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sábado, 4 de janeiro de 2025
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021
Butiazeiro a Palmeira do Pampa, ameaçado de extinção, recebe atenção da Embrapa
Ameaçado de extinção, butiazeiro recebe atenção da Embrapa
09/09/2015 às 11:52 (atualizado em 10/09/2015 às 09:46)
AGRICULTURA ECOLÓGICA
Agroindústria: produtos derivados de frutas, como o butiá
Foto: Paulo Lanzetta Divulgação
Foto: Paulo Lanzetta Divulgação
Ameaçado de extinção, o butiazeiro, palmeira nativa que faz parte da história e da cultura gaúcha, é foco de estudos que vão garantir sua preservação e o cultivo em escala comercial. Acostumados ao uso do butiá exclusivamente para curtir em cachaça, muitos não imaginam que existam outros usos para a fruta. E é essa falta de aplicação comercial que levou à redução do número de exemplares.
Além disso, os butiazais têm sofrido com a expansão das áreas urbanas e com atividades agrícolas. Para reverter esse quadro, a Embrapa está mapeamento as plantas remanescentes. A atividade visa à preservação e ao aumento do conhecimento sobre o butiá, de modo a conservar a palmeira, promover seu uso e desenvolver técnicas que permitam o cultivo em escala comercial.
Os cientistas também coletaram amostras de plantas para compor o Banco Ativo de Germoplasma de Frutas Nativas e promoveram resgate de conhecimento dos agricultores associados ao butiá.
No lugar - A pesquisadora Rosa Lia Barbieri, da Embrapa Clima Temperado, coordenadora da equipe de pesquisa, diz que o objetivo é promover a conservação in situ (localmente) e o uso sustentável de butiazais, em colaboração com o setor privado, fornecendo subsídios para políticas públicas e planos de desenvolvimento local e regional relacionados ao uso sustentável da biodiversidade.
O avanço da agricultura e a falta de interesse pelas frutas nativas, até há pouco tempo, foram os principais motivos da diminuição do número dessas palmeiras em seu habitat. Essa ameaça à biodiversidade pelo avanço das monoculturas foi denunciada pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura.
Os cientistas também coletaram amostras de plantas para compor o Banco Ativo de Germoplasma de Frutas Nativas e promoveram resgate de conhecimento dos agricultores associados ao butiá.
No lugar - A pesquisadora Rosa Lia Barbieri, da Embrapa Clima Temperado, coordenadora da equipe de pesquisa, diz que o objetivo é promover a conservação in situ (localmente) e o uso sustentável de butiazais, em colaboração com o setor privado, fornecendo subsídios para políticas públicas e planos de desenvolvimento local e regional relacionados ao uso sustentável da biodiversidade.
O avanço da agricultura e a falta de interesse pelas frutas nativas, até há pouco tempo, foram os principais motivos da diminuição do número dessas palmeiras em seu habitat. Essa ameaça à biodiversidade pelo avanço das monoculturas foi denunciada pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura.
Plantas adultas
A Embrapa, ao longo de dez anos, coordena um conjunto de ações para gerar informações e valorizar a biodiversidade associada aos ecossistemas de butiazais. Entre elas está o mapeamento da densidade populacional de palmares de Butia odorata, que teve início em 2010, na Fazenda São Miguel (leia abaixo).
“O resultado do mapeamento de densidade populacional dos butiazais permitiu identificar 70 mil indivíduos de butiá adulto, com áreas de alta densidade, 270 indivíduos/ha, e áreas de baixa densidade, com 12 a 20 indivíduos/ha, em uma área de 649,38 ha, fornecendo subsídios para o manejo conservativo”, sugere a analista da Embrapa Fábia Amorim.
Integração

Integração
A Embrapa integra o butiazal com a pecuária de corte. “Essa é uma maneira racional de associar a conservação da biodiversidade com a produção pecuária em larga escala”, observa o pesquisador da Embrapa Enio Sosinski. Houve aumento de quase uma planta por m2, o que equivale a dizer que, em um hectare, ocorreu crescimento de 7.000 plantas.
Rosa Barbieri explica que os butiazeiros demoram para produzir os primeiros cachos, porém vale o investimento. “Se você plantar um butiazeiro hoje, seus filhos, netos, bisnetos e até tataranetos poderão usufruir dos frutos dessa palmeira”, comenta.
Rosa Barbieri explica que os butiazeiros demoram para produzir os primeiros cachos, porém vale o investimento. “Se você plantar um butiazeiro hoje, seus filhos, netos, bisnetos e até tataranetos poderão usufruir dos frutos dessa palmeira”, comenta.
Redação Jornal Correio Riograndense
segunda-feira, 6 de janeiro de 2020
A IMPORTÂNCIA DAS PODAS NAS ÁRVORES FRUTÍFERAS
Boa semana!
alexandre
As podas fazem parte de um conceito mais amplo, que é o de conservação da vegetação, seja ela nativa, ornamental ou de grandes áreas cultivadas comercialmente para a produção de alimentos.
Elas podem ser executadas tendo em vista uma variedade distinta de objetivos, todos eles direcionados ao melhor desempenho possível que podemos obter de uma planta.
De uma maneira geral, podemos dizer que as podas são executadas para que façamos certas correções no desenvolvimento das plantas, de acordo com as necessidades de luz, adubação e irrigação, ou seja, para mantermos a planta saudável e com um desempenho adequado às suas características. É um importante recurso utilizado para obtermos resultados concretos na produção de muitos tipos de plantas e árvores. Desta maneira, torna-se uma técnica economicamente muito importante para agricultores, pois pode representar aumento na produtividade e maiores lucros.

Existem três tipos básicos de podas, que são executadas de acordo com a planta e o objetivo do
cultivo. São elas a poda de produção, a poda de limpeza e a poda de formação.
A poda de produção, como o nome já explica, visa aumentar a produção e a produtividade de uma planta. É amplamente utilizada no cultivo comercial de frutíferas, por exemplo. Para que este tipo de poda surta os melhores efeitos, o agricultor deverá conhecer muito bem o processo vegetativo das plantas, sob o risco de diminuir a produtividade, ao invés de aumentá-la.
A poda de produção, como o nome já explica, visa aumentar a produção e a produtividade de uma planta. É amplamente utilizada no cultivo comercial de frutíferas, por exemplo. Para que este tipo de poda surta os melhores efeitos, o agricultor deverá conhecer muito bem o processo vegetativo das plantas, sob o risco de diminuir a produtividade, ao invés de aumentá-la.
A poda de limpeza é a mais conhecida, utilizada não só em grandes plantações mas, também, em jardinagem caseira. Esta modalidade visa eliminar galhos ou ramos mortos, secos, ou que apresentem má formação. Isto faz com que a energia vital da planta não seja "desperdiçada" com estes ramos ou galhos problemáticos, ajudando no melhor desenvolvimento do vegetal.
Por último, existe a poda de formação que é feita no início da vida do vegetal, quando este atinge um certo tamanho e precise sofrer uma correção no rumo de seu desenvolvimento. Este procedimento faz com que as plantas cresçam mais fortes, com boa formação de arbustos, frutificações, etc. e principalmente, alcancem o máximo de sua produtividade através de uma condição bastante saudável.
Por último, existe a poda de formação que é feita no início da vida do vegetal, quando este atinge um certo tamanho e precise sofrer uma correção no rumo de seu desenvolvimento. Este procedimento faz com que as plantas cresçam mais fortes, com boa formação de arbustos, frutificações, etc. e principalmente, alcancem o máximo de sua produtividade através de uma condição bastante saudável.
As podas devem ser feitas com ferramentas adequadas, para cada tipo de planta ou cultura. Não devem ser feitos cortes irregulares e, para isso, os instrumentos utilizados devem ser bem cortantes e afiados. Como as podas são feitas desde pequenos vegetais até grandes árvores, as ferramentas utilizadas podem e devem ser completamente diferentes, variando desde um pequeno alicate especial para poda até uma motosserra, utilizada para a execução de podas em grandes árvores.
Como toda poda é uma "mutilação", mesmo que benéfica, em certos casos é interessante que se utilize algum produto especial, no local do corte, para que haja uma cicatrização mais rápida e eficiente. Esses produtos são facilmente encontrados no comércio especializado.
Por último, é importante ressaltar que em plantações comerciais nas quais os procedimentos de poda geram uma grande quantidade de resíduos (os ramos podados), estes devem ser tratados e utilizados de maneira racional e ecologicamente correta. Não devemos proceder queimadas, em hipótese alguma. Além disso, estes resíduos podem ser aproveitados para a geração de energia, através da produção de biomassa e há, também, a alternativa de uso na produção de composto orgânico.
Fonte: Redação RuralNews
Mais sobre poda nos sites:
http://www.adjorisc.com.br/jornais/folhadooeste/impressa/agronegocios/poda-em-arvores-frutiferas-propicia-beneficios-a-planta-1.317958
http://redeagroecologia.cnptia.embrapa.br/boletins/frutiferas/poda%20de%20frutiferas.pdf
segunda-feira, 2 de dezembro de 2019
Dicas bacanas para evitar a erosão
Hoje é dia de dicas bacanas – e de lidar com o risco de erosão em terrenos que sofreram cortes

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Amendoim forrageiro |
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Amendoim forrageiro |
Bem, o jeito certo de fazer é o seguinte: deve-se medir a altura
máxima do barranco, dividir esta altura em 4 e marcar as linhas onde
deverão ser feitos vários degraus neste barranco. Com enxada mesmo é
possível fazer isso. A largura do degrau deve ser de uns 40 centímetros.
O grande segredo é que a plataforma de cada degrau deve ser inclinada
para dentro do barranco. Isso porque quando a água desce morro abaixo e
cai no degrau, em vez de escorrer pro próximo degrau (formando uma
cachoeira na escada), ela fica represada no degrau e sua infiltração na
terra fica facilitada. Ou seja, mais água escorre para o fundo da terra,
o que ajuda a encher o lençol freático e facilita a conservação da água
e o surgimento de nascentes. Essa inclinação também serve para diminuir
a velocidade da água – água que corre veloz carrega mais terra e ajuda
no processo da erosão.
Feitos os degraus, agora é hora de plantar. Guaraci Diniz recomendou
semear, em linhas, aveia preta e amendoim forrageiro. Uma linha de aveia
preta e na linha seguinte, a 20 cm de distância uma da outra, o
amendoim forrageiro. A aveia preta cresce rápido, vai enraizar, cobrir o
barranco e protegê-lo rapidamente enquanto o amendoim forrageiro, de
crescimento mais lento, porém perene, trata de se espalhar sobre a
superfície. O amendoim forrageiro é inclusive ornamental. Dá umas
florzinhas amarelas lindas. Quando o barranco estiver lindo, já
“reflorestado”, mando outra foto para vocês verem a diferença. Se
tiverem alguma dúvida e quiserem fazer o mesmo, é só entrar em contato
com a gente, no Portal Orgânico.
sábado, 5 de outubro de 2019
Bananeira orgânica é bom negócio para pequeno produtor
Se existe uma cultura fácil de ser adaptada ao sistema orgânico de
produção é a bananeira. "Cerca de dois terços de toda a fitomassa da
bananeira retorna para o solo, ou seja, ela restitui quase 70% do que
produz", afirma Ana Lúcia Borges, pesquisadora da Embrapa Mandioca e
Fruticultura (BA) e representante da Empresa na Comissão de Produção
Orgânica da Bahia, fórum composto por membros de entidades
governamentais e não governamentais.
No
Brasil, estima-se que apenas 0,5% da área colhida de banana esteja sob
monocultivo orgânico, ou seja, em torno de 2.400 hectares. De acordo com
dados de 2014 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE), dentre todas as frutas produzidas no Brasil, a banana ocupa o
segundo lugar em área colhida (aproximadamente 485 mil hectares),
produção (cerca de 6,9 milhões de toneladas) e consumo aparente por
habitante (30 kg/ano).
Para ser considerado
orgânico, o produtor deve usar técnicas ambientalmente sustentáveis e
não pode utilizar agrotóxicos nem adubos químicos solúveis, que devem
ser aplicados rigorosamente de acordo com as instruções para que não
haja excesso em relação à capacidade de absorção das plantas e, a longo
prazo, não tragam danos ao ecossistema.
Para
ser regularizado, existem três opções: certificação por um Organismo da
Avaliação da Conformidade Orgânica (OAC) credenciado pelo Ministério da
Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), organização em grupo ou
cadastramento no Mapa para realizar a venda direta sem certificação.
Além disso, pode seguir o sistema orgânico de produção para a cultura da
banana, organizado pela Embrapa, que está na segunda edição. A
publicação reúne informações técnicas sobre estabelecimento da cultura,
preparo da área, seleção de variedades e mudas, práticas culturais,
manejos de doenças, nematoides, insetos e ácaros, além dos manejos na
colheita e pós-colheita, com base nos regulamentos aprovados para a
produção orgânica.
Mercado
Por ter princípios bem definidos pelas certificadoras, o mercado de
banana orgânica diferencia-se do convencional devido às peculiaridades
dos processos ‘antes da porteira' e ‘depois da porteira'. "Os cuidados
nas fases de comercialização são maiores e, por isso, o percentual de
perda do produto é menor que os cerca de 40% encontrados para as bananas
convencionais, embora não haja estudos com dados percentuais mais
próximos da realidade", declara a pesquisadora Áurea Albuquerque,
doutora em Economia Agrícola.

Segundo a pesquisadora, a exportação de banana orgânica brasileira vem
crescendo nos últimos anos. O destaque fica para produtos processados,
como a banana passa proveniente do Projeto Jaíba, em Minas Gerais, e
exportada, principalmente para a União Europeia e os Estados Unidos.
"Além das exigências que os agricultores devem atender para exportação,
somam-se os requisitos para certificação orgânica, institucionalizados
por órgãos internacionais, o que confere garantia adequada ao
produto".
Para o consumidor, a certificação é
a garantia da procedência e da qualidade orgânica de um alimento
natural ou processado. Para o produtor certificado, agregação de valor
ao seu produto é um diferencial de mercado que estabelece uma relação de
confiança com o consumidor. Além disso, por não utilizar agrotóxicos, a
saúde dos próprios agricultores é preservada.
Nutrientes
O ideal é que o produtor aproveite resíduos da sua propriedade
(fitomassa da bananeira e outras culturas), para reduzir custos com
transporte, e utilize coberturas vegetais apropriadas para o ecossistema
da região. "A agricultura orgânica é mais adequada e viável ao pequeno
agricultor porque ele pode usar tudo da sua área. Se ele tem um animal,
até mesmo uma galinha, pode usar o esterco, fazer o composto e colocar
na bananeira", exemplifica a pesquisadora. Outros resíduos que podem ser
usados no composto são bagaço de laranja ou de cana-de-açúcar, cinzas
de madeira, polpa de sisal, raspa de mandioca, torta de algodão, cacau
ou mamona. Também existem no mercado produtos certificados.
O composto orgânico demora cerca de três meses para liberar os
nutrientes. "No sistema orgânico o fruto realmente cresce menos. Como o
nutriente não está prontamente disponível, a liberação é lenta, mas
observamos que isso tem uma vantagem. O fruto cresce devagar, concentra o
brix [a doçura], fica com tamanho adequado, em torno de 90 a 100g, e
mais saboroso. Para o consumidor, isso pode ser importante", informa.
"Particularmente, a bananeira é uma planta muito fácil de produzir de
forma orgânica porque anualmente não é necessário colocar tanto adubo já
que ela restitui ao solo dois terços da sua fitomassa. Da bananeira, só
saem os frutos. Então, tem que se repor os nutrientes que saíram com o
cacho. Tudo volta, até o engaço [estrutura que segura os frutos]'.
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crotalária |
Conservação do solo
Uma preocupação constante do produtor orgânico precisa ser com a
conservação do solo, que deve ser mantido sempre coberto. Por isso, na
fase de formação do bananal é recomendável o plantio de leguminosas e
não leguminosas nas entrelinhas do bananal. "As plantas utilizadas como
adubo verde devem ter crescimento inicial rápido, para abafar as plantas
espontâneas e produzir grande quantidade de massa verde", explica José
Egídio Flori, pesquisador da Embrapa Semiárido (PE). Ao serem cortadas,
as plantas de cobertura devem ser deixadas sobre a terra. Esse material
orgânico se decompõe, liberando nitrogênio – principalmente as
leguminosas – e outros nutrientes.
Nos experimentos em área de produtor, as leguminosas que trouxeram melhor resultado foram feijão-de-porco (Canavalia ensiformis), crotalária (Crotalaria juncea), guandu ou feijão-de-corda (Cajanus cajan) e cudzu tropical (Pueraria phaseoloides). Perene e tolerante à sombra, o amendoim forrageiro (Arachis pintoi)
deve ser usado apenas em regiões de boa pluviosidade ou em bananais
irrigados. "O produtor pode consorciar a bananeira com uma cultura que
ele pode vender também e ter uma renda a mais, como o guandu", salienta
Ana Lúcia.
Pragas e doenças
De acordo com a Instrução Normativa 17 do Mapa, nos sistemas orgânicos,
deve-se priorizar a utilização de material adaptado às condições locais
e tolerantes a pragas e doenças. "O grande problema do sistema orgânico
é a mão de obra. No sistema convencional, o monitoramento é feito para
avaliar se precisa fazer o controle. No orgânico, tem que ser o tempo
todo. Quando aparecer uma praga, o produtor tem que retirar antes que se
alastre. A vistoria precisa ser constante", alerta Ana Lúcia. Por isso,
a melhor alternativa para o controle é a utilização de estratégias de
manejo integrado de pragas (MIP).
"Não existem
variedades de bananeira desenvolvidas especificamente para plantio em
sistemas orgânicos de produção, mas as variedades utilizadas para o
sistema convencional vêm sendo cultivadas com sucesso, adotando-se as
práticas recomendadas para o sistema orgânico. A Embrapa tem uma série
de variedades resistentes, que permitem o cultivo sem a utilização de
agrotóxicos", esclarece. Para verificar o comportamento de oito
variedades de bananeira no sistema orgânico, dois experimentos foram
implantados em locais com condições e climas distintos: no Perímetro
Irrigado Pedra Branca, localizado nos municípios de Curaçá e Abaré (BA),
e outro na Unidade de Pesquisa de Produção Orgânica (UPPO), na área da
Embrapa Mandioca e Fruticultura, em Cruz das Almas (BA). As variedades
foram Prata Anã, Pacovan, BRS Platina, BRS Princesa, BRS Japira, BRS
Preciosa, BRS Vitória e Galil-18. No primeiro ciclo, destacaram-se, no
ecossistema Semiárido, a bananeira BRS Preciosa e, no ecossistema Mata
Atlântica, a BRS Platina. No segundo ciclo, destacou-se a BRS Princesa
no Semiárido e a ‘Galil 18' na Mata Atlântica.
"A resistência a doenças importantes e a rusticidade, em especial, das
variedades BRS Platina e BRS Princesa facilitam a adoção e o cultivo em
áreas onde o uso de tecnologia ainda é incipiente", confirma o
pesquisador Edson Perito Amorim, líder do Programa de Melhoramento
Genético de Bananas e Plátanos da Embrapa.
Em
Pedra Branca, além do experimento de competição de variedades de
bananeira na área do produtor João Conceição, foi conduzida, de 2010 a
2013, uma área com a cultivar Pacovan orgânica, cujo acompanhamento foi
feito por técnicos da assistência técnica Projetec, contratada pela
Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba
(Codevasf). "Na área de Pacovan obtivemos bom resultado de produção, que
foi em média de 23 t/ha. O desempenho de produção e qualidade dos
frutos da bananeira orgânica foi bom", completa José Egídio Flori.
O agricultor João Conceição, que já cultivava hortaliças orgânicas,
teve bons resultados com a banana orgânica. "A produtividade foi muito
boa. Eu segui todas as recomendações do pessoal da Embrapa e da
assistência técnica porque acho que o produtor não pode fazer as coisas
só da cabeça dele. Fiz até análise do solo. Só não pude ganhar mais
porque não sou certificado e precisei vender as bananas para o
atravessador junto com as convencionais", salienta.
Léa Cunha (MTb 1633/BA)
Embrapa Mandioca e Fruticultura
mandioca-e-fruticultura.imprensa@embrapa.br
Telefone: (75) 3312-8076
Embrapa Mandioca e Fruticultura
mandioca-e-fruticultura.imprensa@embrapa.br
Telefone: (75) 3312-8076
quarta-feira, 3 de abril de 2019
A poda da Jabuticabeira - aproveite o inverno
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no verão antes da poda |
O melhor período para fazer a poda da jaboticabeira é no inverno antes da floração.
Como instrumentos podem ser utilizados tesoura de poda, tesourão e serrote de poda. O importante é que a árvore não seja danificada,lascada. Também pode ser utilizada uma serra elétrica que auxilia no rendimento do trabalho.
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no verão antes da poda |
A poda é muito útil para indivíduos muito sombreados e varia de planta para planta porque depende do crescimento da árvore.
Os cortes auxiliam no controle de pragas e doenças, como a ferrugem da jabuticaba. A pode pode ser feita uma vez ao ano, com a retirada de até 30% da copa da árvore. Mais que isso pode trazer prejuízos à planta.
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inverno após a poda |
Os ramos retirados pode ser aproveitados como lenha (parte mais grossa) e como adubo (parte mais fina repicada). No caso da jabuticabeira, pode ser dispensado o uso de fungicida nos cortes.
Fonte: poda de frutíferas - EMBRAPA
sábado, 9 de março de 2019
Pomar de caqui com cobertura de amendoim forrageiro
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Pomar de caqui com cobertura de amendoim forrageiro |
Emater-Rio estimula a produção de caqui em Trajano de Moraes
Atualizado em 04/09/2012 - 13:22h
Dia de campo sobre a cultura da fruta reúne agricultores da microbacia Alto Macabu
A Emater-Rio, empresa vinculada à secretaria estadual de Agricultura, e a Prefeitura de Trajano de Moraes promoveram, na última sexta-feira (31/8), na localidade de Gravatá, na microbacia Alto Macabu, o terceiro encontro técnico do caqui. Os trabalhos foram conduzidos pelo engenheiro agrônomo e supervisor regional da Emater-Rio na Serra, Alexandre Jacintho Teixeira, autor de uma cartilha sobre cultivo do caqui, publicada pela Emater-Rio em parceria com o Sebrae-RJ.
Na ocasião, Alexandre explicou como é feito o controle fitossanitário e a prática de poda do caquizeiro. Durante a parte teórica, ele falou sobre as duas principais doenças que podem acometer a lavoura de caqui (cercosporiose e antracnose), além de algumas pragas como a lagarta dos frutos, tripes e cochonilhas.

- Essa técnica protege a planta e ajuda com eficiência no controle de pragas e doenças - afirmou.
Um das propriedades visitadas foi a da produtora rural Rosimar Fonseca Ouverney, que vive há 30 anos na região com a família. Há quatro anos, ela e o marido introduziram o amendoim forrageiro na lavoura do caqui, uma das técnicas sustentáveis de adubação incentivada pelo Programa Rio Rural.
- Se a poda não for realizada, os frutos tendem a ser mais fracos e suscetíveis a doenças. Além de facilitar a colheita, esse manejo aumenta a produtividade em longo prazo, já que a planta fica mais exposta à luminosidade - explicou a agricultora.
O próximo dia de campo sobre caqui está previsto para 6 de setembro (quinta-feira), às 10h, na localidade Tirol, em Trajano de Moraes. fonte: http://www.rj.gov.br/web/seapec/exibeconteudo?article-id=1137457
segunda-feira, 23 de julho de 2018
Dicas ecológicas: plantas inseticidas no controle de pragas
Pesquisa realizada no Centro Universitário Luterano de Palmas (CEULP/ULBRA) buscou comprovar científicamente o poder de algumas plantas, usadas como defensivo agrícola e conservante de grãos, já conhecidas pelos agricultores da região.
Segundo a Prof Conceição Previero, coordenadora da pesquisa, o trabalho foi "voltado principalmente para os agricultores familiares, que nos dão essas respostas de plantas com essas propriedades, descobertas de forma empírica e intuitiva e repassadas de geração em geração". O resultado gerou uma Cartilha, distribuída pelo CNPq: RECEITAS DE PLANTAS COM PROPRIEDADES INSETICIDAS NO CONTROLE DE PRAGAS.
Aqui vão algumas receitas, extraídas da cartilha, que podem ser de interesse para os nossos leitores.
Alho branco (Allium sativum), planta perene cujo bulbo (a "cabeça de alho") é composto por folhas escamiformes (os "dentes de alho"), comestível e usado tanto como tempero, fins medicinais e defensivo agrícola.O extrato do alho branco quando adequadamente preparado tem ação fungicida, bactericida e controla insetos nocivos como a lagarta da maçã, pulgão, etc. Sendo apresentado como defensivo mais barato que os agrotóxicos, não prejudica os trabalhadores, e é seguro para o meio ambiente.
Princípios ativos: O alho fresco possui alina, um amino-ácido sulfurado que se transforma em alicina, princípio ativo antisséptico, também é rico em iodo, flúor, cálcio, ferro, fósforo e vitaminas A, B e C, aminoácidos, dentre outros.
Alho contra brocas, cochonilhas e pulgões e ácaros
RECEITA 1
1 dente de alho, 2 litros de água
Modo de preparo
Bata o alho no liquidificador com água (2 litros para cada dente). Em seguida pulverize as plantas atacadas. Mas, atenção, não use sobre feijões, pois o alho inibe seu crescimento.
RECEITA 2 - Alho no controle biológico de pragas
1kg de alho ,5 litros de água ,100g de sabão ,20 colheres (de café) de óleo mineral.
Os dentes de alho devem ser finamente moídos e deixados repousar por 24 horas, em 20 colheres de óleo mineral. Em outro vasilhame, dissolva 100 gramas de sabão picado em 5 litros de água, de preferência quente. Após a dissolução do sabão, mistura-se a solução de alho. Antes de usar, é aconselhável filtrar e diluir a mistura com 20 partes de água. Quando pulverizado sobre as plantas depois de 36 horas não deixa cheiro nos produtos agrícolas.
Dica: Quando plantado entre as roseiras, diminui o ataque de pulgões.
A Arruda (Ruta graveolens) é uma planta da família das Rutáceas. Também é denominada como arruda fedorenta, arruda-doméstica, arruda-dos-jardins, rutade-cheiro-forte. Subarbusto muito cultivado nos jardins em todo o mundo, devido às suas folhas, fortemente aromáticas. Atinge até um metro de altura, apresentando haste lenhosa, ramificada desde a base. As folhas são alternas, pecioladas, carnudas, glaucas, compostas, de até 15cm de comprimento. As flores são pequenas e amareladas. O fruto é capsular, de quatro ou cinco lobos, salientes e rugosos, abrindo-se superior e inteiramente em quatro ou cinco valvas
Princípios ativos: Rica em óleos esssenciais, flavonóides (rutina), cumarinas e alcalóides
Receita no combate aos pulgões:
Ferva as folhas durante 5 minutos. Deixe esfriar e pulverize as plantas.
Curiosidades
Uma crença popular de raiz africana, remontando aos tempos coloniais, dita que os homens usem um pequeno galho de folhas por cima de uma orelha, ou que um galho das mesmas seja mantida no ambiente, para espantar maus espíritos.
Apesar das propriedades medicinais conhecidas há séculos, o uso interno desta planta é desaconselhado, pois, em grande quantidade, a arruda pode causar hiperemia (abundância de sangue) dos órgãos respiratórios, vômitos, sonolência e convulsões.
O efeito considerado "anticoncepcional" na verdade é abortivo, pois provém da inibição da implantação do óvulo no útero, sendo que a ingestão da infusão preparada com a arruda para esta finalidade é muito perigosa e pode provocar fortes hemorragias.
Cinamomo (Melia azedarach L, também conhecido popularmente como amargoseira, jasmim-de-caiena, jasmim-de-cachorro, jasmim-de-soldado, árvore-santa, loureiro-grego, lírio-da-índia, Santa Bárbara é uma árvore nativa do oriente (da Ásia até a Austrália) e subespontânea na América, Mediterrâneo e África. Chega a atingir 20 metros de altura. É muito cultivada como árvore ornamental. Suas folhas são usadas para fins medicinais.
Estudos recentes compravam a eficiência de suas folhas e frutos como conservante natural de grãos e sementes.
RECEITA - Extrato aquoso de folhas e frutos a 10% utilizado no controle de pulgões
Ingredientes
100g de folhas e frutos de Cinamomo, 1 litro de água, 1 pulverizador de pequeno porte
Macere as folhas e frutos de Cinamomo em água, faça infusão por 24 horas, coe e pulverize na cultura desejada, semanalmente Ingredientes
Dicas e curiosidades
As folhas e frutos do cinamomo são tóxicas e sua ingestão pode causar aumento da salivação, náuseas, vômitos, cólicas abdominais, diarréia intensa; em casos graves pode ocorrer depressão do sistema nervoso central
A Hortelã ou (Mentha spicata), também conhecida como hortelã-das-hortas, hortelã-comum, hortelã-dascozinhas, hortelã-dos-temperos ou simplesmente hortelã-verde, é uma planta herbácea perene, da família Lamiaceae (Labiadas), atingindo 30-100 cm. Erva utilizada desde a antiguidade, com sua origem confundida com os mitos. Usada pelos egípcios, hebreus, gregos, medievais, romanos e americanos, durante o século IX ,foram introduzidas na Europa muitas variedades. Além de seus variados fins medicinais essa planta também é utilizada como repelente.
A hortelã plantada nas bordaduras de canteiros repele ratos, formigas e insetos.
RECEITA: Hortelã como repelente natural
1 litro de água, 1 maço Hortelã
Ferva a hortelã em 1 litro de água, deixe esfriar, coe e pulverize sobre as plantas. O chá de hortelã é muito útil para as plantas em geral, protegendo-as.
Curiosidades de dicas
Fresca: deve ser acondicionada na geladeira em saco plástico, por alguns dias.
Para congelar: retire e pique as folhas finamente. Coloque em uma forma de gelo com água e leve ao congelador.
Como secar: seque ao ar livre, em local sombreado e bem ventilado, por alguns dias.
No microondas: lave e seque bem as folhas, separe do talo e forre o prato do microondas com papel absorvente. Espalhe as folhas sobre o papel, deixe o centro do prato livre. Leve ao micro em potência máxima de três a quatro minutos. Seca ou em pó: deve ser guardada ao abrigo da luz, respeitando o prazo da validade.
Outras plantas eficazes:
Capim cidreira (Cymbopogon citratus) | Cravo-da-índia (Caryophilus aromaticus) | Cravo-de-defunto (Tagetes erecta) |
Eucalipto (Eucaliptus citriodora) | Louro (Laurus nobilis) | Neem (Azadirachta indica) | Saboneteira (Sapindus saponaria) |
Falso-açafrão (Curcuma longa)
Fumo (Nictiana tabacum)
Pimenta malagueta (Capsicum frutescens)
Fonte: http://www.cnpq.br/documents/10157/922e31c5-6089-490e-b080-95843d86b2b9
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