quarta-feira, 18 de junho de 2025

Preservar o meio ambiente é dever de todos e não é preciso muito esforço!


Preserve a Natureza

Preservar o meio ambiente é dever de todos e não é preciso muito esforço, basta transformar pequenos gestos em hábitos.
Preserve a Natureza
Proteger a natureza é uma luta de todos nós. Devemos reconhecer que tudo no planeta é interligado, e que a nossa vida depende do meio-ambiente.

Não podemos negar que a situação mundial devido ao COVID-19, causa preocupação em todos e traz questionamentos de como será o futuro. Muitos já estão angustiados e cansados de estarem dentro de casa, mesmo sabendo da necessidade do isolamento.

Apesar de toda tensão e negativismo do momento, você já parou para pensar se há alguém se beneficiando com o isolamento social? Pois bem, há sim e sabe quem é? O meio ambiente.

Preservar o meio ambiente é dever de todos e não é preciso muito esforço, basta transformar pequenos gestos em hábitos.




Por este motivo seguem algumas dicas simples para despertar o ecologista que existe em você.

1 - Não corte, nem pode árvores sem autorização. Poda drástica é PROIBIDA!! Lembre-se que os benefícios de uma árvore são inúmeros. As árvores purificam o ar, valorizam a terra e podem servir de sombra, arrefecendo assim as casas e evitando o uso exagerado do ar condicionado.

2 - Antes de jogar qualquer coisa fora, procure saber se alguém ou alguma instituição que possa estar precisando do que não lhe serve mais.

3 - Apague as luzes ao sair de um ambiente caso não volte dentro de 15 minutos. Além de poupar em eletricidade, evita o sobreaquecimento do espaço.

4 - Cuide bem do seu lixo. Nunca jogue lixo no chão, importando-se sempre com o destino adequado dele. Separe os lixos (vidro, papel, metal e plástico) e coloque na rua no dia da coleta seletiva em seu bairro;. Separar o lixo reciclável é importante para diminuir a quantidade de lixo nas grandes cidades.

5 - Não desperdice água. Esse é um dos recursos mais importantes e frágeis do planeta: feche torneiras, conserte vazamentos, não use mangueiras para para lavar calçadas, aproveite água de chuva.

6 - Para salvar as árvores do planeta, recicle o seu papel, imprima ou escreva nos dois lados de cada folha.

7 - Dê preferência ao sistema solar de aquecimento para tomar banhos, eles não consomem energia elétrica.

8 - Deixe o carro na garagem. Caminhe, reveze carona, vá de bicicleta e sempre que possível, utilize o transporte público.

9 - Evite levar para casa embalagens plásticas e de papel que não serão novamente utilizadas. Escolha produtos que tenham a opção de refil.

10 - Ensine às crianças amor e respeito pela natureza.

terça-feira, 17 de junho de 2025

A muda da macaúba tem suas peculiaridades



Há muitos desafios para tornar a macaúba uma vedete da bioeconomia.
É o que estima o pesquisador Maurício Lopes, ex-presidente da Embrapa.

Além das limitações na germinação das sementes, há dois momentos na produção da muda de macaúba. O pré-viveiro, onde a muda é cultivada em ambiente protegido com telado ou sombrite, e a do viveiro, onde passa para o céu aberto, exposto ao sol. É quando entra no processo de adaptação.
Essa palmeira tem despertado interesse de pesquisadores e empresários devido ao potencial produtivo de óleo, coprodutos de alto valor agregado, rusticidade, ampla adaptabilidade, capacidade de fixação de carbono e viabilidade técnico-econômica tanto para produção de óleo combustível como para alimentação humana.

A macaúba é também conhecida como macaíba bocaiuva, coco baboso, coco-de-espinho e macajuba. É uma palmeira nativa do Brasil presente em diferentes biomas brasileiros especialmente em áreas de cerrado e regiões semi-áridas do Nordeste.
O pesquisador da Embrapa Maurício Lopes salienta que a macaúba tem tudo para ser a grande vedete da bioeconomia. “Ainda há muitos desafios: melhorar e adaptar a macaúba às diferentes realidades, melhoramento genético, zoneamento de risco agrícola, para descobrirmos quais são os lugares onde a macaúba vai bem ou não”, destacou o pesquisador. “A Embrapa está consciente que essa espécie tem espaço nobre a ocupar nessa nova revolução do desenvolvimento sustentável e da microeconomia”, complementa.

segunda-feira, 16 de junho de 2025

Cobertura do solo e acumulação de nutrientes pelo amendoim forrageiro

Adriano Perin(2), José Guilherme Marinho Guerra(3) e Marcelo Grandi Teixeira(3)



Resumo – O objetivo deste trabalho foi determinar as taxas de cobertura do solo, produção de biomassa
e acumulação total de N, P e K da parte aérea da leguminosa herbácea perene amendoim forrageiro
(Arachis pintoi Krapov. & W.C. Greg.), em diferentes densidades e espaçamentos de plantio.
O delineamento experimental adotado foi de blocos ao acaso, em arranjo fatorial 2x4, com quatro repetições. Os tratamentos constaram de espaçamentos entre sulcos de plantio (25 e 50 cm), e de densidades de plantas (2, 4, 8 e 16 plantas/m linear). A cobertura total do solo ocorreu aos 224 dias após o plantio. Foram constatadas diferenças de densidades de plantio na taxa de cobertura do solo, produção de biomassa e acúmulo de nutrientes na parte aérea do amendoim forrageiro. Todavia, não foram observadas diferenças quando se variou o espaçamento entre sulcos. Entre as alternativas testadas, a densidade de 8 plantas/m linear no espaçamento de 50 cm entre sulcos de plantio foi a combinação mais adequada para a plena formação da cobertura viva com amendoim forrageiro.

Soil coverage and nutrient accumulation by pinto peanut
Abstract – The objective of this work was to determine the rate of soil coverage, biomass yield and total accumulation of N, P and K in the aerial biomass of the legume Arachis pintoi Krapov. & W.C. Greg.
The experimental design was a randomized block with four replicates arranged in a 2x4 factorial with two levels of row spacing (25 and 50 cm between rows) and four different planting densities (2, 4, 8 and 16 plants/m). Complete soil coverage was achieved 224 days after planting. Planting density affected the rate of soil coverage and the rate of dry matter and nutrient accumulation by the shoot tissue
of the legume, but these parameters were not significantly affected by row spacing. The results suggest that the optimum planting density was 8 plants/m in rows spaced 50 cm apart.
Index terms: Arachis pintoi, plant population, spacing, aerial parts, dry matter contents.

(1)Aceito para publicação em 25 de março de 2003.
(2)Universidade Federal de Viçosa, Dep. de Fitotecnia, Avenida
P. H. Rolfs, s/n, CEP 36571-000 Viçosa, MG. E-mail: aperin@vicosa.ufv.br
(3)Embrapa-Centro Nacional de Pesquisa de Agrobiologia, Caixa Postal 74505, CEP 23890-000 Seropédica, RJ. E-mail: gmguerra@cnpab.embrapa.br, grandi@cnpab.embrapa.br

Introdução
Práticas de manejo e conservação, como o emprego de plantas de cobertura, são relevantes para a manutenção ou melhoria das características químicas, físicas e biológicas dos solos. A adubação verde utiliza espécies de diferentes famílias botânicas, nativas ou introduzidas, que cobrem o terreno em períodos de tempo ou durante todo ano.


As leguminosas se destacam por formarem associações simbióticas com bactérias fixadoras de N2, o que resulta no aporte de quantidades expressivas desse nutriente no sistema solo-planta.

Ações de pesquisa têm visado principalmente a geração de base técnico-científica para o emprego de leguminosas anuais. No entanto, há espécies herbáceas de ciclo perene, de uso forrageiro, com grande potencial de utilização como cobertura viva permanente de solo, notadamente em pomares.

A cobertura viva protege o solo dos agentes climáticos, mantém ou aumenta o teor de matéria orgânica do solo, mobiliza e recicla nutrientes e favorece a atividade biológica do solo (Guerra & Teixeira, 1997; Perin, 2001; Duda et al., 2003). Contudo, a identificação e adequação desse grupo de leguminosas nos
sistemas de produção é ainda um desafio. Além disso, as leguminosas perenes competem com espécies de ocorrência espontânea e interferem no ciclo reprodutivo das mesmas, o que reduz a Pesq. agropec. bras., Brasília, v. 38, n. 7, p. 791-796, jul. 2003 792 A. Perin et al. mão-de-obra empregada no controle da vegetação espontânea (Lanini et al., 1989; Wiles et al., 1989; Sarrantonio, 1992). No cultivo de hortaliças, Kleinhenz et al. (1997) constataram que o uso das espécies centrosema (Centrosema pubescens), siratro (Macroptilium atropurpureum) e desmódio (Desmodium intortum) promoveram o controle das
espécies espontâneas, não prejudicaram o desempenho das hortaliças e forneceram N para as culturas.

Um aspecto importante na implantação da cobertura viva são as taxas de crescimento das leguminosas perenes, inicialmente lentas, quando comparadas com leguminosas anuais (Perin et al., 2000). Desta forma, cuidados que assegurem a supressão da vegetação espontânea, até que as plantas se estabeleçam, são necessários (Perin, 2001).
Trabalhos relacionando arranjos populacionais e desempenho de leguminosas anuais evidenciaram a importância da densidade de plantio para a produção de grãos de soja (Glycine max) (Pires et al., 2000), feijão (Phaseolus vulgaris) (Horn et  l., 2000), e de matéria seca de parte aérea de diversos adubos verdes (Fernandes et al., 1999; Amabile et al., 2000). Observa-se, porém carência de informações relativas às leguminosas herbáceas perenes.

O objetivo deste trabalho foi determinar as taxas de cobertura do solo, produção de biomassa e acumulação total de N, P e K da parte aérea da leguminosa herbácea perene amendoim forrageiro, em diferentes densidades e espaçamentos de plantio.
Material e Métodos
O experimento foi realizado na Embrapa-Centro Nacional de Pesquisa de Agrobiologia, Seropédica, RJ, num Argissolo Vermelho-Amarelo. Os resultados da análise química (0-20 cm) de amostras de terra no início do experimento apresentaram os seguintes valores: pH em H2O (1:2,5), 4,1; Al3+ , 0,4 cmolc /dm3 ; Ca2+, 2,1 cmolc /dm3 Mg2+, 0,9 cmolc /dm3 ; K+ , 34 mg/kg e P, 6 mg/kg de solo.

Apesar dos baixos valores de pH e dos nutrientes avaliados, não se aplicou calcário e fertilizantes no solo porque o amendoim forrageiro é considerado uma espécie rústica.

O delineamento experimental adotado foi o de blocos ao acaso, com arranjo fatorial 2x4, com quatro repetições. Os tratamentos constaram de dois espaçamentos entre sulcos de plantio (25 cm e 50 cm) e de quatro densidades de
plantas (2, 4, 8 e 16 plantas/m linear), perfazendo oito arranjos populacionais (40.000 a 640.000 plantas/ha ou 4 a 64 plantas/m2).
As parcelas constaram de uma área de 4 m2  (2x2 m). As mudas da leguminosa de ciclo perene e hábito de crescimento rasteiro do amendoim forrageiro (Arachis pintoi acesso BR-14951 seção estolonífera) foram preparadas vegetativamente tomando-se por base estacas em bandejas de poliestireno expandido com 200 células que permaneceram no viveiro por 70 dias. Em março/98 (final do período chuvoso), foram transferidas para a área experimental. Estirpes de bactérias do gênero Rhizobium, recomendadas pela Embrapa-Centro Nacional de Pesquisa de Agrobiologia, foram inoculadas nas estacas, usando-se a água como veículo. Capinas manuais foram realizadas aos 20 e 42 dias após o plantio (DAP).

As avaliações constaram da taxa de cobertura do solo (%), determinada com auxílio do software SIARCS 3.0 (Sistema Integrado para Análise de Raízes e Cobertura do Solo), desenvolvido pela Embrapa-Centro Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento de Instrumentação Agropecuária.

O acompanhamento do crescimento das plantas, até a cobertura total do solo, foi feito por meio de imagens fotográficas aos 8, 21, 34, 49, 64, 83, 104, 125, 149, 178 e 224 DAP. A câmara fotográfica era suspensa por um tripé, de modo que as fotografias fossem tomadas perpendicularmente ao solo, a uma altura de 1,60 m da superfície do terreno. Cada fotografia abrangia uma área de 1 m2 , e foi tomada entre 7h30 e 9h, a fim  e atenuar efeitos adversos de sombra.
Quantificou-se a produção de biomassa de parte aérea, tomando-se por base amostras secadas em estufa de ventilação forçada, a 65ºC. O conteúdo de N foi determinado após digestão sulfúrica e destilação em Kjeldahl (Bremner & Mulvaney, 1982); os conteúdos de P e K foram determinados na parte aérea das plantas, após digestão nítrico-perclórica (Bataglia et al., 1983). O P foi determinado em espectrofotômetro baseando-se na formação da cor azul do complexo fosfato-molibdato em meio sulfúrico, na presença de ácido ascórbico como redutor, e o K em espectrofotômetro de absorção atômica, por ocasião do primeiro, segundo, terceiro e quarto cortes rente ao solo, realizados, respectivamente, aos 8, 12 , 22 e 24 meses após o plantio (MAP).

As análises estatísticas foram realizadas com auxílio do Sistema para Análises Estatísticas e Genéticas (SAEG), versão 5.0 (Euclydes, 1983), e constou da análise de variância, seguida da escolha do modelo que melhor representasse o ajuste das curvas e aplicação do teste F nos coeficientes da equação para detectar significância a 5% e Pesq. agropec. bras., Brasília, v. 38, n. 7, p. 791-796, jul. 2003 Cobertura do solo e acumulação de nutrientes 793 a 1% de probabilidade. Quanto à taxa de cobertura do solo, as curvas foram ajustadas de acordo com a função logística TC = A/(1 + B-K ´ DAP), em que TC é a taxa de cobertura do solo (em %); A é o limite superior da taxa de cobertura do solo; B está relacionado com o tamanho inicial do sistema; K é a taxa de incremento inerente do sistema.

 Em relação à produção de matéria seca da parte aérea e acumulação total de N, P e K, os modelos testados foram lineares, quadráticos e cúbicos. A escolha do modelo que representasse a distribuição dos dados foi baseada no comportamento biológico, significância (p£0,05) e no coeficiente de determinação (R2).


Resultados e Discussão

A interpretação da análise de variância revelou efeito significativo (p£0,05) da densidade de plantio sobre a taxa de cobertura do solo, produção de matéria seca e acumulação de N, P e K na parte aérea do amendoim forrageiro. Entretanto, não foram detectados efeitos do espaçamento, nem interação entre espaçamento e densidade. Assim, as equações ajustadas aos dados foram baseadas no maior espaçamento testado (50 cm), porque neste espaçamento utiliza-se um número menor de mudas, amenizando os custos de implantação da cobertura com esta leguminosa.

 O amendoim forrageiro cobriu plenamente o solo aos 224 DAP independentemente das densidades testadas (Figura 1). Vallejos (1993) observou que o estabelecimento do amendoim forrageiro em consórcio com café alcançou 80% de cobertura do solo aos 210 DAP. Perin (2001) constatou que esta leguminosa cultivada em condições edáficas semelhantes, porém, semeada no período das águas (dezembro), proporcionou plena cobertura do solo aos 110 DAP. As condições climáticas, em especial a precipitação pluvial durante o verão, foram determinantes na velocidade de cobertura do solo.

As maiores diferenças entre as densidades de plantio ocorreram na fase inicial de estabelecimento da cobertura viva. Densidades de 8 e 16 plantas/m linear proporcionaram 50% de cobertura de terreno, respectivamente, aos 84 e 68 DAP, enquanto nos tratamentos com 2 e 4 plantas/m linear, esse mesmo valor foi alcançado, respectivamente, aos 125 e 103 DAP (Figura 1). Alvarenga et al. (1995) destacam que uma cobertura uniforme de 20% do terreno é capaz de reduzir as perdas de terra em aproximadamente 50%, quando comparado com solo descoberto.

A cobertura mais rápida nas densidades de 8 e 16 plantas/m linear reduziu a população de ervas espontâneas e, em conseqüência, diminuiu a mão-de-obra para seu controle. Segundo Lanini et al.(1989) e Wiles et al. (1989), a menor ocorrência de plantas espontâneas deorrente do emprego da cobertura viva com leguminosas herbáceas perenes minimiza a competição das ervas no cultivo de hortaliças. Bradshaw & Siman (1992) e Vallejos (1993) relacionaram custo/ benefício e eficiência no controle da vegetação espontânea e constataram que o amendoim forrageiro apresentou excelente competitividade com as ervas, resultando em menores custos no controle de invasoras, quando comparado com capinas manuais e químicas.

Por outro lado, se o amendoim compete com as plantas espontâneas, poderá competir também com as culturas de interesse, especialmente quando empregado como cobertura viva em pomares. Perin et al. (2002a) mostraram que a cobertura com esta leguminosa, quando comparada com as coberturas de cudzu tropical e siratro, reduziu o crescimento e a produtividade no segundo ciclo de bananeiras.

Embora o amendoim forrageiro proporcione aporte expressivo de N no pomar de bananeiras (Espindola, 2001), Perin et al. (2002b) observaram que a cobertura viva com esta leguminosa acarretou redução dos níveis de umidade do solo maior do que o detectado com cudzu tropical e siratro. Desta forma, a cobertura com amendoim forrageiro, em condições de déficit hídrico prolongado, pode efetivamente provocar competição por água com a cultura principal.

À medida que aumenta a densidade de plantio, eleva-se linearmente a produção de matéria seca e acumulação de N, P e K na parte aérea das plantas em todos os cortes (Tabela 1). Os modelos lineares indicam que a competição entre plantas não limitou a expressão destes parâmetros, em especial por ocasião do primeiro corte, quando as plantas encontravam-se ainda na fase de estabelecimento. Entretanto, a partir do segundo corte verifica-se decréscimo dos valores do coeficiente dos modelos da regressão para a produção de matéria seca, denotando aumento da competição entre plantas (Tabela 1).

Ao longo do período experimental (dois anos), o amendoim forrageiro acumulou 20 t/ha de matéria seca e 572, 37 e 247 kg/ha, respectivamente, de N, P e potássio. Em condições experimentais semelhantes, Espindola (2001) verificou que 91% do N presente no tecido vegetal do amendoim forrageiro foi obtido pela fixação biológica de N2 (FBN) e quando esta leguminosa encontrava-se consorciada com bananeiras, a FBN alcançou 61%. Assim, pode-se estimar que o aporte de N, via FBN, varia aproximadamente de 350 a 520 kg/ha. Destaca-se, então, o alto potencial do amendoim forrageiro como cobertura viva, representando uma estratégia para a auto-suficiência em N na nutrição de fruteiras, por minimizar ou dispensar a utilização da adubação nitrogenada com fertilizantes sintéticos ou outras fontes.

A utilização de 16 plantas/m linear, quando comparada com 8 plantas, resultou em acréscimo de apenas 0,20, 1,18, 0,85 e 0,30 t/ha de matéria seca, respectivamente, no primeiro, segundo, terceiro e quarto cortes, no espaçamento de 50 cm entre sulcos de plantio (Tabela 1). Destaca-se o potencial de rebrota do amendoim forrageiro após os cortes, apresentando elevada produção de matéria seca, mesmo em curtos intervalos de tempo, como observado entre o terceiro e quarto cortes. Este aspecto é também relevante no manejo da cobertura viva, em face da possibilidade de produzir continuamente matéria orgânica de qualidade in situ.

Conclusões
1. As taxas de cobertura do solo, produção de matéria seca e acumulação de N, P e K na parte aérea de amendoim forrageiro não são afetadas pelos espaçamentos entre sulcos de plantio.
2. As densidades de plantio afetam as taxas de cobertura do solo, produção de matéria seca e acumulação de N, P e K na parte aérea de amendoim forrageiro.
3. A densidade de 8 plantas/m linear no espaçamento de 50 cm entre sulcos de plantio é a Tabela 1. 

Tabelas e bibliografia ; Fonte: https://www.scielo.br/pdf/pab/v38n7/18200.pdf

O Manacá da Serra

Lindo exemplar plantado por moradores na ru Fernando Machado em Porto Alegre RS.

Site: Ponto Garden

O manacá-da-serra (Tibouchina mutabilis) é uma árvore originária do Brasil, é uma Angiosperma e pertence à família Melastomataceae, ao gênero da quaresmeira.

O Manacá-da-serra (Tibouchina mutabilis) é uma arvore originária do Brasil, é uma Angiosperma e pertence à família Melastomataceae, ao gênero da quaresmeira (Tibouchina granulosa) e da orelha-de-onça (Tibouchina holosericea). Pode atingir de 2 até 15 m de altura. Possui flores brancas e rosas. A flor de centro branco e pétalas azuis muda de cor após fecundada. Floresce durante o inverno e podendo florescer na primavera e no verão, com flores que variam do branco ao lilás colorindo a mata.

A multiplicação pode ser feita por sementes ou por estacas. Devido ao porte alto e sistema radicular não agressivo, é muito usada como ornamental em jardins e ainda na arborização urbana, não danificando as calçadas. Podemos encontrar também o manacá-da-serra-anão, que possui flores menores, assim como o porte, em torno de 3 metros, muito recomendado para áreas menores, como pequenos jardins e vasos grandes.

Como cuidar – quando plantar no chão recomenda-se a utilização de um substrato ou terra preparada com adubo que contenha mais fósforo para agilizar o enraizamento. Regar todos os dias até o seu enraizamento (aproximadamente 1 mês). Após 1 mês iniciar a adubação com N-P-K mais micronutrientes, na dosagem recomendada pelo fabricante.
No caso de ser plantada em vaso, o cuidado deve ser maior, a freqüência de rega deve ser aumentada, principalmente quando a planta estiver mais desenvolvida. A adubação segue o mesmo princípio da rega, quanto maior a planta, maior a freqüência. Recomenda-se a adubação a cada 15 dias conforme a dosagem do fabricante, detalhe importante é escolher o adubo com N-P-K mais micronutrientes.

Pode ser podada para deixar na altura desejada. Recomenda-se fazer a poda sempre após a floração, deixando sempre algumas folhas para a árvore continuar sobrevivendo, se possível utilizar uma tesoura bem afiada e em seguida utilizar calda bordaleza para a cicatrização e evitar fungos.

Cobertura do solo para épocas frias: plantas multifuncionais


É hora de conhecer outras plantas para adubação verde e cobertura do solo.
Em nossa série especial, saiba mais sobre espécies para épocas frias:
Linhaça, Espérgula, Lentilha, Grão-de-bico e Crambe.

24ª Feira do Mel mostra diversidade de produtos em SC

domingo, 15 de junho de 2025

Amazing Azolla Harvest: uma fonte de alimento sustentável e nutritiva pa...




Neste vídeo, mergulhamos nos incríveis benefícios da Azolla como uma fonte de alimento sustentável para seus animais de estimação. Aprenda como esta planta aquática de rápido crescimento e repleta de nutrientes pode ajudar você a fornecer uma dieta saudável e ecológica para seus amigos peludos. Descubra o processo simples de colheita de Azolla e como ela pode ajudar na saúde geral do seu animal de estimação, ao mesmo tempo em que contribui para um planeta mais verde. Assista agora para ver como você pode integrar a Azolla na dieta do seu animal de estimação para um futuro mais saudável e sustentável! #Dextersworld#Fishvideos#fishchannel#Petsandanimals

sexta-feira, 13 de junho de 2025

¿ Cómo Ganar $2000 con Azolla ? El fertilizante orgánico 🌿💰


¿Sabías que puedes generar hasta $2000 cultivando Azolla? La Azolla, es el fertilizante orgánico también conocido como la Urea Natural gracias a sus altos niveles de Nitrógeno, este helecho es ideal para ser cultivado en campos de arroz. En El ProductorTV te mostramos como producirla Paso a Paso.

quinta-feira, 12 de junho de 2025

El alimento del futuro_ azolla pinnata - TvAgro por Juan Gonzalo Angel R...


Los insumos a nivel mundial están sufriendo un alza en sus precios como nunca antes, esto para la agricultura en general no es un secreto, por tanto, los cultivadores y empresarios del campo deben buscar otras alternativas para que la afectación no sea tan alta.

En esta medida, fincas como El Espinal en Panamá, llevan la batuta pues han encontrado formas de suplir insumos de formas baratas, prácticas y ecosostenibles. En este caso estamos hablando de la implementación de la Azolla Pinnata, un helecho acuático que por su alto contenido proteínico y su capacidad de contener y esparcir zinc se vuelve un aliado del campesinado mundial.

Esta planta además de ser cultivada, cosechada y transformada, a muy bajo costo sirve para complementar el cuidado alimenticio de los animales, sirve como abono, herbicida y otras muchas cualidades. Fuente Juan Gonzalo Angel Restrepo
X: @juangangel
www.tvagro.tv

Como ganhar dinheiro com a coleta e compostagem de resíduos orgânicos?


Neste vídeo explico um pouco como tornar a
compostagem uma atividade rentável. A compostagem é uma ótima opção para trabalhar
cuidando do meio ambiente e ainda fazer uma grana! A compostagem é o futuro, comece hoje mesmo
a viver da compostagem!

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