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sexta-feira, 8 de maio de 2026
Ora-pro-nóbis - Emagrece, Rejuvenesce, Melhora Imunidade #orapronobis
quinta-feira, 7 de maio de 2026
Noz Pecã , a capsula da saúde
Os Benefícios da Nozes Pecan!
quarta-feira, 6 de maio de 2026
5 plantas que a Nasa recomenda para purificar o ar da sua casa!!
Extraído do site da BBC Brasil
terça-feira, 5 de maio de 2026
Ganhei uma mudas de jerivá
segunda-feira, 4 de maio de 2026
Em 7 dicas, saiba o que plantar na horta - blog belagro
Entre as preocupações de quem pensa em cultivar hortaliças ― para consumo próprio ou para fins comerciais ― podemos destacar duas: em quais espécies investir e quais são os cuidados para manter a saúde e a vistosidade da lavoura. Estas são questões que podem impactar diretamente nos resultados. Por esta razão, apresentamos este texto com dicas sobre o que plantar na horta e como fazer da maneira correta.
A primeira dica para ter sucesso nessa empreitada é olhar com atenção o seu arredor. É evidente que, com as técnicas adequadas, é possível plantar qualquer coisa em qualquer lugar. Entretanto, os melhores resultados são aqueles obtidos ao cultivar culturas compatíveis com a biologia existente e, por isso, podem extrair daquela terra e clima as condições mais favoráveis para crescer.
Contudo, é claro que apenas isso não basta na hora de colocar a semente na terra. Para decidir o que plantar na horta, também é preciso observar quais variedades têm o trato mais adequado à sua rotina, ao espaço existente e ao objetivo que você almeja. Vamos lá, então?
O que plantar na horta
A decisão sobre o que plantar na horta depende do espaço que você tem. Raízes, como batata ou cenoura, rendem melhor em espaços maiores. Já os temperos, como a pimenta, o manjericão e o orégano, não demandam um grande pedaço de terra.
Em contrapartida, se a intenção for comercializar, os ganhos podem ser mais interessantes ao vender cenoura do que manjericão. Logo, tudo depende do seu objetivo!
Para saber reconhecer quais culturas são mais interessantes para o fim que você pretende dar para a horta (consumo próprio, plantio comunitário, venda em pequena ou grande escala), vamos listar alguns cultivos que são mais interessantes e algumas dicas básicas de cuidados para cada um. Confira!
1 – Alface
Quando pensamos em hortaliças, sem dúvida a alface é uma das mais lembradas. Normalmente plantadas em um substrato a partir de mudas ― pois o plantio direto com as sementes costuma ser menos produtivo ―, elas demandam irrigação frequente (mas sem encharcar o solo), alto teor de matéria orgânica no solo e iluminação constante. A colheita pode ocorrer de 55 a 130 dias após a semeadura, dependendo do tipo que for plantado e da época do ano.
2 – Couve
Fácil de plantar, esta hortaliça rende melhor em espaços maiores, pois as folhas variam de 60 centímetros a 1 metro. Como a alface, é imprescindível ficar sob alta luminosidade, com sol direto, e solo constantemente úmido (não encharcado). O clima frio é ideal para o crescimento, pois o calor interfere negativamente no desenvolvimento, aparência e sabor.
Para o plantio, a semente deve ser posta diretamente na terra com aproximadamente 1 centímetro de profundidade. Brotos laterais retirados de plantas adultas também podem servir como método de cultivo. O corte da ponta do caule principal facilita o manuseio e a colheita e favorece o desenvolvimento de brotos laterais. Após 70 dias e em até 112 após o plantio, a colheita pode ser feita.
3 – Brócolis
Cultura que não exige muito espaço, o brócolis pode ser plantado em sementes ou mudas diretamente na terra. O ideal é iniciar o plantio em uma época de temperatura mais amena, apesar de ela se desenvolver razoavelmente o ano inteiro.
O único cuidado fundamental é com a nutrição do solo, já que o brócolis é extremamente exigente em nutrientes e requer muita matéria orgânica e adubagens frequentes. A colheita pode ocorrer de 60 a 110 dias após o plantio, dependendo da espécie.
4 – Repolho
Pode ser plantado por meio das sementes no local definitivo ou transplantado com aproximadamente 10 centímetros de altura depois de iniciar o desenvolvimento em algum substrato à parte. A produtividade desta hortaliça é bastante impactada pelo espaço disponível: quanto maior ele for, maiores serão as cabeças. O plantio pode ocorrer o ano inteiro.
Como as outras culturas que apresentamos até aqui, a luz direta é fundamental e a irrigação constante é outro requisito. De dois a quatro meses após o plantio, as cabeças já devem estar bem formadas e firmes: este é o ponto ideal para colheita.
5 – Abóbora e abobrinha
Esses dois cultivares têm recomendações bem parecidas para o plantio. Ambos exigem solo rico em matéria orgânica e se desenvolvem melhor em épocas quentes. Portanto, iniciar o cultivo no início da primavera é a melhor decisão! As sementes podem ser colocadas diretamente na horta ou em substratos à parte. Neste caso, o transplante deve ocorrer quando os ramos tiverem três folhas.
O solo úmido com irrigações frequentes é um cuidado essencial. No caso da abóbora, a colheita acontece aproximadamente quatro meses após o plantio. Já a abobrinha está pronta para ser colhida de 45 até 80 dias depois de plantada. Aqui, uma dica é observar os frutos: eles já devem estar bem desenvolvidos, mas ainda não maduros.
6 – Batata
Nós já apresentamos um artigo detalhado sobre como plantar batata aqui no blog. Confira o texto completo aqui! Mas repetimos porque ela não poderia ficar de fora da lista de quem está querendo saber o que plantar na horta. Então, lá vai um resumo de como cultivá-la: usando uma batata em broto, plante diretamente no local que ela vai se desenvolver em um período ameno do ano e em um solo bem ventilado e não muito úmido, nem mesmo compacto demais.
Quando as plantas estiverem amareladas ― o que ocorre entre 14 e 16 semanas após o plantio ―, a batata já está boa para colheita. Uma dica interessante é parar a rega duas semanas antes de colher. Embora a dependência da água seja uma característica dos tubérculos, em excesso a umidade pode apodrecê-los.
7 – Tomate cereja
O tomate cereja aparece como uma opção a quem quer saber o que plantar na horta por que ele tem um trato mais fácil do que outros tipos de tomate. As sementes desta variedade podem ser plantadas diretamente na terra ou em sementeiras e transportadas ao atingirem aproximadamente 10 centímetros de altura. A melhor época para o cultivo é o início da primavera.
Uma dica importante é escorar o caule com varas de bambu ou madeira para que ele não envergue com o nascimento dos frutos. A luz do sol direta por algumas horas do dia é essencial para que a produtividade seja boa. O solo precisa ser mantido sempre úmido. Enfim, após 90 ou 100 dias do plantio, ele pode ser colhido, mesmo se não estiver totalmente maduro.
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Além de saber o que plantar na horta e como fazer isso da forma correta, é essencial contar com o apoio de soluções que garantam os nutrientes necessários à lavoura e outras que protejam o seu cultivo de pragas e tantos outros inimigos indesejáveis. A Bel Agro tem produtos eficazes para todas essas necessidades. Conheça nosso portfólio e garanta a sua produtividade!

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ConfiraEsperamos que este artigo seja útil e auxilie de maneira efetiva na decisão sobre o que plantar na horta. Em caso de dúvidas ou se você tiver alguma informação para contribuir, fique à vontade para deixar o seu comentário no espaço abaixo. Aproveite para compartilhar este artigo com seus colegas e, se quiser, entre em contato conosco! Estamos sempre à sua disposição.
domingo, 3 de maio de 2026
Amendoim Forrageiro, PALATABILIDADE, CRESCIMENTO E VALOR NUTRICIONAL FRENTE AO PASTOREIO DE EQÜINOS ADULTOS
Apesar de terem sido identificadas diversas doenças que atacam o amendoim forrageiro, até o momento estas não têm limitado sua produção. De acordo com Lima (2007), o Arachis pode ser usado tanto na consorciação com gramíneas, como para recuperação de pastagens puras em processos de degradação. Sua densa rede de entolhos tem impacto positivo no controle da erosão (CALEGARI et al., 1995). Por ser ainda uma leguminosa perene, age como fixadora de nitrogênio, que promove boa cobertura de solo e controla plantas invasoras. Assim, foi objetivo da pesquisa proporcionar outra alternativa forrageira para melhorar a qualidade nutritiva da alimentação fornecida aos eqüinos criados na Região Metropolitana de Curitiba.quarta-feira, 29 de abril de 2026
Mulching ou cobertura morta. O QUE É COBERTURA MORTA ?
Ontem aproveitei esta folhas para fazer uma cobertura morta no canteiro do jardim.
O QUE É COBERTURA MORTA ?
Cobertura orgânica – ou, em inglês 'mulch' – é qualquer tipo de resíduo vegetal que se acumula sobre a terra. Bactérias, fungos e outros microorganismos usarão esse material como alimento, em um processo que conhecemos como decomposição – a maneira natural de retornar à terra o material orgânico utilizado pela geração anterior.
A cobertura morta orgânica - 'mulch' - não apenas conserva umidade, mas também alimenta as plantas, as minhocas, micróbios e outras espécies de vida no solo. A matéria orgânica decomposta por estas várias formas de vida facilita a aglutinação das partículas do solo em uma estrutura mais grumosa, que retém melhor a água e os gases necessários para a vida das plantas.
As pessoas podem adaptar técnicas de “mulching” às suas práticas culturais habituais, em hortas e no paisagismo, com o uso do material orgânico disponível. O grande interesse na prática dessa cobertura do solo deriva de vários fatores: economia de trabalho, vantagens para as plantas, reutilização adequada para o que era considerado “lixo”.
A prática de manter sempre coberta a terra de hortas e jardins não realiza milagres instantâneos, mas certamente auxilia as plantas a crescerem e se desenvolverem melhor, e torna todo o trabalho de jardinagem mais fácil. Esses benefícios ocorrem em qualquer clima, frio ou quente, seco ou úmido.
O Mulch pode ser incorporado a cada ano, mas dois fatores devem receber nossa atenção: o estado de decomposição da cobertura anterior e a salinidade do material utilizado, que pode nos causar problemas se usado sem moderação.
Precisamos prestar atenção à eventual necessidade de adicionarmos nitrogênio (N) ao mulch, pois o material fresco utiliza o nitrogênio disponível para se decompor, que poderá ser retirado das plantas próximas. Adubos de lenta disponibilidade são a melhor solução, de acordo com a recomendação do fabricante.
Exemplos de mulch orgânico:
- Restos de poda – barato, lembrar de picar antes de aplicar.
- Cascas de pinho – dão um aspecto bonito ao jardim.
- Restos de grama – somente devem ser aplicados depois de secos ou de passarem por processo de compostagem.
- Musgos – têm a tendência de impermeabilizar o solo.
- Agulhas de pinheiro – são bonitas e duram muito tempo. Fornecem nutrientes que, ao se decomporem, acidificam a terra, sendo boas para plantas que gostam de terras ácidas, como azaléias, gardênias, hortênsias.
- Serragem – se a serragem fresca for incorporada ao solo, um suplemento de N é imprescindível.
terça-feira, 28 de abril de 2026
Feijão guandu é alternativa para recuperar pastagens degradadas

O Brasil, com 8,5 milhões de km2, equivalentes a 850 milhões de hectares (ha), tem a quinta maios extensão territorial do mundo, atrás de Rússia, Canadá, China e Estados Unidos, nessa ordem. Desse total, 282,5 milhões de ha são ocupados por atividades agropecuárias, divididas entre pecuária (160 milhões de ha), agricultura (72 milhões de ha) e florestas cultivadas (50 milhões de ha). Esse cenário apresenta um dado que merece atenção e preocupa: a degradação de pastagens, que atinge cerca de 30 milhões de ha, comprometendo a sustentabilidade dos sistemas pastoris, com graves prejuízos econômicos, ambientais e sociais. Portanto, a recuperação dessas áreas é estratégica para o País.
O manejo adequado das plantas forrageiras e a melhoria da fertilidade do solo são práticas fundamentais para a recuperação de pastagens degradadas. Pesquisadores da Embrapa têm trabalhado no desenvolvimento de soluções para essa questão, e fazem um alerta: na tentativa de resolver rapidamente o problema, muitos produtores brasileiros vêm fazendo trocas sucessivas de espécies forrageiras por outras menos exigentes em manejo tanto de plantas quanto de fertilidade do solo, o que é apenas um saída paliativa, contribuindo ainda mais para degradar as pastagens.
Por isso, recomendam a adoção de soluções tecnológicas que promovam efetivamente a recuperação de pastagens e, concomitantemente, possam gerar alguma economia ou facilidade de execução. Nesse sentido, uma das opções é a utilização do plantio do feijão guandu (Cajanus cajan) em consórcio com as gramíneas.
Características
A Embrapa Pecuária Sudeste, instalada em São Carlos (SP), desenvolveu uma nova cultivar desse feijão, denominada ‘Guandu BRS Mandarim’, que tem sido utilizada com bons resultados na recuperação de áreas degradadas e na alimentação animal.
Essa leguminosa apresenta alta produtividade de forragem, cerca de 10% superior às demais cultivares, sendo resultado do processo de seleção entre muitas linhagens. Tem apresentado bons resultados na recuperação de áreas degradadas quando consorciada com braquiária, apresentando alto potencial para adubação verde, melhorando a fertilidade do solo e a qualidade do pasto.
Sua implantação e seu manejo são fáceis. Como é uma planta rústica, adapta-se bem a solos de baixa fertilidade, exigindo correções mínimas. Dispensa a adubação nitrogenada para recuperar o pasto, uma vez que o resíduo proveniente da sua roçada funciona como adubo verde, disponibilizando nitrogênio no sistema. De acordo com pesquisas da Embrapa Pecuária Sudeste, o material roçado agrega mais de 200 kg/ha de nitrogênio (N) na pastagem. Trata-se de um benefício adicional, principalmente para o período seco, quando a pastagem não está em boas condições, para servir de alimento para os bovinos.
Diferenciais
Em comparação com as espécies concorrentes disponíveis no mercado, essa cultivar apresenta os seguintes diferenciais:
- Fornecida no cocho ou em pastejo, reduz a quantidade necessária de alimento concentrado;
- A produção de matéria seca (MS) é vantajosa em relação aos demais guandus, com avanço no período de inverno;
- A sobressemeadura com pastagens (especialmente em áreas degradadas) permite o fornecimento de nitrogênio, aumentando a produção do capim;
- É um biodescompactador natural do solo, pois, por meio de seu sistema radicular, promove a ruptura de possíveis camadas compactadas;
- Aumenta a massa de forragem destinada à silagem quando em consórcio com milho ou sorgo;
- Requer menos tempo para introdução do animal na área após a instalação da pastagem consorciada;
- É uma boa alternativa de forrageira para áreas com histórico de escassez de chuvas, para uso na alimentação animal;
- É uma boa fonte de forragem (vagens e folhas) para o período seco;
- Para completar, é resistente aos fungos Macrophomina e da ferrugem da soja.
(Fonte: Embrapa Pecuária Sudeste)
Uso do guandu para recuperar pastagens degradadas
A degradação das pastagens é um dos principais problemas da pecuária brasileira e compromete o desempenho animal e a rentabilidade dos sistemas de produção. Aproximadamente, 80% das pastagens encontram-se com algum grau de degradação, prejudicando a produtividade do setor. Essa porcentagem elevada está relacionada ao manejo inadequado e à falta de reposição de nutrientes do solo. Uma alternativa para reverter esse quadro e garantir a produtividade e a viabilidade econômica da pecuária é a utilização do Guandu BRS Mandarim, que tem contribuído para recuperação de pastagens. O guandu BRS mandarim é uma opção viável, principalmente para pequenos produtores, porque é uma tecnologia de baixo custo de implantação, fácil manejo e promove a melhoria do sistema solo-planta pela adição de nitrogênio, aporte de matéria orgânica e reciclagem de nutriente.
segunda-feira, 27 de abril de 2026
Turismo regenerativo: uma forma de recuperar ambientes degradados pela atividade!!
Especialistas discutem a abordagem e o papel que o Brasil pode desempenhar no sentido de contribuir para ampliar o conceito de turismo regenerativo
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https://jornal.usp.br/?p=998769
Publicado: 24/04/2026 às
11:51
Turismo regenerativo é uma abordagem do setor que se preocupa com a regeneração de ambientes naturais, sociais e ecológicos. Essa linha de pensamento não é um tipo de turismo, como defende o professor Thiago Allis, do curso de Turismo e Lazer da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP e líder do grupo de pesquisa em Mobilidade e Turismo. Segundo ele , o turismo regenerativo é uma forma de entender e desenvolver a atividade.
O turismo
regenerativo
A concepção do turismo regenerativo no meio acadêmico é considerada
recente, mas, na prática, essa abordagem já acontecia. A doutora Loretta
Bellato, pesquisadora adjunta da Federation University (Austrália), que visitou a EACH no dia 15 de abril durante a Aula Magna do Programa
de Pós-Graduação em Turismo (PPGTUR-USP), explica que práticas turísticas
relacionadas aos povos indígenas, no Brasil, se organizaram em torno da
regeneração e reciprocidade, além de ter o cuidado com a terra e o bem-estar da
comunidade.
“O turismo regenerativo não é necessariamente uma nova abordagem, mas o
que ele faz: é tirar ideias de algumas dessas linhagens muito antigas que têm
olhado como cuidar da terra e das comunidades por muitas gerações. [O turismo
regenerativo] é uma forma de unir alguns desses pensamentos para que possamos
pensar sobre o turismo de uma forma diferente”, explica Loretta, que
desenvolveu sua tese de doutorado Contribuições do turismo para o desenvolvimento regenerativo de sistemas
urbanos-sociais-ecológicos na Swinburne University of
Technology (Austrália).
“Brasil pode vir a
ser um grande líder”
A professora
Jaqueline Gil, do Centro de Excelência em Turismo da Universidade de Brasília
(UnB) e também convidada para a Aula Magna do PPGTUR-USP, destaca o possível
papel que o Brasil pode exercer na atividade. “Para o Brasil aprofundar esse
debate, azeitar esse conhecimento e olhar para o turismo regenerativo como uma
grande nova oportunidade, é também uma vantagem competitiva, inclusive, de
mercado e de marketing. “É um tema em que o Brasil pode vir a ser um grande
líder nesse processo, porque mais de 80% da nossa população já é urbana.”
A
regeneração de espaços urbanos ganha importância com 87% da população morando
em ambientes urbanos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE). A regeneração do urbano fica “cada vez mais central, também, nesse
movimento de urbanização das nossas cidades. E, do ponto de vista da natureza,
a gente tem muitos espaços que podem se tornar grandes oportunidades nesse
processo de regeneração”.
Diferenças entre
sustentabilidade e regeneração
O turismo
sustentável e o regenerativo possuem propósitos diferentes para a especialista
australiana. No caso do ramo sustentável, “o propósito do turismo é apoiar o
desenvolvimento econômico e gerar lucros. Há alguns benefícios em relação ao
ambiente ecológico e social, mas é principalmente dirigido por agendas
econômicas. O propósito do turismo regenerativo é apoiar a saúde e o bem-estar
das comunidades e do lugar”, diz Loretta Bellato.
O
pesquisador Thiago Allis complementa: “Falar em sustentabilidade já não é mais
suficiente ou já se desgastou a ideia” para o mercado, que fica “inventando
novos nomes”. Para o pesquisador, o turismo regenerativo é um jeito de encarar
os desafios do desenvolvimento turístico e rejeitar a ideia de tratá-lo como
mais um segmento da atividade.
Entre 1985 e 2024, foram perdidos 52 milhões de hectares (-13%) de área de vegetação nativa na Amazônia, segundo dados da MapBiomas – Foto: Amazônica Real/Wikimedia Commons
Já Jaqueline Gil, também doutoranda no Centro de Desenvolvimento
Sustentável e pesquisadora no Laboratório de Estudos em Turismo e
Sustentabilidade, ambos da UnB, adiciona que o conceito de sustentabilidade
surge no turismo a partir da publicação do Relatório Brundtland (ou relatório Nosso Futuro Comum), em 1987. O relatório define o
desenvolvimento sustentável como “aquele que atende às necessidades do presente
sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem às suas
próprias necessidades”, segundo o próprio texto.
Jaqueline
esclarece que o relatório deixou excelentes iniciativas e também “um
legado positivo na literatura científica”. Por outro lado, o relatório
não mudou a forma que o turismo é planejado, diz a pesquisadora brasileira.
Depois de aproximadamente 39 anos, “quando vamos fazer uma análise de
indicadores, de forma geral, sobre onde estamos no turismo, entendemos que
poderíamos estar pior se não tivesse o avanço da sustentabilidade, mas não
estamos bem como deveríamos estar”.
O turismo
sustentável não é o suficiente para combater as mudanças climáticas no setor,
segundo essa visão. “Quando colocamos a lente das mudanças climáticas nesta
análise, fica muito claro de que todo o planejamento do nosso turismo, até
agora, nos trouxe para um ponto de grandes emissões de efeito estufa. Não
existe, na literatura científica, hoje, e também não na prática, evidências que
nos indiquem que o turismo reduz ou tenha reduzido as suas emissões de gases de
efeito estufa.”
A regeneração no
turismo antes da Academia
A
regeneração de ambientes não é só ambiental, mas também urbana. Jaqueline
reforça que as práticas de regeneração de ambientes no turismo já existiam
antes da nomenclatura acadêmica. Um exemplo de turismo regenerativo são os
empreendimentos como o Cristalino Lodge, na Amazônia. “O dinheiro oriundo das
reservas de hospedagem e da alimentação dos visitantes financia a conservação
de uma área da Amazônia. Se a gente tivesse, de uma forma mais ampla, políticas
públicas e investimentos direcionados para a gente fazer do turismo um meio de
financiarmos a recuperação desses espaços, seja no urbano, seja no rural, a
gente, provavelmente, estaria poluindo menos, emitindo menos gás de efeito
estufa e capturando mais esses gases.”
Para além do
turismo, a regeneração já era usada em outros setores. Loretta Bellato ressalta
que, “em termos de pensamento regenerativo, a agricultura é um setor que tem
exercido um grande papel em aplicar esse pensamento”. Jaqueline acrescenta que,
“no caso da agricultura, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
(Embrapa), aqui no Brasil, é um exemplo de pesquisa e atividade prática com
essa temática há muitos anos, que é o fato de que muitas terras foram
degradadas pelo caso de não terem sido usadas corretamente”. Com a retirada da
cobertura florestal, o solo perde seus nutrientes. Para revitalizar o solo e
torná-lo produtivo de novo, é necessário “recuperar o ciclo dela entre solo,
água e nutrientes”, por exemplo, através de espécies que facilitam os processos
de renutrição.
Jaqueline Gil prossegue ao falar da participação da arquitetura no ramo regenerativo, como é o caso do Hotel Rosewood, que transformou antigos edifícios históricos em um complexo de luxo sustentável urbano. Segundo a professora, o turismo “bebeu da fonte de setores que chegaram antes nessa prática, e quando eu trouxe esse caso do Hotel Rosewood, em São Paulo, eu estou diretamente falando da arquitetura regenerativa. Ao invés de derrubar aquele espaço que tem muita história e tem muita qualidade construtiva, a gente revitaliza ele e eu mantenho essa revitalização viva e dinâmica a partir do dinheiro do turismo. Se fosse só a arquitetura, provavelmente são aqueles prédios que passam por renovação, depois se tornam residências, ou se tornam escritórios comerciais. No nosso caso, é quando exatamente o dinheiro fica entrando a partir da atividade turística”.
Mão na massa ou não?
O turismo
regenerativo age de duas formas para a recuperação: através do engajamento
direto do turista que participa da atividade de regeneração ativamente ou
através dos recursos financeiros arrecadados na atividade. “A gente tem uma
parte dos turistas que quer colocar a mão na massa e, quando eles participam, a
gente acelera o replantio e a regeneração desses espaços, sejam eles verdes (terrestres)
ou azuis no mar.” O outro grupo que pretende descansar e não se envolver
ativamente pode “promover este financiamento da recuperação desses espaços, a
partir do que ela deixa envolvida naquela economia”, como detalha a
pesquisadora da UnB.
A plantação de corais faz parte do Biofábrica de Corais, projeto vinculado ao Departamento de Bioquímica da Universidade Federal de Pernambuco. O projeto desenvolveu uma espécie de berço para cultivar fragmentos de espécies de corais ameaçadas – Foto: Jobosco/Wikimedia Commons
Um exemplo
do replantio feito através da participação dos turistas é a plantação de corais
em Pernambuco. “Os turistas vão lá, de fato, e plantam os corais, orientados
pela equipe e dentro de um desenho que é seguro para os turistas. Sem
equipamentos com potencialidade de danos, se cortar, nada disso. A gente faz um
desenho para que a experiência seja segura e interativa, positivamente para
esse turista.”
*Sob
supervisão de Paulo Capuzzo e Cinderela Caldeira
Política de uso
A
reprodução de matérias e fotografias é livre mediante a citação do Jornal da
USP e do autor. No caso dos arquivos de áudio, deverão constar dos créditos a
Rádio USP e, em sendo explicitados, os autores. Para uso de arquivos de vídeo,
esses créditos deverão mencionar a TV USP e, caso estejam explicitados, os
autores. Fotos devem ser creditadas como USP Imagens e o nome do fotógrafo.
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