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quinta-feira, 29 de outubro de 2026

BANANA: DESCUBRA SUAS PROPRIEDADES E BENEFÍCIOS PARA A SAÚDE

 

Fonte:  

A banana é normalmente consumida fresca ou como acompanhamento de outros pratos. Uma vantagem é que as bananas podem ser cultivadas durante todo o ano. Podem ser colhidas verde, para posterior amadurecimento.

 

Descubra a seguir os principais benefícios da banana.

  1. Fonte de nutrientes para o corpo.

Cada banana pesa, em média, 125g, com uma composição de 75% de água e 25% de matéria seca. A banana é conhecida por fornecer energia instantânea. Ela fornece 90 calorias por 100 gramas do seu consumo. É uma das principais fontes de hidratos de carbono e de açúcar. A banana também é rica em fibras dietéticas e contém uma pequena quantidade de gordura e de proteína. Além de fonte apreciável de vitaminas e minerais, como a Vitamina A, Vitamina C, vitamina B, Ferro, Magnésio, Potássio, Manganês, Zinco e Fluoreto.

  1. Benefícios para as atividades físicas.

Esta fruta tropical tem bons níveis de energia, minerais e vitaminas essenciais para uma dieta saudável. É principalmente rica em vitaminas C e B6 juntamente com outros minerais, este alimento é recomendado como suplemento para aquelas pessoas que mantêm altos níveis de atividade física. A banana contém três açúcares naturais: sacarose, frutose e glicose, combinados com fibra. É a fruta número um para os atletas.

  1. Benefícios para a visão.

A Visão pode ser melhorada através do consumo diário da banana. Ela contém alfa e betacaroteno e Vitamina A, que ajudam na proteção da retina do olho. A degeneração da mácula da retina relacionada com a idade pode ser impedida pelo seu consumo.

  1. Benefícios para prisão de ventre e combate ao colesterol.

A banana é considerada como uma das frutas mais nutritivas. Na realidade com apenas 100 calorias, esta fruta fornece um dos maiores suplementos nutricionais. Ricas em fibras solúveis, as bananas são excelentes para o tratamento da prisão de ventre e ajuda a eliminar o colesterol.

  1. Benefícios como antidepressivo.

Surpreendentemente, verificou-se que a banana serve como um antidepressivo natural, porque contêm triptofano, um aminoácido componente das proteínas que o corpo converte em serotonina, conhecida por seus efeitos relaxantes que após entrar no organismo provoca relaxamento e nos faz sentir mais à vontade.

  1. Benefícios para a pressão arterial.

Quanto à hipertensão, este fruto tropical é muito rico em potássio e pobres em sódio, tornando-a perfeita para combater a pressão arterial. Os seus níveis elevados de potássio permitem reduzir a pressão sanguínea, minimizando o risco de acidente vascular cerebral em até 40% de acordo com a FDA (Food and Drug Administration).

  1. Benefícios para combate a azia e constipação.

Verificou-se de forma semelhante que a esta fruta é um excelente aliado no combate da azia, graças às suas propriedades naturais. Somado a isso, graças à sua composição e textura, a banana é recomendada para o tratamento de distúrbios intestinais, tornando-se a única fruta que se pode ingerir crua em casos de úlcera.

Além disso, em caso de prisão de ventre, por seu alto conteúdo de fibras, as bananas na dieta podem ajudar a normalizar as funções intestinais e superar o problema sem recorrer a laxantes.

  1. Benefício da Banana Para os Ossos.

A banana ajuda a fortalece os ossos e melhorar a densidade óssea no corpo. Ela contém frutooligossacarídeos, que ajudam na absorção de nutrientes essenciais como cálcio e magnésio. As Bananas verdes possuem ácidos gordos de cadeia curta, o que torna ainda mais benéfico na melhoria da saúde dos ossos.

  1. Benefícios para síndrome pré-menstrual.

Para as mulheres que sofrem de síndrome pré-menstrual, a vitamina B6 contida na banana pode ajudar a melhorar o humor ao regular os níveis de glicose no sangue.

  1. Benefícios contra o tabagismo.

Para aqueles que lutam contra o tabagismo, as vitaminas B6 e B12, potássio e magnésio minimizam os efeitos viciantes que são colocados em ação na hora de consumir nicotina. Um auxiliar natural para o difícil processo de parar de fumar.

  1. Banana e a anemia.

A vitamina B6 regula os níveis de glicose no sangue, que podem afetar seu humor. Para os casos de anemia, a banana pode ajudar a minimizar o impacto desta doença, já que estimula a produção natural de hemoglobina no sangue.

  1. Banana e a diabetes.

A biomassa de banana verde é excelente fonte de fibras e ajuda muito no bom controle da diabete, sendo uma aliada para a redução de absorção do açúcar, e melhora a saúde geral do organismo.

A banana é considerada saudável para quem tem diabetes devendo ser consumida com outros alimentos e sem exageros. O consumo deve ser moderado para portadores de diabetes visto a grande quantidade de açúcar (amido) que contém. Por sua vez, o amido da banana começa a ser digerido na boca, evitando o excesso de produção de ácido pelo estômago, assim garante a proteção contra úlceras e gastrites estomacais.

Segundo organizações de estudo e pesquisa sobre a diabetes como a Academy of Nutrition and Dietetics e a British Association of Diabetes UK, afirma que é importante controlar as porções e as calorias diárias consumidas, para evitar excessos prejudiciais para a saúde dos diabéticos.

Até 3 bananas por semana podem ser consumidas de forma seguras por quem tem diabetes, o importante é controlar quando comer, para calcular as calorias. Uma banana madura possui em média 100 calorias e 15 gramas de açúcar.

  1. Outros benefícios da banana.

A banana pode ser aplicada diretamente no rosto para revitalizar a pele devido ao seu poder nutritivo, suas enzimas e vitaminas.

A banana também serve para aliviar picadas de insetos. Aplicado na forma de um pequeno emplastro. Nestes casos experimente esfregar a área afetada com o interior de uma casca de banana. Para muitas pessoas é excelente em reduzir o inchaço e a irritação.

Uma das maneiras mais rápidas de curar uma ressaca é fazer uma vitamina de banana com leite e mel. A banana acalma o estômago e, com a ajuda do mel, eleva os níveis de açúcar no sangue, enquanto o leite suaviza e reidrata o sistema.

Portanto, a banana é um remédio natural contra muitos problemas. Quando comparado com uma maçã, tem quatro vezes mais proteína, duas vezes o hidrato de carbono, três vezes mais fósforo, cinco vezes mais vitamina A e ferro e duas vezes as outras vitaminas e minerais; além disso, é rica em potássio.

O segredo para uma vida saudável é uma dieta equilibrada e variada. Sinta-se livre para consultar um médico e nutricionista para ter os detalhes de como alcança-la.

terça-feira, 16 de junho de 2026

Algas são usadas para despoluir esgoto e produzir adubo!!

 

Cientistas de Brasil e Holanda empregam algas na gestão de resíduos gerados no tratamento de esgoto

  16/10/2017 - Publicado há 9 anos
Pesquisadores do Brasil e da Holanda empregam algas unicelulares para tentar resolver o problema da gestão de resíduos oriundos do tratamento de esgoto – Foto: Wikimedia Commons

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Uma parceria entre pesquisadores brasileiros e holandeses está mostrando que é possível transformar a chamada água negra – fração mais “pesada” do esgoto doméstico, composta basicamente de uma mistura pouco diluída de fezes e urina que vem do vaso sanitário – em uma espécie de fazenda de algas.

Ao crescer com a ajuda dos nutrientes desse efluente, as algas unicelulares do gênero Chlorella ajudam a despoluir o líquido e, ao mesmo tempo, produzem quantidades apreciáveis de biomassa, que poderia ser usada in natura ou processada como adubo.

Os resultados do trabalho até agora foram apresentados no início de setembro, durante workshop realizado na Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP, com a presença de pesquisadores dos dois lados do Atlântico. Do lado brasileiro, a parceria recebe financiamento da Fapesp, enquanto a contrapartida europeia do fomento vem da Organização Holandesa para Pesquisa Científica (NWO). Com duração de quatro anos, o projeto colaborativo está programado para terminar em janeiro de 2018.

Segundo Luiz Antonio Daniel, professor do Departamento de Hidráulica e Saneamento da EESC e um dos coordenadores da parceria, o objetivo é resolver o problema de gestão de resíduos que hoje é gerado pelo próprio processo de tratamento de esgoto.

Ele explica que as fezes e a urina despejadas pelas descargas dos vasos sanitários têm entre seus principais componentes o carbono da matéria orgânica, nitrogênio e fósforo. Se forem lançados nos mananciais em grande quantidade, tanto o nitrogênio quanto o fósforo podem provocar eutrofização, ou seja, o crescimento excessivo de microrganismos aquáticos (em especial algas), levando a desequilíbrios potencialmente sérios da comunidade de seres vivos na água – além de carregar, é claro, possíveis organismos causadores de doenças.

“No processo de tratamento de esgoto mais comum hoje, é necessário usar produtos químicos para remover o fósforo da água, e o que sobra é um lodo que tem pouca aplicabilidade – de acordo com a legislação em alguns Estados brasileiros, não se pode usá-lo como fertilizante na agricultura, por exemplo”, explica Daniel. “O lodo, então, acaba indo para aterros sanitários, ou seja, é preciso um gasto considerável apenas para se livrar dele.”

De volta ao ciclo fechado

Nem sempre foi assim, porém. Em sua apresentação durante o workshop, a holandesa Grietje Zeeman, Professora Emérita da Universidade de Wageningen, mostrou fotos do sistema de coleta de dejetos humanos em barris, que vigorou em seu país nos séculos 19 e 20 (e que só foi desativado totalmente no começo dos anos 1980).

Fezes e urina recolhidas em contextos domiciliares ajudavam a adubar as plantações da Holanda daquela época. “Com o nosso sistema de hoje, que pode ser chamado de flush and forget [algo como ‘dar descarga e esquecer’], esse ciclo de reaproveitamento de nutrientes foi rompido. A nossa ideia é fechar o ciclo novamente”, explica Zeeman.

Para alcançar essa meta, o primeiro passo é descentralizar consideravelmente a coleta de esgoto, de modo a evitar que ocorra uma grande diluição da água negra – e dos nutrientes carregados pelas fezes e urina.
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Algas são usadas para despoluir esgoto e produzir adubo – Foto: CC0 Creative Commons

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“Não seria necessário descentralizar excessivamente, com um sistema de tratamento de esgoto para cada residência ou prédio – podemos pensar em unidades que sirvam a alguns milhares de habitantes, até cerca de 10 mil”, estima Daniel.

“Como cerca de 50% dos municípios brasileiros têm menos de 10 mil habitantes, e apenas um quarto deles possui sistemas de tratamento de esgoto, seria possível preparar muitos locais para adotar esse conceito desde o início.”

Nos reatores testados pela equipe, as algas Chlorella se valem do nitrogênio e do fósforo da água negra, bem como dos micronutrientes presentes nos dejetos humanos, para se multiplicar. O passo seguinte – recolher as camadas de micróbios que cresceram no líquido – pode ser feito de duas maneiras, conta o pesquisador da USP.

“Na Holanda, eles usam muito a sedimentação, na qual um polímero faz as algas sedimentarem e elas podem ser coletadas do fundo do reator. Aqui, temos trabalhado com a flotação: injetamos ar comprimido no líquido, formam-se bolhas na superfície contendo as algas que sobem para a superfície, e o braço de um raspador mecanizado vai recolhendo essa biomassa e a leva para uma canaleta”, disse Daniel.

Justamente por terem absorvido o nitrogênio e o fósforo da água negra, as algas são ricas nesses elementos, que são essenciais para a adubação em escala industrial aplicada hoje. Para aproveitar esse potencial, também é preciso trabalhar em métodos eficientes de secagem da biomassa, explica Daniel – se forem armazenadas na forma úmida, as células das algas podem acabar se rompendo, “derramando” justamente os nutrientes que deveriam ser aproveitados no fim do processo.

A parceria com a equipe da Holanda, segundo o pesquisador brasileiro, tem sido muito útil do ponto de vista comparativo. Levando em conta as diferentes condições climáticas de cada país, é possível pensar em maneiras de otimizar a produção de algas dependendo do contexto.

“Lá, por exemplo, eles não têm sol o ano inteiro, como temos por aqui, nem o calor intenso do Brasil, que às vezes até atrapalha o crescimento das algas”, exemplifica Daniel. “Por isso mesmo, o modelo de reator holandês que nós testamos na USP acaba esquentando demais. Para chegar a uma escala maior, devemos fazer vários ajustes.”

Otimizar todo o processo para que ele funcione em escala industrial é o próximo passo dos estudos. Testes de campo devem ser realizados na Estação de Tratamento de Esgoto do Monjolinho, em São Carlos.

Uma vantagem do uso das Chlorella no processo é que as algas já estão presentes na natureza e não necessitam de modificações genéticas para cumprir seu papel. Portanto, não deve haver problemas relacionados à liberação do esgoto tratado em rios e lagos.

“Se você deixar uma amostra de esgoto ao ar livre, naturalmente ela vai ser colonizada – vai ficar verde”, explica Daniel. Para ele, é importante passar a encarar a água negra e outros eflúvios como potenciais recursos.

Mais informações sobre o workshop Recovering nutrients and carbon from concentrated black water – a sustainable decentralized approach for wastewater treatment, que marcou as mais recentes discussões do projeto, podem ser acessadas no site da EESC.

Reinaldo José Lopes / Agência Fapesp, com edição do Jornal da USP (Leia aqui o texto original)

sábado, 17 de janeiro de 2026

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