Blog dedicado a AGROECOLOGIA, ARBORIZAÇÃO URBANA, ORGÂNICOS . Compostagem doméstica.+ Venda de minhocas vermelhas da califórnia Avaliação de Risco DE ÁRVORES. Laudos Técnicos, Licenciamento Ambiental, ART, Alexandre Panerai Eng. Agrônomo UFRGS - RS - Brasil - agropanerai@gmail.com WHAST 51 3407-4813
quinta-feira, 29 de março de 2018
terça-feira, 27 de março de 2018
MELHORE, RECUPERE SEU SOLO! ALGUMAS espécies para adubação verde!
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| AMENDOIM FORRAGEIRO OU GRAMA AMENDOIM |
adubação verde
Devem ser escolhidas para esta prática, espécies que produzam PLANTAS que produzem grande quantidade de matéria seca,resistentes ao ataque de pragas e moléstias, que possuam sementes uniformes e de bom poder
germinativo, com exigência relativamente baixa quanto ao preparo e fertilidade do solo, de rápido
crescimento, precoce, de fácil manejo, de sistema radicular profundo e que dispensem tratos culturais.
As espécies utilizadas como adubo verde se dividem em plantas de verão, normalmente leguminosas
plantadas no início das chuvas e manejadas até o final das chuvas, e as de inverno
(leguminosas e gramíneas), plantadas no final das chuvas e manejadas quando em pleno florescimento.
Crotalária breviflora (Crotalaria breviflora): Leguminosa anual arbustiva de porte baixo (60 a 120 cm),
de crescimento rápido e ciclo curto, pouco ramificada e eficiente na diminuição das populações de
nematóides. As plantas não suportam geadas mas são pouco atacadas por pragas e doenças.
O manejo se faz aos 100 dias, época do florescimento com roçadeira ou trituradores.
Crotalária juncea (Crotalaria juncea L.): Leguminosa anual de porte ereto, de crescimento rápido
(mais de 3 m de altura), boa cobertura do solo e alta produção de fitomassa, caule semilenhoso,
com efeito alelopático e/ou supressor de invasoras bastante expressivo, comportando-se bem em solos arenosos e argilosos, não suportando geadas e tombando com ventos fortes. Muito empregada em reforma de
pomares e áreas com problemas de nematóides, apresentando boa resistência à seca, pois seu
sistema radicular atinge até 4,6 m de profundidade, porém, 80% dele encontra-se nos primeiros 30 cm
do solo. Apresenta ótimo rendimento em material verde, incorporando N, P2O5 e K2O. Do caule se
extrai fibra para a indústria de papel, devendo ser manejada após a floração (110 a 140 dias).
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| Crotalária spectabilis |
(Crotalaria spectabilis Roth.): Leguminosa anual
subarbustiva, de porte alto (1,0 a 1,5 m),
apresenta dificuldade na germinação e
crescimento inicial lento, controladora de algumas
espécies de nematóides, possui raiz pivotante
profunda, podendo romper camadas compactadas
. Não suporta geadas, mas comporta-se bem em
solos argilosos e arenosos. O plantio convencional ocorre de setembro a dezembro e o florescimento,
aos 120-140 dias. Não recomendada para
alimentação animal, mas utilizada como planta
atrativa de lagartas em cultivos consorciados.
Lab-lab (Dolichos lablab L. ou
Lablab vulgaris Savi): Leguminosa anual ou
bianual de hábito indeterminado. Adapta-se a
solos argilosos a arenosos com melhor performance nos bem drenados e férteis, tolerando secas e
resistente a geadas. Usada na alimentação animal como forragem verde ou ensilada com milho ou
sorgo para bovinos e eqüinos. Semeadura convencional de setembro a dezembro e manejo
recomendado no florescimento/início da formação de vagens (130 a 180 dias). Tem as desvantagens
de ser suscetível ao ataque de vaquinha (Cerotoma sp, Diabrotica speciosa), não apresentar boa
nodulação e ainda ser multiplicadora de populações de nematóides.
Feijão-de-porco (Canavalia ensiformis (L.) DC.): Leguminosa anual ou bianual herbácea, rústica,
de crescimento inicial lento, ereto e hábito determinado (60 a 120 cm de altura), resistente a altas
temperaturas e à seca. Tolerante a sombreamento parcial e a geada, adaptando-se a diferentes tipos
de solo, inclusive solos pobres. Semeadura convencional de setembro a dezembro e manejo no
florescimento/início da formação de vagens (100 a 120 dias). Promotora de boa cobertura do solo,
com efeito alelopático às invasoras, atuando eficientemente no controle da tiririca (Cyperus sp). O
avantajado tamanho das sementes leva a um gasto elevado na implantação. Esporadicamente sofre
ataque de vaquinha (Diabrotica speciosa), sendo hospedeira da mosca-branca (Bemisia tabaci),
transmissora do VMDF (vírus do mosaico dourado do feijoeiro) e de outras viroses do feijoeiro comum.
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| GUANDU |
arbustiva anual, bianual ou semiperene,
crescendo bem em solos argilosos e arenosos,
tolerante à seca e não tolerante a umidade
excessiva nas raízes. Planta rústica, pouco
exigente em fertilidade, produtora de grãos e
forrageira rica em proteínas para a alimentação
animal (pastejo, corte, silagem e feno),
com semeadura convencional de setembro a
dezembro. O manejo para adubação verde deve
ser feito aos 140 a 180 dias, fixando elevada
quantidade de nitrogênio e grande produtora de
fitomassa. Utilizada em rotação e associações
de cultivos; em consorciação com gramíneas
anuais e em cultivo intercalar a culturas perenes.
Sistema radicular pivotante bastante agressivo,
que penetra em solos compactados e adensados, capaz de reciclar grande quantidades de nutrientes no solo. Embora semiperene, deve ser cultivada por no máximo
2 anos, devido ao engrossamento dos troncos, que se tornam muito lenhosos, dificultando o manejo
do material para adubação verde, quando a mesma planta é cultivada por vários anos.
Guandu-Anão (Cajanus cajan L. Millsp): Leguminosa anual, de cilclo curto (90 a 120 dias), porte baixo
(0,8 a 1,2m), crescimento rápido e arbustiva. Pode ser utilizada em rotação, consorciada e como
forrageira. No caso do citros é mais usada no sistema intercalar, devido ao baixo porte, permitindo
o trânsito dos equipamentos para operações de adubação e pulverização.
Mucuna-Preta (Stizolobium aterrimum = Mucuna aterrima): Leguminosa anual, de crescimento rasteiro
e indeterminado, ramos extremamente trepadores, rústica, resistente à seca, sombra, temperaturas
elevadas e ligeiramente resistente ao encharcamento, desenvolvendo-se bem em solos pobres e
atuando no impedimento da multiplicação de nematóides. Semeadura convencional, de setembro a
início de janeiro e manejo após o florescimento aos 140 a 170 dias. Utilizada como forrageira, os grãos
são ricos em proteína para animais, porém as plantas são suscetíveis à cercosporiose e às viroses.
Em citros deve ser bem manejada devido ao hábito trepador.
Mucuna-Anã (Mucuna deeringiana ou Stizolobium deeringianum, Steph e Bart = Mucuna pruriens):
Leguminosa anual herbácea, ereta, de crescimento determinado, com altura em torno de 40 a 80 cm,
resistente à seca, desenvolvendo-se bem em solos argilosos e arenosos e de baixa fertilidade.
Semeadura convencional, de setembro a janeiro e manejo devendo ser realizado do florescimento
ao início do enchimento de vagens (80 a 100 dias). Recomendada para plantio intercalar, em função do
hábito determinado e não-trepador e não apresentar problemas com pragas. Em algumas regiões
verifica-se suscetibilidade à cercosporiose, mas não a ponto de inviabilizar seu cultivo.
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| LAB LAB |
Leguminosa anual ou bianual de hábito
indeterminado. Adapta-se a solos argilosos a arenosos
com melhor performance nos bem drenados e
férteis, tolerando secas e resistente a geadas.
Usada na alimentação animal como forragem verde ou
ensilada com milho ou sorgo para bovinos e eqüinos.
Semeadura convencional de setembro a
dezembro e manejo recomendado no florescimento/
início da formação de vagens (130 a 180 dias).
Tem as desvantagens de ser suscetível ao ataque de
vaquinha (Cerotoma sp, Diabrotica speciosa),
não apresentar boa nodulação e ainda ser multiplicadora
de populações de nematóides.
Fonte: http://www.estacaoexperimental.com.br/documentos/BC_09.pdf
Grama Amendoim ou Amendoim Forrageiro
A grama amendoim, cientificamente chamada de Arachis Repens e também conhecida por amendoim-rasteiro, amendoinzinho e amendoim-forrageiro, é uma planta leguminosa pertencente à família Arachis e, embora se pareça muito com a Arachis Pintoi, se trata de uma espécie muito distinta. Conhecida por sua bela cobertura verde-escuro, de textura peculiar, e suas delicadas flores amarelas, a grama amendoim é comumente empregada no paisagismo, principalmente de jardins fazenda.
Grama Amendoim e suas Aplicações
Sua principal aplicação é na pastagem para gado, pois possui alto valor nutritivo para os animais. Além disso, o desenvolvimento e rebrote rápidos da grama amendoim fazem dela uma excelente vegetação para se usar na proteção de taludes. Suas raízes profundas, que podem medir cerca de 30 cm de profundidade, garantem uma ótima resistência do terreno contra chuvas e deslizamentos.
Em sua aplicação para jardins e hortas, a grama amendoim desempenha muito bem o papel de proteção contra ervas daninhas e, por isso, reduz também os gastos na manutenção do gramado. Sua densa folhagem garante que o solo receba bem pouca ou nenhuma luz solar e impede que ervas daninhas apareçam.
Características da Grama Amendoim
Sua folhagem é constituída de pequenas folhas com pêlos sedosos nas margens e pequenas flores amarelas ao longo de todo gramado, e que florescem várias vezes ao ano, característica notável da grama amendoim e que são apresentadas em outras espécies da família Arachis.
A grama amendoim, embora pareça rústica, não é dotada de boa resistência ao desgaste, geadas, e o pisoteio, porém, possui rápido rebrote e sua capacidade de regeneração é muito grande.
Cuidados Com a Grama Amendoim
A grama amendoim não é muito tolerante a períodos de seca prolongados e necessita de irrigação periódica, contudo, demonstra maior resistência do que outros tipos de gramado, quando cultivados nas mesmas condições do cerrado. Com suas raízes compridas, que podem alcançar até 30 cm abaixo do solo, a grama amendoim pode buscar os nutrientes e água de que precisa bem fundo no solo, e por isso pode tolerar períodos consideravelmente extensos sem irrigação. Possui boa resistência a sombra e recomenda-se que seu cultivo seja feito a pleno sol ou meia sombra. Podendo ter de 20 cm a 40 cm de altura, dispensa as podas periódicas e possui tolerância média ao encharcamento do solo.
Como Cultivar a Grama Amendoim
A grama amendoim produz uma quantidade muito pequena de sementes, tão pequena que seria inviável a sua comercialização. O cultivo da grama amendoim é possível através de mudas e de estolões, que podem chegar até 1,5 cm de comprimento. Para garantir uma propagação efetiva do gramado, seu cultivo é feito através de mudas ou estolões ligeiramente desenvolvidos que são plantados com certa distancia uns dos outros. O sucesso do cultivo dessa forma se dá pelo fato de que a grama amendoim é muito agressiva em cobrir o solo e se desenvolve com muita rapidez. Apesar disso, a grama amendoim se dá muito bem com outras espécies de gramíneas igualmente agressivas como, por exemplo, as do gênero Brachiaria e podem ser cultivadas em conjunto.
Análise dos Benefícios e Aspectos Negativos da Grama Amendoim
Benefícios Oferecidos pela Grama Amendoim
A grama amendoim se desenvolve muito bem mesmo em solos ácidos, com média ou pouca fertilidade, e pode ser utilizada para fazer a correção da acidez do solo e na recuperação de solos muito degradados ou pouco férteis.
A grama amendoim é muito utilizada em plantações de hortaliças e pomares devido aos grandes benefícios que ela traz ao solo e as plantas próximas de onde é cultivada. Ela é geralmente implantada entre os meios dos cultivos onde ajuda, não só a combater as ervas daninhas, mas também a reter umidade e fixar o nitrogênio no solo, adubando o solo naturalmente, além de fazer a correção do pH da terra. Por tais motivos, a grama amendoim é considerada um adubo vivo ou “adubo verde“.
Antes de iniciar o cultivo de qualquer espécie de grama, é necessário fazer uma análise, não só dos pontos positivos, mas, também dos aspectos negativos sobre determinado cultivar, em questão, da grama amendoim.
Tais pontos negativos da grama amendoim são muito claros e não somam muitos em sua totalidade. O principal aspecto a se levar em consideração é que a grama amendoim é muito delicada e não suporta bem o desgaste de pisoteio e geadas ( com certeza rebrota após a geada). Outro fator que não foi comentado ao longo do artigo é que ela pode eventualmente atrair lebres, o que pode representar um problema para o seu cultivo em hortas. Mesmo sendo poucos, são fatores essenciais para se analisar antes de começar a cultivar a grama amendoim. Questões como, qual será o nível de uso do gramado ou se existem lebres próximo a sua localidade, são de extrema ajuda na hora de fazer tal escolha. Podemos dizer que, deixando de lado os pequenos inconvenientes da grama amendoim, ela é uma ótima opção para o cultivo de um gramado ou pastagem.
Fonte: http://gramagrama.net/tipos-de-grama/grama-amendoim
Em breve teremos mudas para comercialização. Serão kits com 50 mudas de 25 cm, em raiz nua.
Caso tenha interesse, envie um email.ok
segunda-feira, 26 de março de 2018
sexta-feira, 23 de março de 2018
Moringa, ou acácia-branca: a planta milagrosa
As folhas da moringa, com conteúdo de cálcio e ferro que as torna capazes de substituir o espinafre, contêm também altas doses de cistina e metionina.
[Imagem: Wikimedia Commons]
[Imagem: Wikimedia Commons]
Planta milagrosa
A moringa, ou acácia-branca, tem inúmeras propriedades nutritivas e medicinais, sendo usada como instrumento contra a desnutrição em várias partes do mundo.
Mas ela ganhou uma fama inesperada recentemente, quando o ex-presidente cubano, Fidel Castro, atribuiu à planta a razão por ainda estar vivo depois de uma série de problemas de saúde, chamando-a de "planta milagrosa".
A FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) reconhece que as folhas da planta "são ricas em proteínas, vitaminas A, B e C, e minerais, muito recomendados para mulheres grávidas ou em período de amamentação, e ainda para crianças pequenas".
Acácia-branca, ou moringa
As folhas, com conteúdo de cálcio e ferro que as torna capazes de substituir o espinafre, contêm também altas doses de cistina e metionina, aminoácidos que funcionam como antioxidantes naturais para o corpo humano, e são encontrados em alimentos como ovos, carnes, produtos lácteos e cereais integrais.
As sementes e cascas da acácia-branca (Moringa oleifera) - daí a denominação moringa - são utilizadas para tratar problemas circulatórios.
As vagens jovens da moringa são comestíveis e seu sabor se assemelha ao do aspargo. As ervilhas verdes podem ser cozidas, e as flores consumidas em forma de chá, também usado como remédio para resfriados.
De acordo com a FAO, os produtos derivados da moringa têm propriedades antibióticas, contra os parasitas tripanossomas e pressão baixa. A planta também cura espasmos, úlceras e inflamações, e tem propriedades para reduzir o colesterol e os açúcares no sangue.
O saber popular diz que a planta cura e previne até 300 enfermidades, incluindo diabetes, dores de cabeça ou acne. Como os estudos científicos sobre a planta têm-se multiplicado, muitas dessas alegações poderão eventualmente ser comprovadas.
Talvez por isso muitos se refiram a ela como "a árvore da vida".
Sem excessos
No entanto, especialistas advertem que é preciso ter moderação no consumo da planta, pois entre seus efeitos secundários estão perda de sono, excesso de glóbulos vermelhos e acidez.
O médico naturalista Reinaldo Reyes assegura que a moringa pode ser perigosa: "Ela tem sido utilizada há anos para combater a desnutrição em países pobres. O problema é que agora as pessoas querem usá-la de forma indiscriminada, porque pensam que é inofensiva."
O também médico naturalista Arcenio Estévez Medina afirma não ter "nada contra o consumo de moringa", mas advertiu que não se deve usá-la indiscriminadamente, assim como a nenhuma outra planta.
ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE
Definição de APP e localização
(Lei 12.651/2012 – Novo Código Florestal, Art. 3º)
Especial atenção deve ser dada às áreas de preservação permanente, em razão de sua importância ecológica. Intervir nelas, sem a autorização do órgão competente, é considerado crime ambiental. As penalidades são elevadas, incluindo multas altíssimas, e sujeitando o infrator a processo criminal.
IMPORTANTE: O Novo Código Florestal, Art. 11, instituiu as “áreas de uso restrito”, que são áreas de inclinação entre 25° e 45°, onde é permitida a continuidade do desenvolvimento das atividades, observadas boas práticas agronômicas, sendo vedada a conversão de novas áreas, excetuadas as hipóteses de utilidade pública e interesse social. Ou seja, essas áreas não são APP, mas para supressão de vegetação para uso alternativo do solo, obedece a mesma regra de utilidade pública ou interesse social, cujas definições estão no Art. 3º do Código Florestal.
Localização:
As Áreas de Preservação Permanente possuem duas origens:
1. em razão de sua natureza, sendo consideradas aquelas definidas no art. 4º do Código Florestal;
2. as declaradas pelo Chefe do Poder Executivo (Art. 6º do Código Florestal). As principais Áreas de Preservação Permanente, definidas pelo Código Florestal em seu art. 4º, e que interessa diretamente ao proprietário rural, são as que se localizam nos seguintes pontos: 1. ao longo dos rios ou de qualquer curso d’água – entre 30 e 500 metros; 2. ao redor das lagoas ou reservatórios d’água naturais ou artificiais – entre 30 e 100 metros;
3. ao redor das nascentes, ainda que intermitentes e nos olhos d’água – 50 metros;
4. no topo dos morros, montes ou montanhas – terço superior;
5. nas encostas ou parte destas – acima de 45 graus de inclinação;
6. nas veredas – 50 metros do espaço brejoso.
As Áreas de Preservação Permanente, declaradas pelo poder público, são as florestas e demais formas de vegetação natural destinadas a:
1. conter a erosão do solo e mitigar riscos de enchentes e deslizamentos de terra e de rocha;
2. proteger as restingas ou veredas;
3. proteger várzeas;
4. abrigar exemplares da fauna ou da flora ameaçados de extinção; 5. proteger sítios de excepcional beleza ou de valor científico, cultural ou histórico;
6. formar faixas de proteção ao longo de rodovias e ferrovias;
7. assegurar condições de bem-estar público;
8. auxiliar a defesa do território nacional, a critério das autoridades militares;
9. proteger áreas úmidas, especialmente as de importância internacional.
Voltar
Uso ou intervenção em APP
A utilização das Áreas de Preservação Permanente dependerá sempre de
prévia e especial autorização do órgão ambiental e sua exploração ou
intervenção, quando não autorizada, constitui crime ambiental. As multas
são muito altas e o infrator fica sujeito a inquérito policial e até a
uma condenação criminal.
Código Florestal (Lei 12.651/2012) :
Art. 8o A intervenção ou a supressão de vegetação nativa em Área de Preservação Permanente somente ocorrerá nas hipóteses de utilidade pública, de interesse social ou de baixo impacto ambiental previstas nesta Lei.
§ 1o A supressão de vegetação nativa protetora de nascentes, dunas e restingas somente poderá ser autorizada em caso de utilidade pública.
Art. 9o É permitido o acesso de pessoas e animais às Áreas de Preservação Permanente para obtenção de água e para realização de atividades de baixo impacto ambiental*.
(a definição de atividades eventuais ou de baixo impacto ambiental está no Art. 3º)
Código Florestal (Lei 12.651/2012) :
Art. 8o A intervenção ou a supressão de vegetação nativa em Área de Preservação Permanente somente ocorrerá nas hipóteses de utilidade pública, de interesse social ou de baixo impacto ambiental previstas nesta Lei.
§ 1o A supressão de vegetação nativa protetora de nascentes, dunas e restingas somente poderá ser autorizada em caso de utilidade pública.
Art. 9o É permitido o acesso de pessoas e animais às Áreas de Preservação Permanente para obtenção de água e para realização de atividades de baixo impacto ambiental*.
(a definição de atividades eventuais ou de baixo impacto ambiental está no Art. 3º)
Áreas de uso consolidado em APP – disposições transitórias do Código Florestal
Há vários usos em APP consolidados, que até então não haviam sido
reconhecidos ou regularizados. O Novo Código Florestal permite a
regularização dessas áreas, desde que sejam cumpridas certas condições e
utilizadas práticas conservacionistas do solo e da água, e ainda desde
que não sejam feitos novos desmates. Em lugar de ter que recuperar a
totalidade da APP em faixa de largura entre 30 e 500 metros nas margens
de rios, por exemplo, a lei trouxe disposições transitórias. Foram
estabelecidos critérios para a recomposição de APP, considerando o
tamanho da propriedade em módulos fiscais, a largura do rio, no caso
desse exemplo, e em alguns casos estabelecendo porcentagem máxima de
recomposição em relação ao tamanho da propriedade.
Esses critérios estão no Resumo do Código Florestal.
VoltarEsses critérios estão no Resumo do Código Florestal.
Lei 9.605 / 98 (Lei dos Crimes Ambientais) e outras leis
Qualquer intervenção em Áreas de Preservação Permanente, sem a devida
autorização do órgão competente, é crime ambiental. As multas são muito
altas e o infrator fica sujeito a inquérito policial e até a uma
condenação criminal, com detenção de 1 a 3 anos.
Lei Federal nº 9.605 / 98 (Lei dos Crimes Ambientais)
Lei Federal 12.651 / 12 (Novo Código Florestal)
Lei Estadual nº 14.309 / 02 (Dispõe sobre políticas florestal e de proteção à biodiversidade)
Decreto Estadual nº 43.710 / 04 Voltar
Como evitar o brega nos canteiros da calçada
Marcelo Marthe mostra alternativas dignas para driblar
a falta de criatividade na escolha de bordaduras,
plantas usadas para contornar muros e sarjetas.
quinta-feira, 22 de março de 2018
Flores comestíveis viram tendência em restaurantes
Rosa, crisântemo, capuchinha – até flores de orquídea podem ir parar no seu prato. A moda das flores comestíveis vem ganhando cada vez mais restaurantes, segundo mostra nossa jardineira Carol Costa.
Conheça as espécies mais usadas nesta divertida degustação na TV. Para mais dicas sobre jardinagem e paisagismo, entre no Minhas Plantas (http://www.minhasplantas.com.br).
terça-feira, 20 de março de 2018
Manual técnico de Arborização Urbana
A arborização urbana traz diversos beneficios
tanto para os moradores quanto para o meio
ambiente. Essa integração dos meios urbano e
ambiental tendem a trazer melhores condições
de vida aos moradores, proporcionando bem
estar psicológico e conforto, além de garantir
melhorias climáticas para o meio urbano, como
sensação térmica mais agradavel, isto ocorre
devido a filtragem do ar que é feito pelas
plantas.
segunda-feira, 19 de março de 2018
domingo, 18 de março de 2018
sexta-feira, 16 de março de 2018
Plantas Alimentícias Não-Convencionais (PANC's) na UniPermacultura
Algumas das nossas PANCs que estão disponíveis para a alimentação dos
alunos dos nossos cursos e participantes das vivências oferecidas.
Entre em contato para saber como se tornar um aluno da UniPermacultura
ou fazer uma visita: contato@unipermacultura.com.br
http://www.unipermacultura.com.br
alunos dos nossos cursos e participantes das vivências oferecidas.
Entre em contato para saber como se tornar um aluno da UniPermacultura
ou fazer uma visita: contato@unipermacultura.com.br
http://www.unipermacultura.com.br
quinta-feira, 15 de março de 2018
Os 10 Benefícios do Maracujá para a Saúde
O Maracujá é uma fruta altamente nutritiva É amplamente disponível na América do Sul e agora amplamente disponíveis em todo o mundo. Ele tem uma alta variedade em cores. Roxo e maracujá-amarelo são na sua maioria os mais disponíveis. Ele contém uma quantidades elevadas de nutrientes que prova porque é tão benéfico para a saúde.
O Maracujá contém uma grande quantidade de antioxidantes que protegem contra o cancro, envelhecimento e inflamação. Ele contém uma grande quantidade de fibra, que é eficaz para melhorar a digestão. Junto com estes beneficio ainda proteger contra muitas outras doenças.
Benefícios do maracujá para evitar o Câncer: Maracujá contém uma grande quantidades de vitamina C. cerca de 50% do valor diária. antioxidantes têm sido comprovada que proteger contra os radicais livres. que são produzidos devido ao aumento da poluição do estresse oxidativo. Com Estresse oxidativo alta, irá aumenta a produção de radicais livres no corpo na que eles danificam o DNA de células normais e transforma-lo em uma célula cancerosa. os antioxidantes têm sido comprovado que neutralizam os radicais livres e proteger contra o câncer. Maracujá contém Vitamina A e flavonóides que são eficazes em proteger contra o câncer de boca e Câncer de pulmão.
Benefícios do maracujá para Pressão arterial: Maracujá é altamente eficaz em evitar uma pressão arterial elevada. Ele contém 348 mg de potássio, que é de 7% do RDA. Com isso equilibra os Nível de sódio no corpo com o potássio. Altos níveis de sódio no corpo aumentam o risco de pressão alta e outras doenças como ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral .
Benefícios do maracujá para Cólon: Maracujá contém fibra solúvel, elas limpam toxinas armazenadas no cólon. Estas toxinas são responsáveis pelo câncer de cólon. 100 g de maracujá fornece 27% das fibras exigida pelo organismo por dia. Então isso prova ser o melhor alimento para limpar o cólon.
Links úteis::
Benefícios do maracujá para os olhos: Devido as alterações no estilo de vida, os problema na visão estão crescendo dia a dia. A perda da visão é geralmente devido à falta de nutrição nos alimentos. Mas a perda da visão pode ser revertida através da inclusão de alimentos saudáveis na dieta. O Maracujá é dos alimentos mais saudáveis é benéfico para a saúde dos olhos. Ele contém uma grande quantidade de antioxidante, Vitamina A,Vitamina C e flavonóides. Estes nutrientes protegem os olhos dos danos causados pelos radicais livres. Portanto, é benéfico para proteger os olhos da perda de visão e melhorar a qualidade da visão.
Benefícios do maracujá no Aumento da produção de sangue: Maracujá contém quantidades elevadas de ferro , que é 20% do valor da diária necessária. Junto com Ferro, o Maracujá ainda é uma rica fonte de vitamina C. A vitamina C aumenta a capacidade de absorção de ferro. Por isso, impede a perda de ferro e de aumentar a produção de sangue.
Benefícios do maracujá na Melhora da digestão: Frutas contém grandes quantidades de fibras solúveis, que melhora a digestão. Também melhoram a capacidade de absorção dos nutrientes para o corpo.
Benefícios do maracujá para Imunidade: A vitamina C é altamente eficaz para aumentar a imunidade. Ela aumenta a imunidade para proteger da doença comum, como gripe, resfriado e infecções.
Saúde Cardiovascular: Maracujá contém alto teor de fibras que reduz o nível de colesterol no sangue. Ele aumenta o HDL (colesterol bom) e diminuir o LDL (mau colesterol). Assim, impede o bloqueio do fluxo de sangue para o coração. Também grande quantidade de antioxidantes protegem as artérias dos radicais livres. Assim, prova que e altamente benéfico para o sistema cardiovascular.
Melhorar a qualidade do sono: O maracujá relaxa o sistema nervoso e induz o sono.
Benefícios do maracujá para Asma: Maracujá é altamente eficaz para reduzir Os Sintomas da Asma.
Melhorar a qualidade do sono: O maracujá relaxa o sistema nervoso e induz o sono.
Benefícios do maracujá para Asma: Maracujá é altamente eficaz para reduzir Os Sintomas da Asma.
segunda-feira, 12 de março de 2018
sexta-feira, 9 de março de 2018
Como Fazer Mudas e Cultivar o Goji Berry Desde a Semente
Aprenda
a plantar desde a semente e cultivar em cada etapa do Goji Berry – a
fruta que espanta a todos com suas propriedades como minerais, vitamina
C, aminoácidos, betacaroteno e outras propriedade muito importante para
nosso organismo. Vamos ao passo a passo e aprender a cultivar essa
maravilha da natureza.
Preparando a Terra Para Plantar o Goji Berry:
Separe
uma porção de terra e junte com o adubo orgânico. O mais fácil na
maioria das regiões e que pode ser usado é o estrumes de gado, porém se
você encontrar na sua região o esterco de coelho é o ideal pois a planta
se dá muito bem com esse tipo de adubo.
Seja
o esterco de coelho ou o de gado misture bem com a terra preta de
maneira que toda a mistura fique bem fofinha. Vá até uma loja de
mercadorias tipo R$ 1,99 onde você encontrará uns vasos de plástico do
tamanho semelhante de 5 ou 10 litros (prefira os maiores pois a raíz do
Goji cresce bem) para receber a terra preparada. Com uma furadeira faça
vários furos no fundo do vaso pois servirão para a água não empossar
dentro do recipiente.
Com o vaso cheio da terra preparada
deixe-a por 03 dias antes do plantio sempre aguando umas 03 vezes por
dia para que o processo de fermentação provocada pelo esterco aconteça
naturalmente. Não plante antes desse período para não danificar a
semente, pois é nesse período que a terra e o esterco se integram
mantendo a terra viva para que transmita ingredientes necessários para
os bagos ou sementes do Goji Barry.
Preparando a Semente do Goji Berry:
Ao
comprar o Goji Barry (fruta fresca) em casas de produtos naturais deixe
uma porção dentro de um recipiente com água mineral passar da noite
para o dia. No dia seguinte, pegue com uma colher uma unidade do Goji e
com uma espátula corte-a ao meio com muito cuidado para não ferir as
sementes dentro da fruta e também com o mesmo cuidado para não cortar a
mão. Isso deve ser feito por pessoa adulta pois a espátula tem um corte
muito fácil.
A semente pode ser extraída da fruta desidratada
também(vou tentar assim). Quando a planta tiver com 02 anos você
poderá usar também o método de estaca para plantar que é bem aceitável
pela planta.
Voltando
ao vazo com a terra preparada, faça alguns furos com o dedo em espaços
mais ou menos de 5 centímetros e coloque as sementes dentro fechando os
buracos com o dedo mesmo e depois coloque mais uma fina camada da mesma
terra que fora preparada com esterco.
Como aguar o Goji Berry:
Após
terminar o processo de colocar as sementes, pegue um esborrifador tipo
aquele que cabeleireiros usam e esborrifa água mineral por cima
umedecendo a última camada de terra que foi colocada. Observe que o Goji
Berry é uma planta do Tibete onde predomina o sol, por isso ela não
gosta muito de água, porém mesmo sendo uma planta do sol mantenha fora
do sol, pois somente o calor será suficiente para seus crescimento. A
frequência para aguar a planta é a observação da terra do vazo. Quando
ela estiver seca então poderá aguar novamente o que geralmente se dará
de 3 em 3 dias.
Processo de cultivo do Goji Berry:
Veja
bem, o vazo já plantado deverá estar em lugar onde a chuva nem o sol
atinja, pois ela não gosta de água. Logo você verá o recipiente todo
cheio de folhas e ao longo de três meses ela estará mais ou menos com 30
a 40 centímetros tamanho ideal para serem amarradas numa estaca de
bambu. É bom colocar duas estacas sendo uma em cada lateral traçando-as
com barbante para que a planta possa subir confortavelmente – faça isso
quando ela já estiver com uns dois meses. Com 2 meses de idade o Goji
poderá ser colocada ao sol gradativamente, ou seja, coloque ao sol na
parte da manhã e retire na parte da tarde até perceber sua adaptação.
Aos 5 meses ela já terá alguns galhos e já estarão prontas para serem
transportadas para o chão. Aos 2 anos de idade ela começará a frutificar
– boa sorte. Você poderá encontrar sementes e a fruta desidratada bem
como em capsula no endereço lista.mercadolivre.com.br/goji-berry
quinta-feira, 8 de março de 2018
O adubo ORGÂNICO que serve para QUALQUER planta
Com alguns ingredientes simples que você tem na geladeira, é possível preparar um adubo orgânico, natural e caseiro que serve para todas as plantas, de ornamentais a hortaliças. Essa é uma adaptação da receita de meio de cultura para orquídeas criada pelo professor Darly Machado de Campos (procure os livros dele em sebos, são todos excelentes!). Como nossa jardineira Carol Costa explica, todos os ingredientes precisam ser orgânicos. Este é o último episódio da série feita em parceria com os pulverizadores Brudden: se você perdeu os outros episódios, acesse a playlist completa aqui: https://www.youtube.com/playlist?list...
Todos os pulverizadores usados no vídeo são da Brudden: http://www.brudden.com.br
Você encontra os produtos Brudden à venda nestes sites: www.rrmaquinas.com.br, www.americanas.com.br e shoppingruralcoopercitrus.com.br
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segunda-feira, 5 de março de 2018
ERVA-DE-PASSARINHO - Uma planta aproveitadora!
Há muitas maneiras de se viver. Essa é uma das belezas na natureza, não há uma regra que se imponha sobre os seres-vivos quando a questão é a sobrevivência. É exatamente isso que nos mostra nesse vídeo, o biólogo Vinícius Camargo Penteado, que nos convida a olharmos para a Erva-de-Passarinho, essa fantástica espécie vegetal, que encontrou um nicho ecológico inusitado.
Assistam essa produção do canal iBioMovies e descubra mais sobre essa planta e seu modo de vida!
Agradecimento especial à dona Nancy e ao sr. Roberto Kaneto pelo maravilhoso jardim!
Emater responde: Controle biológico do pulgão - Programa Rio Grande Rural
Quem é esse tal pulgão?
Existe cerca de 1,5 mil espécie de pulgões que atacam as mais diversas espécies de plantas cultivadas.
Os pulgões são pequenos insetos sugadores de seiva elaborada e que prejudicam as culturas não apenas pela sucção de seiva, mas pela inoculação de toxinas e transmissão de viroses, esta última sendo o dano mais sério.
Nas condições do Brasil os pulgões se reproduzem exclusivamente por partenogênese telítoca, na qual fêmeas produzem larvas fêmeas sem o concurso dos machos.
Certas espécies de pulgões como Aphis nerii são capazes de atacar plantas tóxicas como a espirradeira Nerium oleander e a erva invasora Asclepias curassavica. O organismo dessa espécie de pulgão tem a capacidade de seqüestrar esses princípios tóxicos e de usá-los como mecanismo de defesa contra os inimigos naturais. O pulgão Brevicoryne brassicae é capaz de desativar a toxina sinigrina presente nas crucíferas (couve, repolho, nabo, rabanete) das quais se alimenta.
Algumas espécies de pulgões se especializaram como formadores de galhas que podem se constituir a partir do enrolamento das folhas ou formação de tumores induzidos pelos hormônios de crescimento produzidos por esses insetos. É o caso da filoxera Daktulosphaira vitifoliae que provoca a formação de galhas em folhas e raízes da videira. As formas aladas da filoxera voam para as folhas da videira, onde depositam ovos. Desses nascem as larvas formadoras de galhas. Completando o desenvolvimento, a filoxera sai da galha e desce pelos ramos da planta até chegar às raízes, onde forma novas galhas em forma de nodosidades. Para o controle da filoxera é recomendado que se use porta-enxertos resistentes. Mesmo assim a filoxera consegue se estabelecer na videira enxertada, atacando somente a parte aérea suscetível. Todavia seus danos são menores que no caso do comprometimento das raízes. Embora protegidos no interior das galhas, os pulgões ainda são atacados pelos inimigos naturais especializados em perseguí-los dentro dessas estruturas.
É bastante conhecida a relação de mutualismo que os pulgões estabelecem com formigas: enquanto os primeiros fornecem substâncias açucaradas que secretam às formigas, estas os defendem contra a aproximação de seus inimigos naturais e os carregam para colonizarem novas plantas.
Na tabela (veja no final do texto como visualizar este artigo em PDF) encontram-se as principais viroses em plantas e as espécies de pulgões que as transmitem.
Os pulgões são capazes de desenvolver resistência contra pesticidas químicos como os organofosforados e carbamatos. As espécies mais estudadas com relação a esse aspecto são os pulgões Myzus persicae e Aphis gossypii. O desenvolvimento de resistência é facilitado pela aplicação repetida do mesmo agroquímico na cultura.
Como os pulgões possuem numerosas espécies de inimigos naturais representados pelos parasitóides e predadores, valeria a pena realizarem-se esforços para substituir o controle químico pelo biológico, viabilizando-se a criação massal e o fornecimento de inimigos naturais aos agricultores.
O controle biológico clássico de pulgões, que alcançou expressivo sucesso no Brasil é o dos pulgões do trigo pertencentes às espécies Metopolosiphium dirhodum (pulgão da folha), Sitobium avenae (pulgão da espiga e da folha), Schyzaphis graminum (pulgão da espiga e da folha), Rhopallosiphum padi (pulgão da folha e da bainha) e R. rufioabdominale (pulgão da raiz). Para o controle biológico dos mesmos foram introduzidas 12 espécies de parasitóides trazidos da Europa e da Ásia, dos quais apresentaram melhor sucesso quanto ao estabelecimento Aphidius colemani, A. ropalosiphi, A. uzbekistanus, A. ervi, Diaeretiella rapae, Praon volucre e Ephedius plagiator. Essas introduções foram necessárias pois as pragas do trigo (planta originária do Velho Mundo) foram introduzidas no Brasil desacompanhadas de seus inimigos naturais nativos.
O parasitóide Lysephlebus testaceipes foi introduzido com sucesso nos países do Mediterrâneo para controle dos pulgões dos citros Toxoptera spp.
O parasitismo é estabelecido quando a vespa fêmea deposita o ovo no interior do organismo do pulgão. A larva que eclode do ovo se desenvolve alimentando-se da hemolinfa e dos tecidos internos do hospedeiro. Finda a fase larval do parasitóide, o pulgão já está morto e transformado em múmia. A pupa do parasitóide se forma no interior da múmia e a vespa adulta emerge abrindo um orifício na parede da múmia. Pulgões novos, quando parasitados, morrem sem chegar à idade adulta; os que chegam a esse estágio produzem menor número de descendentes. Com o parasitismo ocorre degeneração dos ovários do pulgão, cessando a formação dos embriões. São predadores de pulgões coleópteros, dípteros, neurópteros, heterópteros, himenópteros e aranhas.
Existem mais de 5 mil espécies de coccinelídeos (insetos da família dos coleópteros) que são predadores de pulgões e são encontrados em quase todas as partes do mundo. Larvas jovens de pulgões são mais vulneráveis ao ataque de coccinelídeos.
Os neurópteros das famílias Chrysopidae e Hemerobiidae são encontrados também em quase todas as partes do mundo. Suas larvas são predadores ativos de pulgões, chegando a destruir 25 pulgões/dia. Um casal e seus descendentes são capazes de destruir 4 milhões de pulgões/ano. As larvas dos dípteros das famílias Syrphidae e Cecidomyiidae chegam a destruir mais de 500 pulgões durante esse estágio.
Maria Aico Watanabe
Embrapa Meio Ambiente
* Este artigo foi publicado na edição número 07 da revista Cultivar Hortaliças e Frutas, de abril/maio de 2001.
* Confira este artigo, com fotos e tabelas, em formato PDF. Basta clicar no link abaixo:
/arquivos/hf07_pulgao.pdf
Os pulgões são pequenos insetos sugadores de seiva elaborada e que prejudicam as culturas não apenas pela sucção de seiva, mas pela inoculação de toxinas e transmissão de viroses, esta última sendo o dano mais sério.
Nas condições do Brasil os pulgões se reproduzem exclusivamente por partenogênese telítoca, na qual fêmeas produzem larvas fêmeas sem o concurso dos machos.

Certas espécies de pulgões como Aphis nerii são capazes de atacar plantas tóxicas como a espirradeira Nerium oleander e a erva invasora Asclepias curassavica. O organismo dessa espécie de pulgão tem a capacidade de seqüestrar esses princípios tóxicos e de usá-los como mecanismo de defesa contra os inimigos naturais. O pulgão Brevicoryne brassicae é capaz de desativar a toxina sinigrina presente nas crucíferas (couve, repolho, nabo, rabanete) das quais se alimenta.
Algumas espécies de pulgões se especializaram como formadores de galhas que podem se constituir a partir do enrolamento das folhas ou formação de tumores induzidos pelos hormônios de crescimento produzidos por esses insetos. É o caso da filoxera Daktulosphaira vitifoliae que provoca a formação de galhas em folhas e raízes da videira. As formas aladas da filoxera voam para as folhas da videira, onde depositam ovos. Desses nascem as larvas formadoras de galhas. Completando o desenvolvimento, a filoxera sai da galha e desce pelos ramos da planta até chegar às raízes, onde forma novas galhas em forma de nodosidades. Para o controle da filoxera é recomendado que se use porta-enxertos resistentes. Mesmo assim a filoxera consegue se estabelecer na videira enxertada, atacando somente a parte aérea suscetível. Todavia seus danos são menores que no caso do comprometimento das raízes. Embora protegidos no interior das galhas, os pulgões ainda são atacados pelos inimigos naturais especializados em perseguí-los dentro dessas estruturas.
É bastante conhecida a relação de mutualismo que os pulgões estabelecem com formigas: enquanto os primeiros fornecem substâncias açucaradas que secretam às formigas, estas os defendem contra a aproximação de seus inimigos naturais e os carregam para colonizarem novas plantas.
Na tabela (veja no final do texto como visualizar este artigo em PDF) encontram-se as principais viroses em plantas e as espécies de pulgões que as transmitem.
Os pulgões são capazes de desenvolver resistência contra pesticidas químicos como os organofosforados e carbamatos. As espécies mais estudadas com relação a esse aspecto são os pulgões Myzus persicae e Aphis gossypii. O desenvolvimento de resistência é facilitado pela aplicação repetida do mesmo agroquímico na cultura.
Como os pulgões possuem numerosas espécies de inimigos naturais representados pelos parasitóides e predadores, valeria a pena realizarem-se esforços para substituir o controle químico pelo biológico, viabilizando-se a criação massal e o fornecimento de inimigos naturais aos agricultores.
O controle biológico clássico de pulgões, que alcançou expressivo sucesso no Brasil é o dos pulgões do trigo pertencentes às espécies Metopolosiphium dirhodum (pulgão da folha), Sitobium avenae (pulgão da espiga e da folha), Schyzaphis graminum (pulgão da espiga e da folha), Rhopallosiphum padi (pulgão da folha e da bainha) e R. rufioabdominale (pulgão da raiz). Para o controle biológico dos mesmos foram introduzidas 12 espécies de parasitóides trazidos da Europa e da Ásia, dos quais apresentaram melhor sucesso quanto ao estabelecimento Aphidius colemani, A. ropalosiphi, A. uzbekistanus, A. ervi, Diaeretiella rapae, Praon volucre e Ephedius plagiator. Essas introduções foram necessárias pois as pragas do trigo (planta originária do Velho Mundo) foram introduzidas no Brasil desacompanhadas de seus inimigos naturais nativos.
O parasitóide Lysephlebus testaceipes foi introduzido com sucesso nos países do Mediterrâneo para controle dos pulgões dos citros Toxoptera spp.
O parasitismo é estabelecido quando a vespa fêmea deposita o ovo no interior do organismo do pulgão. A larva que eclode do ovo se desenvolve alimentando-se da hemolinfa e dos tecidos internos do hospedeiro. Finda a fase larval do parasitóide, o pulgão já está morto e transformado em múmia. A pupa do parasitóide se forma no interior da múmia e a vespa adulta emerge abrindo um orifício na parede da múmia. Pulgões novos, quando parasitados, morrem sem chegar à idade adulta; os que chegam a esse estágio produzem menor número de descendentes. Com o parasitismo ocorre degeneração dos ovários do pulgão, cessando a formação dos embriões. São predadores de pulgões coleópteros, dípteros, neurópteros, heterópteros, himenópteros e aranhas.
Existem mais de 5 mil espécies de coccinelídeos (insetos da família dos coleópteros) que são predadores de pulgões e são encontrados em quase todas as partes do mundo. Larvas jovens de pulgões são mais vulneráveis ao ataque de coccinelídeos.

Os neurópteros das famílias Chrysopidae e Hemerobiidae são encontrados também em quase todas as partes do mundo. Suas larvas são predadores ativos de pulgões, chegando a destruir 25 pulgões/dia. Um casal e seus descendentes são capazes de destruir 4 milhões de pulgões/ano. As larvas dos dípteros das famílias Syrphidae e Cecidomyiidae chegam a destruir mais de 500 pulgões durante esse estágio.
Maria Aico Watanabe
Embrapa Meio Ambiente
* Este artigo foi publicado na edição número 07 da revista Cultivar Hortaliças e Frutas, de abril/maio de 2001.
* Confira este artigo, com fotos e tabelas, em formato PDF. Basta clicar no link abaixo:
/arquivos/hf07_pulgao.pdf
sábado, 3 de março de 2018
Uso do Guandu na alimentação de aves
A criação de aves para a produção de carne do tipo caipira, no sistema semi-intensivo, é um dos segmentos da avicultura que tem se mostrado promissor.
A carne produzida apresenta sabor diferenciado, que agrada ao paladar de consumidores à procura de alimentos com maiores atributos de qualidade. No entanto, o desafio nesse tipo de criação é tornar a produção mais eficiente, ao diminuir os custos com a alimentação, sem perder as características dos produtos.
O aumento na demanda por fontes de proteína e o seu alto custo tem estimulado pesquisas que buscam novas alternativas para substituir as tradicionais fontes proteicas, principalmente a do farelo de soja.O feijão guandu [Cajanus cajan (L.) Millsp.] é uma dessas alternativas, pois apresenta boas quantidades de proteína bruta, que variam entre 22 e 27%. 2011). Além disso, é uma leguminosa resistente à seca, fator importante para sua cultura em regiões semiáridas.
Aquaponia passo a passo - Como montar
Criando peixes e hortaliças no mesmo espaço. A Embrapa mostra como montar um sistema de aquaponia por canaletas que pode ser utilizado com finalidade doméstica ou comercial.
A aquaponia permite a criação de peixe juntamente com hortaliças . Os dejetos dos peixes alimentam as plantas e por sua vez a água volta limpa para os tanques. Não há uso de agrotóxicos.
O pesquisador Paulo Carneiro, da Embrapa Tabuleiros Costeiros, mostra todos os detalhes de montagem.
Veja também, em material escrito, com muitos mais detalhes, a montagem e a operação de um sistema familiar de aquaponia, desenvolvido no Laboratório de Pesquisa em Aquaponia da Embrapa Tabuleiros Costeiros (LAPAq)
http://ainfo.cnptia.embrapa.br/digita...
A reportagem é da Patrícia Dantas. Imagem Weslen Cruz. Produção TV Aperipê, de Aracaju.
sexta-feira, 2 de março de 2018
Novo biofertilizante melhora qualidade do espinafre
Uso de químicos tende a reduzir na Europa
Os espinafres formam parte das dietas
saudáveis e os produtores mostram interesse por melhorar seu cultivo
dentro dos novos parâmetros que impõem a União Europeia, cujo objetivo é
substituir paulatinamente o uso de químicos por biofertilizantes.
Conscientes destas exigências, pesquisadores da Universidade de
Salamanca identificaram que a bactéria Rhizobium laguerrae melhora a
produção, a qualidade nutricional e o aspecto dos espinafres.
O grupo de pesquisa “Interações Planta-Microorganismo” do
Departamento de Micriobiologia e Genética da Universidade de Salamanca
identificou que essa bactéria melhora a produção, a qualidade
nutricional e o aspecto dos espinafres.
Os resultados foram publicados na revista Scientific Reports e abrem o
caminho para o desenvolvimento de novos biofertilizantes mais
respeitosos com o meio ambiente, neste caso, em um cultivo com grande
interesse comercial.
“Uma das nossas linhas de investigação é a busca de biofertilizantes
para cultivos hortícolas de alto valor agregado”, explica Raúl Rivas
Gonzáles, membro do grupo. “Os espinafres entram dentro das dietas
saudáveis e também existe um grande interesse dos produtores por dispor
de alternativas aos usos químicos convencionais porque assim marca a
legislação europeia”, acrescentar.
Entre os micro-organismos considerados seguros para a agricultura se
incluem as bactérias do gênero Rhizobium. Portanto, a equipe de pesquisa
desenvolveu projetos similares para outros cultivos. Desta vez, o
objetivo eram os espinafres. “Realizamos uma ampla triagem com cepas de
bactérias que poderiam dar um bom resultado e realizar provas in vitro
para comprovar que se integrará bem com a planta”, afirmou Gonzáles.
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