Blog dedicado a AGROECOLOGIA, ARBORIZAÇÃO URBANA, ORGÂNICOS . Compostagem doméstica.+ Venda de minhocas vermelhas da califórnia Avaliação de Risco DE ÁRVORES. Laudos Técnicos, Licenciamento Ambiental, ART, Alexandre Panerai Eng. Agrônomo UFRGS - RS - Brasil - agropanerai@gmail.com WHAST 51 3407-4813
quarta-feira, 8 de janeiro de 2020
Figueira de Vaso -Ficus benjamina: ele é um perigo!
fonte: http://www.anavilhana.com.br/blog/2008/12/ficus-benjamina-ele-e-um-perigo/
Publicado por Rosalba
Sabe
aquela arvorezinha, com folhinhas verde brilhantes, que chegou bem
pequenininha, inofensiva, e você plantou ali, ao lado da casa, na
calçada, para sombrear os carros estacionados na rua? Ela irá crescer
rapidamente. Mais rápido do que você imagina.
Suas
raízes irão procurar água e nutrientes, com se tivessem sempre uma
intensa sede e fome. Se encontrarem um cano pelo caminho, ótimo: servirá
de fonte. Não contentes com a água ali absorvida, continuarão a
procurar, penetrando cada vez mais na terra. Enquanto isso seu tronco,
galhos e copa aumentam proporcionalmente. Neste momento ela estará
oferecendo uma generosa sombra, densa, felicidade para o dono da casa e
os motoristas que ali param. Sua sombra será disputada! No jardim a sua
volta, a grama morre devido à intensa sombra. Algumas plantas começam a
definhar. A competição com as raízes do fícus é impossível.
Ficus benjamina
Mais
algum tempo e a calçada começa a rachar, o asfalto da rua levanta. As
raízes começam, visivelmente, a mostrar sua força. Se elas encontrarem
um muro ou parede pela frente elas não hesitarão em quebrá-lo para
continuarem sua frenética busca por alimento e água.
Estranhamente a conta d’água fica cada vez mais cara.
- Será que é o fícus?
- Não, não pode ser…
- Mas talvez… Já reparou como a calçada está levantando?
Logo, a surpresa: alguém mais está usando a água.
- Está decidido: vamos cortar a árvore.
Quando
começa a poda, descobre-se que as raízes já estavam sob os alicerces da
casa, a um passo de provocar rachaduras nas paredes e comprometer a
construção. Ufa, essa foi por pouco!
O Ficus benjamina,
pertence à família das moráceas, a mesma da amora, figo, fruta-pão.
Árvore nativa do sul e do sudeste da Ásia e alcança mais de 30 m de
altura e 40 m de diâmetro. É a árvore oficial de Bangkok, Tailândia.
Neste país há uma região onde existem centenárias árvores de fícus.
Percebe-se a dominância da espécie, pois nada mais cresce mais na área,
abafada por sua impenetrável sombra e suas raízes que preenchem
completamente o subsolo.
Seu uso como árvore é indicado para parques e fazendas. Se quiser ter um em casa, mantenha-o em vaso.
Segundo pesquisas da NASA, o fícus mantido dentro de casa filtra as
toxinas do ar. Nas cercas-vivas, o mais seguro é manter um afastamento
de 10 m de tubulações e construções, pois, mesmo podado, suas raízes
crescem muito.
Em muitas cidades, por causa da destruição que a árvore causa, o plantio do fícus está proibido.
Ficus no Templo de Angkor Thom no Camboja
segunda-feira, 6 de janeiro de 2020
Arborizar as ruas é solução para diminuir o calor!
Fonte: bom jardim ambiental
Arborizar às ruas ainda é uma das soluções mais simples para
diminuir o calor que tem aumentado, tornando a tarefa de sair de casa em
alguns horários bem desagradável. Sem dúvida os dias estão mais
quentes, seja pela quantidade de poluição, pelo aquecimento global ou
outro motivo, a questão é que os dias estão definitivamente mais quentes
e abafados.
Ano após anos as temperaturas médias tem atingindo níveis mais altos,
e há recordes de temperaturas por todos os lados. Aqui no Brasil,
principalmente no Nordeste, o calor tem crescido e causado muitos
problemas para a população.
Vale de tudo para fugir do calor. Uma cidade do interior pintou as ruas de azul
na tentativa de diminuir o calor, quem estar dentro de casa se
escondendo embaixo do ar-condicionado ou de ventiladores. Na rua andamos
atrás das sombras que estão cada vez mais raras porque não há mais
árvores o suficiente nas ruas.
Não há mais árvores para estacionar os carros na sombra e nem sombra
nas calçadas para quem caminha pelas ruas. Se alguém ainda não notou,
devemos ter hoje uma das piores proporções árvores por habitantes do
país, e a tendência é que o número de árvores continuem a diminuir.
Um problema que deveria ser tratado prioritariamente pela prefeitura
de cada cidade para ser deixado para último lugar. Ao invés de aumentar
quantidade de árvores, elas estão sendo cortadas árvores para alargar
avenidas que vão tornar a cidade mais quente, já que o asfalto não
absolve bem a temperatura.
Arborizar as ruas traz dezenas de benefícios para as ruas, para as
pessoas e para o clima da região. Primeiro que ás árvores retém o calor,
diminuindo a sensação térmica em até 5º graus e aumentam a umidade do
ar, só esses dois motivos já seriam suficientes para plantar árvores em
todas as ruas, diminuindo o calor e a sensação termina.
Claro que a maior parte desse trabalho deveria ser feito pela
prefeitura, que deve selar pelas áreas comuns da cidade, e estruturar
tudo no plano de desenvolvimento e infraestrutura de cada local, mas nós
também podemos fazer a nossa parte plantando árvores. Ter uma árvore na
porta de casa é uma ótima forma de aumentar o valor do seu imóvel,
melhorar a qualidade de vida e não sentir tanto os dias mais quentes,
que de acordo, com as previsões só vão aumentar.
Nós da Bonjardim acreditarmos que Arborizar a cidade é um ótima forma de diminuir o calor e de tornar a cidade mais bonita.
Plante uma árvore.
A IMPORTÂNCIA DAS PODAS NAS ÁRVORES FRUTÍFERAS
Boa semana!
alexandre
As podas fazem parte de um conceito mais amplo, que é o de conservação da vegetação, seja ela nativa, ornamental ou de grandes áreas cultivadas comercialmente para a produção de alimentos.
Elas podem ser executadas tendo em vista uma variedade distinta de objetivos, todos eles direcionados ao melhor desempenho possível que podemos obter de uma planta.
De uma maneira geral, podemos dizer que as podas são executadas para que façamos certas correções no desenvolvimento das plantas, de acordo com as necessidades de luz, adubação e irrigação, ou seja, para mantermos a planta saudável e com um desempenho adequado às suas características. É um importante recurso utilizado para obtermos resultados concretos na produção de muitos tipos de plantas e árvores. Desta maneira, torna-se uma técnica economicamente muito importante para agricultores, pois pode representar aumento na produtividade e maiores lucros.

Existem três tipos básicos de podas, que são executadas de acordo com a planta e o objetivo do
cultivo. São elas a poda de produção, a poda de limpeza e a poda de formação.
A poda de produção, como o nome já explica, visa aumentar a produção e a produtividade de uma planta. É amplamente utilizada no cultivo comercial de frutíferas, por exemplo. Para que este tipo de poda surta os melhores efeitos, o agricultor deverá conhecer muito bem o processo vegetativo das plantas, sob o risco de diminuir a produtividade, ao invés de aumentá-la.
A poda de produção, como o nome já explica, visa aumentar a produção e a produtividade de uma planta. É amplamente utilizada no cultivo comercial de frutíferas, por exemplo. Para que este tipo de poda surta os melhores efeitos, o agricultor deverá conhecer muito bem o processo vegetativo das plantas, sob o risco de diminuir a produtividade, ao invés de aumentá-la.
A poda de limpeza é a mais conhecida, utilizada não só em grandes plantações mas, também, em jardinagem caseira. Esta modalidade visa eliminar galhos ou ramos mortos, secos, ou que apresentem má formação. Isto faz com que a energia vital da planta não seja "desperdiçada" com estes ramos ou galhos problemáticos, ajudando no melhor desenvolvimento do vegetal.
Por último, existe a poda de formação que é feita no início da vida do vegetal, quando este atinge um certo tamanho e precise sofrer uma correção no rumo de seu desenvolvimento. Este procedimento faz com que as plantas cresçam mais fortes, com boa formação de arbustos, frutificações, etc. e principalmente, alcancem o máximo de sua produtividade através de uma condição bastante saudável.
Por último, existe a poda de formação que é feita no início da vida do vegetal, quando este atinge um certo tamanho e precise sofrer uma correção no rumo de seu desenvolvimento. Este procedimento faz com que as plantas cresçam mais fortes, com boa formação de arbustos, frutificações, etc. e principalmente, alcancem o máximo de sua produtividade através de uma condição bastante saudável.
As podas devem ser feitas com ferramentas adequadas, para cada tipo de planta ou cultura. Não devem ser feitos cortes irregulares e, para isso, os instrumentos utilizados devem ser bem cortantes e afiados. Como as podas são feitas desde pequenos vegetais até grandes árvores, as ferramentas utilizadas podem e devem ser completamente diferentes, variando desde um pequeno alicate especial para poda até uma motosserra, utilizada para a execução de podas em grandes árvores.
Como toda poda é uma "mutilação", mesmo que benéfica, em certos casos é interessante que se utilize algum produto especial, no local do corte, para que haja uma cicatrização mais rápida e eficiente. Esses produtos são facilmente encontrados no comércio especializado.
Por último, é importante ressaltar que em plantações comerciais nas quais os procedimentos de poda geram uma grande quantidade de resíduos (os ramos podados), estes devem ser tratados e utilizados de maneira racional e ecologicamente correta. Não devemos proceder queimadas, em hipótese alguma. Além disso, estes resíduos podem ser aproveitados para a geração de energia, através da produção de biomassa e há, também, a alternativa de uso na produção de composto orgânico.
Fonte: Redação RuralNews
Mais sobre poda nos sites:
http://www.adjorisc.com.br/jornais/folhadooeste/impressa/agronegocios/poda-em-arvores-frutiferas-propicia-beneficios-a-planta-1.317958
http://redeagroecologia.cnptia.embrapa.br/boletins/frutiferas/poda%20de%20frutiferas.pdf
Morre, aos 99 anos, Ana Maria Primavesi, pioneira da agroecologia no Brasil!
Ao compreender o solo como um organismo vivo, a autora foi responsável por avanços no manejo ecológico na agricultura
Redação
Brasil de Fato | São Paulo (SP)
A engenheira agrônoma Ana Maria Primavesi, referência mundial em agroecologia e pioneira do tema no Brasil, morreu neste domingo (5) em decorrência de problemas cardíacos. O centenário da pesquisadora, nascida em 3 de outubro,
seria celebrado em 2020. Ela defende a compreensão do solo como um
organismo vivo e foi responsável por avanços nos estudos sobre o manejo
ecológico do solo.
O velório e o enterro ocorrem a partir das 10h no Cemitério de
Congonhas, no Jardim Marajoara, em São Paulo. O sepultamento será às
16h30.
Ao participar da segunda edição da Feira Nacional da Reforma Agrária, em 2017, na capital paulista, a autora defendeu
a relação entre homem e meio ambiente. "Sem a natureza não existimos
mais, ela é a base da nossa vida. Lutar pela terra, lutar pelas plantas,
lutar pela agricultura, porque se não vivermos dentro da agricultora,
vamos acabar. Não tem vida que continue sem terra, sem agricultura",
declarou enquanto autografava livros.
Trajetória
Primavesi nasceu e cresceu na Áustria, onde adquiriu os primeiros
conhecimentos no tema com os pais agricultores. Perseguida pelo nazismo,
ela foi presa em um campo de concentração durante a Segunda Guerra
Mundial.
Nos anos 50, veio para o Brasil, onde iniciou a carreira acadêmica e a
atuação militante. Nessa época, a chamada 'Revolução Verde' disseminava
novas práticas agrícolas que levaram ao crescimento desenfreado do
agronegócio nos Estados Unidos e na Europa.
No Brasil, Primavesi foi professora da Universidade Federal de Santa
Maria, onde contribuiu para a organização do primeiro curso de
pós-graduação em agricultura orgânica.
Foi também fundadora da Associação da Agricultora Orgânica (AOO) e ao
longo de sua carreira recebeu uma série de prêmios, como o One World
Award, da Federação Internacional dos Movimentos da Agricultura Orgânica
(IFOAM).
Em entrevista ao Brasil de Fato
em 2017, Carin Primavesi Silveira, filha da escritora, falou sobre a
resistência da mãe ao longo da história ao desafiar a lógica do capital
na agricultura.
“Teve muita resistência. Ela foi muito atacada. Agora, o que
acontece? A evidência é o que a natureza está mostrando, porque a gente
não pode ser contra a natureza, nós dependemos dela. Temos que trabalhar
em comunhão com a natureza”, disse à reportagem.
Obras
Entre as obras de Primavesi, estão "A Convenção dos Ventos -
Agroecologia em contos", "Manual do Solo Vivo", e "Manual Ecológico de
Pragas e Doenças", as quais fazem parte de coleção da editora Expressão
Popular.
A biografia da agrônoma, "Ana Maria Primavesi - Histórias de Vida e
Agroecologia", escrito pela também agrônoma Virgínia Mendonça Knabben,
também foi publicado pela editora.
Em 2018, a Knabben lançou, no dia 3 de outubro, um site dedicado à autora: anamariaprimavesi.com.br.
Homenagens
Nas redes sociais, o deputado federal João Daniel (PT-SE) declarou:
"Uma grande estudiosa, amou a natureza, cuidou da vida, estará presente
sempre e merece todas as homenagens. Sempre estará presente".
João Paulo Rodrigues, dirigente do Movimento dos Trabalhadores Rurais
Sem Terra (MST), lamentou a morte da escritora. "É com muita tristeza
que nós, do MST, recebemos a notícia do falecimento de nossa querida Ana
Maria Primavesi, nossa maior estudiosa em solos e Agroecologia, a maior
especialista em solos do mundo. Vai em paz e o MST continuará a
defender o seu legado, cuidando da nossa terra."
Em nota, o MST afirmou que em frases como “não existe solo rico ou
pobre; existe solo vivo ou morto”, a pesquisadora "ensinou ao homem e a
mulher do campo e, com isso, plantou sementes em cada canto deste chão".
O movimento diz ainda que "seguirá seu legado e seus ensinamentos na
luta pela Reforma Agrária Popular e pela agroecologia".
Edição: Camila Maciel
sexta-feira, 3 de janeiro de 2020
Saiba quais hortaliças plantar em janeiro
O ano começou! Que tal adicionar mais variedade à sua horta? Em janeiro, é possível semear uma variedade incrível de frutas e hortaliças nas mais variadas regiões do Brasil! Para ter sucesso na plantação, saiba o que está na época de plantio! Essa informação você encontra aqui e também no verso das embalagens das suas sementes ou no nosso site!
Se você mora na Região Sul ou Sudeste do Brasil, é época de plantar variedades de:
- Abobrinhas de Tronco
- Acelgas
- Agriões
- Alfaces
- Almeirão (Radiche)
- Beterrabas
- Cebolinha
- Cenoura
- Coentro
- Couve-Brócolis
- Couve Chinesa
- Couve-Flor
- Couve Manteiga
- Espinafre
- Feijão-Vagem
- Jiló
- Manjericão
- Maxixe
- Melões
- Mostardas
- Nabos
- Pepinos
- Pimenta
- Pimentões
- Quiabos
- Rabanetes
- Repolhos
- Rúcula
- Salsa
Nas regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste, plante em janeiro variedades de:
- Abóboras
- Abobrinhas de Tronco
- Aipo
- Alface
- Berinjelas
- Cenouras
- Coentros
- Couve-Brócoli
- Couve-Flor
- Feijões-Vagem
- Jilós
- Manjericões
- Maxixes
- Melancias
- Melões
- Pepinos
- Pimentas
- Pimentões
- Quiabos
- Repolhos
- Tomates
quinta-feira, 2 de janeiro de 2020
Goiaba com Bicho, Como cuidar ? Aprenda de forma Fácil
Sergio Semerdjian na cidade de Porto Firme em MG ensina como cultivar a
goabeira de forma correta em um quintal super fértil e bem cuidado do
morador Ênio Gonçalves
Importante, se inscreva no canal e curta o vídeo para ajudar nosso
trabalho, clicando no sininho você recebera todas os vídeos quando forem
publicados. no canal Plantar e Cultivar em Casa
Como plantar Ora-pro-nóbis (Pereskia aculeata Miller)
Extraído do site CPT
O Ora-pro-nóbis (pereskia aculeata Miller), que em português significa “Rogai por nós”, é uma difícil frase em latim e, por isso, pode ser comum encontrar derivações como, lobrobó ou orabrobó, principalmente por agricultores de Minas Gerais, onde a planta é muito difundida na culinária local.
Repleta de flores, o Ora-pro-nóbis deixa qualquer ambiente mais bonito. Perfumadas, pequenas, brancas com miolo alaranjado e ricas em pólen e néctar, as flores brotam na ora-pro-nóbis de janeiro a abril. De junho a julho, ocorre a produção de frutos em bagas amarelas e redondas.
O Ora-pro-nobis já foi considerado apenas como uma moita espinhenta, boa para cercas. Mas ganhou fama e nobreza. Suas folhas e flores são comestíveis e vêm sendo utilizadas com maior frequência na culinária mineira. Oferece múltiplos benefícios ao ser humano possuindo, inclusive, alto nível de proteínas e ferro. As folhas, secas ou moídas, são usadas em diferentes receitas, especialmente em sopas, omeletes, tortas e refogados. Muitos preferem consumi-las cruas em saladas, acompanhando o prato principal, enquanto outros as usam como mistura para enriquecer farinha, massas e pães em geral. Na medicina popular, elas são indicadas para aliviar processos inflamatórios e na recuperação da pele em casos de queimadura.
De fácil manejo e adaptação a diferentes climas e tipos de solo, produtiva e nutritiva, a Ora-pro-nóbis é uma boa alternativa para produtores iniciantes no cultivo de hortaliças, além de poder ser plantada em quintais e jardins de residências.
Na idade adulta, sua estrutura em forma de arbusto, torna-se uma excelente cerca viva, tanto para ser usada como quebra-vento quanto como barreira contra predadores. A existência de espinhos pontiagudos nos ramos inibe o avanço de invasores.
Repleta de flores, o Ora-pro-nóbis deixa qualquer ambiente mais bonito. Perfumadas, pequenas, brancas com miolo alaranjado e ricas em pólen e néctar, as flores brotam na ora-pro-nóbis de janeiro a abril. De junho a julho, ocorre a produção de frutos em bagas amarelas e redondas.
O Ora-pro-nobis já foi considerado apenas como uma moita espinhenta, boa para cercas. Mas ganhou fama e nobreza. Suas folhas e flores são comestíveis e vêm sendo utilizadas com maior frequência na culinária mineira. Oferece múltiplos benefícios ao ser humano possuindo, inclusive, alto nível de proteínas e ferro. As folhas, secas ou moídas, são usadas em diferentes receitas, especialmente em sopas, omeletes, tortas e refogados. Muitos preferem consumi-las cruas em saladas, acompanhando o prato principal, enquanto outros as usam como mistura para enriquecer farinha, massas e pães em geral. Na medicina popular, elas são indicadas para aliviar processos inflamatórios e na recuperação da pele em casos de queimadura.
De fácil manejo e adaptação a diferentes climas e tipos de solo, produtiva e nutritiva, a Ora-pro-nóbis é uma boa alternativa para produtores iniciantes no cultivo de hortaliças, além de poder ser plantada em quintais e jardins de residências.
Na idade adulta, sua estrutura em forma de arbusto, torna-se uma excelente cerca viva, tanto para ser usada como quebra-vento quanto como barreira contra predadores. A existência de espinhos pontiagudos nos ramos inibe o avanço de invasores.
Como plantar Ora-pro-nóbis
- Onde se planta, nasce e quando cresce serve de proteção e alimento.
- A variedade mais indicada para cultivo é a que produz flores brancas. Elas podem ser fornecidas por órgãos de extensão rural ou em feiras de produtores.
- Sua rusticidade permite que seja cultivada em diversos tipos de solo, inclusive não exige que eles sejam férteis. A Ora-pro-nóbis também se desenvolve em ambientes com incidência de sol ou meia-sombra.
- Inicie o plantio no começo do período das chuvas. A hortaliça é resistente à seca, mas o acesso à água nessa fase do cultivo estimula o crescimento dos ramos.
- A Ora-pro-nóbis é propagada por meio de estacas. Para conseguir melhor pegamento das mudas, use a região localizada entre as partes mais tenras e as mais lenhosas da haste. Corte cada estaca com 20 centímetros de comprimento e enterre um terço dele em substrato composto por uma parte de terra de subsolo e outra de esterco curtido.
- Após o enraizamento, transplante as mudas para o local definitivo.
- O espaçamento varia de acordo com a finalidade do cultivo. A Ora-pro-nóbis pode ser usada como cerca viva, ornamentação e para consumo das folhas. Se a prioridade for o alimento, pode-se adensar o espaçamento, deixando de 1 a 1,30 metro entre fileiras e de 40 a 60 centímetros entre plantas. Mas as folhas podem ser consumidas em qualquer caso, mesmo se a destinação tiver fins ornamentais ou a construção de cerca viva.
- Embora seja pouco exigente em adubações, mantenha bom nível de matéria orgânica no solo para um pleno desenvolvimento das plantas e boa produção de folhas.
- Faça manutenção a cada dois meses e execute podas dos ramos a cada 75 a 90 dias na estação chuvosa e a cada 90 a 100 dias na estação seca, quando a planta deve ser irrigada.
- A partir de três meses após o plantio, pode ser iniciada a colheita das folhas da Ora-pro-nóbis, após a poda dos galhos. As folhas devem apresentar de 7 a 10 centímetros de comprimento. Coloque luvas para a hora da coleta, a fim de evitar ferimentos pelos espinhos. Em geral, cada corte rende entre 2.500 e 5.000 quilos de folhas por hectare, variação que ocorre de acordo com a condução e a época de desenvolvimento da cultura.
terça-feira, 31 de dezembro de 2019
FELIZ 2020!!!
FELIZ ANO NOVO !!!!!!
・・ Está pensando nas resoluções para o ano que vem? Que tal incluir a reciclagem na sua lista? É pensar em você e também no planeta.
segunda-feira, 30 de dezembro de 2019
Pesquisadores explicam a importância das árvores para ter água de qualidade!!!
Bacias hidrográficas recobertas por vegetação florestal fornecem água de qualidade durante o ano todo.
A
floresta ainda contribui para o equilíbrio térmico da água, reduzindo
os extremos de temperatura e mantendo a oxigenação do meio aquático. |
Foto: Paulo Pinto/Fotos Públicas
Trabalhos
desenvolvidos pelo Instituto Florestal (IF) comprovam que a presença de
cobertura florestal em bacias hidrográficas promove a regularização do
regime de rios e a melhora na qualidade da água. Os pesquisadores
científicos da Seção de Engenharia Florestal, do IF, Valdir de Cicco,
Francisco Arcova e Maurício Ranzini, embasaram suas teses de doutorado
em pesquisas sobre a relação entre a floresta e a água, elucidando
dúvidas e provando com números as suas proposições.
“As
bacias hidrográficas recobertas por vegetação florestal são as que
oferecem água com boa distribuição ao longo do ano, e de melhor
qualidade”, enfatiza Arcova, engenheiro florestal, doutor em Geografia
Física, pela Universidade de São Paulo, no IF desde 1985. Segundo ele,
parte da água da chuva é retida pelas copas das árvores, evaporando em
seguida em um processo denominado interceptação. A taxa de evaporação
varia com a espécie, idade, densidade e estrutura da floresta, além das
condições climáticas de cada região.
“Em
florestas tropicais, a interceptação varia de 4,5% a 24% da
precipitação, embora tenham sido registrados valores superiores a 30%”,
explica. Os pesquisadores ainda dizem que as pesquisas realizadas nos
laboratórios em Cunha, no parque Estadual da Serra do Mar, estimam o
valor de 18% de interceptação. O restante da água alcança o solo
florestal por meio de gotejamento de folhas e ramos ou escoando pelo
tronco de árvores. No solo, a água infiltra-se ou é armazenada em
depressões, não ocorrendo o escoamento superficial para as partes mais
baixas do terreno, como aconteceria em uma área desprovida de floresta.
“O
piso florestal é formado por uma camada de folhas, galhos e outros
restos vegetais, que lhe proporciona grande rugosidade, impedindo o
escorrimento superficial da água para as partes mais baixas do terreno,
favorecendo a infiltração. Também a matéria orgânica decomposta é
incorporada ao solo, proporcionando a ele excelente porosidade e,
consequentemente, elevada capacidade de infiltração.”
Ilustração: Maurício Ranzini
Uma
parcela da água infiltrada contribui para a formação de um rio por meio
do escoamento subsuperficial, e outra, é absorvida pelas raízes e volta
para a atmosfera pela transpiração das plantas. “A interceptação e a
transpiração, ou a evapotranspiração, fazem a água da chuva voltar para a
atmosfera não contribuindo para aumentar a vazão de um rio.”
Em
florestas tropicais, a evapotranspiração varia de 50% a 78% da
precipitação anual. Na pesquisa realizada em Cunha, esse número é de
aproximadamente 30%. Os pesquisadores explicam que o remanescente da
água infiltrada movimenta-se em profundidade e é armazenado nas camadas
internas do solo e na região das rochas, alimentando os cursos de água
pelo escoamento de base, isto é, do subsolo onde se localizam os lençóis
freáticos.
A relação entre árvores e água varia de acordo com o tipo de floresta
Embora
os processos que determinam os fluxos de água sejam semelhantes para as
diferentes formações florestais, a magnitude desses processos, que
depende das características da floresta, da bacia hidrográfica e do
clima, influencia a relação floresta-produção de água (escoamento total
do rio). Em florestas tropicais, a produção hídrica nas microbacias
varia de 22% a 50% da precipitação. “Em Cunha, onde a evapotranspiração
anual da Mata Atlântica é da ordem de apenas 30%, a produção de água
pela microbacia é de notáveis 70% da precipitação”, afirma Francisco.
Esse
mecanismo, em que a água percola o solo e alimenta gradualmente o
lençol freático, possibilita que um rio tenha vazão regular ao longo do
ano, inclusive nos períodos de estiagem. Nas microbacias recobertas com
mata atlântica em Cunha, o escoamento de base é responsável por cerca de
80% de toda a água escoada pelo rio, fato que proporciona a elas um
regime sustentável de produção hídrica ao longo de todo o ano.
Consequências da falta de vegetação
Ao
contrário, em uma bacia sem a proteção florestal, a infiltração da água
da chuva no solo é menor para alimentar os lençóis freáticos. O
escoamento superficial torna-se intenso fazendo com que a água da chuva
atinja rapidamente a calha do rio, provocando inundações. E, nos
períodos de estiagem, o corpo-d’água vai minguando, podendo até secar.
Um
outro fator drástico é que, enquanto nas bacias florestadas, a erosão
do solo ocorre a taxas naturais, pois o material orgânico depositado no
piso impedem o impacto direto das gotas de chuva na superfície do solo,
nas áreas desprovidas de vegetação há um intenso processo de carreamento
de material para a calha do rio aumentando a turbidez e o assoreamento
dos rios.
Segundo
Maurício, na microbacia recoberta com Mata Atlântica em Cunha, a perda
de solo no rio é da ordem de 162 kg/hectare/ano. “Esse valor é muito
inferior à perda de solo registrada para o estado de São Paulo, que
varia de 6,6 a 41,5 t/hectare/ano, dependendo da cultura agrícola, algo
como 12 toneladas num campo de milho, 12,4 toneladas numa área de
cana-de-açúcar, chegando a até 38,1 toneladas numa plantação de feijão”,
informa em tom de alerta.
A
floresta representa muitos outros benefícios para os sistemas hídricos.
Contribui, por exemplo, para o equilíbrio térmico da água, reduzindo os
extremos de temperatura e mantendo a oxigenação do meio aquático.
Promove, ainda, a absorção de nutrientes pelas árvores, arbustos e
plantas herbáceas evitando a lixiviação excessiva dos sais minerais do
solo para o rio.
Fonte : CicloVivo
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