terça-feira, 22 de julho de 2025

Como Podar Rosas e Roseiras!!!

  Poda de Rosa

Técnicas para a poda de roseiras

Antes de saber como podar rosas com sucesso, é preciso conhecer algumas técnicas. Mas antes, vamos falar um pouco dessa linda planta. A preferida de milhões de pessoas.

Então, uma planta que apesar de ter espinhos que requerem cuidados no seu manuseio e cultivo, também é a flor símbolo do amor, do carinho e da fraternidade. Portanto, quanto mais conhecemos as roseiras mais surgem novidades sobre as mesmas e maior é a nossa admiração por elas, não é mesmo?

Muitas pessoas tem pena de podar as roseiras. Mas é muito importante, pois sobretudo é a poda que estimula a fortificação e a fim de que a planta tenha uma grande produção de rosas. Então, para ter rosas como essas da foto, você precisa necessariamente, fazer a poda!

Botões de Rosas brancas após a poda
Botões de Rosas brancas após a poda

Modalidades de roseiras – Saiba como podar rosas

Roseiras são plantas que existem em várias modalidades, que vão das minis roseiras, às roseiras trepadeirasrosas gigantesrosa dobradas e as simples que também são belas.

Além disso, as roseiras podem dar rosas de todas as cores: do branco intenso à rosa negra. Uma curiosidade é que tem algumas espécies de plantas que são chamadas de rosa, mas que não são da família das rosáceas, como por exemplo a rosa-do-deserto.

Dormência – quando se faz a poda de roseiras

As roseiras são plantas caducifólias. Ou seja: uma vez ao ano renovam todas as suas folhas. Não deixa de ser um processo de higiene, pois a planta deposita seus excrementos na folha que quando morre, joga esses excessos que já não são mais úteis para fora do seu organismo. Legal, não é mesmo?

substrato fertilizante 6 em 1
substrato fertilizante 6 em 1

Além disso permitem que sol chegue no centro da planta, o que é importantíssimo para seu desenvolvimento.

Quando entram em dormência, todos os tipos de roseiras diminuem a produção de flores. Isso acontece no fim do outono e no decorrer de todo o inverno.

Então, no hemisfério Sul o inverno é o tempo para poda de rosas. Mas não esqueça de deixar o período de geadas passar, pois elas podem danificar muito os novos brotos. Então, se puder, deixe para fazer a poda de rosas bem no finalzinho do inverno. Viu como não é difícil saber como podar rosas?

Rosa Amarela Jardineiro Amador
Rosa Amarela Jardineiro Amador

Em que lua se faz a poda de roseiras?

As pessoas tem uma grande dúvida quando querem aprender como podar rosas; e geralmente, perguntam se há uma lua própria para a fazer a poda das roseiras? Não há nenhuma evidência científica.

Mas há uma certeza popular que as roseiras devam ser podadas nas luas nova e/ou crescente. E o Jardineiro Amador já fez essa experiência. E por mais incrível que possa parecer, as roseiras podadas nessas luas produzem mais flores.

poda de roseiras feita anualmente, de forma regular auxilia no crescimento das plantas e produção de flores. Essa foto é de uma roseira amarela plantada e cuidada pelo Jardineiro Amador. Veja, então, se temos ou não temos razão?

Passo a passo de como podar rosas

Primeiro de tudo você deve ter uma boa tesoura para usar na poda de rosas. Ela deve estar bem afiada e limpa (esterilize com fogo, água sanitária ou álcool) para não magoar os galhos podados.

A poda pode ser de formação para os tipos de roseiras que são trepadeiras, por exemplo, dando às mesmas a forma e a condução que se deseja, permitindo o arejamento e a entrada de sol na planta, eliminando-se os ramos secos, fracos ou doentes. Para saber como podar rosas, portanto, você deve seguir a risca esses segredinhos.

Já na poda de limpeza são eliminados os ramos improdutivos ou mortos ou que estão muito compridos. Muitas plantas precisam de podas para produzirem mais flores e terem saúde.

Identifique o caule da roseira. Dele saem os ramos. Esses devem ser podados. Contudo, preservando-se o caule. Portanto, não tenha medo. Pode todos os galhos que saem do caule. Mas antes, identifique o gomo ou nó (olho de broto) para fazer o corte correto.

Esses gomos ou nós (olhos de broto) estão sempre onde saem as folhas. É recomendável deixar sempre dois olhos de broto e que se faça o corte a um ou dois centímetros do gomo.

Em que ângulo o corte dos ramos das rosas deve ser feito?

Entretanto, temos uma dica muito importante quando você for aprender como podar rosas é cortar sempre na diagonal, num ângulo de 45º (faça como na foto deste post) para que a água das chuvas e das regas não se acumulem, propiciando o aparecimento de fungos e doenças. Assim também deve se proceder quando se colhem as flores.

Desta forma, lembre-se que para sua roseira ter saúde ela precisa estar sempre limpa, com a retirada de todas as folhas e flores secas. No entanto, nunca jogue os restos de poda e de limpeza perto da planta para não atrair pragas. Porém, jamais se esqueça de usar os galhos podados para fazer novas mudas ou mesmo enxertia.

Contudo, não se esqueça de um detalhe muito importante: após a poda, leve para longe da planta mãe, todos os ramos, folhas e flores retiradas para evitar a atração de pragas, como fungos, ácaro, cochonilhas, formigas, pulgão, etc.

Use os galhos podados para fazer mudas

No momento em que estiver fazendo a poda, você vai ter uma grande oportunidade de fazer uma seleção de excelentes estacas retiradas da sua roseira, para fazer mudas.

E, a época das mudas serem feitas é exatamente nos meses de dormência da planta. Por isso, aproveite…

Logo depois de fazer a poda, faça uma seleção dos galhos podados que sejam os mais viçosos e saudáveis. Pode ser galhos com subdivisões na parte superior. Corte as pontas e deixe com pelo menos 30 centímetros, retirando as folhas.

Seja como for, nunca se esqueça de manter os ângulos dos cortes.

Antes de tudo você deve procurar usar um bom enraizador. No momento em que fizer a seleção das estacas para fazer as mudas, prepare uma vasilha com água com o enraizador. Temos um vídeo bem legal, ensinando a fazer enraizador natural.

Rosa do deserto do jardineiro amador

Deixe os galhos ou estacas que formarão as mudas mergulhados na água com enraizador por pelos menos 2 dias.

Neste ínterim, prepare vasos com terra orgânica para plantar e fazer as mudas. Faça uma pequena cavidade com um perfurador, enterre a estaca na terra por cerca de 10 centímetros e deixe em local bem iluminado sem pegar sol direto. Faça uma rega leve, uma vez por semana.

Se puder, use um esteio para amarrar a estaca, evitando que elas se mova. Como resultado, ela vai formar melhor o processo de enraizamento.

Assim que você notar que os brotos estejam saudáveis e viçosos, já pode fazer o transplante das mudas, com todo o cuidado para o lugar definitivo.

Devo adubar as roseiras quando fizer a poda?

A resposta é sim!

Do mesmo modo que as roseiras precisam de uma poda anual, elas necessitam de adubações e, como já dissemos, limpezas constantes.

De tal forma que a adubação fortifica a planta, entregando os nutrientes que necessita para o seu completo e saudável desenvolvimento.

Assim como as pessoas, as plantas também precisam ter uma alimentação balanceada e correta.

Seja como for, acerta na adubação é ter a certeza de ter floradas constantes, intensas, com plantas saudáveis que trazem alegria e colorido para a casa e jardim.

Então, além de saber como podar rosas, você deve saber também como adubar rosas.

Em primeiro lugar, como referido, a poda das roseiras se faz uma vez ao ano.

Ao passo que a adubação deve ser feita, no mínimo 4 vezes ao ano quando as roseiras estiverem plantadas na terra.

Com toda a certeza, se as roseiras estiverem plantadas em vasos, você você deve fazer adubação mensal

De tal sorte que adubando, terá resultados muito melhores e surpreendentes.

Como fazer a adubação das roseiras em canteiros

De acordo com a natureza dessa planta, ela é muito sensível. Em contrapartida, se você fizer o manejo correto, pode ter roseiras por muitos anos.

Existem plantas com vida muito longa, que podem facilmente ultrapassar 40 anos ou mais.

Dessa forma, tome todo o cuidado quando for fazer as adubações.

Só para exemplificar, escolha um adubo de boa qualidade. De preferência orgânico.

Faça três furos em forma de triangulo ao redor da roseira. Mas tenha cuidado! Mantenha uma distância de pelo menos 20 centímetros do pé da roseira em cada furo.

Os furos devem ter uma profundidade de pelo menos 10 centímetros de tal sorte que possam ser completados com o adubo na quantidade de 500 gramas gramas por pé.

Dessa maneira, complete os furos com o adubo fertilizante. Depois que completar, cubra com uma leve camada de terra.

Outra técnica muito legal é a do coroamento, se bem que exige alguma experiência é muito cuidado.

Cave um círculo de cerca de 5 centímetros de profundidade ao entorno de toda a base da roseira, mantendo uma distância de pelo menos 20 centímetros de raio. Não afunde mais que isso com a finalidade de não lesar as raízes.

Em seguida preencha esse sulco com o adubo ou esterco, conforme comentamos abaixo.

Em seguida, faça uma rega bem leve.

Como fazer adubação de roseiras plantadas em vasos

Em princípio o processo de adubação de roseiras plantadas em vaso é o mesmo que as roseiras plantadas na terra.

Entretanto, em roseiras plantadas em vasos, evite de todas as formas fazer o coroamento.

Não se esqueça, também, que os vasos precisam ser bastante grandes. O ideal é que tenha capacidade de pelo menos 100 litros de terra. Assim também, devem ter boa profundidade com o fim de permitir que as raízes das roseiras se alastrem com conforto.

O que muda é a frequência, que de acordo como já referimos, o ideal é que seja mensal.

Outra dica muito legal, é você mudar a cobertura da terra do vaso, sempre que efetuar a poda da roseira.

Desse modo, você vai repor os nutrientes necessários com a finalidade de manter a fortificação da planta.

Assim sendo, use uma pazinha de jardinagem e remova uma capa de cerca de 5 centímetros da terra que recobre o vaso. Em seguida, reponha essa camada usando uma terra orgânica renovada, de boa qualidade.

Se puder, use a terra orgânica turbinada do Jardineiro Amador que tem todos os componentes naturais para recompor seu vaso.

Bosta em pacote do Jardineiro amador
Bosta em pacote do Jardineiro amador

Antes de mais nada, faça tudo com muito cuidado, sempre evitando lesionar as raízes mais superficiais da roseira.

Da mesma forma, em seguida, faça uma rega bem leve.

Que adubo ou substrato fertilizante usar nas roseiras?

Com toda a certeza, quem planta roseiras quer colher muitas rosas, não é mesmo?

Então existem vários adubos e substratos que podem ser utilizados.

Antes de mais nada, não se pode esquecer que a adubação deve ocorrer desde o plantio e por toda a vida das roseiras.

Finalmente agora que suas roseiras estão plantadas, seja na terra ou em vasos, é hora de escolher o adubo certo.

Nós, do Jardineiro Amador, preferimos produtos naturais e orgânicos.

Então, se você tiver acesso a esterco de currar curtido, pode usar. Mas tome cuidado para que esteja bem curtido. Pode ser estrume de gado, porco, aves ou carneiro. Em princípio evite esterco de cavalo. Sempre procure saber a procedência antes de usar.

A fim de atender nossos amigos e amigas, o Jardineiro Amador desenvolveu um excelente adubo que pode ser usado com toda a segurança e confiança nas suas roseiras plantadas na terra ou em vasos.

É o substrato fertilizante 6 em 1 do Jardineiro Amador que pode ser usado na sua horta, pomar e jardim, para fazer suas plantas crescerem florescerem e frutificarem.

Videos no canal do Youtube do Jardineiro Amador

Temos alguns belos vídeos no nosso canal no YouTube. ensinando a podar roseiras.

E, também, temos muito material ensinando como cultivar todos os tipos de roseirascomo fazer mudas de roseiras por estaquia e como fazer enxerto de roseiras aqui no nosso site e no YouTube.

Ademais, você encontra todos os produtos que precisa para sua casa e jardim em nosso site. Nas nossas redes sociais também temos posts sobre adubação de roseiras com nossos substratos fertilizantes.

Finalmente, deixe suas dúvidas e comentários aqui embaixo deste post. Se inscreva no nosso canal no YouTube e acione o sininho para receber postagens de novos vídeos todas as semanas. E antes demais nada, tenha uma boa sorte!

segunda-feira, 21 de julho de 2025

Pai e filho plantam área com mogno africano e recuperam seus nascentes d...


MOGNO AFRICANO | Pai e filho investem em árvore que pode
chegar a dar R$300 mil por hectare. A propriedade,
em Lontras (SC) começou a ser reflorestada em 2009
com as árvores exóticas. Confira mais detalhes na reportagem!

Fonte: ibflorestas

Entre as árvores plantadas para produção de madeira nobre, o Mogno Africano é a espécie que mais tem se destacado no Brasil. A madeira extraída desta planta é super valorizada no mercado internacional, possibilitando sua exportação em moedas de alto valor.

As condições climáticas e o solo fértil do país, contribuíram com a adaptação da espécie, principalmente em regiões mais quentes, viabilizando o seu plantio em larga escala. 

Estudos de mercado sobre a venda da madeira de Mogno Africano ou madeira mahogany estimam que o negócio florestal pode apresentar uma taxa de retorno (TIR) acima de 18% ao ano. Além disso, cada hectare de Mogno Africano plantado pode render ao investidor o equivalente a R$1,5 milhões até o final do seu ciclo.

Lucro do Mogno Africano

Baseando-se no crescimento biológico da árvore de Mogno Africano em 18 anos, o IBF realizou uma projeção de rendimentos apontando que, enquanto os investimentos no mercado financeiro tradicional como poupança, Fundo DI, LCI/LCA, CDB e Tesouro IPCA+, podem apresentar resultados que variam de 181% a 521%, o Mogno Africano mostra um rendimento líquido de mais de 1210%.

rendimento-liquido-investimentos-mogno-africano

Comparativo percentual de retorno de investimentos financeiros e da floresta de Mogno Africano. (Valores simulados em janeiro/2025)

Nota: O incremento biológico de uma floresta, assim como a valorização da terra ao longo dos anos, também são fatores que contribuem com a rentabilidade e o lucro do Mogno Africano.

Qual tipo de energia gerar no campo? O que é melhor?

domingo, 20 de julho de 2025

Agro Saúde e Cooperação - Produção de Macroalgas


Os maricultores de Santa Catarina apostam no cultivo de macroalgas
para diversificar a atividade e aumentar os rendimentos.
As macroalgas são encontradas tanto na água doce como salgada,
e formam estruturas complexas. No litoral catarinense as macroalgas
estão sendo transformadas em alimentos para a alta gastronomia e
fertilizantes para as lavouras.

sexta-feira, 18 de julho de 2025

Documentário: A inteligência das abelhas e o mistério das colmeias – Ep....


Como explicar a perfeição geométrica das colmeias? Por que o formato hexagonal é tão eficiente? Neste episódio da série Pequenos Gigantes, ORIGENS revela o funcionamento de um dos grupos mais organizados da natureza: as abelhas. 🐝 Você vai descobrir como vivem os insetos sociais, como funcionam as colmeias, como é feita a divisão de tarefas e como a engenharia das abelhas sugere inteligência e propósito. 👉 De onde viemos? Descubra no guia de estudos gratuito “A Origem de Tudo” em http://www.novotempo.com/origem 🔔 Inscreva-se no canal:    / @origensnt   🟧 ORIGENS é uma série documental da TV Novo Tempo que investiga os mistérios da vida, da natureza e do universo. A cada episódio, cientistas de áreas como biologia, física, genética e paleontologia ajudam a investigar os mistérios por trás da existência humana, sempre com uma linguagem acessível e visual impactante. 🟩 A série Pequenos Gigantes revela como os insetos — apesar de minúsculos — são fundamentais para a vida no planeta. Polinizadores, recicladores, arquitetos e estrategistas, eles sustentam a biodiversidade em cada detalhe invisível da natureza. #PequenosGigantes #Abelhas #InsetosSociais #OrigensNT #Documentário #Natureza #Geometria #Ciência #Colmeia #DocumentárioCientífico

quinta-feira, 17 de julho de 2025

Produção de macroalga Kappaphycus alvarezii cresce em SC e movimenta R$ 10,8 milhões



fonte porRedação SC

13 de julho de 2025

 

A terceira safra da macroalga Kappaphycus alvarezii em Santa Catarina, encerrada em maio de 2024, confirmou o crescimento da nova cadeia produtiva no litoral catarinense. Foram comercializadas mais de 700 toneladas de algas in natura, gerando mais de R$ 10,8 milhões com a produção de biofertilizante. A safra envolveu produtores de nove municípios e reforçou o potencial econômico da atividade, que surgiu como alternativa para os maricultores impactados pela queda na produção de moluscos.

Descompasso entre produção e processamento gerou perdas

Apesar do crescimento expressivo, parte da produção não foi comercializada. Dos 1.154,95 toneladas colhidas, 260,40 toneladas não encontraram comprador e 143,46 toneladas se perderam por causa das chuvas. Segundo o pesquisador Alex Alves dos Santos, da Epagri/Cedap, isso ocorreu porque a única empresa que atuava na transformação da alga em biofertilizante não conseguia absorver toda a oferta, processando apenas 6 toneladas por dia, contra a oferta de 10 a 15 toneladas diárias pelos produtores.

  • Capacidade de processamento em 2023/24: 6 t/dia
  • Capacidade de produção dos produtores: 10 a 15 t/dia
  • Produção total da safra: 1.154,95 toneladas
  • Comercialização efetiva: 751,09 toneladas
  • Preço médio da alga in natura: R$ 2,80/kg
  • Biofertilizante vendido: 600.872 litros a R$ 18/litro

Investimento na safra 2024/25 amplia capacidade industrial

Para evitar novas perdas, a capacidade de processamento de biofertilizante será ampliada para 35 toneladas por dia na safra 2024/25, com a atuação de três empresas no lugar de apenas uma. A expectativa é de que a nova estrutura atenda melhor ao crescimento da produção e garanta renda estável aos maricultores.

A macroalga Kappaphycus alvarezii tornou-se uma alternativa viável de renda para os produtores, especialmente diante da retração do setor de moluscos. A produtividade média foi de 28,55 toneladas por hectare, com destaque para os produtores de Florianópolis, Palhoça, Bombinhas e Biguaçu.

Biomassa tem potencial além do biofertilizante

Além da aplicação como biofertilizante, a alga oferece potencial em outras áreas: biotecnologia, pecuária, mercado de créditos de carbono e alimentação animal. Após a extração do biofertilizante, 4% do volume restante — rico em carragenana e probióticos — é aproveitado para adubar o solo e alimentar suínos, aves e bovinos. A única limitação para a comercialização desse subproduto é a secagem eficiente, ainda em fase de testes por uma das empresas atuantes.

Produção ainda enfrenta desafios para consolidação

A cadeia da macroalga, aprovada para cultivo comercial em 2020, ainda enfrenta obstáculos típicos de uma atividade emergente. Segundo Alex, é necessário avançar na organização da produção, ampliar as plantas processadoras, diversificar os usos do produto e fortalecer os canais de comercialização. A pesquisa da Epagri e da UFSC, que durou mais de uma década, continua sendo essencial para o aprimoramento da cadeia produtiva. 

A fruta saco de bode!


 

quarta-feira, 16 de julho de 2025

Epagri, existe potencial catarinense para produzir café especial!

 Fonte: EPAGRI

Cultivado em sistemas agroflorestais, o café catarinense tem apelo ambiental e econômico

Há gerações, cafezais crescem no Leste de Santa Catarina sob a sombra da Mata Atlântica ou de outros cultivos agrícolas. Um saber-fazer de famílias agricultoras que optaram pela convivência harmoniosa da natureza com o cultivo do grão, que vai dar origem a um café especial, com alto apelo econômico e ambiental.

Um estudo comprovou que o café arábica variedade mundo novo, produzido sob a sombra de bananais orgânicos em Araquari, se enquadra como café especial excelente. A pesquisa foi realizada por profissionais da Epagri em parceria com o Instituto Federal Catarinense (IFC) campus Araquari e com o Instituto Federal do Sul de Minas campus de Machado e concluiu ainda que Santa Catarina possui áreas com condições climáticas potencialmente aptas para o cultivo de café arábica especial, considerando a colheita seletiva e adequado processamento pós-colheita para explorar a máxima qualidade sensorial e evitar defeitos físicos nos grãos. Por fim, a pesquisa apontou a necessidade de mais estudos, tanto sobre a adaptabilidade ao grão ao litoral catarinense, como do manejo de cultivo e pós-colheita. Wilian Ricce e Fábio Zambonim, pesquisadores da Epagri/Ciram, delimitaram o mapa com a região potencialmente apta, de acordo com o clima, para o cultivo de C. arábica em Santa Catarina.

Com base nestes resultados iniciais, a Epagri submeteu projeto de pesquisa à Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc) para ampliar o estudo sobre cafés especiais no Estado. Os resultados do edital de submissão ainda não foram divulgados pela Fapesc.

“Queremos mostrar o potencial que tem o café especial arábica para a região litorânea de Santa Catarina. Cultivado em sistemas agroflorestais, ele pode ser usado como estratégias de restauração e uso econômico de áreas de preservação permanente nas propriedades rurais familiares”, descreve Fábio, pesquisador da Epagri. Ele lembra que a expansão da cultura no Estado teria apelo ambiental e também econômico. “Tem muito agricultor familiar indo bem economicamente com essa cultura”, relata.

Pesquisadores da Epagri/Ciram delimitaram mapa com região potencialmente apta

Bandeira

A cafeicultura já foi uma atividade de expressão econômica em Santa Catarina. Prova disso é a bandeira do Estado, criada em 1895, que traz a imagem de um ramo de café com frutos. “As primeiras plantações de café em Santa Catarina foram estabelecidas no final do século XVIII e, apesar de sua pequena escala, quando comparada às grandes lavouras da região Sudeste do Brasil, o produto catarinense sempre se destacou pela sua qualidade”, avalia Fernando Prates Bisso, professordo IFC-Campus Araquari e um dos autores do estudo. Ele conta que, frequentemente, os grãos colhidos no território catarinense eram utilizados para compor e melhorar lotes exportados para mercados mais exigentes, como Uruguai e Holanda.

O cenário mudou na década de 1960, como resultado de uma política pública nacional de erradicação de cafezais para regulação dos estoques mundiais do grão. A partir daí a produção de café no Leste catarinense migrou do status comercial para uma cultura de subsistência. No entanto, levantamento realizado pelo IBGE em 2017 mostrou que pequenos cultivos isolados se mantiveram em 15 municípios de Sul a Norte da costa catarinense, evidenciando a adaptabilidade da cultura às condições de clima e relevo da região.

O sistema de produção e de colheita adotado na região produtora de café no Estado foi o diferencial que garantiu a qualidade do produto catarinense quando era produzido em escala comercial. Os pesquisadores explicam que, cultivado preferencialmente sob a sombra de espécies arbóreas da Floresta Atlântica, o café arábica se adaptou e se desenvolveu muito bem no litoral do Estado. Por outro lado, a colheita dos frutos, realizada predominantemente de forma seletiva e escalonada ao longo da safra, garantia que os frutos fossem coletados no ponto ideal de maturação, atividade trabalhosa e onerosa, porém viável no contexto típico das propriedades rurais familiares.

A produção de café em regiões de planícies costeiras, vales e encostas de morros do litoral de Santa Catarina em sistemas sombreados por espécies arbóreas nativas, bananeiras e palmeiras juçara chamou a atenção do professor Fernando assim que chegou ao Estado. “Inicialmente, fiquei curioso sobre qual seria o significado de um ramo de café na bandeira”, conta o professor. Em seus estudos, iniciados em 2013, ele percebeu que existe uma rica tradição cultural que resiste ao tempo em inúmeras famílias de agricultores que ainda cultivam o café para sua subsistência, preservando os hábitos e o conhecimento tradicional de seus antepassados.

Extensão

Aspectos de mercado de cafés especiais e do sistema produtivo agroflorestal que o caracteriza em Santa Catarina despertaram o interesse da pesquisa agropecuária, da extensão rural, de gestores públicos, de produtores rurais e da iniciativa privada.

Em Major Gercino, município da Grande Florianópolis, o extensionista da Epagri, Remy Narciso Simão, iniciou um trabalho em parceria com o agricultor Amauri Batisti na implantação de 1,8 hectare de cafés arábica das variedades Icatu, Tupi e também de plantas formadas com sementes de cafezeiros tradicionais da região. O extensionista aposta que a cultura do café, que faz parte da tradição dos agricultores do Vale do Rio Tijucas, pode ser uma importante fonte de renda associada à manutenção da cobertura florestal existente no município.

No litoral Norte do Estado, no município de São Francisco do Sul, o extensionista da Epagri Claudio Souza observa que, na comunidade da Vila da Gloria, os cafezais são cultivados sob cobertura de árvores nativas. Segundo Claudio, apesar da produtividade não ser considerada alta, os valores obtidos com a comercialização do café torrado e moído pelos agricultores diretamente aos consumidores tornam a atividade importante fonte de renda complementar às propriedades.

No município do José Boiteux, no Alto Vale, o jovem agricultor Matheus Eliaser Lunelli recebeu orientação da extensionista da Epagri, Deborah Ingrid de Souza, para aderir à produção de café no sistema agroflorestal. Mas quem deu a ideia foi o avô do Matheus. “O pai dele tinha café plantado e produzia muito bem na nossa propriedade”, conta o agricultor, que recentemente implantou 150 pés numa área de 600 metros quadrados.  Ele se diz muito satisfeito com os resultados obtidos até o momento: “dá para ver que todas as plantas estão se adaptando muito bem ao sistema e estão todas bem sadias”.

Deborah conta que a escolha do café para montar o sistema agroflorestal na propriedade de Matheus resgata a cultura e o potencial do Alto Vale para esse cultivo, dada suas características geográficas e de clima. Segundo ela, o grão produzido em sistema agroflorestal se aproxima das condições originais do café, que é uma planta de sub-bosque, ou seja, se desenvolve na companhia e à sombra de outras espécies, o que proporciona ao fruto final uma composição mais interessante, com mais açúcares e outros elementos diferenciados. A extensionista acredita que, apesar de o cultivo na propriedade de Matheus ter apenas quatro meses, vai dar certo, com a primeira colheita a ser realizada em dois anos. “O grande desafio vem depois, o beneficiamento do grão”, afirma. A intenção de Deborah é de que essa cultura agrícola volte a compor o mosaico das propriedades rurais familiares do Alto Vale, não só como resgate de uma tradição, mas também como uma nova alternativa de renda para os agricultores locais. Ela também destaca o aspecto ambiental, já que o sistema é agroecológico, ou seja, não usa agrotóxicos e adubos químicos.

Em Itapema, iniciativas interessantes do cultivo agroflorestal de café têm garantido a renda de produtores rurais familiares. Os agricultores Selmo Manoel Santos e seu genro Renato Alberto de Souza, integrantes do Grupo Ecológico Costa Esmeralda, cultivam cerca de 600 plantas de café em sistema agroflorestal consorciado com banana. A produção possui certificação orgânica pela Rede Ecovida. Inseridas em reserva de Mata Atlântica e sob influência da brisa marítima, as plantas desenvolvem-se em condições específicas de microclima, que influenciam e conferem uma identidade própria na qualidade dos grãos e da bebida. Todo o café produzido é beneficiado pelos próprios produtores, que assim agregam valor à produção comercializada na feira de orgânicos do município. A família vivencia o seu cultivo há muito tempo, sendo uma das pioneiras na região. Renato relata com tristeza a derrubada dos cafezais que ocorreu na região na década de 1960. Entretanto, há cerca de 15 anos a família retomou progressivamente o cultivo comercial do café e agora renova o seu pioneirismo como referência na cafeicultura regional.

Resgate

A Associação dos Bananicultores de Corupá (Asbanco), idealizadora do projeto de Indicação Geográfica (IG) de Denominação de Origem (DO), da Região de Corupá como produtora da Banana Mais Doce do Brasil, agora vislumbra o potencial econômico de cafés especiais, sombreado pelas lavouras de banana, principal atividade econômica do município. “Corupá é uma região rica em história e nossos agricultores mantém a tradição do cultivo de café para consumo da família há mais de 80 anos. Não imaginávamos que nosso café teria os atributos e seria classificado como café especial, o que muito nos orgulha”, comenta Eliane Müller, diretora administrativa da Asbanco.

Em Corupá, os cafezais crescem à sombra das bananeiras 

O agricultor Guido Tandeck, primeiro em Corupá a participar do projeto de resgate da cafeicultura desenvolvido pelo IFC-Araquari, relata que em sua casa nunca se comprou café no mercado, sempre se consumiu a produção própria. “Depois de colher, secamos os grãos no sótão da casa e deixamos descansar por um ano para depois torrar e moer, tradição que aprendi com meus pais e hoje repasso para meu filho. Nunca imaginei que poderia ser especial, para nós era só café”, relata admirado.

O projeto de resgate da cafeicultura catarinense conta com a colaboração de Leandro Carlos Paiva, renomado mestre em torra e barista, professor titular de agroindústria e qualidade do café do IF Sul de Minas – Campus Machado e Diretor do Polo de Inovação Agroindústria do Café. “Santa Catarina é privilegiada por uma latitude que, para quem entende de cafés especiais, não oferece a necessidade de ter suas lavouras em altitude, para que o café apresente qualidade diferenciada. Seu clima único favorece a produção de cafés diferenciados no mundo. O que falta é um estudo sobre esses efeitos, para descobrir como e quanto é especial o café catarinense”.

Os resultados iniciais do estudo com amostras de cafés de Santa Catarina foram bastante promissores, com algumas chegando a obter pontuação média dos descritores superior a 85 pontos, revelando cafés especiais de qualidade excelente, de acordo com a escala de classificação da SCAA-Specialty Coffee Association of America. Amostras recentes de café procedentes de vários municípios, como Araquari, Itapema e Corupá, e que foram beneficiadas pelos próprios agricultores, seguindo seus próprios métodos familiares tradicionais, também revelaram pontuação de cafés especiais de muito boa qualidade, entre 81 e 84,17 pontos. “Dependendo da procedência da amostra e seus atributos sensoriais, os descritores encontraram diferentes características de aroma e sabor entre os cafés catarinenses, entre elas: caramelo, chocolate, doce, ácido cítrico, frutado e verde, o que confirma a diversidade da cultura em SC e que confere com a identidade única de cada café especial”, finaliza satisfeito o professor Fernando.

Informações para a imprensa: Gisele Dias, jornalista, pelo fone (48) 99989-2992

How We Transformed the Desert

Postagem em destaque

JÁ PENSOU EM TER UM MINHOCÁRIO PARA RECICLAR O SEU LIXO?

JÁ PENSOU EM TER UM MINHOCÁRIO PARA RECICLAR O SEU LIXO ORGÂNICO DOMÉSTICO?   ...

Mais visitadas no último mês