segunda-feira, 6 de julho de 2026

Backyard Azolla Cultivation Technology - Video legendado


Video sobre o cultivo de azola e a preparação deração para animais.

Cultivo de Azolla como alimento para o gado e adubação de pomar!

Bom dia! Bem interessante este estudo realizado na India, que traduzi através do google tradutor.
Na barra da esquerda do Blog, tem um vídeo mostrando a utilização da azolla na alimentação de animais e na adubação de pomares e hortas.





A população rural da Índia é mais de 650 milhões. Isso forma 74 por cento da população indiana. Destes 70 milhões de famílias - que constituem 73 por cento dos domicílios rurais - próprio gado ea renda do gado constitui 20 por cento de sua renda total. Nas décadas anteriores, os resíduos agrícolas que usou para formar a maior fonte de alimento para o gado reduziu substancialmente sua participação na proporção de alimentação do gado nacional. Isso é por causa da baixa taxa de palha de grãos de variedades de alto rendimento. A qualidade de palha também é nutricionalmente baixo. Com redução de pastagens e expansão das cidades, os produtores de leite marginal tem que depender mais e mais na alimentação do gado comercial ou pior permitir que o seu gado para eliminar os resíduos.


Azolla uma samambaia aquática que hospeda a alga azul verde - Anabaena um zollae, parece ter a solução

 para esta situação sombria. Durante décadas Azolla tem sido usado como bio-fertilizante em muitos países de arroz crescendo incluindo a Índia, Vietnã e Filipinas. Não obstante o seu potencial como alimento para o gado foi descoberto apenas recentemente. VK-NARDEP (Project Vivekananda Kendra de Desenvolvimento dos Recursos Naturais) Centro de Tecnologia de Recursos fez um estudo detalhado sobre essa dimensão da Azolla e também desenvolveu uma tecnologia de baixo custo para aproveitar plenamente esta dimensão de Azolla que beneficia principalmente os produtores de leite marginal.


A composição nutricional dos Azolla foi estudada por NARDEP equipe liderada por Dr.P.Kamalasanan Pillai e foi confirmado por CFTRI e NDDB, Anand. Azolla é muito rica em proteínas, aminoácidos essenciais, vitaminas (vitamina A, vitamina B12, beta-caroteno), intermediários promotor de crescimento e sais minerais como cálcio, fósforo, potássio, ferro, magnésio, cobre, zinco, etc Em termos de peso seco, Azolla é composto por 25 - 35% de proteína, 10-15% e minerais 7-10% de uma combinação de aminoácidos, substâncias bio-activas e bio-polímeros. Carboidratos e teor de óleo em Azolla é muito baixa. Além disso, Azolla pode ser facilmente digerida pelo gado, devido à sua alta proteína e baixo teor de lignina. Ensaios foram realizados por VK-NARDEP, com Azolla como um substituto alimentar em Tamil Nadu e Kerala. Ensaios em animais leiteiros mostrou um aumento global da produção de leite em 15-20% quando 2-3 Kg de Azolla foi combinada com a alimentação regular. 15-20% da ração comercial pode ser substituído com a mesma quantidade de Azolla em base seca, sem afetar a produção de leite. Constatou-se também que a alimentação Azolla melhora a qualidade do leite, a saúde ea longevidade dos animais. Junto com este potencial de biomassa no alto de Azolla, um rendimento de 1,000 MT / hectare, à taxa de 300 gm. / m² / dia, faz com que este ouvido em forma de anel alimentar samambaia verde ideal.

Fonte: Estudo NDDB em Anand


Em uma área tão pouco quanto 7 x 4,5 pés com folha Silpauline, alguns tijolos e água esterco misturado. O rendimento primeiro vem no sétimo dia seguido de rendimento quase diária de 1 a 1,5 kg. Assim, enquanto em termos de Azolla teor nutricional é quase similar à Spirulina, seu custo de produção é de apenas 25 paise por quilo de biomassa. No exemplo abaixo o uso de cultivo de folha de Azolla silpauline base está sendo julgado como uma intervenção com um fazendeiro que concordou em tentar Azolla em seu terraço própria casa. O objetivo era ver como a tecnologia Azolla, uma vez introduzida, fica integrado com a capoeira e atividades herdade através de resultados sustentados. O seguinte é os dados preliminares dos resultados da intervenção.

Nome do agricultor: Thiru.Manickavachagam

Intervenção começou em: 1 ª semana de Julho de 2005

Village: Kozhikodu pothai, Kanyakumari distrito

Possui: 3 vacas e dois vitelos [variedade híbrida]

Antes da intervenção:

Despesas mensais em alimentos para animais: Rs 3000

Despesas médicas: R $ 250

Quantidade de leite produzido por dia: 15 litros

Uso doméstico: 1 litro

Leite vendido: 14 litros, à taxa de Rs 9 por litro

Geração de renda mensal: R $ 3.780

Lucro líquido: R $ 530

Depois de Intervenção:

Despesas mensais em alimentos para animais: Rs 2700

Quantidade de leite produzido por dia: 18 litros

Uso doméstico: 1 litro

Leite vendido: 17 litros, à taxa de Rs 9 por litro

Geração de renda mensal: R $ 4.590

Lucro líquido: R $ 1.890

Aumento no lucro: 2,7 vezes



QUE TAL TER UM MINHOCÁRIO EM CASA OU NO APARTAMENTO??? MUITO FÁCIL

 


VENDEMOS MINHOCAS

Infelizmente jogamos no lixo muita comida!!! O lixo orgânico representa mais de 50% do montante de lixo descartado nas grandes cidades e, quando descartado sem tratamento, é o que mais polui. Através do processo de fermentação, os resíduos geram o gás metano e o chorume, líquido ácido que contamina os lençóis freáticos.

Então, que tal aproveitar a semana Mundial do Meio Ambiente e começar a dar um destino diferente para lixo orgânico da sua casa? 





Estamos implantando nosso ‘minhocário doméstico’ uma alternativa simples e barata para reduzir o volume de material descartado, manter as lixeiras vazias e dar nova utilidade aos restos orgânicos. Demais !!! Tô curtindo pra caramba essa ideia!!!

Rapaziada, este sistema de compostagem doméstica utiliza minhocas para converter resíduos orgânicos de todo tipo em fertilizantes naturais. É uma opção limpa e prática que pode ser utilizada tanto em casas como em apartamentos, já que ocupa pouco espaço e não libera mau cheiro.

Você vai precisar de:

• 3 caixas modulares;

• 1 torneira pequena;

• 1 pedaço de papelão para servir como tampa;

• Furadeira;

• Terra;

• Minhocas;

• Resíduos orgânicos, folhas secas e papéis picados.

É bom lembrar, que neste projeto estou trabalhando de assistente do meu pai, “Seu Cidão”, suas habilidades são fundamentais!! Essa é uma super dica galera!



Passo a passo do seu minhocário:

1. Faça furos no fundo de duas das caixas modulares e na tampa de papelão, para possibilitar a passagem de ar;


2. Na caixa que fica embaixo das outras, faça um furo maior na lateral para encaixar a torneira (usadas em filtros de água);

3. Empilhe as caixas e coloque a terra com as minhocas na de cima, na altura de mais ou menos dois dedos. Faça o mesmo com a caixa do meio;

4. Despeje o lixo orgânico, folhas secas e papéis picados, na caixa de cima;


Flores despetaladas, cascas de banana e laranja, talos de verduras e alguns guardanapos usados picados

5. Quando a caixa de cima ficar cheia, troque-a pela do meio. Os furos nas caixas vão permitir que as minhocas passem de uma para outra. Quando despejar novos resíduos na caixa de cima, elas voltarão ao trabalho.

6. Quando a caixa de cima ficar cheia, a do meio terá adubo (em média 50 dias), que pode ser usado no jardim e em hortas. A caixa de baixo acumulará um líquido que deve ser retirado pela torneira e usado para regar plantas.

O que garante uma boa decomposição?


Mistura já com cascas, folhas secas, papel picado…

 Rapaziada, minhocário não gera nenhum cheiro e nem atrai insetos, e o que garante isso, é o correto balanceamento entre o úmido (nitrogênio) e o seco (carbono). Sempre que colocar seu lixo orgânico na caixa de cima você deve respeitar a proporção de uma parte de material úmido para duas de material seco, que pode ser composto só de folhas ou principalmente de folhas com um pouco de diferentes tipos de papel (guardanapos de papel usados, papel toalha, jornal…). O minhocário pode ser abastecido todos os dias, desde que respeitadas essas proporções. Ter uma pá ou um ancinho sempre à mão ajuda na hora de cavar um buraquinho pra depositar o material um dia num canto, outro dia no outro…

Importante: Pelos furos do fundo das caixas vai escorrer o excesso de chorume, deixando seu adubo sequinho e as minhocas vão se transferir entre as caixas conforme forem percebendo que você começou a enchê-la com “comida nova”.

Não pode colocar no minhocário!
Carne de qualquer espécie. Não é o alimento preferido das minhocas, tem decomposição lenta e pode atrair moscas!
Excesso de frutas cítricas. O sumo é ácido e atrapalha um pouco o processo. Uma dica é deixar cascas de frutas como limão, laranja e abacaxi secarem por alguns dias antes de irem para o minhocário.

Ah…e quais minhocas colocar?

As minhocas mais adequadas para um minhocário em caixas são as dos tipos Vermelha da Califórnia e Gigante Africana. Você pode comprar suas minhocas e até o kit pronto do minhocário pela internet, uma dica é o Minhocasa, mas com certeza vai encontrar algo no seu bairro mesmo!

Moçada, qualquer dúvida é só mandar um help, estamos começando por aqui também, mas podemos pesquisar juntos, flw?!


VENDEMOS MINHOCAS

sábado, 4 de julho de 2026

Biofertilizante líquido ou adubo foliar


O biofertilizante, empregado apenas como adubo orgânico com excelentes resultados, é um efluente pastoso, resultante da fermentação da matéria orgânica, por um determinado tempo, na ausência total de oxigênio. 

Mas, a partir de 1985, técnicos da EMATER-RIO começaram a observar os efeitos do biofertilizante liquído diluído em água, percebendo redução do ataque de pragas e doenças. Os efeitos foram:
- nutricional, com aumento da produtividade;
- fito-hormonal,induz floração e facilita o enraizamento de estacas;
- nematicida, controla larvas e nematóides quando aplicado puro sobre o solo;
- fungistático e bacteriostático, reduzem o ataque de fungos e bactérias;
- inseticida e repelente, mata insetos de "corpo mole" (formas larvais e jovens), como lagartas, e repele os ditos de "corpo duro" (insetos adultos alados).

Todas as ações ocorrem sem haver desequilíbrios, pois o biofertilizante é constituídosimplesmente por macro, meso e microelementos e aminoácidos úteis ao desenvolvimento do vegetal. Não é recomendado pulverizar durante a floração, para não haver prejuízos à polinização.Para produzir o biofertilizante, a EMATER-RIO recomenda uma bombona plástica com esterco bovino misturado em partes iguais com água
pura, não-clorada, deixando-se um espaço vazio de 15 a 20 cm no seu interior. Esta bombona é hermeticamente fechada, tendo adaptada, em uma de suas tampas, uma mangueira plástica fina, que tem a outra extremidade mergulhada em uma garrafa cheia de água.


Tudo isto serve para garantir a anaerobiose necessária ao processo de fermentação, a qual dura 30 dias. O material a ser empregado é coado em peneira e, posteriormente, filtrado em pano fino. O tempo de utilização do biofertilizante é reduzido, devendo ser usado imediatamente ou, no máximo, em uma semana, para que não perca o efeito fitosanitário. Caso não possa ser utilizado, ele deve voltar ao sistema anaeróbico, ficando por mais 30 dias. Neste caso, só terá efeito hormonal e nutricional.

A aplicação do biofertilizante é feita com os pulverizadores normalmente utilizadosnas lavouras. Dilui-se a 50%, isto é, colocam-se 50 litros de biofertilizante e completa-se com água para 100 litros ou proporções equivalentes. Esta concentração garante o controle dos insetos de "corpo mole",agindo como inseticida de contato, repelindo as formas adultas. Elevando-se a concentração, aumenta também o controle dos insetos em formas adultas. À medida que se diminui a concentração da calda, diminui o efeito inseticida, permanecendo o efeito repelente de insetos adultos. As pulverizações são feitas em alto volume, ou seja, as
plantas devem ser totalmente recobertas com a calda. As estacas poderão ser mergulhadas em biofertilizante
liquído puro, por 1 a10 minutos, sendo secas à sombra por cerca de duas horas e postas a enraizar em seguida. Maiores informações são apresentadas no trabalho de VAIRO DOS SANTOS (1992).

Talvez o único inconveniente do uso do biofertilizante seja a carga microbiológica, que poderia ser aumentada sobre a parte aérea das plantas, comprometendo a qualidade. No entanto, não há estudos envolvendo plantas medicinais.

fotos: Escola: Etec Antonio Junqueira da Veiga
Galeria: PREPARO DE BIOFERTILIZANTE

http://www.esalq.usp.br/siesalq/pm/p05.pdf

Amendoim Forrageiro como cobertura viva para cultivo de hortaliças





O uso de coberturas vivas formadas por gramíneas ou leguminosas aparece como uma prática agrícola promissora para o cultivo de hortaliças, pois promove grande aporte de biomassa, protege o solo de chuvas intensas, mobiliza e recicla nutrientes e favorece a atividade biológica do solo. Essa prática de cultivo mínimo favorece o controle da erosão visto que não há revolvimento do solo como acontece no preparo tradicional (canteiros) em que o solo permanece desnudo por longos períodos de tempo. Nos cultivos em cobertura viva faz-se o corte da planta, deixando a matéria verde na superfície aonde ela vai se decompor, liberando gradativamente os nutrientes e promovendo a sua ciclagem. Em áreas onde há alta infestação de ervas espontâneas persistentes como a tiririca, o cultivo de hortaliças é dificultado em sistema orgânico, visto que não se permite o uso de herbicidas sintéticos. Nesses casos, o cultivo sobre coberturas vivas facilita o controle do mato, reduzindo a necessidade de capinas.

São utilizadas coberturas vivas de diferentes espécies botânicas, porém as de maior destaque são as leguminosas, por formarem associações biológicas com bactérias fixadoras de nitrogênio. O amendoim forrageiro (Arachis pintoi Krapov. & W.C. Gregory) é uma excelente alternativa para cobertura viva de solo. é uma leguminosa herbácea perene, de crescimento rasteiro, estolonífera com 20 a 40 cm de altura e facilmente adaptável a altitudes desde o nível do mar até cerca de 1.800 m.

Recomendações para o plantio da cobertura viva

O amendoim forrageiro produz pequena quantidade de sementes e de difícil extração. Desta forma, para a sua efetiva propagação recomenda-se o uso de mudas ou estolões bem desenvolvidos. O plantio deve ser feito no inicio da época chuvosa em sulcos espaçados de 30 a 50 cm (1 estolão a cada 10 ou 20cm) ou em covas (3 estolões por cova) espaçamento de 0,50 x 0,50m ambos com aproximadamente 15 cm de profundidade. Os estolões devem medir entre 20 a 30 cm e conter pelo menos 4 gemas. Em aproximadamente 6 meses tem-se a cobertura viva completamente estabelecida, cobrindo toda a superfície do solo.

A cobertura viva influencia as características químicas do solo, melhorando sua fertilidade tanto pela fixação de nitrogênio quanto pelo aumento das concentrações de alguns nutrientes (Tabela 1).

O amendoim forragero forma uma cobertura viva perene que pode ser mantida por pelo menos 5 anos na mesma área. Após este período, a cobertura deve ser renovada devido a invasão de ervas espontâneas, o que pode ser feito com mudas obtidas Do próprio local.


Plantio das hortaliças

A cobertura viva com amendoim forrageiro pode ser utilizada para o cultivo de hortaliças tanto em campo aberto quanto em cultivo protegido.
Antes do plantio da hortaliça, a cobertura viva é completamente roçada e são abertos sulcos ou covas de acordo com o espaçamento recomendado para a cultura. As adubações são feitas diretamente nos sulcos ou covas antes do transplante da hortaliça.

Resultados de pesquisas mostraram que o uso de amendoim forrageiro com cobertura viva do solo proporcionou aumento do numero de colheitas de até 20% na produção comercial nas culturas do tomate, pimentão e pepino em relação ao solo descoberto e reduziu a incidência da podridão apical (deficiência de cálcio) em frutos de tomate. Destacou-se também pelo aumento do numero médio de folhas por planta e produção de matéria seca na alface.

quinta-feira, 2 de julho de 2026

Prefeitura utiliza amendoim forrageiro no controle de processo erosivo em encosta

 


fonte: prefeitura Barbacena MG

Uma força-tarefa integrada pelas secretarias de Obras Públicas, Meio Ambiente e Segurança Pública concluiu uma das intervenções estruturais e ecológicas mais complexas da região do Demétrio. O local, que historicamente sofria com o escoamento desordenado de águas pluviais e sérios problemas de erosão, recebeu um projeto definitivo de engenharia e recuperação do solo que mudou completamente a paisagem e garantiu a segurança dos moradores.

De acordo com o secretário de Obras Públicas, Marcos Vinícius, as galerias e redes pluviais da região despejavam a água da chuva no talude de forma desregulada, gerando grandes transtornos ao longo dos anos. A resposta definitiva começou em 2024 com a implantação de um sistema de drenagem para direcionar o fluxo hídrico de maneira ordenada e a construção de uma estrutura de palissada para a contenção imediata da encosta.
Após o resultado dos trabalhos na encosta do Demétrio fica evidente ao comparar o estado inicial do terreno com a estrutura atual.

As imagens aéreas do início do projeto revelam um talude severamente castigado pela força das águas. Grandes fendas de erosão cortavam a terra exposta, ameaçando a integridade das moradias e das vias localizadas no topo e na base da encosta.
 
Na mesma perspectiva, o cenário atual é de total recuperação. A engenharia de contenção abriu espaço para um denso tapete de vegetação amarela e verde, sinalizando que o solo foi fixado e o processo erosivo, estancado.
 
Para garantir que a terra não voltasse a ceder, a Secretaria de Meio Ambiente adotou uma solução baseada na natureza. O secretário da pasta, Frederico Vieira, explicou que as características do solo local — pobre em estrutura física — somadas à interferência humana aceleravam o processo de degradação.

Como solução ecológica, a equipe técnica realizou o recobrimento do talude com amendoim forrageiro. Por ser uma espécie fixadora de nitrogênio, a planta condiciona o solo antes fragilizado, criando uma malha de raízes capaz de reter a terra, reduzir os impactos das chuvas e permitir o desenvolvimento futuro de outras espécies vegetais.




Apesar do sucesso da engenharia e da restauração ambiental, a durabilidade da obra depende diretamente da preservação do local. O secretário de Segurança Pública, Ângelo Pádua, fez um alerta contundente sobre os riscos do descarte irregular de resíduos na área recuperada.

"Se as pessoas continuarem jogando entulhos, restos de obra ou qualquer outro material aqui, e não tiverem a consciência de que a manutenção do que foi feito é de responsabilidade de quem utiliza a área, nós vamos voltar com um problema talvez até pior do que existia antes", advertiu Pádua no registro do arquivo.
A prefeitura reforça que o descarte de lixo e entulho em encostas é crime ambiental e prejudica os sistemas de drenagem urbana. A Guarda Municipal mantém patrulhamento na região e orienta a população a denunciar qualquer atividade irregular.

quarta-feira, 1 de julho de 2026

Taboa: alimento, filtro e utilizada em artesanato.


Foto de Stan Shebs

Nome Científico: Typha domingensis
Família: Typhaceae
Características Morfológicas: Planta hidrófita (aquática), perene e ereta, de tamanho que pode variar de 2 a 4 metros de altura. Floresce de julho a agosto. Detalhe interessante: a parte superior da espiga é composta de flores masculinas, que caem; já a inferior, cor de chocolate ou ocre, é das femininas. O fruto, exótico, apresenta plumas.
Ocorrência Natural: Comum em todas as sub-regiões do Pantanal, em lagoas, brejos, solos arenosos ou argilosos ácidos e alcalinos. Presente desde o Canadá e Estados Unidos, até a Patagônia (inclua-se todo o Brasil). Cosmopolita, também é encontrada na Europa, Ásia, Austrália e Nova Zelândia.

A taboa, quando jovem, é uma planta inteiramente comestível. Para começar a espiga pode ser cozida ou assada, como um milho verde (aliás, tem proteína equivalente a ele), usada para fazer sopas, purês e até chocolate. O broto pode ser comparado a um palmito e até o pólen serve para doces. De quebra, as sementes contêm 88% de óleo (comparáveis ao de girassol e de canola).

Na natureza, a taboa funciona como um abrigo para muitas espécies de roedores e aves. As aplicações desta planta datam de 1906, quando já era explorada no delta do rio Danúbio (para celulose e produção de papel pardo, mais resistente). Utilizada como matéria-prima para papel, pastas, cestas e outros itens para artesanato.

Aliás, sua fibra é excelente (fica entre a juta e o cânhamo), com utilização em estofados, para a vedação contra água (pois incha) e como isolante térmico.

Além disso, é cultivada como filtro biológico para esgoto doméstico, efluentes industriais e de criação de animais, e também para controlar a erosão em canais. É capaz, inclusive, de remover metais pesados da água. Vai bem em solo rico em matéria orgânica, onde normalmente apresenta um crescimento vigoroso.

Suas grandes folhas acompanham suavemente a direção do vento, trazendo movimento ao paisagismo. Dessa forma é ideal para compor jardins aquáticos únicos e na recomposição de ambientes degradados. Com a percepção da importância de ambientes alagados num contexto de sustentabilidade, a taboa torna-se uma ferramenta útil nas mãos do paisagista que pode utilizar a espécie tanto em cursos d’água usuais nos projetos, como laguinhos, espelhos d’água e fontes, como em jardins de chuva, várzeas e banhados (wetlands), antes considerados espaços de pouca relevância e muitas vezes até aterrados.

É conhecida também como paineira-de-brejo, capim-de-esteira, paina, paina-de-flecha, paineira-de-flecha, pau-de-lagoa, taboinha, tabu, entre outros.


Taboa – Typha dominguensis na beira de um lago. Foto de Hans Hillewaert

Compostagem e vermicompostagem auxiliam a transformação de resíduos em insumos agrícolas

Publicado em julho 14, 2015 por 


Caixa de compostagem. Foto: Minha Horta Suspensa – http://hortasuspensaquintal.blogspot.com.br/

Os resíduos de origem animal e vegetal, processados biologicamente, são transformados em composto orgânico e húmus de minhoca
Produzir fertilizante orgânico a custo relativamente baixo é possível sem dificuldade para o produtor rural por meio da compostagem ou vermicompostagem. Segundo o pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste (Dourados, MS), Ivo de Sá Motta, adubos orgânicos alternativos são facilmente produzidos nas propriedades. E a matéria-prima pode ser obtida a partir de restos de frutas, verduras, cascas de ovos e outros tipos de alimentos, assim como de resíduos de palhas, camas de criações, esterco e resíduos agroindustriais. “Os resíduos transformados em insumos agrícolas por meio dessas duas práticas reciclam resíduos locais e contribuem para o aumento da capacidade produtiva dos solos, diz o pesquisador.
Segundo Motta, esses materiais no caso da compostagem são decompostos por microorganismos, como fungos e bactérias, e na vermicompostagem pela ação das minhocas) desde que estejam com a umidade adequada e na presença de ar. Como resultado, são transformados em húmus mais matéria orgânica em humificação.
“Se o produtor rural não tiver equipamentos, tais como trator com pá carregadeira, composteiras ou carretas para enleiramento do material para a preparação do composto ou vermicomposto, a operação pode ser realizada manualmente com forcados ou gadanhos, curvos e retos; enxadas, pás e carrinho de mão”, afirma.
Como consequência, estão os impactos sociais, econômicos e ambientais positivos, “já que as famílias poderão produzir seu próprio fertilizante (orgânico), diminuir custos na propriedade e até mesmo aumentar a renda, além de conservar o solo e a água dos rios e de lençóis freáticos”, destaca Motta.
Os produtos da compostagem e vermicompostagem podem ser utilizados em cultivos intensivos diversos, tais como hortas, pomares, ervas medicinais, floricultura e condimentares, como adubo orgânico, húmus liquido ou chá de composto e substrato para mudas.
Benefícios
Entre as vantagens no uso da adubação orgânica, estão a melhoria da fertilidade do solo, por fornecer nutrientes para as plantas, assim como nutrientes e energia para os organismos benéficos do solo; o aumento da infiltração e o armazenamento de água e aeração do solo entre outros.
“Podemos dizer que o “composto” e o “húmus de minhoca”, melhoram os atributos químicos, biológicos e físicos do solo. Quando utilizamos o composto (ou húmus) em vez de estercos temos os seguintes benefícios: maior rendimento devido à utilização de restos vegetais, eliminação de sementeira de plantas invasoras e microorganismos patogênicos devido ao aumento da temperatura no interior da pilha durante o processo de decomposição, além de fornecer para o solo/planta um adubo mais elaborado, prontamente disponível para a planta”, destaca o pesquisador Motta.
Entre os insumos produzidos temos os substratos para mudas, que além de baixo custo por serem produzidos com recursos locais, possibilitam a produção de mudas com qualidade, em substratos, tubetes ou sacos plásticos.
Requisitos mínimos
Entre as condições básicas para começar a produção do composto orgânico ou húmus de minhoca, está a escolha do local, que deve ficar a pleno sol ou, no máximo, semi-sombreado com árvores esparsas. O lugar deve ter disponibilidade de água para irrigação da pilha ou leira, mas não pode estar sujeito a encharcamento, por isso o terreno deve ser ligeiramente inclinado. Deve ser de fácil acesso e próximo aos cultivos, onde os resíduos orgânicos serão depositados para a montagem das pilhas.
Outro requisito que deve ser mencionado é sobre a diversidade e tamanho dos materiais usados: quanto mais variados e mais picados os componentes (tamanho máximo de 6 cm), melhor será a qualidade do composto ou húmus de minhoca e a finalização do processo será mais rápida.
Motta explica que, dependendo dos materiais utilizados, é possível ter o produto final pronto em aproximadamente 90 dias. O composto ou húmus deve ter cor escura marrom café, cheiro agradável de terra, de mato, aspecto “gorduroso” e consistência friável ou que se fragmenta com a pressão dos dedos. “Depois de pronto, o insumo deve ser utilizado logo em seguida, ou então desde que possível armazená-lo protegido do sol e da chuva para manter a sua qualidade”, orienta o pesquisador.
Curiosidade – Motta conta que a compostagem é uma técnica milenar, praticada pelos chineses há mais de cinco mil anos. Albert Howard “pai da agricultura orgânica” aperfeiçoou a técnica já no século XX, década de 1940, em Indore na Índia, por isso conhecido por método Indore de compostagem.
Colaboração de Sílvia Zoche Borges, NCO, Embrapa Agropecuária Oeste, in EcoDebate, 14/07/2015
MINHOCAS OU COMPOSTEIRAS? TEMOS agropanerai@gmail.com

segunda-feira, 29 de junho de 2026

Os benefícios da água com limão siciliano


ucessivos
image descriptionAlimentos e Propriedades , Bons Hábitos , Alimentação

Você já tentou tomar um copo de água com limão siciliano de manhã, antes do café da manhã? É um simples gesto que ajuda a depurar e a hidratar o organismo de forma natural. Descubra como se faz!


Água e limão siciliano de manhã

São muitos os benefícios da água com limão siciliano. Um copo de água com limão siciliano por dia estimula a desintoxicação do físico e melhora sensivelmente a digestão. Além do mais, o poder alcalinizante do limão siciliano ajuda a compensar eventuais problemas de acidose.
Nós mostraremos à você como iniciar a dieta desintoxicante e remineralizante à base de água com limão siciliano: encha um copo com água à temperatura ambiente ou, se preferir, morna. Esprema meio limão siciliano, tendo o cuidado de utilizar um produto fresco e biológico.
A melhor coisa é habituar-se a tomar um copo de água com limão siciliano, em jejum e de manhã. Ao preparar a bebida, não use água fria para evitar um gaste energético excessivo na sua assimilação.

Os benefícios da água com limão siciliano

As inúmeras propriedades benéficas da água com limão siciliano:
  • Estimula a digestão e melhora a saúde do sistema imunitário.
  • Tomar água com limão siciliano é indicada pela American Câncer Society como terapia de suporte, útil para estimular os movimentos intestinais. Na realidade, o sumo do limão siciliano aumenta a produção da bile no fígado e as vitaminas, mais os sais minerais contidos nos limões sicilianos, ajudam a expelir as toxinas acumuladas no trato digestivo. As propriedades digestivas do limão siciliano contribuem para aliviar dores oriundas da azia e do inchaço do estômago. Ricos em vitamina C, os limões sicilianos mostram-se úteis no combate e na prevenção à gripe. O seu alto conteúdo de potássio estimula a boa funcionalidade dos nervos e do cérebro e ajuda abaixar a pressão sanguínea.
  • Propriedades depurativas e diuréticas.
  • Estimulando a diurese, a bebida à base de água com limão ajuda o organismo a depurar-se das toxinas, garantindo saúde e eficiência ao aparelho urinário.
  • Regula o pH.
  • O ácido cítrico, combinado com as propriedades da vitamina C, contribui a reduzir os níveis de acidez do sangue. Por esse motivo, beber água com limão siciliano, regulamente, previne a condição de acidose no organismo.
  • Purifica a pele e refresca o hálito.
  • A vitamina C e os antioxidantes contidos no limão siciliano ajudam a combater os danos causados pelos radicais livres e a formação das rugas. Além disso, refresca o hálito, previne a dor de dente e da gengiva.

sábado, 27 de junho de 2026

Tojo uma terrível planta invasora

O tojo (Ulex europaeus) é uma das espécies exóticas invasoras mais agressivas do Rio Grande do Sul. Originário da Europa Ocidental, é um arbusto espinhoso de flores amarelas que domina os campos de altitude (especialmente na região de Cambará do Sul e nos Campos de Cima da Serra).Sua presença causa graves impactos socioambientais e econômicos no estado:Sufocamento da Biodiversidade: Forma maciços densos e impenetráveis que bloqueiam a luz solar, exterminam a vegetação nativa e reduzem o espaço para a fauna local.Prejuízos à Pecuária: Seus espinhos rígidos ferem o rebanho, especialmente ovinos, e impedem o acesso dos animais às pastagens naturais.Risco de Incêndio: É uma planta altamente inflamável. O calor do fogo, inclusive, estimula a abertura de suas vagens e a germinação rápida de novas sementes.Resistência Extrema: Suas sementes podem sobreviver adormecidas no solo por mais de 50 anos, e a planta rebrota com facilidade após cortes ou queimadas.A disseminação da espécie no sul do Brasil é impulsionada por interações ecológicas:Abelhas exóticas e nativas polinizam suas flores.Formigas nativas, como a quem-quem-preto-brilhante, carregam suas sementes e auxiliam na dispersão.Para combater o avanço do tojo, órgãos ambientais como o ICMBio e pesquisadores da UFRGS têm realizado ações de manejo integrado, que incluem o corte mecânico e a aplicação controlada de herbicidas específicos em áreas de preservação ambiental e parques nacionais.

Postagem em destaque

JÁ PENSOU EM TER UM MINHOCÁRIO PARA RECICLAR O SEU LIXO?

JÁ PENSOU EM TER UM MINHOCÁRIO PARA RECICLAR O SEU LIXO ORGÂNICO DOMÉSTICO?   ...

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