quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Semear ou plantar fisalis ??




A physallis, Cape gooseberry ou lanterna chinesa (Physalis peruviana) é da família Solanaceae, juntamente com o tomate. É um arbusto perene que produz flores brancas, seguidos de bagas comestíveis, laranja envolto em uma casca finas. Plantas de Physallis têm geada-curso, mas podem ser overwintered em uma casa verde ou mesmo em ambientes fechados. O fruto tem sabor algo como um cruzamento entre um morango e um tomate e é ligeiramente ácido.

Instruções

Coisas que você precisa

  • Bandeja de sementes
  • Envasamento compost
  • potes de 6 polegadas
  • Estacas de jardim
  1. Semear sementes de physallis na Primavera, diretamente sobre a superfície do composto envasamento úmido em uma bandeja rasa. Cobrir com uma camada fina, escassa do composto peneirada somente 1/8 de uma polegada de espessura. Manter a bandeja em um lugar quente e luminosa, como uma janela, até que as sementes germinam. Semear sementes mais do que o esperado para precisa como a taxa de germinação de sementes de physallis é baixa. Em áreas tropicais as sementes podem ser semeadas diretamente sobre o solo do jardim.
  2. Transplante as mudas em potes individuais de 6 polegadas, uma vez que eles são grandes o suficiente para lidar com. Manter os potes em uma casa verde ou cloche dar-lhes uma vantagem inicial protegida enquanto ele ainda está demasiado frio para plantar em jardim.
  3. Prepare um patch do solo para suas plantas de physallis depois que todos os perigo de geada tiver passado. Eles preferem condições de sol e solo bem drenado, ligeiramente ácido, mas não estão confusos sobre o tipo de solo. Solos pobres mesmo podem produzir mais frutos como muitos nutrientes incentivar as plantas para a produção de folhas ao invés de fruta.
  4. Transplante de mudas fora para o jardim depois de sete semanas. Deixe pelo menos 12 centímetros entre plantas, mais se você planeja permitir que eles fiquem grandes. Coloque uma estaca ao lado de cada planta quando você primeiro planta-las para evitar danos de raiz posterior. Plantas de Physallis não precisa stakes, mas apoio facilita a colheita da fruta.
  5. Aperte as dicas crescente de suas plantas de physallis uma vez que eles são 12 polegadas de altura para incentivar o crescimento espesso e aumentam o rendimento dos frutos.

sábado, 3 de outubro de 2026

conhece o malvavisco??

  
O Malvavisco ou Hibisco Colibri é um arbusto tropical de beleza inconfundível, muito apreciado por suas flores vermelhas (ou rosadas) que, ao contrário do hibisco tradicional, permanecem semi-fechadas, lembrando pequenos rolos. Essa característica peculiar e a grande quantidade de néctar tornam a planta um ímã natural para beija-flores e borboletas, garantindo vida e movimento ao seu jardim. De crescimento rápido a moderado e textura lenhosa, é uma planta rústica e de fácil manutenção, ideal para formar cercas-vivas, renques ou ser cultivada como ponto de destaque em vasos grandes e jardins tropicais e subtropicais. Sua floração é longa, ocorrendo praticamente o ano todo, com maior abundância na primavera e verão.

Ficha Técnica

Nome Científico: Malvaviscus arboreus

Família: Malvaceae

Nomes Populares: Malvavisco, Hibisco-colibri, Malva-de-colibri, Hibisco-dormindo, Touca-de-turco (Turk's cap), Vinagreira-de-flor-fechada

Origem: América Central, América do Sul (principalmente México e norte da América do Sul)

Porte Adulto: Pode alcançar de 1,8 a 4 metros de altura

Crescimento: Rápido a moderado

Luminosidade: Sol pleno ou meia-sombra

Rega: Regular, mantendo o solo úmido, mas sem encharcar. Gosta de umidade consistente, principalmente em ambientes quentes.

Temperatura: Prefere climas quentes (Equatorial, Subtropical, Tropical). Não tolera frio intenso nem geadas.

Umidade: Alta a moderada

Substrato: Fértil, rico em matéria orgânica e com boa drenagem.

Adubação: Fertilizantes ricos em nitrogênio, aplicados mensalmente durante a estação de crescimento para estimular a floração e o desenvolvimento.

Poda: Aceita bem a poda. Podas periódicas ajudam a manter a forma, o porte compacto (ideal para cercas-vivas) e estimulam uma floração mais intensa.

Floração: Quase o ano todo, sendo mais abundante na primavera e verão.

Cor das flores: Vermelho-escarlate ou rosa-claro.

Usos: Jardins ornamentais, cercas-vivas, renques (fileiras), macicos, cultivo isolado de destaque no jardim e em vasos grandes. Ideal para jardins de beija-flores e borboletas.

Atrativos: Floração longa e abundante, atrai beija-flores e borboletas, fácil cultivo (planta rústica), propriedades medicinais e comestíveis (flores e frutos).

Curiosidades:

A planta é popularmente conhecida como "Hibisco-dormindo" (Sleeping Hibiscus) ou "Hibisco-colibri" devido ao formato de suas flores, que permanecem semi-fechadas e atraem intensamente os beija-flores, que conseguem acessar o néctar facilmente.

terça-feira, 29 de setembro de 2026

Esse arbusto rústico de flores vermelhas em espiga suporta ventos com maresia e se desenvolve com vigor até em solos salinos do litoral

 


O cultivo de plantas em cidades litorâneas exige espécies resistentes aos ventos fortes carregados de sal que queimam folhas comuns. A escova-de-garrafa (Callistemon viminalis) é um arbusto rústico que tolera solos arenosos salinos e entrega floradas vermelhas exuberantes o ano inteiro.

Originária da Austrália e perfeitamente adaptada ao litoral brasileiro, a escova-de-garrafa recebe esse nome pelo formato de suas inflorescências. As flores formam espigas cilíndricas repletas de estames vermelhos que parecem escovas de limpar garrafas.

Suas folhas são estreitas, duras e protegidas por uma película cerosa natural. Essa barreira impede que os cristais de sal trazidos pelo vento desidratem as células da folhagem, tornando a planta quase imune aos danos da maresia.

A planta pode ser conduzida como arbusto ramificado ou podada como uma pequena arvoreta de até 3 metros de altura. Podar as pontas secas após o fim da florada estimula o nascimento de novos galhos floríferos.

Para valorizar a entrada da sua casa no litoral com flores vermelhas vivas, siga estas recomendações simples:

  • ☀️ Pleno sol o dia todo: Plante em locais abertos; a sombra reduz pela metade a quantidade de espigas vermelhas.
  • 🐦 Atração de beija-flores: As flores ricas em néctar atraem dezenas de pássaros polinizadores para o seu quintal.
  • ✂️ Poda leve de limpeza: Remova frutos secos que se formam nos galhos para direcionar a seiva para novas brotações.

segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Transagem É uma planta com atividades antisséptica e anti-inflamatória excelente!!



Transagem

É uma planta com atividades antisséptica e anti-inflamatória excelentes, e também atua nas vias urinárias e gastrointestinais, muito usada ainda como expectorante e depurativa
Marcos Guião – redacao@revistaecologico.com.br
Natureza Medicinal
Edição 120 - Publicado em: 19/11/2019

Nesse caminhar de descobertas pelo Gerais, no derradeiro destino acabei por dar com os costados num dos cantos mais belos e ricos que o Cerrado generosamente nos oferece: uma vereda lá pros lados do Rio São Francisco.

Ambiente dotado de encantos e riquezas inigualáveis, suas águas límpidas, que ‘trevessam’ toda uma região absolutamente seca e inóspita, são o elemento de ligação entre a sacralidade da manifestação divina através da natureza e a profanação humana da ocupação desordenada e agressiva.

O pilar que sustenta a vereda é o buriti, palmeira das mais graciosas que brota em profusão no frescor daquelas águas que beiram o roçado de seu Atílio, homem dotado de bom senso e consciência da necessidade de zelar pela preservação daquele templo natural.

Com uma carapina já branca, olhos azulados enfeitando o rosto fino e uma eterna barba por fazer, ele ensina em seu dizer próprio, que “pra nóis sabê das coisa do mundo, tem que pulá a cancela”. Encantado com aquele proseio, derrepentemente me vejo já berando as águas cristalinas, reverenciando qualidades ou beleza de uma planta aqui, outra acolá.

Com a intimidade de quem há décadas vive pareando as veredas, ele arrazoa as pilhas de plantas medicinais encontradas por ali, ladeado por seu cumpadre Dete, companheiro de roçado, caminhadas e lembranças. Foi quando de chofre topamos com umazinha atoa, coisica de nada que medra por tudo que é lado: a transagem (Plantago major). O cumpadre num se conteve e soltou que ficava “na buscação do serventuá dessa pranta, mas num tenho distinguido...”

Foto: Marcos Guião
Foto: Marcos Guião

Seu Atílio num esperou a prosa esfriar e foi logo emendando: “pois óia que essa é das mió que tá tendo pra essas doençada de inflamação, de ferimento no corpo e inté de dentro da boca”.

Realmente a transagem é uma planta com atividades antisséptica e anti-inflamatória excelentes, e também atua nas vias urinárias e gastrointestinais, muito usada ainda como expectorante e depurativa. Mas o que mais me chamou a atenção é que, às vezes, procuramos plantas complicadas e difíceis de serem encontradas e nem damos atenção a essas mais simples, que medram desde as calçadas das grandes cidades até naquele santuário cravado no coração do sertão.

E o serventuá da transagem não para por aí. Ainda de acordo com seu Atílio, que deu a receita de como preparar um laxante suave “pra esse povo que fica sem obrar por dias, tem que passar a mão no pendão da transagem e rapá aqueles grãozinhos todos. Dispois coloca tudo num copo com água fria de tardinha e deixa inté no outro dia de manhã, quando aquilo incha e a água fica gorda. Daí tem que coar e tomar em antes de tirar o jejum.” Simples assim.

Inté a próxima lua!

(*) Jornalista e consultor em plantas medicinais. Saiba mais em www.ervanariamarcosguiao.com


 

ESPINHEIRA SANTA: A PLANTA MILAGROSA PARA DORES NO ESTÔMAGO E INTESTINO...

Iinovação e sustentabilidade no agro catarinense!!!!

 

fonte : jornal de floripa

Macroalgas e aquicultura transformam o agro catarinense com inovação e sustentabilidade

Biofertilizantes naturais impulsionam a produção agrícola, enquanto o cultivo de peixes em cavas reaproveitadas redefine a piscicultura no Estado – Foto: Divulgação

O agronegócio é um dos pilares de Santa Catarina, contribuindo com 30% do PIB do Estado. Entre as atividades em expansão, destaque para a criação de tilápias em cavas e o cultivo de macroalgas, que estão transformando o setor. Antes limitadas às águas, as macroalgas agora ganham protagonismo na produção agrícola, impulsionando colheitas e abrindo novas oportunidades para o desenvolvimento do agro catarinense.

Uma cadeia produtiva em constante evolução. O que antes era apenas uma promessa agora se torna realidade: as macroalgas conquistam espaço e melhoram a produção agrícola em Santa Catarina.

Do mar para o campo, elas se destacam como biofertilizantes 100% naturais, revolucionando a agricultura catarinense. Em São Pedro de Alcântara, a 35 km da capital, essa inovação já está criando raízes. Os resultados aparecem tanto no solo quanto na economia local, com produtores adotando novas tecnologias e aumentando a produtividade a cada safra.

Os benefícios das macroalgas

A macroalga não apenas fortalece as plantas, mas também reduz custos e aumenta a eficiência da produção agrícola. Além disso, contribui para a durabilidade dos alimentos: produtos como alface, que muitas vezes chegam ao mercado e se deterioram rapidamente, passam a ter um aumento de três a quatro dias no tempo de prateleira.

O biofertilizante produzido a partir da macroalga pode ser até três vezes mais econômico em comparação a produtos biológicos convencionais. Essa inovação atende à crescente demanda dos consumidores por alimentos mais seguros e em conformidade com padrões de qualidade.

A validação do extrato em diferentes culturas do agronegócio catarinense foi a primeira etapa desse processo. Registrado no Ministério da Agricultura como fertilizante orgânico, o produto conta com protocolos de aplicação ajustados às necessidades específicas de cada cultura, garantindo maior eficiência e rendimento.

Com isso, a principal intenção é elevar a produtividade no campo, beneficiando tanto os produtores quanto os consumidores finais, que recebem alimentos de melhor qualidade e com maior segurança alimentar.

Pesquisas da Epagri demonstraram que a macroalga Kappaphycus alvarezii desempenha um papel significativo na captura de dióxido de carbono da atmosfera, contribuindo para o combate ao efeito estufa. Com a expansão das fazendas marinhas em Santa Catarina, estima-se que o cultivo seja capaz de sequestrar mais de 2.500 toneladas de carbono por ano. Atualmente, mais de 50 produtores no Estado já aderiram a essa iniciativa, reforçando seu potencial ambiental e econômico.

Um dos grandes desafios dessa atividade tem sido o desenvolvimento de maquinários para o beneficiamento, especialmente diante do aumento da demanda. Enquanto isso, o plantio das mudas para a nova safra já está em andamento, consolidando uma revolução verde que conecta o mar e a terra em uma cadeia produtiva sustentável.

Esse modelo pode ser um diferencial estratégico para o agronegócio catarinense, que se caracteriza pela agricultura familiar em pequenas propriedades. Com acesso a um produto de custo mais baixo, os produtores conseguem aumentar a rentabilidade, reduzir despesas e ampliar a produção, impulsionando o desenvolvimento econômico.

Além disso, essa integração de macroalgas e ciência está construindo um futuro promissor, com alimentos mais saudáveis, resistentes e de maior qualidade, beneficiando tanto o mercado quanto os consumidores.

Inovação sustentável na alimentação de peixes

A inclusão de dietas alternativas à base de macroalgas na alimentação de tainhas está revolucionando a aquicultura, oferecendo uma solução mais sustentável e econômica. Essa abordagem melhora a saúde dos peixes, otimiza a produção, reduz a dependência de rações tradicionais e minimiza os impactos ambientais.

A inclusão de dietas alternativas à base de macroalgas na alimentação de tainhas está revolucionando a aquicultura, oferecendo uma solução mais sustentável e econômica – Foto: Divulgação

Em tubos de ensaio, entre pós finos e cristais de sal, a macroalga Kappaphycus alvarezii demonstra todo o seu potencial inovador para o setor. No laboratório de análise fisicoquímica do Labcal, localizado no Departamento de Ciência e Tecnologia de Alimentos da UFSC, no Centro de Ciências Agrárias, o mar se transforma em ciência e inovação.

Sob a liderança do professor Giustino Tribuzi, o laboratório se dedica a explorar como cada extração de substâncias abre caminho para novos produtos e alimentos mais saudáveis. O professor destaca que todo alimento que chega à mesa do consumidor precisa ser seguro. Por isso, há anos o trabalho do grupo se concentra em avaliar a segurança dos alimentos, além de propor e sugerir métodos eficazes de higienização e sanificação, garantindo que eles ofereçam benefícios reais ao consumidor final.

Os pesquisadores investigam o grande potencial da macroalga, rica em carragena, antioxidantes e sais minerais, compostos que podem revolucionar várias indústrias. O primeiro produto extraído da alga foi um biofertilizante, mas também existe um subproduto, com alto teor de carragena, antioxidantes e pigmentos, que se destaca como um ingrediente promissor para a indústria alimentícia.

A cada estudo, novos potenciais da macroalga são revelados, mostrando sua estrutura firme e ao mesmo tempo elástica. No laboratório de piscicultura marinha da UFSC, que é pioneiro mundial na reprodução completa da tainha em cativeiro, a macroalga foi incorporada à dieta dos peixes nos últimos 60 dias de cultivo. O resultado foi um impressionante aumento de 20% no peso das tainhas.

Caio Magnotti, do Laboratório de Piscicultura Marinha da UFSC, explica que o uso da macroalga no cultivo de tainhas pode resultar em um ganho de crescimento de 10 a 15% para os peixes, utilizando um recurso que, de outra forma, seria descartado.

Isso não só gera economia em ração, como também torna o processo de cultivo mais eficiente do ponto de vista energético e econômico. Além disso, é possível observar melhorias na qualidade da carne do peixe, com um aumento nos níveis de ômega-3 e ômega-6, substâncias que agregam valor ao filé e contribuem para a saúde da população.

Santa Catarina lidera a produção de tainha no Brasil, mas as grandes oportunidades estão no domínio completo do ciclo de vida da espécie em cativeiro. Desde 2014, a equipe do Lapmar tem aprimorado técnicas de reprodução, tornando possível a produção contínua e escalonada da tainha, garantindo oferta durante todo o ano e, consequentemente, agregando mais valor ao pescado.

A aquicultura possibilita a produção do peixe de forma constante. Embora a desova ocorra entre maio e julho, os peixes podem ser mantidos em tanques, redes no mar ou viveiros escavados com água salgada, como acontece com camarões e tilápias. Isso permite fornecer tainhas durante todo o ano, sem depender da sazonalidade.

Além disso, a pesquisa avança no desenvolvimento de tainhas predominantemente fêmeas, cujas ovas são altamente valorizadas no mercado internacional. Com a combinação entre as redes marinhas e os tanques do laboratório, a tainha ganha novos horizontes, impulsionados pela ciência, mantendo-se uma tradição essencial para a vida e a economia catarinense.

Reaproveitamento de cavas na piscicultura

A criação de tilápias em cavas reaproveitadas está promovendo uma verdadeira transformação na piscicultura no Brasil, com destaque para estados como Santa Catarina, Tocantins e Paraná.

Essa prática não só possibilita a recuperação de áreas alagadas, mas também contribui para a redução de custos com infraestrutura, eleva a produtividade e reduz significativamente o impacto ambiental, o que torna o modelo cada vez mais sustentável.

As antigas cavas de mineração, que se espalham pelo território brasileiro, deixando marcas visíveis na paisagem, agora assumem um novo papel, contribuindo para a requalificação ambiental.

A mineração, embora fundamental para a economia nacional, fornecendo matérias-primas essenciais para setores como a construção civil, a energia, a tecnologia e a indústria, muitas vezes resulta na criação de grandes escavações que, ao longo do tempo, acabam sendo transformadas em lagos artificiais.

Exemplo disso é uma lagoa localizada em uma fazenda em Palhoça, onde a mineração de areia, ao abrir espaço para novas atividades produtivas, uniu a recuperação ambiental com a geração de renda, criando novas oportunidades para a região.

Com o apoio da Epagri, a família Vieira, em Palhoça, está planejando expandir sua produção de tilápias, aumentando o número de tanques-rede e aproveitando ainda mais as cavas existentes, com o objetivo de garantir a venda do peixe ao longo de todo o ano.

Atualmente, eles produzem uma tonelada de tilápia por safra, um processo que leva entre oito e nove meses. Contudo, a expansão da produção não se resume apenas a um investimento financeiro, mas reflete também um compromisso sólido com a sustentabilidade.

Para isso, os produtores têm adotado tecnologias de monitoramento remoto e implementado soluções para reduzir os impactos ambientais, assegurando que sua prática piscícola permaneça alinhada com as melhores práticas de preservação ambiental.

Os testes realizados pelo produtor demonstraram que o peixe produzido na propriedade possui qualidade excepcional. A despesca é realizada quando as tilápias atingem cerca de 800 gramas e, a partir desse momento, o produto é imediatamente encaminhado para uma peixaria em Florianópolis. Em menos de 40 minutos, o peixe chega fresquinho à peixaria na capital, assegurando a qualidade para os consumidores que buscam uma carne saudável e saborosa.

Na região onde está situada a fazenda da família Vieira, cerca de 50 propriedades estão envolvidas na escavação de areia, e o projeto da família se destaca como um exemplo de como a piscicultura pode ser uma solução sustentável para áreas que, de outra forma, ficariam improdutivas.

As cavas, que antes eram marcas da degradação ambiental, estão virando símbolos de um futuro mais promissor, refletindo as possibilidades de recuperação e produção sustentável.

Para saber mais sobre as macroalgas e a aquicultura catarinense, aproveite e assista na íntegra ao episódio do programa Agro, Saúde e Cooperação sobre este tema. O projeto, desenvolvido pelo Grupo ND, tem parceria com a Ocesc, Aurora, SindArroz Santa Catarina, Sicoob e Fecoagro.


sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Conhece a GUAMIRIM??

 


NOME INDIGENA: GUAMIRIM-CEREJA-DO-SUL. Na língua guarani UÁ-MIRIM quer dizer fruta pequena. Também recebe o nome de Cambuí da várzea e Cambuim de folhas vermelho-violetas (A brotação na primavera é maravilhosa).




 

Origem: Nativa e endêmica da mata atlântica das matas ripárias e várzeas ou nascentes, ocorrendo também nas florestas semideciduais de altitude, dos estados do Paraná e Santa Catarina e Rio Grande do Sul, Brasil. Também ocorre na Bolivia, Paraguai, Argentina e Uruguai.  Mais informações no link:  http://servicos.jbrj.gov.br/flora/search/Eugenia_florida

 

OBSERVAÇÕES: Esta espécie é considerada sinônimo de Eugenia florida, mais na pratica, e por se observar a planta ao vivo e a cores, é nitidamente distinta da espécie  mencionada.

  

Características: Arbusto ou arvoreta de 2 a 5 metros, com copa cilíndrica, e globosa e de folhagem semi-perene, o troco é curto e cilíndrico, com casca olivácea na juventude, tornando pardo-acinzentada, com textura áspera a rugosa quando a arvore fica mais velha. As folhas são inteiras, de cor verde escuras na face superior e argenteas (esbranquiçadas) na face dorsal. A lamina é opostas e glabrascentes (sem pelos quando maduras) com pecíolo ou cabinho de 3 a 6 mm de comprimento, Essa espécie pode ser facilmente identificada por se observar pecíolos bem sulcados e pilosos. A lamina tem textura cartácea (como cartolina), ovada (com forma de ovo) a elipticas medindo 2 a 5,5 cm de comprimento por 1,2 a 2,0 cm de largura. As flores nascem em racemos (cachos curtos) axililares com 15 a 45 mm de comprimento, contendo 5 a 10 flores cíclicas (distribuídos em vários ciclos), diclamídeas (com dois envoltórios) e medem 1,2 cm de diâmetro quando abertas. Estas têm cálice (invólucro externo da flor) cupulado (com forma de cúpula) com 4 sépalas desiguais e corola (invólucro esterno) com 4 pétalas brancas de 3 a 4 mm de comprimento. Os frutos são globosos de cor vermelha escura e depois bem pretos quando maduros, medindo 0,8 a 1,2 cm de diâmetro com pele fina e ´plá arroxeada envolvendo 1 semente pequena.

 

Dicas para cultivo:  Planta de crescimento rápido que aprecia qualquer tipo de solos com boa fertilidade natural e rápida drenagem da água das chuvas, é resistente a geadas leves de até -3 grau e pode ser plantada em solos brejosos e locais onde ocorrem inundações anuais. A planta frutifica abundantemente em pleno sol, mais não deve faltar água na época da florada e granagem dos frutos. Começa a frutificar com 2 a 3 anos a depender do clima e tratos culturais. Também pode ser cultivada em vasos grandes e em pleno sol onde frutifica bastante.

 

Mudas: As sementes são globosas, recalcitrantes (perdem o poder germinativo se forem secadas) e germinam em 40 a 70 dias se plantadas em substrato de 50% de terra vermelha, 30% de matéria orgânica e 20% de areia. Recomendo plantar 2 sementes diretamente em  saquinhos individuais e quando as plântulas estiverem com 10 cm, eliminar a planta mais fraca e mal localizada. As mudas devem ser formadas sob sombreamento de 50% e atingem 30 cm com 10 a 12 meses de vida.

 

Plantando: Pode ser plantada tanto a pleno sol como na sombra em bosques com arvores grandes bem espaçadas. Espaçamento 4 x 4 m. Faça cova quadradas com 50 cm nas três dimensões e adicione 50 kg de farinha de osso, 100 g de cinzas e cerca de 40% de matéria orgânica, deixando curtir por 2 meses. A melhor época de plantio é de outubro a novembro. Irrigar a cada quinze dias nos primeiros 3 meses, depois somente se faltar água na época da florada.

 

Cultivando: A planta cresce rápido e não necessita de cuidados especiais, apenas deve-se cobrir a superfície com capim cortado e eliminar qualquer erva daninha que possa sufocar a planta. Fazer podas no fim do inverno para fazer a formação da planta eliminando ramos e brotos da base e todo o excesso de ramos que nascerem voltados para o interior da copa. Adubar com 2 a 3 pás de composto orgânico curtido e 50 gramas de farinha de osso e 100 gramas de cinzas ou torta de mamona. Distribuir os nutrientes à 5 cm superficialmente a 20 cm do caule no inicio do mês de setembro.

Usos: Frutifica nos meses de setembro a outubro. Espécie muito importante como apícola, pois floresce no final de julho e agosto fornecendo muito néctar e pólen a varias espécies de abelhas nativas ou não. Os frutos tem polpa rica em antioxidantes e pectina e podem ser consumidos in natura ou despolpados sob uma peneira e a polpa usada para sucos, frizantes, geleias ou sorvetes. Os pássaros também o procuram, pois na época que amadurecem há pouco alimento. A arvore não pode faltar em jardins pois na época da brotação das folhas ocorrem um espetáculo a parte. Também não deve faltar em projetos de reflorestamentos pois seus frutos alimentam pássaros e pequenos mamíferos.  

 

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Controle biológico do pulgão - Programa Rio Grande Rural




Quem é esse tal pulgão?

Existe cerca de 1,5 mil espécie de pulgões que atacam as mais diversas espécies de plantas cultivadas.

Os pulgões são pequenos insetos sugadores de seiva elaborada e que prejudicam as culturas não apenas pela sucção de seiva, mas pela inoculação de toxinas e transmissão de viroses, esta última sendo o dano mais sério.

Nas condições do Brasil os pulgões se reproduzem exclusivamente por partenogênese telítoca, na qual fêmeas produzem larvas fêmeas sem o concurso dos machos.

Certas espécies de pulgões como Aphis nerii são capazes de atacar plantas tóxicas como a espirradeira Nerium oleander e a erva invasora Asclepias curassavica. O organismo dessa espécie de pulgão tem a capacidade de seqüestrar esses princípios tóxicos e de usá-los como mecanismo de defesa contra os inimigos naturais. O pulgão Brevicoryne brassicae é capaz de desativar a toxina sinigrina presente nas crucíferas (couve, repolho, nabo, rabanete) das quais se alimenta.

Algumas espécies de pulgões se especializaram como formadores de galhas que podem se constituir a partir do enrolamento das folhas ou formação de tumores induzidos pelos hormônios de crescimento produzidos por esses insetos. É o caso da filoxera Daktulosphaira vitifoliae que provoca a formação de galhas em folhas e raízes da videira. As formas aladas da filoxera voam para as folhas da videira, onde depositam ovos. Desses nascem as larvas formadoras de galhas. Completando o desenvolvimento, a filoxera sai da galha e desce pelos ramos da planta até chegar às raízes, onde forma novas galhas em forma de nodosidades. Para o controle da filoxera é recomendado que se use porta-enxertos resistentes. Mesmo assim a filoxera consegue se estabelecer na videira enxertada, atacando somente a parte aérea suscetível. Todavia seus danos são menores que no caso do comprometimento das raízes. Embora protegidos no interior das galhas, os pulgões ainda são atacados pelos inimigos naturais especializados em perseguí-los dentro dessas estruturas.

É bastante conhecida a relação de mutualismo que os pulgões estabelecem com formigas: enquanto os primeiros fornecem substâncias açucaradas que secretam às formigas, estas os defendem contra a aproximação de seus inimigos naturais e os carregam para colonizarem novas plantas.

Na tabela (veja no final do texto como visualizar este artigo em PDF) encontram-se as principais viroses em plantas e as espécies de pulgões que as transmitem.

Os pulgões são capazes de desenvolver resistência contra pesticidas químicos como os organofosforados e carbamatos. As espécies mais estudadas com relação a esse aspecto são os pulgões Myzus persicae e Aphis gossypii. O desenvolvimento de resistência é facilitado pela aplicação repetida do mesmo agroquímico na cultura.

Como os pulgões possuem numerosas espécies de inimigos naturais representados pelos parasitóides e predadores, valeria a pena realizarem-se esforços para substituir o controle químico pelo biológico, viabilizando-se a criação massal e o fornecimento de inimigos naturais aos agricultores.

O controle biológico clássico de pulgões, que alcançou expressivo sucesso no Brasil é o dos pulgões do trigo pertencentes às espécies Metopolosiphium dirhodum (pulgão da folha), Sitobium avenae (pulgão da espiga e da folha), Schyzaphis graminum (pulgão da espiga e da folha), Rhopallosiphum padi (pulgão da folha e da bainha) e R. rufioabdominale (pulgão da raiz). Para o controle biológico dos mesmos foram introduzidas 12 espécies de parasitóides trazidos da Europa e da Ásia, dos quais apresentaram melhor sucesso quanto ao estabelecimento Aphidius colemani, A. ropalosiphi, A. uzbekistanus, A. ervi, Diaeretiella rapae, Praon volucre e Ephedius plagiator. Essas introduções foram necessárias pois as pragas do trigo (planta originária do Velho Mundo) foram introduzidas no Brasil desacompanhadas de seus inimigos naturais nativos.

O parasitóide Lysephlebus testaceipes foi introduzido com sucesso nos países do Mediterrâneo para controle dos pulgões dos citros Toxoptera spp.

O parasitismo é estabelecido quando a vespa fêmea deposita o ovo no interior do organismo do pulgão. A larva que eclode do ovo se desenvolve alimentando-se da hemolinfa e dos tecidos internos do hospedeiro. Finda a fase larval do parasitóide, o pulgão já está morto e transformado em múmia. A pupa do parasitóide se forma no interior da múmia e a vespa adulta emerge abrindo um orifício na parede da múmia. Pulgões novos, quando parasitados, morrem sem chegar à idade adulta; os que chegam a esse estágio produzem menor número de descendentes. Com o parasitismo ocorre degeneração dos ovários do pulgão, cessando a formação dos embriões. São predadores de pulgões coleópteros, dípteros, neurópteros, heterópteros, himenópteros e aranhas.

Existem mais de 5 mil espécies de coccinelídeos (insetos da família dos coleópteros) que são predadores de pulgões e são encontrados em quase todas as partes do mundo. Larvas jovens de pulgões são mais vulneráveis ao ataque de coccinelídeos.Resultado de imagem para pulgão joaninha

Os neurópteros das famílias Chrysopidae e Hemerobiidae são encontrados também em quase todas as partes do mundo. Suas larvas são predadores ativos de pulgões, chegando a destruir 25 pulgões/dia. Um casal e seus descendentes são capazes de destruir 4 milhões de pulgões/ano. As larvas dos dípteros das famílias Syrphidae e Cecidomyiidae chegam a destruir mais de 500 pulgões durante esse estágio.

Maria Aico Watanabe
Embrapa Meio Ambiente

* Este artigo foi publicado na edição número 07 da revista Cultivar Hortaliças e Frutas, de abril/maio de 2001.

* Confira este artigo, com fotos e tabelas, em formato PDF. Basta clicar no link abaixo:

/arquivos/hf07_pulgao.pdf

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