terça-feira, 11 de agosto de 2015

MINHOCULTURA: Cultura não exige alto investimento nem infraestrutura complexa

Produção de minhocas aposta em parcerias e gestão sustentável para se reerguer no Rio Grande do Sul

Garantia de adubo de qualidade a baixo custo ajuda a melhorar o solo e pode ser alternativa de negócio

Por: Leandro Becker
11/08/2015 - 04h41min | Atualizada em 11/08/2015 - 04h41min
Produção de minhocas aposta em parcerias e gestão sustentável para se reerguer no Rio Grande do Sul Fernando Gomes/Agencia RBS
Cultura não exige alto investimento nem infraestrutura complexaFoto: Fernando Gomes / Agencia RBS
Após ter a expansão freada por uma fraude nos anos 1990, a minhocultura tenta retomar sua força no Estado. A estratégia é mostrar o potencial lucrativo e ecológico, especialmente integrado à criação de animais. Um dos personagens dessa retomada é Rodrigo Tórgo. O técnico em minhocultura chegou a produzir 12 toneladas de húmus por mês, quando tinha um amplo minhocário, além de ministrar cursos e prestar consultoria.
Tórgo aponta o baque sofrido entre 1996 e 1998, quando cerca de 2 mil produtores denunciaram ter sido vítimas de um golpe, como um divisor de águas para a atividade no Estado.
Na época, o empresário americano Hy Hunter chegou a Rio Grande do Sul e se apresentou como "Rei da Minhoca" e dono de uma empresa na Califórnia que vendia 1 milhão de animais por dia.
Para ingressar na produção, o interessado tinha de pagar R$ 1 mil pelo lote de seis quilos de matrizes. Mas o caso acabou na Justiça após os negócios terem sido cancelados subitamente pela empresa, causando prejuízo estimado em R$ 6 milhões.
– O segmento era promissor e ruiu. Hoje, não há empresas que trabalham a minhocultura em larga escala no Estado. A meta é retomar esse potencial.
Em vídeo, saiba como construir um minhocário em casa
Tórgo explica que a essa atividade tem condições de voltar a crescer com parcerias e cita o exemplo da integração do sistema com o confinamento de animais, como gado, coelhos, suínos e aves:
– Qualquer produtor que tiver material orgânico na propriedade, por mais leigo que seja, é um potencial criador. Basta buscar orientação técnica para começar.
Orientado pelo técnico, o produtor Juarez Rouzado, 43 anos, decidiu implantar a minhocultura no sítio de um hectare em Viamão. Há duas semanas, a produção passou à próxima etapa: a montagem de um canteiro mais amplo. Em três meses, as cerca de 50 minhocas criadas no local multiplicaram-se, alcançando em torno de
50 mil animais. Rouzado, que utiliza o esterco da criação de galinhas como uma das matérias-primas, está confiante:
– Me informei e achei interessante. Como não tem produtores de minhoca, estou apostando nisso.

Tórgo (E) orienta Rouzado, que recentemente decidiu investir na produção e construiu um canteiro no sítio (Foto Fernando Gomes, Agência RBS)
O técnico explica que a implantação da minhocultura não exige alto investimento nem infraestrutura complexa. Tórgo destaca, ainda, o papel da minhoca como uma miniusina de reciclagem na propriedade, com benefícios que vão desde a 
produção de húmus para enriquecer o solo até uma oportunidade de negócio rentável.
– A minhoca não exige grande aparato para ser criada, se reproduz com facilidade e rapidez, e torna-se uma boa opção de rentabilidade ao produtor.
Atualmente, não há um mapeamento sobre a minhocultura no Rio Grande do Sul, de acordo com a Emater. Mas a entidade diz que tem incentivado a criação na agricultura familiar, principalmente com foco em produzir adubo de qualidade a baixo custo para melhorar a fertilidade do solo.
– Normalmente, a minhocultura está aliada à criação de animais, pois o esterco está acessível para processamento. Mas também são usados outros resíduos, como vegetais, cascas frutas e folhas.
A produção de húmus tem, ainda, estimulado o cultivo de alimentos, tanto para consumo próprio quanto para venda – ressalta Lisiara Mergen, bióloga e extensionista da Emater de Segredo.
Conheça melhor a atividade
(Foto Fernando Gomes / Agência RBS)
– A minhocultura se divide em vermicultura e vermicompostagem. Enquanto a primeira é focada na criação de minhocas (matrizes), a segunda visa a produção de húmus.
– Nos dois modelos acima, as minhocas são criadas em canteiros, que podem ser montados em caixas de isopor ou madeira e até em espaços feitos com tijolos. A estrutura do minhocário intercala palha e esterco, em camadas.
 
– O húmus é o excremento da minhoca, que transforma o resto de alimento bruto em um composto orgânico rico em nutrientes de fácil assimilação por solo e plantas. É inodoro, leve e solto, parecido com pó de café.
– A minhoca vermelha da Califórnia é a espécie que tem maior capacidade de produção de húmus e reprodução. Elas comem, diariamente, o equivalente ao dobro de seu peso e transformam quase todo tipo de composto em húmus na metade do tempo em que outra espécie o faria.
Pesquisa para reciclar erva-mate
Para onde você costuma destinar a erva-mate ao limpar a cuia do chimarrão? A maioria coloca no lixo. Mas na Universidade de Passo Fundo (UPF), a essência da bebida típica do Rio Grande do Sul virou matéria-prima para uma experiência de reciclagem envolvendo a minhocultura.
Professora nas áreas de paisagismo, floricultura e agroecologia da UPF, Claudia Petry conta que cerca de 15 quilos de erva usados por dia na Faculdade de Agronomia são reaproveitados, em parceria com a empresa júnior do curso de Engenharia Ambiental.
– Foram feitas experiências de alimentar as minhocas somente com o resíduo do chimarrão, mas elas comem um pouco e não querem mais. Depois, percebemos que misturá-la com frutas, verduras e esterco é uma combinação possível e bem aceita por elas, pois a folha moída é um ótimo resíduo e ajuda na produção de adubo.
A atividade também é tema de trabalho do Núcleo de Estudos em Agroecologia, em que uma das etapas de análise do projeto de pesquisa aprovado pelo CNPq envolve o uso da minhoca como bioindicador de qualidade:
– A comparação das propriedades orgânicas em áreas onde há minhocas permite analisar a qualidade do solo, uma vez que ela, ao reciclar resíduos, libera nutrientes que deixam o terreno mais rico.
FONTE: JORNAL ZERO HORA - 11/08/2015

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Melbourne se surpreende com milhares de cartas de amor enviadas a suas árvores

Shaun Ley BBC Radio 4

  • 28 julho 2015
  •  
  •  comentários
Houve casos de e-mails de australianos que vivem na Alemanha e nos EUA, contando às árvores sobre a falta que sentem delas
Algumas pessoas conversam com suas plantas. Em Melbourne, na Austrália, muitas enviam e-mails a árvores. E isso só é possível porque todas as árvores da cidade foram mapeadas e ganharam um número de registro único.
"Querido Olmo Dourado ", escreveu um missivista neste mês, "finalmente te encontrei! Vejo você todo dia no caminho da universidade, mas não tinha ideia do tipo de árvore que era. Você é a árvore mais bela da cidade e eu te amo."

Cerca de 3 mil e-mails foram enviados a árvores específicas nos últimos dois anos. Isso não começou como um exercício sentimental, mas em um esforço da Prefeitura de Melbourne para gerenciar uma floresta urbana em declínio - por causa da seca, 40% das árvores da "cidade jardim" da Austrália estavam morrendo - ou quase - em 2009.

"Muitas dessas árvores estavam em mau estado, e nós estávamos perto de perder até 50% da nossa população de árvores. Isso teria mudado significativamente a paisagem da cidade, sua performance ambiental e a maneira como as pessoas se sentiriam sobre ela", afirma o vereador Arron Wood, responsável pela área ambiental.

"O que fizemos foi mapear todas as árvores na cidade...Ao fazer isso tivemos que atribuir um registro a cada árvore específica, e foi uma consequência natural permitir que nossos moradores interagissem em uma plataforma digital. E eles poderiam enviar mensagens se uma árvore tivesse com partes caindo ou em mau estado, para que pudéssemos localizá-la de forma rápida e intervir."
BBC
O sistema da Prefeitura de Melbourne permite ao usuário identificar as árvores da cidade num mapa.
Daí algo extraordinário aconteceu. Em vez de identificar árvores em risco e enviar e-mail à prefeitura, as pessoas em Melbourne começaram a mandar mensagens pessoais para as árvores.
"Quando estava deixando a faculdade St. Mary hoje fui impactado - não por um galho, mas por sua beleza radiante. Você deve receber mensagens como essa toda hora. Você é uma árvore tão atraente", é o texto de uma declaração de amor - algo bem comum, de acordo com Wood.
"As pessoas literalmente estão conversando com as árvores como se fossem gente, dizendo o quanto a amam, agradecendo pela proteção contra o sol, pedindo desculpas pelo xixi do cachorro durante a manhã", diz Wood.

"Há algumas mensagens muito engraçadas, mas também e-mails tocantes."
Houve casos de e-mails de australianos que vivem na Alemanha e nos EUA, contando às árvores sobre a falta que sentem delas.

E novos e-mails poderão vir por aí. A prefeitura acredita que plantar mais árvores poderá reduzir as escaldantes temperaturas da cidade no verão em até 4 graus centígrados.
Plantar 3 mil novas árvores por ano também deverá ajudar a cidade a respirar melhor. Árvores específicas já receberam e-mails de agradecimento pela absorção de dióxido de carbono da atmosfera.

O e-mail que eu mais gostei foi enviado à árvore número 1022165, no final de maio deste ano:
"Querida Olmo de Folhas Verdes, espero que goste de morar em St. Mary. Em geral eu também gosto. Tenho provas chegando e deverei estar ocupado estudando. Você não tem provas porque é uma árvore. Não tenho muito mais o que dizer porque não temos tanta coisa em comum, já que você é uma árvore. Mas estou feliz por estarmos juntos nessa."
Cerca de 3 mil e-mails foram enviados a árvores específicas nos últimos dois anos
Em 1975, o britânico Don Estelle cantou "grama sussurrante não conte às árvores, porque as árvores não precisam saber". Bem, talvez elas precisem. Veja abaixo uma seleção de algumas das mensagens do "Correio arbóreo":
'Murta Chorona', árvore 1494392
5 Julho 2015

Olá Murta Chorona,
estou sentado perto de você e notei no mapa de árvores que você não tem muitos amigos por perto. Acho isso triste, então saiba que estou pensando em você. Também queria agradecê-la pelo oxigênio para respirarmos no corre-corre da cidade.
Atenciosamente, N.
'Gum', árvore 1032002
11 Julho 2015

Caro Gum,
desculpe-me se essa não for sua forma de contato preferida. Queria muito dizer como sinto falta de sua família. Estou vivendo no Texas há dois anos e meio, e sinto muita saudade do cheiro da sua fragrância enquanto o sol da manhã te aquecia.
Sinto falta do som de suas folhas ao vento. Do seu forte tronco branco, erguendo-se da terra de forma majestosa rumo às nuvens. Sinto falta da sombra acolhedora que você gentilmente oferece.
O som de passarinhos buscando abrigo em sua folhagem não acolhe meus ouvidos. O verde prateado de suas folhas longas e pequenas não aparece no meu cenário atual.
Sinto sua falta, Gum. Sinto falta de tudo o que representa para mim. Continue firme e forte, e saiba que meu coração te alcança através dos mares.
Com muito carinho, A.
'Olmo Dourado', árvore 1040779
11 Julho 2015
Queridíssima árvore Olmo Dourado, finalmente te achei! Vejo você todo dia no caminho para a universidade, mas não tinha ideia do tipo de árvore que era.
Você é a árvore mais bela da cidade e eu te amo ^_^ Sempre fico muito feliz ao vê-la ali na sua.
Tenho que dizer que você tem o dossel (parte superior da árvore) mais lindo de todos e que adoro o contraste entre suas folhas verdes e claras e a escuridão de seu tronco. Nós deveríamos ter mais árvores como você em nossa cidade.
Fique bem.
Abraços! A.
'Olmo Variegata', árvore 1033102
13 Julho 2015
Querido Olmo, fiquei muito feliz em saber que está vivo e crescendo, porque muitos da sua família que costumavam viver no Reino Unido pegaram uma infecção terrível e morreram.
Seja muito cuidadosa, e se notar algum inseto diferente escreva um e-mail para um técnico o quanto antes.
Sinto falta de sua silhueta característica e dos seus galhos lindamente desenhados - que foram uma das glórias da paisagem inglesa - mais do que imaginava. Melbourne deve ser uma cidade linda.
Meus sinceros votos de felicidade, D.
'Brush Box', árvore 1039919
14 Julho 2015
Olá, querida árvore. Li sobre esse projeto maravilhoso e decidi escrever do outro lado da Terra - da Rússia. Espero que seja bem cuidada e não fique doente. Espero que um dia possamos nos encontrar.
Sinceramente, R.

come-se: Ora-pro-nobis. Coluna Nhac do Paladar, edição de 2...

come-se: Ora-pro-nobis. Coluna Nhac do Paladar, edição de 2...: Pronto, estou voltando. Antes, porém, aqui está a coluna de hoje do Caderno Paladar. Lá no blog do Paladar , também.   Já falei inúmeras...

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Seminário: “A Realidade e as Consequências do Uso de Agrotóxicos no RS e no Brasil”

Caros colegas, 
Como membro representante desta universidade na Comissão de Produção Orgânica do Rio Grande do Sul gostaríamos de convidar esta comunidade para o Seminário: “A Realidade e as Consequências do Uso de Agrotóxicos no RS e no Brasil”, que ocorrerá no dia 07 de agosto de 2015, às 9 horas no Teatro Dante Barone da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, situado a Praça Mal. Deodoro, 101, Porto Alegre/RS.
O Seminário, organizado de forma conjunta pela Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, tem por objetivo discutir as consequências à saúde e ao meio ambiente do uso indiscriminado de agrotóxicos na produção de alimentos. Temos a confirmação da participação, como painelistas, a Ministra do Meio Ambiente Isabela Teixeira, e representantes do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Ministério da Saúde e da AGAPAM.
Os dados são alarmantes. Nosso país é o maior consumidor de veneno do mundo. Entre 2000 e 2012 houve um aumento de 288% no uso de agrotóxicos. Eles estão presentes em 64% dos alimentos que vão para mesa dos brasileiros e brasileiras. A média de consumo de agrotóxicos por ano por cada brasileiro é de 7,3 litros. No Rio Grande do Sul a média chega a 8 litros por ano.

Contamos com a participação de todos

dia 07 de agosto de 2015, às 9 horas no Teatro Dante Barone.

grata 
profa Magnólia Silva
DEPTO DE HORTICULTURA E SILVICULTURA -UFRGS
Membro da CPORG-RS Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento



*Mensagem enviada através do Webmail da Faculdade de Agronomia, em: 05-08-2015(16:50h)

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Hortas invadem pequenos espaços e dicas para cultivo



No campo ou na cidade, hortas domésticas orgânicas disseminam saúde com baixo custo

Com o avanço das cidades, o verde surge nas janelas de prédios, em quintais, em cantinhos de escolas e até em áreas públicas. O homem urbano não perdeu o contato com a natureza. Ele ocupa pequenos espaços para plantar hortaliças, ervas medicinais e até frutas orgânicas. Segundo a Empresa de Pesquisa Agropecuária de SC (Epagri), são necessários de 6 a 10 m² de horta/pessoa. Para uma família de cinco pessoas é suficiente uma horta de 50 m². Com essa área é possível produzir uma grande diversidade de espécies de olerícolas, como demonstrado na horta agroecológica (16 espécies) conduzida pela Epagri na área experimental da Copercampos, em Campos Novos.
“Ter hortaliças fresquinhas cultivadas em casa faz bem para a saúde e traz economia”, avalia a engenheira agrônoma Neiva Rech, da Secretaria da Agricultura de Caxias do Sul. Quando a horta é cultivada no sistema agroecológico, as vantagens são maiores. “As hortaliças agroecológicas são ricas em vitaminas e sais minerais, têm bom teor de carboidratos, proteínas e fibras”, afirma o engenheiro agrônomo Cirio Parizotto, da Epagri de Campos Novos.
No campo ou na cidade, manter uma horta para consumo da família não exige grandes áreas nem muita mão de obra. Basta seguir algumas orientações. “Para iniciar faça um desenho da sua área. Informe-se como cresce cada planta, como devem ser agrupadas e o espaçamento”, detalha Neiva ao CR.

O que plantar - A variedade é grande: batata, tomate, pimentão, alface, repolho, couve-flor, brócolis, feijão-vagem, moranga, pepino, melancia, cenoura, beterraba, alho e cebola são alguns exemplos. “A horta também é ideal para cultivar temperos e plantas medicinais”, observa a agrônoma.

Onde fazer - Escolher local ensolarado, próximo à residência e com água por perto. A horta deve ficar longe de sanitários, esgotos e lixo e protegida dos animais. O terreno deve ser plano ou ligeiramente inclinado e bem drenado. O solo ideal é medianamente leve (areno-argiloso), permeável e de boa fertilidade.

Preparo passa pela análise de solo


Reinilda e Paulo Martin participam da Pastoral da Terra e produzem hortaliças orgânicas em Passo do Sobrado (RS). O casal começou a horta preparando a terra. Para tanto, é necessário fazer a análise do solo, visando a aplicação de calcário e fosfato natural. “Caso seja preciso, corrigir aplicando camada de 20 cm com os produtos”, explica Maurício Queiroz, técnico agrícola, que atua junto à Pastoral da Terra.
A dosagem de adubo para semeadura ou plantio é de 3kg/m² de composto orgânico, 4 a 5kg/m² de esterco de gado ou 2kg/m² de esterco de aves. “O esterco deve ser bem curtido. Se o composto orgânico ainda tiver cheiro, não está pronto para ser utilizado”, alerta Queiroz. Outra opção é aproveitar restos de cascas, verduras etc ou terra do mato, composto natural da floresta.

Quando - Antes de plantar, informe-se sobre o período recomendado para cada espécie, pois a época varia de acordo com a região. Para o Sul do Brasil, a recomendação geral é: alface, beterraba, cebolinha, cenoura, chicória, rúcula e salsa: o ano todo.
Já a abóbora e moranga: agosto a dezembro; alho: abril a julho; cebola: março a julho; brócolis e couve-flor: março a setembro; feijão-vagem trepador, melancia e melão: agosto a dezembro; pepino: setembro a fevereiro; pimentão e tomate: setembro a janeiro; rabanete: abril a junho, e repolho: março a janeiro.


Dica é adotar rotação e consorciação de culturas




A rotação de culturas é um dos segredos das hortas orgânicas. Com essa técnica, diminui a incidência de doenças, pragas e plantas espontâneas. “Além disso, mantém e melhora a fertilidade do solo; aumenta a eficiência do controle à erosão, eleva a produtividade e estabiliza a produção”, ensina a agrônoma Neiva Rech.


Outra dica fundamental é que o agricultor conheça a família a que cada hortaliça pertence para poder fazer a rotação de culturas. Toda vez que fizer um novo plantio, o agricultor deve mudar de família para romper o ciclo das doenças e pragas. “Para informações, o interessado deve procurar a Emater ou a Secretaria da Agricultura”, diz Neiva.


Outra maneira de conseguir bons resultados é a adoção de consorciação de culturas - é o cultivo simultâneo de duas ou mais culturas na mesma área. O objetivo é aproveitar melhor a área e cobertura de solo; maior produção física por área; redução de riscos e estabilidade de produção, além de aproveitar melhor a água, luz e nutrientes e diminuir a incidência de pragas, plantas espontâneas e doenças.

Passos - Todos esses passos foram seguidos pelos jovens agricultores do assentamento Segredo Farroupilha, de Encruzilhada do Sul (RS), que cultivam hortas orgânicas. Eles participam da Escola de Jovens Rurais da Pastoral da Terra, ligada à diocese de Santa Cruz do Sul (RS).


O grupo elabora o composto orgânico, utiliza caldas orgânicas quando necessário e adota a alelopatia (plantas companheiras) nos canteiros. “Algumas plantas favorecem o crescimento das outras, repelem pragas e ajudam a recompor o solo”, detalha a engenheira agrônoma Neiva Rech.


As plantas amigas da cebola (que repelem pragas), por exemplo, são a beterraba, couve, tomate, morango, alface, camomila e caruru. Já a cebolinha se dá bem com a cenoura; e a cenoura, com ervilha, feijão, rabanete, tomate, manjerona, alecrim, sálvia, bardana, alho-poró, cebola e cebolinha.

Fonte: correio riograndense

domingo, 2 de agosto de 2015

Uso de Cinzas de Lareira na Horta e Jardim

O que são cinzas?
Todo mundo entende que cinzas são o produto final da queima de alguma coisa – na grande maioria de madeira.
Estas podem ser provenientes da lareira doméstica, do fogão à lenha, das fornalhas para produção de carvão, tijolos e de secadores de café, padarias que ainda usam lenha, siderúrgicas e incineradoras.
O resíduo de cinzas da indústria tem sido colocado em áreas abertas, aumentando a poluição do ar, a contaminação do solo e das águas subterrâneas (lençol freático).
As plantas utilizadas na queima em geral são árvores e são atualmente produzidas para queimar e fornecer a energia para mover máquinas, cozinhar alimentos e outros fins.

Uso de Cinzas como Fertilizantes

solo plantaçaoA cinza produzida é um material inorgânico que possui um alto teor de compostos minerais, podendo conter cálcio, magnésio, fósforo – uma espécie de composto mineral que pode ser utilizado para as plantas.
Os agricultores de antigamente usavam as cinzas do fogão para colocar na horta, obtendo um bom resultado.
Em função da agricultura que se expandiu e tornou-se um fator econômico altamente satisfatório, o uso de cinzas foi abandonado.
Agora, para fertilizar o solo, são usados elementos produzidos por moagem de rochas e extração e produção de adubos pelo método químico, devido à exigência de grandes quantidades de nutrientes.

Desvantagens dos Fertilizantes Químicos

A cada nova produção, a lavoura requer nova reposição de fertilizantes para propiciar resultados positivos na próxima safra.
Os fertilizantes químicos têm o argumento de disponibilidade para a planta de forma imediata; por isto a demanda crescente, o que pode ocasionar grandes problemas ambientais, como saturação e contaminação do solo por adubos, escoamento destes com as águas das chuvas, poluindo cursos de água, matando a flora e fauna aquática,etc.
Além disto, para sua produção são necessárias fontes minerais não renováveis, extraídas muitas vezes incorretamente e que estão cada vez mais onerosos para a agricultura.

Fertilizantes Orgânicos

terra paA troca de fertilizantes químicos por orgânicos (biofertilizantes) tem sido estudada e aos poucos formam mais adeptos. O seu uso é renovável, são usados materiais descartados das lavouras.
Em solos com acidez acentuada e inadequada ao cultivo de plantas atualmente é usado o calcário.
Após a realização da análise do solo, um profissional poderá indicar as quantidades de calcário a ser usado, para tornar o pH de acordo com a cultura.

Como as Cinzas Enriquecem o Solo

As cinzas, além de conter elementos simples que são utilizados pelas plantas, têm também o fator de correção de acidez do solo, pois contém cálcio e magnésio.
Em análise laboratorial também mostraram a presença de ferro, boro, zinco e outros micro-elementos necessários para as plantas.
Usar cinzas nos canteiros, colocando o que é resíduo de lareira ou fogão a lenha então será benéfico, pois hortaliças e aromáticas apreciam um pH mais próximo à neutralidade que é 7,0.
Os tomates, espinafres, ervilhas e alho são algumas que se beneficiam.
Para cultivo de plantas aromáticas, como manjericão, hortelã e outras, também podem ser usadas.

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Abacate na rede, no centro de Porto Alegre


Bom dia! Observem que solução brilhante este restaurante, o Bistrô Variettá , localizado na avenida 24 de Outubro em Porto Alegre, encontrou para aproveitar a sombra do abacateiro e preservar os clientes de levarem um abacate na cabeça.
A colocação de uma rede plástica conseguiu resolver as duas questões.PARABENS!

Infelizmente em outros locais, bem conhecidos, as pessoas preferem  acabar com os abacateiros, pois os frutos acabam caindo e amassando os maravilhosos automóveis. Quando precisam de sombra para protegerem suas máquinas do sol torrante, correm para a sombra destas magníficas árvores.

Uma poda orientada por um engenheiro agrônomo, fazendo a árvore ficar com um porte mais baixo, que facilite a colheita dos frutos, também seria uma solução.

Mas quanto custaria a solução da rede de proteção?
Em uma área de 25 m² a colocação de redes de proteção( R$ 19,00 m²) teria um custo de R$ 500,00 aproximadamente em material. Certamente um custo inferior a contratação de profissional (Biólogo, Engenheiro Agrônomo ou Florestal)  para corte da árvore, após autorização do orgão ambiental.
Se contabilizarmos os abacates, 100 kg por ano, a cada ano teríamos R$ 200,00, caso decidir vender os frutos.
um abraço
alexandre

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Plantas Alimentícias Não Convencionais


Muitas plantas chamadas de “matos”, “daninhas” ou “inços” podem ser de grande importância ecológica e econômica como espécies comestíveis. Entretanto, a maioria das pessoas não utilizam essas plantas que crescem espontaneamente em seus quintais como alimento. Deixando muitas vezes de sanar as carências nutricionais, pois aquele “mato” ou “fruta silvestre” poderia saciar a fome e a desnutrição. Inclusive poode até mesmo aumentar a fonte de renda do produtor rural, ao cultivar e comercializar alimentos não–convencionais.



No mundo todo existem mais de 12.500 espécies identificadas como potencialmente alimentícias. No Brasil, começam a crescer os estudos sobre quais espécies podem ser consumidas e como prepará-las.



Pesquisas recentes

O principal motivo pelo qual a população não consume plantas nativas, além do desuso do conhecimento tradicional, é pela falta de informações para identificação, formas de uso e partes utilizadas das espécies comestíveis. Assim, com o intuito de colaborar com a pesquisa e a divulgação da importância alimentar dessas espécies, o botânico Valdely F. Kinupp realizou a sua tese de doutorado, concluída em novembro de 2007, pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).



O estudo abrangeu 31 municípios da região metropolitana de Porto Alegre. Uma área de 3mil km² que possui uma boa diversidade de espécies, em torno de 1.500 identificas. Deste total, o pesquisador encontrou 312 espécies com potencial alimentício, que corresponde a 21% do todo, coletando e identificando as características biológicas, agronômicas e nutricionais de cada uma delas, entre arbustos, árvore, trepadeiras e herbáceas em geral. Para citar as mais conhecidas estão o palmito, a araucária, o butiá, a guabiroba e a goiaba serrana (feijoa).



Depois de análises em laboratório, constatou que as hortaliças e frutas silvestres têm proteínas, minerais e fibras em quantidades maiores que as domesticadas.





Algumas plantas não-convencionais





Sombra-de-Touro, cujo uso das amêndoas como alimento é uma novidade, pois apenas se conhecia o fruto. Possui alto teor de lipídios, 56% de óleo na amêndoa e 17% de proteínas, com textura e sabor agradáveis, podendo ser adicionada a sorvetes, tortas e outros doces.



Pipininho silvestre (Melothria cucumis) é uma hortaliça silvestre, que erroneamente é considerado tóxico. Pode ser usado em conservas, saladas, como picles e tem grande aceitação na feira de hortigranjeiros em Caxias do Sul-RS.



O Jaracatiá ou mamão do mato



(Vasconcella quercifolia) é um parente silvestre do mamoeiro. A sua medula é riquíssima em minerais e em potássio. No Rio Grande do Sul, é elaborado o doce chamado de doce-de-jaracatiá, doce-do-pau, feito com a medula ralada dos ramos e tronco, com sabor similar ao côco, ou pode ser usado em pratos salgados, como se fosse chuchu. Os frutos verdes são fontes de papaína, uma enzima usada na indústria alimentícia e farmacológica.




Bertalha ( Basella sp), facilmente encontrada em lugares úmidos. É mais rica em ferro que o conhecido espinafre. É usada em saladas, refogados, em bolinhos, omeletes, na composição de pães e massas, em pastas e cremes.

Taioba



(Xanthosoma sagittifolium) além das folhas e talos comestíveis, produz grande quantidade de tubérculos, um tipo de batata, saborosos quando cozidos, fritos, em ensopados ou adicionados em pães. As folhas e talos são fontes de vitaminas A, B e C, além de ferro, cálcio e proteínas.


Há também uma série de flores que são comestíveis e podem ser servidas em nossas mesas com muito encanto. Como a capuchinha ( Tropeoalum majus), de sabor picante, é rica em vitamina C, pode ser consumida como salada, no sanduíche, em pastas e cremes e dá um toque especial nas panquecas e pães. Ela está sendo comercializada in natura na tradicional feira ecológica da av. José Bonifácio em Porto Alegre e tem boa aceitação do público.



Estas poucas espécies salientadas permitem vislumbrar a enorme disponibilidade alimentar a ser pesquisada e explorada. “No entanto o padrão alimentar está cada vez mais globalizado. Nos alimentamos com nada mais que 10 a 20 espécies por dia, considerando todas as refeições, restringindo assim a diversidade de nutrientes ingeridos”, ressalta Valdely F.K. Nesse aspecto, as plantas não-convencionais contribuem muito com nutrientes vitais para o bom funcionamento do organismo humano.Comercialização

Alguns produtores rurais foram incentivados pelo pesquisador Valdely e estão cultivando e produzindo alimentos não-convencionais. No Sítio Capororoca, no Bairro Lami, zona rural de Porto Alegre, alguns dos seus produtos chamam a atenção e já valeram reportagens na TV, como o pão de urtiga, rico em minerais e ferro, e o refrigerante natural de picão-preto e de lírio do brejo, além das geléias de frutas nativas. Alguns dos produtos são comercializados na feira ecológica e outros degustados e vendidos apenas para os visitantes que vão até a propriedade conhecer todo o processo.

Na serra gaúcha, na região de Antônio Prado, produtores estão comercializando suco concentrado de frutas nativas, como a pitanga, a guabiroba e o butiá.Através desse resgate alimentar, se revela a grande diversidade de recursos alimentares que existe na nossa região e até mesmo no nosso jardim.

Neste texto foram citadas apenas algumas das espécies, mas a riqueza de plantas não-convencionais do Brasil é imensa. Cabe ressaltar ainda a necessidade de incentivos para a realização de mais pesquisas sobre esse assunto, para realizar um consumo seguro, além de cultivar e conservar essa diversidade de plantas, principalmente as nativas.



Texto de Simone Moro baseado em textos e palestras do botânco Valdely F. kinupp.
Saiba mais em sua tese de doutorado no link:

* Plantas Alimentícias Não-Convencionais da Região Metropolitana de Porto Alegre

http://www.bibliotecadigital.ufrgs.br/da.php?nrb=000635324&loc=2008&l=8ef1c2fd11f70952

Comprovação científica: Própolis orgânica brasileira tem propriedades antioxidantes e antimicrobianas


Pesquisadores estudaram a composição da produção feita na região Sul

Própolis orgânica brasileira tem propriedades antioxidantes e antimicrobianas  Mateusz Atroszko/Stock.xchng
Foto: Mateusz Atroszko / Stock.xchng
Um estudo confirmou as propriedades antioxidantes e antimicrobianas da própolis orgânica certificada produzida na Região Sul do Brasil. As noções empíricas desses efeitos eram difundidas, mas agora foram confirmadas por cientistas da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP).

O Brasil é o segundo maior produtor mundial de própolis, sendo superado apenas pela China. Das 700 a 800 toneladas de própolis consumidas anualmente no mundo, o país responde por 150 a 170 toneladas, atendendo, entre outros clientes, a 80% da demanda do mercado japonês. No entanto, o número de patentes brasileiras em relação ao produto é, ainda, extremamente baixo. Estima-se que mais de 43% das patentes mundiais com própolis brasileiras tenham sido depositadas por instituições ou empresas do Japão.
Há, atualmente, um forte interesse do mercado europeu pela própolis orgânica certificada produzida no Brasil, porque o produto estaria isento de metais pesados e contaminantes microbianos, bem como pela peculiaridade de seu sabor suave. O estudo foi realizado pelo engenheiro agrônomo Severino Matias de Alencar, da USP, em colaboração com o farmacêutico Pedro Luiz Rosalen, professor titular de Farmacologia, Anestesiologia e Terapêutica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Foram investigadas 78 amostras, coletadas no sul do Paraná e norte de Santa Catarina, em diferentes apiários. Nesse total, foram identificadas sete variantes de própolis orgânica, com comprovadas atividades antioxidante (avaliada pelos métodos de sequestro do radical superóxido, do radical peroxila e do ácido hipocloroso) e antimicrobiana (em relação às bactérias Streptococcus mutans, Streptococcus sobrinus, Staphylococcus aureus, Streptococcus oralis e Pseudomonas aeruginosa).
— Foi uma constatação importante porque havia dúvida em relação a essas própolis orgânicas, por causa dos teores muito baixos de flavonoides, que são as substâncias notoriamente responsáveis pelas propriedades antioxidantes e antimicrobianas das própolis, principalmente de clima temperado. Porém, verificamos que essas mesmas propriedades são exercidas, com igual eficácia, pelos ácidos fenólicos — disse Alencar à Agência FAPESP.
— Constatamos, nas variedades pesquisadas, altos teores de ácidos gálico, cafeico e cumárico, entre outros tipos de ácidos fenólicos — afirmou.
A atividade antioxidante decorre da doação de elétrons ou íons de hidrogênio (H+), originários da hidroxila, que reduzem os radicais livres oxidantes. Já a atividade antimicrobiana decorre de um entre os três modos de ação seguintes: (1) reação com a membrana celular, alterando sua permeabilidade e causando perda de constituintes celulares ou mudanças conformacionais em ácidos graxos dessa membrana; (2) inativação de sistemas enzimáticos ou de enzimas essenciais, como a H+ATPase; ou (3) suprarregulação ou infrarregulação, envolvendo genes de adaptação ao estresse, glicólises e outros fatores.

Atividade protetora
A atividade antimicrobiana da própolis já era empiricamente conhecida pelos antigos sacerdotes egípcios, que a utilizavam no processo de embalsamamento, para proteger as múmias do ataque de fungos e bactérias. Há relatos de uso da própolis também na Idade Média, para prevenir infecções no cordão umbilical de recém-nascidos. E, até mesmo na Segunda Guerra Mundial, a própolis foi empregada como agente cicatrizante e antimicrobiano no tratamento de soldados em alguns hospitais da antiga União Soviética.
O produto consiste, basicamente, em uma resina vegetal, exsudada por plantas, e coletada em botões florais pelas abelhas presentes no bioma. As abelhas recolhem a resina e a carregam para a colmeia, onde ela desempenha várias funções úteis, como as de vedação, impermeabilização e assepsia ambiental, entre outras. Foram essas funções, essenciais para a preservação da colmeia, que fizeram com que o material fosse chamado de “própolis” (do grego, pro, “em benefício de”, e polis, “cidade”).
— Muitas plantas secretam resinas para proteger os brotos e as folhas em crescimento. Por causa de sua constituição, rica em compostos fenólicos, essas resinas têm um grande poder antioxidante, antifúngico e antibacteriano. As abelhas raspam as plantas e transportam as resinas — detalhou Alencar.
Uma vez na colmeia, a função da própolis é, antes de tudo, de proteção física, pois as abelhas têm fobia à luz e utilizam a resina para vedar as frestas e criar um ambiente penumbroso e termicamente isolado. Em razão de sua ação antimicrobiana, o material funciona também como um poderoso esterilizador, fazendo com que a atmosfera interna da colmeia seja muito mais estéril do que a atmosfera externa.
Os produtores retiram a própolis, abrindo janelas laterais, de dois a três centímetros de altura, na cobertura resinosa da colmeia – janelas que as abelhas voltam a fechar, com mais resina.
— As amostras que colhemos foram produzidas em áreas de mata nativa ou de reflorestamento. E isso confere à produção da própolis orgânica uma virtude a mais, que é a de estimular a preservação ambiental, indispensável ao êxito do empreendimento — afirmou o pesquisador.
Fonte: ZERO HORA - PLANETA CIÊNCIA

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