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sábado, 17 de janeiro de 2026
Técnica da Embrapa: De Resíduo Vegetal a OURO Verde no Campo!
quarta-feira, 22 de outubro de 2025
sexta-feira, 4 de julho de 2025
quinta-feira, 3 de julho de 2025
Novo bioinsumo da Embrapa promete pastagens mais produtivas e menor uso de fertilizantes!!
Tecnologia combina bactérias para aumentar biomassa, recuperar áreas degradadas e reduzir emissões na pecuária.
por Luis Roberto Toledo FONTE CANAL RURAL
Foto: Embrapa
Um novo bioinsumo desenvolvido
pela Embrapa Agrobiologia (RJ) em parceria com a empresa Agrocete promete
aumentar a produtividade e melhorar a qualidade das pastagens brasileiras, além
de reduzir o uso de fertilizantes químicos. O produto, que deve chegar ao
mercado em 2026, combina três estirpes bacterianas que promovem o crescimento
vegetal e podem ser aplicadas em diferentes tipos de pastagens, incluindo
gramíneas.
De acordo com o pesquisador Bruno
Alves, da Embrapa Agrobiologia, o diferencial do novo inoculante está em
seu amplo espectro de ação. “Vai atender tanto ao pecuarista que maneja as
pastagens de modo tradicional, quanto àquele que pretende investir na mitigação
de gases de efeito estufa por meio do uso do consórcio da gramínea com a
leguminosa, ou mesmo ao produtor que investe na Integração Lavoura-Pecuária
(ILP)”, conta.
O inoculante multiforrageiras
reúne três microrganismos:
- Bradyrhizobium, conhecido pelo sucesso na
cultura da soja por sua capacidade de fixação biológica de nitrogênio;
- Azospirillum, que além de fixar nitrogênio
estimula o desenvolvimento de gramíneas;
- Nitrospirillum, em fase final de validação,
que apresentou alta eficiência no crescimento de raízes e na fixação de
nitrogênio em testes laboratoriais.
Para o pesquisador Jerri
Zilli, também da Embrapa Agrobiologia, o objetivo é garantir benefícios
mesmo em áreas sem leguminosas. “Em casa de vegetação, os resultados mostraram
aumento superior a 30% na biomassa da leguminosa com o uso do inoculante, o que
impulsionou os testes de campo e os planos de registro comercial”, destaca.
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Ele acrescenta que, mesmo em
pastagens exclusivamente de gramíneas, como braquiária, o inoculante
proporciona economia na aplicação de nitrogênio, gerando ganho real ao
produtor.
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A diretora da Agrocete, Andrea
Giroldo, afirma que o produto representa um avanço estratégico para o
mercado. “O fato de ser um inoculante multiforrageiras é determinante para o
desenvolvimento e comercialização do produto biológico. A possibilidade de
aplicá-lo em diferentes tipos de pastagens garante mais praticidade e economia
ao pecuarista”, avalia.
Atualmente, segundo a
Embrapa, 159 milhões de hectares do território brasileiro são
ocupados por pastagens, das quais 78% apresentam degradação intermediária a
severa. Isso equivale a cerca de 100 milhões de hectares de pastagens
degradadas. A tecnologia chega em um momento crítico, já que mais de 70 milhões
de hectares no país apresentam pastagens de baixa produtividade.
Além do impacto na produção, o
novo bioinsumo pode contribuir para a redução das emissões de gases de
efeito estufa (GEE) na pecuária brasileira.
Pesquisas da Embrapa indicam que a adoção de leguminosas em pastagens pode
reduzir de 20% a 30% as emissões de GEE, principalmente por diminuir o uso de
fertilizantes nitrogenados sintéticos. “Também contribui para reduzir as
emissões de gases de efeito estufa, configurando-se como um componente
essencial na transição para uma pecuária regenerativa”, afirma Alves.
O consórcio de leguminosas com
gramíneas, além de fixar nitrogênio atmosférico, melhora a fertilidade do solo,
amplia a biodiversidade e promove a circularidade dos nutrientes. Estudos
mostram que essas práticas podem sequestrar até 4,4 toneladas de carbono por
hectare ao ano, auxiliando na recuperação do carbono perdido com a mudança do
uso da terra.
Para a indústria, a nova
tecnologia representa uma solução sustentável e com grande potencial de
mercado. “Para expandir a produção bovina com menor impacto ambiental, é
essencial melhorar a qualidade e produtividade das pastagens sem aumentar os
custos para o pecuarista”, completa Giroldo.
O cronograma prevê o lançamento comercial do bioinsumo em 2026, após a conclusão dos estudos agronômicos de validação da eficácia e segurança no campo, conduzidos pela Embrapa e pela Agrocete. A expectativa é que o produto contribua para a pecuária regenerativa, fortaleça a sustentabilidade e gere economia aos produtores.
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