Curitiba tem hoje cerca de 300 mil árvores espalhadas por vias públicas, praças e parques. Dessas, cerca de 10% estão contaminadas com um parasita conhecido popularmente como "erva de passarinho". Aparentemente inofensiva, essa planta se instala nas árvores e passa a se alimentar basicamente de seiva elaborada. Com o passar dos anos, a erva suga toda a energia de sua hospedeira, levando-a à morte. "Se alguma coisa não for feita com urgência, em 20 anos, 80% das árvores de Curitiba irão desaparecer", alerta o professor de propagação e morfogênese de árvores da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Flávio Zanette.
Segundo ele, a disseminação da erva acontece por meio dos pássaros – daí o nome erva de passarinho. Eles comem os frutos da parasita, que são mais doces do que os outros, e depois transmitem a praga a outras árvores. A erva alimenta-se dos minerais sugados por sua hospedeira. "É uma planta preguiçosa, que, em vez de buscar seu próprio alimento, suga a seiva pronta. Isso ocasiona um enfraquecimento progressivo da árvore e sua morte", conta o professor.
Gênero específico da família Loranthaceae, a erva de passarinho possui mais de 1,4 mil espécies, distribuídas por regiões tropicais e subtropicais dos hemisférios Sul e Norte. São quatro os gêneros mais freqüentes nas áreas urbanas, porém, ainda não foram identificados quais os que atingem Curitiba. Sabe-se, no entanto, que é um tipo de parasita que não escolhe hospedeiro. "Só não vi na araucária e no pinus. Nas outras espécies, todas", avisa Zanette.
Proliferação
Segundo o professor, o inverno é a época mais propícia para o crescimento e disseminação da planta. "Como ela também pratica fotossíntese, busca luz. No inverno as folhas das árvores caem, facilitando essa procura e colaborando para disseminação." Outro ponto é a carência de comida para as aves nesta época, quando não há frutos, somente os da parasita.
O desconhecimento da população colabora para agravar o problema, já que as pessoas não percebem a proliferação. "Para o leigo, ela é só mais uma parte da árvore. Ele não consegue distinguir a erva e até acha bonito", conta o professor. Ele lembra que a contaminação acontece também em espécies cultivadas em propriedades particulares. "É importante que cada morador verifique, em seu jardim ou bosque, a presença desse parasita e faça sua poda, única forma de controle da erva."
Para descobrir se a árvore está contaminada, basta olhar com atenção: galhos mais longos, que pendem das copas, várias raízes que se agrupam no tronco e pequenos acúmulos de sementes escuras – que se destacam principalmente no inverno – indicam a presença da erva de passarinho. Para Zanette, nenhuma praga é tão séria quanto essa. "É uma planta contra outra", ressalta.
Em média, uma árvore hospedeira leva de cinco a dez anos para morrer. "O interessante é que quando a ela morre, a parasita morre junto, pois não tem mais alimento." Zanette informa que, o problema se acentuou em Curitiba nos últimos quatro anos, fugindo do controle e necessitando, urgente, de ações práticas. "Já tomamos algumas iniciativas para o manejo adequado na área urbana, mas não tivemos sucesso. Precisamos da atenção da população e principalmente dos órgãos públicos, para descobrirmos novos meios de conter essa praga", diz o especialista, que compara o problema à Aids. "Assim como a aids é um problema de desequilíbrio causado por comportamento social. Essa erva representa um desequilíbrio ambiental, já que, em pouco tempo, muitas árvores deixarão de existir.""
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NOMENCLATURA E SIGNIFICADO: CAPINURÍBA que significa “Erva coberta de espinhos que dá cachos de fruto” derivando-se de quatro palavras do Tupi guaraní: CAÁ - erva, folha ou talo, PINÛ - urtiga ou coberto de espinho, ARY- cacho, IBÀ- fruto. Também recebe os nomes: Framboesa do campo, Framboesa vermelha, Amora de espinho, Moranguinho, Moranguinho de espinho, Morango silvestre e Framboesa silvestre.
Origem: Espécie presente em capoeiras e formações primárias ou em bordas de mata. A variedade Rosifolius tem distribuição e ocorrência abundante, enquanto que a variedade Coronatus tem distribuição mais restrita aos montes da floresta ombrofila densa. Ambas as variedades ocorrem em Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina, Brasil. Mais informações no link:
OBSERVAÇÕES: A variedade Rosifolius é mais fácil de cultivar e é facilmente identificada por ter folhas menores, flores com 5 pétalas e frutos discóides achatados. A variedade Coronatus é mais difícil de encontrar e cultivar e é facilmente identificada por ter folhas maiores evidentemente serrilhadas e flores com 6 pétalas ou mais e frutos cilíndricos ou alongados.
Características:É um arbusto ereto com ramos secundários prostrados que enrosca-se na própria planta ou em outro apoio, atingindo 0,60 a 2 metros de altura formando touceiras densas. O caule é verde amarelado, de 0,6 a 1,5 cm de diâmetro na base, com acúleos ou espinhos de base larga de 0,5 cm de largura. As folhas são imparimpinadas (formação semelhante à pena) com três pares de pinas terminando com uma pina ou folíolo. O pecíolo (parte que prende a lamina ao caule) mede 3,5 cm de comprimento, tem estipulas (formação laminar na base) filiforme (semelhante a fio) tomentosas (cobertas de lanugem) de 1,2 cm de comprimento. O folíolo é ovado, membranáceo (de textura delicada) verde brilhante e áspero de 5 a 7 cm de comprimento por 2 a 3 cm de largura, sob peciólulo (pecíolo ou suporte secundário) de 2 mm de comprimento. A base é obtusa (arredondada), ápice acuminado (termina com ponta longa e fina), a margem é crenulada (com dentes e recortes em pequenas dimensões). As flores aparecem nas axilas terminais aos pares ou solitárias sob pedicelo de 1,5 cm de comprimento. A corola (invólucro interno) tem 5 pétalas brancas, arredondadas, com base verde clara e cuneada (em forma de cunha). Os frutos é uma drupa apocárpica (com tecidos agregados ou unidos ao redor dum receptáculo comestível) de forma orbicular, vermelha quando madura, de 1,7 a 2,5 cm de diâmetro por 0,8 a 1,2 cm de altura, com parte interna oca e cheia de filamentos membranáceos e brancos, com sabor delicado, doce e pouco acido, lembrando o morango. As sementes são diminutas, como grãos de açúcar.
Dicas para cultivo: Planta subtropical que pode ser cultivada no sul e sudeste do Brasil, pois é muito resistente a geadas de até – 4 grau, adaptando-se a altitudesdesde o nível do mar até 2.000 metros de altitude; podendo ser cultivada a pleno sol ou a meia sombra, em solos ácidos ou alcalinos, argilosos e encharcados ou vermelhos, arenosos e secos. A planta tem um sistema radicular rizomatoso que reproduz-se por brotações anuais no inicio da primavera e caules anuais ou bienais que cresce de rebentos das raízes e frutificando após 6 meses de crescimento. Quanto ao terreno, aprecia solos que sejam ricos em matéria orgânica e com boa umidade natural, podendo ser úmidos ou bem drenados. Pode ser cultivada em pleno sol em ambiente sombreado. As plantas iniciam a frutificação com 1 a 2 anos e mantém a produção por 5 a 8 anos.
Mudas: As sementes medem 1 mm de diâmetro e depois de despolpadas e lavadas sob uma peneira em água corrente, podem ser armazenadas por até 6 meses, sem perder o poder germinativo. Recomendo semear superficialmente em jardineiras contendo substrato feito de 40 % de terra argilosa ou vermelha, 20% de areia e 40% de matéria orgânica bem curtida. As sementes têm índice de germinação na faixa dos 85% e nascem em 30 a 60 dias. Quando as plântulas atingirem 10 cm de altura já podem ser transplantadas para embalagens individuais. O crescimento das mudas é moderado se forem formadas em local ensolarado, atingindo 40 cm em 7 a 8 meses. Pode ser propagada mais facilmente por pedaços de raiz ou divisão de brotações da touceira.
Plantando: Deveser plantados em lugar definitivo em canteiros que devem ter paredes de tabuas ou tijolos para evitar que o sistema radicular cresça desordenadamente. O espaçamento de 50 cm entre plantas e 2,5 metros entre linhas, Os 30 cm da terra de superfície devem estar bem fofos e devem ser enriquecidos com 5 a 6 pás de matéria orgânica bem curtida, + 500 g de calcário e 1 kg de cinza por cada metro do canteiro. Deixar curtir por 2 meses, podendo fazer o plantio em qualquer época do ano se irrigada. A planta precisa ser conduzida com podas dos ponteiros, deixando com altura de 80 cm a 100 m, deixando 5 a 7 hastes por planta, não havendo necessidade de construir parreiras.
Cultivando: Quando a adubação, faz-se com 10 kg de composto orgânico e 30 gramas de NPK 4-14-8 distribuídos em duas porções; no inicio da primavera e no inicio do verão. A irrigação aumenta a produtividade e pode ser feita por gotejamento com uma media de 6 litros de água por planta em cada semana que não chover. Na época do fim do inverno, se faz a poda de frutificação, eliminando todos os ponteiros que frutificaram no ano passado e de limpeza, eliminando galhos secos, doentes ou mal localizados.
Usos: Frutifica nos meses de Setembro a março. Os frutos têm sabor que lembra o morango e são deliciosos para o consumo in-natura. Os frutos podem ser usados para fabricação de geléias, iogurtes, sucos e sorvetes. Os frutos batidos com leite ou qualhada são uma delicia. Essa espécie pode nos pomares domésticos ou mesmo nos pequenos quintais, podendo até ser cultivada em vasos ou jardineiras grandes; proporcionando deliciosos frutos para uma dieta saudável da família em especial as crianças.
Consulte-nos pelo e-mailhnjosue@ig.com.brpara saber se temos sementes ou mudas disponíveis.
Há alguns anos utilizo esta armadilha em alguns pomares. E utilizo vinagre de vinho como substância de atração as moscas. Coloque uma armadilha por planta e confira os resultados. alexandre
Armadilha feita com garrafa de plástico ajuda a combater a mosca-das-frutas, um mal que causa muitos prejuízos ao produto.
Texto Gustavo Laredo
Ilustração Francisco da Costa
Pergunte a qualquer fruticultor qual é a praga que lhe tira o sono. A resposta fatalmente será mosca-das-frutas. Este bichinho matreiro, pertencente ao gênero Anastrepha, é capaz de causar estragos à lavoura e prejuízos ao produtor.
As fêmeas, principalmente, são as maiores vilãs. Elas encontram nas frutas as proteínas e os carboidratos necessários para a maturação de seus ovos. Depois de alimentadas, colocam seus futuros descendentes para se desenvolver no interior dos frutos, deixando a porta aberta para que fungos e bactérias também se instalem. Resultado: apodrecimento e queda prematura das frutas.
Uma forma de combater esse mal está no uso de uma armadilha simples que contém uma solução atrativa para o inseto. A Embrapa Agrobiologia adaptou com garrafa PET um modelo conhecido como McPhail, muito utilizado nos pomares comerciais, mas pouco conhecido de pequenos e médios produtores.
Mosca-das-frutas
Dentro dos recipientes, é colocada uma solução de suco de fruta, melaço de cana-de-açúcar ou proteína hidrolisada, mistura capaz de atrair o inseto para dentro da garrafa e fazer com que ele acabe se afogando. Em pomares com área de um a quatro hectares, o uso dessa armadilha dispensa agrotóxicos e, para fazê-la, gasta-se apenas 3,50 reais, em média.
"Os fruticultores da região Sul, de São Paulo e do pólo de fruticultura do Nordeste são os que mais utilizam esse tipo de armadilha. Mas em regiões onde não há assistência técnica e extensão rural, o frasco caça-moscas ainda é pouco conhecido", comenta a pesquisadora Elen Aguiar.
Verão na área e vêm aí com toda a força as chatas das moscas. Se a presença delas te incomoda (e como!), esqueça os inseticidas clássicos que são prejudiciais ao meio ambiente e à nossa saúde.
Moscas existem em tudo que é clima da nossa Terra - dizem que existem mais de 1,2 milhão de tipos (espécies) de moscas voando em volta da gente. E moscas também são um dos mais perigosos vetores de doenças.
O risco das moscas
Sim, não é que elas só sejam assim, tão chatas mas, para além de incômodas as moscas são perigosas pois transportam, no seu vai e vem voador, 1 milhão de bactérias por indivíduo (não é força de expressão, não: cada mosca pode transportar cerca de 1 milhão de bactérias em seu corpinho voador!).
Acontece que moscas voam, e pousam, em tudo que é lugar e, principalmente onde há matéria orgânica em decomposição - fezes, lixo, carniça, podridão - pois é esse o “aroma” de que elas mais gostam. Tem a ver com a busca pela alimentação - se bem que tem mosquinha que adora um néctar de flor, que nem abelha ou beija-flor - e também com a busca de lugar adequado para botar seus ovos, criar suas larvas e novas gerações de moscas.
Então, nesse voa e pousa, seja lá pela razão que for, a mosca se contamina com as bactérias da putrefação e mais, com as patogênicas que estão por lá dispersas.
Nem toda mosca pica - não é picando que a mosca vai te contaminar - e nem toda mosca vai te injetar ovos que virarão berne depois. Para contaminar basta a mosca pousar, levemente, na sua pele, na sua comida, na sua roupa, na sua água. e, conforme for o patógeno transportado por ela você poderá vir a sofrer de viroses diversas, diarréia, disenteria, febre tifóide ou cólera.
O melhor jeito da gente se proteger é não ter alimentos expostos, não ter ajuntamento de matéria orgânica em decomposição perto da casa e, claro, achar uma maneira efetiva de manter as moscas longe (a gente sabe que não bastam telas na janela para que isso seja realidade).
Assim, separei aqui algumas receitas antigas que vão ajudar você a lidar melhor com este problema. Faça você mesmo as armadilhas para as moscas, usando materiais reciclados e ingredientes naturais, que podem ser facilmente encontrados em sua cozinha. Aqui vão alguns exemplos:
1. Garrafa plástica
Para fazer essa armadilha você vai precisar de uma garrafa plástica, fita adesiva e uma panela com água e açúcar. Corte a garrafa em duas partes de uns 5 centímetros abaixo do seu “pescoço”, onde a garrafa começa a se alargar. Ponha o pedaço da “cabeça” (a parte menor) dentro do outro pedaço com o bico virado para baixo.
Fixe as duas partes da garrafa, onde elas foram cortadas, com uma fita adesiva fazendo toda a volta. Em uma panela, coloque 5 colheres de sopa de açúcar, espalhe uniformemente sobre o fundo e adicione água até cobri-lo. Mexa e deixe ferver até dissolver o açúcar completamente.
Deixe esfriar e despeje a mistura dentro da garrafa. A armadilha funciona melhor se você a esquentar ao sol ou esfregando-a com as mãos. Em vez do açúcar e água você pode colocar no fundo da garrafa de um pedaço de comida, por exemplo, uma fatia de maçã. Veja mais instruções aqui.
Uma opção para evitar o uso do plástico é utilizar um pote de vidro. Pegue um pote grande de vidro e coloque nele um pouco de cerveja. Ao que parece as moscas adoram cerveja! São atraídas pela presença de dióxido de carbono e por odores não muito agradáveis.
Também lhes atrai substâncias doces, então você pode tentar adicionar à cerveja uma ou duas colheres de chá de açúcar. Depois, com um pedaço de cartolina (reutilize capa de revista, flyer de festas etc) e fita adesiva, crie um cone para ser colocado na boca do pote. Funcionará como um funil e não deve entrar em contato com a cerveja.
Coloque a armadilha perto de uma janela, do cesto de frutas ou em cima da mesa quando você for comer ao ar livre. Provavelmente as moscas irão deixar você beber a tua cerveja em paz!
Esta é uma armadilha pensada para espaços abertos como o quintal, o jardim ou a varanda. Você vai precisar de uma garrafa de plástico. Lave-as muito bem antes de preparar a armadilha. Encha pela metade a garrafa com água e despeje dentro meio copo de açúcar, agitando bem.
Com um funil, adicione vinagre, como você pode ver no vídeo. Em seguida, ponha uma casca inteira de banana. Basta agitar levemente o frasco e colocá-lo no jardim.Você também pode pendurá-lo. As moscasserão atraídas pelo cheiro do líquido no seu interior.
4. Papel Mosca
Para preparar seu papel mosca você precisa ter à disposição papel de embrulho (papel de pão), água, açúcar e mel ou xarope líquido (de milho, arroz ou agave). Em uma panela, coloque um copo de água, um copo de açúcar e um de xarope ou mel. Mexa em fogo baixo até que a mistura fique homogênea e pegajosa.
Despeje-a em uma panela ou em um prato e mergulhe uma a uma as tiras feitas com o papel de embrulho. Pendure-as no varal e espere a chegada das moscas… longe de você!
Dizem que é preciso fazer essa armadilha com vinagre de maçã mas, na verdade, é suficiente que seja vinagre, ácido acético, de qualquer tipo (o mais barato também funciona).
O truque é você colocar o vinagre quentinho em um vidro de boca larga na boca do qual você ajeita um funil (de plástico, de papel, como preferir) para que a entrada das moscas seja facilitada e a saída, não.
Deixe essa sua armadilha no lugar mais frequentado pelas moscas, em sua casa. Enquanto o vinagre estiver quentinho o seu cheiro se espalhará atraindo as moscas do entorno que, afoitas, entrarão no funil e ficarão presas no vidro. De tempos em tempos, esvazie a armadilha e renove o vinagre.
Mas, também é verdade que o vinagre atrai, assim como as frutas maduras, aquelas mosquinhas pequeninas (mosca de fruta ou mosca de vinagre que é uma Drosophila sp.) que voam em nuvens rodeando a fruteira.
Você também pode vaporizar vinagre puro nas moscas que por aí voam - elas não morrerão mas ficarão mais lentas sendo mais fácil de usar o “cata-mosca” de forma eficiente. É bem melhor do que a antiga “bomba de Flit” que a gente usava, tão eficiente quanto, mais barato e muito mais saudável para você e o resto da humanidade.
7. Limão
O cheiro de limão na casa não atrai nem moscas nem pernilongos, mais bem os afasta assim como outros cheiros - canela, cravo, alfazema, calêndula, capim santo e, bem, arruda que espanta mosquinha, moscão e encosto.
Para usar limão como “espanta mosca” a receita começa na noite anterior:
Corte um limão em quartos e deixe-os nas prateleiras do seu forno, a porta aberta, o forno apagado, durante a noite.
Na manhã seguinte, ligue o forno na temperatura mais baixa que tiver. O objetivo é só espalhar o aroma pelo aquecimento das células do limão, por isso a temperatura deve ser suave (até, no máximo, 100ºC). Apague o forno assim que o aroma do limão se espalhar.
8. Armadilha de leite, açúcar e pimenta
Esta é uma antiga receita inglesa para a qual você vai precisar de meio litro de leite, 2 colheres de sopa de açúcar (quanto mais escuro, melhor pois é mais atrativo para as moscas) e 4 colheres de sopa de pimenta-do-reino moída.
Cozinhe os ingredientes, todos juntos, em fogo baixo, por 15 minutos. Despeje em pratos rasos e espalhe estes pela casa nos locais habituais que as moscas frequentam. Após um tempo você verá que o leite está coalhado de moscas mortas que você poderá “coar e jogar no lixo”.
9. Defumador de ervas para afastar moscas
Café, canela, cravo, alfazema, calêndula, capim santo, crisântemo e arruda são alguns dos aromas que não agradam às moscas e mosquitos.
Uma boa dica é você deixar defumadores acesos com os aromas que lhe agradem mais, da lista acima, nos cômodos de onde precisa expulsar as moscas caseiras.
Esta dica também é eficaz se você usar o óleo essencial em difusor de calor, com vela ou na tomada, ou até quando você ferve, durante um tempo, a erva escolhida espalhando seu aroma pela cozinha.
Leia também:
Eu gosto de fazer borrifador de ambiente com as ervas e usar, a torto e a direito.
10. Plantas aromáticas na janela da cozinha
Outra dica interessante bastante usada nos países mediterrânicos é ter, nas janelas da cozinha e nas portas (à saída) jardineiras com plantas aromáticas como as alfazemas, sálvia, alecrim, tomilho, manjericão, orégano, crisântemos e arruda que, de por si espantam moscas e mosquitos por seus fortes óleos aromáticos que se expandem ao vento invadindo os cômodos.
Esta solução é linda, colorida e adequada para quem tem janelas ao sol, com beirais que permitam a colocação de vasos.
É
praticamente impossível obter determinadas plantas a partir da semente.
Um dos métodos que pode aplicar para reproduzir as suas plantas
preferidas é a estaquia.
A estaquia, ou “multiplicação por estacas”, é um
método de reprodução assexuada de plantas, consiste no plantio de
pequenas estacas de caule, raízes ou folhas que, plantados em meio
úmido, se desenvolvem em novas plantas. In “Wikipedia“
Como fazer
Comece por escolher recipientes suficientemente fundos, entre 10 e
15cm, individuais ou não, mas tendo o cuidado de nunca tentar
reproduzir variedades diferentes no mesmo vaso. Depois, tenha cuidado na
escolha da terra. Um substrato leve, composto por húmus e areia, que
deverá “apertar” ligeiramente antes de abrir os buracos para as estacas.
Estes deverão ter no mínimo 5cm de profundidade para facilitar o
enraizamento, o que significa que o seu recipiente deve conter uma
mistura de terra com pelo menos 7,5cm.
Escolha uma planta adulta e saudável. Se os nós dos caules forem
visíveis, tente cortar uma secção com pelo menos 4 nós. Se não forem,
corte estacas com cerca de 15cm. Pode também optar por um cortar um ramo
novo, lateral, aproveitando assim para dar forma à planta original.
Para preparar a estaca para o enraizamento, retire todas as folhas em
cerca de 1/3 do caule, deixando nua a parte inferior. Havendo nós,
deverá deixar, por baixo do último, não mais de 5mm. O corte, em
qualquer situação, deverá ser limpo, não deixando feridas nem rasgos na
estaca. Corte as pontas das folhas grandes, que consomem energia de que a
estaca precisará para o enraizamento. Retire também todas as flores ou
“botões” que possam haver.
Coloque as mudas nos recipientes de destino e aperte a terra em volta
das mesmas. Quando todas estiveram mudadas, humedeça a terra e a estaca
com a ajuda de um pulverizador. Procure deixá-las num lugar abrigado,
com luz mas sem sol directo. Se cobrir os vasos com um saco de plástico,
pode utilizar suportes como canas ou outros para criar uma mini-estufa.
Não feche completamente a parte inferior, permitindo a circulação de ar
fresco que ajudará a reduzir problemas de manchas e bolores, mantendo
no entanto a humidade.
O tempo de enraizamento varia de espécie para espécie, mas não espere
ver raízes antes de passados pelo menos 10 dias. Pode verificar como se
estão a comportar as suas estacas, levantando a terra por baixo da
mesma com cuidado, com um agrafo, por exemplo, ou no caso de recipientes
individuais de plástico, apertando com cuidado e levantando todo o
conteúdo.
Se tiver terra e espaço suficientes, pode deixar as suas estacas
nesta terra até à mudança definitiva de local. Se não, aguarde que as
raízes mais longas atinjam 1cm e mude-as para novo recipiente contendo o
mesmo tipo de terra para a qual as mudará mais tarde.
Dicas
Prepare
as estacas de manhã, quando as plantas estão repletas de água. O caule
por si só não vai conseguir absorver muita água nos próximos tempos. Se
aparecerem rebentos mas a humidade não for suficiente, acabarão por
morrer.
Se pretende enraizar a sua estaca directamente no local de destino,
rodeie-a de pedras, por exemplo e coloque por cima uma jarra ou um copo
de vidro. Isto ajudá-la-á a conservar a humidade. Mas atenção, vidro
raios de sol directos, podem assar a sua estaca…
Tome nota das datas em que prepara as estacas. Se o fizer em alturas
diferentes em anos diferentes, obterá resultados diferentes. Se tomar
nota, saberá sempre qual a melhor altura para propagar cada uma das suas
plantas.
Existe no mercado, uma hormona de enraizamento, em forma de pó, que
poderá utilizar. Tenha sempre o cuidado de apenas mergulhar no pó metade
da parte do caule que irá ficar enterrada e de deixar uma camada
extremamente fina, sacudindo cuidadosamente os excessos.
Esta técnica é particularmente indicada para: Asteres, campânulas,
crisântemos, clematites, dálias, alfazemas, e gerânios entre outras
inúmeras variedades.
A partir de Setembro, e passada a época de floração, pode começar a
fazer estacas de brincos-de-princesa, cravos, cravinas, sardinheiras,
roseiras, salvia, santolinas…
Por altura do Natal, as estacas de aromáticas já estão
suficientemente enraizadas para serem movidas…acrescente aroma aos seus
presentes!
No lugar do adubo convencional, ele começou a aplicar basalto moído e se surpreendeu com o resultado. Os custos de produção caíram e, hoje, ele planta milho, feijão, soja e cebola no sistema agroecológico usando basalto misturado com adubo orgânico.
Wilfrit associa essa técnica com adubação verde de inverno, plantio direto e rotação de culturas. O sistema tem aumentado a p rodutivide: no primeiro ano com pó de rocha, o agricultor colheu 180 sacas de milho por alqueire. No ano seguinte, colheu 220 sacas na mesma área.
Para o agrônomo Daniel Dalgallo, extensionista do Escritório Municipal da Epagri, o pó de basalto pode substituir com vantgens a adubação sintética. “Com o adubo químico, o produtor se limita a 6 ou 7 nutrientes. O basalto tem 108 elementos químicos. Desses, 42 são importantes para o metabolismo da planta. Com uma nutrição equilibrada, a planta fica mais resistente a doenças”, destaca. Em Porto União, também há testes de aplicação do pó com adubo orgânico em pastagens, no plantio de grãos e na fruticultura. Na região, mais de 400 agricultores já usam a técnica.
De acordo com o biólogo Bernardo Knapik, que há mais de 20 anos estuda o pó de basalto, análises foliares das plantas que receberam a técnica apontam que elas são mais ricas em nutrientes. “O pó de rocha não agride o meio ambiente porque não se dissolve rapidamente. Ele é trabalhado pelos microrganismos e pelas raízes e, assim, o solo se regenera. Já o adubo sintético é solúvel, a planta aproveita o que pode, e o que ela não absorve pode causar problemas ambientais”, compara.
Em Guaraciaba, no Extremo-Oeste, o basalto é usado misturado com adubo orgânico em pastagens perenes de verão. “Houve um desenvolvimento de rebrota em menor período de tempo e diminuiu a incidência de pragas”, conta o agrônomo Clístenes Guadagnin, extensionista do Escritório Municipal da Epagri. Os resultados estão associados a um melhor manejo do gado, da pastagem e do solo, com a divisão em piquetes. Em testes realizados com lavouras de arroz sequeiro e milho, houve menor incidência de doenças foliares, maior produção e rsisência das plantas a períodos de estresse hídrico.
Em Ituporanga, no Vale do Itajaí, o pó de ardósia é usado na produção de cebola. “Usamos esse material associado à adubação verde e percebemos que o teor de potássio subiu rapidamente. Além disso, a acidez do solo diminuiu”, conta o agrônomo Hernandes Werner, pesquisador da Estação Experimental de Ituporanga.
Para ser usada na agricultura, a rocha é moída até se transformar em um pó semelhante ao cimento.Mas antes de usar esse material na lavoura, o agricultor deve fazer uma análise do solo e buscar o acompanhamento de um engenheiro agrônomo ou técnico agrícola.
A semente desse fruto de casca dura é a parte comestível que os
antigos chineses já recomendavam para fazer bem ao organismo.
Deliciosas, as nozes fortalecem as defesas do corpo, auxiliam na
formação de glóbulos vermelhos, ajudam a curar ferimentos mais depressa,
fortalecem ossos e dentes e, ainda, atuam contra o envelhecimento das
células. Com tantas qualidades, desses frutos de casca dura, e põe dura
nisso, o que se come é a semente e elas podem e devem entrar no cardápio
todos os outros dias do ano.
Mas qual é a melhor: a pecã, nacional, ou a importada? Saiba que as
duas são iguais. A noz importada da Europa e da América do Norte e a
pecã brasileira (aquela mais comprida e de casca lisa) têm praticamente
os mesmos valores nutricionais. Na verdade, a maior parte das mudas de
nogueira pecã trazidas para o Brasil nos anos 70 vieram do sul dos
Estados Unidos.
Elas
são tão poderosas que a ingestão diária dessas ‘cápsulas de saúde’,
mesmo em pequenas quantidades, pode evitar – acredite! – até 65% o risco
de doenças do coração. Isso porque reduzem as taxas de colesterol e a
formação de coágulos no sangue, além de ter ação antiinflamatória. Os
responsáveis por esses benefícios são os ácidos graxos essenciais,
principalmente o linolênico e o linoléico. Mais: contêm fósforo e
potássio e pouco sódio, o que fortalece o músculo cardíaco.
Os chineses sempre souberam das vantagens desse alimento. Como a
nogueira é originária da Ásia, não é de se estranhar que um milenar
ditado da região recomende comer uma noz ao dia para beneficiar o
coração.
Por serem ricas em antioxidantes, especialmente vitamina E e selênio,
as nozes funcionam ainda como agentes de prevenção do câncer. E a mesma
vitamina é importante para estimular a fertilidade masculina. Por outro
lado, seus compostos chamados fitoestrogênios – aqueles encontrados
também na soja – reduzem os problemas relacionados à menopausa. Além
disso, o fruto é rico em cálcio, fundamental para a saúde de ossos e
dentes.
Quem fuma ou vive em cidades poluídas encontra no alimento um grande
aliado. Os antioxidantes presentes nas nozes melhoram a resistência
pulmonar e reduzem os danos das toxinas inaladas. Essas substâncias
aumentam ainda as defesas contra doenças, segundo pesquisa feita na
Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.
E não acabou: ela é um dos itens com maior teor de vitamina B6. Só o
gérmen de trigo e peixes como a sardinha ou o salmão, ganham da noz
nesse quesito. Essa vitamina atua no bom funcionamento do cérebro e na
produção de glóbulos vermelhos.
Mas ela engorda? Só para quem exagera no consumo. Para ter todos os
benefícios, basta comer cinco nozes (28 gramas) ao longo do dia. Isso
equivale a 193 calorias, o que é igual a duas barras de cereais.
Você pode saboreá-las no café da manhã, com cereais e frutas ou
batidas com leite; no almoço ou jantar, picadas na salada verde, sobre
risotos, massas e molhos. No lanche, experimente misturá- las a frutas
secas. É difícil encontrar outro alimento tão versátil!
Prefira as nozes descascadas na hora e com sabor adocicado. As moídas
antes perdem mais rápido seus nutrientes. Se o sabor for amargo, elas
estão oxidadas e não devem ser consumidas.
Neste vídeo são apresentadas informações de um dos projetos de pesquisa desenvolvidos na Fazendinha Agroecológica de Palmas, da Fundação Universidade do Tocantins - UNITINS, em Palmas/TO.
- Projeto desenvolvido com apoio financeiro do Programa Primeiros Projetos - PPP CNPq/SEDECTI-TO.
- Adubação verde em consórcio com bananeira (var. Thap Maeo): Calopogônio e Feijão de Porco.
Em área degradada, pesquisadores conseguiram aumento de 46% no ganho de peso médio por novilha usando a tecnologia
Marina Salles
Foto:Embrapa Pecuária SudesteAmpliar fotoFeijão guandu é opção
Imagine uma área de braquiária com alta degradação, em solo arenoso, infestada de grama batatais e outras ervas daninhas. Que eficiência ela teria como pastagem? Pois foi numa área assim que dois anos depois de plantar feijão guandu BRS Mandarim, a pesquisadora Patrícia Anchão, da Embrapa Pecuária Sudeste, São Carlos, SP, conseguiu alcançar lotação média de 3,4 novilhas/ha e ter ganho de peso médio diário de 429 g/ animal.
De acordo com ela, enquanto isso, a área de controle registrou lotação de 1, 8 novilhas/ha e proporcionou ganho de peso médio diário de 293 g/dia no final do biênio.
O incremento no ganho de peso com os animais tratados no pasto consorciado foi de 46%. E os benefícios foram além.
Consórcio x pastagem degradada - “Com a implantação da leguminosa, foi possível ainda dispensar o uso de fertilizantes nitrogenados, que são aqueles de maior custo para o produtor”, afirma a pesquisadora.
Ela explica que isso acontece porque o guandu é capaz de fixar nitrogênio no solo e funciona muito bem como adubo verde, especialmente após o segundo ano de sua introdução na pastagem.
“No primeiro ano o que a gente tem é o efeito da leguminosa por si só”, conta Patrícia, “que embora seja positivo, vai se potencializar no segundo ano, com a massa verde que fica depositada no pasto”, diz. A matéria orgânica enriquece o solo, enquanto o guandu rebrota.
No entanto, a dispensa no uso de fertilizantes se restringe aos nitrogenados. “Para ter sucesso no uso da tecnologia, é preciso fazer uma calagem e correção dos níveis de fósforo e potássio no solo”, afirma Patrícia. “A recomendação fica a cargo de um engenheiro agrônomo, sempre mediante análise de solo”.
Responsável pelo desenvolvimento da cultivar da Embrapa, o pesquisador Rodolfo Godoy lembra de outros benefícios: “Por ter um sistema radicular grande e profundo, ela também melhora as características físicas do solo, e permite que nutrientes que não estariam disponíveis para outras espécies passem a estar”, diz, o que se estende durante o período de sua permanência, que é de até três anos.
Segundo Patrícia, também vale destacar que a leguminosa permite a eliminação do gasto com sal mineral proteinado. “Além de melhorar o desempenho de ganho de peso dos animais, ela supre a demanda por esse tipo de suplemento e permite ao produtor fazer uso do sal mineral comum”, afirma a pesquisadora.
No balanço geral, com a cultivar sendo plantada em consórcio com uma pastagem de braquiária Marandu e decumbens o resultado foi de ganho de peso, por novilha, de 475 kg/ha/ano no primeiro ano e de 661 kg/ha no ano seguinte. Isso variou de 306 kg/ha/ ano para 244/kg/ ha/ ano, no caso da pastagem degradada. “A diferença é maior no segundo ano por conta daquele efeito da massa sobre o solo”.
Para Patrícia, mesmo tendo sido desenvolvida como técnica para recuperação de pastagens, a tecnologia pode ser aplicada para proporcionar redução de custos e aumento de produtividade em sistemas semi-intensivos.
Abaixo, conheça a época adequada para fazer a semeadura do guandu e o passo a passo da técnica de manejo:
O
camu-camu, caçari, ou araçá-d'água é uma pequena árvore pertencente a
família Myrtaceae. Disperso em quase toda a Amazônia, é encontrado no
estado silvestre nas margens dos rios e lagos. Em seu habitat natural a
planta pode permanecer submersa por 4 a 5 meses! Por isso seu bom
desenvolvimento está atrelado à água. Na terra firme, onde o camu-camu
tem demonstrado boa adaptação, a floração ocorre durante praticamente o
ano inteiro.
A árvore
frutifica de novembro a março e os frutos têm valor nutritivo e sabor
ácido, motivo pelo qual na Amazônia peruana sejam bastante consumidos
no preparo de refresco, sorvete, picolé, geléia, doce, licor, ou para
conferir sabor a tortas e sobremesas. Aqui no Brasil, é mais costume que
sejam tidos apenas como tira-gosto ou isca para peixe, sendo este o
principal dispersor das sementes.
O valor
mais latente em se consumir os frutos está no alto teor de vitamina C
(30 vezes mais do que a laranja), geralmente com 2800 mg/ 100g de fruto,
podendo chegar a mais de 6.000 mg/ 100 g do fruto, contra uma média de
1.700 mg/ 100 g da acerola. A fruta com mais alto teor de vitamina C no
mundo é a australiana Kakadu plum, após ela é o Camu-camu!
Quer uma roseira carregada de flores? Não tenha dó de podar drasticamente a planta. Sem esse cuidado anual, a planta produz poucas flores, fica
com o formato desengonçado e, pior, vive pegando pragas e doenças. Há
dois tipos de podas nas roseiras, a anual e a de manutenção. Conheça
melhor cada uma.
Poda de manutenção
Deve ser realizada sempre que notar
folhas secas e flores murchas, além de galhos tortos, secos ou mal
formados. Não há uma época especial para fazer essa poda, mas evite o
alto inverno para que os futuros brotos não queimem com a geada.
Lembre-se de uma regra de ouro para roseiras: a flor nunca deve morrer
no pé.
Poda anual ou de formação
Costuma ser feita uma vez por ano, de
preferência entre o final de junho e o começo de julho (nas regiões mais
quentes do país) ou no começo de agosto (nas cidades de inverno mais
rigoroso). Há quem acredite que essa poda deva ser realizada no dia ou
na véspera do São João (23 e 24 de junho), mas você não precisa ficar
preso a essa crença – a tradição surgiu só para facilitar a lembrança de
uma data anual. A poda de formação serve para que a planta produza
novos galhos e esteja bem florida na primavera e no verão. Corte bem
embaixo, 5 gemas acima do solo.
O corte correto
Use tesouras de poda compatíveis com a espessura dos galhos, que tenham lâminas afiadas
e estejam bem limpas – ferramenta cega e enferrujada “mastiga” o ramo,
ferindo a roseira e atraindo doenças. Faça a poda num dia fresco, de
preferência manhãzinha, cortando sempre na diagonal, perto de uma gema.
O formato final
Procure deixar o arbusto com a aparência
final de uma “taça” – de um único tronco do chão devem partir de 3 a 5
galhos que não se cruzam. Ao se decidir entre duas gemas próximas,
mantenha a que esteja voltada para o lado de fora da “taça”. Não tenha
dó: de cada ramo bem podado vão surgir outros três, carregados de
botões.
Segredinhos
Pingue uma gota de própolis em cada corte
do galho para estimular a rápida cicatrização e impedir que ele
funcione como porta de entrada para doenças fúngicas e bacterianas.
Aproveite os galhos eliminados para multiplicar suas roseiras: cada
estaca tem 20 cm e deve ser mantida em terra adubada à sombra até
enraizar.