segunda-feira, 25 de março de 2019

4 passos para fazer adubo com lixo orgânico em casa



Flores mais bonitas e um jardim saudável pode vir sem nenhum custo extra para
você. O segredo é a compostagem, que não só reduz a quantidade de lixo em
aterros, como também enriquece o solo do seu quintal com um material rico em
nutrientes. Listamos 5 passos simples para você começar a fazer compostagem
doméstica:
1. Escolha um recipiente
Escolha um espaço ao ar livre e um recipiente para depositar seu composto.
Pode ser uma lata de lixo grande ou um balde de plástico, por exemplo.
  É importante que você faça furos no fundo do recipiente para que o chorume
(material orgânico em decomposição) possa passar.
Embaixo da composteira deve haver outro recipiente para armazenar o chorume.
Pode ser uma bacia mais rasa, por exemplo. Ela só não pode ficar em contato
 direto com a composteira para que o chorume tenha espaço para escorrer.
reprodução/Howtocompost
Lata de lixo ou de tinta pode virar uma composteira caseira
2. Recolha o lixo da sua casa
Recolha o lixo da sua cozinha e jardim e misture os materiais. É necessário ter
duas vezes mais resíduos marrons (serragem, folhas secas, papelão e folhas de
 jornal) do que verdes (frutas, vegetais, grama, borra de café).  Esse equilíbrio é
 importante, pois os elementos marrons são ricos em carbono, enquanto que os
 verdes contribuem com nitrogênio.
Além disso, seu composto também precisa de oxigênio e umidade. Caso o
material fique muito seco, pode acrescentar um pouco de água para umedecer.
3. Distribua o material na composteira
Para acelerar o processo de decomposição, você deve distribuir o material em
 camadas: uma de nitrogênio (material úmido) para três camadas de carbono
 (material seco, como folhas, papelão e serragem).
4. Espere a mágica acontecer
Ao longo das próximas semanas, você vai ver os seus restos de comida se
transformarem em solo. Seu composto estará pronto quando tiver aspecto e
cheiro de terra. Lembre-se que ele não é um substituto para o seu solo, mas,
sim, age como um fertilizante natural para nutri-lo.
istock
Em poucas semanas, aquilo que iria para o lixo vira adubo natural
O que você NÃO deve colocar na composteira:
  • Produtos de origem animal
  • Gorduras
  • Óleos
  • Resíduos de animais de estimação
  • Comida temperada
  • Cinzas e bitucas de cigarro
  • Vegetais doentes
O que pode ir para a composteira:
  • Restos e cascas de frutas, legumes e verduras
  • Raízes e capim seco
  • Folhas secas e restos de podas
  • Serragem de madeira
  • Papel de jornal
  • Papelão
  • Saquinho de chá
  • Pó de café com coador de papel
  • Grama seca

Comer frutas roxas ajudam a combater doenças como Alzheimer e Parkinson!




Uma nova pesquisa descobriu que beber chá verde e comer frutas roxas podem ajudar o organismo a combater Alzheimer, Parkinson e a esclerose múltipla. Os alimentos, tais como amoras, agem por absorver alguns compostos prejudiciais a base de ferro.

O estudo do professor Douglas Kell na Universidade de Manchester, publicado na revista Archives of Toxicology, sugere que o ferro pode agir no corpo produzindo radicais livres que danificam o corpo. As toxinas, chamadas de radicais hidroxila, podem ser um das causa por trás das doenças degenerativas.

"Grande parte da biologia moderna tem se preocupado com o papel de diferentes genes em doenças humanas. A importância do ferro pode ter sido perdida, porque não há gene para o ferro como tal ", disse o prof. Douglas.

O chefe de pesquisa do Alzheimer's Research Trust, Dr Simon Ridley comentou sobre o relatório publicado: "É importante notar que o relatório deste autor não descreve os resultados de um novo estudo, mas apresenta uma teoria sobre as possíveis causas da doença de Alzheimer. Precisamos realizar mais pesquisas sobre essa teoria, mas antes precisamos saber se o ferro desempenha algum papel no desenvolvimento das demências.

Fonte: https://www.minhavida.com.br/alimentacao/galerias/16106-cardapio-ajuda-a-prevenir-alzheimer

terça-feira, 19 de março de 2019

Cobertura com amendoim forrageiro no pomar de pitaya

Maracajá investe em cultivo de pitaya orgânica

Técnicas de produção foram tema de "Tarde de Campo"

Uma prática de poda da planta, informações sobre fertilidade do solo e exigências nutricionais da cultura e cobertura do solo com o uso de adubos verdes, integraram o conteúdo de uma "Tarde de Campo", tendo como tema as principais técnicas e manejo para o cultivo da Pitaya orgânica. A atividade foi realizada na propriedade do agricultor Claudenir Euclides da Rocha, na comunidade do Cedro, em Maracajá, na última terça-feira,12.

Mais de 50 agricultores da região sul participaram do evento, quantificou o engenheiro agronômo da Epagri de Maracajá, Ricardo Martins, comemorando o sucesso da iniciativa. A "Tarde de Campo" foi realizada em parceria com o Grupo Frutos da Terra, grupo de certificação orgânica participativa da Rede EcoVida, com apoio das prefeituras de Maracajá e Forquilhinha.
Ricardo Martins destacou sobre a importância da cultura da Pitaya na região e entre os principais temas abordados foram preparo do solo, condução do pomar, adubação e tratos culturais. "Reforçamos a importância de se utilizar uma espécie para cobertura permanente do solo, como o amendoim forrageiro, que fornece nitrogênio ao pomar, adubar as plantas na época certa e conduzir o pomar de maneira adequada", disse o agrônomo.

O diretor do Departamento Municipal de Agricultura de Maracajá, Luiz Martinelo, o Neguinho, observou que a produção de Pitaya e, sobretudo de forma orgânica, se constitui em uma importante alternativa à agricultura familiar do município e da região. "São iniciativas como esta que têm o apoio permanente da administração do prefeito Arlindo Rocha", salientou Martinelo.
Fonte: Assessoria de Imprensa

Série Boas Ideias - Com soluções simples, frutas, hortaliças e até peixe...

Na Série Boas Ideias, canal Seridó vai buscar diversas reportagens dos
mais diversos veículos de comunicação com assuntos relevantes para o
homem do campo, tanto da região do seridó como de qualquer área do
Brasil.

Boas ideias para que o homem do campo produza mais, e com mais
qualidade, evitando assim o êxodo rural.

Essa reportagem é da Rede Globo para o programa Globo Rural, gravado no
município de Tabira e no município de Santa Teresa na região do sertão
do Pajeú, estado de Pernambuco.

CANAL SERIDÓ
Tudo sobre a região do Seridó.
Acesse: http://serido.openbrasil.org/

segunda-feira, 18 de março de 2019

Boas ideias - Criação de galinhas caipira gera renda para pequenos...



Na Série Boas Ideias, canal Seridó vai buscar diversas reportagens dos

mais diversos veículos de comunicação com assuntos relevantes para o

homem do campo, tanto da região do seridó como de qualquer área do

Brasil.



Boas ideias para que o homem do campo produza mais, e com mais

qualidade, evitando assim o êxodo rural.



Essa reportagem é da InterTV Cabugi, afiliada da Rede Globo para o

programa InterTV Rural, gravado no município de Santa Cruz / RN.

quarta-feira, 13 de março de 2019

FLOR MARAVILHA - MIRABILIS JALAPA - FLOR BOA NOITE

Quer fazer um jardim florido? 
É fácil, esta planta pega de estacas, sementes, etc...
Resultado de imagem para MIRABILIS JALAPA


A FLOR MARAVILHA MIRABILIS JALAPA FLOR BOA NOITE pode ser cultivado em todo o país, inclusive em regiões mais frias, pois tem boa tolerância à baixas temperaturas.

A FLOR MARAVILHA MIRABILIS JALAPA FLOR BOA NOITE é um arbusto de textura semi-lenhosa, de folhagem perene, muito ramificado, de raízes tuberosas e flores ornamentais, com altura até 1,0 metro e formato irregular.

A FLOR MARAVILHA MIRABILIS JALAPA FLOR BOA NOITE é uma planta ornamental que disponibiliza a variedade de cores como a cor vermelha, rosa, amarela, branca, etc. Em seu nome, MIRABILIS JALAPA, do latim, significa maravilha ou admirável, e Jalapa é um nome de uma cidade mexicana, mas dizem que essa planta tem sido exportada a partir dos Andes Peruanos, em 1540.

Um aspecto curioso da flor maravilha mirabilis jalapa flor boa noite é uma planta ornamental que disponibiliza a variedade de cores como a cor vermelha Flor Maravilha é que as flores de diferentes cores podem ser encontradas simultaneamente em uma mesma planta. Além disso, uma flor sozinha pode ter manchas de cores diferentes. Outro ponto interessante é um fenômeno de mudança de cor, por exemplo, as flores amarelas, quando a planta amadurece, elas podem mudar gradualmente para uma cor rosa escura. Da mesma forma, as flores brancas podem mudar a luz violeta.

As folhas são ovais e opostas nos entrenós de sombra avermelhada.


Imagem relacionada

As flores tem formato de trombeta e podemos encontrar em diversas cores, como por exemplo branca, rosa, amarela e carmim, seguidas frutos globosos, pretos e duros.

Fecham as pétalas no final da tarde, daí um dos seus nomes populares.

A FLOR MARAVILHA MIRABILIS JALAPA FLOR BOA NOITE são cultivadas em canteiros em renques junto a muros, mas também em vasos em cultivo solitário ou em arranjos ornamentais com folhagens.
Seu florescimento vai do verão ao outono.


A FLOR MARAVILHA MIRABILIS JALAPA FLOR BOA NOITE origina da América do Sul tropical, mas tornou-se naturalizado em todas as regiões tropicais e regiões temperadas. Em regiões de clima temperado muito frias, maravilha morre nas primeiras geadas, na primavera seguinte, a partir das raízes tuberosas.

terça-feira, 12 de março de 2019

Saúde das árvores de S.Paulo - IPT

FONTE: SITE IPT

Resultado de imagem para TIPUANAS

Pesquisador do IPT estuda ação de fungos e cupins em tipuanas. 

Sete bairros paulistanos foram analisados


A ocorrência de fungos apodrecedores em tipuanas na cidade de São Paulo foi mais significativa em comparação à presença de cupins subterrâneos na amostragem de 1.109 árvores avaliadas nos bairros de Alto da Boa Vista, Alto da Lapa, Alto de Pinheiros, Cerqueira César, Paraíso, Pacaembu/Sumaré e Vila Nova Conceição: essa é uma das informações contidas na tese de doutorado de Sergio Brazolin, pesquisador do Laboratório de Preservação de Madeiras e Biodeterioração de Materiais do CT-Floresta. “O cupim aproveita o lenho previamente apodrecido pelos fungos para se alojar nas árvores. Podemos então dizer que o problema está nesses organismos, que deixam o lenho em um estado que pode ser classificado como “pré-digerido” para a alimentação dos cupins”, completa o biólogo.
A avaliação da biodeterioração do lenho das tipuanas em passeios públicos e a sua relação com o risco de queda foi o objetivo principal do estudo. A escolha da tipuana foi feita em função de a árvore ser a mais frequente em seis das sete regiões a serem avaliadas: os projetos de arborização urbana na maior parte destes bairros foram executados na década de 1930 pela incorporadora City, que escolheu a espécie pela sua robustez e resistência a stress urbano, além da questão estética (grande quantidade de flores amarelas).

Para a avaliação dos 1.109 exemplares de tipuanas, o pesquisador partiu de uma abordagem macroscópica baseada em conceitos de biomecânica (biologia e engenharia) onde foram observadas as condições de entorno, posições de inserção, execução de poda de galhos e raízes, presença de barreiras e injúrias. O próximo passo do pesquisador envolveu os exames microscópicos do lenho das árvores.
 
  • Risco de queda em árvores
 

Foram estudadas em lâminas as alterações causadas pela atuação de fungos, cupins e brocas na anatomia do lenho e nas propriedades físico-mecânicas das tipuanas, com o intuito de mensurar modificações no grau de resistência das árvores provocadas pelos organismos xilófagos (que se alimentam de madeira). Em seguida à quantificação e qualificação dos estragos, o pesquisador simulou matematicamente pelo Método de Elementos Finitos (MEF) apodrecimentos em uma árvore hipotética para verificar a distribuição de forças frente a intempéries como ventos e chuvas.

No final do estudo, o pesquisador compilou todos os conhecimentos e criou parâmetros para um técnico responsável pela arborização de uma cidade tomar decisões em campo quanto ao risco de queda da árvore. As conclusões apontaram que uma tipuana com diâmetro à altura do peito (DAP) acima de 70 cm tem uma probabilidade de deterioração externa comprometedora de 67%. Isso torna necessário priorizar esse exemplar em situações de avaliação de risco, assim como a presença externa de fungos e cupins simultaneamente, que trazem uma probabilidade de 42% da árvore apresentar risco máximo de queda.

Morte da árvore

O estudo mostrou ainda que uma quantidade significativa (79%) das tipuanas está plantada em canteiros inadequados dos passeios públicos, em áreas inferiores a três metros quadrados – espaço reduzido para uma espécie cuja altura média na cidade é de 12 a 14 metros, mas pode alcançar 40 metros – e 57% delas encontram-se em vias de tráfego intenso. No entanto, do total de 1.109 árvores estudadas, nenhuma delas apresentou características de declínio, ou seja, sinais de que estava morrendo em razão da presença de fungos, despejo de produto químico ou falta de espaço para crescimento da raiz. Segundo o pesquisador, isso confirma a ideia de que a tipuana é uma espécie robusta, mas ele chama a atenção para a constatação de um estado crítico em relação aos cupins e fungos.

“Esses organismos não afetam a saúde da árvore porque crescem no cerne, que é uma área morta. A parte viva é somente a externa”, explica Brazolin. “Apesar de as árvores analisadas estarem repletas de folhas e flores, o estado delas era crítico. Assim, é bom ressaltar que os organismos estudados podem ocasionar a queda, mas não a morte da árvore”.

O cupim subterrâneo Coptotermes gestroi e o fungo apodrecedor Ganoderma sp foram os gêneros mais encontrados nas árvores estudadas. O primeiro, relatado como praga há pelo menos 40 anos, chegou ao Brasil da Ásia provavelmente pelo Porto de Santos e não encontrou seus predadores naturais, enquanto o segundo está normalmente associado a injúrias causadas pelo homem às árvores, o que traz a questão da necessidade de programas de educação ambiental, acredita o pesquisador.

Brazolin ressalta que o trabalho não buscou avaliar as diferenças entre bairros, mas sim transformar conceitos complexos em algo útil: “Espero que a tese auxilie os responsáveis pela arborização urbana a tomar decisões por meio de parâmetros simples, mas com todo um conhecimento acadêmico incorporado. Com parâmetros visuais e outros de prospecção, será possível inferir o risco de queda da árvore”.

segunda-feira, 11 de março de 2019

Neem: benefícios da raiz às folhas

O neem é uma planta que traz benefícios medicinais, químicos e industriais, além de gerar renda para famílias que vivem em pequenas propriedades agrícolas

Árvore de Neem

A planta neem (ou nim), conhecida cientificamente como Azadirachta indica, é uma árvore do sudeste da Ásia e do subcontinente indiano. O neem é uma árvore de clima tropical, que pode ser cultivada em regiões quentes e solos bem drenados; ela é resistente à seca, tem crescimento rápido, copa densa e pode alcançar até 20 metros de altura. O neem tem capacidade para suportar condições extremas de calor e poluição da água, melhora a fertilidade do solo e reabilita terras degradadas. Além disso, essa árvore desempenha um papel importante no controle da erosão do solo, da salinização e prevenção contra os efeitos de inundações.
Poluição, extinção de animais, esgotamento dos recursos naturais, catástrofes climáticas e efeito estufa são alguns dos problemas que a humanidade vem enfrentando por conta de sua irresponsabilidade perante o meio ambiente. Com isso, a busca por recursos naturais que sejam renováveis e menos impactantes tem sido uma prática incessante. Uma das mais surpreendentes descobertas é essa árvore que tem potencial para amenizar danos ambientais e sanitários em âmbito global: o neem, que pode ser usado de várias maneiras em diferentes tipos de produtos.
Atualmente, existem grandes plantações de neem na Nicarágua, Cuba, El Salvador, Chile, Guatemala, Costa Rica, República Dominicana e até na Alemanha e nos Estados Unidos. No Brasil, a planta foi introduzida por Belmiro Pereira das Neves, em 1993, na luta contra o uso de agrotóxicos. Segundo ele, o neem pode ser usado não só na produção de pesticidas, mas também na agricultura familiar, pois a árvore produz sombra e frutos. O especialista na árvore neem destaca ainda que o neem também está sendo utilizado em áreas que sofreram processo de desertificação e em projetos de reflorestamento, em substituição ao pinus e ao eucalipto, pois seus frutos atraem os animais.
O neem tem muitos benefícios: sua madeira, prima do mogno, é resistente e sua semente, casca e folhas podem ser utilizadas na fabricação de utensílios, pesticidas, repelentes, fármacos (de função terapêutica), cosméticos, além da vantagem de sua cultura ser considerada de baixo custo.

Os diversos usos do neem

Medicinal

O neem é considerado eficiente na cura e prevenção de várias doenças, segundo artigo publicado pelo departamento de bioquímica da Universidade Estadual de Maringá e as literaturas a respeito dos efeitos farmacológicos e médicos observados no corpo humano pelos extratos das várias partes da planta de neem.
As folhas de neem, solúveis em água, possuem atividades antissépticas, curativas, antiúlcera, anti-inflamatória, hipolipidêmica, que agem no controle dos níveis de colesterol, e são hepatoprotetoras. Tal estudo aponta que os extratos das folhas de neem, aplicados no creme dental, reduzem a placa bacteriana e têm bons efeitos no tratamento de gengivites e periodontites.
Sobre os efeitos do extrato da casca de neem, foram observadas ações gastroprotetoras e inibição da ulceração gástrica. Além disso, alguns estudos apontam o extrato da casca de neem como um forte aliado no tratamento de diabetes. O óleo de neem, por sua vez, tem demonstrado efeitos de anti-infertilidade, sendo usado como espermicida e com atividade antimicrobiana significativa contra patógenos sexualmente transmissíveis.
Os extratos das folhas e sementes de neem também funcionam como repelente natural no uso doméstico, a exemplo da citronela, auxiliando no combate à malária, dengue, podendo também afetar o desenvolvimento do protozoário Trypanosoma cruzi, parasita vetor da doença de chagas.

Indústria de cosméticos

Os benefícios do neem na cosmética vem através de seu óleo, que pode ser utilizado principalmente para a fabricação de sabão, xampu, óleo para os cabelos, tônico capilar e óleo fortalecedor para as unhas. Leia mais na matéria: "Óleo de neem: para que serve e como usar".

Agropecuária

A pasta de neem tem sido empregada, na Índia, nas culturas de arroz e cana-de-açúcar desde 1930, visando o combate à Diatraea saccharalis, considerada uma das principais pragas da cana-de-açúcar e contra o cupim. O neem e seus derivados chegam a afetar mais de 400 espécies de insetos pertencentes às ordens Coleoptera, Deptera, Heteroptera, Homoptera, Hymenoptera, Lepidoptera, Orthoptera, Thysanoptera, Neuroptera, alguns aracnídeos e alguns fungos. Popularmente pode-se dizer que o uso do neem atua contra pernilongo, piolho, pulga e carrapatos. A torta (confira o significado mais abaixo) do neem tem uso variado, como fertilizantes, pesticidas naturais e na produção da ração animal - ela tem função vermífuga.

Benefícios sociais

Por sua alta resistência, a árvore de neem se adapta facilmente a diversas situações. Ela produz muitos frutos e suas folhas são vastamente utilizadas para extração de compostos e aplicáveis a diversos setores, como o farmacêutico, industrial e químico. Em razão de suas várias possibilidades de uso, destaca-se a relevância da árvore neem na zona rural também na geração de emprego e renda ao pequeno agricultor, além dos diversos benefícios descritos.

Química: o motivo de tantos benefícios

Após algumas pesquisas iniciais, em 1963 um cientista indiano examinou a fundo a química dos princípios ativos do neem e descobriu, por meio de uma pesquisa com gafanhotos, um agente inibidor do impulso de ingerir alimentos. Desde então, as pesquisas acerca desse tema se intensificaram. Vários compostos foram isolados e caracterizados - a maioria deles de biogenética semelhante aos liminóides (azadiractina, meliantriol, salanin etc), princípios amargos encontrados também em outras espécies botânicas. De acordo com os dados divulgados pela organização Neem Foundation, as folhas novas da árvore de neem possuem propriedades curativas para feridas e sarna, pois produzem flavonoides, que contêm propriedades antibacterianas e antifúngicas, e nimbosterol. Os liminóides, aponta a mesma organização, afetam a fecundidade em moscas domésticas e podem causar desordem hormonal nos insetos. Veja, a seguir, as principais propriedades químicas das partes do neem:

Folhas

Possuem muitos componentes, incluindo proteínas (7,1%), hidratos de carbono (22,9%), minerais, cálcio, fósforo, vitamina C, caroteno e aminoácidos, como o ácido glutâmico, tirosina, alanina, ácido aspártico, glutamina, cistina e também ácidos graxos.

Flores

Contêm nimbosterol e flavonóides e também produzem material ceroso e ácidos graxos, como beênico (0,7%), araquídico (0,7%), esteárico (8,2%), palmítico (13,6%), oleico (6,5%) e linoleico (8,0%).

Pólen

Contém vários aminoácidos, como o ácido glutâmico, tirosina, arginina, metionina, fenilalanina, isoleucina e ácido aminocapróico.

Casca

Contém taninos - polifenóis que protegem as plantas de ataques de animais herbívoros ou de micro-organismos patogênicos - (12-16%) e não-tanino (8-11%) e também polissacarídeos anti-inflamatório - este é constituído por glicose, frutose e arabinose. Produz ainda um polissacarídeo antitumoral e vários polissacarídeos. O cerne da casca de neem contém cálcio, potássio e sais de ferro.

Madeira

Contém celulose, hemicelulose (14%) e lenhina (14,63%).

Seiva

Contém açúcares livres (glucose, frutose, manose e xilose), aminoácidos (alanina, ácido aminobutírico, arginina, asparagina, ácido aspártico, glicina, norvalina, pralina, etc) e ácidos orgânicos (ácido cítrico, malônico, succínico e fumárico). A seiva do neem também é útil no tratamento de fraqueza e de doenças de pele.

Semente

Possuem elevado teor de lipídios e um grande número de princípios amargos em quantidades consideráveis. O principal elemento descoberto até agora nas sementes de neem é a azadiractina, que é um princípio amargo e mostrou, em estudos, eficácia no combate a 200 espécies de insetos.

Torta

Material restante após a extração do óleo do miolo das sementes de neem, a torta é usada como adubo orgânico e contém muitos nutrientes para as plantas, como nitrogênio (2-3%), fósforo (1%) e potássio (1,4%). Apresenta também ácido tânico (1-1,5%) e tem o maior teor de enxofre, de 1,07-1,36% a mais, que as tortas do petróleo.
A educação a respeito dos efeitos terapêuticos e benefícios do neem ainda se mostra incipiente. Mas agora que você já conhece a planta e sabe para que serve, que tal adotar o uso de produtos derivados da espécie, como sabonetes, óleos essenciais, repelentes ou extratos? Espalhe essa ideia e pratique o consumo consciente ao reduzir o uso de químicos sintéticos nocivos, seus impactos sobre a saúde e o meio ambiente.

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