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segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Folhas de mamona contra formigas??
O Brasil, terceiro maior produtor mundial de frutos, depende fortemente da polinização para garantir sua produtividade agrícola. Nesse contexto, os polinizadores, especialmente as abelhas, desempenham papel essencial na manutenção da biodiversidade e na segurança alimentar. No entanto, o uso indiscriminado de agrotóxicos compromete sua sobrevivência. Este projeto de pesquisa propõe o uso do extrato vegetal de Ricinus communis (mamona) como alternativa ecológica ao controle de formigas cortadeiras do gênero Atta spp. em jardins escolares. Os resultados demonstraram que, após aplicação da solução (15g de folhas para 500mL de água), houve evasão significativa de indivíduos dos formigueiros em até 48 horas, sem comprometer a presença de polinizadores. A proposta reforça o potencial do controle biológico como ferramenta sustentável na educação ambiental e preservação da fauna benéfica.
Fonte: artigo Mamona
segunda-feira, 8 de junho de 2026
Aprenda a eliminar as formigas da sua horta de forma biológica: dicas úteis
Fonte: site Agricultura e Mar Actual
Artigo de opinião de Rosa Moreira, Eng.ª Agrónoma, promotora do site A Cientista Agrícola
Para quem tem uma horta ou jardim, é importante saber o que fazer para ter a sua horta bonita e saudável. Como o crescimento das plantas da sua horta e o aumento das temperaturas, é normal que as formigas apareçam nas suas hortas, uma vez que o ambiente é mais propicio a tal.
Não é que as formigas não sejam essenciais à sua horta, mas quando elas aparecem em milhares de colónias, tornam-se uma autêntica praga para as nossas culturas.
Neste artigo, trago-lhe algumas dicas que irão permitir com esta praga. Fique a conhecer quais as minhas sugestões para acabar com este problema.
1- Faça os seus próprios repelentes naturais
Sabia que pode fazer os seus próprios repelentes naturais de formigas. Não sabe como?
Dou-lhe abaixo algumas receitas:
Solução aquosa de água+ alho
Sabia que os compostos de enxofre e o cheiro forte do alho parecem ser muito incómodos para as formigas? Pois é, uma das soluções para acabar com esta praga na sua horta é junta estes dois ingredientes, a água e o alho.
Para tal deve fazer o seguinte, usando esta receita:
Como fazer a água de alho?
Como fazer?
- Triture vários dentes de alho e coloque-os num tacho com água, deixando a solução repousar por um período mínimo de 24 horas.
- Após o período anteriormente indicado, leve esta solução ao lume em fogo brando para potenciar a acção da mesma por um período de 15 minutos.
- Coloque a solução feita posteriormente num pulverizador e borrife nos locais mais atacadas pelas formigas.
Acabar com elas é uma das questões que mais dor de cabeça nos trás… Por isso, a utilização de produtos adequados, naturais, biológicos, baratos e que tragam a melhor resolução ao problema é essencial.

Use detergente biodegradável para acabar com as formigas
Use um copo de 200ml e reparta a sua capacidade por 100ml de água e 100ml de detergente. A solução criada através destes ingredientes pode ser uma solução eficaz para ajudar nesta praga das hortas. Coloque o conteúdo da solução elaborada num borrifador, e aplique nos nos locais mais afectados. Pode optar também por misturar o detergente com vinagre para combater esta praga. As quantidades a usar destes ingredientes são as seguintes: ½ copo de água, 2 colheres de detergente biodegradável, 2 colheres de vinagre. Utilize também um borrifador para aplicar esta solução.

Use borras de café para afastar as formigas
Usar borra de café usado (não solúvel) para além de enriquecer o solo, ajuda a afastar as formigas. Para maximizar o efeito das borras de café nas formigas, espalhe-a pelo seu jardim. Esta operação vai confundiar as formigas operárias, uma vez que atrapalha o seu olfacto, acabando por se perder e morrer de fome.Espalhe um pouco de pó nos formigueiros e na sua casa. Isso deve ser suficiente para confundir as formigas operárias, pois atrapalha o olfacto delas. Assim, as formigas se perderão e morrerão de fome.
- Insista e seja paciente ao usar o café. Os efeitos podem levar alguns meses para surgir.
- Reaplique o pó pelo menos uma vez no ano para reforçar o cheiro do café e acelerar os efeitos.

Plante ervas aromáticas ao longo da sua horta
Sabia que algumas ervas aromáticas têm efeito repelente de formigas? Algumas das melhores plantas aromáticas para este efeito são:
- lavanda;
- oregãos;
- hortelã-pimenta;
- alecrim;
- entre outros;

Use as cascas de laranja para afastar as formigas
Sabia que as cascas de laranja têm uma substância natural (D-limoneno) que é também utilizado como um componente em insecticidas orgânicos? Quando a casca de laranja começa a decompor-se liberta um óleo essencial que se torna letal para as formigas acabando por diminuir as colónias desta praga.

segunda-feira, 30 de março de 2026
CONTROLE ECOLÓGICO DE FORMIGAS-CORTADEIRAS - receita
Resumo
O Assentamento Carlos Marighella, atualmente denominado Comunidade Agroecológica Carlos Marighella, vem aplicando práticas ecológicas alternativas, principalmente na produção de hortigranjeiros, há mais de 2 anos. Em uma área de 2 ha, são cultivadas diversas espécies de olerícolas, durante o ano todo, com assistência técnica do Escritório Municipal da Emater/RS de Santa Maria.
Entre as práticas ecológicas utilizadas, destaca-se o controle ecológico de formigas-cortadeiras, cujas altas infestações na área destinada aos hortigranjeiros causavam sérios prejuízos, a ponto de inviabilizar os cultivos. As formigas-cortadeiras foram controladas nesta área sem a utilização de agrotóxicos e com baixo custo.
Atualmente, o assentamento está alcançando rendimentos plenamente satisfatórios na produção de hortaliças, pois houve melhoria nas condições físicas, químicas e biológicas do solo.
Entre as práticas ecológicas utilizadas, destaca-se o controle ecológico de formigas-cortadeiras, cujas altas infestações na área destinada aos hortigranjeiros causavam sérios prejuízos, a ponto de inviabilizar os cultivos. As formigas-cortadeiras foram controladas nesta área sem a utilização de agrotóxicos e com baixo custo.
Atualmente, o assentamento está alcançando rendimentos plenamente satisfatórios na produção de hortaliças, pois houve melhoria nas condições físicas, químicas e biológicas do solo.
Palavras-Chave
Formigas-cortadeiras, hortigranjeiro, agroecologia, assentamento
Contexto
Na Fazenda Santa Marta, situada no Distrito Industrial do município de Santa Maria, distante 8 Km da sede, foi implantado pelo Gabinete de Reforma Agrária (GRA), em fevereiro de 2000, o Assentamento Carlos Marighella, também denominado Comunidade Agroecológica Carlos Marighella, e, inicialmente, chamado de Novo Tipo. A comunidade tem 25 famílias de assentados, que estiveram acampados aproximadamente durante três anos em diversos acampamentos, situados em distintos municípios do Estado. Estas famílias foram assentadas para trabalhar coletivamente, numa área total de 305 ha, onde cada uma tem uma fração de participação da terra de quatro por cento (4%).
As famílias foram para o Assentamento com o objetivo de produzir, ecologicamente, produtos agropecuários e hortigranjeiros, assim como agroindustrializar e comercializar os mesmos. As principais práticas ecológicas utilizadas pelas famílias assentadas, visando a melhoria da fertilidade do solo, foram adubações orgânicas (estercos), vermicompostagem, aplicações de caldas fungicidas, uso de plantas alelopáticas, plantas-armadilhas ou plantas-iscas, extratos vegetais, uso de biofertilizantes organominerais enriquecidos, como adubação foliar e uso de plantas recicladoras de nutrientes (adubos verdes), tanto da estação outono-inverno como de primavera-verão, cultivadas isoladas ou em consórcio com outras culturas.
Todavia, a área do Assentamento é caracterizada por um solo profundo, arenoso e de baixa fertilidade, altamente favorável a severas infestações de formigas-cortadeiras, que dificultavam e causavam sérios prejuízos, principalmente à produção ecológica de hortaliças. Este problema obrigou as famílias assentadas a buscar práticas alternativas. A adoção de práticas ecológicas no controle das formigas-cortadeiras trouxe ótimos benefícios às famílias assentadas, uma vez que elas não precisaram lançar mão de qualquer produto químico, obtendo bons rendimentos na produção de hortigranjeiros.
As famílias foram para o Assentamento com o objetivo de produzir, ecologicamente, produtos agropecuários e hortigranjeiros, assim como agroindustrializar e comercializar os mesmos. As principais práticas ecológicas utilizadas pelas famílias assentadas, visando a melhoria da fertilidade do solo, foram adubações orgânicas (estercos), vermicompostagem, aplicações de caldas fungicidas, uso de plantas alelopáticas, plantas-armadilhas ou plantas-iscas, extratos vegetais, uso de biofertilizantes organominerais enriquecidos, como adubação foliar e uso de plantas recicladoras de nutrientes (adubos verdes), tanto da estação outono-inverno como de primavera-verão, cultivadas isoladas ou em consórcio com outras culturas.
Todavia, a área do Assentamento é caracterizada por um solo profundo, arenoso e de baixa fertilidade, altamente favorável a severas infestações de formigas-cortadeiras, que dificultavam e causavam sérios prejuízos, principalmente à produção ecológica de hortaliças. Este problema obrigou as famílias assentadas a buscar práticas alternativas. A adoção de práticas ecológicas no controle das formigas-cortadeiras trouxe ótimos benefícios às famílias assentadas, uma vez que elas não precisaram lançar mão de qualquer produto químico, obtendo bons rendimentos na produção de hortigranjeiros.
Descriçao da Experiência
O controle ecológico das formigas-cortadeiras pelas famílias assentadas da Comunidade Carlos Marighella, em áreas de cultivos agroecológicos de hortigranjeiros, teve início com a melhoria da fertilidade do solo e, após, com o uso de formicida ecológico, formulado com a mistura de plantas e minerais.
A fertilidade do solo foi melhorada, principalmente com o uso de adubações orgânicas (estercos de aves e bovinos e mais resíduos resultantes da produção de cogumelos comestíveis -champignons), numa quantidade de, no mínimo, 10 toneladas por hectare, incorporadas ao solo.
O formicida ecológico foi preparado através de uma mistura composta de folhas de gergelim e mamona, secas e moídas (essas plantas haviam sido plantadas na área pelas famílias assentadas), mais a cal virgem e o enxofre.
As quantidades usadas de cada componente desta mistura foram:
-200 g de folhas secas e moídas de gergelim
-1 Kg de folhas secas e moídas de mamona
-1 kg de cal virgem
-100 g de enxofre
A aplicação deste formicida ecológico foi feita por bombeamento, através de uma polvilhadeira manual (tipo bomba), nos olheiros principais.
Esta prática ecológica mostrou resultado satisfatório quando os olheiros secundários eram obstruídos. Do contrário, as formigas paralisavam suas atividades nos formigueiros onde estava sendo realizada a aplicação e, através dos olheiros secundários, migravam para outros locais. Desta forma, a infestação continuava em outros pontos da área.
Por isso, a mobilização das famílias de assentados na realização deste controle foi intensiva, já que as formigas estavam destruindo as hortaliças cultivadas. Outro formicida ecológico, também usado pela Comunidade Ecológica Carlos Marighella, foram folhas verdes de gergelim, durante a floração/frutificação, já que neste estágio a planta atrai as formigas-cortadeiras, que cortam e carregam suas folhas para os formigueiros, e, num período de 4 a 5 dias, cessam suas atividades, vindo a morrer. O uso deste formicida ecológico foi contínuo até o desaparecimento das formigas-cortadeiras na área da horta.
Todas essas práticas ecológicas realizadas pelas famílias desta Comunidade para o controle ecológico das formigas-cortadeiras (saúvas e quenquéns) foram acompanhadas pelo Escritório Municipal da Emater/RS de Santa Maria, que presta assistência técnica às famílias desde a implantação do assentamento.
A fertilidade do solo foi melhorada, principalmente com o uso de adubações orgânicas (estercos de aves e bovinos e mais resíduos resultantes da produção de cogumelos comestíveis -champignons), numa quantidade de, no mínimo, 10 toneladas por hectare, incorporadas ao solo.
O formicida ecológico foi preparado através de uma mistura composta de folhas de gergelim e mamona, secas e moídas (essas plantas haviam sido plantadas na área pelas famílias assentadas), mais a cal virgem e o enxofre.
As quantidades usadas de cada componente desta mistura foram:
-200 g de folhas secas e moídas de gergelim
-1 Kg de folhas secas e moídas de mamona
-1 kg de cal virgem
-100 g de enxofre
A aplicação deste formicida ecológico foi feita por bombeamento, através de uma polvilhadeira manual (tipo bomba), nos olheiros principais.
Esta prática ecológica mostrou resultado satisfatório quando os olheiros secundários eram obstruídos. Do contrário, as formigas paralisavam suas atividades nos formigueiros onde estava sendo realizada a aplicação e, através dos olheiros secundários, migravam para outros locais. Desta forma, a infestação continuava em outros pontos da área.
Por isso, a mobilização das famílias de assentados na realização deste controle foi intensiva, já que as formigas estavam destruindo as hortaliças cultivadas. Outro formicida ecológico, também usado pela Comunidade Ecológica Carlos Marighella, foram folhas verdes de gergelim, durante a floração/frutificação, já que neste estágio a planta atrai as formigas-cortadeiras, que cortam e carregam suas folhas para os formigueiros, e, num período de 4 a 5 dias, cessam suas atividades, vindo a morrer. O uso deste formicida ecológico foi contínuo até o desaparecimento das formigas-cortadeiras na área da horta.
Todas essas práticas ecológicas realizadas pelas famílias desta Comunidade para o controle ecológico das formigas-cortadeiras (saúvas e quenquéns) foram acompanhadas pelo Escritório Municipal da Emater/RS de Santa Maria, que presta assistência técnica às famílias desde a implantação do assentamento.
Resultados
-Baixo custo de produção, pois as famílias não precisaram adquirir formicidas (agrotóxicos) em agropecuárias;
-Produção de alimentos limpos, isentos de produtos químicos, já que o formicida foi formulado à base de plantas cultivadas no Assentamento;
-A boa produtividade das diversas espécies de hortaliças cultivadas, que servem para o consumo das famílias, sendo o excedente comercializado em feiras de produtores, o que proporcionou a melhoria da geração de renda e a sustentabilidade das famílias, além da preservação do meio ambiente e da saúde dos assentados;
-Consolidação do objetivo desta Comunidade, de produzir somente produtos agroecológicos;
-Como a meta de controlar as formigas-cortadeiras nesta área, com estes formicidas ecológicos foi alcançada em 100%, isto estimulou o interesse dos assentados em avançar no controle das saúvas e quenquéns existentes no restante da área deste Assentamento.
-O uso do formicida ecológico, atualmente, vem sendo divulgado a outros agricultores e técnicos do município e de municípios vizinhos, através de visitas de assistência técnica, palestras, cursos, reuniões, seminários, demonstrações práticas e publicações educativas, além de visitas de técnicos e produtores ao Assentamento para verem o resultado alcançado e adotarem esta prática ecológica em suas propriedades.
-Produção de alimentos limpos, isentos de produtos químicos, já que o formicida foi formulado à base de plantas cultivadas no Assentamento;
-A boa produtividade das diversas espécies de hortaliças cultivadas, que servem para o consumo das famílias, sendo o excedente comercializado em feiras de produtores, o que proporcionou a melhoria da geração de renda e a sustentabilidade das famílias, além da preservação do meio ambiente e da saúde dos assentados;
-Consolidação do objetivo desta Comunidade, de produzir somente produtos agroecológicos;
-Como a meta de controlar as formigas-cortadeiras nesta área, com estes formicidas ecológicos foi alcançada em 100%, isto estimulou o interesse dos assentados em avançar no controle das saúvas e quenquéns existentes no restante da área deste Assentamento.
-O uso do formicida ecológico, atualmente, vem sendo divulgado a outros agricultores e técnicos do município e de municípios vizinhos, através de visitas de assistência técnica, palestras, cursos, reuniões, seminários, demonstrações práticas e publicações educativas, além de visitas de técnicos e produtores ao Assentamento para verem o resultado alcançado e adotarem esta prática ecológica em suas propriedades.
Potencialidades e Limites
As famílias assentadas têm disponibilidade para receber visitas de produtores e técnicos na área de experimentação, na horta e nas demais áreas de cultivo do Assentamento.
Alguns assentados se dispõem a participar de eventos como reuniões, palestras, encontros/seminários, juntamente com os técnicos do Escritório Municipal da Emater/RS de Santa Maria, para relatarem os resultados da referida experiência.
A pouca fertilidade do solo em alguns pontos da área total do assentamento, assim como a escassez de mão-de-obra, não permitem que as famílias possam realizar todas as práticas ecológicas a curto prazo, pois só para melhorar a fertilidade do solo são necessários cultivos para adubações verdes de outono-inverno e de primavera-verão além de rotações de culturas e aplicações de adubos orgânicos, como estercos animais.
Alguns assentados se dispõem a participar de eventos como reuniões, palestras, encontros/seminários, juntamente com os técnicos do Escritório Municipal da Emater/RS de Santa Maria, para relatarem os resultados da referida experiência.
A pouca fertilidade do solo em alguns pontos da área total do assentamento, assim como a escassez de mão-de-obra, não permitem que as famílias possam realizar todas as práticas ecológicas a curto prazo, pois só para melhorar a fertilidade do solo são necessários cultivos para adubações verdes de outono-inverno e de primavera-verão além de rotações de culturas e aplicações de adubos orgânicos, como estercos animais.
Autores e Colaboradores
Autores
Engª Agrª Nubia Maria Vasconcellos Rosa - Escritório Municipal da Emater/RS de Santa Maria
Técnico Agrícola Olímpio João Zatta – Escritório Municipal da Emater/RS de Santa Maria.
Colaboradores
Agricultores assentados da Comunidade Agroecológica Carlos Marighella.
Engª Agrª Nubia Maria Vasconcellos Rosa - Escritório Municipal da Emater/RS de Santa Maria
Técnico Agrícola Olímpio João Zatta – Escritório Municipal da Emater/RS de Santa Maria.
Colaboradores
Agricultores assentados da Comunidade Agroecológica Carlos Marighella.
Bibliografia e Rede de Referências
Referências
-Sabedoria popular;
-Participação em cursos, encontros, seminários, fóruns e simpósios;
-Fundação Gaia.
Rede de Contatos
Escritório Municipal da Emater/RS de Santa Maria
Fone: (55) 221 7961
E-mail: emsmara@emater.tche.br
Engº Agrº Nubia Maria Vasconcellos Rosa
E-mail: numarosa@zaz.com.br
Téc. Agr. Olímpio João Zatta
Fone: (55) 211 1554
Comunidade Agroecológica Carlos Marighella
Fone: (55) 9988 8003
-Sabedoria popular;
-Participação em cursos, encontros, seminários, fóruns e simpósios;
-Fundação Gaia.
Rede de Contatos
Escritório Municipal da Emater/RS de Santa Maria
Fone: (55) 221 7961
E-mail: emsmara@emater.tche.br
Engº Agrº Nubia Maria Vasconcellos Rosa
E-mail: numarosa@zaz.com.br
Téc. Agr. Olímpio João Zatta
Fone: (55) 211 1554
Comunidade Agroecológica Carlos Marighella
Fone: (55) 9988 8003
quarta-feira, 4 de junho de 2025
Como acabar com as formigas em casa e no jardim !!!
Getty Images
Quem tem horta, plantio caseiro, ou mora perto de áreas verdes, sabe como é difícil manter pragas, insetos e formigas afastadas da casa. Sabendo desta dificuldade, decidimos procurar as melhores dicas para afastar as formigas em casa e no jardim!
Para começar, devemos lembrar que as
formigas, por mais chatas que pareçam, também têm o seu papel na
biodiversidade e na cadeia alimentar, então, em vez de matá-las, vamos afastá-las para acabar com os problemas que elas possam causar em nossas e ou jardins.
É importante saber do que as formigas
gostam e do que não gostam, a dica fundamental que podemos dar é que
elas adoram coisas doces, desde açúcar até folha e flores, e odeiam
cheiros fortes. Sabendo disso, temos muitas chances de ganhar esta
batalha!
Índice
- Como acabar com as formigas em casa
- Limpeza e higiene
- Cravo, Canela e Louro
- Óleos Essenciais de Cravo ou Hortelã Pimenta
- Vaselina
- Alfazema e cânfora
- Misturas líquidas para usar com borrifador
- Farinha de milho com vinagre
- Vinagre e detergente
- Suco de Limão
- Detergente
- Algumas das dicas podem ser usadas tanto no jardim, quanto na casa, como:
- Como acabar com as formigas no jardim
- Barreiras físicas
- Plantio de hortelã, batata-doce, salsa, cenoura, mamona e gergelim preto
- Talco ou Cal
- Borra de café
- Lembrete
1. Como acabar com as formigas em casa

foto: freeimages
2. Limpeza e higiene
Antes de tudo, é importante lembrar que as formigas são muito gulosas, e comem de tudo, então é muito importante manter a casa limpa, evitando deixar restos de comida espalhados, lixos muito cheios ou louças sujas.
3. Cravo, Canela e Louro
Caracterizados por seu forte odor, podem ser comprados secos em quase qualquer mercado. Este método espanta as formigas.
Recomendamos que se coloque a canela, o cravo ou o louro em saquinhos feitos com uma meia-calça velha.
Eles devem ser espalhados pela casa nos lugares onde as formigas
costumam passear, e devem ser trocados a cada duas semanas para que o
cheiro permaneça forte.
4. Óleos Essenciais de Cravo ou Hortelã Pimenta
Os óleos essenciais
geralmente são feitos com folhas ou pétalas secas, das quais suas
essências são extraídas. Podem ser comprados em farmácias ou lojas de
produtos naturais.
Por serem essências, possuem odor forte e
desagradável para os insetos. Recomenda-se que se borrife um pouco dos
óleos nas superfícies onde as formigas costumam trilhar, como bordas,
janelas, pisos ou portas. O processo deve ser feito de 3 a 4 dias,
deixando os ambientes perfumados.
5. Vaselina
O uso da vaselina é recomendado por
conta de sua consistência. Deve ser usado em pequena quantidade nas
bordas de recipientes, potes, ou áreas específicas nas quais as formigas
costumam trilhar. Ela é útil para afastar as formigas nas pequenas
áreas.
6. Alfazema e cânfora
Em lugares fechados como armários e gavetas, pode-se colocar as folhas de cânfora ou alfazema, seu odor afasta as formigas, perfuma o espaço e as roupas.
7. Misturas líquidas para usar com borrifador
7.1. Farinha de milho com vinagre
Para espaços grandes e fechados, muitas vezes é melhor afastar as formigas com líquidos que não ocupem espaços.Para fazer a mistura de farinha de milho e vinagre, é necessário adicionar 1 colher de chá de farinha de milho e 2 de sopa de vinagre, pode-se diluir um pouco a mistura com mais 1 colher de água. Colocar a mistura no borrifador e espalhar pelo ambiente.
7.2. Vinagre e detergente
As proporções da mistura são as seguintes:
½ copo de água, 2 colheres de detergente biodegradável, 2 de vinagre
(recomenda-se o uso de vinagre branco, mas não é essencial.) Borrifar a
mistura nos pisos limpos.
7.3. Suco de Limão
Pode-se usar a quantidade de limão que quiser, mas é melhor fazer com 1 ou 2 limões com um pouco de água, para que a mistura seja refeita, mantendo a frescura e o odor. Quando pronto, borrifar em frestas e bordas como portas e janelas.
7.4. Detergente
Em um copo de 200 ml, acrescente metade de água e metade de detergente biodegradável.
Coloque o conteúdo em um borrifador, e aplique nos cantos, frestas e
outros possíveis espaços onde possa haver caminhos de formiga.
7.5. Algumas das dicas podem ser usadas tanto no jardim, quanto na casa, como:
7.5.1. 1. Casca de limão, laranja ou pepino
O aroma das cascas espanta as formigas
temporariamente, mas elas devem ser trocadas a cada semana, pois perdem
seu frescor. As cascas podem ser espalhadas pelos cantos da casa ou do
jardim
7.5.2. 2. Pimenta
A pimenta não é ardida só pra gente! As
formigas também não aguentam seu calor, então ela pode ser espalhada na
casa depois de estar limpa, ou pelo jardim nos lugares onde as formigas
fazem suas trilhas e perto das plantas. É bom usar pimenta em pó, mas
não obrigatório.
8. Como acabar com as formigas no jardim

foto: freeimage
Antes de tudo, gostaria de dar uma dica muito importante: no caso do combate às formigas direto na terra, não é recomendado o uso de sal e vinagre, pois prejudica o crescimento das plantas e a qualidade da terra.
9. Barreiras físicas
Para afastar as formigas das árvores e das plantas, a barreira física é muito eficaz, pois impede que as formigas cheguem às folhas e flores.
A técnica é a seguinte: use um material circular um pouco maior que a área que quer proteger, como baldes, sobras de cano de esgoto, entre outros, e coloque a esfera no lugar requerido, cortando o fundo e lateral para encaixar no entorno da planta ou árvore. Enterre um pouco abaixo da terra o material circular, usado, aproximadamente 1 cm.
A técnica é a seguinte: use um material circular um pouco maior que a área que quer proteger, como baldes, sobras de cano de esgoto, entre outros, e coloque a esfera no lugar requerido, cortando o fundo e lateral para encaixar no entorno da planta ou árvore. Enterre um pouco abaixo da terra o material circular, usado, aproximadamente 1 cm.
10. Plantio de hortelã, batata-doce, salsa, cenoura, mamona e gergelim preto
Se o problemas com as formigas for direto na terra, é muito importante cuidar bem do espaço. Pode-se fazer uma cerca viva com uma variedade enorme de plantas para evitar pequenas infestações de formiga, tais como hortelã, batata-doce, salsa, cenoura, mamona e gergelim preto.
11. Talco ou Cal
O pó deve ser espalhado perto das plantas, ou do formigueiro, o que deve espantar as formigas.
12. Borra de café
A borra do café usado (não solúvel) ou os grãos triturados, além de nutrirem a terra, afastam as formigas.
13. Lembrete
O uso de formicidas e outros venenos,
além de serem muito prejudiciais às pessoas, especialmente às crianças,
podem danificar o meio ambiente pois acabam indo parar nos lençois
freáticos através da irrigação. Com paciência, as formigas podem ir
viver em lugares onde não atrapalhem a convivência com humanos.
segunda-feira, 17 de março de 2025
segunda-feira, 18 de janeiro de 2021
Mudanças no uso da terra afetam a biodiversidade e o solo, afirma estudo
Pesquisa realizada no Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) da Universidade de São Paulo, em Piracicaba, acaba de mensurar o impacto sobre a biodiversidade do solo da transformação de áreas de floresta em pastagens e de pastagens em canaviais. A conclusão é que esse impacto é devastador sobre a macrofauna original do solo: 90% dela – formada por cupins, formigas, minhocas, besouros, aranhas e escorpiões – desapareceu por completo.
A pesquisa foi realizada por André Luiz Custodio Franco, durante o seu doutorado e estágio de pesquisa no exterior realizados com bolsas da FAPESP, com orientação do professor Carlos Clemente Cerri.
Os resultados do trabalho foram publicados no periódico Science of the Total Environment .
“Nossa intenção foi verificar como a mudança no uso da terra interfere na emissão de gases e no armazenamento de carbono no solo e, em consequência, na composição da matéria orgânica, ” diz Franco.
Invertebrados, microrganismos e fungos desenvolvem um grande papel na reciclagem do solo, graças à sua ação na decomposição da matéria orgânica. Eles compõem a microfauna do solo. Formigas e cupins – que integram a macrofauna do solo – são os principais agentes estabilizadores, evitando a erosão graças à construção de seus ninhos.
Para verificar o que acontece com a biodiversidade com a mudança no uso da terra, os pesquisadores retiraram blocos de solo na forma de cubos com 30 centímetros de profundidade. Essas amostras foram coletadas em três canaviais localizados em Jataí, Goiás, Ipaussu e Valparaíso, São Paulo. Nessas áreas uma parte do pasto foi convertida em cana. A equipe também coletou blocos de áreas nativa, de mata, para demonstrar a biodiversidade do solo em um sistema estável, antes do desmatamento para pastagem.
“Quando a mata nativa é convertida em pasto, todos os predadores de topo do solo, como as aranhas e os escorpiões, desaparecem”, diz Franco. “Na ausência de predadores, as populações de cupins e minhocas explodem. A quantidade de cupins no solo aumenta nove vezes. Já a de minhocas cresce 14 vezes.”
Por outro lado, quando o pasto é convertido em canavial, as populações de cupim e minhocas também são eliminadasa, em decorrência da correção química do solo.
O solo nativo é ligeiramente ácido e os invertebrados e microrganismos estão adaptados para viver num ambiente de leve acidez. Como a cana precisa de um solo mais alcalino, a agroindústria introduz quantidades maciças de calcário – além de fertilizantes, herbicidas e pesticidas. “Isto torna o solo tóxico, especialmente para as minhocas”, diz Franco.
O resultado da correção química do solo e, posteriormente, da adubação química é a eliminação quase completa de toda a sua biodiversidade. Os poucos animais e microrganismos que poderiam se adaptar a um solo levemente alcalino são eliminados pelos agrotóxicos.
“Cerca de 90% da macrofauna do solo desapareceu. Em termos de grupos animais, perdeu-se 40%”, diz Franco. Ou seja, o solo dos canaviais é um solo extirpado de biodiversidade – e, em consequência, instável.
Cupins e formigas são os “engenheiros do solo”, observa Franco. Eles são importantes para manter sua estabilidade. Onde há mais animais a estabilidade do solo é maior. Decorre daí que menos animais significa menor estabilidade e, por conseguinte, maior risco de erosão.
Outra questão a ser contabilizada é a perda de carbono do solo. A ação de cupins e formigas faz com que partículas de carbono sejam encapsuladas em microagregados de argila ou areia e permaneçam protegidas da decomposição por microrganismos. Já as minhocas estabilizam as partículas de carbono que passam pelo seu trato digestivo e que ficam igualmente encapsuladas, fora do alcance dos microrganismos.
A perda da macrofauna coloca em risco a estabilidade do solo e a sua capacidade de armazenar carbono, além de contribuir para a liberação de carbono na atmosfera.
O artigo de André L.C. Franco, Marie L.C. Bartz, Maurício R. Cherubin, Dilmar Baretta, Carlos E.P. Cerri, Brigitte J. Feigl, Diana H. Wall, Christian A. Davies Carlos C. Cerri, Loss of soil (macro)fauna due to the expansion of Brazilian sugarcane acreage, publicado em Science of the Total Environment , pode ser lido em http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0048969716308117.
Fonte: Revista Ecológico
quinta-feira, 17 de outubro de 2019
APRENDA A ADUBAR A JABUTICABEIRA
Neste vídeo, Aline Cury do www.jabuticabeira.com.br,
nos ensina a fazer a adubação correta da jabuticabeira.
A produtora mostra como escolher o melhor tipo de
adubo para árvores frutíferas e dá dicas muito úteis
de como aplicá-lo.
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