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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020
Compostagem reduz em até 70% lixo orgânico!!
fonte: a tarde
Thiago Conceição
Na cozinha da professora aposentada Arly Mary de Oliveira,
moradora de Piatã, as duas lixeiras de pia indicam a prática de
reutilização dos resíduos orgânicos. Enquanto o primeiro recipiente
recebe outros tipos de lixo comum, a segunda lixeira é destinada para a
matéria orgânica. No final do dia, a professora separa o material
orgânico para o processo de compostagem orgânica, responsável por
diminuir em até 70% o descarte mensal de resíduo alimentar da casa.
O processo de compostagem natural usado por Arly, feito com o auxílio
de uma composteira, húmus e material vegetal seco, é utilizado para
aproveitar os alimentos e produzir adubo orgânico. O sistema de
compostagem está instalado na casa da professora, que, além de deixar o
espaço mais ecológico, utiliza o adubo para manter o jardim do seu
condomínio, o Aldeia Jaguaribe, mais saudável.
"Já tenho dois anos com a prática da compostagem orgânica
residencial. Eu sempre guardei essa vontade de encontrar uma solução
sustentável para o tanto de lixo que é produzido em casa. Depois de
conhecer o processo e adquirir os materiais, realizei esse desejo",
conta a professora.
O tempo de produção do adubo depende da quantidade de lixo orgânico
processado na compostagem. No caso de Arly, o método leva cerca de um
mês para gerar o fertilizante. Ela utiliza o chorume, originado pela
decomposição dos resíduos, na pulverização do jardim do Aldeia
Jaguaribe.
"É importante ter a consciência de que boa parte do lixo residencial é
orgânico e tem como ser aproveitado. Na cozinha de casa, a lixeira de
pia que foi destinada para a matéria orgânica fica cheia no final do
dia, o recipiente é tomado por cascas de frutas, legumes, talos. No caso
da lixeira onde são colocados os outros tipos de materiais, ela leva
dias para lotar", diz Arly.
Cuidados no processo
A motivação em diminuir a geração de lixo orgânico residencial
precisa ser acompanhada dos cuidados necessários para a correta
compostagem natural. De acordo com Alan Souza, responsável pela Minhocas
Compostagem, empresa de sustentabilidade composteira que atua em
Salvador, nem todos os materiais orgânicos podem ser colocados na
composteira de casa.
"O que não pode ir para a composteira são os restos de papéis,
carnes, arroz, trigo, cebola, alho. É necessário obter informações sobre
esses e outros elementos que não contribuem para o processo de
compostagem natural, pois comprometem a degradação da matéria orgânica e
atraem vetores (insetos) para o equipamento", conta Souza.
Na hora de colocar a composteira na casa, Alan explica que é preciso
instalar em local com boa iluminação e ventilação, protegido do sol e
chuva. Ele afirma que o espaço de um metro já é suficiente para a
prática de compostagem domiciliar.
MINHOCAS E MINHOCÁRIOS : agropanerai@gmail.com
Conheça os Frutos do Cerrado e suas Sazonalidades!
Posted by Biomarket
As frutas do cerrado são muito desconhecidas ainda pela população
brasileira. Essas frutas se destacam por ser ricas em nutrientes e
substâncias antioxidantes, que faz um bem enorme para a saúde do nosso
corpo.
E quando se trata de vitaminas, segundo um estudo feito pela Unicamp, algumas frutas do cerrado tem um valor muito alto de vitaminas.
Entre os frutos do cerrado destacamos o baru, considerado a joia do cerrado pois é rico em proteínas, fibras, minerais, além dos ácidos graxos oleico (ômega-9) e linoleico (ômega-6).
Fonte: Central do Cerrado
E quando se trata de vitaminas, segundo um estudo feito pela Unicamp, algumas frutas do cerrado tem um valor muito alto de vitaminas.
Entre os frutos do cerrado destacamos o baru, considerado a joia do cerrado pois é rico em proteínas, fibras, minerais, além dos ácidos graxos oleico (ômega-9) e linoleico (ômega-6).
| FRUTO | NOME CIENTÍFICO | SAFRA | OCORRÊNCIA |
| Amora-Preta | Bubus cf brasilliensis | set. a fev. | Mata de Galeria |
| Ananás | Annas ananassoides | out. a mar. | Cerrado, Cerradão e Mata de Geleria |
| Araçá | Psidium firmum | out. a dez. | Cerrado e Cerradão |
| Araticum | Annona crassiflora | fev. a mar. | Cerrado e Cerradão |
| Araticum-de-Casca-Lisa | Annona coriacea | dez. a mar. | Cerrado, Cerradão, Campo Sujo e Campo Rupestre1 |
| Araticum-Rasteiro | Annona pygmaea | dez. a mar. | Campo Sujo e Campo Limpo |
| Araticum-Tomentoso | Annona cf. tomentosa | dez. a mar. | Cerrado e Campo Sujo |
| Babaçu | Orbygnia cf. phalerata | out. a jan. | Mata Seca2 |
| Bacupari | Salacia campestris | set. a dez. | Cerrado, Cerradão e Campo Sujo |
| Banha-de-Galinha | Swartzia langsdorfii | ago. a out. | Mata Seca, Mata de Galeria |
| Baru | Dypterix alata | set. a out. | Mata Seca, Cerradão e Cerrado |
| Buriti | Mauritia vinifera | out. a mar. | Mata de Galeria e Vereda |
| Cagaita | Eugenia dysenterica | out. a dez. | Cerrado e Cerradão |
| Cajuzinho-do-Cerrado | Spondia cf. lutea L. | dez. a fev. | Mata de Galeria |
| Caju-de-Árvore-do-Cerrado | Anacardium othonianum | set. a out. | Cerrado e Cerradão |
| Caju-Rasteiro | Anacardium pumilum | set. a out. | Campo Sujo e Campo Limpo |
| Cajuzinho-do-Cerrado | Anacardium humile | set. a nov. | Cerrado, Campo Sujo e Campo Limpo |
| Chichá | Sterculia striata | ago. a out. | Cerradão e Mata Seca |
| Coquinho-do-Cerrado | Syagrus flexuosa | set. a mar. | Cerrado e Cerradão |
| Croadinha | Mouriri elliptica | set. a out. | Cerrado e Cerradão |
| Curriola | Pouteria ramiflora | set. a mar. | Cerrado e Cerradão |
| Fruto-do-Tatu | Crhysophyllum soboliferum | nov. a jan. | Cerrado e Campo Sujo |
| Gabiroba | Campomanesia cambessedeana | set. a nov. | Cerrado, Cerradão e Campo Sujo |
| Gravatá | Bromelia balansae | out. a mar. | Cerrado e Cerradão |
| Guapeva | Pouteria cf. gardineriana | nov. a fev. | Cerradão, Mata Seca e Mata de Galeria |
| Guariroba | Syagrus oleraceae | set. a jan. | Mata Seca |
| Ingá-do-Cerrado | Inga laurina Willd.. | nov. a jan. | Mata de Galeria, Cerradão e Mata Seca |
| Jaracatiá | Jacaratia hiptaphylla | jan. a mar. | Mata Seca |
| Jatobá-do-Cerrado | Hymenaea stigonocarpa | set. a nov. | Cerrado e Cerradão |
| Jatobá-da-Mata | Hymenaea stilbocarpa | set. a nov. | Cerradão, Mata Seca e Mata de Galeria |
| Jenipapo | Genipa ameriacana | set. a dez. | Mata Seca, Cerradão e Mata de Galeria |
| Jerivá | Syagrus romanzoffiana | abr. a nov. | Cerradão e Mata de Galeria |
| Lobeira | Solanum lycocarpum | jul. a jan. | Cerrado, Cerradão e Campo Sujo |
| Macaúba | Acrocomia aculeata | mar. a jun. | Mata Seca e Cerradão |
| Mama-Cadela | Brosimum gaudichaudii | set. a nov. | Cerrado e Cerradão |
| Mangaba3 | Hancornia spp. | out. a dez. | Cerrado e Cerradão |
| Maracujá-de-Cobra4 | Passiflora coccinea | set. a nov. | Mata de Galeria e Cerradão |
| Maracujá-do-Cerrado | Passiflora cincinnata | out. a mar. | Cerrado e Cerradão |
| Maracujá-Doce | Passiflora alata | fev. a abr. | Mata de Galeria e Mata Seca |
| Maracujá-Nativo5 | Passiflora eichleriana | out. a mar. | Mata de Galeria, Cerradão e Mata Seca |
| Maracujá-Roxo | Passiflora edulis | fev. a ago. | Mata de Galeria |
| Marmelada-de-Bezerro | Alibertia edulis | set. a nov. | Cerrado e Cerradão |
| Marmelada-de-Cachorro | Alibertia sessillis | out. a dez. | Cerrado e Cerradão |
| Marmelada-de-Pinto | Alibertia elliptica | out. a dez. | Cerrado e Cerradão |
| Melancia-do-Cerrado | Melancium campestre | mai. a jul. | Cerrado, Campo Sujo e Campo Limpo |
| Murici | Byrsonima verbascifolia | nov. a mar. | Cerrado e Cerradão |
| Palmito-da-Mata | Euterpe adulis | abr. a out. | Mata de Galeria |
| Pequi | Caryocar brasilliense | out. a mar. | Cerrado, Cerradão e Mata Seca |
| Pequi-Anão6 | Caryocar brasilliense | fev. a abr. | Cerrado, Campo Limpo, Campo Sujo e Campo Rupestre |
| Subsp. Intermedium | |||
| Pêra-do-Cerrado | Eugenia klostzchiana | out. a dez. | Cerrado e Cerradão |
| Perinha | Eugenia lutescens | set. a nov. | Cerrado, Cerradão e Campo Sujo |
| Pimenta-de-Macaco | Xilopia aromatica | set. a jan. | Cerrado e Cerradão |
| Pitanga-Vermelha | Eugenia calycina | set. a dez. | Cerrado e Campo Sujo |
| Pitomba-do-Cerrado | Talisia esculenta | out. a jan. | Mata Seca e Cerradão |
| Puçá | Mouriri pusa | set. a out. | Cerrado e Cerradão |
| Saputá | Salacia elliptica | out. a dez. | Mata de Galeria |
| Tucum-do-Cerrado | Bactris spp. | jan. a mar. | Mata de Galeria |
| Uva-Nativa-do-Cerrado | Vitis spp. | jan. a mar. | Mata Seca e Calcária |
Fonte: Central do Cerrado
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020
Abelhas sem ferrão! Como é uma colmeia por dentro?
Como a colmeia de abelhas jataí se organiza por dentro? Onde estão as caixas de mel, pólen, discos de cria e realeiras?
Cenário: Cidade Escola Ayni
terça-feira, 4 de fevereiro de 2020
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020
Abacate: Arma para reduzir o colesterol
Um estudo brasileiro descobriu que um abacate por dia tem um papel importante para reduzir o colesterol.
As pessoas costumam ter uma imagem negativa do abacate: “O abacate é muito gorduroso, vai piorar seu colesterol”, dizem uns, “Abacate engorda“, falam outros.
O abacate é calórico sim, tem um alto valor energético, pois cada 100g da fruta tem 160 calorias.
Mesmo assim é um alimento que não deve faltar na alimentação dos
atletas, pois contém altos teores de polifenóis, potássio e outros
nutrientes valiosos. Sem falar que um estudo recente descobriu que o abacate reduz o colesterol total.
Um reportagem do Globo Repórter mostrou o estudo brasileiro realizado sobre o abacate que teve policiais militares como voluntários.
Amostras de sangue dos participantes foram colhidas antes e depois do
período do estudo. Durante a pesquisa os soldados tinham que comer abacate todo dia. Um abacate pequeno: metade pela manhã e outra no almoço.
O estudo concluiu que o abacate ajuda muito no controle do colesterol, pois 99% dos policiais que participaram do estudo tiveram melhora no HDL (o ‘colesterol bom’), que combate o LDL ‘colesterol ruim’. O efeito final foi de baixar o colesterol total.
Segundo o médico nutrólogo que conduziu o estudo duas colheres de sopa de abacate por dia são a medida ideal para que você tenha benefícios reduzindo os riscos de desenvolver doença cardíaca, pois ele é tão bom para o organismo quanto o azeite de oliva extra virgem é no controle do colesterol.
http://hypescience.com
Consultoria em Hortas - Momento Ambiental
Uma assessoria diferente, que tem como propósito deixar casas e
apartamentos mais verdes e, sobretudo, mais integrados à natureza. Nesta
edição, o programa Momento Ambiental detalha o funcionamento do
Hortinutri, um serviço que pode ser contratado por quem pretende ter uma
horta em casa, mas não sabe por onde começar. A escolha das hortaliças
depende do gosto e do perfil do cliente. Apesar de exigir dedicação e
cuidado, a atividade traz vantagens incalculáveis. Manter uma horta em
casa, muitas vezes, significa qualidade de vida.
apartamentos mais verdes e, sobretudo, mais integrados à natureza. Nesta
edição, o programa Momento Ambiental detalha o funcionamento do
Hortinutri, um serviço que pode ser contratado por quem pretende ter uma
horta em casa, mas não sabe por onde começar. A escolha das hortaliças
depende do gosto e do perfil do cliente. Apesar de exigir dedicação e
cuidado, a atividade traz vantagens incalculáveis. Manter uma horta em
casa, muitas vezes, significa qualidade de vida.
fonte: ciclo vivo
Plantar árvores frutíferas nativas da região é um método eficaz de atrair a biodiversidade e tornar as cidades mais acolhedoras.
Você sabia que das 20 frutas mais comercializadas no Brasil, apenas três são nativas de nosso país?
É contraditório pensar que um dos países mais ricos em biodiversidade
do mundo consuma tão poucas frutas nativas. O impacto disso é a ameaça
de extinção de diversas espécies, que aos poucos, estão sendo esquecidas
da memória e desaparecendo do mapa.
Para o botânico Ricardo Cardim, é preciso mudar a concepção cultural e
agronômica: “Podemos começar a divulgar e cultivar nas cidades os
frutos nativos, de forma a resgatarmos sabores esquecidos e ajudarmos no
reequilíbrio ecológico urbano. Plantar árvores frutíferas nativas da
região é um método eficaz de atrair a biodiversidade e tornar as cidades
mais acolhedoras”, diz o botânico em seu blog, Árvores de São Paulo.
Abaixo, Cardim lista dez frutas nativas dos biomas ameaçados Cerrado e
Mata Atlântica que poderiam entrar para o cardápio (e jardins) dos
brasileiros.
1. Gabiroba (Campomanesia pubescens)
Também conhecida como guabiroba, guavira ou araçá-congonha, é
um arbusto com fruto arredondado, de coloração verde-amarelada, com
polpa esverdeada, suculenta, envolvendo diversas sementes e muito
parecido com uma goiabinha. Ela pode ser consumida ao natural ou na
forma de sucos, doces e sorvetes e ainda serve para fazer um apreciado
licor. A gabiroba pode ser encontrada nos cerrados das regiões Sul,
Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste. No sul do Brasil, na região norte e
oeste do Paraná além da variedade de cerrado, dissemina-se também a
variedade arbórea que alcança vários metros de altura, produzindo frutos
com sabor e aparência da variedade de campo, porém quando maduros
apresentam a cor amarela.
2. Tarumã-do-cerrado (Vitex polygama)
Também conhecida como tarumã-bori, tarumã-de-fruta-azul, maria-preta, marianeira, velame-do-campo ou mameira,
a árvore, proveniente do bioma do Cerrado, possui de seis a 20 metros
de altura. Seus frutos, adocicados e com sabor agradável, assemelham-se a
uma azeitona-preta e fazem a alegria de pássaros como periquitos e
papagaios. Podem ser utilizados para fazer bebidas como vinho, licor e
sucos, ou doces, como geleias ou caldas. Esta espécie é muito eficiente
se usada na recomposição de áreas degradadas e pode ser utilizada no
paisagismo de praças e jardins públicos.
3. Perinha-do-cerrado (Eugenia klotzschiana)
Também conhecida como pêra do campo, perinha do campo, cabacinha ou cabamixá-açú,
o arbusto é nativo dos campos e Cerrados de praticamente todo o Brasil.
Os frutos podem ser utilizados em sucos batidos com leite ou para fazer
sorvetes, bolos e geleias. A planta, dificilmente encontrada nos dias
de hoje, não pode faltar em projetos de recuperação dos Cerrados.
4. Grumixama (Eugenia brasiliensis)
Também conhecida como cumbixaba, ibaporoiti ou cereja-brasileira,
a árvore de até 15 metros de altura é nativa da Mata Atlântica e era
encontrada desde a Bahia até Santa Catarina. Seus frutos, que atraem
muitos pássaros, possuem até duas sementes, e seu sabor assemelha-se
bastante com o da cereja.
5. Uvaia (Eugenia uvalha)
A árvore, também conhecida por uvalha ou uvaieira,
tem de seis a 13 metros de altura. A espécie, proveniente da Mata
Atlântica, ocorre nos estados de Paraná, Rio Grande do Sul, Santa
Catarina e São Paulo. A uvaia tem aroma suave e agradável e possui alto
teor de vitamina C (até quatro vezes mais do que a laranja). É muito
utilizada para fazer sucos e largamente cultivada em pomares domésticos.
Sua casca, na cor amarelo-ouro, é ligeiramente aveludada e sua polpa
muito delicada. Um dos grandes problemas desta fruta é que ela amassa,
oxida e resseca com facilidade, por isso, não é muito encontrada em
supermercados.
6. Jerivá (Syagrus romanzoffiana)
Também chamado baba-de-boi, coqueiro-jerivá, coquinho-de-cachorro e jeribá,
a árvore é uma palmeira nativa da Mata Atlântica. Sua fruta, conhecida
como “coquinho”, é amarela, ovalada e não passa de três centímetros de
comprimento. O “coquinho” é muito apreciado por animais, como papagaios,
maritacas ou mesmo por cachorros. A fruta também pode ser consumido
pelos humanos batendo-se com pedras para alcançar as suas amêndoas, o
que era feito frequentemente por crianças no passado.
7. Sete-capotes (Campomanesia guazumifolia)
Também conhecido por guabiroba verde, sete-cascas, sete-capas, sete-casacas, capoteira, araçá-do-mato ou araçazeiro-grande,
o sete-capotes é uma importante árvore frutífera silvestre, com frutos
doces e comestíveis, apreciados pelo homem e pela fauna. Seu fruto, que
quando maduro possui coloração verde-clara, pode ser consumido
naturalmente ou aproveitados em doces e na elaboração de sucos e
sorvetes (neste caso deve-se separar a polpa da semente). A árvore, que
mede até seis metros de altura, é muito bonita, especialmente pela
exuberância de suas flores e folhas.
8. Cambuci (Campomanesia phaea)
O cambucizeiro, árvore da Mata Atlântica originalmente encontrada na
Serra do Mar, chegou a estar em perigo de extinção pelo uso excessivo
de sua madeira e pelo alto crescimento urbano da região. O cambuci era
muito abundante na cidade de São Paulo, chegando a dar nome a um de seus
bairros tradicionais. Após um forte movimento para trazer o cambuci de
volta para a região (veja aqui), a espécie está sendo preservada.
O nome cambuci é de origem indígena e deve-se ao formato de seus
frutos, semelhantes a potes de cerâmica, que recebem o mesmo nome. Ricas
em vitaminas, suas frutas têm um perfume intenso e adocicado, mas seu
sabor é ácido como o do limão. Por essa razão, poucos apreciam
consumi-la in natura. A fruta pode ser utilizada na produção de geleias,
sorvetes, sucos, licores, mousse, sorvete, bolo, além do tradicional
suco.
9. Cagaita (Eugenia dysenterica)
A cagaiteira é uma bela árvore, proveniente do Cerrado, que pode
chegar a ter oito metros de altura. Seu fruto é pequeno com casca
amarelo esverdeada, polpa suculenta e ácida e apresenta até quatro
sementes no seu interior. Apesar de seu agradável sabor ácido e textura
macia, a cagaita não deve ser consumida em grandes quantidades, pois tem
um forte efeito laxativo. Além das atribuições medicinais e de produzir
um suco muito saboroso, o fruto, rico em vitamina C e antioxidantes, é
utilizado na fabricação de sorvetes. A polpa, com ou sem a casca, é
energética, com baixo teor calórico.
10. Melancia-do-cerrado (Melancium campestre)
Também conhecida como melancia do campo, melancia-de-tatu, cabacinha do campo, cabacuí ou caboi-curai,
esta espécie rasteira que já foi muito comum no Cerrado, hoje já é
considerada rara. Seu fruto se assemelha muito com o da melancia por
fora, porém ela possui uma penugem em sua casca. Os frutos possuem casca
grossa, com aproximadamente 90 sementes envoltas numa polpa gelatinosa
amarelada (veja aqui).
Embora seja ácida, a fruta pode ser consumida in natura, ou utilizada
em forma de geleias e sucos. A planta não pode faltar em projetos de
reflorestamento de ambientes campestres dos Cerrados pois seus frutos
são muito apreciados pelos animais.
Que tal plantar um pé de uma árvore frutífera dessas em seu quintal? No site Colecionando Frutas você consegue encontrar estas e outras espécies nativas difíceis de serem encontradas.
Mayra Rosa – Redação CicloVivo
Arquiteta
e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University
of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010
com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e
descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de
influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em
harmonia.
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