sexta-feira, 4 de junho de 2021

RS: Polo Ervateiro Alto Taquari encerra ciclo de seminários - adubos verdes

 


Imagem: Marcel Oliveira
EVENTO


Polo Ervateiro Alto Taquari realizou no dia 27/05 sua edição do Seminário Gaúcho Sobre Produção de Erva-Mate
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Como forma de dar sequência à série de eventos virtuais sobre a cadeia produtiva da erva-mate, o Polo Ervateiro Alto Taquari realizou na noite desta quinta-feira (27/05) sua edição do Seminário Gaúcho Sobre Produção de Erva-Mate. Transmitida pelo canal da Emater/RS-Ascar no Youtube e acompanhada por técnicos, produtores, viveiristas e representantes de entidades do setor ervateiro, a atividade teve o objetivo de estimular o aumento da qualidade e da produtividade da erva-mate nas cinco regiões produtoras do Estado.

O Seminário integra as ações do Programa Gaúcho Para a Qualidade e Valorização da Erva-Mate da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) do Governo do Estado. Representando a secretária Silvana Covatti, o engenheiro florestal do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA) Jackson Freitas destacou a importância do trabalho desenvolvido pela Emater/RS-Ascar com envolvimento em toda a cadeia produtiva, o que permite aos agricultores o acesso as mais diversas politicas públicas da pasta.

Já o presidente da Emater/RS, Geraldo Sandri, lembrou o fato de o Polo Ervateiro Alto Taquari representar cerca de 60% da produção total do Estado, tendo uma importância não apenas agrícola, mas também cultural, história e social. Reconhecendo o valor do cultivo, Sandri lembrou a Abertura da Colheita da Erva-Mate, evento realizado na última segunda-feira (24/05), em Ilópolis, do qual esteve presente. Trata-se de um cultivo que não gera apenas renda, mas também desenvolvimento e qualidade de vida para as famílias produtoras, destacou.

Dividido em três painéis, o Seminário sintetizou, inicialmente, o capítulo Solo do Diagnóstico Nutricional dos Ervais. Nesta etapa, o extensionista da Emater/RS-Ascar Fabiano Zenere apresentou resultado de trabalho realizado nos municípios de Ilópolis, Arvorezinha, Putinga, Anta Gorda e Doutor Ricardo, em que se procurou saber quais se havia indicativos de algum tipo de deficiência nutritiva do solo e quais os caminhos para a correção. Em sua fala, valorizou ainda a análise de solo como ferramenta fundamental para que sejam feitas as recomendações adequadas no que diz respeito à adubação.

Em um segundo momento, o extensionista da Emater/RS-Ascar Cezar Burille ministrou painel sobre Controle de pragas com ênfase na ampola da erva-mate. Além de falar do comportamento da ampola, das condições para o seu desenvolvimento, os prejuízos causados e as maneiras de identificar a sua presença no erval, Burille apontou maneiras de prevenir a adversidade. Nesse sentido, é importante manter vegetação variada no erval, adubar de forma criteriosa, cultivar com árvores companheiras, não podar na primavera e colher um limite de 70% da massa foliar, pontou. É uma questão de manejo, completou.

Na sequência, a terceira e última parte contou com a participação dos extensionistas da Emater/RS-Ascar Cleber Schuster e Julio Marcon, que debateram Adoção de Cobertura de Solo e do Sombreamento em Cultivos de Erva-Mate. Em sua fala, Schuster enfatizou os efeitos físicos, químicos e as funções da cobertura verde, que protege o solo, aumenta a matéria orgânica, diminui a amplitude térmica, fixa o nitrogênio e reduz a população de plantas daninhas, entre outras vantagens. Fora o fato de que também reduz erosão e os custos com adubos químicos, além de melhorar a fertilidade, explicou.

Finalizando, Schuster apresentou exemplos de plantas para cobertura do solo, como crotalária, feijão de porco, amendoim forrageiro, trigo mourisco e painço. O que percebemos é que os agricultores têm investido cada vez mais nas coberturas de inverno, sendo também importante evoluir no verão. Fechando a noite, Marcon falou das funções do sombreamento no erval e quais as formas de planejá-lo para que haja uma boa ciclagem de nutrientes, sem competição. Condição que aumentará a biodiversidade, ocupará o espaço produtivo e ainda reduzirá a incidência de pragas e doenças, complementou.

Mediado pelo extensionista da Emater/RS-Ascar Ilvandro Barreto de Melo, o Seminário fecha um ciclo que contou ainda com atividades nos polos ervateiros Alto Uruguai (16/04), Região dos Vales (30/04), Nordeste Gaúcho (07/05) e Missões Celeiro (14/05). Em todos os produtores puderam tirar dúvidas, havendo ampla participação dos mais variados municípios gaúchos, de fora do Estado e até do exterior. Todos os Seminários estão disponíveis no Youtube. O do Pólo Ervateiro Alto Taquari pode ser encontrado no link: https://www.youtube.com/watch?v=_Dta2L9JWNA.

quinta-feira, 3 de junho de 2021

Uvaia e Araça, conhece estas frutas e seus COMPOSTOS BIOATIVOS??



COMPOSTOS BIOATIVOS EM FRUTAS NATIVAS AMARELAS – ARAÇÁ, GUABIROBA, UVAIA, MARACUJÁ E BUTIÁ
 Elisa dos Santos Pereira1 ; Daniela Coelho dos Santos2 ; Marina Vighi Schiavon3 ; Priscila Cardoso Munhoz4 ; Márcia Vizzotto5 1 Graduanda em Nutrição , Universidade Federal de Pelotas, lisaspereira@gmail.com 2 Graduanda em Nutrição, Universidade Federal de Pelotas, danielacoelho.nutri@gmail.com 3 Graduada em Química de Alimentos, Universidade Federal de Pelotas, marina.vighi@gmail.com 4 Graduanda em Viticultura e Enologia, Universidade Federal de Pelotas, prika.c.m@hotmail.com 5 Eng. Agro, Pesquisadora, Embrapa Clima Temperado, Br 392, Km 78, Pelotas – RS, marcia.vizzotto@embrapa.br


Dentre a grande biodiversidade existente nos biomas brasileiros, encontram-se as fruteiras nativas. Esses frutos apresentam um potencial de mercado interessante, além da exploração para o consumo in natura ou na forma de sucos, geléias, doces, licores e outros produtos. As frutas nativas, em sua grande maioria, são …‘•‹†‡ƒ†ƒ•ƒŽ‹‡‘•‹…‘•‡… anticancerígenos, são capazes de diminuir a concentração de radicais livres no organismo inibindo a oxidação celular. Devido a essa ação, estudos epidemiológicos evidenciam que esses compostos possuem capacidade de combater e prevenir doenças crônicas, incluindo doença cardíaca coronária, câncer de próstata, diabetes, ‘•‡‘’‘‘•‡a população está mais consciente quanto à necessidade de incluir frutas na dieta, principalmente frescas onde suas características sensoriais são preservadas.

 O presente trabalho tem por objetivo caracterizar os compostos antioxidantes presentes em frutas nativas de coloração amarela. As frutas foram coletadas no campo experimental da Embrapa Clima Temperado e imediatamente levadas para o Laboratório de Ciência e Tecnologia de Alimentos onde foram congeladas até o momento das análises. Foram feitas análises de compostos fenólicos totais utilizando o reagente Folin-Ciocalteau, carotenóides e atividade antioxidante total utilizando o radical estável DPPH.

As cinco espécies analisadas foram uvaia, maracujá (casca+polpa) e maracujá (semente), guabiroba, butiá e araçá amarelo. A fruta que mais se destacou pela alta concentração de compostos fenólicos foi a guabiroba (2783,3mg do equivalente em ácido clorogênico/100g de amostra fresca), seguido do butiá (636,0 mg do equivalente em ácido clorogênico/100g de amostra fresca) e do araçá amarelo (410,3 mg do equivalente em ácido clorogênico/100g de amostra fresca). A menor concentração de compostos fenólicos foi observada na uvaia e no maracujá, tanto na polpa+casca como na semente. A semente do maracujá, mesmo estando entre os menores valores, foi a parte da fruta que apresentou valores mais elevados de compostos fenólicos.

 No entanto, os carotenóides não foram encontrados no maracujá analisado ‡••‡ƒ„ƒŽŠ‘de amostra fresca) foi superior a todos os outros frutos, seguido da guabiroba (7,5 mg do equivalente em  foi a fruta que mais se destacou pela sua atividade antioxidante, sendo essa mais de duas vezes superior a do „‹ž‡•‡‘„•‡ƒƒ‰ƒ†‡†‹‡•‹†ƒ†‡ƒ…‘…‡ƒ­ ‘ de compostos bioativos e na atividade antioxidante das diferentes frutas nativas de coloração amarela. A guabiroba é uma fruta de destaque pela elevada concentração de compostos fenólicos e elevada atividade antioxidante.


segunda-feira, 31 de maio de 2021

Embrapa incentiva produção de pinhão e conservação da araucária no Sul d...


No Brasil, algumas comidas são procuradas de acordo com as estações do ano, como é o caso do pinhão, muito consumido no inverno. Essa semente é encontrada entre os meses de março e agosto e se origina da araucária, espécie conhecida como pinheiro-do-paraná ou pinheiro-brasileiro, nativa da região sul do país. Mesmo que a semente da araucária seja tradição em algumas regiões e até em festas típicas brasileiras, como a Festa Junina, a árvore se encontra em risco de extinção, por conta do desmatamento e corte ilegal da espécie. Para mudar essa realidade, a Embrapa Clima Temperado está desenvolvendo um projeto que incentiva a conservação da araucária e a produção do pinhão na região sul do Rio Grande do Sul. Receita cookies de pinhão Ingredientes: 2 xícaras de farinha de arroz; 2 xícaras de farinha de milho crioulo; 5 de pinhão cozido e moído; 2 colheres de sopa de farinha de feijão crioulo; 1 xícara de açúcar mascavo; 5 colheres de sopa de manteiga; 3 colheres de sopa de amido de pinhão; 1 ovo. Em uma tigela, coloque os ingredientes secos e os misture bem. A seguir, adicione os demais ingredientes e misture. Após ter uma massa homogênea, unte uma forma, faça bolinhas e coloque para assar em forno pré-aquecido a 180 graus. Em torno de 45 minutos estará pronto! ____ Portal do Programa Terra Sul: https://bit.ly/ProgramaTerraSul​​​​​​​​ Página no Facebook: https://bit.ly/FBTerraSul​​​​​​​​ Reportagem: Talyssa Machado. Edição: Talyssa Machado. Imagens: Katia Pichelli, Thales Castilhos e Arquivo Terra Sul. Exibida em 21/05/2021.

sexta-feira, 28 de maio de 2021

Pesquisa aponta benefícios de vermicompostagem na fertilização de tomateiros


 

A vermicompostagem – ou húmus de minhoca – pode substituir até 50% de fertilizantes minerais na cultura do tomateiro, promovendo florescimento precoce e aumento de produtividade. Essa é a conclusão de um estudo coordenado pela pesquisadora Gerusa Pauli Kist Steffen, do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (DDPA/Seapdr), com recursos da Fapergs. Os resultados foram publicados num boletim técnico, disponível no site da secretaria.

Para a pesquisa, foram utilizadas duas variedades híbridas de tomate, Tinto e Absoluto, que passaram por cinco tratamentos diferentes em cultivo protegido, com vermicomposto misturado ao fertilizante mineral nas proporções de 0, 10, 20, 40 e 50%. A produtividade dos tomateiros foi determinada através da contagem do número de frutos e do valor de massa fresca média e total de frutos maduros por planta. Os tomateiros que receberam o tratamento de vermicomposto em 40 e 50% da adubação mineral tiveram florescimento e frutificação precoce, com frutos maduros com maiores valores médios de massa fresca e produtividade total por planta.

“Escolhemos trabalhar com o tomateiro pela importância que a cultura representa no estado e no país, e por ser uma das hortaliças mais exigentes em adubação, o que eleva muito os custos de produção. A economia proporcionada pela substituição parcial da adubação mineral pela orgânica pode ser expressiva, especialmente se o agricultor produzir o vermicomposto em sua propriedade”, destaca Gerusa. Segundo cálculos da pesquisadora, com base na recomendação atual do manejo de fertilização para a cultura do tomateiro, a substituição de 50% da fertilização mineral pelo uso de vermicomposto representaria redução média de 750 a mil quilos de fertilizantes minerais por hectare no Estado.


A pesquisadora também aponta para a necessidade de não se apoiar exclusivamente na fertilização mineral, mesclando com fertilizantes orgânicos como o vermicomposto. “Estes fertilizantes orgânicos contêm microrganismos benéficos que auxiliam na disponibilização de nutrientes para as plantas e no controle de pragas. Além disso, há de se considerar que o uso intensivo de fertilizantes minerais pode causar alguns efeitos indesejados e prejudiciais ao desenvolvimento das plantas, tais como a salinização do solo”, alerta.

"A pesquisa agropecuária é de suma importância para o desenvolvimento de novas tecnologias de produção, e o uso de fertilizantes orgânicos  é um alternativa importante, conforme mostra a pesquisa", diz o secretario Covatti Filho.

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Fonte:
 Sec. de Agricultura - RS

Laranjas com casca rachada


 

Gostaria de saber quais as causas que levam a nascerem rachadas as laranjas do pé que tenho em casa. Como evitar? Gleiciane, por email – Nova Russas, CE

RESPOSTA – A ocorrência de rachaduras em laranjas é um problema fisiológico que resulta do efeito provocado, em qualquer fruta cítrica, pelas alterações climáticas. Períodos de seca elevada seguidos de chuva em grande volume, por exemplo, aceleram o desenvolvimento do fruto em velocidade superior ao crescimento da sua própria casca. Assim, ao se expandir mais rapidamente, a parte interna do fruto rompe a casca formando a “risadinha”, como essas rachaduras são conhecidas popularmente. As alternativas para evitar o dano, no entanto, restringem-se apenas a medidas paliativas. Providencie uma adubação equilibrada e capriche na adição de potássio. Faça o raleio das frutas que já apresentam rachadura na superfície da casca e, durante a seca, regue as plantações com frequência.

Consultor: JOSÉ DAGOBERTO DE NEGRI, engenheiro agrônomo e pesquisador do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo

quinta-feira, 27 de maio de 2021

Tratamento de dejetos gera economia a produtor




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Por Diário do Comércio

Em 17 de fevereiro de 2021 às 00:15



Biofertilizante obtido a partir dos dejetos da esterqueira (foto) pode ser usado em qualquer cultura | Crédito: Divulgação / Emater-MG

Em vez de poluir o solo e os cursos d ‘água, os dejetos de bovinos estão garantindo mais renda para pecuaristas de leite. É o caso do pequeno produtor rural Dilson Geraldo da Silva, de Bocaiúva, no Norte de Minas Gerais. Com orientação técnica 

Leia mais: Tratamento de dejetos gera economia a produtor - Diário do Comércio Em: https://diariodocomercio.com.br/agronegocio/tratamento-de-dejetos-gera-economia-a-produtor

segunda-feira, 24 de maio de 2021

Você conhece a NESPERA?? flores apícolas

 Fonte: sitio da mata

sexta-feira, 21 de maio de 2021

ERVA-DE-PASSARINHO - Uma planta aproveitadora!


Há muitas maneiras de se viver. Essa é uma das belezas na natureza, não há uma regra que se imponha sobre os seres-vivos quando a questão é a sobrevivência. É exatamente isso que nos mostra nesse vídeo, o biólogo Vinícius Camargo Penteado, que nos convida a olharmos para a Erva-de-Passarinho, essa fantástica espécie vegetal, que encontrou um nicho ecológico inusitado. Assistam essa produção do canal iBioMovies e descubra mais sobre essa planta e seu modo de vida! Agradecimento especial à dona Nancy e ao sr. Roberto Kaneto pelo maravilhoso jardim! Gostou? De um like no vídeo, inscreva-se no Canal e compartilhe com os amigos. Curta e compartilhe no Facebook: facebook.com/ibiomovies Acesse nosso blog e tenha mais informações: ibiomovies.blogspot.com Equipe iBioMovies Caio Mordente Toledo Cybelle Manzzi Feijó Dilermando Pesci Galves dos Santos Vinícius Camargo Penteado

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