Cuidar das plantas no inverno é ter mais flores e frutos na primavera e verão.
As plantas no inverno apresentam algumas
particularidades. Muitas delas entram em dormência, uma espécie de
repouso visando poupar energia para tempos mais fartos e agradáveis. Em
botânica, a dormência é definida como estado vegetativo desencadeado
pela diminuição da temperatura e luminosidade, alterando
fisiologicamente e estruturalmente determinadas espécies, inibindo a
reprodução e crescimento, evitando com isso a perda de água e energia
durante períodos desfavoráveis à sua sobrevivência.
Nos jardins e pomares esta é a hora para realizar dois tipos principais de poda: a poda de limpeza e a poda de formação.
A poda de limpeza é aquela na qual retiramos galhos, ramos, folhas,
flores secas e doentes. É uma poda de toda importância: além de deixar
as plantas com melhor aspecto, é através desta pratica cultural que
evitamos a proliferação de doenças.
A poda de formação por sua vez, como o próprio nome diz, proporciona a forma desejada da planta.
No caso das cercas-vivas, logo após o plantio, faz-se a primeira poda
de formação com uma tesoura ou aparador de cerca-viva. Este
procedimento inibe a dominância apical através da redução do hormônio
responsável pelo crescimento do ramo principal e aumenta a síntese de
hormônios nas gemas axilares favorecendo a brotação de ramos laterais
para tornar a planta densa, com mais folhas.
Na plantas ornamentais, a poda de formação do tipo topiaria define o formato da planta, como ocorre nos buxinhos (Buxus semprevirens)
podados em forma esférica. Já nas roseiras, a poda, além de ajudar no
controle fitossanitário, favorece a brotação e a floração.
Nas frutíferas, a poda de formação propicia a entrada de luz visando
favorecer a frutificação e a própria formação da planta, desde o
plantio.
Mais específicas e nem sempre realizadas no inverno existem também as podas de rejuvenescimento e as de produção.
Cada espécie tem o momento ideal e a forma correta de ser podada. A
poda da videira na sua formação, por exemplo, determina que sejam
mantidos apenas dois ramos, chamados de “braços” que a deixarão com
aspecto de espinha de peixe facilitando os tratos culturais, o manejo e a
colheita.
Para bons resultados, devem-se utilizar as ferramentas adequadas para cada tipo de planta e poda.
Muito importante é o cuidado com a cicatrização dos ramos podados. É a maneira de se evitar doenças.
Uma medida simples é passar cola para madeira nos cortes. Ao
impermeabiliza-los, evitamos a desidratação das plantas e a sua
contaminação por fungos.
Cuidar das plantas no inverno é ter mais flores e frutos na primavera e verão.
*Rosalba da Matta Machado é formada em Engenharia Agronômica pela Universidade de Brasília e possui especialização na área de paisagismo. Com expertise de mais de 15 anos no mercado, já atuou em vários estados brasileiros em projetos de jardins para áreas residenciais, rurais comerciais e governamentais.
A
minhoca é um verme da ordem dos anelídeos, com mais de 2.000 espécies
espalhadas por todo o mundo. Elas são animais hermafroditas e quando
encontradas na natureza se alimentam de praticamente de tudo. Outra
característica desses animais é a sua relação de espaço, pois, quando
mantidas em espaços pequenos, sem alimentação e água, as minhocas acabam
cometendo suicídio coletivo, enovelando-se umas nas outras.
A Lumbricus rubellus ou
minhoca vermelha da Califórnia é a mais criada em países como Estados
Unidos e Brasil, e é considerada a melhor minhoca para criação
comercial, representando em torno de 90% de todo o comércio
especializado dos Estados Unidos.
A Eudrilus eugeniae,
ou minhoca africana, ou ainda minhoca gigante africana, é uma espécie
bastante exótica, cujo comprimento médio é de cerca de 10 centímetros,
podendo chegar até impressionantes 22 centímetros.





