quarta-feira, 7 de agosto de 2019

Uvaia Doce ou sem Acidez ( Eugenia pyriformis )

Fonte: ciprest

UVAIA DOCE ou SEM ACIDEZ

( Eugenia pyriformis ) - RNC 23992


Variação da tradicional Uvaia, esta seleção produz frutos de casca lisa, com polpa sucosa e sem acidez, portanto seus frutos são considerados doces. De agradável sabor, são ótimos para consumo in-natura, sucos, geleias, doces, sorvetes e licores.

Árvore de médio porte, cresce até 8 metros de altura, porém com podas e manejo adequado é possível cultiva-la em vasos. Folhagem e flores muito ornamentais. Planta apreciada pelos pássaros para ninhos. Pode ser utilizada como árvore para arborização urbana. 

 Deve ser plantada a pleno sol, em solos férteis e úmidos, com boa drenagem. Começa a produzir frutos em 1 a 2 anos após o plantio da muda.

Mudas desta espécie são são comercializas sazonalmente pela Ciprest.www.ciprest.com.br

Veja mais fotos abaixo:


Detalhe dos frutos

Detalhe dos frutos

Detalhe de planta pequena já carregada de frutos

Detalhe dos frutos na planta

COMO PRODUZIR Physalis peruviana L.?





Data Edição: 14/07/2010 Fonte: TodaFruta

Colaboração de Janaína Muniz (janainamuniz@gmail.com), mestranda em Produção Vegetal pelo CAV/UDESC, sobre orientação dos professores Aike A. Kretzschmar (a2aak@cav.udesc.br) e Leo Rufato (leoruffato@yahoo.com.br)

A Physalis é uma frutífera de grande valor nutricional e econômico que está sendo incorporada no quadro das pequenas frutas no Brasil. O cultivo de Physalis, por ser uma planta rústica e de boa adaptação, constitui-se em uma excelente alternativa de economia agrícola para pequenos e médios produtores, com boas perspectivas de comercialização no mercado brasileiro.
Embora o cultivo desta fruta apresente um grande potencial para o mercado, seu plantio ainda é restrito devido desconhecimento das práticas de manejo, da alta demanda de mão-de-obra, além do alto preço de comercialização, não estando acessível à grande maioria da população.
Tendo em vista a importância dessa cultura, o Centro de Ciências Agroveterinárias – CAV/UDESC está realizando uma série de experimentos com Physalis, além de comercializar mudas e dar assistência técnica aos produtores.
A Physalis peruviana é uma fruta originária dos Andes e pertence à família das solanáceas. Dentro do gênero Physalis encontra-se em torno de 80 espécies diferentes, cultivadas na América, Europa e Ásia. Na Colômbia é conhecida como uchuva, no Japão como hosuki, no Equador como uvilla e aqui no Brasil é conhecida principalmente como camapum e joá-de-capote.
A planta da Physalis tem um alto valor agregado, podendo ser utilizada desde sua raiz até o fruto propriamente dito. Caracteriza-se por ser uma excelente fonte de ferro, fósforo, vitaminas A e C, além de alcalóides e flavonóides. A raiz e as folhas são ricas em propriedades medicinais, utilizadas no mercado farmacológico. Já o fruto é utilizado na fabricação de geléias, sucos, compotas, sorvetes, saladas de frutas, sendo uma ótima combinação em pratos salgados como doces.
Atualmente a Colômbia é o maior produtor e exportador da fruta. No Brasil, até de 2007, o cultivo desta fruta era voltado somente para a pesquisa. Sendo que a partir de 2008, novos fruticultores entraram na atividade, que traz boas perspectivas para a agricultura familiare estão obtendo sucesso. Na região sul de Minas um fruticultor começou sua produção com apenas 300 plantas e em 2009 aumentou sua área plantada com 4.500 novas mudas. Já na região sul de Santa Catarina outro produtor iniciou sua produção com 500 mudas e em 2009 aumentou sua produção para 10.000 novas mudas. O Rio Grande do Sul, também está se tornando um pólo produtor, com um plantio planejado de 40 mil plantas.
Acredita-se que se trata de uma excelente alternativa de agricultura sustentável para o pequeno e médio agricultor rural, o ideal é arrumar parcerias em cada região para diversificar e expandir o empreendimento.
Antes de iniciar o cultivo da Physalis, o produtor deve ter em mente algumas questões muito importantes, como por exemplo: onde produzir, como produzir, quais os possíveis problemas, como colher, como fazer o manejo pós-colheitae principalmente qual será o destino finaldo produto. Para que estas e outras questões que venham a surgir sejam respondidas, a seguir se têm algumas informações básicas e técnicas do cultivo da planta.
A Physalis se adapta bem a extensa faixa de condições edafoclimáticas. Basicamente, para seu cultivo, a planta necessita de temperatura média de 15º C, luminosidade de 1500 a 2000 horas luz/ano, a precipitação deve oscilar entre 1000 a 2000 milímetros bem distribuídos durante todo o ano e a umidade relativa do ar em torno de 75%. Sendo que excesso de seca, umidade, frio ou calor prejudicam o crescimento e desenvolvimento das plantas, prejudicando também a qualidade final do produto e diminuindo a produtividade/hectare.
O solo deve ser rico em matéria orgânica, pH entre 5,5 e 6,8, evitando-se solos encharcados e que anteriormente já tenham sido cultivados outras solanáceas.
No Brasil ainda não existe recomendação de adubação específica para a Physalis, sendo esta realizada, com base na recomendação para a cultura do tomateiro.
A propagação da Physalis pode ser feita pelo método sexuado (sementes), assexuado (parte vegetativa) ou ainda cultivo in vitro. O processo mais recomendado e adotado para a cultura é o sexuado, devido à facilidade e a porcentagem elevada de germinação (85-90%).
O plantio pode ser feito em várias épocas do ano, conforme a região e o clima predominante. Em regiões subtropicais, onde não há riscos de ocorrência de geadas, pode-se plantar em qualquer época do ano, sendo que o ciclo da cultura pode se estender até dois anos, após este período tanto à produtividade quanto a qualidade dos frutos diminui. Para a região sul do Brasil, recomenda-se o plantio em meados de outubro e novembro, sendo uma cultura anual, devido às baixas temperaturas ocorridas no inverno.
Utilizando algumas práticas agrícolas, como adubação, espaçamento, tutoramento, desbaste, condução e poda, melhora-se o dossel vegetativo da planta como também contribui para a qualidade e aparência da Physalis produzida.
O tutoramento das plantas é considerado uma das principais técnicas de cultivo, ocorrendo melhor aproveitamento da luminosidade, consequentemente, produzindo uma fruta de maior qualidade. O amarrio das plantas deve ser constante, principalmente nos primeiros 30 dias após o transplante. Nesta fase, deve-se também manter o local limpo das plantas concorrentes, para que não haja competição de água e nutrientes entre as plantas.
Para cada sistema de condução utilizado, existe um manejo diferenciado. Os sistemas de condução utilizados para as plantas de Physalis são semelhantes, porém não iguais, aos sistemas empregados no cultivo do tomateiro. Temos como os principais sistemas de condução para a cultura: sistema espaldeira, sistema em “X” e sistema em “V”.
Uma grande variedade de pragas de importância econômica, atacam diversos órgãos da planta durante o ciclo de produção, porém somente algumas delas foram observadas nos plantios já existentes no Brasil. As principais pragas encontradas na cultura da Physalis são: Epitrix sp. (Pulga-do-fumo), Aphis sp. (Pulgões), Edessa rufomarginata (Percevejo), Phthia picta eManduca sexta paphus.
Atualmente, ainda não existe uma grade de inseticidas que podem ser utilizados no cultivo de Physalis, portanto, os meios mais utilizados para o controle destas pragas, seria o manejo integrado de pragas (MIP), utilizando práticas culturais adequadas e o controle biológico natural. Estas medidas de controle se tornam viáveis para o produtor, devido ao baixo custo, como também pela segurança alimentar e ambiental.
Devido aos monocultivos em determinadas áreas, houve como consequência, o aumento da incidência e severidade das doenças. As principais doenças diagnosticadas na cultura da Physalis no Brasil são: Cercospora sp. e Alternaria sp.
As estratégias de manejo destas doenças referem-se às boas práticas agrícolas de cultivo, que vão desde a seleção da semente de boa qualidade até a escolha adequada de fungicidas.
Assim como outras espécies de pequenas frutas, a Physalisé uma fruta climatérica e apresenta um longo período de colheita. De acordo com as exigências do mercado ou as condições climáticas de cada região, a colheita é realizada uma a três vezes por semana. A colheita se inicia quando os frutos obtiverem uma coloração amarelo-queimado externamente (cálice), e laranja-amarelado internamente e com valor de sólidos solúveis em torno de 14 ºBrix.
Recomenda-se comercializar a fruta em até 12 horas após a colheita, caso contrário, ela deverá ser armazenada a uma temperatura de 4°C e a uma umidade relativa de 90%.
A apresentação do produto depende do mercado e das exigências do consumidor. Aqui no Brasil, normalmente encontra-se nas grandes redes de supermercados e são comercializadas com o envoltório para consumo in natura e sem cápsula para o mercado de polpa e geléias. As principais embalagens para a comercialização da Physalis são cestas plásticas, bandejas de isopor e sacos plásticos, contendo em média 100g.
A qualidade da Physalis é estandardizada nos padrões práticos colombianos que segue as normas NTC 4580 de 1999. Esta norma estabelece os requisitos básicos para comercializar Physalis destinada tanto para o consumo in natura e processamento.
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Artigo encaminhado ao TodaFruta para publicação em 01/07/10.

terça-feira, 6 de agosto de 2019

Aprenda como plantar árvores em espaços urbanos!!!

Fonte:Redação Pensamento Verde


Árvore
Foto: ciflorestas
No Brasil existem campanhas permanentes pelo plantio de árvores nas cidades. Qualquer cidadão pode plantar uma árvore em espaços urbanos, mas para isso é preciso tomar alguns cuidados, como escolher a espécie e o local adequados e observar as leis municipais de meio ambiente.
Em São Paulo, por exemplo, é liberado o plantio de espécies em quintais e pátios particulares, já para o cultivo em locais públicos é preciso uma autorização da prefeitura. A cidade também oferece mudas gratuitas nos viveiros e parques municipais.
Uma dica importante para plantar árvores é observar a espécie. Plantas com raízes muito grandes não devem ser cultivadas em calçadas, porque podem danificar a passagem, prejudicar a estrutura das casas e até estourar tubulações de água e esgoto. (Veja as árvores mais adequadas para cada local no final da matéria).
Também é preciso ficar atento à legislação, pois não é permitido plantar árvores frutíferas nas calçadas já que os frutos podem cair e causar acidentes. Algumas espécies não devem ser plantadas nem mesmo nos jardins de casas dependendo do tamanho do local, pois se não houver espaço, as árvores muito grandes e que produzem muita sombra podem ser nocivas ao crescimento das demais vegetações.
Ao escolher uma árvore para plantar, procure espécies que sejam adequadas ao clima de sua região, que não tenham espinhos e que não sejam tóxicas. Muitas árvores podem causar irritações e queimaduras, como a espirradeira.
Além de ficar atento a como plantar uma árvore, é necessário tomar cuidados ao longo de todo o cultivo e crescimento da espécie: regar a muda pelo menos a cada dois dias, podar e retirar os galhos secos e doentes, adubar e não pintar os troncos ou amarrar pneus e cordas são ações importantes para ter uma planta saudável.
Ficou animado? Veja as espécies de árvores ideais para plantar em cada local:
Na fachada
Plante árvores de médio e grande porte, com características ornamentais, como as que possuem flores e frutos. O ipê-roxo, a grumixama e o pau de ferro são alguns exemplos.
Jasmim-manga
Jasmim-manga. Foto: 14020964@N02
Na calçada
O melhor é plantar espécies pequenas que não tenham raízes muito extensas, galhos muito baixos e não soltem muitas folhas, como o flaboiâzinho, o manacá-anão e a pitangueira.
Para a beira da piscina
A eritrina, o jasmim-manga e o pandano são árvores que se adequam bem a este ambiente, pois tem pouca queda de folhas, o que facilita a limpeza. As palmeiras também são boas opções.

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

“Fungos do bem” combatem pragas em plantações de morango e feijão!! USP

Fonte: Jornal da USP

Nova forma de aplicação de fungos traz oportunidade para o desenvolvimento de uma agricultura mais sustentável
Novo método é uma estratégia inovadora que pode reduzir as aplicações de 
 agroquímicos para o controle do ácaro rajado, melhorar o desenvolvimento das 
plantas de feijão e de morango, além de ser inofensivo ao meio ambiente
 e à saúde humana – Foto: Gustavo-Mansur via Flickr
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Um dos grandes desafios para os agricultores brasileiros é o controle de pragas e a estratégia de combate mais utilizada por eles tem sido o uso de agroquímicos, que podem causar consequências graves ao meio ambiente e aos seres humanos. Buscando inovações para uma agricultura sustentável, pesquisadores da USP e da Universidade de Copenhague (Dinamarca) utilizaram meios naturais para diminuir a população de organismos considerados prejudiciais às plantações. Inocularam fungos entomopatogênicos (que podem atacar os insetos) em plantas de feijão e de morango para combater o ácaro rajado (Tetranychus urticae), que atinge além destas duas culturas mais outras 200 espécies diferentes.
Fernanda Canassa, autora da pesquisa que usa fungos entomopatogênicos para o controle do T. urticae – Foto: Arquivo pessoal
Segundo a autora da pesquisa, a bióloga Fernanda Canassa, do Laboratório de Patologia e Controle Microbiano de Insetos da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba, esses fungos já são utilizados para combater pragas em outras plantações, porém, são pulverizados sobre as plantas com o objetivo de atingir determinada praga alvo. No estudo em questão, as sementes de feijão e as raízes de plantas de morango foram inoculadas (mergulhadas) em suspensões de fungos. “Este novo método é uma estratégia inovadora que pode reduzir as aplicações de agroquímicos para o controle do ácaro rajado, melhorar o desenvolvimento das plantas de feijão e de morango, além de ser inofensivo ao meio ambiente e à saúde humana.”
O ácaro rajado ataca as folhas das plantações provocando amarelecimento destas, reduz capacidade da planta de realizar a fotossíntese e como consequência há perda acentuada da produção e da qualidade dos frutos. No morangueiro, por exemplo, quando há grande infestação, a produção de frutos fica comprometida em até 80%. O controle da praga é realizado com a aplicação de acaricidas ou através da liberação de ácaros predadores. Fernanda explica que quando inoculados, “os fungos dos gêneros Metarhizium e Beauveria (os “fungos do bem”) são capazes de colonizar o interior dos tecidos das plantas e conferir proteção contra algumas espécies de pragas”, diz.
Os estudos foram realizados conjuntamente na Dinamarca e no Brasil. Na Universidade de Copenhague, os testes foram feitos com feijão cultivado em casa-de-vegetação. A ideia foi analisar os efeitos da inoculação de sementes de feijão em suspensões de Metarhizium e Beauveria no crescimento populacional do ácaro rajado, no desenvolvimento e produção da leguminosa e no comportamento e taxa de predação de uma espécie do ácaro predador (Phytoseiulus persimilis).
Cultivo do feijão – Foto: Arquivo pessoal Fernanda Canassa
No Brasil, os experimentos foram feitos com morangos em casa-de-vegetação na Esalq e em quatro áreas de produção comercial, sendo três em Atibaia, em São Paulo, e uma em Senador Amaral, Minas Gerais. Nesse caso, as raízes de morangueiro foram inoculadas em suspensões fúngicas. Aqui, foram avaliados o crescimento populacional do ácaro rajado, o desenvolvimento das plantas e a produção de frutos. Em campo, foram também observados os efeitos contra fitopatógenos (micro-organismos que causam doenças nas plantas) e ácaros predadores presentes nas áreas experimentais.
Cultivo do morango – Foto: Arquivo pessoal Fernanda Canassa

Mais frutos e leguminosas sem agredir o meio ambiente

Os resultados da pesquisa confirmaram redução significativa na população de T. urticae e melhor desenvolvimento das plantas. Segundo Fernanda, a produção das vagens do feijão e dos frutos de morango foram superiores nas plantas inoculadas em relação às não inoculadas. No campo, foram observadas populações significativamente menores de T. urticae, menos sintomas de doenças e não houve efeito negativo na população natural de uma espécie de ácaro predador (Neoseiulus californicus).
Como perspectiva prática, Fernanda afirma que há a possibilidade de, no futuro, haver o desenvolvimento de produtos comerciais, como um biopesticida à base de fungos entomopatogênicos para uso como inoculantes. “A associação desses produtos biológicos com outros inimigos naturais (parasitoides e predadores) certamente contribuirá para o manejo integrado de pragas de diversas culturas no campo”, completa.
A tese de doutorado Effects of entomopathogenic fungi used as plant inoculants on plant growth and pest control foi defendida na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, sob a orientação dos pesquisadores Italo Delalibera Junior (Esalq) e Nicolai Vitt Meyling (Universidade de Copenhague).
Mais informações: e-mail fernanda.canassa@usp.br, com Fernanda Canassa
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Arte: Cleber Siquette/ Jornal da USP
Política de uso 
A reprodução de matérias e fotografias é livre mediante a citação do Jornal da USP e do autor. No caso dos arquivos de áudio, deverão constar dos créditos a Rádio USP e, em sendo explicitados, os autores. Para uso de arquivos de vídeo, esses créditos deverão mencionar a TV USP e, caso estejam explicitados, os autores. Fotos devem ser creditadas como USP Imagens e o nome do fotógrafo.




Como podar roseiras!!

Fonte: site o meu jardim


Mulher a podar roseiras
O ato de podar é uma das tarefas de jardinagem mais importantes na manutenção de um jardim. No caso das roseiras, a poda vai determinar o aspeto final e a beleza das suas flores. Saiba como podar roseiras para que as suas rosas sejam grandes, esbeltas e brilhantes.

Quais as ferramentas necessárias

Para podar roseiras corretamente, é necessário reunir as ferramentas seguintes:
  • Tesouras de poda
  • Tesoura telescópica de podar
  • Serra curvada
  • Luvas grossas
  • Camisola de mangas compridas
Para preservar a saúde das suas roseiras, é fundamental que todas as ferramentas estejam limpas e afiadas antes de entrarem em ação. Só assim é que as rosas são corretamente podadas, crescendo de uma forma saudável e natural.

Quando devem ser podadas as roseiras

Uma das perguntas mais importantes e que está relacionada com a arte de podar roseiras, passa por saber exatamente quando é que ela deve ser realizada? O momento mais oportuno é determinado pelo tipo de roseira e pela sua localização geográfica. Como tal, é necessário conhecer pormenorizadamente a variedade que está a usar e obter todo o tipo de informações em relação a ela.
De uma forma geral, a poda de uma roseira, de uma árvore ou de um bonsai ocorre na estação da primavera, nomeadamente no início do mês de março ou de abril para quem se encontra no Hemisfério Norte, ou setembro e outubro para quem está no Hemisfério Sul. No entanto, o inchaço dos botões de rosa também mostra qual é o momento mais apropriado para podar as roseiras.

Porque devem ser podadas as roseiras

As roseiras devem ser podadas no tempo certo, uma vez que esses cortes vão estimular um novo crescimento e remover todos os elementos que estejam mortos e/ou em decomposição. Por outro lado, é de destacar que o ato de podar ajuda a melhorar a estética de uma planta, permite que os raios solares cheguem ao núcleo da mesma, o que facilita a sua nutrição e novas áreas de crescimento. O ato de podar as roseiras é, sem dúvida, uma das tarefas de manutenção obrigatórias para que o seu jardim tenha sempre um aspeto florido e colorido.

Como podar roseiras

Podar ou aparar roseiras é um passo muito importante na manutenção e no cuidar de rosas de um jardim. Se as roseiras forem mal aparadas, as plantas não florescem na sua totalidade e podem ficar muito fracas. Tenha em mente que o ato de podar ou aparar roseiras é, apesar da crença popular, um processo muito fácil de ser realizado e pode ser feito por qualquer jardineiro.
Das tarefas que são realizadas num jardim durante a estação da primavera, a poda das roseiras é uma das principais, pois é quando surgem os primeiros rebentos. Os caules dos rebentos exteriores devem ser aparados cerca de 6 mm, uma vez que isso vai ajudar a roseira a crescer, tornando o arbusto mais composto e atraente. Tenha em atenção que é fundamental usar um par de tesouras de poda bem afiadas para não danificar as plantas.
O aparar de roseiras no verão implica remover as flores gastas, assim como, fazer uma limpeza geral com o intuito de tornar o arbusto mais completo e agradável à vista. Tenha em mente que a remoção dos galhos soltos pode ser uma ação necessária e desejada para a saúde da sua roseira. Ao fazê-lo, estará a incentivar o crescimento das suas rosas e a manter um jardim de flores em ótimas condições.

Dicas para podar

Existem várias dicas que poderão ser colocadas em prática para podar corretamente as roseiras de um jardim. São elas:
  • Remover os ramos que estejam deteriorados, mortos e/ou em decomposição.
  • Eliminar os caules que pareçam estar murchos, secos ou negros.
  • Arejar a roseira de modo a que ela tenha uma boa iluminação solar e circulação de ar.
  • Cortar os caules dos rebentos exteriores em cerca de 3 a 6 mm, dependendo se estão em bom ou mau estado.
  • Fazer cortes limpos e concisos para não danificar as plantas.
  • Aparar os ramos num ângulo de 45 graus.
  • Verificar se o centro dos ramos cortados é branco e fresco. Se assim for, é sinal de que as rosas terão um aspeto magnífico.

quarta-feira, 24 de julho de 2019

Como plantar couves - 4 passos essenciais - #horta

    site GREENME
    cultivar-couve
    Cultivar couves é bom, dá sempre para colher e ter couves frescas em casa e, bem, você já sabe o quanto é nutritiva a couve, qualquer que ela seja. Veja aqui, em 4 passos essenciais, como cultivar suas couves e ter sucesso.
    A gente da cidade não conhece essas coisas. Eu só sei porquê estudei agronomia e mais ainda, porquê tenho a mania de conversar com as gentes do campo que, elas sim, sabem plantar bem. Pesquisando pela internet encontrei estes 4 passos, ou etapas, tão bem explicadinhos que me deu vontade de replicar para vocês. Cada qual pode escolher o método que lhe dê mais jeito, com semente ou com mudas já prontas.
    Plantar é coisa de sentimento ainda mais quando a gente, que é da cidade, planta para ver crescer, em vaso ou canteiro pequeno, e comer, se der para colher, se der certo. Mas, ultimamente tenho pensado que é mesmo muito importante que todo mundo saiba cultivar alimentos - tem quem diga que é fundamental que, a partir de agora, no mundo em que vivemos e com as mudanças climáticas em cima das nossas cabeças, que todos saibamos cultivar aquilo que consumimos. Esta é uma prática que pode aliviar, em muito, a economia doméstica e que, com certeza, nos tirará da mira dos agrotóxicos. Consequentemente, se todo mundo resolver plantar alguma coisa, esse movimento se tornará forte o suficiente para, um dia, botar abaixo o princípio do lucro na comida. Afinal, comida é bem prioritário para todos os seres vivos.
    Bom, sobre as couves, o que são, que nutrientes possuem, já contei bastante aqui neste outro artigo: COUVE: O VEGETAL MAIS NUTRITIVO DO MUNDO. VEJA PORQUE!
    E é incrível a variedade, imensa, de couves que existem pelo mundo à fora. Pois, couve não é só a couve-manteiga que nós, brasileiros conhecemos bem. Também é o repolho, a mostarda, os nabos, brócolis, couve-flor e couve-de-Bruxelas e muito mais. Tem couve de cabeça, tem couve de folha, tem couve que cresce como louca rumo ao céu e até tem couve-de-praia. E mais, a couve é um vegetal de clima frio, nasceu na Europa e se espalha por todos os países, da Itália à Dinamarca mas, é muito resistente às variações de temperatura aguentando bem dos -7ºC até 27ºC. Também aguenta bem as variações de solo, uma certa salinidade de ar e água e, mais, não é exigente com a quantidade de água, é rústica.
    fotofoto
    Variedades de couve (Wikipédia)
    Mas, dá uma olhada aqui na variedade de couves que existem pelos mercados, ou seja, que são comercializadas. Todas, absolutamente, são variedades da mesma Brassica oleracea, espécie que, no correr dos milênios, foi sendo "trabalhada" pelos camponeses, desenvolvendo aspectos que interessavam (cabeça, folhas, brotos, etc) e que resultaram nestas que a gente conhece hoje.
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    Couve cultivada em vasos de plástico
    Plantar requer alguns cuidados. Aqui separei em 4 etapas os cuidados fundamentais, da sementeira à colheita de couves de qualquer tipo.

    1º Passo - a escolha do local e dos cultivares

    1) Escolha uma variedade de couve que seja adequada às condições climáticas onde você vive. Quase todas as couves poderão ser colhida entre os 45 e os 75 dias depois do plantio.
    - A Couve Crespa é doce e suave e é uma das variedades mais comuns. Possui as folhas crespas e enrugadas.
    - A Couve Preta também tem folhas enrugadas, embora suas folhas sejam longas e finas.
    - A Couve Manteiga tem as folhas verde-claras, lisas e arredondadas. O nome indica que é uma das qualidades mais macias de couve e também muito comum no Brasil.
    - A Couve Tronchuda ou Couve Portuguesa é verde escura, de folhas grandes e espessas. Suporta bem as variações climáticas. Desta você vai colhendo as folhas que quer usar e ela continuará crescendo e dando folhas, uma fartura.
    - A Couve Roxa possui folhas roxas e torcidas. É muito resistente e suporta temperaturas muito baixas.
    2) Prepare um vaso grande (com 15 cm de raio, para cada pé de couve) ou um espaço na sua horta. Se for plantar em outono, escolha um lugar em que o sol bata direto e, se for na primavera, uma área de meia sombra.
    3) Não plante couves em locais baixos onde há risco da água empoçar. Faça sua horta elevada com tábuas de cedro (o cedro não apodrece com a umidade)
    4) Teste o solo. Couves gostam de solo com pH entre 5,5 e 6,8, saudável, com disponibilidade de matéria orgânica, bem misturados e bem drenados. O sabor da couve vai ficar menos gostoso em solos muito arenosos. Regule o pH do solo até conseguir enquadrá-lo nos parâmetros acima. Se o seu solo estiver com pH acima de 7 ou mais básico ainda, misture enxofre granulado para aumentar a acidez.
    5) Saiba quando plantar. Se a sua região for muito fria, faça as mudas de semente dentro de casa (ou em um viveiro), entre 5 e 7 semanas antes de que esfrie de verdade. Se começar a semear em ambiente fechado, plante entre cinco a sete semanas após o período de frio mais intenso. Se você for plantar diretamente na terra, ao ar livre, faça-o até 10 semanas antes do fim do outono.
    As sementes germinam quando a temperatura do solo está, pelo menos, em 5 C e brotam melhor quando essa está por volta dos 21º C. Então, se você semear no frio intenso, as sementes ficarão adormecidas até a temperatura aumentar suficientemente.
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    2º Passo - a preparação da terra e a sementeira

    1) Misture terra com adubo orgânico ou composto, em pequenos vasos, com 16 cm de abertura. Você também pode preparar a terra com adubo, espalhar esta no local da horta escolhido e semear diretamente na terra (desde que a temperatura do solo esteja acima dos 5 C)
    2) Semeie a 1,25cm de profundidade, recubra com terra solta, e 8 cm dentre sementes. Quando brotarem as sementes, se as plantas estiverem amontoadas, separe-as. Pressione ligeiramente a terra de cobertura das sementes.
    3) Regue bastante, com cuidado para não tirar as sementes do seu nicho. Espere a camada superficial da terra secar para fazer outra rega. Não empape o solo.
    4) Espere as mudinhas de couve alcançarem os 10 cm de altura, com 4 folhas, para "rarear" a plantação, quer dizer, para tirar as mais fracas e dar mais espaço para as outras. Para chegar nesse ponto demorará de 4 a 6 semanas desde a sementeira.
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    3º Passo - transferir as mudas para o local definitivo

    1) Prepare a terra do local definitivo, seja na horta ou no vaso, espalhando uma camada fina de terra adubada sobre a área. Pode usar também restos de folhas em decomposição ou mesmo algas.
    2) Retire as mudinhas novas, com 10 cm e 4 folhas, dos seus potinhos batendo nos fundos e nos lados, para soltar a terra e não machucar as raízes. Você também pode usar mudas de couves diversas que comprou em algum viveiro. Cuide de que sejam mudas saudáveis, sem apodrecimento de folhas ou raízes e de que não estejam semeadas em terra argilosa ou saibro pois, com certeza não estarão saudáveis se assim for.
    3) Cave buracos, na horta, a uma distância de 35 cm um do outro e que sejam fundos o suficiente para que a terra chegue até as primeiras folhas da sua muda de planta. Se for fazer várias fileiras, mantenha 60 cm de distância entre elas. Sem espaço planta nenhuma cresce direito.
    4) Coloque as mudas nos buracos e as cubra com terra até as primeiras folhas. Aperte a terra em volta da muda, para que estas fiquem firmes na terra. As mudas devem ficar totalmente na vertical.
    5) Regue bastante. Mas, como já foi dito, não empape o solo e não permita acúmulo de água ou enxurrada.
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    Couve manteiga num canto de muro

    4º Passo - o cuidado com as águas, os bichos e a cobertura do solo

    1) Mantenha o solo úmido mas não encharcado. Se a sua região for muito ensolarada, regue as couves diariamente, no começo da manhã ou ao cair da noite.
    2) Adube os pés de couves durante seu crescimento a cada seis ou oito semanas. Você deve preferir um adubo orgânico líquido ou um composto bem curtido que será espalhado em volta da planta, sem tocá-la. Couves bem adubadas crescem mais saudáveis.
    3) Cubra com folhas ou palha o solo ao redor da couve caso as folhas lhe pareçam descoloridas ou estragadas. Mas só faça essa cobertura morta, mulch, depois que as mudas tenham mais de 15 cm de altura. Essa cobertura é uma proteção para que a umidade do solo não estrague as folhas da couve.
    4) Retire as folhas descoloridas ou murchas sempre que aparecerem. Essa ação faz parte da proteção contra doenças e bichinhos. Cate os bichinhos que aparecerem e jogue-os fora, longe da horta.
    5) A colheita acontece, dependendo do cultivar escolhido, entre 70 e 95 dias depois da sementeira e de 55 a 75 dias se você plantou mudas já formadas. Não colha nenhuma folha antes de que o pé de couve tenha 20 cm de altura. As couves de cabeça, repolhos, só devem ser colhidos quando a cabeça está bem formada (veja isso de acordo com o cultivar que escolheu).
    Você também pode retirar as folhas externas primeiro e deixar as internas continuarem seu crescimento. Corte o caule da planta a 2 cm do solo, se for retirar a couve inteira, pois assim ela continuará se reproduzindo até o final do seu ciclo vegetativo, que é de 12 meses. As folhas maduras devem ser colhidas e consumidas logo pois, se envelhecem ficarão com gosto ruim e amargas.
    6) As couves são muito resistente a fungos e bactérias. Só não deixe alagar a horta que aí sim, apodrecem. As pragas mais comuns são lagartas de mariposas, pulgões cinzentos, lagartas de borboletas, caracóis e lesmas.
    Ultima coisa: Não plante couves perto de feijão, morango ou tomates. Estas plantas têm incompatibilidade, não se gostam.

    terça-feira, 23 de julho de 2019

    AS DESVANTAGENS DA ARBORIZAÇÃO URBANA #panerai



    Fonte: blog cidades que respiram


    Com esse título improvável, esse artigo NÃO é uma ironia. Quero justamente pontuar as principais
    justificativas desculpas de quem não gosta de árvores – ou de quem gosta delas, mas lá longe, na floresta. Ou ainda, dos que gostam, mas não sabem disso, e vão descobrir depois de alguns minutos de frente com esse blog.
    Sim, a arborização urbana tem desvantagens. Mesmo as ações mais benéficas incomodam (principalmente as benéficas), e as árvores incomodam MUITO no meio urbano. Vamos ser diretos (ou tentar):

    Dez desculpas de quem não gosta de árvores:

    1. Queda de folhas (e flores)

    Queda de folhasA queda de folhas é processo natural das árvores (deciduidade), porém há espécies com maior ou menor deciduidade. No meio natural, as folhas no chão formam um tapete, que mantém a umidade e a fertilidade do solo em torno da árvore de origem – ou seja, um ciclo perfeito. Para o meio urbano, isso é, em geral, desinteressante, já que o ser humano habitante das cidades tem padrões extremos de assepsia, padrões que rejeitam a convivência com certos seres vivos, como os insetos – até mesmo para manter o desequilíbrio ambiental que nos mantém vivos e soberanos.
    No fim das contas, a solução é varrer. Folhas pelo chão podem entupir bueiros em dias de chuva, e para evitar que isso ocorra há três recomendações: plantar árvores afastadas dos bueiros (até mesmo para não criar conflito com as raízes); optar, nesse caso, por espécies cujas folhas não causem entupimento facilmente; e varrer – a solução mais lógica e natural.
    Little People, do artista Slinkachu
    Little People, do artista Slinkachu
    De qualquer forma, quero deixar um apelo: quantas vezes já ouvi dizer que jogar lixo no chão gera emprego para os varredores… Longe de concordar com isso, faço uma proposta: que tal se a população jogar o lixo nas lixeiras e deixar para os garis só o trabalho de varrer folhas? Que tal plantarmos mais árvores para gerar mais emprego para os garis e jardineiros? Que tal se dedicarmos 10 minutos do nosso dia para varrer nossas calçadas sem mau-humor? Que tal?
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    2. Quebra de calçadas

    raiz pivotante e raiz fasciculada
    raiz pivotante e raiz fasciculada
    1º. Árvores em calçadas devem ter raízes pivotantes (conhecidas como axiais), que tendem a ser profundas. Árvores de raízes ramificadas (conhecidas como fasciculadas) crescem para os lados, próximo à superfície, por isso precisam de espaço livre permeável em volta. Em breve você poderá consultar a nossa “arboripédia” para saber mais sobre os tipos de raízes.
    Raízes de árvore quebram parte de passeio da rua da Várzea, na Barra Funda-SP. Foto: Eduardo Enomoto/R7
    Raízes de árvore quebram parte de passeio da rua da Várzea, na Barra Funda-SP. Foto: Eduardo Enomoto/ R7
    2º. Toda árvore precisa de solo poroso permeável em volta para captar água e oxigênio. Quanto maior a gola (canteiro), melhores as condições de desenvolvimento saudável da árvore. Uma árvore “sufocada” por concreto ou em solo compactado pode erguer suas raízes em busca de oxigênio, independente do tipo de raiz. Além disso, ficam sujeitas a pragas e crescimento comprometido.
    Fica claro, então, que a quebra de calçadas por raízes é puramente resultado de negligência. Escolhendo a espécie adequada para o local e respeitando as necessidades vitais das árvores, não acontecerá esse tipo de inconveniente. Clique aqui e saiba mais.
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    Árvore caída em Presidente Prudente-SP. Observe as raízes ramificadas sem espaço para crescimento. Foto: Erika Foglia/ iFronteira
    Árvore caída em Presidente Prudente-SP. Observe as raízes ramificadas sem espaço para crescimento. Foto: Erika Foglia/ iFronteira

    3. Queda em tempestades

    As árvores são vegetais superiores, que apresentam extremo vigor na idade adulta. Algumas espécies possuem madeira frágil, e seus galhos quebram com facilidade sob a ação do vento. Mas para que uma árvore adulta caia inteira, ela precisa ter sérias complicações patológicas – doenças, pragas, má formação, raízes comprometidas.
    O plantio não é o fim do processo de arborização. Árvores em meio urbano carecem de manutenção constante, que inclui podas de formação, tratamento de pragas e, em última estância, infelizmente, o corte se faz necessário, para priorizar a segurança dos cidadãos – claro, com substituição por outra árvore.
    Toda árvore em solo público está sob a tutela do poder público municipal, portanto, é dever das prefeituras cuidar das árvores urbanas, assim como cuidamos constantemente da nossa saúde e higiene.
    Mais uma vez, as árvores não tem culpa.

    4. Interferência na fiação

    A sibipiruna é uma espécie de poucos conflitos com fiações aéreas. Foto Mariana Barros
    A sibipiruna é uma espécie de poucos conflitos com fiações aéreas. Foto: Mariana Barros
    Em calçadas com fiação aérea, costuma-se desaconselhar o plantio de árvores de grande porte, substituindo-as por arbustos e árvores pequenas. A verdade é que é possível plantar árvores de grande porte sob fiação, mas requer certos cuidados para evitar cortes no abastecimento de energia em dias de vento forte. É preciso escolher uma espécie adequada, cuja madeira não seja frágil, plantar a muda fora do alinhamento dos fios e conduzir a copa da árvore acima dessa rede, usando técnica de poda adequada. Existem também outras soluções, como proteção da fiação ou substituição por rede subterrânea, mas que dependem da atuação das concessionárias responsáveis pela fiação. Mesmo assim, as árvores de grande porte tem uma relação custo/benefício bem melhor para o meio ambiente que os arbustos e árvores pequenas, inclusive com capacidade de absorção de CO2 muitíssimo superior.
    Abricó-de-macaco, também conhecida como bola-de-canhão, árvore da Amazônia difundida pelo paisagista Burle Marx. Seus frutos podem ter até 2kg. Fruto atinge carro na zona sul do Rio. Foto: Marcos Pinho/ Eu-Repórter
    O abricó-de-macaco, árvore da Amazônia difundida pelo paisagista Burle Marx, produz frutos de até 2kg. Foto: Marcos Pinho/ Eu-Repórter

    5. Queda de frutos

    A possibilidade de ingerir seus frutos é uma das coisas mais apreciadas nas árvores pelo ser-humano. Portanto não são comuns acidentes com queda de frutos, pois normalmente recolhem-se os frutos antes de madurarem. Mas é preciso ter cuidado, escolher a espécie ideal para cada lugar e não plantar espécies que possuam frutos pesados (como coqueiro e jaqueira) em áreas habitáveis, para evitar acidentes.
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    A quaresmeira é inadequada para plantio em estacionamentos e garagens, pois suas folhas mancham a pintura do carro. Mas não vá cortar a árvore se ela já existir... use uma capa para veículos.
    A quaresmeira é inadequada para plantio em estacionamentos e garagens, pois suas folhas mancham a pintura dos carros. Mas não vá cortar a árvore se ela já existir: use uma capa para veículos ou outra alternativa.

    6. Ocupam espaço de garagem

    Não vou nem entrar no mérito da valorização dos automóveis em detrimento do bem estar urbano. A frase já fala por si. Mas já parou pra pensar que uma árvore ocupa no solo exatamente a área que 1 pessoa ocupa? Por volta de 1m², apenas! No caso de garagens, os benefícios persistem, porque a sombra protege o automóvel do calor e da luz que desgasta a pintura, é só escolher uma espécie adequada, sem frutos pesados ou flores que manchem.

    7. Atraem vizinhos chatos

    Bom, isso tem solução. Aquele pessoal bagunceiro que não te dá sossego, curtindo um som alto embaixo da sua árvore? promova o plantio na sua rua e assim todos terão sombra para farrear.😉
    Aproveite e plante mais na frente de casa, pois árvores absorvem os ruídos, minimizando a poluição sonora.

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    Dragoeiros em "calçadão" comercial - Santa Cruz de Tenerife, Espanha.
    Dragoeiros em “calçadão” comercial – Santa Cruz de Tenerife, Espanha. Você acha que eles estão atrapalhando o comércio?

    8. Atrapalham a visão da publicidade do comércio

    Uma árvore na calçada é uma publicidade das mais eficazes que um comércio pode ter. As pessoas procuram abrigo nas copas nos dias de sol e de chuva de forma inconsciente, e aproveitam pra olhar uma vitrine… rs. Os lugares arborizados são os mais agradáveis visualmente e a árvore protege da insolação direta, reduzindo custos com ar condicionado. Peça ajuda da prefeitura para fazer uma poda de levantamento e deixar a copa elevada. Letreiros com muita informação agravam a poluição visual urbana. Muitas cidades tem dado incentivos fiscais para comércios com a fachada “limpa”, bem conservadas e com pouca informação, e seria ótimo se essa medida extrapolasse os grandes centros.

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    Árvores bioluminescentes, tecnologia desenvolvida por pesquisadores taiwaneses através de algas marinhas e nanopartículas.
    Árvores bioluminescentes, tecnologia desenvolvida por pesquisadores taiwaneses através de algas marinhas e nanopartículas.

    9. Tornam as ruas perigosas à noite

    Mais uma vez o homem tentando resolver seus problemas criando outros problemas. Se o local fica muito escuro à noite, cabe iluminá-lo. Não faz sentido cortar árvores por questões de insegurança, afinal se uma cidade é perigosa, ela o é com ou sem arborização. Já é sabido que cidades amplamente arborizadas tem índices de criminalidade mais baixos, e a explicação é simples: quando governo e população começam a valorizar a coletividade, os serviços começam a ser melhor oferecidos, as pessoas se comprometem com o lugar em que vivem, com o meio ambiente e, concomitantemente, com as outras. As oportunidades e a consciência aumentam e a desigualdade diminui. Não é mágica, é sentimento de pertencimento.
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    Homem dorme entre os galhos de uma árvore na zona sul do Rio de Janeiro. Foto: Fabiano Ristow/ TV Globo
    Homem dorme entre os galhos de uma árvore na zona sul do Rio de Janeiro. Foto: Fabiano Ristow/ TV Globo

    10. Abrigam moradores de rua

    Mais uma desculpa comumente dada por quem não gosta de árvores – nem de pessoas, por sinal. Se as pessoas não tem casa, melhor que fiquem abrigadas. Melhor ainda se forem tratadas com respeito e amparadas por políticas sérias de habitação.
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    Como você pode ver, a maioria dos problemas causados por árvores vem da negligência, da falta de planejamento, de conhecimento e de generosidade dos cidadãos e do poder público. Muitos prejuízos poderiam ser evitados se esse assunto fosse encarado com seriedade. Espero que tenham gostado do texto e que sirva de reflexão: se você não gosta de árvores, que repense; e se gosta, que passe a mensagem adiante e mexa-se para tornar sua localidade mais arborizada, plantando ou cuidando das árvores. Peça consultoria da prefeitura de sua cidade, nos conte como foi. E deixe sua opinião também: concorde, discorde, o debate pode ser enriquecedor pra todos. Abraços!

    segunda-feira, 22 de julho de 2019

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