Mostrando postagens com marcador #biofertilizers. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador #biofertilizers. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 28 de maio de 2026

Pesquisa catarinense transforma resíduos de peixe em adubo e conquista prêmio internacional

 

A descoberta pode alterar o destino dos resíduos, segundo o pesquisador Guilherme Lenz, do Programa de Pós-Graduação em Agroecossistemas da UFSC

Sarah MouraFlorianópolis

Edição

Pesquisas sobre adubo foram feitas no cultivo de alfaceFoto: Arquivo pessoal de Guilherme Lenz/NDMaisPesquisas sobre adubo foram feitas no cultivo de alfaceFoto: Arquivo pessoal de Guilherme Lenz/NDMais

Um estudo feito na UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) que transforma restos de peixe em adubo foi premiado no Innovation Awards Roullier 2025-2026, na França, nesta semana.

“De maneira geral, os resultados indicam que a utilização de resíduos de pescado como bioinsumos agrícolas pode contribuir simultaneamente para a valorização de resíduos e economia circular, manutenção da produtividade agrícola, melhoria da qualidade biológica do solo e promoção de sistemas agrícolas mais sustentáveis e resilientes”, afirmou o pesquisador, em nota.

Uma pesquisa inovadora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) conquistou um prêmio internacional ao transformar resíduos de pescado em um poderoso biofertilizante para a produção de alface. O projeto, desenvolvido pelo pesquisador Guilherme Lenz, venceu o prêmio internacional Innovation Awards Roullier 2025-2026 na categoria Scale Up. O adubo ecológico, testado tanto na forma líquida quanto em pó, passou por validação laboratorial na universidade e provou que pode manter a produtividade das plantas de forma idêntica aos fertilizantes químicos tradicionais.

Diferente dos adubos minerais comuns, que costumam atrair microrganismos causadores de doenças, o novo produto biológico melhorou a saúde do solo. Os testes de laboratório e de campo mostraram que o adubo feito com restos de peixe aumentou a presença de fungos e bactérias do bem, que ajudam na circulação de nutrientes e na decomposição da terra. De acordo com Guilherme, a técnica gera uma economia circular, pois aproveita materiais que antes virariam lixo ou produtos de baixo valor, transformando-os em um rico estimulante cheio de proteínas e minerais para a agricultura.

O prêmio garante mentoria e incubação técnica com especialistas do setor, dando ao pesquisador o direito de usar os laboratórios de ponta de uma multinacional francesa. Essa estrutura vai ajudar a adaptar a tecnologia para o mercado, facilitando novos testes práticos.

quinta-feira, 23 de abril de 2026

Biofertilizante sustentável com o caroço do açaí!!

 

Faturamento de R$ 230 mil: como produtor superou a falência ao transformar caroço de açaí em negócio

Uma solução que nasce do caroço do açaí está ajudando a transformar um problema ambiental em uma oportunidade de negócio em Macapá, no Amapá (AP).

O engenheiro agrônomo Wesley Lamonier criou um biofertilizante sustentável a partir do resíduo da fruta — abundante na região — e hoje comanda uma empresa que alia inovação, impacto ambiental positivo e rentabilidade.

A ideia surgiu da necessidade. Antes de empreender, Wesley chegou a ter uma produção rural com mais de 5 mil pés de pimenta e oito funcionários, mas enfrentou dificuldades financeiras e acabou indo à falência.

Foi nesse momento que decidiu buscar alternativas mais sustentáveis e menos dependentes de fertilizantes químicos, que elevavam o custo da produção.

O ponto de virada veio ao observar o desperdício do açaí: apenas entre 15% e 20% da fruta é aproveitado para consumo, enquanto cerca de 80% vira resíduo — principalmente o caroço, muitas vezes descartado ou queimado, o que libera ainda mais CO₂ na atmosfera.

A partir daí, o empreendedor passou a desenvolver um biofertilizante utilizando biochar, um material obtido por meio da carbonização sustentável de resíduos orgânicos, como o caroço de açaí.

O produto melhora a qualidade do solo ao reter água e nutrientes, funcionando como uma espécie de “ímã” natural. Além disso, ajuda a capturar carbono — um diferencial em tempos de mudanças climáticas.

Com investimento inicial de cerca de R$ 80 mil e apoio de programas de inovação, o negócio ganhou escala. Hoje, a fábrica recebe cerca de 20 toneladas de caroço de açaí por dia, embora processe, por enquanto, aproximadamente 2 toneladas. Em 2025, o faturamento médio chegou a R$ 230 mil.

O modelo de negócio é voltado principalmente para o mercado agro, com vendas para empresas (B2B), mas também atende agricultores por meio de associações e cooperativas. A proposta é reduzir os custos com adubação e, ao mesmo tempo, melhorar a produtividade de culturas como hortaliças e frutas.

Além do impacto econômico, o empreendimento também fortalece a chamada economia circular. A empresa compra os caroços de coletores locais, gerando renda e evitando que o resíduo seja descartado de forma inadequada.

Para Wesley, o propósito vai além do lucro. “Fazer a diferença na vida dentro da agricultura é o que motiva a gente todos os dias”, afirma. A iniciativa mostra que, ao cuidar do solo, é possível contribuir para um futuro mais sustentável — e criar um negócio promissor ao mesmo tempo.

Amazon BioFert LTDA

📍 Endereço: Rua São Lucas 167, Marabaixo Macapá/AP - CEP: 68906-061

📞 Telefone: (96) 99123-3285

📧 Email: amazonbiofert@gmail.com

🌐 Site: www.amazonbiofert.com.br

📸 Instagram: https://www.instagram.com/amazonbiofert/

Postagem em destaque

JÁ PENSOU EM TER UM MINHOCÁRIO PARA RECICLAR O SEU LIXO?

JÁ PENSOU EM TER UM MINHOCÁRIO PARA RECICLAR O SEU LIXO ORGÂNICO DOMÉSTICO?   ...

Mais visitadas no último mês