sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Plantas alimentícias não convencionais ganham destaque como alternativa sustentável para a agricultura familia

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Foto: Waldemore Moriconi



Participantes do dia de campo

Dia de Campo em Sítio Agroecológico da Embrapa apresenta tecnologias, cultivos, usos e potencial de geração de renda das PANC

Espécies vegetais pouco conhecidas do grande público, mas com alto valor nutricional, rusticidade e forte ligação com a biodiversidade local, as Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC) vêm ganhando espaço como alternativa estratégica para a agricultura familiar e para sistemas produtivos sustentáveis. Esse potencial foi apresentado durante o Dia de Campo “Conhecendo as Plantas Alimentícias Não Convencionais: cultivo, usos e geração de renda”, realizado no Sítio Agroecológico, na Embrapa Meio Ambiente no final de janeiro de 2026.

A atividade foi coordenada por pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente e da Embrapa Mandioca e Fruticultura, em parceria com a Cooperativa de Agricultores Familiares de Americana e Região (Cooperacra), a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), a Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo “José Gomes da Silva” (ITESP) e as prefeituras de Jaguariúna e Mogi-Mirim.

O encontro reuniu agricultores familiares, gestores e técnicos de prefeituras e de instituições de extensão rural, estudantes e pessoas interessadas em conhecer, na prática, o cultivo e o uso dessas espécies.

As PANC são plantas com potencial alimentício ainda pouco explorado pela agricultura convencional. Em sua maioria nativas ou naturalizadas, mas também algumas exóticas que adaptam-se bem às condições locais de solo e clima, exigem menos insumos e apresentam elevada capacidade de produção mesmo em ambientes adversos. Além disso, contribuem para a conservação da biodiversidade e para a diversificação dos sistemas agrícolas.

Segundo Joel Queiroga, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente e um dos coordenadores do evento, a valorização dessas plantas está diretamente ligada aos princípios da agroecologia. “As PANC ampliam o repertório alimentar, reduzem a dependência de agricultores às poucas culturas dominantes e fortalecem a segurança e a soberania alimentar. São espécies que dialogam com o território, com a cultura local e com a realidade da agricultura familiar”, afirma.

Durante o dia de campo, os participantes conheceram as Unidades de Observação (UO) já existentes no Sítio Agroecológico e a mais nova delas, dedicada exclusivamente às Plantas Alimentícias Não Convencionais. Nessas áreas, são desenvolvidas e avaliadas de forma participativa com agricultores e técnicos, práticas de manejo, cultivo e propagação das espécies, permitindo o intercâmbio de conhecimentos e que estes agricultores e técnicos observem o efeito das práticas e o comportamento das plantas em condições reais de produção.

Para Guilherme Reis Ranieri, autor do livro “Matos de Comer”, responsável pela apresentação dos fundamentos teóricos das PANC, o desconhecimento ainda é um dos principais entraves para a ampliação do uso dessas plantas. “Muitas PANC são vistas como mato ou plantas sem valor, quando, na verdade, têm grande potencial nutricional e culinário. O trabalho de divulgação e de formação é essencial para mudar essa percepção”, destaca.

A programação incluiu visitas práticas e técnicas às áreas de cultivo, onde os participantes puderam conhecer diferentes espécies e variedades, seus usos alimentares e as principais formas de propagação. Também foram discutidos arranjos produtivos integrados, como o cultivo consorciado de mandioca em faixas rotativas, apresentado por Marcelo Ribeiro Romano, da Embrapa Mandioca e Fruticultura.

De acordo com Romano, a diversificação é uma estratégia fundamental para sistemas agroecológicos. “O consórcio de culturas e a inclusão de espécies como as PANC aumentam a eficiência do uso da área, melhoram a saúde do solo e ampliam as possibilidades de renda para o agricultor”, explica.

Outro destaque do evento foram os sistemas agroflorestais (SAFs), apresentados em diferentes abordagens. O SAF Frutas, conduzido por Luiz Octávio Ramos Filho, da Embrapa Meio Ambiente, demonstrou como espécies frutíferas podem ser integradas a sistemas mais biodiversos e resilientes. Já o SAF Medicinal, apresentado por Joel Queiroga, evidenciou o potencial das plantas medicinais associadas às PANC em sistemas produtivos diversificados e como estes sistemas conciliam produção e conservação da socioagrobiodiversidade.

Também foram apresentadas cultivares de mangueiras adaptadas a sistemas de produção agroecológicos e orgânicos, reforçando a importância da escolha de variedades adequadas para esse modelo de manejo.

Para além da produção, o evento destacou o potencial econômico das PANC. A diversificação de cultivos pode gerar novas oportunidades de comercialização, seja por meio de feiras, mercados locais, cooperativas ou do processamento artesanal de alimentos. Ao longo da programação, os participantes puderam degustar os sabores de diferentes cultivares de mangas e diversas PANC evidenciando as possibilidades gastronômicas dessas espécies.

“O agricultor familiar pode agregar valor ao produto, diversificar a renda e ainda oferecer alimentos mais saudáveis e conectados com a identidade local”, ressalta Queiroga. Segundo ele, iniciativas como Dias de Campo ajudam a aproximar a pesquisa científica da realidade do campo e a fortalecer redes locais de produção e consumo.

O evento foi encerrado com uma avaliação coletiva, na qual os participantes destacaram a importância de ações de capacitação e demonstração prática para ampliar o uso das Plantas Alimentícias Não Convencionais. Ao integrar pesquisa, extensão e saberes tradicionais, o projeto reforça o papel das PANC como aliadas na construção de sistemas alimentares mais sustentáveis, diversos e socialmente justos.

Cristina Tordin (MTB 28499/SP)
Embrapa Meio Ambiente

Contatos para a imprensa
meio-ambiente.imprensa@embrapa.br
Telefone: 199 92626751

Mais informações sobre o tema
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www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

O SEGREDO COM CINZA FERMENTADA, FAZ AS PLANTAS DISPARAR NO CRESCIMENTO


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Como cultivar a zabumba ou zinia, tendo um lindo jardim florido!

 


A Zabumba ou zínia (zinnia elegans) apresenta uma grande variedade de cores, de tamanhos e de formatos. Há cultivares pequenos, com aproximadamente 15 cm, e plantas grandes, que chegam a quase um metro de altura.

Essas flores podem ser plantadas por sementes em vasos, floreiras ou jardins. Clique aqui e confira as nossas dicas para semear flores e obter sucesso.

Como cultivar zínias
As zínias são flores versáteis e apresentam um ótimo aspecto para serem plantadas em grupos, seja no quintal ou em jardineiras.

Clima e iluminação

As zínias são plantas ideais para clima quente e seco. Elas não suportam baixas temperaturas e, principalmente, as geadas. A umidade em excesso é muito favorável para o surgimento de doenças, por isso é importante se atentar a essa questão.

A planta necessita de luz solar direta por algumas horas diárias para seu bom desenvolvimento e crescimento. Dê preferência para locais abertos. 

cultivo e plantio de zínias
O verão é uma boa estação para o plantio de zínia.

Solo

A zínia é bastante tolerante quando o assunto é solo. Mas é importante que ele seja bem drenado e leve. Precisa ser fértil, rico em matéria orgânica e com um pH entre 5,5 e 7,5.

O espaçamento dependerá da altura da variedade cultivada. Mas, geralmente, recomenda-se um espaçamento de 10 a 60 centímetros. Porém, é importante lembrar que a zínia também pode ser cultivada em vasos ou jardineiras.

Irrigação

É indispensável manter o solo levemente úmido durante a fase inicial de crescimento. É até mesmo permitido que o solo fique superficialmente seco entre as regas quando as plantas já estiverem bem desenvolvidas.

Como citado acima, a planta é relativamente resistente a seca. Bem tolerante a climas quentes. Por outro lado, não cresce bem e tem seu desenvolvimento interrompido em solos excessivamente úmidos. Sugestão: faça as regas pela manhã. 

Ciclo de cultivo

As zínias são plantas de ciclo anual. Ou seja, geralmente germinam, florescem e morrem no período de um ano. Porém podem viver mais de um ano caso sejam cultivadas em condições apropriadas.

semente de flores

Época de floração 

Em condições adequadas nas regiões de clima quente, a planta pode florescer durante todo o ano. Já nas regiões de clima frio, floresce apenas no verão e no comecinho do outono. Geralmente começa a florescer de 45 a 70 dias após a germinação. As flores podem ter cerca de 2 cm ou até mesmo 15 cm de diâmetro.

Propagação das zínias

A propagação de zínias é feita através de sementes que, na maioria das vezes, já são semeadas diretamente no local definitivo. As mudas geralmente não suportam bem o transplante.

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É necessário semeá-las a uma profundidade de aproximadamente 0,5 cm no solo. Bem superficialmente. A germinação é rápida ocorrendo normalmente em menos de duas semanas ou até mesmo de uma.

No site da Plantei, maior garden center online do Brasil, você pode adquirir sementes de zínia e começar o seu plantio agora! Clique aqui e confira.

Gostou de conhecer mais sobre a espécie?

Então mãos à terra e vá colorir o jardim com zínias! 


quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

10 Plantas que Definem o Paisagismo de 2026 | Nativas, Tendências e Jard...


O paisagismo de 2026 vai além da estética. Ele valoriza plantas nativas, baixa manutenção, volumes naturais e escolhas que fazem sentido para o clima, o espaço e o estilo de vida. Neste vídeo, eu apresento 10 plantas que definem o paisagismo de 2026, explicando por que cada uma delas está em destaque em projetos contemporâneos — tanto em jardins quanto em vasos. Mais do que seguir tendências, o paisagismo atual propõe escolhas conscientes, jardins mais vivos, sensoriais e possíveis. São plantas que respeitam o tempo da natureza, o lugar onde são cultivadas e quem cuida delas. 10 Plantas que Definem o Paisagismo de 2026 🌱 Nativas em destaque 1️⃣ Manacá-da-serra (Tibouchina mutabilis) 2️⃣ Grama-amendoim (Arachis repens) 3️⃣ Clúsia (Clusia fluminensis) 4️⃣ Caliandra (Calliandra spp.) 5️⃣ Dipladênia (Mandevilla spp.) 6️⃣ Guaimbê (Thaumatophyllum bipinnatifidum) ✅ 🌿 Estruturais e complementares 7️⃣ Agave (Agave spp.) 8️⃣ Liriopes (Liriope muscari) 9️⃣ Cactos colunares 🔟 Capins ornamentais (Pennisetum spp.) Se você ama jardinagem e paisagismo, se inscreva no canal Vida no Jardim 🌱

Como evitar capina ao plantar

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Stop Buying Worms! This Cardboard Method Doubled My Worm Population for ...


Discover how I doubled my worm population without spending a dime using simple cardboard! Learn the exact step-by-step method that transformed my vermicompost bin and stopped me from buying worms every few months. This free technique works for beginners and experienced composters alike.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Comedouro fácil que deixa seu quintal um paraíso de pássaros! #pássaros ...


Transforme totalmente o seu quintal e atraia uma grande variedade de pássaros livres com este comedouro simples, barato e extremamente eficiente feito com um galão de 20 litros. Neste vídeo eu te mostro passo a passo como fazer um comedouro automático que repõe a comida sozinho, usando um tubo PVC, furos estratégicos e materiais simples que você tem em casa. Este tipo de comedouro é um dos métodos mais usados e mais buscados por quem deseja atrair pássaros rapidamente, criando um ambiente natural, bonito e cheio de vida. Além de trazer mais beleza para o seu quintal, ele também ajuda os pássaros a encontrarem alimento de forma segura e torna sua área externa um verdadeiro paraíso. Aqui você vai aprender: ✔️ Como fazer um comedouro para pássaros com galão de 20 litros ✔️ Como atrair pássaros para o quintal todos os dias ✔️ Como montar um sistema automático de alimentação ✔️ Como transformar reciclagem em um projeto útil e decorativo ✔️ Como criar um ponto de visita permanente para os passarinhos Se você gosta de natureza, pássaros, ideias caseiras, artesanato, reciclagem e faça você mesmo, este vídeo foi feito especialmente para você. 🌿 Assista até o final e descubra por que seu quintal vai virar um paraíso!

domingo, 18 de janeiro de 2026

10º lugar do Ranking Vale Agrícola 2025: Bolo de Cenoura com casquinha c...


🏆 Ranking Vale Agrícola 2025 | 10º lugar Começamos a lista com um clássico que nunca decepciona! 🥕🍫 O bolo de cenoura com casquinha sequinha de chocolate garantiu a 10ª posição entre as receitas mais vistas de 2025. Presença certa no café da tarde e no coração de quem ama receita simples, gostosa e cheia de carinho. ☕💚 E o ranking só está começando… 👀✨ BOLO DE CENOURA 520g de cenoura (3 cenouras grandes) 6 ovos 2x de açúcar (pode ser 1,5) 3,5x de farinha de trigo 1csp fermento químico 1,5x óleo de soja sal a gosto COBERTURA 1,5X achocolatado em pó (nescau) 1,5x de açúcar 0,5x de leite 3csp margarina

sábado, 17 de janeiro de 2026

minhocas gigantes africanas ,mudando de estratégia na criação

Técnica da Embrapa: De Resíduo Vegetal a OURO Verde no Campo!


A Embrapa revolucionou a forma como encaramos o 'lixo' no agronegócio! Prepare-se para desvendar um método que transforma resíduos vegetais em adubo de alta qualidade, sem inoculantes e com impacto direto na sua lavoura. Não é mágica, é ciência!
Quer dominar essa técnica? Inscreva-se no curso gratuito de compostagem da Embrapa e transforme seus resíduos em fertilidade para a sua produção! https://www.embrapa.br/e-campo/curso-...

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Dicas para um jardim na praia

 





Ao compor um jardim ou varanda na praia, é preciso levar em conta que as plantas têm que ser nativas de clima tropical. Assim elas suportaram altas temperaturas e, com as chuvas de verão, se desenvolvem com mais vigorosidade. Vento, maresia e solos arenosos devem ser analisados antes das escolhas das espécies.

Outros detalhes que também devem ser analisados ao planejar o paisagismo da casa na praia é implantar espécies que florescem ou dão frutos no verão e que são de baixa manutenção. Afinal, de nada adianta plantar uma flor belíssima e adaptada ao litoral se ela floresce apenas no inverno, ou que exige constante manutenção e não há ninguém no local por meses para realizá-la.

As plantas tropicais como a palmeira, palmeira imperial e coqueiros se adequam muito bem ao clima praiano, pois aguentam ventos fortes e a ação da maresia. Outros exemplos de plantas tropicais são: Coqueiros, Heliconias, Alpineas, Ixoreas, Palmeiras, Bastão do Imperador, Ravenalas, Hibiscos, Cicas, Phoenix e Pandanus. Já em lugares totalmente abrigados da luz solar pode-se usar o lírio da paz, Marantas, Chamaedoreas, Singonio e licuala.

Na composição, é sempre bom utilizar cores tropicais, como da pleomele ou bromélias amarelas e rubras, pois a paisagem deve ser harmônica e não contrastar com a beleza natural da praia. Além disso, cores tropicais são intensas e conferem um ótimo astral onde são dispostas.

Se há espécies apropriadas ao clima praiano, também existem as que não se dão bem neste ambiente e devem ser evitadas, como azaléia, hortênsia, roseira e pinheiros. Plantas de clima temperado também não se adaptam.

33 PLANTAS de SOL e PRAIA

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Compreendendo nosso solo: o ciclo do nitrogênio, fixadores e fertilizantes


domingo, 11 de janeiro de 2026

Composto para alimentar as minhocas gigantes africanas


Por ser animais onívoros ( ter uma alimentação variável), e também é saprófago - alinenta-se de materiais orgânicos em diferentes estágios de decomposição- como restos de vegetais( resíduos domiciliares, podas e varreduras), mas como estou lidando com as minhocas gigantes africanas ( mais sensíveis ao trato). nesse caso procuro fazer o pré composto na estrutura de um freezer sem funcionamento.

Nele procuro colocar fontes de material orgânico, sendo uma previamente rica em nitrogênio( estercos ) e outra rica em carbono ( folhas / bagaço da cana), além de enriquecer o composto com casca de ovo trituradas, fubá, açúcar mascavo ( excelente dinamizador de microorganismos), água com pasta de amendoim ( leguminosa), e o húmus dos tenebrios ( rico em nitrogênio), sempre procurando equilibrio nesses ingredientes.

As minhocas gigantes africanas tenho aprendido com elas que Somente o esterco curtido não tem sido suficiente para a engorda e por essa razão tenho feito esse processo de composto para observar como funciona , tenho observado a grande dificuldade que outros criadores tem passado em relação à criação da mesma.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Doce de melancia: uma forma de aproveitamento integral dos frutos

 

FONTE BLOG 


A melancia é uma das frutas mais apreciadas no verão e costuma ser consumida in natura, com a polpa servida em cubos ou através de sucos. Porém as cascas geralmente são descartadas, tanto nos preparos em casa como nos restaurantes. Convidamos a Nutricionista Irany Arteche para nos ensinar o passo-a-passo de um doce feito com a entrecasca da melancia (a parte branca dos frutos).

Esta receita é uma forma de aumentar o aproveitamento dos frutos, evitando o desperdício desta parte do alimento, além de ser uma forma de resgatar as receitas tradicionais de doces de culturas alemãs e italianas.

Irany comenta que as partes brancas dos frutos de melancia têm um valor nutricional bastante interessante, sem tanta frutose quanto a polpa. 

Vamos à Receita!

Ingredientes:

1 kg de Entrecasca da Melancia (quantidade aproximada de meia melancia pequena)
15 g Cal culinário (2 colheres de sobremesa)
1 litro e meio de água
350 g de açúcar (2 xícaras rasas)
Especiarias à gosto (usei duas estrelas de anis, 6 grãos de zimbro, 3 fatias de gengibre)

Modo de fazer:

Descascar a melancia ainda fechada, usando descascador de legumes (isto facilita a retirada da casca verde);
Retirar a polpa vermelha;
Cortar a entrecasca no formato desejado (fatias, cubos, ralado grosso, cortes aleatório, etc);
Colocar em um pote e acrescentar a cal já diluída em água (esta solução deve cobrir totalmente a melancia);
Deixar o preparo descansando por, no mínimo, 8 horas (aconselhável fazer de véspera);
Após descanso, lavar os pedaços e retirar totalmente a cal;
Fazer a calda com açúcar, água e especiarias;
Colocar a melancia na calda e deixar fervendo por no mínimo 20 minutos.

Melancia sem a parte externa da casca

Doce de melancia, com cal

Doce de melancia, sem cal

 

Sugestões e dicas:

Este é um doce/sobremesa versátil e oportuno, já que evita o desperdício dessa porção nutritiva da melancia que é a entrecasca. A quantia de açúcar pode ser aumentada até duas partes de entrecasca para uma parte de açúcar, ficando mais próxima em dulçor dos doces em calda convencionais; parte deste açúcar pode ser caramelizado no início, trazendo outros aromas à calda.

Aromatizar a calda com cumaru fica excelente. Experimente diferentes variações de especiarias e crie a própria receita.

 

Escolha as suas sementes para plantar melancia!

 

Qual a finalidade da cal?
É como nos doces de abóbora, batata doce, pêra, chuchu e outros, quando usamos a cal, os pedaços ficam com uma crocância maior nas bordas, como se tivessem uma “casca” mantendo a polpa super macia e suculenta. Os doces feitos sem a cal, ficam um pouco mais moles e com aspecto mais gelatinoso. Você pode testar estas variações e criar a própria receita!

Cal virgem usada para doces – pode ser comprada em lojas de especiarias ou agropecuárias

 

Este doce pode ser feito sem a cal, no entanto o resultado é diferente, sem o crocante característico que a cal propicia.

Sirva com uma fatia de queijo ou uma bola de sorvete; aproveite a safra e guarde em vidros após o banho-maria.

 

 

Use a criatividade que este ingrediente permite e vamos comer melhor!

Cultive um jardim na praia! Dicas com a areia, a maresia e o vento.

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Para não errar na composição do jardim 
use plantas nativas da região

Simone Sayegh
Fonte Site: Do UOL, em São Paulo

Quem tem casa na praia sabe que muitas plantas perfeitamente adaptadas às condições urbanas “distantes do mar”, não aguentam o solo arenoso, a maresia ou o vento marítimo. Além disso, as espécies ideais para um jardim no litoral do nordeste podem não ser as mesmas indicadas para o cultivo no extremo sul do país.
Assim, a regra é optar por plantas nativas da respectiva região para a composição de um jardim litorâneo.


 Desta forma, coníferas, azaleias, rododendros, hortênsias, íris, glicínias e todas as variedades típicas de climas frios devem ser evitadas, pois terão seu desenvolvimento prejudicado, com floração menos expressiva, por exemplo. Outra dica é eleger espécies com florada no verão, para que se possa apreciar a beleza das flores na época em que mais se desfruta das praias.

  • Veja boas espécies para um jardim à beira-mar e saiba como cultivá-las
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  • André Guimarães/ Divulgação
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O local onde o jardim será implantado também é importante: terrenos baixos, que podem ser invadidos pela maré, comprometem o resultado final, sendo necessário elevá-los e /ou dotá-los de elementos de contenção. Além disso, adequações do substrato podem ser necessárias, bem como do regime de regas e adubação.

Solo arenoso
Em princípio, quando falamos de jardins à beira-mar, tratamos de solos arenosos. Portanto é mais adequado dar preferência a espécies que sejam bem adaptadas a este tipo de substrato ou, ao menos, tolerantes a tal condição. 

Para cultivar plantas que preferem terrenos argilosos, deve-se substituir o solo das áreas de plantio - o que tem custos financeiro e ambiental muito maiores e resultado estético potencialmente inferior.

Alternativas são a adição de terra argilosa e muita matéria orgânica para manter a umidade por mais tempo e, em conjunto, aplicar adubos que contenham macros e micronutrientes com o cálcio (Ca) já disponível. Assim o próprio insumo promove a correção do pH.

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Vento salino
Há grande variação da incidência de ventos nas diversas regiões do litoral brasileiro, mas onde as rajadas são mais intensas, as plantas devem estar mais preparadas para essa condição, pois a exposição ao vento pode provocar rápida desidratação em plantas não-adaptadas, com um agravante: o “spray” salino (maresia) intensifica processo da perda de água.

Espécies que se adaptam ao vento litorâneo geralmente apresentam camada de cera protetora nas folhas; espessamento da estrutura (para maior acúmulo de água em seu interior); forma mais compacta/ modificada e/ou a redução da superfície foliar (folhas pequenas).  Portanto, observe tais características ao escolher os espécimes.

Regime de baixa manutenção
Muitas vezes os jardins à beira-mar são instalados em casas de veraneio e a manutenção tende a ser menos frequente e as inspeções mais esparsas. Nesse caso, plantas delicadas ou mais exigentes quanto ao zelo não são recomendáveis.

 O uso de variedades mais rústicas facilita o trato cotidiano e previne danos maiores se houver interrupções imprevistas dos cuidados com o jardim, mesmo que mais prolongadas.

Fontes: Heloiza Rodrigues, bióloga e paisagista, e Marcos Malamut, paisagista.

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