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sexta-feira, 2 de agosto de 2013
terça-feira, 30 de julho de 2013
Produção e manejo de biofertilizantes será tema de oficina com agricultores do Polo da Borborema
12 de julho de 2013
Na próxima sexta-feira, 12 de julho, acontecerá a “Oficina sobre Produção e Manejo de Biofertilizantes”, a partir das 8h30, na sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Esperança-PB, localizado no centro. Facilitará a oficina o professor doutor Marcos Barros de Medeiros, coordenador do Curso de Graduação em Ciências Agrárias à Distância do Centro de Ciências Humanas, Sociais e Agrárias (CCHSA) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).
“Nossa intenção não é a de ensinar aos agricultores como fazer o biofertilizante, pois todos eles já sabem, e sim aprofundar questões sobre os efeitos dos biofertilizantes, seus benefícios nutricionais e os efeitos nas plantas e no solo. Sabemos que, se mal usado, o biofertilizante pode ao invés de ajudar, prejudicar o roçado, chegando a matar as plantas, por isso a importância refletir sobre o seu uso correto”, explica Emanoel Dias, Engenheiro Agrônomo e Assessor Técnico da AS-PTA.
Biofertilizante é o material líquido resultante da fermentação de estercos, enriquecido ou não com outros resíduos orgânicos e nutrientes, em água. Os biofertilizantes podem ser aplicados via foliar, diluídos em água na proporção de 2% a 5%, ou no solo, via gotejamento. O composto apresenta efeitos nutricionais (fornecimento de micronutrientes) e fitossanitários, atuando diretamente no controle de alguns fitoparasitas por meio de substâncias com ação fungicida, bactericida ou inseticida presentes em sua composição. “O biofertilizante melhora a saúde do solo e das plantas, tornando-os menos suscetíveis à pragas”, explica Emanoel Dias.
A oficina é uma ação do Projeto Terra Forte, que tem entre as suas estratégias iniciativas de manejo da fertilidade dos solos. O Terra Forte é realizado pela Organização Não Governamental AS-PTA Agricultura Familiar e Agroecologia em parceria com o Polo da Borborema, e tem o co-financiamento da União Europeia. Tem ainda como parceiros a Ong PATAC e os Agrônomos e Veterinários Sem Fronteiras (AVS).
Participarão do evento cerca de 40 agricultores de 15 municípios da região da Borborema. No período da manhã a programação se concentrará em um debate mais teórico e a socialização das experiências exitosas com o uso do biofertilizante. Já no período da tarde, haverá a parte prática com a produção de uma receita de biofertilizante no local da oficina.
Programação:
08h – Abertura
08h30 – Debate: Porque utilizamos os biofertilizantes? Quais são os efeitos dos biofertilizantes na produção dos roçados?
09h30 – Apresentação de experiências pelos agricultores famílias em seus roçados sobre o uso e manejo dos biofertilizantes
10h – Debate orientado pelo Professor Marcos Barros
Efeitos do uso do biofertilizantes nas lavouras: benefícios nutricionais e no controle das pragas e doenças (fitoproteção);
12h30 – Almoço
14h - Atividade prática de produção de biofertilizante
Etapas de produção dos biofertilizantes: principais cuidados na produção, diferentes formas de utilização, dosagens e seus efeitos e período de uso dos biofertilizantes (carência do produto);
15h - Encerramento
Receita de Biofertilizante Enriquecido
Modo de preparo
Para fazer um tambor de 200 litros de biofertilizante, primeiro você vai recolher o esterco fresco da noite (gado, cabra ou ovelha). Coloque 80 litros de água sem cloro (água de cisterna, tanque ou de nascente). Depois acrescente um litro de leite e dois litros de melaço ou garapa. Quando terminar a mistura, mexer bem todos os ingredientes.
Misturando o Pó de rocha, cinza e farinha de osso.
Misturar o pó de rocha, a cinza e a farinha de osso, divida tudo em duas partes iguais. Coloque uma parte no tambor, e acrescente também dois quilos de rama verde (rama de batata, gliricidia, mandioca ou plantas nativas) bem picotadas.
O tambor deve ficar fechado e colocado em um lugar protegido da luz, calor e vento para garantir uma boa fermentação do biofertilizante. Não se esqueça de colocar no tambor um suspiro na tampa para escapar o gás. Mexer regularmente e completar com água até a tampa do tambor.
Em torno de 15 dias depois misturar a outra parte do pó de rocha, cinza e farinha de osso e mexer bem. Caso necessário, acrescentar água até a tampa do tambor.
Numa bomba com capacidade de 20 litros é recomendado misturar 02 litros de biofertilizante em 18 litros de água. Realizar as aplicações nas culturas a cada 15 dias, de preferência no final da tarde. O biofertilizante também pode ser aplicado no solo 15 dias antes do plantio.
Nas plantas novas, quando formar o primeiro par de folhas faz-se a primeira aplicação, repetir a cada 15 dias. No período da floração faz-se aplicação semanalmente.
Leia também:
- Comissões do Polo da Borborema realizam formação sobre o uso e manejo da água para produção nos ‘arredores de casa’
- Agricultores da Região da Borborema participam de Oficina sobre a Saúde do Solo em Lagoa Seca
- Uso dos Agrotóxicos será tema de Sessão Especial na Assembleia Legislativa da Paraíba
- Agricultores e agricultoras da Borborema e Cariri Paraibano participam de Oficina sobre Regeneração e Fertilidade do Solo
- Sementes é o tema da Campanha pela Valorização da Vida na Agricultura com filhos e filhas de agricultores na Borborema
domingo, 28 de julho de 2013
Com mais oportunidades e melhor renda, jovens são atraídos para o campo
Eleveção dos índices sociais e econômicos freou o exôdo rural e reduziu a distância entre o campo e a cidade
Foto:
Hugo Dalpizzol / Especial
Joana Colussi
Antes um caminho quase natural, a decisão dos jovens em migrar ou não
para as cidades agora é cercada por um contexto alçado pelo agronegócio brasileiro. Espalhada pelo interior do país, a riqueza da produção de alimentos elevou índices sociais e econômicos e reduziu a distância entre o campo e a cidade.
Com oportunidades de renda e qualidade de vida, a nova geração ligada
ao meio rural vislumbra um futuro promissor também nas propriedades que
fazem o Produto Interno Bruto (PIB) gaúcho inflar com reflexos de
supersafras e crescente produção animal.
– O jovem que decide apostar no meio rural enxerga a rentabilidade do negócio. E essa oportunidade lhe permite ter qualidade de vida – analisa Pedro Selbach, diretor da Faculdade de Agronomia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Docente há 35 anos, Selbach acompanha a mudança de perfil dos jovens que buscam conhecimento acadêmico na área agrícola:
– Hoje, 50% dos estudantes vêm do Interior e 50% são de grandes centros urbanos. Há 30 anos, a maioria era do Interior e, majoritariamente, homens.
Por décadas, a falta de perspectivas no campo exportou milhares de jovens para a cidade – de onde dificilmente saíam. O resultado, ainda verificado, é o crescente êxodo rural. No entanto, o acesso a recursos básicos, como educação, saúde e tecnologia, fez a migração deixar de ser fundamental para se alcançar a independência financeira.
– A ideia de que campo é lugar de atraso é ultrapassada. O avanço da agricultura fortaleceu entre os jovens o orgulho de ser agro – diz Rosani Spanevello, professora do curso de Zootecnia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).
Seja pela forte ligação com a terra ou para suceder familiares, grande parte dos jovens agora manifesta o desejo de ficar no campo. Mas ainda que 69% dos adolescentes da agricultura familiar não queiram migrar para grandes cidades, conforme dados do pesquisador Nilson Weischeimer, na prática, a decisão passa por questões bem pontuais.
– Os jovens que ficam ou retornam querem autonomia e liberdade para tomar decisões. A abertura dos pais é fundamental para atenuar conflitos de gerações – aponta Vera Carvalho, assistente técnica da Emater.
Pais e filhos devem ter funções definidas
Dividir atividades e renda dentro da propriedade foi o modelo encontrado pela família Signori para Alessandro, 25 anos, retornar a São Pedro das Missões, no Noroeste, após formar-se em Zootecnia. Enquanto o pai, José Signori, 57 anos, administra cem hectares de lavoura, o jovem responde pela produção leiteira.
– Recebi propostas de emprego em indústrias e comércio quando me formei. Mas meus pais estavam sozinhos, trabalhando muito. Optei por aplicar meus conhecimento junto deles – conta o jovem, que pretende expandir a produção com melhoria na qualidade dos animais.
O fortalecimento das agroindústrias também tem ajudado a seduzir jovens do campo, diz Douglas Cenci, coordenador da Juventude Estadual da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar da Região Sul (Fetraf-Sul).
Curso concluído, é hora de voltar
Formado em Agronomia, Genor Brum Filho, 28 anos, assumiu a propriedade da família, em São Luiz Gonzaga, nas Missões, aos 22 anos. A sucessão foi antecipada pela morte do pai, há quatro anos. Com a orientação do irmão, Francisco Eugênio Brum, 56 anos, o agrônomo diversificou a produção nos 1,8 mil hectares da Fazenda Coqueiro.
Antes centrada na pecuária, a propriedade tem hoje 600 hectares cultivados com soja, milho, trigo e aveia. Neste ano, o jovem investiu em irrigação em 90 hectares da lavoura, com previsão de ampliar os pivôs centrais para outros 210 hectares:
– A responsabilidade de administrar sozinho é grande. Mas não teria porque não levar isso adiante.
Outra alternativa em crescimento é conciliar o agronegócio com uma carreira profissional paralela. Com o crescimento das cidades médias do Interior, estudantes recém-formados conseguem ajudar na gestão de lavouras da família e seguir com outra atividade no núcleo urbano mais próximo. Foi esse o caminho feito por João José Dornelles, 26 anos, formou-se em Direito em 2012. Depois de sete anos na Capital, retornou para São Borja, na Fronteira Oeste, para ajudar o pai Ory Dornelles, 50 anos, no cultivo de arroz e na pecuária. Agora, planeja abrir um escritório de advocacia na cidade e, ao mesmo tempo, atuar na gestão da propriedade:
– Sempre tive a ideia de voltar, gosto muito da vida no Interior.
Grupos distintos na Faculdade de Agronomia
Formadas por pelo menos três grupos distintos, as turmas da Faculdade
de Agronomia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
revelam traços e comportamentos característicos de suas origens, assim
como dos interesses que os levaram ao estudo da produção agrícola.
Veja alguns depoimentos de integrantes dos três grupos
Os chamados gaúchos da fronteira, ou também ginetes universitários, frequentam as aulas de boina, mate e até mesmo bombacha. Os colonos, descendentes de imigrantes italianos e alemães, carregam seus sotaques e costumam se unir em grupos. Os agroecológicos, normalmente vindos de centros urbanos, deixam transparecer em hábitos sustentáveis a valorização da produção orgânica de alimentos.
– O jovem que decide apostar no meio rural enxerga a rentabilidade do negócio. E essa oportunidade lhe permite ter qualidade de vida – analisa Pedro Selbach, diretor da Faculdade de Agronomia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Docente há 35 anos, Selbach acompanha a mudança de perfil dos jovens que buscam conhecimento acadêmico na área agrícola:
– Hoje, 50% dos estudantes vêm do Interior e 50% são de grandes centros urbanos. Há 30 anos, a maioria era do Interior e, majoritariamente, homens.
Por décadas, a falta de perspectivas no campo exportou milhares de jovens para a cidade – de onde dificilmente saíam. O resultado, ainda verificado, é o crescente êxodo rural. No entanto, o acesso a recursos básicos, como educação, saúde e tecnologia, fez a migração deixar de ser fundamental para se alcançar a independência financeira.
– A ideia de que campo é lugar de atraso é ultrapassada. O avanço da agricultura fortaleceu entre os jovens o orgulho de ser agro – diz Rosani Spanevello, professora do curso de Zootecnia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).
Seja pela forte ligação com a terra ou para suceder familiares, grande parte dos jovens agora manifesta o desejo de ficar no campo. Mas ainda que 69% dos adolescentes da agricultura familiar não queiram migrar para grandes cidades, conforme dados do pesquisador Nilson Weischeimer, na prática, a decisão passa por questões bem pontuais.
– Os jovens que ficam ou retornam querem autonomia e liberdade para tomar decisões. A abertura dos pais é fundamental para atenuar conflitos de gerações – aponta Vera Carvalho, assistente técnica da Emater.
Pais e filhos devem ter funções definidas
Dividir atividades e renda dentro da propriedade foi o modelo encontrado pela família Signori para Alessandro, 25 anos, retornar a São Pedro das Missões, no Noroeste, após formar-se em Zootecnia. Enquanto o pai, José Signori, 57 anos, administra cem hectares de lavoura, o jovem responde pela produção leiteira.
– Recebi propostas de emprego em indústrias e comércio quando me formei. Mas meus pais estavam sozinhos, trabalhando muito. Optei por aplicar meus conhecimento junto deles – conta o jovem, que pretende expandir a produção com melhoria na qualidade dos animais.
O fortalecimento das agroindústrias também tem ajudado a seduzir jovens do campo, diz Douglas Cenci, coordenador da Juventude Estadual da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar da Região Sul (Fetraf-Sul).
Curso concluído, é hora de voltar
Formado em Agronomia, Genor Brum Filho, 28 anos, assumiu a propriedade da família, em São Luiz Gonzaga, nas Missões, aos 22 anos. A sucessão foi antecipada pela morte do pai, há quatro anos. Com a orientação do irmão, Francisco Eugênio Brum, 56 anos, o agrônomo diversificou a produção nos 1,8 mil hectares da Fazenda Coqueiro.
Antes centrada na pecuária, a propriedade tem hoje 600 hectares cultivados com soja, milho, trigo e aveia. Neste ano, o jovem investiu em irrigação em 90 hectares da lavoura, com previsão de ampliar os pivôs centrais para outros 210 hectares:
– A responsabilidade de administrar sozinho é grande. Mas não teria porque não levar isso adiante.
Outra alternativa em crescimento é conciliar o agronegócio com uma carreira profissional paralela. Com o crescimento das cidades médias do Interior, estudantes recém-formados conseguem ajudar na gestão de lavouras da família e seguir com outra atividade no núcleo urbano mais próximo. Foi esse o caminho feito por João José Dornelles, 26 anos, formou-se em Direito em 2012. Depois de sete anos na Capital, retornou para São Borja, na Fronteira Oeste, para ajudar o pai Ory Dornelles, 50 anos, no cultivo de arroz e na pecuária. Agora, planeja abrir um escritório de advocacia na cidade e, ao mesmo tempo, atuar na gestão da propriedade:
– Sempre tive a ideia de voltar, gosto muito da vida no Interior.
Grupos distintos na Faculdade de Agronomia
Veja alguns depoimentos de integrantes dos três grupos
Os chamados gaúchos da fronteira, ou também ginetes universitários, frequentam as aulas de boina, mate e até mesmo bombacha. Os colonos, descendentes de imigrantes italianos e alemães, carregam seus sotaques e costumam se unir em grupos. Os agroecológicos, normalmente vindos de centros urbanos, deixam transparecer em hábitos sustentáveis a valorização da produção orgânica de alimentos.
ZERO HORA
sexta-feira, 26 de julho de 2013
quinta-feira, 25 de julho de 2013
Itália proíbe milho transgênico da Monsanto
Com informações da Reuters, 12/07/2013.
Três ministros italianos – da agricultura, da saúde e do meio ambiente – assinaram um decreto banindo o cultivo do milho transgênico da Monsanto MON810.
O ministro da agricultura citou os impactos negativos à biodiversidade como principal justificativa para a publicação do decreto. “Nossa agricultura é baseada na biodiversidade, na qualidade, e precisamos continuar a buscar esses objetivos, sem jogos [os transgênicos] que mesmo do ponto de vista econômico não nos tornariam competitivos”, declarou o ministro.
Enquanto as aprovações para o cultivo de transgênicos na Europa são definidas de forma conjunta no nível da União Europeia, governos nacionais podem, individualmente, estabelecer salvaguardas caso considerem que o plantio represente riscos para a saúde ou o meio ambiente.
No ano passado, a França estabeleceu uma moratória similar aos transgênicos.
Segundo a maior organização de agricultores da Itália, a Coldiretti, uma pesquisa recente apontou que cerca de 80% dos italianos apoiam a proibição.
N.E.: Até hoje a União Europeia só autorizou o cultivo de dois transgênicos: o milho MON810, da Monsanto, tóxico a lagartas, e a batata Amflora, da Basf, modificada para produzir amido industrial, que foi um fiasco de mercado e já teve a comercialização suspensa pela Basf. Antes da Itália, outros nove países europeus já tinham proibido o cultivo do milho da Monsanto: Polônia, Alemanha, Áustria, Hungria, Luxemburgo, França, Grécia, Itália e Bulgária.
BLOG PRATOS LIMPOS
Três ministros italianos – da agricultura, da saúde e do meio ambiente – assinaram um decreto banindo o cultivo do milho transgênico da Monsanto MON810.
O ministro da agricultura citou os impactos negativos à biodiversidade como principal justificativa para a publicação do decreto. “Nossa agricultura é baseada na biodiversidade, na qualidade, e precisamos continuar a buscar esses objetivos, sem jogos [os transgênicos] que mesmo do ponto de vista econômico não nos tornariam competitivos”, declarou o ministro.
Enquanto as aprovações para o cultivo de transgênicos na Europa são definidas de forma conjunta no nível da União Europeia, governos nacionais podem, individualmente, estabelecer salvaguardas caso considerem que o plantio represente riscos para a saúde ou o meio ambiente.
No ano passado, a França estabeleceu uma moratória similar aos transgênicos.
Segundo a maior organização de agricultores da Itália, a Coldiretti, uma pesquisa recente apontou que cerca de 80% dos italianos apoiam a proibição.
N.E.: Até hoje a União Europeia só autorizou o cultivo de dois transgênicos: o milho MON810, da Monsanto, tóxico a lagartas, e a batata Amflora, da Basf, modificada para produzir amido industrial, que foi um fiasco de mercado e já teve a comercialização suspensa pela Basf. Antes da Itália, outros nove países europeus já tinham proibido o cultivo do milho da Monsanto: Polônia, Alemanha, Áustria, Hungria, Luxemburgo, França, Grécia, Itália e Bulgária.
BLOG PRATOS LIMPOS
quarta-feira, 24 de julho de 2013
Projeto tenta salvar da extinção alimentos que saíram de moda.
![]() |
| araruta |
Janice Kiss
Do UOL, em São Paulo
Do UOL, em São Paulo
Há sete anos, Nuno Madeira, pesquisador da Embrapa Hortaliças, em
Brasília, se dedica a recuperar alimentos que se perderam no tempo.
Cará-moela, peixinho (ou lambari da horta), capuchinha, taioba,
vinagreira, mangarito e ora-pro-nóbis estão entre as 40 espécies que
compõem um projeto de preservação coordenado por ele.
Madeira comenta que a empresa, na época, decidiu fortalecer uma espécie
de acervo que garante a manutenção de plantas importantes para o país.
"Nesse momento descobrimos que muitas hortaliças e raízes do passado
não estavam contempladas", informa.
Segundo o pesquisador, esses alimentos são importantes para pequenos
produtores e comunidades de diferentes regiões do país mesmo que não
sejam mais encontrados como antigamente.
Conforme a Agência para Agricultura e Alimentação da ONU (FAO) houve
uma redução (de 10 mil para 170) do número de plantas comestíveis e
usadas pelo homem nos últimos cem anos. Elas foram trocadas por outras
de alta produtividade.
O próprio pesquisador começou a colaborar com a recomposição do acervo
da Embrapa a partir de algumas plantas do quintal da própria casa.
Madeira sempre teve interesse por essas "hortas antigas" desde quando
era estudante de agronomia.
"São plantas rústicas que produzem bem em qualquer lugar e de forma quase espontânea", informa.
As mudas provenientes dos canteiros da Embrapa vão abastecer outros
projetos semelhantes no país. Um deles pertence ao Polo Regional da
Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta) em
Pindamonhangaba, no Vale do Paraíba. Uma área de 2.000 metros quadrados
abriga 20 tipos de hortaliça classificadas como "não convencionais".
![]() |
| ora-pro-nobis |
"Elas correm o risco de desaparecer por terem sido substituídas por
outras de maior escala e que se tornaram comuns em nossas mesas", afirma
a pesquisadora Cristina Maria de Castro.
A engenheira agrônoma afirma que esses alimentos jamais estarão em
quantidade nos supermercados. "Nem por isso precisamos abrir mão deles",
diz. O projeto da Apta atende os pequenos produtores na região de
Pindamonhangaba.
A nutricionista que preserva alimentos que se perderam no tempo
A nutricionista Neide Rigo tem o hábito de andar por São Paulo sempre
de olho em ervas e hortaliças que podem ser encontradas por cantos de
praças e parques da capital. Por meio da coleta delas, Neide formou
canteiros de hortaliças "não convencionais" em sua casa.
| cará do ar |
"Uns crescem plantados, outros largados e alguns de teimosos", diz. É
num pequeno espaço que Rigo colhe ora-pro-nóbis, mangarito e cará-do-ar.
Tem também capiçoba (folha similar ao espinafre), jambu (a erva
amazonense que amortece de leve os lábios), e sementes de vários
lugares.
"Tenho um interesse histórico por alimentos, e por isso eles nunca perdem a importância para mim", diz.
Por resgatar alimentos à beira da extinção, Neide Rigo já contribuiu com o restabelecimento de alguns deles pelo país.
Ela mandou para a região de Garanhuns, em Pernambuco, um tipo de melão
(o cruá) que estava desaparecido por lá. Uma outra vez, recebeu de um
produtor um punhado de farinha de araruta, que anda sumida do mercado.
Segundo ela, o que mais se encontra é o amido (fécula) de mandioca
sendo vendido no lugar da outra. "Quem conhece sabe que os biscoitos de
araruta são mais leves e branquinhos", afirma.
A dedicação aos alimentos quase desaparecidos levou a nutricionista a participar da Arca do Gosto, braço do movimento internacional Slow Food, que prega a recuperação da tradição de alguns produtos em seus respectivos países.
segunda-feira, 22 de julho de 2013
Enraizador de plantas caseiro
TIRIRICA USADA COMO ENRAIZADOR NATURAL PARA AUXILIAR NO ENRAIZAMENTO DE MUDAS DE ORQUÍDEA ARUNDINA
| Tiririca |
A tiririca conhecida como planta daninha e combatida em todos os
jardins surge como erva que promove o enraizamento de plantas
reproduzidas a partir de estacas. Suas folhas e tubérculos são ricos em
FITORMÔNIOS por este motivo pode ser usada como enraizador natural e em
nosso caso em orquídeas terrestre da espécie Arundina graminifolia.
Pertence à família Cyperaceae, e ao gêneo Cyperus, é uma planta de
rápido desenvolvimento, sua raiz produz pequenos tubérculos de alto
poder regenerativo. Tem um difícil controle com enorme capacidade de
multiplicação.
| Mudas de arundina |
Preparo do enraizador:
Lave os tubérculos com sabão neutro e água e bata no liquidificador
ou em um pilão numa proporção de um para um, exemplo: 1 kg de tubérculo
de tiririca para 1L de água de preferência filtrada ou fervida, e logo
depois regue sua orquídea Arundina graminifolia. Depois de 5 dias repita
o procedimento.
Obs.: Não utilize este procedimento em outras espécies de
orquídeas, pois poderá causar efeitos indesejáveis, como a queima das
raízes e outros, devido a concentração do ácido indol acético (IAA).
Este mesmo procedimento pode se utilizado para enraizamento de
plantas ornamentais onde se utiliza a estaquia na produção de mudas.
domingo, 21 de julho de 2013
O Mundo segundo a Monsanto - dublado
Publicado em 30/06/2012
Este vídeo tem intuito informativo e educacional e não infringe direitos autorais.
O Mundo segundo a Monsanto
Marie-Monique Robin
O Mundo segundo a Monsanto
Marie-Monique Robin
Excelente documentário produzido pela autora do livro "O mundo segundo a
Monsanto". Mostra como essa multinacional está patenteando sementes
transgênicas e introduzindo-as em países emergentes como o Brasil.
Presente em 46 países, a Monsanto se tornou líder mundial em sementes e
plantações transgênicas e também uma das empresas mais controvertidas na
história industrial. Desde sua fundação em 1901, a empresa foi
processada judicialmente inúmeras vezes devido à toxidade de seus
produtos. Hoje se reinventou como a empresa das "ciências da vida" que
se converteu às virtudes do desenvolvimento sustentável.
Usando de documentos até agora não publicados e os testemunhos de vítimas, cientistas e políticos, "O Mundo Segundo a Monsanto" reconstitui a gênese de um império industrial construído sobre mentiras, cumplicidade do governo americano, pressões e tentativa de corrupção. A empresa se tornou principal fabricante de sementes do mundo, espalhando seus cultivos transgênicos para todo o planeta -- em meio à falta de controle em relação a seus efeitos para com o meio ambiente e a saúde humana.
Uma empresa que quer o seu bem seguindo as regras do codex alimentarius até quando vamos engolir isso.
Usando de documentos até agora não publicados e os testemunhos de vítimas, cientistas e políticos, "O Mundo Segundo a Monsanto" reconstitui a gênese de um império industrial construído sobre mentiras, cumplicidade do governo americano, pressões e tentativa de corrupção. A empresa se tornou principal fabricante de sementes do mundo, espalhando seus cultivos transgênicos para todo o planeta -- em meio à falta de controle em relação a seus efeitos para com o meio ambiente e a saúde humana.
Uma empresa que quer o seu bem seguindo as regras do codex alimentarius até quando vamos engolir isso.
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sexta-feira, 19 de julho de 2013
NOAA fala em frio extraordinário e grande nevada no Sul do Brasil !!
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| geada negra junho 2012 |
Boletim
diário para a América do Sul desta sexta-feira que acaba de ser
publicado pelo NOAA (Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera)
descreve a onda de frio que atingirá o Cone Sul da América e o Rio
Grande do Sul como “extraordinária” (remarkable), tal como a MetSul
Meteorologia vem informando desde o começo da semana. A análise diz que a
onda polar trará temperatura atípica para locais tão ao Norte como o
Norte da Bolívia e o Sul peruano assim como para o Centro-Oeste do
Brasil, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. De acordo com o NOAA, o
fluxo de umidade que vem do mar trará neve para áreas costeiras da
Patagônia até o Sul do Brasil, incluindo a província de Buenos Aires e
ainda no Uruguai.
O
boletim acrescenta que forte nevadas atingirão grande parte da
Patagônia, alcançando Viedma e Bahia Blanca com acumulados de 10 a 15
centímetros. Deve nevar, diz o NOAA, na maior parte da província de
Buenos Aires. Na área do Rio da Prata e no Sudeste do Uruguai podem ser
esperadas pancadas de neve e de neve misturada com chuva (agua nieve). O
NOAA afirma que a neve vai se estender às partes altas do Rio Grande do
Sul, Santa Catarina e o Paraná com acumulações de até 10 centímetros
nos pontos mais elevados. Há 10 anos a MetSul acompanha os boletins do
NOAA para a América do Sul, coordenados pelo meteorologista Michael
Davidson, e jamais nossa equipe tinha visto previsão tão incisiva de
frio para a nossa região, nem nas ondas de frio mais intensas dos
últimos anos e que em alguns locais não serão superadas pela atual.
Aprenda a fazer um minhocário - até criança aprende.
A professora de culinária infantil Márcia Aruda, com a ajuda da pequena Lena María, ensina como se faz um minhocário. Com restos de comida, caixas plásticas e algumas minhocas, ele está pronto! Aí muita gente já pensa com nojo: "minhoca? argh!", e já torce o nariz para a pobre coitada da bichinha. Mas apesar de não ser um animal tão bonito que desperte uma simpatia imediata, as minhocas tem um papel bem importante na natureza: elas produze o húmus, um tipo de adubo que é um produto da digestão dela e tem muitos nutrientes para as plantas.
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