quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Húmus de minhoca pode ser um grande parceiro do pequeno produtor rural

Divulgação/Itaipu Binacional
Foto: Divulgação/Itaipu Binacional

Adubo caseiro contém hormônios vegetais que fortalecem as plantações.



Húmus de minhoca melhora a porosidade dos terrenos
Uma alternativa simples e barata para pequenas propriedades rurais adubarem o solo é investir em um minhocário campeiro. Com a produção de húmus de minhoca é possível obter um produto de qualidade para fertilizar hortas, pomares, flores e plantas em geral sem o uso de adubos químicos e industrializados.

Húmus é todo material orgânico degradado no solo. Já o húmus de minhoca é a excreção do próprio anelídeo, que come material orgânico e acaba fertilizando a terra. Este tipo de adubo melhora a porosidade dos terrenos, reduz o risco de erosão e acelera o processo de humificação dos demais resíduos de matéria orgânica presentes no solo. Por não ser tão solúvel quanto os fertilizantes industrializados, o húmus não é levado junto com a água da chuva e possui praticamente todos os nutrientes necessários às plantas, mantendo a planta em boas condições ao longo do cultivo.

– O húmus de minhoca possui praticamente todos os nutrientes que tem o adubo mineral, desses comprados em agropecuárias Nele contém nitrogênio, fósforo, potássio, magnésio, cálcio e uma série de micronutrientes. Quando o húmus é produzido a partir de esterco, ele contém também uma serie de hormônios vegetais que fortalecem as plantações – explica o pesquisador da Embrapa, Gustavo Schiedeck.

A produção de adubo de minhoca também proporciona a sustentabilidade na propriedade rural, especialmente na agricultura familiar. Segundo o pesquisador, o húmus pode ser uma prática integradora de outras atividades, pois pode ser feito a partir de excrementos de animais, como vacas, porcos e aves, quanto de restos de colheita, capina, misturados ou não, da própria propriedade. Sem a necessidade de alta mão de obra, construir e manter um minhocário pode ser uma boa saída para pequenas fazendas.

A espécie de minhoca mais utilizada para a formação de um minhocário é a “Vermelha da Califórnia”. Essas são indicadas para a prática porque comem rápido e em grande quantidade (por dia, ingerem uma quantia de alimento que equivale ao seu peso) e reproduzem-se com facilidade (quando duas minhocas acasalam, por serem hermafroditas, ambas saem fecundadas).


– A cada três dias a minhoca coloca um casulo, onde vão nascer até três minhocas. Em 90 dias, elas estarão adultas, prontas para começar a se reproduzir. Em três ou quatro meses, o número de minhocas pode quintuplicar – assegura Gustavo.

Schiedeck também dá algumas dicas sobre como deve ser a construção e o manejo do minhocário. A primeira camada a ser colocada deve ser de minhoca e, por cima dessa, uma outra camada de aproximadamente 15 cm de esterco. Quando o esterco, ou qualquer material orgânico escolhido, tiver sido transformado em humos é hora de pôr uma nova leva de matéria prima. O húmus estará pronto quando estiver em forma granulada e quando perder o cheiro forte de esterco e ganhar um aroma de terra após a chuva.



Aprenda a fazer um minhocário de baixo custo



CANAL RURAL

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Tecnologias para agricultura orgânica estão disponíveis em site » Notícia » Portal do Agronegócio

Tecnologias para agricultura orgânica estão disponíveis em site » Notícia » Portal do Agronegócio

As pesquisas desenvolvidas pela Embrapa Hortaliças na área de agricultura orgânica e agroecologia, ao longo de dez anos, estão compiladas e disponibilizadas em um site de maneira que todos os resultados possam ajudar extensionistas e agricultores na produção orgânica.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

O modelo da Agricultura Natural em solos arenosos.

 por Adriana Otutumi
 Vista geral da área com os canteiros em produção – Marracuene, Moçambique
A Agricultura Natural em solo arenoso é viável. Uma vez que existem muitos solos desta natureza em todo continente africano, a agricultura neste tipo de solo tornou-se um grande desafio, pelo fato de muitas pessoas não acreditarem no potencial deste solo, classificado como Areia Quartzosa, passando a defini-lo como terra improdutiva.
Cientificamente este tipo de solo apresenta baixa capacidade produtiva, pouca retenção de água e uma pobreza natural em nutrientes para as plantas. Por serem muito arenosos, com baixa capacidade de agregação de partículas, condicionada pelos baixos teores de argila e de matéria orgânica, esses solos são muito suscetíveis à erosão e lixiviação dos nutrientes. Ao mesmo tempo, estes solos apresentam a vantagem de apresentar uma alta permeabilidade o qual facilita o trabalho de manejo do solo.
Aproveitamos este potencial do solo e aprofundamos na sua aptidão agrícola, buscando estudar quais as culturas melhor se adaptavam a ele. Assim, iniciamos a implantação de um modelo de Agricultura Natural em Moçambique, buscando aproveitar o máximo do potencial existente neste solo, através de um manejo onde a biodiversidade de culturas, a proteção do solo e o manejo da matéria orgânica fossem levados em consideração para o sucesso da produção agrícola.
O manejo do solo é feito através da incorporação de muita matéria orgânica, composta por restos de folhas, restos de culturas e podas de árvores durante o preparo do solo e na adubação de manutenção das culturas. Outra prática importante, é manter o solo sempre com uma cobertura morta, de forma a permitir a manutenção da umidade do solo, favorecer a economia de água e garantir sua proteção contra os raios solares intensos.
Introdução de adubação verde em alguns canteiros para permitir um equilíbrio do ambiente
Dentre as hortícolas, fazer um consórcio das mesmas, ou seja, plantar mais de uma cultura em um mesmo canteiro, de forma que as mesmas possam se beneficiar mutuamente é uma boa opção. Veja a experiência abaixo:
Consórcio de alface x rúcula e consórico de diversas variedades de alface no solo arenoso
Vale ressaltar, que existem culturas que não se desenvolvem bem quando são plantadas juntas, então é necessário fazer um estudo prévio das culturas que podem ser consorciadas.
Constatamos também o potencial para a produção de alface, amendoim, batata-doce, beterraba, caju, cebola, cenoura, coco, couve, mandioca, milho, entre outras. Verificadas a melhor época de produção de cada cultura, devemos favorecer a biodiversidade de culturas na produção, introduzindo espécies frutíferas, florestais e hortícolas.
FONTE:
http://www.africarte.org/Cases_Ler.aspx?id=2

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Dia de campo na tv - Compostagem: manejo e utilização na agricultura org...

O programa mostra como fazer a compostagem, técnica que permite otimizar o uso dos recursos existentes na propriedade e favorecer o aporte de matéria orgânica e sua manutenção no solo, fundamental para a viabilização de unidades familiares que desejam trabalhar com agricultura orgânica.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Uma cobaia agroecológica no Brasil - Fazendinha Agroecológica Km 47


por Fabiana Frayssinet, da IPS
Chamada79 Uma cobaia agroecológica no Brasil
Tudo o que se produz na Fazendinha Km 47 é “ecologicamente correto e muito rico”. Foto: Fabiana Frayssinet/IPS

Seropédica, Brasil, 21/6/2012 (IPS/TerraViva) – Uma fazenda agroecológica integrada funciona como centro de experimentação para cientistas e técnicos brasileiros, empenhados há 20 anos em demonstrar que é possível obter frutos da terra de forma barata, eficiente e sem prejudicar o meio ambiente nem a saúde humana.
Batizada de Sistema Integrado de Pesquisa em Produção Agroecológica (Sipa) e mais conhecida como Fazendinha Agroecológica Km 47, o estabelecimento ocupa 60 hectares no município de Seropédica, a 47 quilômetros da cidade do Rio de Janeiro. Pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e da Universidade Fluminense Rural do Rio de Janeiro, entre outras instituições governamentais, realizam desde 1993 estudos de campo em agroecologia nesse local.
A produção integra a atividade agropecuária sem utilizar químicos sintéticos, como agrotóxicos para os vegetais nem remédios químicos para os animais. A base do sistema é a “diversificação de cultivos” e se destina fundamentalmente à agricultura familiar, que no Brasil emprega 75% da mão de obra do campo.

A grande Joaninha
“A agricultura de base ecológica busca de alguma forma reproduzir as condições do meio ambiente natural, e, em um ambiente natural, o que proporciona o equilíbrio dinâmico é a biodiversidade de espécies”, explicou ao TerraViva o engenheiro agrônomo Ernani Jardim, da Embrapa.



“Quando essa diversidade diminui abre-se a possibilidade do desequilíbrio, do surgimento de uma praga, de uma enfermidade ou de uma condição ambiental que provoca o desequilíbrio”, acrescentou.
A biodiversidade e o manejo da água e do solo de maneira sustentável transformaram a paisagem de pastagens do passado em um pomar 50 espécies de plantas cultivadas, como frutíferas, hortaliças, cereais e forragem, além de adubos naturais. A fazenda, que surge como um paraíso em uma área degradada como é a Baixada Fluminense, alterna espaços preservados da Mata Atlântica, uma área de agrofloresta e uma horta botânica.

O adubo é obtido a partir do esterco das vacas que, por sua vez, produzem leite orgânico. Mas também é produzido com vegetais. Em um hectare conseguiu-se uma renda bruta por ano equivalente a US$ 30 mil, explicou Alessandra Carvalho, também da Embrapa. Para evitar pragas é dada ênfase à prevenção. São utilizadas espécies resistentes, escolhidas as melhores épocas de produção, controla-se a água de irrigação para evitar fungos e os cultivos são diversificados.

Físális ou tomate capote
Também são utilizados os chamados inimigos naturais, como o é um canteiro de coentro, por exemplo, que é uma armadilha para atrair insetos nocivos.

Em casos extremos, as pragas são combatidas com extratos botânicos ou substâncias permitidas na agricultura orgânica. A cobertura de resíduos vegetais tem por finalidade afastar ervas invasoras e evitar a erosão do solo.
A área leiteira também é orgânica. Em lugar de remédios químicos é usada a homeopatia, e os currais são mantidos com ventilação e Sol. O objetivo é o “bem-estar do animal”, porque não sendo maltratados ficam menos doentes, disse a veterinária Mônica Florio, da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro (Pesagro). Segundo a médica, em apenas um ano foi melhorada a saúde das vacas e controladas as infecções parasitárias e os problemas reprodutivos. A produção foi “excelente”, ficando entre 13 e 14 litros por animal, e sem custo de ração, porque o alimento é o pasto ou a forragem da agrofazenda.
sitio 5 irmãos - Montenegro RS
Em outro setor da fazenda, o pesquisador Daniel Carvalho, da Universidade Fluminense Rural do Rio de Janeiro, desenvolve sistemas de energia solar e irrigação com tecnologias simples que empregam desde canos de bambu até peças velhas de lava-roupas. Uma mesa com sanduíches, bolos e sucos preparados com hortaliças, leite e frutas orgânicas é o melhor resumo da agrofazenda. “É apenas ecologicamente correta ou também rica?”, perguntou o TerraViva à jornalista argentina Laura Chertkoff. “Ecologicamente correto e muito rica”, assegurou.
Envolverde/IPS

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Floreiras feitas com pneus reciclados [fotos]

Bom dia !  Vamos aproveitar aqueles pneus velhos, jogados nas ruas de nossas cidades (porto alegre) e fazer lindas floreiras?
Nossas casas, sítios e parques ficarão mais belos!
alexandre
Milhares de pneus são descartados todos os dias. Dar uma nova utilidade a eles é fundamental. Utilizá-los como floreiras ou canteiros para hortas pode ser uma boa prática para praças e jardins.

Floreiras feitas com pneus reciclados
Foto: Greenmonster


Floreiras feitas com pneus reciclados
Foto: Paul Sayer


Floreiras feitas com pneus reciclados
Foto: sagesnow


Floreiras feitas com pneus reciclados
Foto: Firefalcon


Floreiras feitas com pneus reciclados
Foto: davesandford


Floreiras feitas com pneus reciclados
Foto: mafleen


Floreiras feitas com pneus reciclados
Foto: Ewan McIntosh


Floreiras feitas com pneus reciclados
Foto: zeevveez


Floreiras feitas com pneus reciclados
Foto: cassiusroads


Floreiras feitas com pneus reciclados
Foto: whiteafrican
 
Fonte: http://www.ideiasgreen.com.br/2012/03/floreiras-feitas-com-pneus-reciclados.html

domingo, 30 de setembro de 2012

Canteiro Bio-séptico - Tratamento natural de esgoto

Conheça o canteiro bio-séptico, tecnologia finalista no prêmio Tecnologia Social 2009 promovido pela Fundação Banco do Brasil. Saiba mais sobre tecnologias desenvolvidas pelo Ecocentro IPEC acessando www.ecocentro.org

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Rússia decide barrar as importações de milho da Monsanto

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Rússia decide barrar as importações de milho da Monsanto

VALOR ECONÔMICO, 26/09/2012 (Via IHU-Unisinos)
Uma semana após a publicação de um controverso estudo sobre os riscos de uma variedade de milho transgênico à saúde humana, a Rússia anunciou ontem a suspensão das importações e do uso do grão desenvolvido pela Monsanto.
Foi a primeira resposta prática de um país às descobertas apresentadas pela equipe do cientista francês Gilles Eric Séralini, da Universidade de Caen. O trabalho, publicado na conceituada revista científica Food and Chemical Toxicology, demonstrou que ratos alimentados com a variedade de milho NK 603, da Monsanto, e expostos ao herbicida glifosato apresentaram maior incidência de câncer e outras doenças graves, além de maior taxa de mortalidade.

leia mais em: http://pratoslimpos.org.br/?p=4716

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Harina de Roca ou farinha de rocha

Muy interesante, es un estimulo para los campesimos que estamos buscando alternativas sanas de produccion, gracias por su aporte a la agricultura

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