Neste programa você vai conhecer projetos diferentes de reaproveitamento de lixo. Além da reciclagem de osso de boi, têm pessoas que trocam o lixo por hortifrútis! E ainda em nosso estúdio você vai aprender com um engenheiro ambiental a separar o lixo da sua casa!
Blog dedicado a AGROECOLOGIA, ARBORIZAÇÃO URBANA, ORGÂNICOS . Compostagem doméstica.+ Venda de minhocas vermelhas da califórnia Avaliação de Risco DE ÁRVORES. Laudos Técnicos, Licenciamento Ambiental, ART, Alexandre Panerai Eng. Agrônomo UFRGS - RS - Brasil - agropanerai@gmail.com WHAST 51 3407-4813
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terça-feira, 11 de julho de 2023
quinta-feira, 22 de abril de 2021
HORTA EM APARTAMENTO como fazer?
Básico de horta em apartamento
- Escolha/defina o local onde será feita a sua horta. Prefira locais que tenha acesso a ventilação e luz natural.
- Escolha o formato da horta que você irá fazer. Acima você viu várias formas de montar a sua.
- Busque ou adquira as ferramentas adequadas para construção e montagem da sua horta. O uso de ferramentas inadequadas pode causar todo um transtorno tanto na montagem quanto para manter a horta posteriormente.
- Adquira os materiais orgânicos e mudas para o plantio da sua horta. Busque informações sobre a necessidade de água, iluminação, ventilação e outros cuidados de acordo com a sua planta escolhida.
- Faça disso um hobbie, envolva toda a sua família, é legal, importante e muito saudável.
Espero
que tenham gostado desse texto, gostamos de saber sua opinião, deixe os
seus comentários, suas colocações, suas dicas, conte-nos como você fez
em sua casa, escreva-nos suas dúvidas.
quinta-feira, 5 de julho de 2018
Implantação e manejo de minhocário de baixo custo!
A utilização de minhocário é ideal para pequenos produtores interessados em reciclar a matéria orgânica disponível na propriedade e utilizá-la como adubação.
O húmus de minhoca ou vermicomposto, nada mais é que a excreção das minhocas. Além de rico em nutrientes, ajuda a melhorar as características físicas do solo, como aeração e retenção de água.
A espécie mais recomendada para minhocário é a Vermelha da Califórnia (Eusenia fetida), pois além da rusticidade é eficaz na transformação de resíduos, tem alta taxa de reprodução e é propícia para vida em cativeiro.
sexta-feira, 11 de maio de 2018
Veja como tratar o lixo orgânico em casa. A composteira doméstica é uma boa alternativa!
A destinação do lixo orgânico é um problema nas grandes cidades. Para não poluir o meio ambiente, algumas pessoas estão tratando os resíduos em casa. A composteira doméstica é uma boa alternativa. Veja como combater prejuízos à natureza e diminuir a proliferação de lixões, como o da Estrutural, em Brasília, um dos maiores da América Latina.
segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018
Mais um brasileiro se destacando em inovações sustentáveis, dessa vez é um engenheiro.
Engenheiro adapta sistema natural para tratar esgoto no Paraná
Por Redação RPA
Mais um brasileiro se destacando em inovações sustentáveis, dessa vez é um engenheiro.
É o caso da criação do engenheiro ambiental brasileiro Jonas Rodrigo dos Santos, que adaptou um sistema natural para tratamento de esgotos em áreas rurais, devolvendo aos mananciais uma água residual limpa.Usada em outros países, essa técnica é capaz de acabar com as contaminações de riachos, córregos e alagados. Basta usar filtragem e raízes de plantas.
Essa técnica foi testada em Capanema, no Paraná, e já deu certo, tanto que até foi premiado pela Agência Nacional de Águas.
Os esgotos domésticos e dejetos animais de uma criação de 12 porcos, que antes eram despejados numa fossa, agora são direcionados para uma pequena central de tratamento natural.
Esta central tem cinco fases de limpeza:
- Fossa séptica
- Tanque de zona de raízes
- Filtro de pedras grossas
- Filtro de pedra britada
- Filtro de pedrisco e
- Carvão ativado
As plantas usadas foram taiobas e bananeiras, que aproveitam tanto os líquidos como a matéria orgânica ainda em suspensão.
A água residual deste processo tem um alto nível de qualidade, com apenas 170 miligramas por litro de material sólido.
No início do processo a medição aponta 8.381 mg/l.
Os bons resultados também se referem às quantidades de fósforo, amônia e coliformes termotolerantes.
O resultado foi tão bom que o projeto foi premiado pela Agência Nacional de Águas.
Para conhecer mais do projeto, você pode ler aqui a monografia de Jonas.
Leia também:
Minas Gerais vai receber o primeiro mercado 100% orgânico e a granel
Jovens do Ceará usam caixas de leites para reduzir temperaturas nas casas e economizar energia
Conheça barraquinha de produtos orgânicos sem vendedor em Delfim Moreira (MG)
Fonte: Só Boa Notícia
sexta-feira, 26 de janeiro de 2018
10 dicas de como fazer Húmus de minhocas
Que tal dispor de um rebanho de 30 milhões (ou mais) de animais que
trabalham dia e noite, sem feriados, dias santificados, domingos ou
férias, fabricando um insumo básico que ajuda na produção de alimentos,
ou na instalação de jardins, hortas e plantas ornamentais? É assim que
agem as minhocas na produção de húmus que nada mais é do que a
transformação do esterco bovino em um produto mais elaborado e livre da
maioria das pragas do solo e de sementes de capins.
Para a obtenção do húmus se faz necessário uma boa matéria-prima,
podendo ainda ser usado um composto que inclui esterco bovino, cascas e
restos de frutas e verduras triturados. Além de promover a decomposição
do esterco, transformando-o em húmus, as minhocas multiplicam-se por
três no prazo de 90 dias. Isso permite ampliar o processo de produção e
ainda retirar excedentes para pescaria.
O húmus pode ser comercializado para floriculturas, empresas de
jardinagem, horticultores, viveiros e revendas, e diretamente para
pessoas que fazem os próprios cultivos.
O húmus de minhoca nada mais é
que seu excremento. A minhoca é a maior produtora biológica de húmus,
transformando toda matéria orgânica no mais rico adubo existente.
Pesquisas mostram que a aplicação do húmus de minhoca no milho gera um
aumento de 18% de rentabilidade econômica para a cultura, e na cultura
de batata se obteve um aumento de 17% no primeiro ano. Estudos
comprovaram ainda que o trabalho das minhocas no solo e a utilização do
húmus aumentam a produção de grãos em 35 a 50% e de folhagem em até 40%,
em comparação a outras culturas sem a aplicação do húmus.
Além disso, antecipa e aumenta a florada e a frutificação, equilibra o
pH, agrega as partículas do solo proporcionando maior liga, tornando o
solo mais resistente à ação dos ventos e das chuvas, desagrega solos
argilosos e agrega os arenosos, retém a água diminuindo substancialmente
os efeitos da seca e, entre outros fatores, promove elevação do nível
de cálcio, fazendo a correção do solo.
1 – Em uma caixa grande, forre com plástico e faça furos no fundo para
não acumular água;
2 – Coloque uma camada de terra (2 centímetros) no fundo da caixa;
3 – Adicione restos vegetais picados (cascas de legumes, restos de
verduras ou grama verde recém-cortada, por exemplo), formando uma camada
de mais 2 centímetros;
4 – Coloque uma camada de 2 centímetros de esterco seco de boi, de
galinha ou coelho (Use sempre luvas de plástico para lidar com o
esterco);
5 – Cubra com uma camada de terra de mais 2 centímetros;
6 – Repita os passos 3, 4 e 5 até encher a caixa;
7 – Regue com um pouco de água, de modo que fique tudo bem úmido, mas
não deixe encharcar;
8 – Coloque duas ou mais minhocas (você pode encontrá-las na terra em
locais mais úmidos e frescos do jardim);
9 – Cubra tudo com um pouco de palha seca (restos de grama), para manter
a umidade e ficar bem fresquinho;
10 – Mantenha a caixa na sombra, protegida da chuva e coloque mais água,
sempre que necessário. O húmus estará pronto quando as diferentes
camadas que foram colocadas na caixa não puderem mais ser identificadas.
MINHOCAS OU COMPOSTEIRAS? TEMOS agropanerai@gmail.com
quarta-feira, 16 de agosto de 2017
Dicas para quem deseja se livrar das larvinhas em composteiras
Fonte: http://www.ecycle.com.br
As mosquinhas da composteira estão te incomodando? Saiba como eliminá-las de modos naturais
Se você utiliza uma composteira em sua casa, é possível que algumas mosquinhas estejam te incomodando devido a desregulações do sistema. A Drosophila melanogaster, também conhecida como mosca-do-vinagre, mosca-da-banana ou mosca-de-frutas, alimenta-se das leveduras em frutos já caídos (veja mai aqui). Estas leveduras geralmente são encontradas em materiais em inicio de decomposição. Sendo assim, as mosquinhas de frutas podem aparecer na sua composteira durante o processo de transformação do material orgânico.
Como resolver este problema? Aqui vão algumas dicas para você deter facilmente essas mosquinhas inconvenientes:
1. Detectar se a umidade está elevada na sua composteira
A umidade deve ser um processo regulado para evitar problemas na sua composteira. Um teste simples para saber se a umidade está alta é apertar a mistura para verificar se há gotejamento de líquido. Se isso ocorrer, coloque mais material seco (folhas secas ou serragem) e revolva a mistura - o conteúdo deixará de ficar tão úmido.
2. Perceber se há mau cheiro na sua composteira
Quando isto ocorre, é sinal de que há um desequilíbrio no sistema. O mau cheiro e a fermentação são grandes aliados para a atração das moscas. O odor é causado quando o lixo orgânico úmido (em grandes quantidades) excede a capacidade de absorção do sistema, gerando gás metano. Em outras palavras, ele se dá quando ocorre a fermentação (entenda melhor).
3. Usar repelentes naturais e armadilhas
Também pode haver proliferação das moscas através da eclosão dos ovos já depositados nos frutos que estão sendo compostados. Nesse caso, percebendo presença das moscas-de-frutas, a dica é utilizar algum repelente natural contra insetos, como chá concentrado de capim limão e óleo de citronela. O chá deve ser borrifado na mistura e o óleo pode ser adicionado nas paredes das caixas pelo lado de fora.
Outra informação importante é que temperaturas acima de 30 °C e baixa umidade, durante algumas horas, provocam mortalidade elevada de ovos (veja mais).
A armadilha natural para mosquinhas de fruta também funciona como uma alternativa ao uso de inseticidas. Ela é feita a base de atrativo alimentar para "chamar" as moscas e auxilia no processo de controle das mesmas. Utiliza-se também, para capturar as mosquinhas, armadilha feita com vinagre de maçã e algumas gotas de sabão dentro de uma tigela (veja mais).
4. Por último, é bom lembrar
• Regular a umidade na composteira evita atração de moscas.
• Não é indicado compostar frutos com furos, ou sinais de “bichado”, pois estes podem conter ovos e larvas das moscas.
• Não é indicado compostar frutos com furos, ou sinais de “bichado”, pois estes podem conter ovos e larvas das moscas.
Fonte: http://www.ecycle.com.br/component/content/article/67/2253-composteira-dicas-como-evitar-combater-mosquinas-moscas-drosofilas-regulacao-umidade-dicas-detecte-mau-cheiro-repelentes-naturais-armadilhas-altas-temperaturas-capim-limao-oleo-de-citronela.html
quarta-feira, 5 de julho de 2017
Coleta Seletiva de Lixo, comemora 27 anos em Porto Alegre!
A visita à Unidade de Triagem e Compostagem (UTC) do
Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU), por estudantes
universitários, na tarde desta terça-feira, 4, na Lomba do Pinheiro, foi
mais uma atividade da Semana de Aniversário de 27 anos da Coleta
Seletiva, promovida pela Secretaria de Serviços Urbanos (Surb). A ação é
parte integrante do Curso de Formação Ambiental em Segregação de
Polímeros Plásticos, realizado pelo Sindicato das Indústrias de Material
Plástico no Estado do Rio Grande do Sul (Sinplast) e pelo Centro
Universitário Ritter dos Reis (Uniritter). (fotos)
Os alunos tiveram a oportunidade de conhecer a maioria dos
processos realizados no local, desde a área de compostagem, onde é feito
o reaproveitamento de resíduos orgânicos arbóreos, até a Unidade de
Triagem de Resíduos Hospitalares (UTH), que faz a separação dos resíduos
hospitalares não contaminados e com possibilidade de reciclagem.
Durante a passagem pela Unidade de Triagem de Resíduos Domiciliares,
foram orientados sobre como são feitos os processos de segregação dos
materiais.
A comemoração do aniversário da Coleta Seletiva começou na
segunda-feira, 3, e se estende até sexta-feira, 7, com diversas
atividades com o objetivo de sensibilizar sobre a importância do serviço
disponibilizado pelo DMLU, e como o descarte correto dos resíduos
recicláveis traz benefícios ao ambiente, à saúde e gera emprego e renda
para cerca de 700 pessoas. Nesta quarta-feira, 5, serão realizadas
implantações de estações integradas de compostagem nas escolas
municipais de Educação Infantil Protásio Alves e de Ensino Fundamental
Moradas da Hípica.
A Semana da Coleta Seletiva conta com o apoio da Secretaria
Municipal de Relações Institucionais e Articulação Política (SMRI), da
Secretaria Municipal do Meio Ambiente e da Sustentabilidade (Smams) e da
Secretaria Municipal do Desenvolvimento Econômico (SMDE), por meio do
Departamento de Turismo.
Programação
5 de julho - quarta-feira:
9h: Implantação de Estação Integrada de Compostagem na Escola
Municipal de Educação Infantil Protásio Alves. Local: Rua Aracy Froes,
210 - Jardim Itu Sabará
14h: Implantação de Estação Integrada de Compostagem na Escola
Municipal de Ensino Fundamental Moradas da Hípica. Local: Rua Geraldo
Tollens Linck, 01 - Hípica
6 de julho - quinta-feira:
12h às 16h: Estação ReciclaPOA
14h: Encontro do GT de Educação Ambiental. Local: Largo Glênio Peres - Centro Histórico
14h: Intervenção Urbana e Humana Reciclando Atitudes na Comunidade Humaitá. Local: Rua Graciano Camozzato, 185
7 de julho - sexta-feira:
Aniversário de 27 anos da Coleta Seletiva
10h às 16h: Estação ReciclaPOA.
14h30: Roda de conversa com triadores das Unidades de Triagem
15h: Cerimônia com Premiação às escolas municipais vencedoras da
Gincana das Tampinhas. Local: Largo Glênio Peres - Centro Histórico
Histórico - Desde 7 de julho de 1990, quando
iniciou como projeto-piloto no bairro Bom Fim, o sistema de coleta
seletiva foi sendo aperfeiçoado pelo DMLU e tornou-se referência na
América Latina. O serviço foi ampliado em setembro de 2015, passando a
atender três vezes por semana os bairros beneficiados pela coleta
automatizada. No restante da cidade, o caminhão realiza a coleta duas
vezes por semana. Os roteiros foram reprogramados para não coincidirem
com os horários da coleta domiciliar e são feitos nos turnos do dia ou
da noite, atendendo 100% da cidade. A consulta, atualmente, é por
endereço completo, não por bairro. Para verificar os dias e horários,
acesse aqui.
Vantagens - Além dos benefícios sociais, a entrega
dos resíduos recicláveis à Coleta Seletiva traz vantagens ambientais e
econômicas. Diariamente, o DMLU recolhe cerca de 1.200 toneladas de
resíduos domiciliares. Desse total, de 70 a 100 toneladas são de
resíduos recicláveis que são recolhidos pela Coleta Seletiva. As 1.100
toneladas restantes são de resíduos orgânicos, rejeitos e recicláveis
misturados na coleta domiciliar.
Estima-se que em torno de 260 toneladas de recicláveis são descartadas, indevidamente, junto com os orgânicos e rejeitos, e, com isso, acabam sendo enviadas para o aterro sanitário de Minas do Leão (RS). O custo total para enviar esses resíduos para o aterro é de, aproximadamente, R$ 770 mil por mês, valor que poderia ser investido em outras melhorias para a cidade, se a maioria da população separasse os recicláveis e os encaminhassem à Coleta Seletiva do DMLU.
Estima-se que em torno de 260 toneladas de recicláveis são descartadas, indevidamente, junto com os orgânicos e rejeitos, e, com isso, acabam sendo enviadas para o aterro sanitário de Minas do Leão (RS). O custo total para enviar esses resíduos para o aterro é de, aproximadamente, R$ 770 mil por mês, valor que poderia ser investido em outras melhorias para a cidade, se a maioria da população separasse os recicláveis e os encaminhassem à Coleta Seletiva do DMLU.
Fonte: site da prefeitura de porto alegre
sábado, 3 de junho de 2017
10 dicas úteis de Jack Johnson que vão te ajudar a preservar o meio ambiente!
Fonte: blog somos verdes
Está claro que como cantor e compositor, Jack Johnson dispensa apresentações. Além de seus dotes artísticos o músico é um ambientalista de primeira linha e atua como Embaixador da Boa Vontade do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).
Para promover a conscientização sobre as consequências do descarte inapropriado do plástico no meio ambiente, Johnson divulgou uma lista de 10 dicas úteis, que podem ser facilmente adotadas para reduzir o uso desse material em nosso dia a dia.
1- Empacote você mesmo
Fico feliz em morar no Havaí, onde as sacolas plásticas foram proibidas recentemente. Apesar de muitas cidades terem criado leis sobre isso, a maioria segue utilizando-as indiscriminadamente. Você não precisa esperar por uma proibição para fazer a mudança. Comece a levar sacolas reutilizáveis a cada passeio no shopping ou no supermercado.
2- Reabasteça sua garrafinha
Garrafas plásticas de água não são apenas desperdício, também são prejudiciais à saúde quando reutilizadas. Use jarras, garrafinhas reutilizáveis de vidro e reabasteça no filtro sempre que possível.
3- Ressuscite o vidro
Substitua potes, sacos e filme plástico para conservar alimentos por recipientes de vidro reutilizáveis. Além de durar mais, você pode esquentar a comida com segurança no forno e no micro-ondas, sem riscos à saúde.
4- Marmita livre de desperdício
Como nos velhos tempos… Arrume uma lancheira, encha com comida de verdade, feita em casa, em vez de comprar alimentos industrializados e embalados em plástico.
5- Fique ligado no supermercado
Ao fazer compras, prefira aqueles produtos com a menor quantidade de plástico possível. Se um item que você quer vem em uma embalagem de vidro ou de plástico, escolha o vidro. Em vez de comprar carnes ou legumes embalados em grandes quantidades de plástico, compre esses produtos em açougues ou feiras locais, onde existe a opção de serem embalados em papel, e não se esqueça de levar a sua sacola reutilizável.
6- Reinvente a tele-entrega e a comida para levar
Ao pedir uma comida em um restaurante ou um café em um bar, leve a sua própria embalagem ou caneca de vidro ou inox. No caso da tele-entrega, avise quando não precisar de talheres de plástico, guardanapos ou excesso de embalagem. Não seja tímido, apenas explique gentilmente ao atendente que você prefere sua comida embalada de forma sustentável.
7- Canudos são para os fracos
Você realmente precisa de um canudo? Baristas e garçons irão frequentemente dá-lo a você apenas por hábito. Quando fizer o pedido, lembre-se de dizer: “Sem canudo, por favor”.
8- Promova ecofestas
Copinhos, pratinhos e talheres descartáveis estão fora de cogitação. Se a louça for um problema, opte por petiscos que possam ser comidos com as mãos. Sugira aos seus amigos que tragam suas próprias canecas.
9- Limpe a barra do seu sabonete
Considere utilizar mais sabonetes em barra que vêm com menos embalagem plástica. Se você realmente preferir o líquido, compre o refil e reutilize as embalagens que já tem. Pesquise sobre os ingredientes da sua pasta de dentes e do seu esfoliante corporal e pare de usar qualquer coisa que contenha microesferas. Esses microplásticos são altamente poluentes e com elevado índice de absorção de pesticidas e metais pesados e vão parar em rios e oceanos onde as espécies marinhas se alimentam dessas partículas.
10- Seja um cidadão ativo e promova a responsabilidade corporativa
Junte-se a grupos que ajudam a defender as leis de responsabilidade das indústrias e dos produtores. Exija das empresas que assumam a responsabilidade sobre os produtos e embalagens que elas estão colocando no mundo.
(Via ONUBr)
Imagem via musicforgood
Imagem via rowandrue
No Dia mundial do Meio Ambiente, Jack Johnson liderou jovens na limpeza das praias locais de Bahamas. Assista ao vídeo:
Imagem de capa via ecorazzi
segunda-feira, 6 de março de 2017
Você faz ideia qual é o tamanho do desperdício de alimentos no Brasil e no mundo?
Segundo relatório da FAO de 2013, 805 milhões de pessoas, ou seja, 1 em cada 9 sofre de fome no mundo.

Você sabia que:
Cada brasileiro gera em torno de um quilo de lixo por dia. Cerca de 58% desse total é representado por lixo orgânico, formado de restos de alimentos (Akatu)
Para produção de 1 kg de banana são utilizados 500 litros de água (Water food print 2011).
A sua casca corresponde de 30 a 40% do peso, ou seja, a cada quilo de banana consumido, se jogarmos fora a casca estaremos desperdiçando até 200 litros de água!
1 banana pesa aproximadamente 120g, ou seja, 60 litros de água para ser produzida, se jogarmos a casca fora, são desperdiçados 24 litros numa única casca banana não consumida! O que daria para tomar 3 minutos de banho, dar 2 descargas ou lavar o rosto 2 vezes! (Sabesp 2014)

70% da água disponível no mundo é para agricultura (FAO 2013).
Segundo relatório da FAO de 2013, 1,3 bilhão de toneladas de alimentos são jogadas fora por ano no mundo, o equivalente ao desperdício de 750 bilhões de dólares. Traduzido em recursos naturais, consome cerca de 250 quilômetros cúbicos de água e ocupa cerca de 1,4 bilhão de hectares de terra.
A FAO estima que os alimentos desperdiçados correspondem à emissão de 3,3 bilhões de toneladas de dióxido de carbono por ano. Se fosse um país, seria o terceiro maior emissor do mundo. (FAO 2013)
sexta-feira, 9 de dezembro de 2016
Como transformar lixo orgânico em adubo
Minhocas californianas e minhocários tipo caixa, fale conosco:
agropanerai@gmail.com
segunda-feira, 30 de novembro de 2015
Atitude ambientalmente correta! A hora é agora!

TRANSFORME
SEU LIXO EM ADUBO.
O minhocário tem 3 caixas plásticas e
acompanha um punhado de minhocas californianas, especiais para compostagem, com
um pouco de humus.
Se quiseres posso oferecer um CD com
dicas úteis e filme explicativo do funcionamento.
O minhocário custa R$ 200,00 (
incluindo as minhocas , CD E ASSISTÊNCIA TÉCNICA).
A taxa de entrega é R$ 20,00, então o
total fica R$ 220,00.ok
Posso entregar no final da semana ou
retirar no bairro tristeza ( SEM TAXA).
Em Porto Alegre/RS.
att
Alexandre Panerai
sexta-feira, 27 de novembro de 2015
Cada vez mais os resíduos são e deverão ser vistos não como lixo, mas como recurso.
Cada vez mais os resíduos são e deverão ser vistos não como lixo, mas como recurso.
Assim, a recuperação e reciclagem dos materiais é fundamental para a valorização dos resíduos.
Regras a seguir:
- Escorra e enxague as embalagens usadas para evitar maus-cheiros;
- Sempre que possível, amasse as embalagens usadas para reduzir o espaço que ocupam e facilitar o transporte;
- Retire as rolhas e tampas pois são, normalmente, de material diferente da embalagem.
Reduzir a quantidade de lixo que cada um de nós produz.
Reutilizar, escolhendo produtos e embalagens que possam ser utilizadas várias vezes.
Reciclar alguns componentes do lixo, de preferência se o separarmos na origem.
Depositar:
Garrafas, garrafões e frascos de:
- água
- sumos e refrigerantes
- vinagre
- detergentes e produtos de higiene
- óleos alimentares
Sacos de plástico
Esferovite
Pacotes de leite e bebidas (ECAL)*
Iogurtes
*embalagens de cartão para alimentos líquidos
Não depositar:
Embalagens de produtos tóxicos ou perigosos, por ex.: combustíveis e óleo de motor.
Embalagens de produtos tóxicos ou perigosos, por ex.: combustíveis e óleo de motor.
Metal
Depositar: Não Depositar:
- latas de conserva Pilhas e baterias
- tabuleiros de alumínio Objectos que não sejam embalagens, por ex:
- aerossóis vazios tachos e panelas, talheres, ferramentas, etc.
- metalizados
Papel e Cartão
Depositar:
- embalagens de cartão, por ex.: caixas de cereais; bolachas, etc
- sacos de papel
- papel de embrulho
- jornais e revistas
- papel de escrita
Não depositar:
- embalagens de cartão com gordura, por ex.: pacotes de batatas fritas, caixas de pizza
- sacos de cimento
- embalagens de produtos químicos
- papel de alumínio
- papel autocolante
- papel de cozinha, guardanapos e lenços de papel sujos
- toalhetes e fraldas
Vidro
Depositar: Não depositar:
- Garrafas - Louças e cerâmicas (pratos, copos, chávenas, jarras, etc.)
- Garrafões - Materiais de construção civil
- Frascos - Janelas, vidraças, espelhos, etc.
- Boiões - Lâmpadas
- Garrafões - Materiais de construção civil
- Frascos - Janelas, vidraças, espelhos, etc.
- Boiões - Lâmpadas
Pilhas
Depositar:
Pilhas (salinas e
alcalinas, de botão, de lítio e recarregáveis) e acumuladores - baterias
recarregáveis (baterias de níquel cádmio, níquel metal híbrido e de
iões de lítio).
Estas pilhas e
acumuladores serão armazenados em condições de segurança e encaminhadas
para valorização onde, através de vários processos, se separam e
recuperam os diversos materiais que as constituem.
Nota: As pilhas são resíduos perigosos. Uma simples pilha pode contaminar 3000 litros de água!
Alguns aspectos negativos das lixeiras
- Contaminação das águas.
- Contaminação dos solos.
- Maus cheiros.
- Contaminação dos solos.
- Maus cheiros.
- Provocam incêndios.
- Formação de focos de doenças.
- Formação de focos de doenças.
- Problemas paisagisticos.
- Problemas de sobrevivência de alguns seres vivos.
Algumas vantagens da Reciclagem:
- Economiza e reduz a procura de energia;
- Reduz a quantidade de matérias-primas necessárias para o fabrico de novos produtos;
- Reduz a quantidade de resíduos depositados em aterro;
- Protege a biodiversidade;
- Reduz o aquecimento global;
- Reduz a poluição da água;
- Reduz a poluição do ar;
- Reduz a quantidade de resíduos sólidos;
- Reduz a destruição de habitat
Por um Mundo melhor...
Pedro Gonçalo C. S. Silva
terça-feira, 14 de julho de 2015
Compostagem,veja como é fácil!
Fornecemos kit com 100 unidades de minhocas californianas por R$ 25,00.
(apenas para o estado do RS).
agropanerai@gmail.com
sábado, 1 de novembro de 2014
Como fazer adubo com o lixo orgânico que você produz em casa
PRODUZA HUMUS NA SUA CASA!

Casca de fruta, resto de verduras e legumes, iogurte… tudo isso pode virar adubo.
O nome desse processo é compostagem. Quando você transforma seu lixo em adubo, pode oferecer ao solo um material rico em nutrientes (no caso de uma horta ou mesmo para as plantas do seu jardim) e, principalmente, ajuda a reduzir a quantidade de lixo que vai diariamente para os aterros e lixões do Brasil. Aprenda a fazer a compostagem doméstica e mãos à obra!
PASSO 1 – O recipiente
Você deve ter um recipiente para colocar o material orgânico. Pode ser um pote de sorvete, uma lata de tinta ou um balde. Vale usar a criatividade com o que estiver ao seu alcance. Se der para reaproveitar algum recipiente, melhor ainda. É importante furar o fundo. Você pode fazer isso manualmente, variando o tamanho dos buracos. É por eles que o chorume (líquido eliminado pelo material orgânico em decomposição) vai passar.
Um detalhe importante é que o chorume pode ser reaproveitado, pois, neste caso, é um fertilizante de alto potencial (já que é originado apenas de matéria orgânica). Você pode recolhê-lo e devolver à mistura da sua compostagem ou ainda jogar em plantas, diluído (anote a proporção: 1 copo de chorume para 9 copos de água).
PASSO 2 – A composteira
Em baixo do recipiente no qual você vai colocar o material orgânico, deve haver outro que vai “recolher” o chorume. Pode ser uma bacia mais rasa, por exemplo. Ela não pode ficar em contato direto com a lata ou o pote, pois o chorume deve ter um espaço para escorrer. Use um calço – como pedaços de tijolo – para colocar em baixo da lata e deixá-la um pouco mais “alta” em relação à bacia. (A compostagem até pode ser feita em contato direto com o solo, mas neste caso o terreno deve ter boa drenagem e ser inclinado, para que o chorume não acumule em um local só).
PASSO 3 – Hora de colocar o lixo
Fazer compostagem em casa não é só jogar o lixo orgânico de qualquer jeito e deixar que a natureza faça “o resto sozinha”. Existe um método para viabilizar, facilitar e acelerar a decomposição do material orgânico. O segredo é sobrepor os tipos de resíduos orgânicos, ou seja, o processo é feito em camadas.
O que regula a ação dos microorganismos que vão decompor o material é a proporção de nitrogênio e carbono. Essa relação deve ser de três para um. Ou seja, uma camada de nitrogênio para três camadas de carbono. O que é nitrogênio? É o material úmido (o lixo, em si). O que é o carbono? É matéria seca, como papelão, cascalho de árvore, serragem, folhas secas, aparas de grama e palha de milho. (Se a relação for diferente desta, não significa que não ocorrerá o processo de compostagem, apenas que vai levar mais tempo).
E… pique, pique, pique! Quanto menor estiver o material que você colocar (tanto o seco quanto o úmido), melhor. Comece com uma camada de material seco, depois coloque o material úmido. Depois coloque outra camada de material seco, umedeça-o um pouco e continue o processo. É importante que a última camada (a que vai ficar exposta) seja sempre seca, para evitar mau cheiro. Uma opção é colocar cal virgem por cima. Outro detalhe essencial é: não tampe a composteira. O material orgânico não pode ficar abafado. Ah, procure sempre manusear a sua composteira com luvas.
O que você pode usar:
- Resto de leite;
- Filtro de café usado;
- Borra de café;
- Cascas de frutas;
- Sobras de verduras e legumes;
- Iogurte;
O que você não pode usar:
- Restos de comida temperada com sal, óleo, azeite… qualquer tipo de tempero;
- Frutas cítricas em excesso, por causa da acidez;
- Esterco de animais domésticos, como gato e cachorro;
- Madeiras envernizadas, vidro, metal, óleo, tinta, plásticos, papel plastificado;
- Cinzas de cigarro e carvão;
- Gorduras animais (como restos de carnes);
- Papel de revista e impressos coloridos, por causa da tinta.
PASSO 4– Espere, mas cuide
Depois que você montou toda a estrutura, é hora de dar tempo ao tempo. A primeira fase é de decomposição, quando a temperatura interna do material que está na composteira pode chegar a 70°C. Isso dura cerca de 15 dias, no caso da compostagem doméstica. Nesse período, o ideal é não mexer. Depois, revolver o material é super importante para fornecer oxigênio ao processo. Essas “mexidas” podem ser feitas de diversas formas: com um “garfo de jardim” ou trocando o material de lugar – para uma outra lata, por exemplo.
Nesse ponto, você pode se perguntar: mas eu gero lixo orgânico todo dia. Posso jogá-lo na composteira diariamente? Melhor não. Você tem algumas alternativas. O ideal é acrescentar matéria orgânica cada vez que for “mexer” na sua composteira, ou seja, a cada 15 dias, mais ou menos. Nesse intervalo, guarde as suas cascas de frutas, verduras e o resto que for reaproveitável em um potinho na geladeira.
O tempo para ter o adubo final varia em função da quantidade de lixo usado e pela forma como a compostagem é feita. É possível chegar ao final do processo em 2 ou 3 meses. O indicativo de que o húmus (adubo) está pronto é quando a temperatura do composto se estabiliza com a temperatura ambiente. Para saber, use os sentidos: a cor é escura, o cheiro é de terra. E , quando o esfregamos nas mãos, elas não ficam sujas.
(Fonte: Escola de Jardinagem do Parque do Ibirapuera, em São Paulo/SP)
Alexandre Panerai Pereira
Eng. Agrônomo CREA 76516
JÁ PENSOU EM TER UM MINHOCÁRIO PARA RECICLAR O SEU LIXO?
JÁ PENSOU EM TER UM MINHOCÁRIO PARA RECICLAR O SEU LIXO ORGÂNICO DOMÉSTICO? ...
CONSULTORIA EM PROPRIEDADES RURAIS
Alexandre Panerai Pereira
Eng. Agrônomo CREA 76516
segunda-feira, 12 de maio de 2014
segunda-feira, 7 de abril de 2014
Para onde vai o lixo? A incineração é um monstro, é queimar dinheiro.
Política Nacional de Resíduos Sólidos prevê fechamento dos lixões até agosto, mas somente metade dos municípios brasileiros chegaram a elaborar seus planos de gestão de resíduos
Por Elisa Batalha, na Revista Radis, Número: 139, Abril/2014
É lei desde 2010. A partir de 3 agosto de 2014, não será permitido
descartar lixo em vazadouros a céu aberto — os lixões — sob pena de
multa. Segundo a Lei 12.305, que instituiu a Política Nacional de
Resíduos Sólidos (PNRS), o material reciclável deve ser coletado
separadamente, e o que não tiver aproveitamento deve ser levado a
aterros sanitários. Apesar da proximidade do prazo, grande parte dos
municípios não elaborou o seu Plano de Gestão de Resíduos Sólidos, com
soluções ambiental e socialmente adequadas para o problema do lixo.
Conforme levantamento da Confederação Nacional dos Municípios (CNM),
apenas 9% dos municípios haviam elaborado o plano até 2012, quando
venceu o prazo dado pela lei para essa etapa.
Segundo dados da última
Pesquisa Nacional de Saneamento Básico, do IBGE, de 2008, o país conta
com 2.906 lixões, onde o lixo é depositado sem tratamento, em 2.810
municípios, mais da metade do total de municípios do país. O problema é
mais grave em cidades de pequeno porte e na Região Nordeste. “Estimamos
que, hoje, 51% dos municípios tenham elaborado o plano, mas acredito que
é extremamente difícil, especialmente para os municípios pequenos,
cumprir o prazo de fechamento dos lixões”, diz o coordenador nacional da
CNM, Valtenir Bruno Goldmeier. Segundo ele, a confederação encaminhou
pedido de postergação do prazo de apresentação dos planos para até 2015.
O fechamento dos lixões é uma — a mais urgente — das medidas
determinadas pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (que tramitou
por quase 20 anos no Congresso antes de ser sancionada). Ações como
realização de coleta seletiva, responsabilização compartilhada de
empresas, poder público e consumidores sobre o lixo produzido fazem
parte da agenda (Radis 102). Segundo estimativas do Instituto de
Pesquisa Econômica Aplica (Ipea), de 2010, apenas 2,4% de todo o serviço
de coleta de resíduos sólidos urbanos no Brasil são realizados de forma
seletiva.
A discussão sobre como aperfeiçoar e acelerar a implementação da
PNRS, esteve em debate nas etapas municipais e estaduais da 4ª
Conferência Nacional do Meio Ambiente, integralmente dedicada ao tema.
“Não é possível que se levem outros 20 anos para resolver o problema do
lixo”, afirmou a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, na
abertura do evento, realizado em Brasília entre 24 e 27 de outubro de
2013. Ao seu lado, o então ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro,
apontou que o “problema é essencialmente urbano”, observando que, em
2015, seremos 93% de brasileiros vivendo em cidades. “Não existe coleta
seletiva na capital do país”, apontou Ronei Alves, do Movimento Nacional
dos Catadores de Materiais Recicláveis. Ele lembrou que com o
fechamento de Jardim Gramacho, no Rio de Janeiro (ver matéria na pág.
20), o título de maior lixão a céu aberto da América Latina passou ao
lixão da cidade Estrutural, no Distrito Federal, que recebe 8 mil
toneladas de resíduos por dia.
A conferência, que reuniu representantes da sociedade civil, do setor empresarial e do setor público, teve como proposta mais votada a que determina que a implementação da política deve “garantir recursos financeiros para que os municípios e Distrito Federal tenham condição para que as cooperativas/associações de catadores de materiais recicláveis executem o trabalho de coleta seletiva, triagem e educação ambiental nas regiões de sua localização, com a devida remuneração pelo poder público, disponibilizando espaços físicos para as suas instalações e ecopontos”. Os debates se deram em quatro eixos: Produção e consumo sustentáveis; Redução dos impactos ambientais; Geração de trabalho, emprego e renda; e Educação ambiental. Foram definidas 60 ações a serem priorizadas na implementação da política, quinze de cada eixo.
A conferência, que reuniu representantes da sociedade civil, do setor empresarial e do setor público, teve como proposta mais votada a que determina que a implementação da política deve “garantir recursos financeiros para que os municípios e Distrito Federal tenham condição para que as cooperativas/associações de catadores de materiais recicláveis executem o trabalho de coleta seletiva, triagem e educação ambiental nas regiões de sua localização, com a devida remuneração pelo poder público, disponibilizando espaços físicos para as suas instalações e ecopontos”. Os debates se deram em quatro eixos: Produção e consumo sustentáveis; Redução dos impactos ambientais; Geração de trabalho, emprego e renda; e Educação ambiental. Foram definidas 60 ações a serem priorizadas na implementação da política, quinze de cada eixo.
Corrida contra o tempo
Os representantes das prefeituras e estados presentes à conferência se mostraram preocupados com o prazo para fechamento dos lixões, considerado curto. “Não podemos ser vistos como gestores irresponsáveis que só querem adiar prazos”, disse o representante da Associação Nacional dos Serviços Municipais de Saneamento (Assemae), Francisco Lopes. “Não é indisposição dos municípios. Todos queremos acabar com os lixões. Até agosto, será realidade em alguns estados e em outros, não”. Segundo ele, a construção e manutenção de aterros sanitários está fora do alcance da maior parte dos municípios. “Mais de 90% não têm orçamento para manter um aterro”, disse Francisco, que defende cobrança de taxa para cobrir os gastos extras dos municípios com a coleta seletiva. “É importantíssimo para garantir a sustentabilidade dos serviços”.
Para Vinicius Fonseca, representante do Rio de Janeiro no movimento
dos catadores, os prefeitos tiveram quatro anos para fechar os lixões,
desde que a lei foi assinada, em 2010.
“Eles alegam que não houve tempo. O Governo Federal vem alocando recursos. Muitas vezes essa verba é mal utilizada”, considerou.
De acordo com o professor José Cláudio Junqueira, da Faculdade de
Engenharia e Arquitetura da Universidade Fumec e da Escola Superior Dom
Hélder Câmara, em Minas Gerais, só é viável economicamente manter um
aterro sanitário com volume de resíduos gerado por pelo menos cerca de
100 mil habitantes. A reunião de vários municípios em consórcios para a
construção e manutenção de aterros já ocorre em alguns estados, como no
Paraná, e tem muitas vantagens, defendeu. “É importante agrupar os
municípios para que se faça consorciamento. Dois terços dos aterros
sanitários construídos nas últimas décadas voltaram a ser lixões por
falta de manutenção”, informou.
O representante da Secretaria Nacional de Saneamento Básico do
Ministério das Cidades, Sérgio Cotrim, observou que há avanços nos
maiores centros urbanos, mas os municípios de menor porte encontram
dificuldades. “Existe um problema orçamentário”, considerou. “É
necessário resolver a sustentabilidade econômica e as fontes
orçamentárias desses municípios”.
“Quem estabeleceu as metas foi o Congresso Nacional”, afirmou, em
entrevista à Radis (ver pág. 16), o coordenador geral da 4ª Conferência
Nacional de Meio Ambiente, Geraldo Abreu, diretor do Departamento de
Cidadania e Responsabilidade Socioambiental da Secretaria de Articulação
Institucional e Cidadania Ambiental do Ministério do Meio Ambiente.
Para ele, as prefeituras precisam agir. “O que o governo avalia é que
não é possível, quatro anos depois da promulgação da Lei Nacional de
Resíduos Sólidos, os prefeitos virem a Brasília pedir prorrogação de
prazo para fechar os lixões e responderem que nada foi feito, quando
perguntamos o que fizeram até o momento”.
Dispor de um aterro sanitário não garante destinação adequada dos
resíduos, conforme previsto na política nacional. Para Luiz Firmino
Martins Pereira, da Subsecretaria Executiva de Meio Ambiente do Estado
do Rio de Janeiro, sem coleta seletiva, toda solução será limitada. “O
aterro sanitário coloca o Rio de Janeiro no século 20, não no século
21”, observou. O Rio de Janeiro, por exemplo, deposita a maior parte do
seu lixo em um aterro consorciado, no município vizinho de Seropédica.
Embora tenha cumprido a meta de fechamento de seu lixão (em Gramacho),
com tecnologia adequada, ainda não resolveu a questão da coleta
seletiva.
O fim dos lixões e o sucesso da Política Nacional de Resíduos Sólidos
dependeria, ainda, de uma mudança geral de comportamento. “É preciso
que todos estejam engajados na separação do lixo nas casas,
estabelecimentos comerciais, órgãos públicos e nas empresas. É difícil
atingir essas metas se não houver mudança no comportamento das pessoas”,
analisou José Cláudio.
Logística reversa
A Política Nacional de Resíduos Sólidos prevê que fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de determinado produto que possa causar danos ao meio ambiente ou à saúde humana devem criar um sistema de recolhimento e destinação final independente dos sistemas públicos de limpeza urbana. Ou seja, quem pôs o produto na rua tem que ajudar a recolher e evitar que ele vá se acumular nos aterros. “A logística reversa é uma materialização da responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos. Significa que, para alguns produtos, a responsabilidade sobre o recolhimento após o consumo é de fabricantes, importadores, comerciantes e distribuidores de maneira compartilhada, e o consumidor também entra nessa divisão de tarefas”, afirma Zilda Veloso, do Departamento de Meio Ambiente Urbano do Ministério de Meio Ambiente.
A Política Nacional de Resíduos Sólidos prevê que fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de determinado produto que possa causar danos ao meio ambiente ou à saúde humana devem criar um sistema de recolhimento e destinação final independente dos sistemas públicos de limpeza urbana. Ou seja, quem pôs o produto na rua tem que ajudar a recolher e evitar que ele vá se acumular nos aterros. “A logística reversa é uma materialização da responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos. Significa que, para alguns produtos, a responsabilidade sobre o recolhimento após o consumo é de fabricantes, importadores, comerciantes e distribuidores de maneira compartilhada, e o consumidor também entra nessa divisão de tarefas”, afirma Zilda Veloso, do Departamento de Meio Ambiente Urbano do Ministério de Meio Ambiente.
Eletroeletrônicos, pilhas e baterias, pneus, lâmpadas fluorescentes e
embalagens de óleos lubrificantes são os itens de logística reversa
obrigatória e sobre os quais se vêm fazendo acordos setoriais. Resíduos
hospitalares e embalagens de agrotóxicos já são regidos por
regulamentação específica, que dita procedimentos para sua destinação
adequada, para evitar contaminação de pessoas e do ambiente. O setor de
óleos lubrificantes foi o primeiro a aderir ao acordo setorial, em
dezembro de 2013.
Profissão reconhecida
Os representantes do Movimento Nacional de Catadores de Materiais recicláveis (MNCR) tiveram protagonismo na conferência, defendendo com veemência seus pontos de vista. Foi vitoriosa, por exemplo, uma das mais discutidas propostas do evento, que tratava de alteração na lei com objetivo de proibir toda e qualquer incineração de resíduos sólidos. “São milhares de pessoas que vão perder o seu sustento se materiais recicláveis forem incinerados. Incineração é um monstro, um equívoco, é queimar dinheiro. Materiais recicláveis e orgânicos têm que ser tratados, não incinerados. Só o que não tiver aproveitamento, os rejeitos, é que devem ter essa destinação. É obsoleto e não é ambientalmente, socialmente e economicamente viável”, apontou Vinicius Fonseca, do MNCR do Rio de Janeiro.
Os representantes do Movimento Nacional de Catadores de Materiais recicláveis (MNCR) tiveram protagonismo na conferência, defendendo com veemência seus pontos de vista. Foi vitoriosa, por exemplo, uma das mais discutidas propostas do evento, que tratava de alteração na lei com objetivo de proibir toda e qualquer incineração de resíduos sólidos. “São milhares de pessoas que vão perder o seu sustento se materiais recicláveis forem incinerados. Incineração é um monstro, um equívoco, é queimar dinheiro. Materiais recicláveis e orgânicos têm que ser tratados, não incinerados. Só o que não tiver aproveitamento, os rejeitos, é que devem ter essa destinação. É obsoleto e não é ambientalmente, socialmente e economicamente viável”, apontou Vinicius Fonseca, do MNCR do Rio de Janeiro.
A inclusão social do catador na cadeia de resíduos é considerada um
dos aspectos mais avançados e ao mesmo tempo mais complexos da PNRS. O
papel atribuído a eles na política é de grande relevância. “O catador é
um agente social de transformação que resolve muitos dos problemas que
nós criamos”, resumiu a ministra Izabella Teixeira. São aproximadamente
600 mil trabalhadores que têm na coleta de resíduos sua fonte de renda .
Apesar de a profissão de catador já ter sido reconhecida pela
Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), em 2002, as condições em
que esses trabalhadores atuam são precárias, incluindo-se a exploração
econômica de que são alvo, por parte de empresários e atravessadores. “O
catador tem que ser remunerado pelo trabalho. É injusto remunerar pelo
material e não pelo serviço de logística reversa que prestam”, defendeu
Pedro Moura Costa, da BV RIO, empresa que trabalha com créditos de
logística reversa, ou seja, uma forma de quantificar e dar valor de
mercado ao serviço de coletar, recuperar e dar destinação adequada aos
resíduos sólidos, incluindo o material reciclável. “É uma forma de
comércio de ativos ambientais. Os mais conhecidos ativos ambientais são
os créditos de carbono”, explicou.
Ele informou que somente 2% do lixo no país são reciclados e 65%
desse lixo são coletados por catadores. Do material reciclável coletado,
95% são latinhas, com maior valor de mercado. “A contribuição da
indústria com pontos de coleta voluntária tem sido simbólica. A coleta
seletiva fica como um pepino que cai em cima do serviço público”. Para
Pedro, existe discrepância de poder de barganha entre catadores e
indústria. “É uma negociação desbalanceada”, definiu.
EcoDebate, 07/04/2014
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