sexta-feira, 10 de maio de 2013

Produção de ovos coloniais é tema do Dia de Campo na TV



Produção de ovos coloniais é tema do Dia de Campo na TV: Galinha colonial Embrapa 051
Créditos: EmbrapaEsta edição do Dia de Campo na TV vai ao ar no dia 10 de maio de 2013, pelo Canal Rural (Net/Sky e internet), a partir das 9 horas. E no dia 12 de maio, às 7 horas, pela TV NBR (canal do Governo Federal, captada por cabo, parabólica e internet), com reprises aos domingos, às 17 horas; às terças-feiras, às 11h30; às quintas-feiras, às 15 horas; e aos sábados, às 7 horas.

A diversificação ou integração de atividades é uma das formas de buscar sustentabilidade da pequena e média propriedade rural, melhorando a renda e a qualidade de vida da família e do produtor. Uma das alternativas propostas pela Embrapa é a produção de ovos coloniais que tem condições de aumentar a renda dentro das propriedades. E apresenta a galinha Embrapa 051, uma ave rústica, que produz ovos de casca marrom, também conhecidos como ovos vermelhos. Ela é uma galinha colonial híbrida, resultado do cruzamento de linhas - neste caso foram escolhidas a Rhode Island Red e a Plymouth Rock Branca.

A galinha Embrapa 051 pode ser criada em qualquer parte do país, solta ou em piquetes. Elas iniciam a postura de ovos quando atingem o peso de um quilo e 900 gramas, o que acontece na vigésima primeira semana de idade.

A proposta de criação desenvolvida pela Embrapa requer pequeno investimento inicial e garante as conquistas da avicultura moderna. A galinha Embrapa 051 oferece uma produção bem superior às aves coloniais rústicas. Uma galinha colonial comum põe cerca de 80 ovos durante o período de produção. Já a 051 atinge de 280 a 300 ovos. Outra característica da poedeira é que ela também é uma galinha híbrida, considerada de duplo propósito, isto é, com capacidade para produção de ovos pelas fêmeas e de carne pelos machos abatidos com 120 dias.

O Dia de Campo na TV sobre Galinha Embrapa 051 opção para agricultura familiar foi produzido pela Embrapa Suínos e Aves (Concórdia/SC) e pela Embrapa Informação Tecnológica (Brasília/DF), unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

E se você quiser assistir às reportagens do Dia de Campo na TV visite a página: www.embrapa.br/diacampo.

Também queremos ouvir sua opinião sobre o programa. Entre em contato para falar com a gente pelo telefone 0800 646-1160, a ligação é gratuita.

Outras emissoras que transmitem o Dia de Campo na TV

TV Andradas - Andradas/MG - sábado, às 10h

TV Agromix - Campo Grande/MS

TV Coop - Fecoagro/SC

TV Feevale - Rio Grande do Sul

TV Educativa de São Carlos (canal 48) - quinta-feira, às 18h

TV Itararé - Campina Grande/PB - sábado, às 8h

TV Rio Preto - Unaí/MG - sábado, às 10h e domingo às 13h

TV Sete Lagoas - MG (canal 13) - quinta-feira, às 20h e sábado, às 11h

Saiba mais sobre a programação no site www.embrapa.br/diacampo e confira as reportagens na Videoteca Embrapa em www.youtube.com/user/VideotecaEmbrapa.

A Embrapa Informação Tecnológica também comercializa os DVDs com o programa completo pela Livraria Embrapa, telefones (61) 3448-4236 e 3340-9999 ou www.embrapa.br/liv.

FONTE

Embrapa Suínos e Aves
Lucas Scherer Cardoso - Jornalista
Telefone: (49) 3341 0454

Embrapa Informação Tecnológica
Maria Luiza Brochado e Cirlene Elias - Jornalistas
Telefone: (61) 3448-4807

Links referenciados

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
www.agricultura.gov.br

Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
www.embrapa.br

www.youtube.com/user/VideotecaEmbrapa
www.youtube.com/user/VideotecaEmbrapa

Embrapa Informação Tecnológica
www.sct.embrapa.br

TV Educativa de São Carlos
tve.saocarlos.sp.gov.br

www.embrapa.br/diacampo
www.embrapa.br/diacampo

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Resposta da alface à aplicação de biofertilizante

              

A utilização de biofertilizantes é interessante para a agricultura, pois além de ser uma alternativa econômica e ambiental favorável, aproveita resíduos orgânicos e reduz a aplicação de fertilizantes minerais. 
 
Objetivou-se com este trabalho, avaliar o efeito de doses de biofertilizante de origem bovina (efluente de biodigestor) aplicadas no solo e de dois níveis de irrigação na cultura da alface. O experimento foi conduzido em ambiente protegido, em vasos, aplicando-se ao solo diferentes doses de biofertilizante de origem bovina obtido de reator anaeróbio (10, 20, 40 e 60 m3 ha e adubação mineral como testemunha em dois níveis de irrigação calculados com base em 50 e 100% deevapotranspiração de referência. 
 
As plantas de alface foram analisadas em: altura, número de folhas, diâmetro de copa, massa de matéria fresca e massa de matéria seca da parte aérea. Os tratamentos com biofertilizante apresentam melhores resultados que a adubação mineral, e tem aumento com a elevação das doses de biofertilizante; a maior dose (60 m3 ha-1) apresentou os melhores resultados em todas as variáveis analisadas. Para a massa seca, a adubação mineral apresentou maiores valores. Os níveis de irrigação não influenciaram no crescimento das plantas.
 
artigo completo em http://www.seer.ufu.br/index.php/biosciencejournal/article/view/14077/12277

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Como cuidar das árvores frutíferas no inverno


Eduardo M. de C. Nogueira
Josiane T. Ferrari
Como todas as plantas cultivadas, as fruteiras de clima temperado são suscetíveis a inúmeros micro-organismos que atacam brotações, ramos, troncos flores e frutos, levando a perdas na cultura e a enormes prejuízos aos produtores. Esses micro-organismos permanecem no pomar de um ano para o outro e constituem uma fonte de inóculo para o próximo ciclo produtivo.
Tratamento de inverno é o conjunto de medidas utilizadas para reduzir a fonte de inóculo no campo, diminuindo, assim, a possibilidade de infecção pelo patógeno remanescente e preparar as plantas para a brotação, florescimento e frutificação, além de reduzir os micro-organismos por métodos simples e menos agressivos ao homem e ao meio ambiente.
Esse controle deve ser iniciado nos meses de maio/junho e início de julho, fase em que as plantas entram em repouso vegetativo e pode ser subdividida. 

Primeira fase:
• Podar os ramos secos, ladrões, fracos e doentes, até encontrar a parte sadia, de forma a permitir melhor arejamento e insolação das árvores;
• Retirar os frutos mumificados, doentes e caídos ao solo, juntamente com os ramos podados e as folhas velhas. Todos esses materiais devem ser amontoados e retirados do pomar;
• Tratar o corte resultante da poda, pincelando-se pasta bordalesa ou cúprica (produto à base de cobre diluido em água), que tem como função a vedação do corte, impedindo a entrada de patógenos ou ainda pode-se utilizar tinta plástica que possui maior durabilidade, pois é mais difícil de ser lavada pela água da chuva ou irrigação por aspersão. 

Segunda fase:
• Após a limpeza das árvores e do pomar, antes do início do florescimento, pulverizar as plantas com calda sulfocálcica ou calda bordalesa, que servem para proteção da planta contra patógenos e pragas, além de antecipar ou regularizar floradas, proporcionando um talhão mais homogêneo e o escalonamento da colheita;
• Esta pulverização deve atingir uniformemente todos os troncos e ramos, para eliminação dos esporos remanescentes que não foram eliminados com a poda, além de eliminar alguns insetos, preparando a planta para a próxima frutificação.
 
Resultado final de um pomar de pêssego bem tratado.
 
Parreral bem cuidado.

Origem: Instituto Biológico - www.biologico.sp.gov.br
Eduardo Monteiro de Campos Nogueira é Pesquisador Científico do Centro de P&D de Sanidade Vegetal do Instituto Biológico.
Contato: nogueira@biologico.sp.gov.br

Josiane Takassaki  Ferrari é Pesquisador Científico do Centro de P&D de Sanidade Vegetal do Instituto Biológico.
Contato: takasaski@biologico.sp.gov.br


Reprodução autorizada desde que citado a autoria e a fonte

Dados para citação bibliográfica(ABNT):
NOGUEIRA, E.M.C.; FERRARI, J.T.  Como cuidar das árvores frutíferas no inverno. 2009. Artigo em Hypertexto. Disponível em: <http://www.infobibos.com/Artigos/2009_3/frutiferas/index.htm>. Acesso em: 7/5/2013

terça-feira, 7 de maio de 2013

A adubação foliar é um processo de nutrição complementar à adubação via solo

A adubação foliar é um processo de nutrição complementar à adubação via solo, acrescentando inclusive que deve haver a preocupação em aplicar adubos de solo que forneçam macro e micronutrientes.


Este tipo de adubação é mais comumente utilizado na agricultura, em produções como as de arroz, café, soja, laranja, entre outros. Já para as plantas ornamentais, aquelas que se utilizam em paisagismo, o uso se restringe a algumas espécies de bromélias e orquídeas.
De qualquer maneira, é imprescindível que seja feita uma consulta detalhada com profissional especializado, o qual poderá indicar a melhor solução para cada caso. As principais vantagens da adubação foliar são:
  • Os nutrientes aplicados via foliar são rapidamente absorvidos pelas folhas das plantas, corrigindo as deficiências ou evitando que as mesmas se manifestem – as plantas absorvem cerca de 90% do adubo, sendo que uns elementos são mais assimiláveis que outros, enquanto isso, o adubo colocado no substrato perde cerca de 50% de sua eficiência – minutos após a aplicação do adubo, ele completa uma primeira fase de absorção e no fim de algumas horas chega às raízes.
  • Aumenta o aproveitamento dos adubos colocados no solo, principalmente os NPK, pois as plantas terão maior capacidade de absorção.
  • Pode-se aplicar o nutriente específico na fase em que a planta apresentar maior demanda deste, isto é, nos momentos mais críticos.
  • Estimula o metabolismo vegetal devido à rápida absorção e utilização dos nutrientes, o que proporciona estímulo na formação de aminoácidos, proteínas, clorofila, etc.
Na aplicação das soluções para este fim, é importante observar o PH (acidez/alcalinidade), pois as plantas só absorvem os nutrientes numa estreita faixa de PH e esses valores irão variar dentro de certos limites de acordo com cada espécie vegetal.
Como é o mecanismo de absorção? Os estômatos (as estruturas que compõe a camada superficial das folhas) são os responsáveis pela maior parte da absorção dos nutrientes, mas a própria cutícula que recobre as folhas, quando hidratada, permite a passagem dos nutrientes; ela é permeável à água e às soluções de adubo.

Para melhorar as condições de absorção das folhas, costuma-se adicionar às soluções nutritivas substâncias denominadas agentes umectantes, que pela sua ação adesiva, impedem que a solução escorra por ação da gravidade, e por sua ação umectante dificultam a evaporação da água, mantendo os nutrientes mais tempo em contato com a superfície foliar. A concentração da solução depende da tolerância de cada planta, e não devem ser aplicadas nas horas mais quentes do dia (entre 9 e 16 horas).

Algumas pessoas argumentam que a adubação foliar é muito cara, no entanto, deve-se lembrar que ela deve ser complementar, sendo que as quantidades utilizadas são pequenas. E mais, observe que a escolha do adubo é muito importante, pois alguns elementos utilizados de maneira errada podem queimar as plantas. Fique atento!
Texto: Patrícia Siqueira Cosignani
http://www.jardineiro.net/adubacao-foliar.html

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Começou a safra 2013 de bergamota no sítio em Montenegro




Feriado do dia do trabalho é para trabalhar. Melhor se o trabalho for no paraíso da natureza! 

Estivemos no sítio,  colhemos algumas bergamotas pokan e umas deliciosas laranjas do céu. Para chegar nas laranjas foi dureza, pois primeiro atravessar a famosa ponte que será reformada em 2013 (por enquanto em projeto), depois enfrentar capins e maricás brotando. Dificuldades superadas com paciência e vestimenta adequada (botas).





No meio do brejo quem encontramos? Vistosas manchas do amendoim forrageiro, mudas plantadas em 2011 e 2012.


 




Outra supresa agradável foi colhermos tomates cerejas, cujos tomateiros estavam pelo chão. Tarefa seguinte, fixar os tomateiros com taquaras para futuras colheitas. 


Com pequenas ações conseguimos um sítio produtivo,  já temos aipim (mandioca) e batata doce para colher, sem contar o pé de pimenta que parece ter chegado ao fim do ciclo produtivo. Também desde setembro produzindo pimenta.


Executamos a melhoria da iluminação externa, pois projetamos colher mel do apiário no final do mes.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Semente é diamante!! "Passado Semente Futuro"





O que importa mais num alimento a quantidade ou a qualidade?
Quanto vale uma semente rara que é cultivada melhorada há mais de 1.000 anos? Comecei a tratar o assunto em 2010, produzindo o documentário "Passado Semente Futuro".
"Semente é Diamante" é a continuação dessa pesquisa. Gravado em 2011, em Botucatu, durante a 2ª Feira de trocas de Sementes Tradicionais e Crioulas de São Paulo e também em Itapevi, no Sítio Vida de Clara Luz. Entrevistados: Denilza Santos, Lin Chau Ming, Ademar do Nascimento, Pedro Jovchelevich, Marcelo Laurino, Peter Webb, Edmar Costa e Ivete de Almeida.
Produção:Resgate Cultura

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Compostagem diminui a emissão de metano












Uma atitude simples e rica em nutrientes: ao invés de jogar os restos de alimentos diretamente no lixo, por que não transformá-los em adubo?A quantidade produzida de lixo é reduzida e, com ela, a liberação de metano, um gás altamente tóxico. Além de ajudar o planeta, você pode adubar sua horta e evitar o uso de agrotóxicos, prejudiciais à saúde. Saiba mais sobre compostagem e seus benefícios, na 10ª edição do Almanaque, com a pesquisadora do IDEC (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) Adriana Charoux.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Agrosoft Brasil :: Cuidados com a lavoura começam pela análise de solo

Agrosoft Brasil :: Cuidados com a lavoura começam pela análise de solo

Compostaje soluciona tus problemas de residuos

El compost es una excelente forma de aprender el valor de la reducción de residuos, su descomposición natural y cómo las plantas usan los nutrientes para crecer.
Fabiola Torres hace 6 meses
Como una forma de contrarrestar las grandes acumulaciones de residuos en los vertederos, la realización de compost es una solución sencilla y económica al alcance de todos.
Toda la basura orgánica que se produce en una casa es capaz de convertirse en un material rico en nutrientes para nuestras plantas o cosechas, además de ayudar en la lucha contra la contaminación. Es por eso que cada día más personas y plantas industriales usan el sistema de compostaje para transformar la basura orgánica en diversas aplicaciones ecológicas. Un simple contenedor, unas cuantas instrucciones y paciencia es lo único que se necesita para comenzar a tener tu propio compost en casa.
¿Por qué compostar?
Con el compostaje se pueden reducir de manera económica la cantidad de residuos orgánicos urbanos, agroforestales y ganaderos. Al igual que en los sistemas de desecho tradicionales, se usa un contenedor para depositar los residuos al que se llama compostador. La diferencia es que la basura no es llevada por un camión recolector a un vertedero, sino que se aprovecha.
Las microorganismos realizar un proceso de descomposición aeróbica (en presencia de oxígeno) que transforma la basura en compost. El proceso, si se realiza de la manera adecuada, no produce malos olores.
El material resultante se puede usar como complemento a los abonos en la agricultura o jardinería, para controlar la erosión y mejorar los suelos o bien destruir organismos patógenos. El compost también sirve para los sistemas de biorremediación, degradar hidrocarburos y otros compuestos tóxicos. El compostaje se puede realizar en activo o caliente, en pasivo o temperatura ambiente, o bien mediante el uso de lombrices rojas o de la familia Lumbricidae.
El compost es una excelente forma de aprender el valor de la reducción de residuos, su descomposición natural y cómo las plantas usan los nutrientes para crecer.
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Fuente: Compostaje para acabar con los residuos (Placc.org)

Fabiola Torres
Fabiola Torres estudia periodismo en la Universidad de Chile y se traslada por Santiago en una single speed despues del robo de su anterior bicicleta. Le gusta todo lo que tenga relacion con el uso de medios alternativos de transporte y la libertad que estos confieren en una ciduad como Santiago; ademas adorna su cuerpo con 14 tatuajes y un piercing. Puedes seguirla en su twitter @fabsy_

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Quase 900 milhões de pessoas vão dormir com fome. Relatório aponta risco de uma catástrofe.


“Temos um problema muito importante. Quase 900 milhões de pessoas vão dormir com fome, o que é um desastre para a humanidade, para a ONU e para os Objetivos do Milênio. Se as coisas não mudarem, teremos uma catástrofe alimentar. Temos que intervir, agora, para resolver problemas que serão inevitáveis dentro de 50 anos”. O economista Gonzalo Fanjul foi o encarregado, neste meio dia, de dar voz para “O desafio da fome”, um relatório elaborado por Mãos Unidas, com a colaboração da AECID e que foi apresentado na Universidade Pontifícia Comillas.

A reportagem é de Jesús Bastante, publicada no sítio Religión Digital, 24-04-2013. A tradução é do Cepat.
Entre as propostas deste relatório, Mãos Unidas advoga por uma “mudança de sistema econômico”, que elimine o consumo desenfreado e que incorpore decisões políticas que freiem a destruição ambiental. “Urge enfrentar o problema orientando os sistemas de produção de alimentos, as regras econômicas e as decisões políticas para garantir o direito à alimentação, acima de qualquer interesse”, destaca o relatório, que sustenta que “ao menos uma em cada seis pessoas não tem alimentos suficientes para ser saudável e levar uma vida ativa. A fome e a desnutrição são consideradas, em nível mundial, o principal risco para a saúde, mais do que a AIDS, a malária e a tuberculose juntas”.

“Jogamos 30% dos alimentos produzidos, afetando tanto o meio ambiente como o seu preço”, uma situação que é absolutamente inapresentável, sustenta o relatório, que acrescenta que três quartas partes dos que sofrem a fome vivem em áreas rurais, principalmente na Ásia e África, expostos a secas e inundações.
Por isso, Mãos Unidas propõe aplicar reformas agrárias e outros mecanismos que garantam aos pobres o acesso a terra, para que possam cultivar seus alimentos e gerar excedentes de maneira sustentável.
Entre suas recomendações, inclui a de vigiar as novas gerações de biocombustíveis, de maneira que não afetem a disponibilidade de terra para os pequenos camponeses, além de limitar a possibilidade de que investidores privados e governos estrangeiros adquiram grandes extensões de terras cultiváveis nos países em vias de desenvolvimento.
Segundo o relatório anual da FAO, “O Estado de insegurança alimentar no mundo - 2012”, atualmente há 870 milhões de pessoas com fome.
Péssimas perspectivas
No mundo, há uma população de 7 bilhões de pessoas, sendo que na metade do século poderá aumentar em outros 2 bilhões. No ano 2025, 1,8 bilhão de pessoas viverão em países ou regiões com escassez absoluta de água, e dois terços da população poderão estar vivendo em condições de carência, prenuncia.
Também lembra que, segundo a Agência Internacional de Energia, os biocombustíveis poderão proporcionar, em 2050, 27% do total de combustível para o transporte (em comparação aos 2% atual) e reduzir notavelmente o uso de diesel, querosene e combustível de avião.
O ato foi aberto pela presidente de Mãos Unidas, Soledad Suárez, que defendeu que “somos nós os que temos que mudar o mundo, desafiando a fome, como aquelas mulheres fizeram há 54 anos”.
A apresentação serviu como motivação para que alguns especialistas dessem sua opinião a respeito do atual estado das coisas. Estas foram algumas das reflexões mais relevantes:
Imaculada Cubillo, membro da campanha Direito à Alimentação, Cáritas, opina que “o documento me parece muito completo e expõe com toda clareza os conceitos básicos para entender a magnitude da situação da fome, num contexto de mudança climática. É imprescindível sua compreensão para adotar a atitude solidária e a visão política de sua solução. Os exemplos ilustram bem esta necessidade”.
Jerônimo Aguado, membro da Via Campesina - Plataforma Rural, considera que o relatório resulta “muito bem elaborado e um bom diagnóstico da questão da alimentação e do problema da fome em escala global”.
Lourdes Benavides, da campanha CRECE, Intermón Oxfam, destaca que “entre todos e todas, devemos conseguir mudanças urgentes em políticas públicas, em práticas de empresas, em nosso modo de consumir, para que todos nós, pessoas que habitamos o planeta, voltemos a estar no centro de um mundo mais justo, mais equitativo e sustentável. E Mãos Unidas, com seu relatório, contribui para esse fim”.
Marco Gordillo, coordenador do Departamento de Campanhas da Mãos Unidas, que é o responsável da elaboração deste relatório e para quem o documento “insiste que para garantir o direito à alimentação, é necessário reorientar nossos sistemas de produção agrícola, recuperando sua função social, ambiental e econômica, priorizando o acesso aos alimentos para todos, especialmente para os mais pobres e vulneráveis”.
Além disso, através do Skype, houve a participação de Henry Morales, Movimento Tzuk Kim-Pop (Guatemala), que lembrou como em seu país a maioria da produção alimentar (80%) está nas mãos de apenas 2% da população, num país onde a desnutrição infantil é um gravíssimo e secular problema.
Carlos García, do Instituto Socioambiental – ISA (Brasil), denunciou que, nos últimos anos, 100 povos indígenas desapareceram, 1.500 líderes foram assassinados e 700.000 quilômetros quadrados (uma Espanha e meia de superfície) da Amazônia foram desmatados.

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