quarta-feira, 4 de maio de 2016

Dia da Terra: por que é preciso proteger a ‘pequena’ biodiversidade


Abelhas, rãs, peixes minúsculos e o milho têm maior risco de extinção que baleias, tigres e águias

Google destaca a data com um doodle especial




Apicultor tira mel de colmeia. E. Feferberg / AFP
“Não podemos falar de biodiversidade sem falar de besouros.” É assim que Mario García, pesquisador científico do Museu Nacional de Ciências Naturais da Espanha, exemplifica a importância da chamada “pequena” biodiversidade – aquela que passa mais despercebida e que, por acreditarmos ser mais comum, nem sempre é encarada com a devida seriedade. O caso recente mais paradigmático é o conhecimento do efeito catastrófico de determinados pesticidas sobre as abelhas, responsáveis pela polinização de mais de 250.000 plantas florais, sem contar muitas que são cruciais para nossa agricultura e para a alimentação.


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Calcula-se que em todo o mundo há 380.000 espécies de besouros já identificadas, “de pragas a espécies que estão desaparecendo agora mesmo sob alguma escavadeira”, calcula García. Isso significa sete vezes mais do que todas as espécies de vertebrados juntas. Mais de 90% dabiodiversidade registrada (1,9 milhão de espécies) é pequena, porque até mesmo entre as mais de 300.000 plantas as árvores são as menos numerosas. O problema é que muitas delas podem estar desaparecendo agora porque nem sequer se conhece seu status, e muito menos o da grande maioria da biodiversidade estimada (8,7 milhões de espécies, 99% das quais são invertebrados).
Lista Vermelha da União Internacional para a Preservação da Natureza só consegue classificar a situação de 78.000 espécies. É algo curioso, já que aqui, sim, ganham as aves (10.300) e os mamíferos (5.400), com praticamente todas as suas espécies registradas incluídas. Se extrapolarmos para o caso espanhol, também fica evidente essa diferença, porque nos catálogos de espécies com proteção especial e ameaçadasos vertebrados (508) ganham com folga das plantas (341) e dos invertebrados (89), contando ainda com o fato de entre estes últimos haver 9.000 espécies de besouros.
A lista de 10 exemplos de espécies que trazemos aqui não só destaca essa fauna invertebrada que recicla resíduos, poliniza plantas, espalha sementes e controla pragas de maneira natural, como também as espécies vegetais e os pequenos vertebrados que atuam da mesma maneira para manter o equilíbrio de nossos ecossistemas. É uma maneira de homenagear sua importância no Dia da Terra.
1. Abelha Bombus franklini


Dia da Terra 2016: Bombus franklini. Wikipedia


Em novembro de 2008, sob a supervisão da Real Sociedade Geográfica de Londres, o plâncton e as abelhas ficaram empatados em uma decisão final do Instituto Earthwatch sobre qual é a espécie mais importante e imprescindível para a vida na Terra. As abelhas acabaram ganhando. Constantemente surgem estudos que confirmam essa decisão, como o que foi publicado pela Science e coordenado pela FAO, no qual se compara 344 regiões agrícolas na África, na Ásia e na América Latina. A conclusão é que a produtividade é notadamente mais baixa nos terrenos que atraíram um menor número de abelhas durante a temporada principal de floração.
Desde quatro anos antes da decisão tomada em Londres, em 2004, não se tem notícias da Bombus franklini, uma espécie cujo raio de distribuição está circunscrito a 300 quilômetros entre os Estados do Oregon e da Califórnia, nos Estados Unidos. Está catalogada em perigo de extinção na Lista Vermelha da UIPN e sofre as causas que oGreenpeace expõe em O Declínio das Abelhas. A ONG adverte que as populações desses insetos na Europa caíram 25% entre 1985 e 2005 por causa de uma aliança mortal de doenças, do uso intensivo de pesticidas, do déficit nutricional, da transformação do habitat e das mudanças climáticas.
2. Besouros Mylabris uhagonii
Agrupados na ordem dos coleópteros, eles formam a maior variedade de espécies do planeta, com cerca de 380.000. Entre as 12 espécies que a Espanha incluiu oficialmente na sua lista de proteção especial, sobre um total de 9.000, não está uma endêmica, a Mylabris uhagonii. “Desde 1950 não temos notícia da ocorrência dessa espécie na natureza. Até então era comum vê-las, até mesmo em pleno Paseo del Prado, em Madri”, afirma Marcio García, pesquisador que conta com a coleção mais completa da espécie.
“Em torno da data em que deixou de ser frequente, parece que a espécie foi muito afetada pelo uso intensivo de DDT, já que suas larvas se alimentavam de gafanhotos e crustáceos que formavam pragas e atacavam as plantações”, sentencia García. Controlar pragas é uma das muitas funções realizadas pelos coleópteros, dos quais também fazem parte besouros responsáveis pela decomposição de matéria orgânica.
3. Borboleta monarca


Dia da Terra 2016: Borboleta monarca. Wikipedia


Os lepidópteros estão a salvo em parte por serem tão vistosos, por isso a borboleta monarca está para os insetos como o panda ou o tigre para os mamíferos. Seu périplo migratório entre os Estados Unidos, Canadá e México (mais de 4.000 quilômetros) também ajuda a visibilizar uma espécie e uma ordem, o dos lepidópteros, muito afetadas pelos efeitos da mudança climática e da destruição do hábitat, neste caso as florestas de pinheiros.
Os últimos dados do WWF México são animadores: “Na temporada 2015-2016 foram registadas nove colônias que ocuparam 4,01 hectares de floresta, superfície que representa um aumento em relação à temporada 2014-2015 (1,13 hectare) e poderia ser um sinal de recuperação depois de chegar ao seu nível mais baixo em 2013-2014 (0,67 hectare)”.
Depois dos coleópteros, os lepidópteros formam a mais numerosa ordem de insetos, com 170.000 espécies. Além de seu valor intrínseco para a biodiversidade, a administração provincial de Palencia (norte da Espanha) demonstrou que uma borboleta Phengaris nausithous, uma das mais ameaçadas da Europa, pode se tornar uma atração turística regional, junto com o urso pardo. É uma maneira de apostar na conservação de uma espécie para a qual os modelos climáticos preveem, até 2050, uma drástica redução populacional, da ordem de 20% a 70%.
4. Mexilhão-auriculado
Há vinte vezes mais espécies descritas de moluscos (90.000) do que de mamíferos. As conchas que enfeitam as praias e as ostras elevadas à categoria de manjar culinário fazem parte de uma ordem pouco lembrada por sua importante contribuição para a biodiversidade e o bem-estar humano. Nos Estados Unidos, um projeto de investigação e restauração vinculado às ostras e realizado pela NY/NJ Baykeeper, está demonstrando que esses moluscos são cruciais para limpar as águas dos rios que desembocam no Atlântico a partir de Nova Jersey.
Como os caranguejos, os moluscos filtram e purificam as águas durante sua função de nutrição, por isso também são chamadas em algumas línguas de náiades, as míticas ninfas protetoras das águas doces. Um desses moluscos, o mexilhão-auriculado-do-rio (Margaritifera auricularia) está sob ameaça de extinção, segundo o catálogo espanhol de espécies ameaçadas. Atualmente, só está presente na bacia do rio Ebro, e suas populações correm sério risco por causa de outro dos principais impactos para a biodiversidade, a invasão de espécies exóticas, neste caso o mexilhão-zebra e a ameijoa-asiática
5. Astragalus nitidiflorus
Esta leguminosa endêmica das colinas vulcânicas de Cartagena (região de Múrcia, sudeste Espanha) foi redescoberta em 2004 depois de ser considerada extinta. Um projeto LIFE+ da União Europeia recuperou sua atualidade e valor após vários anos de estudos e tentativas de recuperação promovidas pela Universidade Politécnica de Cartagena (UPCT) e a Associação de Naturalistas do Sudeste Espanhol (Anse). Um ainda incipiente plano de recuperação da planta, conhecida em espanhol comogarbancillo de Tallante, e a reintrodução de 6.000 sementes e 6.500 mudas procedentes de viveiros buscam ressuscitar uma espécie que contava com apenas 300 espécimes reprodutores.
“Quando o pequeno protege o grande.” Juan José Martínez, catedrático do Departamento de Produção Vegetal da UPCT, ilustra com esse slogan, usado no projeto LIFE+, do qual também é coordenador, a relevância do garbancillo de Tallante. “Ele se tornou um ícone para a conservação de todos os recursos naturais, arquitetônicos e paisagísticos da zona oeste de Cartagena, não só dos seus próprios povoados. Se quisermos conservar o garbancillo devemos conservar seus hábitats, com toda a diversidade associada que comportam: variedades de amendoeiras nativas, alfarrobeiras, socalcos tradicionais, pastoreio extensivo…”


Dia da Terra 2016: Garbancillo de Tallante.Wikipedia


6. Sapatinhos-de-dama
A coleta e a exibição de espécies, associadas muitas vezes ao tráfico ilegal, são outras mazelas da biodiversidade. Poucas plantas sofrem tanto dessa prática como as belas orquídeas. Na última atualização da Lista Vermelha da UICN, o organismo destacou que “a avaliação das 84 espécies de orquídea sapatinho-de-dama da Ásia tropical (que estão entre as mais belas plantas ornamentais do planeta) indica que 99% estão ameaçadas de extinção, principalmente por causa da coleta excessiva para a horticultura e da perda de hábitat.”
Este mesmo gênero (Cypripedium) inclui uma espécie de sapatinho-de-dama presente na Espanha (Cypripedium calceolus) e catalogada em perigo de extinção. Só cresce nos Pirineus Aragoneses e Catalães e está regredindo: das sete populações presentes em Aragão nos anos 1990, hoje só se conhecem três.
7. Rã Eleutherodactylus thorectes
Em setembro de 2012, como previu o Congresso Mundial da Natureza realizado em Jeju (Coreia do Sul), a Sociedade de Zoologia de Londres (ZSL, na sigla em inglês) e a UICN apresentaram a lista das 100 espécies de fauna e flora mais ameaçadas do mundo. Nenhuma era associada a animais icônicos e 70% eram plantas, invertebrados e pequenos e desconhecidos vertebrados. Nove delas eram anfíbios, representação infelizmente habitual, já que, segundo a UICN, esta é a classe de vertebrados que apresenta maior proporção de espécies ameaçadas no mundo: 41%.


Dia da Terra 2016: Eleutherodactylus thorectes.Robin Moore


Na lista apresentada em Jeju figurava a rã da espécie Eleutherodactylus thorectes, uma das menores do mundo (do tamanho de uma uva), que se encontra em perigo crítico de extinção e endêmica no maciço de La Hotte, no Haiti. A UICN tem poucas esperanças para enfrentar esse caso, pois sua sobrevivência entra em conflito com o desmatamento e a abertura de terras agrícolas para a economia de subsistência das comunidades locais.
8. Fartet
A lista conjunta da ZSL e da UICN inclui também nove pequenos peixes, a classe dos vertebrados com maior número de espécies descritas. Entre eles, há um do gêneroAphanius, justamente ao qual pertencem duas das espécies mais ameaçadas da Espanha, conhecidas localmente como samaruc e fartet. Ignacio Doadrio, professor de pesquisa do MNCN/CSIC e um dos maiores conhecedores dos peixes de águas continentais espanholas, afirma que “além de seus valores intrínsecos dentro dos ecossistemas onde habitam e como grande informação evolutiva, as espécies do gênero Aphanius são excelentes controladoras da proliferação de larvas de mosquitos e, portanto, da transmissão de doenças.”


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Assim como o samaruc, o fartet também está em perigo de extinção. Suas populações endêmicas espanholas se restringem a dois núcleos na costa mediterrânea e um na costa atlântica no estuário do rio Guadalquivir. Doadrio lamenta que não se aprenda com os erros que levaram o fartet a essa situação. “A principal ameaça a nossas espécies autóctones é a introdução de [espécies] exóticas. Há pouco tempo, numa zona quase sem exemplares desse tipo no rio Hozgarganta, em Cádiz, foram soltos ciprinídeos da Ásia que começaram a transmitir doenças a endemismos ibéricos”, afirma.
9. Pardal
A Sociedade Espanhola de Ornitologia (SEO/BirdLife) declarou o pardal a Ave do Ano 2016. Com isso, pretende chamar atenção para a alarmante queda no número de exemplares de espécies que antes eram consideradas comuns. No final de 2014, a revista científica Ecology Letters publicou um estudo realizado pela Universidade Exeter, a Real Sociedade para a Proteção das Aves (RSPB, na sigla em inglês) e o Esquema Comum Pan-Europeu de Monitoramento de Aves (PECBMS). Conclusão do estudo: nos últimos 30 anos, a Europa sofreu uma grave redução do número de aves comuns, cerca de 421 milhões de exemplares a menos, ou 20% do total.


Dia da Terra 2016: Gorrión comum macho. Wikipedia


A Ave do Ano em 2014 foi a andorinha, outra frequentadora de campos e cidades que não vive seu melhor momento. Em ambos os casos (andorinha e pardal), a aparente abundância e cotidianidade não correspondem à realidade. A Espanha perdeu 10% das populações de pardal desde 1988, e é cada vez mais difícil vê-los em cidades como Londres e Praga. A SEO/BirdLife destaca os benefícios da presença desses pássaros para a sociedade: “Ajudam a controlar pragas, dispersam sementes e são um excelente indicador de nossa qualidade ambiental.”
10. Milho


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Tão ou mais comum que o pardal na vida cotidiana de muitos países é o milho. E tão importante como a biodiversidade selvagem é a cultivada e domesticada. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), embora tenha se chegado a cultivar 7.000 espécies de plantas, muitas delas importantes para a segurança alimentar dos moradores locais, “estima-se que hoje 95% das necessidades de energia alimentar das pessoas sejam satisfeitas por apenas 30% dos cultivos, e cinco deles (arroz, trigo, milho, milheto e sorgo) cobrem aproximadamente 60%”.
A erosão genética das espécies de plantas se une à das variedades. A FAO adverte sobre esse risco em seu relatório Situação dos Recursos Fitogenéticos para a Alimentação e a Agricultura no Mundo. “A causa predominante é a substituição das variedades tradicionais por cultivos modernos”, afirma o documento, lembrando que “todas as populações de teosinto (variedade da América Central) estão em risco”.


quarta-feira, 27 de abril de 2016

Comida Que Alimenta



O vídeo mostra uma conversa entre uma menina, sua mãe, e um agricultor sobre o quanto é melhor comer produtos agroecológicos.
Mas o que é mesmo agroecologia? Como o nome diz, é a soma das palavras agricultura e ecologia. Quem trabalha nessa perspectiva, acredita que uma floresta, imitando o que faziam os índios e outros povos ancestrais, pode sim ser muito produtiva. Ou que pelo menos podemos tentar fazer agricultura sem o uso de agrotóxicos e outros insumos químicos perigosos.
Vale a pena conhecer essa instituição (www.centrosabia.org.br) e mostrar às crianças o desenho animado.
O Sabiá é uma ONG que tem 22 anos e já implantou mais de 1.000 sistemas agroflorestais (SAFs) em todo o Estado. Além do SAF, eles trabalham também na recuperação de nascentes e áreas de proteção permanente (APPs), implantação de tecnologias alternativas como as cisternas, no acompanhamento das feiras agroecológicas, na educação contextualizada e para uma melhor convivência da população do Agreste e Sertão com o semiárido.
Então, vamos logo assistir o vídeo kkkk

terça-feira, 26 de abril de 2016

Mais importante do que adubar muito é adubar sempre.Compostos Orgânicos,Substratos e Condicionadores ou corretivos de solo


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Compostos Orgânicos: Material resultante da compostagem, nome dado ao processo biológico de decomposição da matéria orgânica contida em restos de origem animal ou vegetal. Na compostagem, os microrganismos convertem a parte orgânica dos resíduos sólidos em material estável, tipo húmus, conhecido como composto orgânico. Este composto, que pode ser feito até com restos de lixo doméstico, além de ser um excelente adubo orgânico, contribui ambientalmente para a reciclagem.

Substratos: Substrato é a base sobre a qual as plantas se desenvolvem. Serve como sustentação e como fonte de nutrientes. Não existe uma fórmula ideal de substrato, por isso, cada especialista cria a sua, na maioria das vezes envolvendo terra, húmus de minhoca, areia, turfa, vermiculita ou casca de pinus. O importante é que ele seja fértil, fino, com boa capacidade de absorção e drenagem de água e completamente livre de pragas. São especialmente indicados para cobertura de gramados e nas covas onde as plantas serão plantadas.

Condicionadores ou corretivos de solo: Os condicionadores ou corretivos de solo não são considerados fertilizantes, mas atuam diretamente na correção do pH e de algumas outras características do solo. A correção adequada do pH do solo é uma das práticas que mais benefícios trazem ao jardim, pois está diretamente relacionada à saúde e ao bom desenvolvimento das plantas. Os condicionadores de solo proporcionam uma combinação favorável de vários efeitos, dentre os quais se mencionam os seguintes:
• eleva o pH;
• diminui ou elimina os efeitos tóxicos do alumínio, manganês e ferro;
• diminui a “fixação” de fósforo;
• aumenta a disponibilidade do NPK, cálcio, magnésio, enxofre e molibdênio no solo;
• aumenta a eficiência dos fertilizantes;
• aumenta a atividade microbiana e a liberação de nutrientes, tais como nitrogênio, fósforo e boro, pela decomposição da matéria orgânica;
• reduz o desenvolvimento de fungos e pragas que preferem solos ácidos.
Muitos materiais podem ser utilizados como corretivos do solo. Os principais são: calcáreo dolomítico, cal virgem, gesso agrícola, conchas marinhas moídas e cinzas. Tanto a eficiência como o preço é bastante variado para cada tipo de corretivo.
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Como e quando adubar
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Boa parte dos nutrientes é levada pela água, o que faz com que precisem ser repostos regularmente. Uma boa medida é alternar adubos orgânicos trimestralmente e adubos químicos quinzenalmente ou mensalmente, de acordo com a formulação, época do ano e tipo de planta (verifique indicações nas embalagens dos produtos).
Mais importante do que adubar muito é adubar sempre. Adubar rotineiramente a planta, além de deixá-la vigorosa e bonita, aumenta sua resistência a pragas e doenças.
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Quando não adubar

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Evite adubar as plantas durante a floração e no momento do transplante, nesse caso, espere cerca de quatro semanas para começar o esquema de adubação.
por Alexandre Bacelar

Palestra sobre "Manejo Ecológico de Pragas" pela web

Palestra sobre "Manejo Ecológico de Pragas" com o professor Dr. Fábio Dal Soglio.

Ocorrerá dia 26 de abril na sala 10 do Prédio Central (amarelo) às 16h30.

A atividade é parte da disciplina Agroecologia Aplicada do curso de Agronomia, 

ministrada pelo profº Fábio Dal Soglio, aberta ao público.

Será transmitida através deste link https://mconf.ufrgs.br/webconf/agroecologia-aplicada


Att.
Grupo UVAIA
"Uma Visão Agronômica com Ideal Agroecológico"

terça-feira, 19 de abril de 2016

Leguminosas podem ajudar a combater as mudanças climáticas, a fome e a obesidade


18 de abril de 2016
Segundo a FAO, estes grãos fazem parte do legado ancestral agrícola da América Latina e do Caribe, fixam nitrogênio nos solos e possuem qualidades nutricionais únicas; 2016 foi declarado o Ano Internacional das Leguminosas.

Quando consumidas junto com cereais, as leguminosas formam uma proteína completa, que é mais barata que a proteína de origem animal – e, portanto, mais acessível às famílias com baixos recursos econômicos.
Foto: FAO
As Nações Unidas declararam 2016 como o Ano Internacional das Leguminosas em reconhecimento ao papel fundamental que as leguminosas têm na segurança alimentar e nutricional, na adaptação as mudanças climáticas, na saúde humana e nos solos.
De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), as leguminosas têm uma relevância importante para a América Latina e Caribe.
“A região é o centro de origem de muitas leguminosas. Fazem parte da nossa cultura ancestral e é uma pedra angular da nossa alimentação atual”, disse Raúl Benítez, representante regional da FAO.
Grande parte da produção de leguminosas na região está nas mãos de agricultores familiares que desempenham um papel importante no desenvolvimento rural, além do cultivo ajudar na mitigação das mudanças climáticas ao fixar nitrogênio no solo.
Segundo a FAO, potenciar a produção e o consumo de leguminosas é chave para enfrentar a crescente obesidade na região, que atinge em média 22% dos adultos, e a fome, que afeta a 34 milhões de homens, mulheres e crianças.
Feijão, lentilha, feijão-da-china (ou feijão-mungo), grão-de-bico e feijão azuki são alguns dos exemplos de leguminosos. O famoso arroz com feijão brasileiro é um dos pratos descritos pela FAO como exemplos de alimentação nutritiva (leia outros aqui).

Um alimento completo

Foto: FAO
Foto: FAO
As leguminosas são essenciais para uma alimentação saudável. Mesmo pequenas, estão repletas de proteínas, contendo o dobro do que tem no milho e três vezes mais que no arroz.
“Elas são uma fantástica fonte de proteína vegetal, tem baixo índice de gordura, são livres de colesterol e glúten e são ricas em minerais e vitaminas”, explicou Benítez.
Quando são consumidas junto com cereais formam uma proteína completa, que é mais barata que a proteína de origem animal – e, portanto, mais acessível às famílias com baixos recursos econômicos.
“Essa mistura é a base da dieta tradicional de muitos lugares da América Latina e Caribe, como o feijão com milho, ou o feijão com arroz que muitos de nós crescemos comendo”, apontou Benítez.

Alimento para as pessoas e para os solos

As leguminosas não só contribuem para uma alimentação saudável, mas também são uma fonte de renda para milhões de agricultores familiares, responsáveis pelos cultivos em alternância com outros cultivos pela capacidade de responder ao nitrogênio da terra, melhorando a sustentabilidade da produção.
As leguminosas são uma das poucas plantas capazes de fixar o nitrogênio atmosférico e convertê-lo em amônia, enriquecendo os solos, diferente da maioria das outras plantas que apenas absorvem o nitrogênio do solo e não o reincorporam.
Isso permite mitigar as mudanças climáticas já que é reduzido o uso de fertilizantes sintéticos, cuja fabricação envolve um consumo intensivo de energia, o que emite gases de efeito estufa na atmosfera.
As leguminosas também exercem um importante papel na geração de emprego na América Latina e Caribe, especialmente no setor da agricultura familiar, já que são um dos cultivos que se destacam nesse setor.

Um tesouro genético para futuras gerações

Foto: FAO
Foto: FAO
Segundo a FAO, a grande diversidade de feijões e de outras leguminosas da região representa um tesouro genético para criar novas variedades que podem ser necessárias para bater de frente com as mudanças climáticas.
“No entanto, em muitas comunidades essas variedades ancestrais estão se perdendo por causa da homogeneização global que privilegia apenas alguns cultivos e alimentos, desmerecendo outros”, alertou Benítez.
De acordo com a FAO, as dietas em âmbito global estão cada vez mais homogêneas e similares, e a alimentação global depende na maior parte do trigo, milho e soja, junto com a carne e os produtos lácteos.
Durante o Ano Internacional das Leguminosas, os países devem fazer um grande esforço para que este fenômeno seja revertido, resguardando a genética, a cultura associada e o saber dos povos indígenas que tem melhorado as leguminosas ao longo de centenas de anos na região.

Aliadas na luta contra a fome

De acordo com a FAO, a América Latina e Caribe não só tem o diferencial de ser a fonte originária do feijão e de outras leguminosas, como também se destaca por ser a que mais avanços foram feitos na luta contra a fome.
As leguminosas podem ser aliadas-chave para que a região alcance a ambiciosa meta de acabar com a fome em 2025, data assumida pelo principal acordo regional nesse tema, o Plano de Segurança Alimentar, Nutricional e Erradicação da Fome da Comunidade dos Estados Latino-americanos e Caribenhos (CELAC).
“Durante este ano devemos celebrar os benefícios das leguminosas, reivindicar o seu papel na alimentação e nutrição e sua relevância no desenvolvimento rural e na mitigação das mudanças climáticas”, concluiu Benítez.
Acesse o site do Ano Internacional das Leguminosas: www.fao.org/pulses-2016/es


Fonte: ONUBr 

Tratamento natural de esgoto com plantas, prático e fácil!

Tratamento natural de águas cinza em wetlands construídos , especificamente água de lavagem, utilizando duas espécies 
de plantas: Taboa (Typhia spp.) e Lírio do Brejo (Hedychium coronarium).

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Cuidar do jardim faz muito bem à saúde


 
3.07.2011 as 16:00
Criar algo realmente bonito com as mãos, fazendo um belo jardim ou uma horta cheia de frutas e verduras, é um dos resultados da jardinagem. Mas a atividade também traz benefícios à saúde de quem mexe com a terra.
No meio da correria do mundo moderno, parar por um momento e entrar em contado com as plantas permite que as pessoas voltem a um estado primitivo que foi abandonado nas grandes cidades.
Trabalhar em um jardim alivia o estresse do cotidiano e até melhora o humor. E se você resolver plantar verduras e legumes ainda pode ter alimentos mais saudáveis e frescos a sua disposição. Confira abaixo algumas das maneiras que a jardinagem pode nos ajudar fisicamente e mentalmente e como trazer esses benefícios pra você e sua família.

Alívio do estresse:
Um recente estudo mostrou que a jardinagem pode ser mais relaxante do que várias outras formas de lazer. Dois grupos de pessoas que estavam estressadas foram separados nas seguintes atividades: leitura em ambientes fechados ou jardinagem, por 30 minutos. Ao final do estudo, o grupo que ficou no jardim estava com o humor melhor em relação a quem passou o tempo lendo.
Vivemos em uma sociedade em que sempre devemos estar ligados e prestando o máximo de atenção em tudo a nossa volta, seja em celulares ou emails. Mas essa capacidade de vigilância tem limite e pode gerar a fadiga de atenção, que vem acompanhada de mau humor, irritação e estresse.
A fadiga felizmente é reversível, e uma das maneiras de fazer isso é com a jardinagem, pois é um momento em que não precisamos nos esforçar para prestar atenção: esse processo é praticamente involuntário. Ou seja, trocar seu celular por plantas é uma ótima forma de acabar com o estresse e com a fadiga. 

  Melhor saúde mental:
A atenção sem esforço da jardinagem pode melhorar a saúde mental e evitar os sintomas da depressão.
Em um estudo realizado na Noruega, pessoas diagnosticadas com depressão, mau humor persistente ou transtorno bipolar passaram seis horas por semana cultivando flores e legumes. Após três meses, a melhora em todos os participantes era visível e o bom humor continuou mesmo três meses depois que o programa de jardinagem acabou.
Os especialistas sugerem que a jardinagem tenha força suficiente para fazer com que as pessoas encontrem saídas para as turbulências. Mas alguns cientistas têm uma teoria mais radical (e estranha) de como a jardinagem pode acabar com a depressão.
Camundongos foram injetados com bactérias inofensivas comumente encontradas no solo, e foi descoberto que elas aumentam a liberação de serotonina no organismo pelas partes do cérebro que controlam a função cognitiva e o humor – assim como as drogas antidepressivas fazem.
Ok, fazer sujeira com a terra pode não fazer o mesmo efeito que tomar Prozac, mas especialistas sugerem que a falta das velhas companheiras bactérias em nosso ambiente tem alterado nosso sistema imunológico. Encontrá-las novamente em contato com a terra pode reverter o quadro e diminuir problemas psicológicos.

Exercício:
Mexer com plantas não pode ser comparado com puxar ferro, e ao menos que você esteja transportando carrinhos de mão cheios de terra todos os dias, provavelmente a jardinagem não vai fazer muito por seu condicionamento cardiovascular. Mas cavar, plantar, capinar e repetir outras tarefas que requerem força e alongamento é uma excelente forma de exercício de baixo impacto.
Por isso, a jardinagem é uma atividade que pode ser feita por idosos, pessoas com deficiência e até por quem sofre de dores crônicas. Além disso, a jardinagem permite que você tenha contato com ar puro e sol, o que faz com que seu sangue se movimente melhor.

Saúde cerebral:
Algumas pesquisas sugerem que a atividade física associada com a jardinagem pode ajudar a reduzir o risco de desenvolver demência. De acordo com os estudos, a combinação de atividade física e mental envolvidas na jardinagem pode ter uma influência positiva sobre a mente.
Para pessoas que já estão sofrendo com transtornos mentais, como o Alzheimer, apenas andar por um jardim já é terapêutico. As paisagens, cheiros e sons que existem no ambiente natural promovem o relaxamento.

Nutrição:
O alimento que você mesmo planta é o mais fresco que você pode comer. E é ainda mais delicioso comer algo que você mesmo cultivou. Pensando nisso, por que não fazer uma horta cheia de frutas e vegetais? Além de ser um exercício divertido, a tendência é que quem plante os próprios alimentos se alimente de forma mais saudável.
Esse também é um bom incentivo para as crianças comerem mais verduras e menos alimentos artificiais. Estudos de programas de jardinagem em escolas sugerem que as crianças que mexem com jardins são mais propensas a comer frutas e legumes. E elas são muito mais aventureiras na hora de experimentar novos alimentos. Muitas comem alimentos verdes com sabor forte, como rúcula, sem medo. 

Como começar?
Você não precisa de um grande jardim para se beneficiar com a jardinagem. Se você tem pouco espaço, vale plantar até em pequenos recipientes, como vasos e baldes, desde que estejam limpos e tenham buracos na parte inferior.
Existem inúmeras dicas de jardinagem em livros e na internet. Outra maneira de aprender novas formas de cuidar de plantas é conversando com aquele vizinho que tem uma horta ou que goste de cultivar um bonito jardim. A maioria vai gostar de compartilhar as habilidades, e essa é uma  maneira agradável de começar a por as mãos na terra.[CNN]

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Jardins filtrantes fazem despoluição da água na França e no Brasil



O Cidades e Soluções de hoje vai mostrar que jardins, além de embelezar a paisagem e melhorar a qualidade de vida de uma cidade, oferecendo lazer e um clima agradável, também podem tratar esgoto. Vem da França o exemplo dos jardins filtrantes, que tratam esgotos de comunidades inteiras, resíduos industriais e até as águas do rio Sena. A repórter Joana Calmon foi conferir a tecnologia da empresa Phytorestore, que combina a capacidade de absorção de poluentes de algumas plantas com a capacidade de oxigenação de outras. Tudo sem perder de vista a beleza – o projeto paisagístico é inspirado nas obras de Claude Monet.


Em total sintonia com o Cidades e Soluções, os internautas que participaram do programa desta semana enviaram vídeos com alternativas para o tratamento de esgoto.


O primeiro exemplo vem de Pirenópolis, GO. O nosso telespectador Alessandro Oliveira construiu a sua própria fossa de bananeira, onde as raízes da planta tratam o esgoto gerado na casa. Ele aprendeu a tecnologia no IPEC, o Instituto de Permacultura e Ecovilas do Cerrado, que oferece cursos sobre práticas sustentáveis.

O casal Silvana Ribeiro e Bruno Cavalcante também resolveu por conta própria a ausência de rede coletora do esgoto em uma chácara em Embu das Artes, SP. Eles construíram uma fossa séptica que dá conta do recado e mostram pra gente como se faz.

http://www.phytorestore.com/

A recuperação de áreas contaminadas, pelas atividades humanas, pode ser feita através de vários métodos,
tais como escavação, incineração, extração com solvente, oxidoredução e outros que são bastante dispendiosos.

Alguns processos deslocam a matéria contaminada para local distante, causando riscos de contaminação secundária e aumentando ainda mais os custos com tratamento [1]. Por isso, em anos recentes passou-se a dar preferência por métodos in situ que perturbem menos o ambiente e sejam mais econômicos. Dentro deste contexto, a biotecnologia oferece a fitorremediação como alternativa capaz de empregar sistemas vegetais fotossintetizantes e sua microbiota com o fim de desintoxicar ambientes degradados ou poluídos [1].

As substâncias alvos da fitorremediação incluem metais (Pb, Zn, Cu, Ni, Hg, Se), compostos inorgânicos (NO3- NH4+, PO4 3-), elementos químicos radioativos (U, Cs, Sr), hidrocarbonetos derivados de petróleo (BTEX), pesticidas e herbicidas (atrazine, bentazona, compostos clorados e nitroaromáticos), explosivos (TNT, DNT), solventes clorados (TCE, PCE) e resíduos orgânicos industriais (PCPs, PAHs), entre outros [1].

A fitorremediação oferece várias vantagens que devem ser levadas em conta. Grandes áreas podem ser tratadas de diversas maneiras, a baixo custo, com possibilidades de remediar águas contaminadas, o solo e subsolo e ao mesmo tempo embelezar o ambiente. Entretanto, o tempo para se obter resultados satisfatório pode ser longo [1]. A concentração do poluente e a presença de toxinas devem estar dentro dos limites de tolerância da planta usada para não comprometer o tratamento.

Riscos como a possibilidade dos vegetais entrarem na cadeia alimentar, devem ser considerados quando empregar esta tecnologia [1]

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