terça-feira, 14 de abril de 2020

Vírus BYDW infecta insetos e plantas e altera suas relações para se beneficiar!


Um inseto transmite o vírus para o trigo e faz subir a temperatura da planta. O mesmo vírus faz o inseto mais tolerante ao calor, e continuar ativo disputando alimento – favorecendo assim o vírus
Piolho da cerejeira-brava (Rhopalosiphum padi) transmite para o trigo os vírus do tipo BYDW, que elevam a temperatura da planta e também aumentam a resistência do inseto ao calor, fazendo com que possa se alimentar sugando a seiva de partes mais altas e quentes dos pés de trigo – Foto: Cedida pelo pesquisador
Não só entre os animais mamíferos, como morcegos, e nós, humanos, a circulação dos vírus ameaça a saúde e modifica as interações. Uma pesquisa internacional com a participação do Instituto de Biociências (IB) da USP demonstra como esses seres, no limite entre a matéria orgânica e a vida, atuam também em insetos, plantas, e modificam suas relações. Os cientistas  descobriram que os vírus do tipo BYDW – que não infecta humanos – alteram as relações ecológicas entre plantas de trigo e os insetos que sugam sua seiva. Os BYDW são transmitidos por afídeos, pequenos insetos conhecidos como pulgões ou piolhos de planta. Eles provocam a elevação de temperatura em pés de trigo e ao mesmo tempo tornam o piolho da cerejeira-brava (Rhopalosiphum padi) mais resistente a temperaturas elevadas. Assim, o piolho da cerejeira-brava passa a evitar as áreas mais frias da planta de trigo, que são dominadas por insetos maiores, e se alimenta nas partes mais altas e quentes da planta.
Carlos Arturo Navas Iannini:  estudos de relação entre organismos e ambiente em condições extremas – Foto: Marcos Santos / USP Imagens
As conclusões do estudo são apresentadas em artigo publicado pela revista científica Nature Communications em março. A pesquisa foi coordenada pela pesquisadora Mitzy Porras, do Departamento de Entomologia da Pennsylvania State University (Estados Unidos), e contou com a colaboração de laboratórios nos Estados Unidos, Brasil, Colômbia e França, além da participação de indústrias. “Nosso envolvimento no estudo se deve às pesquisas que desenvolvemos sobre as relações entre os organismos e o meio ambiente, especialmente em condições extremas, como calor ou frio excessivos”, conta o professor Carlos Arturo Navas Iannini, do IB, um dos autores do artigo.
Navas Iannini explica que os vírus de plantas do tipo BYDW são transmitidos meio de afídeos como os pulgões e os piolhos de planta, insetos que se alimentam da seiva que sugam das espécies vegetais. “É comum a temperatura das plantas variar ao longo do dia, assim como algumas partes serem mais quentes ou frias do que outras”, conta. “Por meio de experimentos usando a técnica de termografia (que produz imagens com cores associados a diferentes temperaturas), constatou-se que os pés de trigo infectados pelo vírus registravam um aumento de até 2 graus Celsius (oC), na temperatura da superfície, que é onde os insetos retiram a seiva com a boca, que tem forma tubular.”

Tolerância ao calor

Normalmente, as regiões das plantas de trigo com temperatura mais moderada são ocupadas por insetos maiores, como o pulgão do milho (Rhopalosiphum maidis), deixando pouco espaço para espécies de tamanho mais reduzido, caso do piolho da cerejeira-brava (Rhopalosiphum padi). “Durante a pesquisa, os testes mostraram que o piolho da cerejeira-brava era mais tolerante ao calor, o que o tornava mais competitivo em relação ao pulgão do milho, pois conseguia ficar em lugares mais altos e mais quentes da planta”, relata o professor. “Posteriormente, descobriu-se que os vírus BYDW que infeccionam os piolhos de cerejeira-brava torna-os mais resistentes a choques térmicos.”
De acordo com Navas Iannini, o aumento de resiliência acontece porque os vírus, uma vez no inseto, podem ativar genes que regulam a produção de um tipo de proteínas conhecidas por proteger tecidos de choque termal. “Essas proteínas, uma vez expressadas, permitem a exposição dos insetos a temperaturas acima do normal”, destaca. “Assim como os impactos variam entre espécies, a infecção viral altera as relações ecológicas entre insetos, e também entre insetos e plantas. Apesar de elevar a temperatura superficial do trigo, ela também torna o piolho da cerejeira- brava mais competitivo na disputa por alimento com outras espécies de insetos.”
Por meio de experimentos usando a técnica de termografia, que produz imagens com cores associadas a diferentes temperaturas, constatou-se que os pés de trigo infectados pelo vírus registravam um aumento de até 2 graus Celsius (oC), na temperatura da superfície, onde os insetos retiram a seiva – Foto: Cedida pelo pesquisador

O professor aponta que, durante um período significativo da história da humanidade, microorganismos como bactérias e vírus foram vistos de forma negativa. “O avanço das pesquisas provocou uma reviravolta nesse conceito, mostrando que a relação entre os microorganismos e outros seres vivos é bastante complexa”, afirma. “Há muitos resultados demonstrando essa relação no caso das bactérias, porém os estudos com vírus apenas recentemente demonstraram a capacidade das infecções provocarem reações fisiológicas que aumentam a resistência a condições ambientais extremas, o que acaba por afetar também as relações ecológicas”.
As pesquisas com o trigo poderão servir de base para novos estudos sobre o papel dos vírus nas interações ecológicas entre insetos e espécies de plantas com interesse agrícola, como a soja, destaca Navas Iannini. “Está é uma linha de pesquisa muito recente, porém os resultados vêm sendo surpreendentes”, conclui. O artigo “Enhanced heat tolerance of viral-infected aphids leads to niche expansion and reduced interspecific competition”, publicado pela Nature Communications em 4 de março, é assinado por Mitzy, Navas Iannini, James Marden, Mark Mescher, Consuelo de Moraes, Sylvain Pincebourde, Andrés Sandoval Mojica, Juan Raygoza Garay, German Holguin, Edwin Rajotte e Tomás Carlo.


Mais informações: e-mail navas@usp.br, com Carlos Arturo Navas Iannini
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segunda-feira, 13 de abril de 2020

O maracujá tem lindas flores e pode dar frutas o ano inteiro; veja como cultivar!!


FonteSimone Sayegh
Do UOL, em São Paulo 

Planta tropical, nativa do Brasil, o maracujá é uma trepadeira de crescimento vigoroso. Para se desenvolver bem, precisa de um solo arenoso e bem drenado, e de pelo menos 11 horas de sol por dia

Maracujá acalma mesmo, não é lenda. Mas você precisaria comer muito maracujá para sentir esse efeito; beber um suco de vez em quando não resolve. Então, que tal plantar maracujá em casa? A planta é nativa da porção sul das Américas, e o Brasil é o maior produtor e consumidor mundial do seu fruto. De acordo com o pesquisador da Embrapa Cerrados, especialista na cultura do maracujazeiro, Fabio Gelape Faleiro, o cultivo tem grande importância social na geração de emprego e renda no país, sendo excelente opção principalmente para o micro, pequeno e médio produtor.
  • Se plantada na terra, a muda precisa de estruturas de apoio para seu desenvolvimento: mourões com arame, pérgulas, cercas, muros e até árvores
A planta do maracujá, de nome científico passiflora edulis também é uma ótima opção para a agricultura urbana, aquela feita nos fundos do quintal ou mesmo em vasos, que devem ter capacidade maior que 45 l. Se plantada na terra do quintal, a muda deve receber estruturas de apoio para seu desenvolvimento (mourões com arame, pérgulas, cercas, muros ou até mesmo árvores), já que o maracujazeiro é uma planta trepadeira, herbácea e semi perene, ou seja, dura de um a seis anos. Para o paisagista É João Jadão, do escritório Planos e Plantas, por ser uma trepadeira e ter flores grandes e muito vistosas ela é uma excelente opção para revestir pérgulas, muros e cercas.
Existem vários tipos de maracujá, entre esses o azedo, o doce, o ornamental e o medicinal. Para garantir a qualidade, é importante que sementes ou mudas sejam adquiridas de viveiros registrados e certificados. Faleiro recomenda o plantio de duas mudas obtidas por sementes diferentes para que ocorra a fecundação das flores e a formação dos frutos.

sábado, 11 de abril de 2020

Nordeste | Projeto Forrageiras para o Semiárido apresenta resultados pos...





Um dos grandes desafios dos produtores rurais do semiárido brasileiro é 



alimentar o rebanho no período de seca. O Projeto Forrageiras para o 



semiárido está presente em todos os estados do nordeste e no



 norte de Minas Gerais. Confira!

sexta-feira, 3 de abril de 2020

quarta-feira, 1 de abril de 2020

Como plantar PEPINO em Vasos da Forma mais fácil que existe!

Hoje ensinaremos como plantar pepino em vasos da forma mais fácil, explicando tudo sobre a cultura e apresentando diversas dicas para o cultivo.

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