforme:
  • As roupas, além de limpas, devem ser claras. Preferencialmente de cor branca;
  • Não se deve abrir mão de usar touca e máscara, evitando contaminações;
  • Em certos casos o uso de luvas não é obrigatório, sendo indispensável retirar anéis, alianças e pulseiras.

Beneficiamento e comercialização
Ao local onde ocorre a extração do mel dá-se o nome de unidade de extração dos produtos das abelhas (Uepa), popularmente conhecida como “Casa de Mel”. Lá o produto é retirado, centrifugado, peneirado e decantado para separação de sujidades.
Sua construção deve obedecer às normas sanitárias da portaria nº 6, de 25 de julho de 1985, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
Já ao entreposto, cabe o beneficiamento do mel, no que diz respeito à padronização e melhoria do produto final. São compreendidas etapas de homogeneização – em relação à sua cor, aroma e sabor –, descristalização, retirada do excesso de umidade e nova decantação.
Atendidas essas exigências, a estrutura estará apta para requerer o Selo de Inspeção Federal (SIF), emitido pelo Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (DIPOA), conferindo garantia de qualidade dos produtos de abelhas e derivados, além de sua aprovação para exportação.

Caderno de campo
O desenvolvimento do setor agropecuário trouxe novas exigências aos produtores para a garantia dos produtos. A utilização correta do caderno de campo é forma mais simples para o apicultor comprovar a qualidade de sua produção.
Por meio de seus registros, é possível conhecer o histórico do produto. O Programa de Alimento Seguro (PAS) do Senai/Sebrae elaborou uma proposta de caderno de campo bem simples, com as anotações necessárias e importantes, que registram os possíveis riscos de contaminações da produção.
Este caderno faz parte do conjunto de materiais desenvolvidos para apoiar o setor apícola no atendimento às exigências da União Europeia, mas especificamente a implantação das Boas Práticas e Análise dos Perigos e Pontos Críticos de Controle do campo ao entreposto de mel.


Confira o modelo de caderno de campo no Guia de Uso e Aplicação de Normas da Cadeia Apícola, elaborado pelo convênio ABNT/SEBRAE.
Neste link você pode obter mais informações no Manual de Segurança e Qualidade para Apicultura.

Cultivo de pitaia no sul de Minas - Programa Revista do Campo

Dragon Fruit Pruning Stem

quinta-feira, 4 de abril de 2019

O exotismo das frutas da Mata Atlântica


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Grumixama

Você conhece grumixama? Já comeu geleia de uvaia? Para a grande maioria, provavelmente a resposta será "não". Mas no que depender de Marcio Schittini, das empresas Tiferet, e Paulo Lima, da Estilo Gourmand, essas frutas da Mata Atlântica, hoje ainda consideradas exóticas, se tornarão mais conhecidas do consumidor. Para isso, eles estão fazendo um mapeamento de frutas nativas no estado do Rio, para identificar quais são e em que regiões elas crescem abundantes ou têm potencial para atender demanda comercial.
 
O projeto, que está sendo desenvolvido com financiamento do edital de Inovação Tecnológica, da Faperj, é amplo. "A Mata Atlântica é uma fonte de riquezas ainda pouco exploradas. Existem frutas nativas ainda muito pouco conhecidas do consumidor e por isso mesmo consideradas como exóticas. É o caso do cambuci, do cambucá, da grumixama, da própria pitanga, jabuticaba, da uvaia e do araçá. Elas são, na verdade, as nossas berries nativas, ou seja, nossas cerejas fluminenses, bastante adequadas à produção de geleias, sorvetes, sucos, molhos e até pratos com ingredientes 100% do Rio de Janeiro", explica Schittini.
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uvaia


Identificadas as regiões de maior potencial, a equipe da Tiferet e da Estilo Gourmand vem visitando e entrando em contato com os agricultores da área para desenvolver estilos de cultivo orgânico, biodinâmico e amplo. "Alguns se mostram mais arredios; outros, ao saber que poderão contar com comprador para frutas que até então praticamente não tinham mercado, se entusiasmam."

Segundo Schittini, ao valorizar frutas nativas, também se está valorizando os pequenos produtores rurais. "Nesse sentido, procuramos estabelecer treinamento e melhoria de práticas agrícolas sustentáveis, transformando esse produtor em fornecedor de frutas frescas e para uso industrial."

Apesar de serem frutas abundantes em toda a Mata Atlântica, ainda não existem cultivos em escala. "Na região do município de Varre-Sai, encontramos agricultores bem animados em ampliar sua plantação de jabuticaba e em conhecer novos métodos de cultivo. Na área de Quissamã, no entanto, embora adequada à grumixama, os agricultores ainda não acreditam que haja consumidores para ela por se tratar de uma fruta esquecida", explica.

O fato é que Schittini está investindo com certo conhecimento de causa. Para saber como anda o gosto do público, a Tiferet, que já produz molhos diferentes para atender a um público mais sofisticado, submeteu amostras de geleias de cinco sabores diferentes a testes cegos com especialistas da área de alimentos e donos de restaurantes.

"Testamos pitanga, araçá, jabuticaba, uvaia, grumixama e cambuci, além de outras quatro mais conhecidas, como goiaba, ameixa, laranja e amora. O resultado foi que esse público se mostra disposto e curioso a experimentar novos sabores." Segundo Schittini, ao consultar seus compradores sobre seu interesse em geleias, o resultado foi o mesmo. "Eles querem produtos diferenciados, não o que já existe no mercado e que o público já conhece", garante.

Enquanto procura aprimorar as amostras desses novos sabores de geleia, tanto no sabor quanto na formulação, já que se trata de produtos que não usam conservantes, a empresa também se prepara para começar a produzir de duas a cinco toneladas de geléia. Isso já garantirá a aquisição de quantidades importantes de frutas in natura junto aos plantadores.

"De início, não conseguiríamos adquirir mais devido à escassez de plantios. O nosso objetivo é implementar novas áreas de cultivo pelo estado. Ao comercializar produtos com valor agregado, visamos ao desenvolvimento sustentável das comunidades fruticultoras. Se inicialmente queremos conquistar o mercado fluminense, no futuro, pretendemos direcionar nossas geleias também para exportação, que é um mercado sempre em busca de novidades do Brasil."

Para Schittini, estimular o consumo desses novos produtos será também um grande incentivo à fruticultura no estado, com geração de empregos e renda no interior. Como argumento, ele apresenta números: "O mercado de produtos orgânicos tem aumentado 10% ao ano no Brasil e 20% no exterior. O público consumidor de produtos light ou diet no País é de 30 milhões de pessoas e a receita das empresas do setor cresceu 870% nos últimos dez anos, segundo dados da Apex-Brasil. Além desses argumentos econômicos, temos ainda o fato de que preservar e reflorestar as áreas de Mata Atlântica é uma prioridade para o estado do Rio de Janeiro. Com a exploração econômica de frutas, é exatamente isso que estamos propondo."

FONTE

Faperj
Vilma Homero - Jornalista

Links referenciados

Estilo Gourmand
estilogourmand.blogspot.com

Mata Atlântica
pt.wikipedia.org/wiki/Mata_Atlântica

jabuticaba
pt.wikipedia.org/wiki/Jabuticaba

grumixama
pt.wikipedia.org/wiki/Grumixameira

cambucá
pt.wikipedia.org/wiki/Cambucá

Tiferet
www.epicuro.com.br

araçá
pt.wikipedia.org/wiki/Araçá-rosa

cambuci
pt.wikipedia.org/wiki/Cambuci_(fruta)

pitanga
pt.wikipedia.org/wiki/Pitanga

Faperj
www.faperj.br

uvaia
pt.wikipedia.org/wiki/Uvaia

Como fazer adubação orgânica de frutíferas

Extraído do blog:http://microfundiourbano.blogspot.com.br/

Para manter nossas árvores frutíferas sempre saudáveis, um dos fatores que devemos observar é mantê-las sempre bem adubadas, pois é através deste alimento que nossas árvores irão gerar flores e, consequentemente, bons frutos.


Cada espécie de frutífera tem uma exigência especial de adubação. Algumas plantas necessitam mais zinco que outras, algumas precisam de boro em menor quantidade. Devemos consultar as literaturas disponíveis para conhecermos as exigências nutricionais específicas de cada frutífera que desejamos adubar.


Entretanto, quanto falamos de frutíferas nativas regionais brasileiras, como dizemos aqui em Minas "aí é que o trem desanda!", pois: quais são as necessidades de adubação de uma grumixama? de um gravatá? de um cambuci, da uvaia, do araçá??? Praticamente não temos nenhum estudo sobre estas necessidades!


Para todas as frutíferas já estabelecidas, que já produzam frutos, inclusive as nativas regionais, podemos adotar uma fórmula básica orgânica, que atenda as necessidades primárias de nutrição de qualquer espécie frutífera, assegurando particularmente uma boa colheita anual.


1 - Fórmula básica para adubação de frutíferas:
- Farinha de osso = 200 g a 300 g por m2 de área da árvore; 
- Cinza de madeira = 50 g a 150 g por m2 de área da árvore;
- Esterco de gado = 6,5 litros, ou Composto orgânico = 10 litros, ou Esterco de galinha = 1 litro, por m2 de área da árvore;
- Húmus de minhoca = 1 kg a 1,5 kg por árvore;
- Pó de rocha (opcional) = 500 g a 1000 g por árvore;



Para a farinha de osso, a cinza de madeira, o pó de rocha e o húmus de minhoca: quanto mais alta e frondosa a arvore, maior a quantidade destes produtos.


2 - Calculando a área da frutífera:
Quando falamos de metros quadrados de área de um árvore, nos referimos a sua circunferência. Para calcular esta área, medimos a distância entre base do tronco da árvore, o mais próximo ao chão possível, até o ponto máximo de projeção da copa da mesma. Esse valor é o raio da árvore (R). Usamos a fórmula abaixo para obter a área:


Área da árvore = R x R x 3


Exemplo: para uma árvore com R = 2,1 metros, temos:  


Área da árvore = 2,1 x 2,1 x 3 = 13,23


Arredondados o valor da área da árvore para cima - para um valor múltiplo de 0,5 - temos que a área desta árvore é de  13,5 metros quadrados.



3 - Quando adubar:
Recomenda-se que façamos uma adubação, bem caprichada, uma vez por ano, pelo menos, de 1 mês a  mês e meio antes do período que anteceda a floração da frutífera. Se o período de floração precede a época das chuvas, podemos fazer a adubação 15 dias antes da floração. Se você não tem certeza de quando sua frutífera começa a florir, faça esta a adubação em meados de setembro.



4 - Como adubar:
Podemos, simplesmente, utilizar está fórmula em cobertura, sob a projeção da copa de nossa frutífera. Podemos também abrir alguns buracos, sob a copa, e preenche-los com esta adubação.



Aqui na minha casa, a técnica que utilizo é a da meia-lua, que consiste em abrir um sulco, em formato de meia-lua, a 2/3 do tronco até projeção da copa, região esta onde se concentram as raízes responsáveis pela nutrição da planta. Esta meia-lua deve ter, aproximadamente, 15 cm de profundidade, por 15 a 20 cm de largura, e medir de 1,5 a 3 metros de comprimento (quanto maior a árvore, maior o comprimento da meia-lua). Se o terreno é inclinado, devemos abrir a meia-lua do lado de cima da planta.



Dentro da meia-lua, depositamos primeiro a metade do húmus de minhoca. Misturar previamente a a farinha de osso, a cinza de madeira e o pó de rocha e espalhar dentro da meia-lua. Sobre esta mistura, espalhamos o resto do húmus. Umedecer levemente a meia-lua.

Sulco em meia-lua.


Se você tem alguns pés de confrei, colher algumas folhas, picar bem, e colocar as folhas de confrei sobre o húmus.


Colocar o esterco/composto, de modo a tampar toda a meia-lua. Se sobrar esterco/composto, espalhe-o ao redor da árvore. Umedecer todo o esterco e cobrir tudo com material orgânico (capim seco, ou casca de arroz, ou palha de café, etc...).


Para umedecer a meia-lua, costumo usar uma mistura de humato com EM ativado - que são sinérgicos entre si, pois um potencializa a ação do outro - diluídos em água.


5 - Adubação pós-colheita:
Um mês após a colheita de todas as frutas, faremos uma adubação de reforço, da seguinte maneira: Se tiver confrei, espalhar folhas picadas, na projeção da copa. Cobrir com 3 litros de esterco curtido, ou 5 litros de composto orgânico, por metro quadrado, misturado a 500 g de bokashi (ou bocac), mais 100 g de calcário. Umedecer bem a área e cobrir com material orgânico. Se não tiver confrei e/ou bokashi/bocac, fique, pelo menos, como o esterco/composto + calcário.



Mais detalhes no vídeo:


6 - Dicas:
- Durante o ano, para uma melhor nutrição da planta, aplicar caldas fermentadas de espécies diferentes, chorume de urtiga, solução de cálcio e humato, intercalando a aplicação mês a mês, em intervalos regulares;
- Fazer adubação verde, envolta da frutífera, com feijão de porco, para suprir as necessidades de nitrogênio, antes do período vegetativo da árvore;
- As exigências nutricionais específicas de cada espécie, podem ser agregadas a fórmula básica, para garantir uma nutrição completa;
- Se a frutífera tiver menos de 3 anos, e ainda não tiver produzido, aplicar 1/3 da fórmula básica de adubação no primeiro ano. Nos próximos anos, aplicar metade da fórmula básica;
- Plantas que entram em dormência, no inverno, não devem ser adubadas neste período. Aguardar meados de setembro, para adubá-las;
- Não utilizar cinza proveniente de churrasqueira, para compor a fórmula básica de adubação.

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