Por ser animais onívoros ( ter uma alimentação variável), e também é saprófago - alinenta-se de materiais orgânicos em diferentes estágios de decomposição- como restos de vegetais( resíduos domiciliares, podas e varreduras), mas como estou lidando com as minhocas gigantes africanas ( mais sensíveis ao trato). nesse caso procuro fazer o pré composto na estrutura de um freezer sem funcionamento.
Nele procuro colocar fontes de material orgânico, sendo uma previamente rica em nitrogênio( estercos ) e outra rica em carbono ( folhas / bagaço da cana), além de enriquecer o composto com casca de ovo trituradas, fubá, açúcar mascavo ( excelente dinamizador de microorganismos), água com pasta de amendoim ( leguminosa), e o húmus dos tenebrios ( rico em nitrogênio), sempre procurando equilibrio nesses ingredientes.
As minhocas gigantes africanas tenho aprendido com elas que Somente o esterco curtido não tem sido suficiente para a engorda e por essa razão tenho feito esse processo de composto para observar como funciona , tenho observado a grande dificuldade que outros criadores tem passado em relação à criação da mesma.
A melancia é uma das frutas mais apreciadas no verão e costuma ser consumida in natura, com a polpa servida em cubos ou através de sucos. Porém as cascas geralmente são descartadas, tanto nos preparos em casa como nos restaurantes. Convidamos a Nutricionista Irany Arteche para nos ensinar o passo-a-passo de um doce feito com a entrecasca da melancia (a parte branca dos frutos).
Esta receita é uma forma de aumentar o aproveitamento dos frutos, evitando o desperdício desta parte do alimento, além de ser uma forma de resgatar as receitas tradicionais de doces de culturas alemãs e italianas.
Irany comenta que as partes brancas dos frutos de melancia têm um valor nutricional bastante interessante, sem tanta frutose quanto a polpa.
Vamos à Receita!
Ingredientes:
1 kg de Entrecasca da Melancia (quantidade aproximada de meia melancia pequena) 15 g Cal culinário (2 colheres de sobremesa) 1 litro e meio de água 350 g de açúcar (2 xícaras rasas) Especiarias à gosto (usei duas estrelas de anis, 6 grãos de zimbro, 3 fatias de gengibre)
Modo de fazer:
Descascar a melancia ainda fechada, usando descascador de legumes (isto facilita a retirada da casca verde); Retirar a polpa vermelha; Cortar a entrecasca no formato desejado (fatias, cubos, ralado grosso, cortes aleatório, etc); Colocar em um pote e acrescentar a cal já diluída em água (esta solução deve cobrir totalmente a melancia); Deixar o preparo descansando por, no mínimo, 8 horas (aconselhável fazer de véspera); Após descanso, lavar os pedaços e retirar totalmente a cal; Fazer a calda com açúcar, água e especiarias; Colocar a melancia na calda e deixar fervendo por no mínimo 20 minutos.
Melancia sem a parte externa da casca
Doce de melancia, com cal
Doce de melancia, sem cal
Sugestões e dicas:
Este é um doce/sobremesa versátil e oportuno, já que evita o desperdício dessa porção nutritiva da melancia que é a entrecasca. A quantia de açúcar pode ser aumentada até duas partes de entrecasca para uma parte de açúcar, ficando mais próxima em dulçor dos doces em calda convencionais; parte deste açúcar pode ser caramelizado no início, trazendo outros aromas à calda.
Aromatizar a calda com cumaru fica excelente. Experimente diferentes variações de especiarias e crie a própria receita.
Qual a finalidade da cal? É como nos doces de abóbora, batata doce, pêra, chuchu e outros, quando usamos a cal, os pedaços ficam com uma crocância maior nas bordas, como se tivessem uma “casca” mantendo a polpa super macia e suculenta. Os doces feitos sem a cal, ficam um pouco mais moles e com aspecto mais gelatinoso. Você pode testar estas variações e criar a própria receita!
Cal virgem usada para doces – pode ser comprada em lojas de especiarias ou agropecuárias
Este doce pode ser feito sem a cal, no entanto o resultado é diferente, sem o crocante característico que a cal propicia.
Sirva com uma fatia de queijo ou uma bola de sorvete; aproveite a safra e guarde em vidros após o banho-maria.
Use a criatividade que este ingrediente permite e vamos comer melhor!
Quem
tem casa na praia sabe que muitas plantas perfeitamente adaptadas às
condições urbanas “distantes do mar”, não aguentam o solo arenoso, a
maresia ou o vento marítimo. Além disso, as espécies ideais para um
jardim no litoral do nordeste podem não ser as mesmas indicadas para o
cultivo no extremo sul do país.
Assim, a regra é optar por plantas
nativas da respectiva região para a composição de um jardim litorâneo.
Desta forma, coníferas, azaleias, rododendros, hortênsias, íris,
glicínias e todas as variedades típicas de climas frios devem ser
evitadas, pois terão seu desenvolvimento prejudicado, com floração menos
expressiva, por exemplo. Outra dica é eleger espécies com florada no
verão, para que se possa apreciar a beleza das flores na época em que
mais se desfruta das praias.
Veja boas espécies para um jardim à beira-mar e saiba como cultivá-las
O
local onde o jardim será implantado também é importante: terrenos
baixos, que podem ser invadidos pela maré, comprometem o resultado
final, sendo necessário elevá-los e /ou dotá-los de elementos de
contenção. Além disso, adequações do substrato podem ser necessárias,
bem como do regime de regas e adubação.
Solo arenoso
Em
princípio, quando falamos de jardins à beira-mar, tratamos de solos
arenosos. Portanto é mais adequado dar preferência a espécies que sejam
bem adaptadas a este tipo de substrato ou, ao menos, tolerantes a tal
condição.
Para cultivar plantas que preferem terrenos argilosos, deve-se
substituir o solo das áreas de plantio - o que tem custos financeiro e
ambiental muito maiores e resultado estético potencialmente inferior.
Alternativas
são a adição de terra argilosa e muita matéria orgânica para manter a
umidade por mais tempo e, em conjunto, aplicar adubos que contenham
macros e micronutrientes com o cálcio (Ca) já disponível. Assim o
próprio insumo promove a correção do pH.
Vento salino
Há
grande variação da incidência de ventos nas diversas regiões do litoral
brasileiro, mas onde as rajadas são mais intensas, as plantas devem
estar mais preparadas para essa condição, pois a exposição ao vento pode
provocar rápida desidratação em plantas não-adaptadas, com um
agravante: o “spray” salino (maresia) intensifica processo da perda de
água.
Espécies que se adaptam ao vento litorâneo geralmente
apresentam camada de cera protetora nas folhas; espessamento da
estrutura (para maior acúmulo de água em seu interior); forma mais
compacta/ modificada e/ou a redução da superfície foliar (folhas
pequenas). Portanto, observe tais características ao escolher os
espécimes.
Regime de baixa manutenção
Muitas
vezes os jardins à beira-mar são instalados em casas de veraneio e a
manutenção tende a ser menos frequente e as inspeções mais esparsas.
Nesse caso, plantas delicadas ou mais exigentes quanto ao zelo não são
recomendáveis.
O uso de variedades mais rústicas facilita o trato
cotidiano e previne danos maiores se houver interrupções imprevistas dos
cuidados com o jardim, mesmo que mais prolongadas.
Fontes: Heloiza Rodrigues, bióloga e paisagista, e Marcos Malamut, paisagista.
Você sabe o que é irrigação automática? É uma tecnologia que salva a vida das plantas durante períodos sem chuva ou enquanto estamos fora de casa.
Já vimos muitos modelos na internet, porém, o nosso gotejador tem diferenciais: ele é barato, fácil de fazer e dura muito mais!
Geralmente, um gotejador é feito com garrafas pet de 600 mls com um simples furo feito com uma agulha no fundo -- ou com uma linha presa metade dentro e metade fora da garrafa.
Mas qual o problema da experiência com o gotejador tradicional? É impossível controlar o fluxo da água que cai, sendo necessário contar com a sorte.
Com o nosso sistema de irrigação automática, você pode ter um controle muito maior e até saber quantas gotas caem em sua planta.
Outra vantagem é que nossa versão aprimorada dura muito mais tempo do que a tradicional feita com garrafas pequenas.
Aqui no Manual do Mundo, você vai aprender a fazer uma irrigação automática com garrafa de suco de uva e garrafa pet de 2 litros, ou seja, vai poder ficar fora de casa sem se preocupar!
Além das garrafas, também vamos precisar de:
Mangueira de soro de hospital;
Barbante de algodão;
Arame bem fininho.
Ao decorrer do vídeo, você vai perceber que fazer um gotejador é muito fácil e que há muita ciência envolvida!
Portanto, vamos aproveitar e ter uma aula sobre pressão atmosférica? Com essa experiência, vamos responder perguntas como:
Como a água permanece na garrafa mesmo com ela de ponta cabeça?
Como o barbante atrai, freia e conduz o fluxo de água?
Como essa experiência de física acontece sem nenhuma vedação?
Além disso, estamos falando do Manual do Mundo, meus amigos! Então, aqui tem precisão! Assista esse vídeo até o final para saber quanto tempo dura o nosso gotejador e conta se o timelapse que fecha nosso vídeo não vale o seu joinha!
Elevação
da temperatura média pode fazer com que as forrageiras fiquem mais
fibrosas e menos proteicas, quando o gado precisará de mais alimento e
produzirá mais metano
Para
manter o mesmo nível de produção, os pecuaristas precisarão
complementar a alimentação do plantel e regar as pastagens, com impacto
significativo nos custos de produção – Foto: Divulgação via Fapesp
O aumento das temperaturas médias esperado para as próximas décadas,
de no mínimo 2º C, pode ter um impacto inesperado no bolso dos
pecuaristas. Novos estudos sugerem que um dos efeitos da mudança no
clima será a redução na qualidade da pastagem, que se tornará menos
proteica, mais fibrosa e, portanto, de digestão mais demorada.
Como consequência, disseram os pesquisadores, o gado precisará
consumir mais alimento para alcançar o peso de abate e passará a
produzir mais metano, um potente gás causador do efeito estufa.
As conclusões têm como base experimentos feitos pela equipe de Carlos
Alberto Martinez y Huaman, professor do Departamento de Biologia da
Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da
USP. Participaram do estudo pesquisadores do Instituto de Botânica de
São Paulo, da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, da
Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Jaboticabal e do Instituto
Federal Goiano, campus Rio Verde.
“Buscamos entender como as pastagens forrageiras responderão
fisiológica e produtivamente às condições futuras do clima, que envolvem
aumento na temperatura média e na concentração de dióxido de carbono
(CO2), além de redução da disponibilidade de água”, disse Martinez à
Agência Fapesp.
As principais espécies vegetais cultivadas são classificadas em C3 e
C4, nomenclatura relacionada à via usada pela planta para fixar carbono
na fotossíntese. Soja e feijão, por exemplo, usam a via C3. Gramíneas
tropicais, como cana-de-açúcar, milho e forrageiras, desenvolveram um
sistema complementar à C3 chamado de via C4.
Na tentativa de determinar com precisão as mudanças fisiológicas que
as forrageiras deverão sofrer no futuro, Martinez evitou realizar
experimentos em estufas – locais considerados limitados para fazer as
simulações necessárias.
Como explicou o pesquisador, as plantas em estufas são cultivadas em
vasos e, desse modo, têm o crescimento das raízes limitado.
Consequentemente, crescem menos do que em campo aberto. Outras variáveis
impossíveis de serem reproduzidas na estufa são a intensidade e a
variação da luminosidade e da temperatura, causadas pela ação do vento
sobre as folhas, além da profundidade do solo, no qual as raízes podem
penetrar à procura de água.
“Para alguns experimentos, o modelo de vasos é válido, mas para
simulações de clima futuro também são necessários experimentos de campo.
Conseguimos aquecer as plantas ao ar livre com aquecedores
infravermelhos. Além disso, enriquecemos o ar com CO2 em ambiente
aberto, graças a uma infraestrutura denominada Trop-T-FACE, instalada em
campo com apoio do Programa Fapesp de Pesquisa sobre Mudanças
Climáticas Globais”, disse Martinez.
Experimentos em campo aberto – Foto: Divulgação via Fapesp
Os experimentos foram realizados em campo aberto, onde as plantas
estão submetidas a condições normais de temperatura, luminosidade, vento
e umidade e o solo é profundo, podendo as raízes se estender em busca
de água.
A espécie empregada foi o capim-mombaça (Panicum maximum),
uma forrageira tropical de origem africana que realiza fotossíntese pela
via C4. Amplamente usado no Brasil como pasto, por sua alta qualidade
nutricional, o capim-mombaça é comum em São Paulo e em outros Estados.
“Colocamos aquecedores infravermelhos em 16 canteiros, aquecendo as
plantas 2º C acima da temperatura ambiente. Os equipamentos são capazes
de detectar a temperatura ambiente a cada 15 segundos, ajustando os
valores de acordo com a necessidade”, disse Eduardo Habermann, bolsista
da Fapesp e primeiro autor dos trabalhos publicados nas revistas Physiologia Plantarum e Plos One.
“O experimento foi realizado em novembro de 2016, período de grande
calor. A temperatura ambiente estava em 38º C e, nos canteiros, chegou a
40º C”, disse Habermann.
Ao longo do experimento, os pesquisadores aferiram as condições de
trocas gasosas das plantas com a atmosfera, as condições da
fotossíntese, a fluorescência da clorofila, a produção de folhagem
(biomassa) e a qualidade nutricional do pasto.
“Vimos que, em condições de seca, as plantas tentam economizar a água
do solo. O controle é feito pelos estômatos, pequenas estruturas
presentes nas folhas, que se abrem para absorver o CO2. Mas, ao fazê-lo,
perdem água. Com pouca água no solo, a raiz se ressente. A planta fecha
os estômatos e transpira menos. O efeito da economia de água é a
redução da fotossíntese, com a consequente piora na qualidade da
planta”, disse Habermann.
Além do apoio da Fapesp, o trabalho também contou com financiamento
do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e
da Agência Nacional de Águas (ANA).
Folhas mais fibrosas
Outras respostas do capim-mombaça ao estresse hídrico, detectadas
pelo estudo, foram o aumento na quantidade de fibras das folhas e a
redução no teor de proteína bruta – fatores que representam perda de
qualidade nutricional.
Os pesquisadores estimam que, nas condições futuras de temperatura, o
aumento na quantidade de fibras resultará em uma digestão mais difícil e
demorada para o gado. A consequência direta será a produção de maior
quantidade de metano pelos animais.
“O gado precisará consumir mais pasto até atingir o peso de abate.
Para manter o mesmo nível de produção, os pecuaristas precisarão
complementar a alimentação do plantel e regar as pastagens, com impacto
significativo nos custos de produção”, disse Martinez.
Outra alternativa, nem sempre possível, é a expansão das áreas de
pastagem, o que pode favorecer o desmatamento ou fazer com que o
produtor abra mão de outros cultivos.
A equipe também realizou experimentos com plantas C3, como a leguminosa estilosantes campo grande (uma mistura das espécies Stylosanthes capitata e Stylosanthes macrocephala),
forrageira rica em proteína e que executa a função de capturar o
nitrogênio da atmosfera e fixá-lo biologicamente no solo, reduzindo os
investimentos em insumos agrícolas, contribuindo para a redução dos
impactos ambientais e possibilitando maior ganho de peso aos animais.
“Os experimentos de mudanças climáticas realizados com a leguminosa
C3 deram o mesmo resultado. A qualidade nutricional é reduzida”, disse
Martinez.
O artigo Increasing atmospheric CO2 and canopy temperature
induces anatomical and physiological changes in leaves of the C4 forage
species Panicum maximum
(https://doi.org/10.1371/journal.pone.0212506), de Eduardo Habermann,
Juca Abramo Barrera San Martin, Daniele Ribeiro Contin, Vitor Potenza
Bossan, Anelize Barboza, Marcia Regina Braga, Milton Groppo e Carlos
Alberto Martinez, está publicado em: https://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0212506.
O artigo Warming and water deficit impact leaf photosynthesis and decrease forage quality and digestibility of a C4 tropical grass
(https://doi.org/10.1111/ppl.12891), de Eduardo Habermann, Eduardo
Augusto Dias de Oliveira, Daniele Ribeiro Contin, Gustavo Delvecchio,
Dilier Olivera Viciedo, Marcela Aparecida de Moraes, Renato de Mello
Prado, Kátia Aparecida de Pinho Costa, Marcia Regina Braga e Carlos
Alberto Martinez, está publicado em: https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/ppl.12891. Peter Moon / Agência Fapesp
Transformar restos de comida em adubo usando só baldes reaproveitados e um punhadinho de minhocas parece maluquice, mas funciona — e muito bem. Esse projeto mostra como dá pra montar uma “minhocasa” praticamente a custo zero, aproveitando lixo orgânico, criando um mini-ecossistema e ainda produzindo húmus e chorume para as plantas. É um jeito simples, sustentável e surpreendentemente eficiente de cuidar do meio ambiente dentro de casa, usando a criatividade Maker para resolver um problema real.