Novo
método é uma estratégia inovadora que pode reduzir as aplicações de agroquímicos para o controle do ácaro rajado, melhorar o desenvolvimento
das plantas de feijão e de morango, além de ser inofensivo ao meio
ambiente e à saúde humana – Foto: Gustavo-Mansur via Flickr
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Um dos
grandes desafios para os agricultores brasileiros é o controle de pragas
e a estratégia de combate mais utilizada por eles tem sido o uso de
agroquímicos, que podem causar consequências graves ao meio ambiente e
aos seres humanos. Buscando inovações para uma agricultura sustentável,
pesquisadores da USP e da Universidade de Copenhague (Dinamarca)
utilizaram meios naturais para diminuir a população de organismos
considerados prejudiciais às plantações. Inocularam fungos
entomopatogênicos (que podem atacar os insetos) em plantas de feijão e
de morango para combater o ácaro rajado (Tetranychus urticae), que atinge além destas duas culturas mais outras 200 espécies diferentes.
Fernanda Canassa, autora da pesquisa que usa fungos entomopatogênicos para o controle do T. urticae – Foto: Arquivo pessoal
Segundo a autora da pesquisa, a bióloga
Fernanda Canassa, do Laboratório de Patologia e Controle Microbiano de
Insetos da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da
USP, em Piracicaba, esses fungos já são utilizados para combater pragas
em outras plantações, porém, são pulverizados sobre as plantas com o
objetivo de atingir determinada praga alvo. No estudo em questão, as
sementes de feijão e as raízes de plantas de morango foram inoculadas
(mergulhadas) em suspensões de fungos. “Este novo método é uma
estratégia inovadora que pode reduzir as aplicações de agroquímicos para
o controle do ácaro rajado, melhorar o desenvolvimento das plantas de
feijão e de morango, além de ser inofensivo ao meio ambiente e à saúde
humana.”
O ácaro rajado ataca as folhas das
plantações provocando amarelecimento destas, reduz capacidade da planta
de realizar a fotossíntese e como consequência há perda acentuada da
produção e da qualidade dos frutos. No morangueiro, por exemplo, quando
há grande infestação, a produção de frutos fica comprometida em até 80%.
O controle da praga é realizado com a aplicação de acaricidas ou
através da liberação de ácaros predadores. Fernanda explica que quando
inoculados, “os fungos dos gêneros Metarhizium e Beauveria (os
“fungos do bem”) são capazes de colonizar o interior dos tecidos das
plantas e conferir proteção contra algumas espécies de pragas”, diz.
Os estudos foram realizados conjuntamente
na Dinamarca e no Brasil. Na Universidade de Copenhague, os testes foram
feitos com feijão cultivado em casa-de-vegetação. A ideia foi analisar
os efeitos da inoculação de sementes de feijão em suspensões de Metarhizium e Beauveria
no crescimento populacional do ácaro rajado, no desenvolvimento e
produção da leguminosa e no comportamento e taxa de predação de uma
espécie do ácaro predador (Phytoseiulus persimilis).
Cultivo do feijão – Foto: Arquivo pessoal Fernanda Canassa
No Brasil, os experimentos foram feitos com
morangos em casa-de-vegetação na Esalq e em quatro áreas de produção
comercial, sendo três em Atibaia, em São Paulo, e uma em Senador Amaral,
Minas Gerais. Nesse caso, as raízes de morangueiro foram inoculadas em
suspensões fúngicas. Aqui, foram avaliados o crescimento populacional do
ácaro rajado, o desenvolvimento das plantas e a produção de frutos. Em
campo, foram também observados os efeitos contra fitopatógenos
(micro-organismos que causam doenças nas plantas) e ácaros predadores
presentes nas áreas experimentais.
Cultivo do morango – Foto: Arquivo pessoal Fernanda Canassa
Mais frutos e leguminosas sem agredir o meio ambiente
Os resultados da pesquisa confirmaram redução significativa na população de T. urticae
e melhor desenvolvimento das plantas. Segundo Fernanda, a produção das
vagens do feijão e dos frutos de morango foram superiores nas plantas
inoculadas em relação às não inoculadas. No campo, foram observadas
populações significativamente menores de T. urticae, menos sintomas de doenças e não houve efeito negativo na população natural de uma espécie de ácaro predador (Neoseiulus californicus).
Como perspectiva prática, Fernanda afirma
que há a possibilidade de, no futuro, haver o desenvolvimento de
produtos comerciais, como um biopesticida à base de fungos
entomopatogênicos para uso como inoculantes. “A associação desses
produtos biológicos com outros inimigos naturais (parasitoides e
predadores) certamente contribuirá para o manejo integrado de pragas de
diversas culturas no campo”, completa.
Mais informações: e-mail fernanda.canassa@usp.br, com Fernanda Canassa
.
Arte: Cleber Siquette/ Jornal da USP
Política de uso A
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Jornal da USP e do autor. No caso dos arquivos de áudio, deverão constar
dos créditos a Rádio USP e, em sendo explicitados, os autores. Para uso
de arquivos de vídeo, esses créditos deverão mencionar a TV USP e, caso
estejam explicitados, os autores. Fotos devem ser creditadas como USP
Imagens e o nome do fotógrafo.
O ato de podar é uma das tarefas de jardinagem mais importantes na manutenção de um jardim.
No caso das roseiras, a poda vai determinar o aspeto final e a beleza
das suas flores. Saiba como podar roseiras para que as suas rosas sejam
grandes, esbeltas e brilhantes.
Quais as ferramentas necessárias
Para podar roseiras corretamente, é necessário reunir as ferramentas seguintes:
Tesouras de poda
Tesoura telescópica de podar
Serra curvada
Luvas grossas
Camisola de mangas compridas
Para preservar a saúde das suas roseiras,
é fundamental que todas as ferramentas estejam limpas e afiadas antes
de entrarem em ação. Só assim é que as rosas são corretamente podadas,
crescendo de uma forma saudável e natural.
Quando devem ser podadas as roseiras
Uma das perguntas mais importantes e que está relacionada com a arte
de podar roseiras, passa por saber exatamente quando é que ela deve
ser realizada? O momento mais oportuno é determinado pelo tipo de
roseira e pela sua localização geográfica. Como tal, é necessário
conhecer pormenorizadamente a variedade que está a usar e obter todo o
tipo de informações em relação a ela.
De uma forma geral, a poda de uma roseira, de uma árvore ou de um bonsai
ocorre na estação da primavera, nomeadamente no início do mês de março
ou de abril para quem se encontra no Hemisfério Norte, ou setembro e
outubro para quem está no Hemisfério Sul. No entanto, o inchaço dos
botões de rosa também mostra qual é o momento mais apropriado para
podar as roseiras.
Porque devem ser podadas as roseiras
As roseiras devem ser podadas no tempo certo, uma vez que esses
cortes vão estimular um novo crescimento e remover todos os elementos
que estejam mortos e/ou em decomposição. Por outro lado, é de destacar
que o ato de podar ajuda a melhorar a estética de uma planta, permite
que os raios solares cheguem ao núcleo da mesma, o que facilita a sua
nutrição e novas áreas de crescimento. O ato de podar as roseiras é,
sem dúvida, uma das tarefas de manutenção obrigatórias para que o seu
jardim tenha sempre um aspeto florido e colorido.
Como podar roseiras
Podar ou aparar roseiras é um passo muito importante na manutenção e
no cuidar de rosas de um jardim. Se as roseiras forem mal aparadas, as
plantas não florescem na sua totalidade e podem ficar muito fracas.
Tenha em mente que o ato de podar ou aparar roseiras é, apesar da
crença popular, um processo muito fácil de ser realizado e pode ser
feito por qualquer jardineiro.
Das tarefas que são realizadas num jardim durante a estação da primavera,
a poda das roseiras é uma das principais, pois é quando surgem os
primeiros rebentos. Os caules dos rebentos exteriores devem ser
aparados cerca de 6 mm, uma vez que isso vai ajudar a roseira a
crescer, tornando o arbusto mais composto e atraente. Tenha em atenção
que é fundamental usar um par de tesouras de poda bem afiadas para não
danificar as plantas.
O aparar de roseiras no verão implica remover as flores gastas,
assim como, fazer uma limpeza geral com o intuito de tornar o arbusto
mais completo e agradável à vista. Tenha em mente que a remoção dos
galhos soltos pode ser uma ação necessária e desejada para a saúde da
sua roseira. Ao fazê-lo, estará a incentivar o crescimento das suas
rosas e a manter um jardim de flores em ótimas condições.
Dicas para podar
Existem várias dicas que poderão ser colocadas em prática para podar corretamente as roseiras de um jardim. São elas:
Remover os ramos que estejam deteriorados, mortos e/ou em decomposição.
Eliminar os caules que pareçam estar murchos, secos ou negros.
Arejar a roseira de modo a que ela tenha uma boa iluminação solar e circulação de ar.
Cortar os caules dos rebentos exteriores em cerca de 3 a 6 mm, dependendo se estão em bom ou mau estado.
Fazer cortes limpos e concisos para não danificar as plantas.
Aparar os ramos num ângulo de 45 graus.
Verificar se o centro dos ramos cortados é branco e fresco. Se assim for, é sinal de que as rosas terão um aspeto magnífico.
Cultivar couves é bom, dá sempre para colher e ter
couves frescas em casa e, bem, você já sabe o quanto é nutritiva a
couve, qualquer que ela seja. Veja aqui, em 4 passos essenciais, como cultivar suas couves e ter sucesso.
A gente da cidade não conhece essas coisas. Eu só sei porquê estudei agronomia e mais ainda, porquê tenho a mania de conversar com as gentes do campo que, elas sim, sabem plantar bem. Pesquisando
pela internet encontrei estes 4 passos, ou etapas, tão bem
explicadinhos que me deu vontade de replicar para vocês. Cada qual pode
escolher o método que lhe dê mais jeito, com semente ou com mudas já
prontas. Plantar é coisa de sentimento ainda mais quando a
gente, que é da cidade, planta para ver crescer, em vaso ou canteiro
pequeno, e comer, se der para colher, se der certo. Mas, ultimamente
tenho pensado que é mesmo muito importante que todo mundo saiba cultivar alimentos
- tem quem diga que é fundamental que, a partir de agora, no mundo em
que vivemos e com as mudanças climáticas em cima das nossas cabeças, que
todos saibamos cultivar aquilo que consumimos. Esta é uma prática que
pode aliviar, em muito, a economia doméstica e que, com certeza, nos tirará da mira dos agrotóxicos.
Consequentemente, se todo mundo resolver plantar alguma coisa, esse
movimento se tornará forte o suficiente para, um dia, botar abaixo o
princípio do lucro na comida. Afinal, comida é bem prioritário para
todos os seres vivos.
Bom, sobre as couves, o que são, que nutrientes possuem, já contei bastante aqui neste outro artigo: COUVE: O VEGETAL MAIS NUTRITIVO DO MUNDO. VEJA PORQUE!
E é incrível a variedade, imensa, de couves que existem pelo mundo à fora. Pois, couve não é só a couve-manteiga que nós, brasileiros conhecemos bem. Também é o repolho, a mostarda, os nabos, brócolis, couve-flor e couve-de-Bruxelas e muito mais. Tem couve de cabeça, tem couve de folha, tem couve que cresce como louca rumo ao céu e até tem couve-de-praia. E mais, a couve é um vegetal de clima frio,
nasceu na Europa e se espalha por todos os países, da Itália à
Dinamarca mas, é muito resistente às variações de temperatura aguentando
bem dos -7ºC até 27ºC. Também aguenta bem as variações de solo, uma
certa salinidade de ar e água e, mais, não é exigente com a quantidade
de água, é rústica.
Mas, dá uma olhada aqui na variedade de couves que existem pelos mercados, ou seja, que são comercializadas. Todas, absolutamente, são variedades da mesma Brassica oleracea,
espécie que, no correr dos milênios, foi sendo "trabalhada" pelos
camponeses, desenvolvendo aspectos que interessavam (cabeça, folhas,
brotos, etc) e que resultaram nestas que a gente conhece hoje.
Couve cultivada em vasos de plástico
Plantar requer alguns cuidados. Aqui separei em 4 etapas os cuidados fundamentais, da sementeira à colheita de couves de qualquer tipo.
1º Passo - a escolha do local e dos cultivares
1)Escolha uma variedade de couve
que seja adequada às condições climáticas onde você vive. Quase todas as
couves poderão ser colhida entre os 45 e os 75 dias depois do plantio.
- A Couve Crespa é doce e suave e é uma das variedades mais comuns. Possui as folhas crespas e enrugadas.
- A Couve Preta também tem folhas enrugadas, embora suas folhas sejam longas e finas.
- A Couve Manteiga
tem as folhas verde-claras, lisas e arredondadas. O nome indica que é
uma das qualidades mais macias de couve e também muito comum no Brasil.
- A Couve Tronchuda ou Couve Portuguesa
é verde escura, de folhas grandes e espessas. Suporta bem as variações
climáticas. Desta você vai colhendo as folhas que quer usar e ela
continuará crescendo e dando folhas, uma fartura.
- A Couve Roxa possui folhas roxas e torcidas. É muito resistente e suporta temperaturas muito baixas. 2)Prepare um vaso grande (com 15 cm de raio, para cada pé de couve) ou um espaço na sua horta. Se for plantar em outono, escolha um lugar em que o sol bata direto e, se for na primavera, uma área de meia sombra. 3)Não plante couves em locais baixos onde há risco da água empoçar. Faça sua horta elevada com tábuas de cedro (o cedro não apodrece com a umidade) 4) Teste o solo. Couves gostam de solo com pH entre
5,5 e 6,8, saudável, com disponibilidade de matéria orgânica, bem
misturados e bem drenados. O sabor da couve vai ficar menos gostoso em
solos muito arenosos. Regule o pH do solo até conseguir enquadrá-lo nos
parâmetros acima. Se o seu solo estiver com pH acima de 7 ou mais básico
ainda, misture enxofre granulado para aumentar a acidez. 5) Saiba quando plantar. Se a sua região for muito
fria, faça as mudas de semente dentro de casa (ou em um viveiro), entre 5
e 7 semanas antes de que esfrie de verdade. Se começar a semear em
ambiente fechado, plante entre cinco a sete semanas após o período de
frio mais intenso. Se você for plantar diretamente na terra, ao ar
livre, faça-o até 10 semanas antes do fim do outono.
As sementes germinam quando a temperatura do solo está, pelo menos,
em 5 C e brotam melhor quando essa está por volta dos 21º C. Então, se
você semear no frio intenso, as sementes ficarão adormecidas até a
temperatura aumentar suficientemente.
2º Passo - a preparação da terra e a sementeira
1) Misture terra com adubo orgânico ou composto, em
pequenos vasos, com 16 cm de abertura. Você também pode preparar a terra
com adubo, espalhar esta no local da horta escolhido e semear
diretamente na terra (desde que a temperatura do solo esteja acima dos 5
C) 2) Semeie a 1,25cm de profundidade, recubra com
terra solta, e 8 cm dentre sementes. Quando brotarem as sementes, se as
plantas estiverem amontoadas, separe-as. Pressione ligeiramente a terra
de cobertura das sementes. 3) Regue bastante, com cuidado para não tirar as
sementes do seu nicho. Espere a camada superficial da terra secar para
fazer outra rega. Não empape o solo. 4) Espere as mudinhas de couve alcançarem os 10 cm de altura,
com 4 folhas, para "rarear" a plantação, quer dizer, para tirar as mais
fracas e dar mais espaço para as outras. Para chegar nesse ponto
demorará de 4 a 6 semanas desde a sementeira.
3º Passo - transferir as mudas para o local definitivo
1) Prepare a terra do local definitivo, seja na
horta ou no vaso, espalhando uma camada fina de terra adubada sobre a
área. Pode usar também restos de folhas em decomposição ou mesmo algas. 2) Retire as mudinhas novas, com 10 cm e 4 folhas,
dos seus potinhos batendo nos fundos e nos lados, para soltar a terra e
não machucar as raízes. Você também pode usar mudas de couves diversas
que comprou em algum viveiro. Cuide de que sejam mudas saudáveis, sem
apodrecimento de folhas ou raízes e de que não estejam semeadas em terra
argilosa ou saibro pois, com certeza não estarão saudáveis se assim
for. 3) Cave buracos, na horta, a uma distância de 35 cm
um do outro e que sejam fundos o suficiente para que a terra chegue até
as primeiras folhas da sua muda de planta. Se for fazer várias fileiras,
mantenha 60 cm de distância entre elas. Sem espaço planta nenhuma
cresce direito. 4) Coloque as mudas nos buracos e as cubra com terra
até as primeiras folhas. Aperte a terra em volta da muda, para que
estas fiquem firmes na terra. As mudas devem ficar totalmente na
vertical. 5) Regue bastante. Mas, como já foi dito, não empape o solo e não permita acúmulo de água ou enxurrada.
Couve manteiga num canto de muro
4º Passo - o cuidado com as águas, os bichos e a cobertura do solo
1) Mantenha o solo úmido mas não encharcado. Se a sua região for muito ensolarada, regue as couves diariamente, no começo da manhã ou ao cair da noite. 2) Adube os pés de couves durante seu crescimento a
cada seis ou oito semanas. Você deve preferir um adubo orgânico líquido
ou um composto bem curtido que será espalhado em volta da planta, sem
tocá-la. Couves bem adubadas crescem mais saudáveis. 3) Cubra com folhas ou palha o solo ao redor da
couve caso as folhas lhe pareçam descoloridas ou estragadas. Mas só faça
essa cobertura morta, mulch, depois que as mudas tenham mais de 15 cm
de altura. Essa cobertura é uma proteção para que a umidade do solo não
estrague as folhas da couve. 4) Retire as folhas descoloridas ou murchas sempre
que aparecerem. Essa ação faz parte da proteção contra doenças e
bichinhos. Cate os bichinhos que aparecerem e jogue-os fora, longe da
horta. 5) A colheita acontece, dependendo do cultivar
escolhido, entre 70 e 95 dias depois da sementeira e de 55 a 75 dias se
você plantou mudas já formadas. Não colha nenhuma folha antes de que o
pé de couve tenha 20 cm de altura. As couves de cabeça, repolhos, só
devem ser colhidos quando a cabeça está bem formada (veja isso de acordo
com o cultivar que escolheu).
Você também pode retirar as folhas externas primeiro e deixar as
internas continuarem seu crescimento. Corte o caule da planta a 2 cm do
solo, se for retirar a couve inteira, pois assim ela continuará se
reproduzindo até o final do seu ciclo vegetativo, que é de 12 meses. As
folhas maduras devem ser colhidas e consumidas logo pois, se envelhecem
ficarão com gosto ruim e amargas. 6) As couves são muito resistente a fungos e
bactérias. Só não deixe alagar a horta que aí sim, apodrecem. As pragas
mais comuns são lagartas de mariposas, pulgões cinzentos, lagartas de
borboletas, caracóis e lesmas. Ultima coisa: Não plante couves perto de feijão, morango ou tomates. Estas plantas têm incompatibilidade, não se gostam.
Com esse título improvável, esse artigo NÃO é uma ironia. Quero justamente pontuar as principais justificativas desculpas de quem não gosta de árvores – ou de quem gosta delas, mas lá longe, na floresta. Ou ainda, dos que gostam, mas não sabem disso, e vão descobrir depois de alguns minutos de frente com esse blog.
Sim, a arborização urbana tem desvantagens. Mesmo as ações mais benéficas incomodam (principalmente as benéficas), e as árvores incomodam MUITO no meio urbano. Vamos ser diretos (ou tentar):
Dez desculpas de quem não gosta de árvores:
1. Queda de folhas (e flores)
A queda de folhas é processo natural das árvores (deciduidade), porém há espécies com maior ou menor deciduidade. No meio natural, as folhas no chão formam um tapete, que mantém a umidade e a fertilidade do solo em torno da árvore de origem – ou seja, um ciclo perfeito. Para o meio urbano, isso é, em geral, desinteressante, já que o ser humano habitante das cidades tem padrões extremos de assepsia, padrões que rejeitam a convivência com certos seres vivos, como os insetos – até mesmo para manter o desequilíbrio ambiental que nos mantém vivos e soberanos.
No fim das contas, a solução é varrer. Folhas pelo chão podem entupir bueiros em dias de chuva, e para evitar que isso ocorra há três recomendações: plantar árvores afastadas dos bueiros (até mesmo para não criar conflito com as raízes); optar, nesse caso, por espécies cujas folhas não causem entupimento facilmente; e varrer – a solução mais lógica e natural.
Little People, do artista Slinkachu
De qualquer forma, quero deixar um apelo: quantas vezes já ouvi dizer que jogar lixo no chão gera emprego para os varredores… Longe de concordar com isso, faço uma proposta: que tal se a população jogar o lixo nas lixeiras e deixar para os garis só o trabalho de varrer folhas? Que tal plantarmos mais árvores para gerar mais emprego para os garis e jardineiros? Que tal se dedicarmos 10 minutos do nosso dia para varrer nossas calçadas sem mau-humor? Que tal?
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2. Quebra de calçadas
raiz pivotante e raiz fasciculada
1º. Árvores em calçadas devem ter raízes pivotantes (conhecidas como axiais), que tendem a ser profundas. Árvores de raízes ramificadas (conhecidas como fasciculadas) crescem para os lados, próximo à superfície, por isso precisam de espaço livre permeável em volta. Em breve você poderá consultar a nossa “arboripédia” para saber mais sobre os tipos de raízes.
Raízes de árvore quebram parte de passeio da rua da Várzea, na Barra Funda-SP. Foto: Eduardo Enomoto/ R7
2º. Toda árvore precisa de solo poroso permeável em volta para captar água e oxigênio. Quanto maior a gola (canteiro), melhores as condições de desenvolvimento saudável da árvore. Uma árvore “sufocada” por concreto ou em solo compactado pode erguer suas raízes em busca de oxigênio, independente do tipo de raiz. Além disso, ficam sujeitas a pragas e crescimento comprometido.
Fica claro, então, que a quebra de calçadas por raízes é puramente resultado de negligência. Escolhendo a espécie adequada para o local e respeitando as necessidades vitais das árvores, não acontecerá esse tipo de inconveniente. Clique aqui e saiba mais.
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Árvore caída em Presidente Prudente-SP. Observe as raízes ramificadas sem espaço para crescimento. Foto: Erika Foglia/ iFronteira
3. Queda em tempestades
As árvores são vegetais superiores, que apresentam extremo vigor na idade adulta. Algumas espécies possuem madeira frágil, e seus galhos quebram com facilidade sob a ação do vento. Mas para que uma árvore adulta caia inteira, ela precisa ter sérias complicações patológicas – doenças, pragas, má formação, raízes comprometidas.
O plantio não é o fim do processo de arborização. Árvores em meio urbano carecem de manutenção constante, que inclui podas de formação, tratamento de pragas e, em última estância, infelizmente, o corte se faz necessário, para priorizar a segurança dos cidadãos – claro, com substituição por outra árvore.
Toda árvore em solo público está sob a tutela do poder público municipal, portanto, é dever das prefeituras cuidar das árvores urbanas, assim como cuidamos constantemente da nossa saúde e higiene.
Mais uma vez, as árvores não tem culpa.
4. Interferência na fiação
A sibipiruna é uma espécie de poucos conflitos com fiações aéreas. Foto: Mariana Barros
Em calçadas com fiação aérea, costuma-se desaconselhar o plantio de árvores de grande porte, substituindo-as por arbustos e árvores pequenas. A verdade é que é possível plantar árvores de grande porte sob fiação, mas requer certos cuidados para evitar cortes no abastecimento de energia em dias de vento forte. É preciso escolher uma espécie adequada, cuja madeira não seja frágil, plantar a muda fora do alinhamento dos fios e conduzir a copa da árvore acima dessa rede, usando técnica de poda adequada. Existem também outras soluções, como proteção da fiação ou substituição por rede subterrânea, mas que dependem da atuação das concessionárias responsáveis pela fiação. Mesmo assim, as árvores de grande porte tem uma relação custo/benefício bem melhor para o meio ambiente que os arbustos e árvores pequenas, inclusive com capacidade de absorção de CO2 muitíssimo superior.
O abricó-de-macaco, árvore da Amazônia difundida pelo paisagista Burle Marx, produz frutos de até 2kg. Foto: Marcos Pinho/ Eu-Repórter
5. Queda de frutos
A possibilidade de ingerir seus frutos é uma das coisas mais apreciadas nas árvores pelo ser-humano. Portanto não são comuns acidentes com queda de frutos, pois normalmente recolhem-se os frutos antes de madurarem. Mas é preciso ter cuidado, escolher a espécie ideal para cada lugar e não plantar espécies que possuam frutos pesados (como coqueiro e jaqueira) em áreas habitáveis, para evitar acidentes.
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A quaresmeira é inadequada para plantio em estacionamentos e garagens, pois suas folhas mancham a pintura dos carros. Mas não vá cortar a árvore se ela já existir: use uma capa para veículos ou outra alternativa.
6. Ocupam espaço de garagem
Não vou nem entrar no mérito da valorização dos automóveis em detrimento do bem estar urbano. A frase já fala por si. Mas já parou pra pensar que uma árvore ocupa no solo exatamente a área que 1 pessoa ocupa? Por volta de 1m², apenas! No caso de garagens, os benefícios persistem, porque a sombra protege o automóvel do calor e da luz que desgasta a pintura, é só escolher uma espécie adequada, sem frutos pesados ou flores que manchem.
7. Atraem vizinhos chatos
Bom, isso tem solução. Aquele pessoal bagunceiro que não te dá sossego, curtindo um som alto embaixo da sua árvore? promova o plantio na sua rua e assim todos terão sombra para farrear.
Aproveite e plante mais na frente de casa, pois árvores absorvem os ruídos, minimizando a poluição sonora.
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Dragoeiros em “calçadão” comercial – Santa Cruz de Tenerife, Espanha. Você acha que eles estão atrapalhando o comércio?
8. Atrapalham a visão da publicidade do comércio
Uma árvore na calçada é uma publicidade das mais eficazes que um comércio pode ter. As pessoas procuram abrigo nas copas nos dias de sol e de chuva de forma inconsciente, e aproveitam pra olhar uma vitrine… rs. Os lugares arborizados são os mais agradáveis visualmente e a árvore protege da insolação direta, reduzindo custos com ar condicionado. Peça ajuda da prefeitura para fazer uma poda de levantamento e deixar a copa elevada. Letreiros com muita informação agravam a poluição visual urbana. Muitas cidades tem dado incentivos fiscais para comércios com a fachada “limpa”, bem conservadas e com pouca informação, e seria ótimo se essa medida extrapolasse os grandes centros.
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Árvores bioluminescentes, tecnologia desenvolvida por pesquisadores taiwaneses através de algas marinhas e nanopartículas.
9. Tornam as ruas perigosas à noite
Mais uma vez o homem tentando resolver seus problemas criando outros problemas. Se o local fica muito escuro à noite, cabe iluminá-lo. Não faz sentido cortar árvores por questões de insegurança, afinal se uma cidade é perigosa, ela o é com ou sem arborização. Já é sabido que cidades amplamente arborizadas tem índices de criminalidade mais baixos, e a explicação é simples: quando governo e população começam a valorizar a coletividade, os serviços começam a ser melhor oferecidos, as pessoas se comprometem com o lugar em que vivem, com o meio ambiente e, concomitantemente, com as outras. As oportunidades e a consciência aumentam e a desigualdade diminui. Não é mágica, é sentimento de pertencimento.
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Homem dorme entre os galhos de uma árvore na zona sul do Rio de Janeiro. Foto: Fabiano Ristow/ TV Globo
10. Abrigam moradores de rua
Mais uma desculpa comumente dada por quem não gosta de árvores – nem de pessoas, por sinal. Se as pessoas não tem casa, melhor que fiquem abrigadas. Melhor ainda se forem tratadas com respeito e amparadas por políticas sérias de habitação. ……………………………………………………………………………………………………………………………………………….
Como você pode ver, a maioria dos problemas causados por árvores vem da negligência, da falta de planejamento, de conhecimento e de generosidade dos cidadãos e do poder público. Muitos prejuízos poderiam ser evitados se esse assunto fosse encarado com seriedade. Espero que tenham gostado do texto e que sirva de reflexão: se você não gosta de árvores, que repense; e se gosta, que passe a mensagem adiante e mexa-se para tornar sua localidade mais arborizada, plantando ou cuidando das árvores. Peça consultoria da prefeitura de sua cidade, nos conte como foi. E deixe sua opinião também: concorde, discorde, o debate pode ser enriquecedor pra todos. Abraços!
Extraído de :http://www.radiocoracao.org/noticias/po-de-rocha-tecnologia-de-ponta-saiba-mais
Os solos mais ricos e férteis do mundo tiveram sua origem numa rocha vulcânica e extremamente dura: o basalto!
Na natureza, para se formar um centímetro de solo a partir da decomposição da rocha, os geólogos e pedólogos afirmam serem necessários cerca de 500 a 1.200 anos, dependendo da intensidade das reações químicas e biológicas de decomposição.
É fantástica a quantidade de elementos minerais nutritivos encontrados no basalto. Aqui no Brasil são poucas ainda as referências de sua utilização em escala comercial na agricultura. Na Europa, sua utilização pode ser considerada uma prática convencional de muitos agricultores.
Mais impressionante ainda é a capacidade que o pó de basalto possui em recuperar solos que foram empobrecidos pelos processos de erosão, lixiviação, acidificação natural ou pela aplicação de fertilizantes químicos, e principalmente pela exportação contínua de nutrientes pelas colheitas.
Num processo convencional de produção de alimentos, são fornecidos às plantas apenas nitrogênio, fósforo e potássio, chamados de NPK, tornando o solo e sua produção desequilibrados e enfermos. Sabemos que, para uma planta desenvolver-se sadia e equilibrada necessita de 45 micro e macronutrientes, dos quais podemos encontrar no pó de basalto.
A importância do solo é muito grande, para toda cadeia alimentar, dentro desta cadeia está o homem, que depende totalmente dele para se alimentar. Do equilíbrio do solo depende toda a vida na Terra. Assim, as plantas crescerão sadias e sem doenças, biologicamente completas. Terão quantidades e proporções ideais de minerais para alimentar qualquer animal e mantê-lo sadio, sem doenças e com vitalidade.
Só para dar um exemplo da importância do solo na cadeia alimentar do homem, os solos carentes de magnésio vão produzir culturas deficientes deste mineral, e os animais que delas se alimentarem tornar-se-ão carentes. No homem, as carências de magnésio provocam doenças como: hipertensão, artrose, artrite e muitas outras, uma vez que efetua mais de 300 funções no organismo humano.
A presença de uma ampla diversidade de elementos químicos no pó de rocha, com destaques para os elevados teores de fósforo (cerca de 60 vezes mais que um solo de ótima fertilidade), cálcio (10 vezes mais), magnésio (20 a 40 vezes mais), enxofre, potássio, boro, ferro e principalmente o silício, numa proporção elevada de óxidos de silício (7,8%), além de titânio, lítio, cobalto, iodo e tantos outros elementos que a ciência agronômica ainda não estudou os efeitos sobre as plantas.
O resultado imediato da aplicação do pó de basalto é o desenvolvimento abundante de raízes das plantas, tornando-as capazes de aumentarem a absorção de nutrientes e conseqüentemente sua capacidade produtiva.
Estudos recentes no Brasil o indicam como potencial recuperador de pastagens e de canaviais. A liberação dos nutrientes do pó de basalto é gradual e contínua. As pesquisas apontam que os melhores efeitos são obtidos com o pó de basalto de granulometrias variáveis, isto é, uma mistura de grãos finos e grãos mais grossos.
As partículas mais finas têm uma liberação mais rápida de nutrientes, enquanto que os grãos maiores vão liberando seus nutrientes lentamente, de forma homeopática.
Mas o maior benefício do basalto é mesmo a produção de alimentos muito mais sadios e riquíssimos em nutrientes, tornando as pessoas e os animais que deles se alimentam igualmente sadios e bem nutridos. Plantas mais sadias, resistentes ao ataque de doenças e pragas.
O pó de pedra ou de rocha, não deve ser e não é apresentado como uma receita pronta e completa para o desenvolvimento da agricultura, como foi implantada pelas grandes empresas a revolução verde, com o uso de adubos químicos e venenos. O maior ou menor resultado do uso de pó de rocha nas culturas, não depende exclusivamente do seu uso ou não, mas também da vida biológica do solo. Num solo muito pobre e desgastado, a reação será menor, ao contrário que num solo vivo, que contenha matéria orgânica, sem uso de químicos, venenos e adubação verde.
A idéia de que existe uma receita pronta, deve ser desmistificada, as dosagens de pó de rocha devem ser testadas em cada propriedade, começando com pequenas quantidades e ir aumentando até obter o resultado esperado.
Antonio Weber – Agroecologista com certificação orgânica (IBD Cultivamos idéias, ideais & plantas...
O maior ou menor resultado do uso de pó de rocha nas culturas, não depende exclusivamente do seu uso ou não, mas também da vida biológica do solo.
A astrapéia é uma arvoreta ou arbusto de ótimas características
ornamentais, que se espalhou pelo mundo por sua exuberância e
popularidade. Ela apresenta ramos pubescentes, e porte pequeno para um árvore, alcançando cerca de 2 a 5 metros de
altura. As folhas são grandes, cordiformes, perenes, de cor verde
brilhante e pubescentes na página inferior. As inflorescências surgem no
outono e inverno, e são umbeliformes, sustentadas por longos
pedúnculos, pendentes, globosas e com numerosas flores de cor rosa a
avermelhada, ricas em néctar e delicadamente perfumadas. Produz frutos do tipo cápsula, que se dividem em cinco partes.
A astrapéia é uma árvore de rápido crescimento e baixa manutenção,
que se destaca principalmente em plantios isolados, mas que pode ser
parcialmente sombreada por outras árvores ou construções. As
inflorescências pendentes atraem muitas abelhas e possuem perfume
agradável e suave, que lembra o côco. As flores velhas permanecem nos
ramos, adquirindo uma cor amarronzada e devem ser removidas para um
melhor aspecto da planta. Além disso essas flores velhas podem
desprender um odor desagradável e atrair moscas. Com podas regulares de
formação, é capaz de adquirir porte e formato arbustivo. Há diversos
híbridos comerciais disponíveis.
Se você adora estar entre as plantas e sujar as mãos de terra como
eu, pode transformar a sua vida agora mesmo através da
profissionalização. Seja feliz hoje, não deixe para depois.
Deve ser cultivada sob sol pleno ou meia sombra, em solo fértil, drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente. Sendo de clima subtropical, a folhagem da astrapéia
não é muito resistente a geadas fortes. Fertilizações na primavera e
verão estimulam um crescimento saudável e florações exuberantes.
Multiplica-se por sementes e mais facilmente por alporquia e estaquia de ramos semi-lenhosos ou de ponteiros.
A geada é um fenômeno tipicamente de dias muito frios, em geral com temperatura do ar abaixo de 5°C e pode causar grandes prejuízos para a agricultura e pecuária, pois queima os pastos. Existe geada branca e geada negra. Qual a diferença entre estes dois fenômenos?
O que é a geada?
Geada é o congelamento do orvalho sobre qualquer superfície. A camada de gelo que se forma danifica a pintura dos carros e outros metais e queima a vegetação, podendo causar grandes prejuízos para a agricultura e pecuária dependendo de sua intensidade e frequência de ocorrência.
A geada é um fenômeno associado ao forte resfriamento do ar e do solo e por isso a época mais comum de ocorrência no centro-sul do Brasil é durante o outono e o inverno. Porém, o fenômeno pode ocorre em qualquer lugar e em qualquer época do ano, desde que as condições atmosféricas sejam adequadas.
A geada branca é a mais comum e,
quando acontece com moderada a forte intensidade, deixa os gramados e os
capôs dos carros branquinhos. Este é um fenômeno típico de noites calmas, com vento fraco, com pouca ou nenhuma nebulosidade no céu. Pode gear em cidades litorâneas, mas não na areia da praia.
A geada branca derrete pouco a pouco com o calor do sol.
Quando há muita geada, numa grande área, o derretimento pelo sol cria
uma paisagem esfumaçada, como se muitas chaminés estivessem soltando
fumaça. Telhados e gramados ficam enfumaçados.
O que é geada negra?
A geada negra é a queima da vegetação por ação de ventos frios muito fortes.
Pode ocorrer mesmo durante o dia. É um fenômeno pouco comum associado
com a ocorrência de ventos moderados a fortes e muito frios provocados
pela chegada de fortes massas frias de origem polar. Quando ocorre a
geada negra, a vegetação fica escurecida, com aspecto queimado. A geada negra é muito mais danosa do que a geada branca, pois queima a seiva no interior das plantas, o que impede a sobrevivência da planta.
Um raro e muito forte evento de geada negra ocorreu no estado do Paraná em 18 de julho de 1975.
Este é um fato meteorológico histórico e dramático para o estado do
Paraná, pois dizimou as plantações de café do norte paranaense. A perda
total das lavouras gerou também uma grave crise financeira e social no
estado do Paraná.
Onde ocorre geada no Brasil?
No Brasil, a geada branca um fenômeno muito comum no Sul do Brasil. Pode ocorrer várias vezes no período de outono-inverno. Estados como São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro
também registram eventos de geada com frequência na época do do
outono/inverno. Mas a geada pode ocorrer até no verão, desde que as
condições atmosféricas sejam adequadas.
Em junho de 2016, durante a passagem de uma massa de polar muito forte sobre o Brasil, a região metropolitana de São Paulo registrou geada por cinco dias consecutivos. Foi uma situação rara! Frio histórico na Grande SP - junho de 2016
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