quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

Como podar uma árvore frutífera?


Fonte;jardiland


Para serem produtivas, as árvores frutíferas requerem alguns cuidados, incluindo a poda, que é feita regularmente todos os anos, no inverno ou no final do verão, dependendo do tipo de árvore. Promovendo a saúde e o vigor da árvore frutífera, esta poda permite otimizar as colheitas e obter frutos de bom tamanho. Para praticá-la com sabedoria, um pequeno método é necessário: afie as suas ferramentas e siga o guia …

Quando podar árvores frutíferas?

O período de poda das árvores frutíferas é diferente dependendo do tipo de poda (formação, manutenção) e do tipo de fruto: pomóideas ou caroço.

Poda de formação
Realizada nos primeiros anos após o plantio, esta poda é feita para todas as árvores frutíferas (pomóideas ou caroço) no inverno, de novembro a março.

A poda de manutenção de pomóideas
As pomóideas (macieiras, pereiras, marmelos) são podadas durante o período de repouso vegetativo, antes do aparecimento dos botões florais.

A poda de manutenção de árvores de fruto de caroço
Ao contrário das pomóideas, as árvores de pedra (cerejeiras, ameixeiras, pessegueiros, damascos, etc.) são podadas no final do verão, após a colheita dos frutos.

Poda de formação de árvores frutíferas

Realizada durante os primeiros 2 ou 3 anos após o plantio de uma árvore frutífera, o objetivo da poda é modelar adequadamente a sua forma. Para isso, limitamos o número de futuros ramos secundários, para que cada um se desenvolva sem atrapalhar os vizinhos.

Poda de manutenção de árvores frutíferas

A poda de manutenção de uma árvore frutífera é praticada todos os anos, ao longo da sua vida. Bem executada, promoverá o desenvolvimento harmonioso da árvore, ajudará a preservar sua saúde e otimizará as colheitas.

Existem três etapas para podar uma árvore frutífera: limpeza, desbaste e corte.

Limpar
Comece removendo galhos mortos ou danificados, aqueles que se cruzam e os galhos novos que estão a crescer abaixo da copa.
Se houver, também removerá a fruta mumificada ou podre.
Por fim, elimine os gourmands (rebentos vigorosos a partir da base do tronco) que absorvem desnecessariamente a seiva.

Desbaste
Para promover uma boa saúde da árvore e uma boa frutificação, é necessário que o ar e o sol penetrem amplamente no centro da copa. Para fazer isso, remova todos os galhos que crescem para dentro da árvore. Remova também pequenos galhos verticais.

Corte
A última etapa da poda é o encurtamento dos ramos preservados, o que favorece uma melhor produção e distribuição da seiva. Isso também impedirá a formação de frutos na extremidade muito frágil dos galhos.
Faça um corte preciso, ligeiramente ao ângulo, logo após um botão voltado para fora, encurtando os galhos para cerca de um terço de sua altura. No entanto, ajuste o comprimento do corte de acordo com os ramos, para que a copa tenha uma forma harmoniosa e favorável à boa frutificação: dando um passo a trás regularmente, avaliará melhor a silhueta da árvore.

Algumas dicas sobre o corte

A poda de uma árvore frutífera é feita, dependendo do tamanho e qualidade dos ramos, com tesoura de poda, podador de ramos, ou ainda serra de podar para os ramos maiores.
– As árvores frutíferas são suscetíveis a doenças. Para limitar a sua propagação, desinfete cuidadosamente as suas ferramentas de poda entre usos. Certifique-se também de que essas ferramentas estão sempre afiadas, a fim de fazer cortes limpos, menos propensos a causar doenças.
– Em cortes grandes, é útil aplicar massa cicatrizante, sempre para prevenir doenças.
– No inverno, na poda de pomóideas, evite proceder em dias de frio intenso. Em vez disso, espere por um dia ameno e ensolarado.
– Após a poda, elimine, por fim, todos os resíduos de poda deixados no solo, triturando-os para reaproveitar na horta (compostagem ou cobertura vegetal).
No caso de galhos ou frutas doentes, leve esses resíduos para o centro de reciclagem.

Encontre na nossa loja todas as ferramentas que precisa para podar as suas árvores frutíferas.

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segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

8 flores para plantar no jardim para o Verão

A beleza e a espetacularidade de um jardim nos meses mais quentes de verão destacam-se pela mistura e harmonia dos seus elementos constituintes. Escolha 8 flores para plantar no jardim para o verão e mantenha o seu espaço exterior sempre fresco, colorido e deslumbrante.

1. FLOR DE CONE

A flor de cone (equinácea) é uma perene duradoira que regressa todos os anos para colorir e dar brilho a um jardim na estação do verão. Trata-se de um tipo de flor específica que se destaca por ser muito tolerante à seca e por ser de baixa manutenção. As flores de cone apresentam uma grande variedade de cores como o cor-de-rosa, laranja, branco e amarelo e isso faz com que a decoração do seu espaço exterior seja deslumbrante.

2. GERÂNIO

A gerânio é uma planta em flor que pertence à família Geraniaceae. Trata-se de uma planta que está em constante florescimento desde a primavera até ao outono e isso faz com que o seu jardim esteja sempre magnífico durante a estação do verão. Em 2008 foi escolhida como perene do ano pela Associação de Plantas Perenes e é muito popular nas regiões temperadas e montanhosas.

3. DÁLIAS

A dália é um género de flor que pertence à família Asteraceae. Trata-se de uma herbácea de porte médio, perene, que ao chegar à idade adulta pode atingir 1,50 metros. Atualmente, existem vários tipos de dálias com diversas formas e cores e estas são uma excelente alternativa na decoração de um jardim.

4. FLOR DE CHAGAS

A flor de chagas é uma planta conhecida pelo facto das suas flores e pétalas serem comestíveis, como se de um vegetal se tratasse. Apresentam um sabor apimentado e florescem durante o verão, apesar de não resistirem às temperaturas extremas. É um tipo de flor que apresenta uma enorme variedade de cores, como o amarelo, o cor-de-rosa, laranja e o verde, sendo também conhecida como flor de sangue, agrião do México, Capuchinha, Nastúrcio, Nastúrio e Chagueira.

5. LÍRIOS DE DIA

Os lírios de dia são plantas herbáceas, perenes, com rizoma e são conhecidas por desabrocharem de manhã e fecharem-se de noite. Apesar do nome, não são lírios verdadeiros, são plantas muito populares e vistosas que apresentam uma enorme variedade de formas e flores.

6. COLEUS

O coleus é uma planta herbácea muito utilizada na decoração de um jardim, pérgola e alpendre. Os coleus são conhecidos por serem grandes, macios e podem apresentar diversas combinações de cores entre o amarelo, o vermelho, o rosa, o roxo, o verde e o castanho. São plantas tropicais que se dão muito bem com as altas temperaturas e, por isso mesmo, são ideais para um jardim de Verão.

7. ZINIAS

A zinia é uma flor que pertence à família Asteraceae e destaca-se pelo comprimento do seu caule. Trata-se de uma flor que se dá bem com altas temperaturas e prefere umaterra rica em húmus. É uma flor muito elegante na constituição e ornamentação de um jardim e a sua altura pode variar entre os 15 centímetros e um metro.

8. VINCA

A vinca é uma planta muito rústica, pouco exigente e de baixa manutenção. Apresenta flores simples e delicadas com um centro de tonalidade mais forte. Existem diversas variedades de vinca com flores de pétalas largas ou estreitas nas cores vermelha, roxa, branca, com o centro branco ou róseo. Esta planta deve ser cultivada em locais com altas temperaturas. A sua plantação exige um solo fértil e corretamente fertilizado, assim como regas regulares para que possa crescer de uma forma saudável.

sábado, 2 de janeiro de 2021

Dicas incríveis para suas plantinhas!!!

Plantando a mudinha em um vaso ! Olha a dica.

Hortas comunitárias são alternativas em áreas urbanas

 

Com orientação e suporte da Embrapa, iniciativas valorizam plantio orgânico e incentivam comunidades carentes a cultivar hortaliças


Foto: MAPA

Eliminar terrenos baldios em áreas urbanas, produzir e fornecer hortaliças para o consumo de escolas e famílias e melhorar a qualidade da alimentação da comunidade são algumas das vantagens da implantação de hortas comunitárias nas cidades.

Instaladas em lotes vagos que muitas vezes são utilizados como depósitos de entulho e se transformam em focos de doenças, a produção das hortas comunitárias abastece famílias que moram perto destes terrenos. Na maioria dos casos, a produção é feita a partir dos princípios de agricultura orgânica.

Há 15 anos, em uma área pública de cinco mil metros quadrados, a terra vermelha deu lugar a hortaliças e árvores frutíferas, tornando-se o que é considerada hoje a maior horta urbana do Distrito Federal – o Instituto Horta Girassol. A coordenadora do projeto, Hosana Alves, conta que tudo começou em agosto de 2005, quando aconteceu um surto de hantavirose na região. “A comunidade ficou muito preocupada porque tinha um lixão. Todos se mobilizaram e pedimos a ajuda da administração regional, que limpou o local”, lembra.

A partir de então, para evitar que o lixo voltasse a se acumular no local, a horta foi criada. Inicialmente, a plantação era pequena e, hoje, o Instituto Horta Girassol tem um projeto chamado Comunidade que Sustenta Agricultura (CSA), que funciona em parceria com produtores orgânicos e membros da comunidade. Os produtos colhidos são fornecidos aos participantes que ajudam com contribuição financeira para o espaço. Toda semana, após a colheita, eles recebem uma cesta de verduras, frutas e legumes em casa.

Outra experiência é a Horta Comunitária do Guará, criada em 2017, por meio da revitalização de um espaço público abandonado nos fundos da unidade básica de Saúde, na QE 38, no Guará II, também no Distrito Federal. Um grupo pequeno de voluntários se reuniu para limpar o mato, fazer a capina, os canteiros e começou a plantar.

“A iniciativa, além da produção de alimentação orgânica e saudável, sem agrotóxicos, promove o alívio de stress, bem-estar, segurança alimentar, terapia e educação ambiental e sustentabilidade”, destaca a engenheira ambiental Dahiana Ribeiro.

Atualmente, a horta conta com cerca de 200 voluntários que a cada 15 dias se reúnem para plantar, cuidar dos canteiros e fazer a colheita nos encontros comunitários, realizados sempre aos sábados pela manhã. Muitos voluntários visitam a horta em busca de conhecimentos para replicar o modelo em seus bairros. Outros, para estudos acadêmicos e há aqueles que querem frequentar as oficinas de produção de sabão líquido e em barra.

A Horta Comunitária também conta com um Centro de Educação Ambiental, onde as crianças participam de brincadeiras e têm contato com legumes, verduras e frutas, aprendendo e se familiarizando com os alimentos produzidos: tomate, couve, beterraba, alface, jiló, repolho, quiabo e outros. Os encontros envolvem plantio de hortaliças, oficinas, discussão de temas, lanches comunitários, colheita e distribuição de cestas aos voluntários, e doação para entidades sociais como creches e igrejas.

Orientação ao produtor rural

A horta comunitária do Núcleo Rural Pipiripau, em Planaltina (DF), reconstruída pela comunidade neste ano, produz hortaliças como alface, salsinha, hortelã, couve e alecrim. Com o objetivo de incentivar a comunidade a ter seu próprio plantio orgânico, a horta comunitária distribui mudas para a comunidade e orienta a população no plantio e produção.

A farmacêutica Bábilla Nunes de Souza destaca que a proposta é estimular a produção de orgânicos na comunidade. “Vamos continuar produzindo e distribuindo as hortaliças, mas como é uma zona rural todo mundo tem pedaço de terra. Nossa ideia é não deixar a população tão dependente da horta”, comentou.

Além de incentivar o cultivo de alimentos naturais, o projeto cultiva plantas medicinais para produção de xaropes caseiros para comunidade.

Fazendas verticais

As fazendas verticais também ajudam no cultivo de hortas criadas em pequenos espaços urbanos. A Embrapa Hortaliças (DF), em parceria com uma empresa privada, desenvolveu pesquisas para produção de hortaliças em fazendas verticais.

O modelo de cultivo feito por prateleiras verticais permite aproveitar o espaço em ambientes fechados, com iluminação artificial com painéis de LED, controle de temperatura, concentração de CO2, entre outras variedades.

As fazendas verticais ficam mais próximas dos consumidores e os custos com logística e transporte diminuem, evitando perdas de produtos. A agricultura em ambiente fechado utiliza áreas urbanas, em geral, galpões, armazéns abandonados, toldos de prédios localizados muitas vezes em locais com disponibilidade muito pequena de alimentos frescos e saudáveis, com alta eficiência no uso de insumos já que é um sistema de produção sem solo.

A pesquisa, iniciada em abril deste ano, está sendo feita no Laboratório da Embrapa Hortaliças, uma estrutura contendo um contêiner e três ambientes em agricultura controlada aproveitando o espaço vertical. “É mais uma proposta para somar o setor com produção de hortaliças e frutos frescos de alta qualidade nutricional no ambiente urbano. É um sistema que aproxima a produção de alimentos dos centros urbanos e atrai jovens para o cultivo de alimentos”, explicou o pesquisador da Embrapa, Ítalo Guedes.

Os experimentos avaliam qual é o melhor sistema de cultivo sem solo, a partir de duas possibilidades de manejo da nutrição e da irrigação (fertirrigação) das hortaliças: hidroponia e aeroponia. Na hidroponia, os nutrientes minerais estão dissolvidos na água, enquanto na aeropina é fornecida sob pressão de um equipamento tipo nebulizador que joga a névoa da solução diretamente na raiz.

A técnica permite economia de 95% no uso de água e um aumento na produtividade. “Na primeira etapa da pesquisa cultivamos alface, rúcula, salsa, coentro e manjericão. Conseguimos produzir com alta produtividade e diminuímos o cultivo das culturas em até 10 dias, economizando água e nutrientes”, comemora o pesquisador.

Os experimentos com morangos, tomates e pimentões já começaram, mas ainda é necessário acertar a luminosidade, tempo de exposição dos frutos à luz e a nutrição das plantas. A expectativa dos pesquisadores é produzir as hortaliças e frutos em um prazo menor que o cultivo em campo aberto.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2020

Não perca! 7 dicas para ter sucesso na plantação de tomate cereja

 Fonte: semagro

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Falta de correção do solo e controle inadequado de pragas ainda são os principais erros cometidos pelos produtores

 

O tomate cereja é uma variedade de tomate que possui frutos pequenos, com 2 a 3 centímetros de diâmetro, duas cavidades e polpa fina. Essa variedade é uma ótima alternativa também para quem quer plantar o fruto em casa. Segundo o coordenador estadual de olericultura da Emater, Georgeton Silveira, a profundidade da raiz fica em torno de 50 centímetros e a colheita é iniciada a partir de 80 a 90 dias depois do plantio.

 

Silveira afirma que os principais erros na condução do tomateiro estão na falta de correção do solo e no controle inadequado de pragas e doenças. ”A não correção do solo causa um desenvolvimento insatisfatório e o manejo inadequado de pragas e doenças, por sua vez, leva a planta a um período produtivo pequeno”, diz.

 

1- Preparo de solo

Segundo o pesquisador, antes de iniciar o plantio é preciso verificar se o terreno ou jardineira onde o tomate será plantado é bem drenado, com relevo suave. Em relação ao clima, Silveira afirma que em regiões mais amenas, o cultivo pode ser realizado durante todo o ano. ”Em regiões com clima mais quente, o período de verão pode prejudicar bastante o desenvolvimento da planta em campo aberto”, conta. Por isso, o coordenador diz que para ter uma boa produção de tomate cereja em regiões com altas temperaturas é necessário investir no cultivo em estufas.

 

2- Plantio do tomate cereja

Para conseguir boas sementes de tomate cereja, não basta comprar o produto no supermercado e retirar as sementes do fruto para plantar. De acordo com o especialista, esses tomates são cultivados a partir de sementes híbridas, resultado de um processo de melhoramento genético.

 

Por isso, é preciso comprar sementes em postos de vendas autorizados e fiscalizados. Isso garante a procedência das sementes, padronização e qualidade, que envolve vigor e potencial de germinação. “Devido a esse processo de hibridação, não há uma uniformidade das plantas que se originam das sementes desses híbridos, o que resulta na formação de frutos maiores ou menores”, diz o coordenador. ”Se for feito o uso dessas sementes, a planta filha vai ter características diferentes da planta mãe”, afirma o coordenador.

 

Segundo Silveira, depois de adquirir as sementes é fundamental que seja feita a análise do solo para verificar a necessidade da correção com o uso de calcário ou adubos, para assim dar inicio ao plantio. ”O plantio é feito em covas ou em sulcos, onde são colocados os adubos químicos ou orgânicos e plantadas as mudas, previamente preparadas”, diz.

 

Silveira conta que as mudas são preparadas com 20 a 30 dias de antecedência. Só depois desse período, quando apresentam de quatro a seis folhas definitivas, as mudas são transplantadas para a jardineira, estufa ou lavoura. No caso da lavoura, segundo ele, o espaçamento para o plantio poderá ser de 0,30 a 0,60 metros entre plantas na linha de plantio e 0,80 a 1,0 metros entre linhas.

 

3- Irrigação do tomate cereja

O tomate é uma cultura muito sensível ao clima. No caso do tomate cereja, geralmente é indicado que o cultivo seja irrigado. Porém, Silveira afirma que a irrigação varia de região para região e deve ser cuidadosa. ”Para que seja realizado o manejo adequado da água, o produtor terá que utilizar equipamentos que possam avaliar melhor a umidade do solo”, diz. O coordenador cita o ”Irrigas”, um equipamento desenvolvido pela Embrapa, que auxilia o produtor na hora de realizar esse processo durante o cultivo.

 

4- Pragas do tomate cereja

O produtor precisa ficar atento também ao controle de pragas que podem causar prejuízos. Segundo Silveira, entre as principais pragas do tomate cereja estão mosca branca, pulgões, trips, brocas e lagartas. Para o correto manejo, é importante fazer o monitoramento de pragas e aplicar produtos de controle quando houver infestação. ”É necessário verificar a quantidade mínima de insetos para fazer o controle mecânico, químico ou orgânico”, conta.

 

O coordenador diz que é necessário que seja consultado um técnico, para indicar o melhor controle a ser feito. Ainda segundo Silveira, para ter um eficiente controle de pragas e doenças, é importante e necessário observar os períodos mais propícios para a ocorrência do problema e também fazer o controle preventivo e curativo, de acordo com a recomendação técnica.

 

5- Desbaste da planta exige poda constante

Outra questão muito importante sobre o tomate cereja é que a maior parte das cultivares são de crescimento indeterminado. Portanto, Silveira explica que é necessário fazer podas de crescimento para que a planta possa produzir frutos de melhor qualidade. ”Semanalmente é fundamental fazer a operação de desbrota que consiste em retirar os brotos das axilas das folhas”, diz. Quando a planta registra um crescimento excessivo, uma solução é utilizar fitilho, com uma técnica que “amarra” o caule da planta em uma base de arame.

 

6- Colheita do tomate

Com todos esses cuidados, a planta é capaz de produzir frutos para iniciar a colheita entre 80 a 90 dias após o plantio. ”É importante que os frutos estejam com a coloração uniforme e todo vermelho para que sejam embalados”, afirma Silveira. O coordenador explica que o cacho de tomate cereja não amadurece por completo. ”O produtor colhe cada fruto a medida que vai emadurecendo”, conta. Assim que colhido, o fruto é levado para uma bancada onde é feita a separação por tamanho entre graúdos e miúdos.

 

7- Tomate cereja em vaso

Como o tomate cereja é uma variedade que tem o fruto pequeno e a profundidade da raiz fica em torno de 50 centímetros, é possível fazer o plantio também em vaso. ”Para que a planta tenha uma vida útil maior e evite o enovelamento da raiz  é interessante que sejam utilizados vasos com altura de pelo menos 50 centímetros de altura e 40 centímetros de largura”, diz o pesquisador. Outro fator importante para o desenvolvimento do tomate cereja em vaso é a luminosidade. ”É necessário que haja pelo meno 70% de luminosidade durante todo o dia, para que seja possível o crescimento da planta”, conta Silveira.

 

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Por Beatriz Fleming (beatriz@sfarming.com.br) *

* Beatriz Fleming é trainee, com supervisão de Darlene Santiago

terça-feira, 22 de dezembro de 2020

Arvores para calçada: como plantar sem medo de danificar seu espaço

 

Fonte: tua casa

 
Escrito por Aline CarrascoAtualizado em 30.11.20

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FOTO: REPRODUÇÃO alexandre panerai

Em meio a preocupações sobre o meio ambiente, a arborização urbana é uma solução interessante para melhorar a qualidade de vida de cidades grandes e ainda embelezar ainda mais nossos espaços. O plantio de árvores também tem papel fundamental no equilíbrio do ambiente, no combate à poluição e na melhora do visual urbano. Tem coisa melhor? Mas, se ao pensar em plantio de árvores em sua calçada, você não sabe por onde começar, não se preocupe! O Tua Casa conversou com especialista no assunto para te orientar na busca por um local mais arborizado e bonito.

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Antes de mais nada, é importante saber que a Prefeitura de São Paulo definiu parâmetros específicos para a arborização de vias públicas ou privadas, como distanciamentos da muda a ser plantada em relação aos elementos do entorno, espécies de árvores indicadas para cada local e muitas outras diretrizes. Portanto, em cidades como São Paulo, a Prefeitura é a principal responsável pela arborização de vias públicas, basta fazer o pedido no órgão público. Mas caso você decida fazer por conta própria, o órgão apresenta um Manual de Arborização com os parâmetros necessários de maneira supercompleta! O ideal é que você sempre comunique a Prefeitura de sua cidade para obter orientações claras do plantio determinadas em cada região.

O Manual para Arborização em São Paulo, por exemplo, orienta que, para que não haja conflitos com o espaço, antes da elaboração do projeto é necessário consultar os órgãos responsáveis por obras e instalações de equipamentos em vias públicas, como o Departamento de iluminação pública e a Subprefeitura.

No documento, o primeiro passo é o estabelecimento de canteiros e faixas permeáveis. Ou seja, em volta das árvores, deve ser adotado um canteiro, faixa ou piso drenante, para a infiltração de água e aeração do solo. Depois, é preciso definir as espécies, a partir de uma análise do local. Por fim, é necessário conhecer as diretrizes do plantio a fim de não danificar calçadas e redes elétricas. Caso você não resida em São Paulo, procure a Prefeitura de sua cidade para plantar sua árvore de acordo com as leis vigentes para sua região.

Como escolher a árvore ideal?

Comece analisando seu espaço e a espécie ideal para o plantio, já que elas devem ser adaptadas ao clima, ter o porte adequado e ainda forma e copa compatíveis com o espaço disponível para elas. Segundo a arquiteta e paisagista Celina Hirata, a escolha da árvore ideal envolve diversos fatores. “Em ruas estreitas e com rede elétrica, o ideal são árvores de porte pequeno, já ruas com calçadas largas e sem fiação permitem árvores de porte médio e, em alguns poucos casos, de grande porte”, explica a profissional.

É importante também levar em conta o tipo de folhagem, escolha da floração, a atração de pássaros e animais para que a espécie de árvore atenda não apenas às questões técnicas, mas também aos valores estéticos e de vida dessa árvore.

“A largura do passeio e a presença ou não de rede elétrica são fatores que influenciam diretamente no tipo de árvore a ser plantada. É importante saber qual o porte final da árvore quando adulta para sabermos se ela realmente caberá no local. Às vezes vemos uma árvore na rua que gostamos, mas que ainda não está na forma adulta e então achamos que ela serve para a nossa calçada, mas às vezes o porte final dela é muito grande e não é o ideal para nossa calçada”, comenta Celina.

A escolha da espécie ideal também pode ser um ato de gentileza urbana, segundo Celina. Ela explica que definir a árvore correta, que seja nativa do bioma local, colabora na chamada Sustentabilidade e Educação Ambiental.

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O tipo de folha influencia na escolha?

FOTO: REPRODUÇÃO /ALALOU PAISAGISMO

A paisagista Clariça Lima, explica que se pensarmos na manutenção e na segurança de um local com muita circulação de pessoas, o tipo de folha influencia sim na escolha da árvore.

“Próximo à calhas é interessante termos árvores com folhas maiores e mais persistentes, para facilitar a manutenção. Árvores com folhas caducas são ótimas para garantirem maior incidência solar no inverno em regiões mais frias, uma vez que formam sombra somente nas estações mais chuvosas e quentes. Folhas de palmeiras podem ser perigosas devido ao peso, devendo ser evitadas nas áreas com muita passagem”, explica.

Celina ainda complementa explicando que o tipo de folhagem influencia na passagem de luz através da copa e nos efeitos de floração. “Uma árvore de folhagem mais larga e densa proporcionará uma sombra maior, enquanto uma árvore de folhagem mais rala e de folhas miúdas proporciona uma sombra menor e dá o efeito de sombra rendilhada, muito bonito. Portanto, se você está em cidade de muito calor e o objetivo é conseguir uma boa sombra, árvores de folhagem mais densa são uma melhor escolha”, explica a profissional.

Além disso, existem as árvores chamadas “perenes”, “semi-decíduas” e “decíduas”, cuja denominação está relacionada com a queda de folhas da árvore em certos períodos do ano. Se a ideia é que a fachada da sua casa tome sol durante o inverno, por exemplo, o ideal é optar por árvores com queda de folhas. Mas se as folhas espalhadas na calçada não for uma opção, escolha espécies perenes.

“Árvores como o ipê-amarelo, por exemplo, cujas folhas caem e a floração amarela desponta quando a árvore está praticamente despida de folhas, faz com que a floração seja muito mais perceptível e marcante!”, comenta Celina.

O que o plantio errado pode ocasionar?

FOTO: REPRODUÇÃO /MAICON SANTOS

É preciso tomar cuidado com o plantio errado. Afinal, além de prejudicar a árvore, você também pode sofrer com os danos. Uma árvore considerada de grande porte, se plantada em um passeio estreito e com rede elétrica, pode acarretar problemas futuros como, por exemplo, a destruição do canteiro e do trecho da calçada no entorno.

Outra dica é prestar atenção nas espécies com frutos grandes, como a mangueira e o abacateiro. Esses tipos não são indicados pelo risco de acidentes com a queda de seus frutos, que são pesados e podem machucar.

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Cuidados gerais com o plantio de árvores na calçada

FOTO: REPRODUÇÃO /MARISETE GONÇALVES

– Depois de plantar, é preciso cuidar da muda regando dia sim, dia não nas primeiras semanas;

– Nos primeiros dois anos também é recomendável que se faça a rega nos meses sem chuva;

– A escolha de um revestimento de piso semi-permeável, como placas de cimento drenante, também ajudam em uma melhor drenagem da água das chuva até as raízes colaborando para um crescimento mais saudável da árvore;

– Os brotos laterais e na base da muda devem ser periodicamente removidos para que ela tenha mais força. “Isto ajuda na formação da árvore, evitando que se torne um arbusto e prejudique a passagem de pedestres quando plantada na calçada. Lembrando que podas de árvore na cidade de São Paulo são proibidas, devendo ser feitas exclusivamente pelos técnicos da Prefeitura, que podem ser solicitados no número 156”, explica Celina.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

Biofertilizante para adubar orquídeas

 

Fonte: orquideas.eco.br

 






Essa é para quem tem o costume de fazer compostagem caseira e não sabe o que fazer com o chorume.

Há muito tempo atrás conheci uma pessoa que utilizava biofertilizante em suas orquídeas. Depois de conversar com ela, entendi que o tal biofertilizante era o chorume proveniente da compostagem que ela realizava em casa. Ao questionar se o líquido resultante da compostagem era realmente bom para as orquídeas, ouvi atentamente a uma aula de como o chorume proveniente de composteiras caseiras é excelente e rico em nutrientes, além, é claro, de saber que ele é chamado de biofertilizante. Aliás, é bom frisar que, ao contrário do que muitos pensam, o chorume não é um contaminante quando composto apenas através da compostagem de matéria orgânica, ou seja, o que você faz em casa é um chorume do bem!

O chorume é gerado através da decomposição de matéria orgânica que, no caso de nossas residências, seria basicamente o resto de folhas, verduras, cascas de frutas e outros resíduos úmidos misturados à matéria orgânica mais seca, como grama, folhas secas, terra e por aí vai. Quando você compra uma composteira ou faz uma em casa (há vários tutoriais e vídeos na internet mostrando este processo), o último compartimento, chamado de caixa coletora, possui uma torneira para obtenção do líquido. É ali que seu biofertilizante será depositado enquanto as minhocas nos compartimentos acima trabalham sem parar. O líquido proveniente desta caixa não deverá ter cheiro ruim se a compostagem for realizada da forma correta, pois é resultado apenas de elementos orgânicos.

Como utilizar

A utilização para qualquer planta é simples, bastando diluir o líquido na proporção 10:1, ou seja, 10 partes de água para uma de chorume. Já para as orquídeas eu faria ainda mais diluído, mas isso vai de cada um, podendo ainda ser 10:1 sem apresentar problemas. Com o líquido já preparado, regue as orquídeas ou borrife as folhas, atentando-se ao fato de realizar este procedimento em horários em que o Sol não esteja tão forte.

Outras funcões

Um bônus ao utilizar chorume em suas plantas é que ele também funciona como repelente, ou seja, é possível que a incidência de insetos em seu cultivo seja menor após utilizar o produto.

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